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Sábado, Abril 11, 2026
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«EDM “sabota” reunião magna do MDM»

«EDM “sabota” reunião magna do MDM»
A Electricidade de Moçambique – Área Operacional da Beira é acusada de ter sabotado a ordem normal dos trabalhos do 1º  Congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que está a decorrer deste ontem na capital provincial de Sofala.

Desde às 8:30 horas da manhã de ontem até às 20:30 contabilizaram-se cerca de quinze interrupções de fornecimento de energia à cidade da Beira, um dado inédito ao longo deste ano, atendendo e considerando que a frequência de cortes na urbe tem sido no período nocturno e ultimamente com muito menos frequência.

No primeiro trimestre do ano a urbe teve momentos críticos em termos de cortes no fornecimento de energia eléctrica, o que foi sendo paulatinamente ultrapassado ao longo dos últimos meses, mas estranhamente, na terça-feira à noite voltou-se à situação anterior com uma interrupção.

Os congressistas do MDM acreditam que trata-se de uma acção maquinada pelo regime, uma vez que vezes houve em que o corte se registava no perímetro da área onde decorre o seu 1º congresso, Pavilhão dos Desportos, localizado no bairro da Ponta-Gêa.

Em vários segmentos de opinião o corte a partir da noite da terça-feira começou a levar que na Beira se falasse que era um aviso à navegação sobre o que a EDM estava a ensaiar para o congresso do MDM que é o único partido com representação na Assembleia da República, para além dos partidos que protagonizaram a Guerra Civil: Frelimo e Renamo.

“Isto que está a acontecer é muito triste para um país democrático, onde os direitos e deveres devem ser respeitados independentemente do partido político a que se pertence”, disse um cidadão à nossa Reportagem acabando por ser a opinião unânime de muitos outros beirenses.

Felizardo Tomé, morador da Ponta Gêa, questionou: “como é possível uma situação destas, quando nas vésperas do congresso estava tudo bem?”

Os cortes que esta se estão a verificar no Pavilhão dos Desportos da Beira, situado em frente da Catedral, não estão a ser muito prolongados. São de 10 a 20 minutos. Ocorrem de forma intermitente e claramente perturbadora dos trabalhos do congresso do MDM.

A propósito dos cortes na cidade a conversa passa por várias nuances: “ a Frelimo sempre foi assim, tem ódio a quem quer evoluir”; “eles não querem ver o MDM a realizar o congresso.”

Director da EDM fala em “avarias técnicas”

Tendo em vista apurarmos a versão da EDM, a nossa Reportagem contactou telefonicamente o representante da local da empresa, José Buque, o qual justificou que “o facto deve-se a uma avaria técnica que se registou na região de Chibata, nos arredores da cidade de Chimoio, na Província de Manica”.

“Caiu um poste de alta tensão em Chibata no Chimoio, mas já estamos a tratar do assunto,” acrescentou..
A situação de ontem é descrita como uma nódoa em pano branco, na medida em que o nível de organização do MDM foi considerado por muitos profissionais da comunicação como o de um partido sério e maduro.
Uns acreditam que os cortes tinham em vista dificultar a transmissão televisiva em directo.

SIDA provoca 178 óbitos nos últimos nove meses em Tete

A epidemia do HIV/SIDA matou, nos últimos nove meses, 178 pessoas em várias unidades sanitárias da província de Tete, onde mais de 19 mil pacientes estão a receber o tratamento anti-retroviral, segundo disse o governador Ratxide Gogo, no passado dia 1 de Dezembro, no distrito de Changara, durante as comemorações do Dia Mundial de Luta contra o SIDA.
SIDA provoca 178 óbitos nos últimos nove meses em Tete

Um número de 2.618 mulheres grávidas está a beneficiar medidas de prevenção de transmissão do vírus aos bebés, através do programa de transmissão vertical, bem curso nas 109 unidades sanitárias espalhadas um pouco por toda a província Tete.

