26 C
Matola
Sábado, Abril 11, 2026
Site Página 2291

Mais de um milhão de pessoas vão beneficiar de água potável até 2016

Mais de um milhão de pessoas vão beneficiar de água potável até 2016
O projecto de água e saneamento MozWash, da organização não-governamental Visão Mundial, já abriu 78 novas fontes de água em três distritos da Zambézia.

As províncias de Nampula, Zambézia e Gaza terão mais água até 2016
O projecto de água e saneamento MozWash, da organização não-governamental Visão Mundial, já abriu 78 novas fontes de água em três distritos da Zambézia, designadamente, Morrumbala, Mocuba e Namacurra. Aqueles distritos são tidos como críticos no que tange à existência de furos de água para as comunidades.

Na essência, aquele projecto tem disponível um total de 51 milhões de dólares, fundos disponibilizados pelo governo americano, para viabilizar o projecto de abertura de mais de mil novos furos em alguns distritos das regiões centro, norte e sul do país.

No centro do país, o projecto prevê abrir pouco mais de 500 fontes de água. Na província da Zambézia, mais concretamente nos distritos de Morrumbala, Mocuba e Namacurra, serão instaladas 300 fontes. Em Tete, concretamente, nos distritos de Songo, Angónia e Changara, o projecto espera abrir 200 fontenários.

No norte, na província de Nampula, os distritos de Nacaroa, Muecate e Murrupula serão abrangidos, nesta iniciativa, com 250 novos furos de água.

Já na região sul, na província de Gaza, está projectada a construção de 300 fontes de água distribuídas em três distritos, Manjacaze, Chibuto e Xai-Xai.

Refira-se que, naquelas três províncias, o número de aberturas de furos de água pode variar em função das necessidades das comunidades na aquisição do precioso líquido.

Falando ao nosso Jornal, Idalina Alfai, gestora do programa MozWash, afirmou que, além da abertura dos furos de água nas três províncias do país, os 51 milhões de dólares, ora disponíveis para cinco anos (2012-2016), serão aplicados nos programas de higiene e saneamento, sobretudo na abertura de latrinas melhoradas, para a redução de doenças como as diarreias, cólera, entre outras.

Para assegurar a abertura de furos de água, estão, no terreno, duas equipas da empreitada indiana Afrodril, com camiões que contém máquinas de perfuração de furos de água. As viaturas vão continuar a percorrer os três distritos, Morrumbala, Mocuba e Namacurra, visando colocar o precioso líquido à disposição das populações carenciadas.

Na essência, o projecto vai abrir, até 2016, nas três regiões do país, um total de 1.050 novos furos a nível das comunidades das províncias da Zambézia, Nampula e Gaza.

Pretende-se dar água a mais de um milhão de pessoas carentes do precioso líquido naquelas três províncias do país, dentro dos próximos cinco anos,  segundo garantiu ao nosso Jornal a gestora do projecto Idalina Alfai.

Facebook: Tem um amigo chato? ‘Prenda-o’!

Facebook: Tem um amigo chato? 'Prenda-o'!
Todo o mundo tem um amigo chato no Facebook, e um aplicativo gratuito e bem-humorado quer ajudar os usuários a colocarem essas pessoas em “detenção”. “Defriendtion é um aplicativo gratuito para o Facebook que combina a clássica ‘detenção’ escolar com a habilidade de ‘não curtir’ alguém”, diz a apresentação do aplicativo.

A ferramenta não oculta nem restringe publicações no feed de notícias dos usuários, mas publica na linha do tempo do amigo chato um aviso de detenção. Para colocar alguém em detenção, o usuário precisa preencher um formulário informando o motivo da punição (como “porque eu não concordo” ou “porque isso é ridículo”), por quantas horas vai durar a detenção e a “evidência” do crime. Essa evidência pode ser uma foto, uma citação ou link.

Segundo o vídeo de apresentação do aplicativo, o Defriendtion quer punir determinados grupos de pessoas chatas, como amigos que marcam usuários em fotos constrangedoras sem autorização, que postam fotos de todas as refeições que fazem ou que escrevem citações de auto-ajuda o tempo inteiro. Os criadores alertam, no entanto, que o aplicativo foi feito para ser usado de forma bem-humorada, e não para a prática de bullying.

Sida continua epidemia grave apesar da queda da mortalidade

Sida continua epidemia grave apesar da queda da mortalidade
O total mundial de seropositivos  34 milhões, reflecte uma grave epidemia, embora tenha sido possível reduzir a mortalidade graças aos tratamentos anti-retrovirais.

Às vésperas da celebração do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, o Programa Conjunto da ONU para o HIV/sida (Onusida) divulgou o seu relatório anual em que se destaca que o continente mais afectado é a África.

Cerca de 70% dos portadores do HIV – 23,5 milhões – vivem na África Subsahariana, onde 3,1 milhões de crianças estão infectadas (94% do total mundial das crianças infectadas).

Apesar da força desses números, a região também viu uma grande diminuição das mortes relacionadas à sida, 32% entre 2005 e 2011 – ano em que o número de mortos foi de 1,2 milhão.

Graças aos investimentos em tratamentos anti-retrovirais, o número de mortes anuais por essa doença caiu e passou de 2,2 milhões em 2005 a 1,7 milhão em 2011.

Só nos dois últimos anos o acesso aos tratamentos contra o vírus HIV aumentou 63% em todo o mundo.

Actualmente, 8 milhões de pessoas recebem tratamento antirretroviral, o que significa que mais pacientes do que nunca recebem ajuda para ter vidas mais prolongadas, mais saudáveis e mais produtivas, segundo a Onusida.

Na América Latina, onde a epidemia da sida, que afecta 1,4 milhão de pessoas, encontra-se numa fase “estável”, as pesquisas também revelam uma leve queda de casos de novos infectados.

A América Latina mantém-se como a região – entre as de renda média e baixa – com a maior cobertura de tratamento para portadores do HIV, com uma taxa de 68% em comparação a uma média mundial de 54%, segundo a Onusida.

Além disso, as mortes relacionadas à sida também caíram na América Latina e no Caribe 10% entre 2005 e o ano passado.

No Caribe, a prevalência do HIV chega a 1%, acima de qualquer outra região do mundo excepto a África Subsahariana, embora a epidemia seja relativamente restrita e o número de pessoas com o vírus tenha se mantido relativamente baixo (230 mil) e quase não tenha variado desde o final da década de 1990.

Outros casos de sucesso são os do Peru e México, onde o número de mortes por sida baixou em 55% e 27%, respectivamente.

Por outro lado, na Europa Oriental e na Ásia Central (com 1,4 milhão de portadores do HIV), e no Médio Oriente e o norte da África houve “preocupantes aumentos na mortalidade relacionada à sida”, com percentagens entre 17% e 21%.

Assim, na China a sida causou 17.740 mortes de Janeiro a Outubro deste ano, o que representa um aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Ministério da Saúde chinês.

No entanto, o país quadruplicou as suas despesas contra a sida, dos US$ 124 milhões em 2007 para US$ 530 milhões em 2011, investimento que foi elogiado neste ano pela ONU quando a China se tornou um dos cinco países que mais contribuem para a campanha global para combater a síndrome.

Pelo menos uma pessoa a cada hora contrai HIV na Tailândia, onde o número de pessoas infectadas durante as últimas duas décadas supera 1 milhão.

Na Rússia, o número de portadores do vírus dobrou nos últimos cinco anos. O país experimenta um aumento contínuo de casos de infecção: foram 60 mil somente em 2012.

Em relação a grupos de risco, a infecção por HIV é sistematicamente superior entre os profissionais do sexo (em torno de 23% de infectados) e entre os que consomem drogas injectáveis (com ocorrência 22 vezes maior do que na população geral).

Mas a situação também é preocupante entre as crianças, já que menos de um terço dos que convivem com o HIV recebem tratamento anti-retroviral o que impede de alcançar o objectivo de conseguir uma geração livre da sida, segundo denunciou a Unicef.

No entanto, a Unicef destacou o “excepcional” avanço conseguido nos últimos anos, quando se registou uma queda de 24% das novas infecções em crianças: das 430 mil confirmadas em 2009 às 330 mil em 2011.

Um dos problemas em relação à doença é que dos 34 milhões de portadores do HIV, apenas 50% sabem que estão infectados pelo vírus.

Apesar de tudo, os dirigentes da Onusida asseguraram que pela primeira vez, os investimentos nacionais superaram as doações globais para a sida, passando de US$ 3,9 biliões anuais em 2005 para quase 8,6 biliões em 2011.

CAN-Interno: Mambas defrontam Seychelles no ENZ

CAN-Interno: Mambas defrontam Seychelles no ENZ
Os “Mambas” defrontam domingo, a partir das 16:00 horas, no ENZ, em Maputo, as Seychelles, em partida da primeira “mão” da primeira eliminatória de apuramento ao CAN-Interno/África do Sul-2014.
Este é o primeiro jogo que a Selecção Nacional efectua após o descalabro de Marraquexe, pelo que as atenções estão centradas na resposta que os seleccionados de Gert Engels darão. O público que deve se fazer presente no Estádio Nacional do Zimpeto em bom número espera por uma vitória da equipa moçambicana sobre um adversário que não tem oferecido grande resistência.
Trata-se de um desafio que o combinado nacional está obrigado a ganhar. Aliás, um desfecho que não seja vantajoso seria mais um golpe duro nas pretensões dos “Mambas”, no que diz respeito à qualificação ao CAN-Interno.
É que após a eliminação do CAN/África do Sul-2013 e as probabilidades de apuramento para o Mundial-2014 serem praticamente remotas, Gert Engels e seus pupilos têm no CAN-Interno como o único balão de oxigénio, pois é a oportunidade que sobra para marcar presença numa fase final de uma competição africana.
A julgar por aquilo que foram os treinos ao longo da semana, ficou evidente que o técnico alemão quer resolver a eliminatória já em casa. Insistiu sempre na finalização, focalizando-se no ensaio de jogadas ofensivas. Ganhar é, por isso, a palavra de ordem, até porque Gert sabe que é preciso sacudir a pressão e se o fizesse com uma goleada seria ouro sobre azul. Curiosamente o ataque poderá ser entregue a Hélder Pelembe e Reginaldo, avançados que já fizeram dupla no Maxaquene.
A formação das Seychelles, que esta tarde faz o habitual treino de adaptação ao relvado do Zimpeto, não podia ser o melhor adversário para os “Mambas” se reconciliarem com os adeptos. A 194.ª posição que ocupa no “ranking” da FIFA com apenas 39 pontos é um indicador da fragilidade dos ilhéus.
Moçambique ocupa a 110.º lugar com 318 pontos.
Notáveis ausências na convocatória final 
Eestá confirmado, Telinho, Rúben e Manuelito I, que estavam em dúvida para o jogo de amanhã diante das Seychelles, não poderão dar o seu contributo em virtude de estarem lesionados. Este trio juntou-se a João Mazive e Sonito que já estavam descartados da “operação” Seychelles.
Sublinhe-se que os cinco jogadores estiveram envolvidos na final da Taça de Moçambique que colocou frente-a-frente a Liga Muçulmana e o Costa do Sol e esta partida terá lhes provocado mazelas físicas.
Miro é outro jogador que ficou de fora deste embate por estar a cumprir castigo disciplinar depois de visto cartão vermelho contra o Marrocos.
Na ausência destes é de assinalar algumas estreias na convocatória, casos de Reinildo e Mário, ambos do Ferroviário da Beira, Manucho do Ferroviário de Maputo, Dito do Costa do Sol e Acácio do Maxaquene. A dúvida neste momento é se um deles será chamado a integrar o onze inicial.
LISTA DOS 18 ESCOLHIDOS
Guarda-Redes: Pinto e Acácio
Defesas: Gabito, Zainadine Júnior, Chico, Sadique, Reinildo e Dito
Médios: Momed Hagi, Manuelito II, Kito, Lanito, Imo e Diogo
Avançados: Hélder Pelembe, Reginaldo, Mário e Manucho

Moçambique e Noruega debatem distribuição da riqueza

Moçambique e Noruega debatem distribuição da riqueza
Os Governos de Moçambique e da Noruega discutiram em Maputo a necessidade de uma melhor distribuição da riqueza a nível nacional, de forma a garantir um maior equilíbrio social.

O facto foi revelado a imprensa pelo ministro norueguês para o desenvolvimento internacional, Heikki Holmas (na imagem), no término de uma audiência que lhe foi concedido pelo seu homólogo moçambicano dos negócios estrangeiros, Oldemiro Balói.

O ministro norueguês encontra-se numa visita de trabalho de dois dias a Moçambique iniciada na quinta-feira.