“Lamentamos que 123 pessoas abandonaram o tratamento anti-retroviral por razões desconhecidas e este abandono aumentou as mortes para 178 pessoas vítimas da Sida, e, comparado ao período do ano passado, houve uma redução de 52,6 porcento” – disse Gogo.

Segundo aquele dirigente, o Governo está a envidar esforços para a redução de perda de vidas humanas vítimas da Sida, alertando as comunidades principalmente aos doentes para não abandonarem o tratamento anti-retroviral, situação essencial para a diminuição de óbitos por causa desta doença que ainda não tem cura no mundo.

“Temos de evitar que os nossos irmãos e irmãs abandonem o tratamento, queremos zero mortes por HIV/SIDA”, disse Ratxide Gogo.

A província é terceira com maior crescimento populacional do país e, segundo o governador Gogo, assiste-se actualmente a um acelerado crescimento económico e a população deve estar consciencializada que é possível acabar com a transmissão do HIV/SIDA de mãe para o filho.

Para tal, de acordo com Ratxide Gogo, o Governo quer um maior envolvimento de toda a sociedade civil na promoção da campanha para o uso do preservativo feminino, que dá mais autonomia às mulheres na prevenção do HIV/SIDA, tendo acrescentado que “contamos com a nossa juventude para espalhar a ideia de que a prática da circuncisão masculina é recomendável no âmbito da luta contra o HIV/SIDA”.

O governador de Tete apelou igualmente às comunidades religiosas, empregadores e famílias para que adoptem práticas positivas e tenham a liderança necessária para eliminar o estigma e discriminação, apoiando as pessoas que vivem com o vírus do HIV/SIDA.

“Este apelo para os diversos actores sociais serve para lembrar que as questões de saúde pública, em geral, e do HIV/SIDA, em particular, não são da exclusiva responsabilidade do Governo. Somente juntos é que vamos vencer este mal aqui em Changara, na província e no país, em geral”- sublinhou Gogo.

Entretanto, Domingos Viola, coordenador do Núcleo Provincial de Combate ao Sida em Tete, em contacto com a nossa Reportagem em Changara, disse que estar ou não infectado não é problema hoje no país, uma vez que já existe um tratamento embora não curativo, mas que retarda a morte dos portadores do HIV/SIDA.

“O verdadeiro problema é quando não sabemos o que é correcto fazer quando estamos infectados. O correcto é procurar o tratamento nas unidades sanitárias, pois cada um de nós tem a sua responsabilidade na luta contra o HIV/SIDA” – concluiu Domingos Viola, coordenador do Núcleo de Combate ao Sida na província de Tete.

Inventariação de recursos continua grande desafio – considera dirigente do Banco Mundial

O vice-presidente do Banco Mundial para o sector Económico, Otaviano Canuto disse que o conhecimento exaustivo dos recursos existentes no sub-solo em Moçambique e na região no geral, continua a ser um grande desafio por ser materializado.
Inventariação de recursos continua grande desafio - considera dirigente do Banco Mundial

Falando terça-feira em Maputo, durante uma palestra subordinada ao tema “Desafios na Gestão dos Recursos Naturais”, o dirigente do Banco Mundial defendeu que os países africanos deviam unir esforços para o mapeamento geológico do continente como forma de aprofundar o conhecimento sobre os recursos existentes no sub-solo de modo a melhorar a sua gestão.

Otaviano Canuto garantiu que a sua instituição está disponível para dar o apoio necessário para a materialização deste objectivo que na sua opinião, pode impulsionar o desenvolvimento do continente.

“Os países africanos, incluindo Moçambique, devem fazer uma avaliação das riquezas existentes no sub-solo e incorpora-las nos seus sistemas de contabilidade”, indicou Canuto para quem “se um estado não tem capacidade para conhecer o potencial existente no sub-solo, não pode esperar que sejam as empresa privada a ajuda-lo”.