Holmas disse que recentemente visitou a África do Sul, onde constatou que os mineiros exigem uma distribuição da riqueza mais equitativa. O mesmo sucede no Malawi, onde os trabalhadores exigem melhores condições de vida.

“Estive recentemente na África do Sul e no Malawi, onde, notei que os mineiros estão lutar para uma melhor redistribuição da riqueza. Por isso, sugerimos que em Moçambique, com as descobertas dos recursos naturais, haja uma redistribuição mais justa,” disse.

Durante o encontro, ambos os governantes passaram em revista a cooperação entre ambos países, os últimos desenvolvimento em Moçambique com a descoberta de enormes depósitos de recursos naturais, e a situação no Leste da República Democrática do Congo (RDC), onde o movimento rebelde M23, capturou a cidade de Goma, capital da província do Kivu Norte, há cerca de duas semanas.

Comentando sobre o caso da RDC, Holmas disse que a Noruega condena o M23, bem como Ruanda e Uganda que continuam a apoiar aquele movimento rebelde.

“A situação é constrangedora. O governo da Noruega está atento, pensamos que países, tais como Uganda e Ruanda não devem apoiar aquele movimento rebelde. Por isso, a Noruega vai tomar medidas. Entretanto, acredito que SADC tem um papel importante para a resolução do problema ” disse.

Na manhã de ontem Holmas visitou ainda o distrito de Boane, na província de Maputo, onde dialogou com alguns empreendedores, beneficiários de financiamentos concedidos pelo governo norueguês.

Outras instituições são a Liga dos Direitos Humanos (LHD), uma associação local de olaria e uma instituição para amparo de crianças órfãs e vulneráveis.

“Penso que esta é a melhor maneira que eles encontraram para ajudar as comunidades. O seu papel é importante e deve continuar, porque o país precisa deste tipo de actos”, vincou.

Os beneficiários dos fundos do governo da Noruega louvaram a visita do Ministro ao país.

“Ele viu pessoalmente que os fundos doados pelo seu governo estão a ser bem usados. Ele é bem-vindo. Estamos felizes com a visita do ministro”, disse a presidente da LDH, Alice Mabota.

Quénia: Documentos secretos revelam como Londres encobriu massacre dos Mau-Mau

Quénia: Documentos secretos revelam como Londres encobriu massacre dos Mau-Mau

Documentos britânicos secretos divulgados sexta-feira, nos arquivos nacionais, desvendam como as autoridades coloniais tentaram cobrir o massacre de 11 pessoas, num campo de prisioneiros no Quénia, em 1959, durante o sublevação Mau-Mau, noticia a AFP.

As autoridades britânicas afirmaram que essas onze pessoas tinham sido mortas, após “terem bebido muita água”. Mas, a verdade é que eles tinham sido batidos até a morte
pelos guardas prisionais, por terem recusado a trabalhar, segundo o resultado das autópsias.

Nenhuma pessoa tinha sido processado por este assunto. Um dos três quenianos que intentou recentemente uma acção contra o governo britânico por abusos, dos quais foram vítimas, assegurou que ele foi espancado durante este incidente ocorrido, a 3 de Março de 1959, em Hola, no sudeste do Quénia.

Segundo os documentos secretos revelados hoje e consultados pela BBC, o governador do Quénia na época, Evelyn Baring, tinha escrito ao governo britânico logo após esse incidente que “as mortes foram causadas pelos choque e hemorragias provocadas por múltiplas contusões causadas pela violência”. “Nenhuma testemunha” do campo “quis tentar dizer a verdade”, acrescentou.

E em Maio de 1959, o ministro britânico das Colónias, Alan Lennox-Boyd, escreveu ao governador do Quénia que “estou certo que estamos de acordo sobre os factos que devemos ter esse incidente infeliz longe dos projectores o mais rapidamente possível”.

Num comunicado, o advogado Martyn Day, que representa os três quenianos que processaram o governo britânico, estima que a luz desses documentos, Londres “não tem outra solução que se sentar na mesa de negociações e procurar um acordo com os sobreviventes Mau-Mau”.

No início de Outubro de 2012, esses três quenianos foram autorizados à intentar um processo judicial em Londres por crimes coloniais cometidos, há mais de 50 anos, durante a repressão da revolta dos Mau-Mau, mas o governo britânico, que alega a prescrição dos factos, recorreu imediatamente.

A repressão brutal da revolta Mau-Mau causou, entre 1952 e 1960, mais de 10.000 mortos. Dezenas de milhares de pessoas tinham sido presas, entre as quais, o avô do presidente americano, Barack Obama.

Graduações no ISARC – Primeiros frutos da luta para valorização cultural

Graduações no ISARC - Primeiros frutos da luta para valorização cultural
Trata-se das primeiras graduações no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), criado justamente no contexto da simbiose a que nos referimos. A cerimónia, presenciada pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, vincou o marco histórico que ela mesmo traçava e esteve carregada de momentos, reflexões e emoções que, mais uma vez, ilustraram o mosaico que milenarmente Moçambique vem traçando. Ao mesmo tempo, o momento traçou a ideia de que a cultura do nosso país é um potencial ainda por explorar e capitalizar, justificando-se, por aí, acções como a formação de quadros para a área.

A outorga dos “Honoris Causa” a Reinata Sadimba e Alberto Chissano espelhou o reconhecimento pelo génio destes dois artistas, fontes de inspiração para muitos outros, imberbes ou de barba rija no campo cultural. O Presidente Guebuza, que entrelaçou a importância num paralelismo entre a mais humilde das nossas manifestações culturais e a necessidade de trazê-la à academia, desafiou os primeiros licenciados do ISArC no sentido de aplicarem-se na aproximação da academia ao saber milenar dos moçambicanos, “uma fórmula eficaz não só de descoberta e incentivo de mais talentos do calibre de Chissano e da Reinata, mas também de teorização das nossas manifestações culturais e de cristalização da nossa matriz identitária como um povo”.

Na explanação do Presidente, a formação de quadros na arena cultural bem como o reconhecimento ao génio daqueles que autodidactas ou provenientes da gesta cultural ancestral dos moçambicanos, a formação de quadros nesta área é o corolário de uma necessidade identitária reivindicada a partir de 1962, quando começou a guerra de libertação nacional, justamente por a cultura nacional ter sido relegada, pelo poder colonial, à uma condição de desprezível. Pela vitória dessa luta, Moçambique pôde afirmar-se e contribuir inclusivamente para a cultura universal, por exemplo através do nyau e da timbila, reconhecidos pela UNESCO como obras-primas do património oral e imaterial da humanidade.

Entretanto, o director do Instituto, Filimone Meigos, que se referiu à cerimónia como “a primeira colheita do sonho ISArC”, que consiste em formar e preparar profissionais em várias áreas de especialidade, capazes de participar no desenvolvimento artístico e cultural do país, fez um vigoroso apelo ao Estado e aos demais segmentos da sociedade moçambicana para a absorção dos graduados.

“O ISArC fez a sua parte, aqui estão os primeiros graduados de Gestão e Estudos da Cultura, Design e Artes Visuais. Cabe agora a outros sectores do Estado, instituições públicas e o empresariado fazerem também a sua parte absorvendo estes jovens licenciados no mercado do trabalho. Porque o Estado investiu, o resultado está aqui e esse investimento não se pode deixar perder a bem da arte e cultura moçambicana”, observou Meigos, ante uma forte ovação dos graduados e demais presentes num lotado salão do Centro Cultural do Banco de Moçambique.

CFM recruta e forma novos maquinistas

CFM recruta e forma novos maquinistas
Iniciou recentemente na cidade da Beira o curso de formação de maquinistas e operadores de manobras, dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM-Centro), visando rejuvenescer e aumentar o staff da empresa.

São ao todo 120 formandos que saíram dentre mais de mil concorrentes. Os que estão em formação agora chegaram a esta fase depois de passar das outras fases.
Esta é a segunda formação de maquinistas num curto espaço de tempo, depois de no mês de Agosto, a empresa CFM-Sul ter procedido à formação do género.

“Tudo isto demonstra a nossa vontade e interesse de crescer, mas também, e acima de tudo, mostra o nosso comprometimento com a questão da segurança ferroviária em todo o processo de transporte de passageiros e de mercadorias, numa altura em que se impõem grandes desafios em termos de volumes de tráfegos e modernização do transporte e operações ferro-portuárias. Os nossos passageiros e clientes de mercadorias precisam dessa garantia”, disse a propósito o Presidente do Conselho de Administração do CFM, Rosário Mualeia.

Uma tonelada de manga apodrece diariamente por falta de mercado

Uma tonelada de manga apodrece diariamente por falta de mercado
No distrito de Morrumbene, centro da província de Inhambane, estima-se que diariamente haja mais de uma tonelada de manga que apodrece por falta de mercados e de pequenas indústrias de processamento para fabrico de sumos e de outros derivados.
Neste momento que esta fruta começa a ficar madura um pouco por todo o distrito, produz-se manga e não há quem compre a produção doutro.

A Reportagem esteve em Morrumbene e nos povoados como Cambine e Malaia. As populações lamentam a falta de mercado para a venda da fruta, que bem aproveitada poderia dar alguns ganhos monetários às comunidades.

Beatriz Muhate, mãe de dois filhos, natural e residente no povoado de Cambine, é vendedeira de manga. Contou à nossa Reportagem que por dia consegue vender cem quilos de manga, uma quantidade que não supera a metade da sua expectativa de venda porque, segundo ela, por dia tira da quinta dos seus falecidos  avôs cerca de trezentos quilos de manga, mas não consegue vender nem a metade da sua colheita.
“Por dia eu e a minha irmã mais velha tiramos cada pessoa mais de duzentos e oitenta quilos de manga lá no terreno dos nossos avôs para ver se vendemos, ao invés de deixar apodrecer sem ganhar nada, mas não conseguimos vender metade daquilo que planeamos”,  explicou Beatriz Muhate.

“Não há quem possa comprar em quantidade para evitar este cenário que está a ver”, disse apontando para as mangas no chão, Jamisse Américo, proprietário de um pomar de mangueiras.
As populações de Morrumbene têm como o único mercado para a venda de manga a Estrada Nacional Número Um (EN1) que atravessa o distrito. É aqui onde em bacias e outros recipientes as populações vendem a manga aos passageiros dos autocarros e a outros transeuntes.

Não há sistema de conservação da fruta. Daqui a alguns meses, quando a época da colheira da manga passar as mesmas populações estarão a sofrer de falta de comida e certamente recordar-se-ão dessas mangas para enganar o estômago. Mas a pobreza não permite que as pessoas tenham sistema de frio para conservar a fruta e o Governo também pouco faz nesse sentido.

Um quilo de manga custa dois meticais (2 MT)

Desta manga que se vende na rua, um quilo custa dois meticais; um valor insignificante. Por exemplo, com um dólar compra-se 15 quilos de manga. Os produtores disseram ainda que este preço poderá baixar dentro dos próximos dias devido a quantidades de manga que vão se amadurecendo nas árvores de muitos produtores.

Neste momento alguns produtores ainda têm pouca quantidade para comercializar, mas dentro dos próximos dias quase a maior parte dos produtores irá ter enorme quantidade de manga já madura para a sua comercialização, facto que levará à queda do preço de manga no mercado, onde em alguns anos chega a ser vendido por um metical o quilo.

Empresa sem capacidade para processar manga

Na província de Inhambane existe uma empresa italiana vocacionada em processamento de frutos, mas devido à sua incapacidade financeira esta só consegue comprar cerca de cinco tonelada de manga por dia para o processamento de sumo e outros derivados, segundo apurámos junto dos Serviços Distritais das Actividades Económicas de Morrumbene.

A empresa, que tem acordo com o Governo de Morrumbene para a compra de frutos, encontra-se numa face experimental e localiza-se no bairro de Guijá, arredores da  cidade de Inhambane.

Governo diz que está à procura de compradores

Para darmos a resposta das lamentações dos produtores e vendedores de manga que está a apodrecer em quantidade nos povoados de Cambine e Malaia, no distrito de Morrumbene, a nossa equipe de Reportagem deslocou-se para os Serviços que vela pelo comércio a nível do distrito denominado Serviços Distritais das Actividades Económicas (SDAE), onde fomos recebido pelo director adjunto, Cornélio Maholera,  onde este foi humilde e bem esclarecedor, reconhecendo que o distrito como tal não tem condições para ultrapassar este cenário triste de apodrecimento de manga.

“Nós aqui, a nível do distrito, não temos capacidade para comprar toda a manga, mas o que estamos a fazer é procurar compradores para comprar manga em Morrumbene”, disse.
Cornélio Maholera disse ainda que a pouco mais de duas semanas uma empresa dinamarquesa, cujo nome não avançou, comprou cerca de duas toneladas para servir de uma amostra para ver se dá ou não para comprar este tipo de manga para o processamento na sua empresa.