O vice-presidente do Banco Mundial insistiu que as agências multilaterais têm um papel importante na ajuda aos estados e estes podem encomendar, conjuntamente, pesquisas geológicas como forma de maximizar os investimentos.

Reafirmando que o Banco Mundial olha com optimismo o futuro de Moçambique, Canuto indicou, igualmente, ser importante que, os ganhos gerados pela exploração dos recursos naturais sejam transformados em activos estratégicos para o país.

“O Banco Mundial não traz receitas definitivas sobre os modelos que o país pode adoptar, mas tem experiências importantes de modelos que foram adoptados noutros países e que se transformaram num sucesso”, observou.

Para o vice-presidente do Banco Mundial, Moçambique pode apostar na utilização dos recursos explorados para o financiamento de outros sectores básicos como a educação e a saúde.

Ressalvou que não se pode pretender que um país como Moçambique copie taxativamente a experiência de nações como a Noruega que já ultrapassou, de longe, os problemas básicos da saúde e edução.

“Portanto, não se pode dizer que Moçambique deixe de utilizar os seus recursos para fortalecer a educação e a saúde para criar um fundo soberano. Há que, primeiro, ultrapassar os problemas básicos e aos mesmo tempo se avançar de uma forma integradora para o desenvolvimento do país”, sustentou.

Durante a visa iniciada ontem na última segunda-feira no país, para além de orientar uma palestra destinada a Académicos e Sociedade Civil, o vice-presidente do Banco Mundial tem agendando encontros de trabalho com membros do Governo e doadores. A sua visita termina na próxima quinta-feira.

Moma inaugura centro multimédia comunitário

Um centro multimédia comunitário visto pelas autoridades governamentais como sendo um instrumento muito importante para a promoção do desenvolvimento local entrou oficialmente em funcionamento a partir de semana passada na vila-sede do distrito de Moma, na província de Nampula, numa cerimónia de inauguração dirigida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Louis Pelembe.
Moma inaugura centro multimédia comunitário

O centro localiza-se numa zona estratégica e de fácil acesso daquela vila, e dispõe de condições necessárias para o seu funcionamento, como são os casos de salas de estúdio, produção e emissão, redacção e informática, apetrechadas de computadores, entre outro material de trabalho.

Louis Pelembe disse que a criação e entrada em actividade daquele centro faz parte das actividades que o Ministério da Ciência e Tecnologia tem vindo a desenvolver e das atribuições legais dele de passar o conhecimento da ciência para as populações, tanto é que a função de um centro multimédia é de auxiliar o cidadão na sua vida diária.

“Com estes centros o Governo sente-se beneficiado no sentido de que serve melhor ao cidadão. Por isso, a nossa luta é que consigamos criar mais centros desta natureza em várias zonas do país, só que enfrentamos dificuldades financeiras. Contudo, este é um primeiro passo que pensamos que à medida que vamos tendo disponibilidades de recursos financeiras, criaremos mais centros multimédia”, disse Louis Pelembe.

Falando já especificamente sobre os serviços que serão prestados pelo centro, o ministro da Ciência e Tecnologia referiu que o mesmo vai, por exemplo, permitir a aprendizagem e aperfeiçoamento das tecnologias de informação e comunicação que hoje em dia são fundamentais para a promoção do desenvolvimento, através do uso de computadores.

Aliás, a partir daquele dia os residentes de Moma vão poder usar esses meios tecnológicos já disponíveis para se comunicarem com os seus governantes e destes com eles, interacção essa que se espera venha a imprimir outra dinâmica na resolução de alguns problemas que possam entravar o progresso daquele distrito.

Todavia, o centro multimédia comunitário de Moma vai prestar serviços de apoio aos cidadãos que queiram dactilografar, imprimir e encadernar os seus documentos, tais como requerimentos e outros que neste são manuscritos.

Na ocasião, o ministro da Ciência e Tecnologia instou ao sector privado, para que colabore com as instituições do Estado, criando melhores condições que permitam a expansão das actividades daquele centro a outras zonas do distrito de Moma, permitindo assim que mais pessoas se beneficiem das tecnologias de informação.