Caso esta amostra seja positiva, poderá respirar-se de alívio, porque, segundo ele, esta empresa irá comprar mais toneladas de manga para África do Sul e Dinamarca, onde se encontra localizada o “quartel-general” da tal empresa em África e Europa.

Antigos agentes de segurança do Estado ameaçam com manifestações na próxima segunda-feira

Antigos agentes de segurança do Estado ameaçam com manifestações na próxima segunda-feira
Os desmobilizados dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE) marcaram para a partir da próxima segunda-feira uma série de manifestações para reivindicarem aquilo a que chamam um conjunto de direitos acordados com o Governo e que não estão a ser cumpridos.
Encabeça a lista desses direitos a pensão equivalente aos funcionários em activo a que têm por direito e não lhe é paga.

O pontapé de saída das manifestações será, segundo Adolfo Samuel, um dos signatários de um comunicado da Comissão dos Desmobilizados da Segurança de Estado que está a ser distribuído pelas redacções e pelas instituições de segurança e ordem pública, na próxima segunda-feira, em frente ao edifício do Ministério dos Combatentes em Maputo.

Segundo os desmobilizados, as manifestações são em repúdio ao que chamam de “manobras dilatórias” que se verificam na aplicação do Decreto-Lei 80/2009, de 17 de Novembro (Regulamento de Direitos e Deveres dos Oficiais, Especialistas, Superiores e Subalternos do Serviço de Informação e Segurança do Estado na situação de reserva e reforma).

O que está em causa?

Segundo o decreto em alusão, os oficiais na situação de reserva e reforma têm em especial os seguintes direitos e regalias:
ser tratado pela categoria profissional ter acesso aos serviços sociais reconhecidos aos oficiais no activo, têm o direito de receber a totalidade dos actualizados. Por morte do oficial especialista e superior com direito a reforma é atribuída uma pensão de sobrevivência aos seus herdeiros equivalentes e setenta e cinco por cento da pensão a que teria direito. Por morte do oficial subalterno, com direito a reforma é atribuída uma pensão uma pensão de sobrevivência aos seus herdeiros equivalentes a cinquenta por cento da pensão a que teria direito.

Os oficiais na reserva ou reforma têm o direito à assistência médica e medicamentosa atribuída aos funcionários do Estado. Na passagem à reserva ou reforma, os oficiais têm direito a um subsídio de reintegração nos seguintes termos: (1) cinquenta por cento do salário base equivalente em trinta e seis meses para oficiais especialistas, (2) cinquenta por cento do salário base equivalente em dezoito meses para oficiais superiores, (3) cinquenta por cento do salário base equivalente em doze meses para oficiais subalternos.
Esses direitos só são perdidos quando os visados forem condenados a pena de prisão maior ou por procedimento disciplinar.

Mas não são os oficiais e especialistas superiores na reserva que se vão manifestar, são no seu grosso subalternos, pois os oficiais e especialistas na reserva levam uma vida folgada com afectação permanente de viatura de serviço com direito a escolher a marca. São os operativos na reserva que estão marginalizados: queixam-se da falta de assistência médica e actualização dos subsídios.

Os desmobilizados do SISE dizem que estão esgotadas todas as possibilidades de negociações com o próprio SISE incluindo o Ministério dos Combatentes. Ainda esta terça-feira estiveram reunidos com o secretário permanente do Ministério dos Combatentes Lino Hama, por sinal esposo da governadora da cidade de Maputo, Lucília Hama, e membro da Comissão Política do partido no poder, mas nada houve de concreto. Os desmobilizados dizem que o Governo está sempre a inventar uma “nova diversão” para entretê-los, e é por isso que a vaga de manifestações é por eles considerada a única forma de o executivo de Armando Guebuza ouvi-los.

Lei Contra Violência Doméstica revela-se inútil

Lei Contra Violência Doméstica revela-se inútil

Diferentes membros da sociedade civil consideram que a Lei 29/2009, de 29 de Setembro,  Lei Contra a Violência Doméstica, está a revelar-se inútil no combate a este fenómeno na sociedade moçambicana. É que a lei que vigora desde 2009, não está a conseguir reduzir os casos de violência nem a punição dos praticantes da violência.

As organizações da sociedade civil que lidam com o assunto apontam a “desarticulação entre as instituições (tribunais e Polícia) que intervêm na resolução deste problema” como uma das causas do fracasso da aplicação da lei.

Para discutir soluções possíveis para combater a violência, várias ONG´s reuniram-se durante dois dias com o Governo, durante a conferência nacional sobre violência de género, onde se buscou estratégias conjuntas e quiçá eficazes capazes de garantir uma aplicação efectiva da lei.

Dados apresentados ontem durante a conferência referente ao levantamento estatístico do ano passado (Estatística do presente ano ainda está em elaboração) indicam que dos 22.730 caso registados em 2011 pelo Gabinete de Atendimento de Mulheres e Crianças vítimas de Violência Doméstica (GAMC) apenas 643 chegaram aos tribunais.

Para Alberto Cumbi, da Organização Mulheres e Lei na África Austral (WLSA), disse ao Canalmoz que o mais preocupante para as organizações é o facto de a maioria das mulheres ainda optar por não denunciar caso de violência doméstica seja ele física ou verbal, devido à falta de protecção por parte das autoridades legais.

“Estamos numa situação em que tem havido desleixo, sobretudo dos profissionais no combate à violência doméstica. Porém, é tarefa do Governo fazer cumprir a lei senão cairemos numa situação de este fenómeno ser considerado normal na sociedade”, referiu Alberto Cumbi, representante da WLSA.

Por seu turno, Clotilde Noa, representante da associação Mulher Lei e Desenvolvimento (MULEID), considera que o maior desafio nesta luta contra a violência doméstica é de conseguir que todas as mulheres tenham acesso à justiça sobretudo aqueles que residem nas zonas rurais.
Refira-se que a Lei de Violência Doméstica contra a Mulher está em vigor desde Março de 2009.

Novo, mas humilhante!

Novo, mas humilhante!

O novo terminal doméstico do Aeroporto Internacional de Maputo tem – transija-se a repetição – muito de novo. As inovações vão desde o edifício em si e as suas funcionalidades que são de orgulhar qualquer moçambicano emocionado.

Questões de qualidade da obra à parte, porque os empreiteiros chineses andam mesmo é mais preocupados com a beleza e a forma. Quando o debate é a durabilidade, preferem, tal como dizia o Prof. Jorge Pedro Sousa, o conforto do anonimato, ou mesmo se chega ao extremo de o Governo deixar-se usar como porta-voz chinês.

Provas dessa asserção deverá ser, sem muito esforço, encontrada junto dos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Centro de Conferências Joaquim Chissano, do primeiro edifício dos próprios aeroportos, são para citar alguns imponentes exemplos, quando chove!

Voltemos ao Aeroporto de Mavalane, mais concretamente a cuidado do seu mais novo edifício. Uma inovação de cunho chinês está a deixar as empresas que alugam instalações nos aeroportos, com os nervos à flor da pele, aliás, com as dores à flor das vértebras. É que as portas de todo o edifício têm a fechadura no canto inferior das portas. Isso mesmo. Ou seja, tal como a imagem testemunha a favor deste parágrafo, as fechaduras estão praticamente no chão.

Os sacrificados logicamente não são os donos. São os funcionários que tem por tarefa abrir e trancar as portas. São obrigados a submeterem-se a um exercício, no mínimo, humilhante. As opções para trancar ou abrir as portas são três: todas invariavelmente irreverentes e abraçam de forma eloquente a humilhação e porque não mesmo constituírem-se em uma frente assassina da modernidade e da dignidade humana.

Para abrir ou  trancar a porta, o funcionário encarregue da tal tarefa (1)  terá de ficar de joelhos e com peito no chão, ou (2) completamente deitado, ou ainda (3) sentar o traseiro total e completamente ao chão para que a chave acerte com a fechadura adentro.

Para as mulheres o exercício torna-se mais humilhante ainda. Se não derem cabo dos enfeites que a exuberância feminina obriga, são obrigadas a colocarem as suas roupas íntimas em hasta pública para apreciação e competentes comentários e risadas.

“Estes chineses são mesmo uma mer**, desabafava uma senhorita deitada ao chão de uma saia que até nem era assim tão diminuta, mas por causa do exercício que a fechadura chinesa propunha, era obrigada a mostrar a roupa interior ao público que estava próximo. “Os chineses pensam que também somos chineses”, dizia um outro jovem sentado ao chão de terno, gravata e juba alinhada, que tentava acertar com a fechadura chinesa. O humilhante exercício repete-se por todo o edifício e os inevitáveis  certificados verbais de estupidez chinesa são emitidos pelos funcionários por todo o aeroporto adentro.

É caso para as empresas dobrarem o seguro de vida dos seus funcionários acrescentando-lhes uma rubrica, que dependendo da escolha dos patrões chamar-lhe-emos de “subsídio de vértebras”, de “humilhação” ou de “rastejo ao chão”. Não se entende ali qual é a agenda dos chineses ao colocarem aquelas fechaduras no chão? Todos os manuais de tecnologia têm como abordagem a redução do esforço humano na execução de qualquer tarefa.

Mas os nossos “queridos irmãos” chineses estão a navegar em sentido contrário, pelo menos na obra dos Aeroportos de Moçambique. E os funcionários estão a pagar pelo “xibantismo chines” implantado ali no “modernizado Mavalane”. Talvez seja a forma mais light encontrada pelos chineses de humilhar os moçambicanos, já que até bofetadas e pontapés já servem a caldeirada fria aos coitados dos trabalhadores moçambicanos nas suas empreitadas com o visto do Ministério do Trabalho. A ver vamos: hoje são os moçambicanos necessitados que servem de tapete para os chineses.

Não nos vamos admirar que amanhã o Conselho de Ministros esteja a lavar louça na residência do embaixador chinês em nome da brilhante cooperação sino-Moçambique.  Mas em todo caso deixo este protesto, vamos chamá-lo de “protesto de construção civil” como sinal da nossa profunda ignorância em relação a matérias sensíveis e complicadas como a colocação de portas em aeroportos internacionais sino-moçambicanos, dando palavra aos especialistas na meteria para que emitam um juízo com mais propriedade.  Um abraço patriótico do tamanho deste vasto Moçambique aos funcionários das empresas que arrendam instalações no Aeroporto de Mavalane.

A Moviflor inaugurou ontem a sua primeira loja em Maputo

A Moviflor inaugurou ontem a sua primeira loja em Maputo
A Moviflor inaugurou ontem a sua primeira loja em Maputo.
Numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Indústria e do Comércio, Dr. Armando Inronga e outros ilustres convidados, a Moviflor abriu as portas da sua nova loja, na Avenida da Zâmbia, em Maputo, que também irá centralizar serviços de gestão e logística.

A unidade da Moviflor contará com uma área de 4700 m2, da qual faz parte uma Área de Exposição de 3100 m2, onde se pode encontrar todo o tipo de mobiliário e decoração para salas, quartos, cozinha e escritórios. Para além disto, a Moviflor oferece ainda uma gama completa de serviços complementares desde a entrega e a montagem, o aconselhamento profissional na decoração de grandes espaços habitacionais ou empresas e ainda o acesso ao crédito para a compra.

Para a concretização deste projecto foram até agora investidos aproximadamente 14 milhões de dólares e criados 60 postos de trabalho directos, contribuindo para a dinamização desta área de negócio em Moçambique, mas também para o desenvolvimento do tecido empresarial local, nomeadamente pelo estabelecimento de parcerias com empresas e agentes económicos e sociais.

Para Luís Fialho, Administrador da Divisão Internacional da Moviflor, “a entrada da Moviflor em Moçambique é o resultado de muito trabalho, humildade e capacidade de integração. Queremos replicar, em Moçambique, a experiência bem-sucedida da nossa loja em Luanda, há cerca de quatro anos, tornando acessível a aquisição de mobiliário e objectos de decoração para todos os clientes, com design, qualidade e exclusivos para que a maioria das pessoas viva com mais a alegria as suas casas,”

Sobre a Moviflor em África

O processo de internacionalização da Moviflor arrancou em finais de 2007 quando a empresa de móveis virou atenções para Angola e comprou a Decolar. A primeira loja em Luanda, com 65 trabalhadores, facturou dez milhões de euros nos primeiros seis meses de actividade, uma venda média superior à alcançada nas unidades portuguesas. Neste momento, já está previsto um plano para aumentar o numero de unidades em Angola.

Em Portugal, a marca mais antiga de mobiliário e decoração já conta com uma cadeia de lojas com 80.000 m2 de área de venda, 1200 empregados e 150 viaturas de distribuição, sendo líder no seu sector.