Memba pede maquinaria para aumentar produção

Os camponeses pertencentes à Associação Chova de Matropa, da localidade 7 de Abril no distrito de Memba, na província de Nampula, pede ao governo, o apoio em maquinaria agrícola, concretamente um tractor para aumentar as suas áreas de cultivo que actualmente não passam os 24 hectares.
Memba pede maquinaria para aumentar produção

A associação, com um total de 55 membros associados, metade dos quais são mulheres, pretende com a maquinaria aumentar os seus campos de multiplicação de estacas de mandioca, amendoim, milho e feijão para uma área de cem hectares por forma a garantir a segurança alimentar nas famílias.

Para além de campos de multiplicação de estacas de mandioca da variedade Nikuaha, e Badje, os associados de Chova Matropa possuem uma caixa de poupança. Dedicam-se também à criação de aves, plantação de cajueiros e uma indústria moageiro.

Entretanto na falta de um tractor, os associados de Chova Matropa pedem que lhes seja dada oportunidade de introduzir na produção agrária a animal em substituição da enxada de cabo curto.

Considerado um dos principais celeiros do distrito de Memba, a localidade 7 de Abril, com um mais de 15 mil habitantes, que maioritariamente se dedicam à agricultura, produzindo o suficiente para o seu consumo e para a comercialização.

Num outro desenvolvimento, José Paulo Assuate disse que as comunidades camponesas ali residentes têm se confrontado com algumas dificuldades na comercialização dos seus excedentes, devido ao encerramento dos estabelecimentos comerciais informais, aliado ao estado precário da via que liga aos centros de venda.

Moçambique promissor mercado de aviação civil

Moçambique apresenta-se, hoje, como um mercado promissor na área da aviação civil uma vez que está a registar um desenvolvimento acelerado com a descoberta de mais minérios, nos últimos tempos, que atraem investidores estrangeiros. Esta é a posição defendida, esta semana, em Maputo, pelo vice-presidente da companhia brasileira que fabrica aviões de marca Embraer, Mathieu Duquesnoy, momentos após um voo inaugural Maputo/Beira de uma aeronave do referido timbre.
Moçambique promissor mercado de aviação civil

Segundo Duquesnoy, esta é uma oportunidade que a Embraer tem de mostrar as suas potencialidades de aviação em África, sendo que esta companhia é a terceira produtora de aviões a nível mundial.

“Nós estamos a promover esses encontros para reforçar a nossa presença no continente e mostrar as potencialidades das nossas aeronaves. Temos um crescimento muito alto e uma presença bem estabelecida”, disse Duquesnoy, tendo acrescentado que Moçambique é um país importante para Embraer porque já metemos as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) como operadora.

O vice-presidente da empresa  disse estar orgulhoso de ter a LAM como cliente e espera que nos próximos tempos possam ter mais oportunidade de vender aviões a mais companhias.

Disse que neste momento a LAM está a operar com três aviões Embraer 190 e para o próximo ano irão receber o quarto aparelho. “Brasil tem uma parceria muito forte com Moçambique daí que nós  estamos  a trabalhar com a LAM”, disse.

Mathieu Duquesnoy afirmou que a sua companhia  poderá arrecadar cerca de 9 biliões de dólares norte-americanos, nos próximos vinte anos, com a venda de 200 aviões ao Continente Africano.

Entretanto, João de Abreu, administrador Técnico Operacional da LAM, disse que a parceria entre a sua instituição e a Embraer é importante porque eles foram os primeiros na região a usar aviões daquele tipo.

Disse que o crescimento do país acaba desafiando as empresas não só de aviação mas também de outras indústrias. “Com o quarto avião iremos aumentar mais a oferta para os nossos clientes”, disse.