Um médico está entre os ladrões de material hospitalar

 Um médico está entre os ladrões de material hospitalar
Todos eles eram funcionários do sector da Saúde, sendo que o baleado foi identificado pela Polícia com o nome de J. Sitoe, 25 anos, antigo trabalhador do armazém e que se encontrava afecto ao Hospital Central de Maputo (HCM).

Este foi atingido na região do pescoço quando tentava fugir, após o grupo ser surpreendido. O detido é J. Zimba, 24 anos, agente de serviço afecto ao armazém, encarcerado numa das celas da 12ª esquadra da Polícia. O último, identificado com o único nome de Fidelis (32 anos), um médico do HCM, de acordo com a corporação, ter-se-á escapulido durante a perseguição.

O ferido está internado no HCM, mas já fora do perigo.

Na altura da detenção, segundo Orlando Mudumane, porta-voz da Polícia no Comando da cidade, os três já tinham carregado numa viatura pertencente a Fidelis mais de vinte caixas de luvas cirúrgicas.

Mudumane disse tratar-se de uma rede especializada no roubo de medicamento e material hospitalar a farmácias e hospitais privados.

O porta-voz afirmou estarem em curso investigações com vista a descobrir o destinatário dos fármacos e neutralizar o outro membro do grupo, em parte incerta.

Entretanto, o material roubado foi recuperado e entregue às autoridades da Saúde.

Parlamento aprova lei que regula concorrência

Parlamento aprova lei que regula concorrência

A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje, na generalidade e por consenso, a proposta de lei que regula a concorrência.

Submetida a magna casa pelo Executivo, o instrumento visa criar condições para uma implementação efectiva de boas práticas comerciais, promover e defender uma concorrência livre e efectiva.

A proposta pretende ainda desencorajar práticas restritivas da concorrência, designadamente o “abuso da posição dominante, os acordos restritivos da concorrência e as concentrações que resultem em ineficiência de mercado em prejuízo do consumidor”.

A proposta proíbe acordos, decisões de associações de empresas e práticas concertadas entre empresa que tenham como objectivo impedir, falsear ou restringir de forma sensível a concorrência no todo ou parte do mercado nacional.

Entre os acordos, decisões e práticas proibidas pela lei destacam-se a adopção de uma conduta comercial uniforme ou concertada; fixação de forma directa ou indirecta os preços de compra ou de venda ou interferência na sua determinação; oscilação de preços sem justa causa; entre outros.

O “dumping” é também proibido. Neste caso, as empresas não podem injustificadamente vender ou importar mercadorias abaixo do preço de custo.

Para o efeito, o governo vai criar uma entidade para garantir o respeito das regras da concorrência.

A proposta de lei afirma que a entidade será independente e imparcial, e os seus membros não podem ser demitidos antes do seu mandato terminar.

Sobre as penalizações, a proposta de lei estabelece que as práticas contrárias a concorrência podem ser punidas com uma multa de até cinco por cento do volume de negócios do ano anterior da empresa que comete a infracção.

Por outro lado, as empresas acusadas deste tipo de práticas podem até ser excluídas dos concursos públicos.

Durante a sessão de hoje, a AR aprovou ainda o seu próprio orçamento para 2013 e o programa de actividades da magna casa para o próximo ano.

Mulher rapta bebé de sete dias

Mulher rapta bebé de sete dias
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, Mateus Mazive, a raptora fazia-se transportar numa viatura de marca Toyota Corolla cuja matrícula não foi registada quando encontrou Natércia Gabriel, mãe do bebé, que regressava do hospital e a convidou a apanhar a sua boleia, o que foi aceite.
Chegadas à Passagem de Nível, ofereceu-lhe uma nota de 500,00Mt, alegadamente para a compra de leite para o recém-nascido num estabelecimento próximo, mas como estivesse a chover sugeriu-lhe que deixasse o bebé no interior da viatura ao que Natércia acedeu. Enquanto a mãe do bebé se dirigia à loja, a raptora arranca e acelera precipitadamente a sua viatura levando consigo o bebé.

Contenção da Sinistralidadade Rodoviária – PR exige nova atitude

Contenção da Sinistralidadade Rodoviária - PR exige nova atitude
Falando na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), em Michafutene, na abertura do 22º Conselho Coordenador do Ministério do Interior, o Chefe do Estado pediu a tomada de uma nova atitude com relação à sinistralidade rodoviária, o que passa, necessariamente, por não nos contentarmos apenas com as respostas padrão, aquelas que desencorajaram a busca de respostas para a solução do problema.

“Devemos ser capazes de aprofundar, cada vez mais e com maior acuidade, as causas de cada acidente e dos resultados da perícia e da investigação tirar lições para a acção, em particular no quadro da prevenção de futuros acidentes. Muitas preciosas vidas se perdem em Moçambique. Só nos últimos nove meses, deste ano, foram registados 2345 acidentes de viação que resultaram em 1177 óbitos, 1592 feridos graves e 2134 feridos ligeiros. Não estão aqui indicados os danos materiais, que são necessariamente avultados, e sobretudo os traumas que estes acidentes causaram às suas vítimas e o luto e a dor que transportaram para muitas famílias moçambicanas” – apontou.

Referiu que se caminha para o fim do ano, momento em que se celebram as festas do Dia da Família e da passagem do ano. Como é característica deste período, ao que explicou, iremos testemunhar um incremento significativo do número de pessoas e bens a atravessarem os diversos postos de fronteira e a circularem pelas estradas do nosso belo Moçambique. Este facto traz consigo responsabilidades acrescidas ao Ministério do Interior que, em colaboração com outras instituições do nosso Estado, deve garantir a segurança e tranquilidade necessárias para os cidadãos.

“Esta segurança e tranquilidade devem ser garantidas sem descurar a hospitalidade, a cortesia e o profissionalismo que caracteriza os agentes da Polícia da República de Moçambique no contacto com os cidadãos, nacionais e estrangeiros. Também nos preocupa a extorsão e outros ilícitos que mancham o bom-nome da Polícia e o desempenho irrepreensível da maioria dos quadros do Ministério do Interior. Queremos, próximo ano ouvir um relatório que reporta melhorias quer na sinistralidade rodoviária quer na corrupção no seio da nossa Polícia” – sublinhou.

Sob o lema “Ministério do Interior: aprimorando a capacidade de liderança nas suas diferentes áreas para melhorar o seu desempenho”, o pelouro pretende discutir acções de segurança e tranquilidade públicas, elevação da sua capacidade de prestação de serviços ao cidadão.