Embaixador chinês despede-se do PR

O embaixador cessante da República Popular da china apresentou ontem, em Maputo, ao Chefe de Estado moçambicanos, os seus cumprimentos de despedida em virtude de ter terminado a sua missão de dois anos no país.
Embaixador chinês despede-se do PR

Na ocasião, Huang Songfu revelou que a empresa chinesa que está a investir no ramo da agricultura no Regadio do Limpopo totalizará uma extensão de 20 mil hectares de produção da cultura do arroz.

Huang revelou a informação no final da audiência concedida ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Armando Guebuza, para apresentar cumprimentos de despedida, na sequência do termo do mandato de dois anos ao serviço da diplomacia do seu país.

O diplomata disse a empresa do seu país que trabalha na província de Gaza plantou, no decurso do corrente ano, um total de seis mil hectares, devendo, em 2013, florescer uma extensão de 14 mil hectares daquela cultura.

Os avanços conseguidos, segundo o diplomata chinês, constituem um saldo positivo das relações entre os dois países em vários domínios de cooperação bilateral.

A fonte destacou, por outro lado, a recente entrega e conclusão do novo terminal doméstico do Aeroporto Internacional de Maputo que está inclusive a funcionar.

A Circular de Maputo, numa extensão de 74 quilómetros, avaliada em pouco mais de 220 milhões de dólares americanos, e a ponte Maputo-Catembe constituem reflexo dessa cooperação.

As obras, com termo previsto para 2014, quando concluídas vão, segundo a fonte, ajudar bastante na vida dos moçambicanos desta urbe.

Ainda ontem, o diplomata sino foi recebido em audiência pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, também para lhe endereçar cumprimentos de despedida. Na ocasião, Nyusi enalteceu as relações entre os dois países, arquitectadas durante a luta de libertação nacional.

Nyusi manifestava assim o seu agradecimento ao Governo e povo chinês pela oferta de diverso equipamento destinado ao Hospital Militar. O desafio, segundo o governante, é voltar a ter um hospital de referência.

Actualmente, 70 porcentos do universo de pacientes do Hospital Militar de Maputo são combatentes, desmobilizados, agentes das Forcas de Defesa e Segurança e familiares. 20 por cento representam a população civil e dez porcento, militares no activo.

O Ministro da Defesa Nacional disse que o Hospital Militar de Maputo assume-se como piloto no programa de circuncisão masculina, considerado contributo assinalável, embora não determinante no combate ao HIV/SIDA. Neste hospital funciona um centro integrado de referência para o tratamento de doenças associadas ao HIV/SIDA.

“Mas também o Hospital Militar de Maputo é fonte de quadros qualificados e experimentados com carteiras profissionais que sempre orgulharam as Forcas Armadas de Defesa de Moçambique. É nestas virtudes que encontramos a razão de aderência a escolha de saúde como teatro operacional ideal por parte do ministério da Defesa da Republica da China, parceiro de cooperação, uma opção acertada para responder em grande uma das ameaças a prontidão das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), disse Filipe Nyusi.

 “O corpo médico do hospital militar, os serventes, enfermeiros, os técnicos e os médicos não podem ser agentes a tempo parcial porque não existe um militar ou funcionários do hospital militar que ocupa o nosso quadro de pessoal a tempo parcial. As vossas missões cumprem o relógio do comandante”, destacou, salientando que a direcção do hospital e todo o colectivo saberão valorizar a partilha da parte que o povo chinês possui, cedida ao povo moçambicano através do equipamento ora ofertado”.

I Congresso do MDM – Ocasião para debate de ideias

Convidados ao 1°Congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que decorre desde ontem na capital provincial de Sofala, consideram que os partidos políticos em Moçambique devem lutar pelos mesmos objectivos, que se circunscrevem na delimitação de ideias concretas que possam elevar, cada vez mais, o nível de vida dos moçambicanos.
I Congresso do MDM - Ocasião para debate de ideias

Falando em entrevista ao nosso jornal, momentos depois da abertura daquele evento, António Pereira, do Consulado de Portugal na Beira, disse que um congresso era um importante evento onde se debatem ideias e que proporciona o desenvolvimento da cidadania e o progresso cada vez maior de uma sociedade.