Para o PR, a proactividade que o lema induz deve traduzir-se na multiplicação de acções de prevenção do crime e mais segurança para o povo, incluindo a eliminação do espectro de raptos; melhoria das acções de assistência e salvamento da população vítima de sinistros; maior celeridade na investigação e esclarecimento dos crimes; melhorias na observância rigorosa dos prazos e procedimentos processuais previstos na lei; maior rigor ainda na defesa dos nossos recursos; maior rigor e emissão tempestiva de documentos de identificação e de viagem para os cidadãos; crescente eficácia na protecção da nossa fronteira estatal; aprimoramento da gestão da entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros no país; e combate intransigente à imigração ilegal, ao narcotráfico e à pirataria.

O Conselho Coordenador do MINT conta com a presença de comandantes distritais e de esquadra da Polícia da República de Moçambique, quadros que terão a oportunidade de enriquecer, com as suas experiências, as decisões a serem tomadas.

Salários dos Deputados consomem mais de metade do orçamento da Assembleia da República

Salários dos Deputados consomem mais de metade do orçamento da Assembleia da República
A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje o seu próprio orçamento fixado em cerca de 815,5 milhões de meticais (cerca de 2,72 milhões de dólares americanos ao câmbio corrente).

A componente salarial dos deputados vai consumir aproximadamente 250,9 milhões de meticais.
Assim sendo, cada deputado irá auferir uma média de 83.968 meticais mensais. Os membros das diferentes comissões gozam de uma remuneração superior aos que não estão vinculados a nenhuma delas. O mais alto dos salários mínimos legais em vigor em Moçambique é de 6.171 meticais por mês, e pertence aos serviços financeiros.

Para além dos salários, os deputados têm direito a uma senha de presença que no orçamento de 2013 vai consumir 56,3 milhões de meticais; subsídio do círculo eleitoral, estabelecido em cerca de 40 milhões; subsídio de renda de casa, empregado e água e luz para os deputados provenientes de fora de Maputo, no valor de 54,2 milhões, entre outras despesas.

Este orçamento prevê ainda componentes tais como bens e serviços, despesas com o pessoal, salários e remunerações de pessoal dentro e fora do quadro e outras despesas tais como ajudas de custo dentro e fora do país, subsídios de combustível e manutenção de viaturas.

O primeiro vice-presidente da AR, Lucas Chomera, disse, durante a apresentação do orçamento, que o mesmo representa um incremento de 11,58 por cento comparativamente ao presente ano.

Obras inéditas do poeta José Craveirinha serão lançadas na próxima semana

Obras inéditas do poeta José Craveirinha serão lançadas na próxima semana
Duas obras inéditas de José Craveirinha vão ser lançadas na próxima semana, num acto que constitui a estreia de uma nova editora em Moçambique, anunciou a família do poeta moçambicano falecido em 2003.

“Vila Borghesi e Outros Poemas de Viagem” e “Tâmaras Azedas de Beirute” vão ser apresentados na segunda-feira em Maputo, assinalando os 90 anos do poeta, num cerimónia a que assistirá o Presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza.

O lançamento tem o patrocínio exclusivo do Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural (FUNDAC) e a chancela da JC Editores, que, com estes livros, se estreia no mercado moçambicano.

José João Craveirinha (1922-2003), Prémio Camões em 1991, herói nacional moçambicano, é considerado o maior poeta do país, para cuja independência contribuiu, tendo sido perseguido e preso pelas autoridades coloniais portuguesas pela sua militância na Frelimo.

Entre as suas obras contam-se Xigubo (1964), Karingana wa Karingana (1974) e Maria (1988).

O poeta teve igualmente uma actividade de referência no desporto, cabendo-lhe a “descoberta” da campeã olímpica Maria de Lurdes Mutola.

Mais energia para o sul do país

Mais energia para o sul do país
A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) e a sua congénere sul-africana, Sasol, lançaram ontem a primeira pedra para a construção de uma nova central térmica na vila de Ressano Garcia, na província de Maputo, junto à fronteira entre os dois países.

A nova central, movida a gás natural, terá uma capacidade para produzir 175 megawatts (MW) de energia.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra foi dirigida pelo Ministro moçambicano da energia, Salvador Namburete e contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto Sousa e do representante da Sasol em Moçambique.

O empreendimento, orçado em 250 milhões de dólares, também é designado por Central Térmica de Ressano Garcia (CTRG).

A sua estrutura accionista é composta pela EDM com 51 por cento e a Sasol com os restantes 49. A energia gerada será comercializada no território moçambicano.

Durante a intervenção, Namburete revelou que o novo projecto deverá começar a produzir energia a partir de Maio de 2014, e faz parte dos esforços do governo para aumentar a capacidade energética no país.

Disse que o país já se ressente da falta de energia e que o rápido desenvolvimento que se regista poderá exacerbar a escassez na ausência de novos projectos.

Revelou que para evitar que para aumentar a disponibilidade também foi projectada a Espinha Dorsal, que consiste numa linha de transmissão que liga a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) em Tete, ao extremo sul do país.

O ministro voltou a recordar os presentes que actualmente a região sul recebe a energia da HCB através da África do Sul, com todos os inconvenientes decorrentes.

Explicou que ao ritmo com que Moçambique e a região estão a se desenvolver, mesmo concluída a Espinha Dorsal não haverá energia suficiente, dai que esta Nova Central será sempre um reforço necessário adicionar á rede da EDM.

Por sua vez, o PCA da EDM disse na breve numa intervenção que neste empreendimento está aberta a participação de capitais privados no que tange aos 51 por cento que cabem à empresa de que é o seu timoneiro.

Esta é a segunda central a gás natural em Ressano Garcia. A primeira foi inaugurada no início do corrente ano com capacidade para produzir 100 MW.

Moçambique consome actualmente 650 MW/h nas horas de pico.

Últimas Notícias Hoje

Falta de fundos deixa idosos sem assistência em Maputo

A demora no desembolso de fundos para a ação social tem deixado milhares de cidadãos da terceira idade sem o apoio necessário na capital...

Mais de 2.100 condutores sancionados por condução perigosa no país

Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que...

Volodymyr Zelensky aceita cessar-fogo temporário proposto por Vladimir Putin

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a aceitação do cessar-fogo temporário proposto pela Rússia para o período da Páscoa. Zelensky destacou que o...

Estados Unidos e Irão iniciam negociações de paz em Islamabad

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã estão em andamento em Islamabad, Paquistão, entre esta sexta-feira, 10 de Abril, e sábado, 11...