Pereira apontou, por outro lado, que o evento deve constituir um momento de reflexão sobre os principais pontos que o país precisa para avançar, mesmo sem nomeá-los a fonte destacou a necessidade de se respeitarem as diferenças sempre cultivando o espírito de diálogo como um veículo importante de desenvolvimento e concretização dos objectivos pretendidos e que passam pelo alcance do poder para posteriormente lutar pelo bem-estar do povo.

Por seu turno, o representante do Instituto de Formação Política do Brasil, que preferiu ser identificado apenas pela instituição que representa, disse ao nosso jornal que esta era uma ocasião para o debate de ideias e que era necessário que o MDM se tornasse cada vez mais forte porque, no seu entender, só isso vai permitir que possa chegar ao poder para melhorar a vida dos moçambicanos.

Reconheceu, igualmente, que a sua presença era uma experiência nobre.

Por sua vez, o representante do partido Frelimo Emílio Comé, por sinal a única formação política nacional que se fez representar na abertura do I Congresso do MDM, preferiu não elaborar muito, limitando-se a dizer que este era  um acto de representação do seu partido naquele importante evento.

Quadra festiva: Mineiros começam a regressar ao país

O movimento de regresso dos cerca de 40 mil mineiros moçambicanos que trabalham na vizinha República da África do Sul (RAS) já começou na fronteira de Ressano Garcia, província de Maputo.
Quadra festiva: Mineiros começam a regressar ao país

Depois da abertura, sem interrupção daquele posto, feita no pretérito dia 28 de Novembro, numa coordenação entre os governos de Moçambique e da terra do rand, as autoridades migratórias asseguraram ao “Notícias” que há um grupo de mineiros que está no país para a passar as próximas festas da Família (Natal) e do Ano Novo.

Dados do Departamento do Plano e Informação da Direcção Nacional de Migração indicam, a título de exemplo que, de 28 de Novembro a 2 de Dezembro em curso entraram, no país, 59.753 viajantes, dos quais 6.772 são mineiros.

O maior número daqueles profissionais no posto migratório de Ressano Garcia foi registado no sábado, dia 1 de Dezembro, data em que entraram ao país 1023 mineiros.

De acordo com a fonte, até ao presente momento a movimentação dos viajantes decorre dentro da normalidade. Espera-se que cerca de dois milhões de pessoas entrem no país através daquela e doutras fronteiras, durante as festas da Família (Natal) e do Ano Novo.

Desta vez, os mineiros poderão ter festas diferentes, pois o Governo está a trabalhar para que inicie, antes das festas, o pagamento diferido via banco. A medida visa conferir segurança e comodidade aos mineiros pois, desde sempre recebiam os 60 por cento dos seus salários transferidos para Moçambique nos balcões da TEBA, antiga Wenela.

No presente ano, os sectores migratório e alfandegário decidiram abrir 24 horas diários sem interrupção até o dia 6 de Maio como forma de simplificar o atendimento e evitar enchentes, bem como perca de tempo naquele posto fronteiriço.

O período é dilatado tendo em conta o CAN- 2013 que se realiza na vizinha terra do rand e da habitual celebração da Páscoa pelos cristãos, momentos que movimentam milhares de pessoas.

De modo a tornar célere o atendimento dos viajantes foram activados os postos de Komatipoort, do lado sul-africano e Km 4, do lado moçambicano. Ademais, junto do edifício da fronteira moçambicana, as autoridades contam, além da via principal, com a estrada conhecida por “by pass” e com o acesso reservado exclusivamente a pedestres.

No mesmo esforço foi destacada uma equipa multisectorial composta por agentes das Alfândegas de Moçambique, da Polícia da República de Moçambique e da Guarda Fronteira, Serviço Nacional de Salvação Pública, Cruz Vermelha e Migração.

Vendaval mata e deixa Chimoio às escuras

A cidade de Chimoio e a vila de Gondola permaneceram até ao fim do dia de ontem sem energia na sequência de um vendaval que ao princípio da tarde da passada terça-feira sacudiu a capital provincial de Manica, causando, entre outros prejuízos, a morte de uma criança, ferimento de uma outra, desabamento de 30 casas e a queda de um poste de transporte de energia de alta tensão na região do IAC.

Vendaval mata e deixa Chimoio às escuras

Por extensão, a cidade da Beira e algumas vilas localizadas no corredor com o mesmo nome que recebem energia de Chimoio sofreram restrições, afectando o funcionamento normal de serviços, incluindo os bancos e as máquinas de pagamento automático, mais conhecidas por ATMs.

Dados colhidos ontem junto de Bento Langa, director da Área de Transporte em Manica, sugerem que a situação poderá prolongar-se até hoje, medindo pela gravidade da avaria. No entanto, assegurou que equipas do sector foram mobilizadas para o terreno e estão empenhadas na resolução do problema.

Bento Langa entende que é urgente colmatar a avaria para minimizar os prejuízos que estão a ocorrer tanto a nível de instituições do Estado e empresas, assim como dos consumidores.

Na cidade de Chimoio, onde os prejuízos são considerados avultados e que estão ainda por quantificar, reporta-se que a falta de energia afecta todos os bairros da urbe que permanecem às escuras desde cerca das 14.00 horas da passada terça-feira.

Com efeito, para além dos prejuízos directos da EDM, os utentes da rede de distribuição de Chimoio reclamam a putrefacção de produtos perecíveis devido à falta de corrente eléctrica durante cerca de dois dias.

Nas noites, para além do receio de assaltos, os residentes de Chimoio vivem o terror da escuridão, agravado pela nebulosidade que tornou a cidade um autêntico cemitério.

Por outro lado, os prejuízos não se limitam aos consumidores. A TDM local reporta a falta de alimentação da sua subestação de Inchope, o que afectou o tráfego das transmissões telefónicas a nível nacional e internacional.

De acordo com Emília Bilal, substituta do director da Área de Chimoio, alguns países como Malawi, Zimbabwe e Zâmbia e todas as províncias a norte de Inchope, como Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa, sofrem restrições nas comunicações devido ao corte de fibra óptica na região de Muanza, em Sofala, e da referida falta de alimentação daquela subestação.

Em relação a danos humanos, destaca-se a morte de uma criança e ferimento de uma outra por electrocução no bairro 7 de Abril, desabamento de 30 casas de construção precária e o desabrigo de igual número de famílias.

O presidente do município de Chimoio, Raul Conde Marques Adriano, disse que as equipas da edilidade continuam a fazer o levantamento dos danos, cuja avaliação definitiva poderá ser conhecida hoje.

Entretanto, a zona da baixa da cidade de Maputo sofreu restrições de energia entre o meio da manhã e o início da tarde, facto que, de acordo com fonte competente da EDM, se deveu a um curto-circuito na linha que alimenta alguns postos de transformação da área.

A fonte disse que o problema durou apenas trinta minutos, mas apurámos que os sucessivos cortes iniciaram ao meio da manhã e só terminaram cerca das 13.00 horas.

Governo cria fundo nacional de alfabetização

Um fundo nacional de alfabetização será criado no país, com vista a assegurar o desenvolvimento de políticas, estratégias e programas de alfabetização e educação de adultos e educação não formal, segundo indicações avançadas na passada terça-feira, em Nacala-Porto, pelo Ministro da Educação, Augusto Jone.
Governo cria fundo nacional de alfabetização

Falando num fórum de reflexão sobre a importância do processo de alfabetização e educação de adultos para o desenvolvimento integrado de Moçambique, evento que contou com a presença da Primeira Dama, Maria da Luz Guebuza, o Ministro Augusto Jone explicou que o Fundo Nacional de Alfabetização visa agrupar toda a ajuda financeira que é canalizada pelos parceiros aos diferentes programas do sector para que seja um único organismo a geri-lo, de acordo com as necessidades e prioridades nacionais. Actualmente e de forma dispersa, muitas organizações têm realizado campanhas de combate ao analfabetismo, sem que haja um mecanismo eficaz do seu controlo.

“Temos muitos parceiros que trabalham em prol da erradicação do analfabetismo Mas, infelizmente, cada um faz a sua maneira, sem que haja uma acção combinada. Com a criação do fundo, passaremos a ter um mecanismo flexível nas nossas acções, bem como iremos melhorar a qualidade e relevância de programas de alfabetização e educação não formal, aumentar as oportunidades de oferta através de financiamento de actividades e programas de alfabetização” – explicou Jone.

Contudo, o ministro da Educação disse que a materialização deste projecto conta muito com o apoio e participação crescente dos parceiros das empresas públicas e privadas. Sem revelar o montante de que disporá o Fundo Nacional de Alfabetização para o seu funcionamento, o que só poderá acontecer depois de aprovado pelo Conselho de Ministros, Augusto Jone explicou que o mesmo irá contar com outras doacções dos parceiros do MINED e com três por cento do Orçamento do Estado ou quaisquer outras receitas que vierem a ser consignadas pelo Governo para combater o analfabetismo, que neste momento situa-se em 43,9 por cento a nível nacional.

O Fundo Nacional de Alfabetização irá funcionar com um conselho de administração, órgãos executivos que compreendem departamentos e repartições. O mesmo deverá ser composto por sete membros a saber: presidente, dois vogais do Governo em representação dos Ministérios da Educação e das Finanças, quatro vogais em representação dos parceiros, das empresas públicas e privadas e sociedade civil.

Na ocasião, a Primeira Dama da República de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, que tem liderado o processo de combate ao analfabetismo no país, apelou às empresas públicas e privadas a aderirem a iniciativa, vista como uma solução eficaz de reduzir rapidamente as actuais taxas de analfabetismo. Aliás, algumas empresas presentes no fórum de reflexão sobre a importância de combater o analfabetismo, mostraram disponibilidade imediata de colaborar para o fundo sem, no entanto, avançarem qualquer promessa monetária até que o mesmo seja aprovado pelo Conselho de Ministros.

O Centro de Promoção de Investimentos (CPI), comprometeu-se em aprovar diferentes projectos ligados a alfabetização e educação de adultos, bem como mostrou disponibilidade em mobilizar mais fundos para o efeito. Por outro lado, o CTA comprometeu-se em sensibilizar o empresariado nacional a abraçar esta causa como forma de alfabetizar todos os seus trabalhadores, o que poderá contribuir para a melhoria do rendimento das mesmas.

Presentemente, o MINED gasta em seis meses para pagar 20 mil alfabetizadores, qualquer coisa como 58 milhões de meticais. O ideal, de acordo com o MINED, seria ter 30 mil alfabetizadores por ano mas, devido a problemas orçamentais em 2011 e 2012, apenas foi possível contratar 19 mil e 21 mil, respectivamente.

Ainda, o sector está a investir 120 milhões de meticais para produzir dois milhões de livros a serem usados pelos alfabetizandos em todo o país.

Premiados melhores voluntários do ano

O conselho Nacional de Voluntariado distinguiu, ontem em Maputo, organizações e pessoas singulares que integram diferentes associações, que se destacaram ao longo do presente ano, na matéria do voluntariado, nomeadamente a Folha Verde, na categoria de melhor empresa de responsabilidade social e a Kubasirana, como melhor organização do ano.
Premiados melhores voluntários do ano

Já na categoria de melhores voluntários do ano, o primeiro prémio foi ganho pela Siyi Tauro, da Associação de Estudantes Universitários, segundo prémio pela Rosa Luísa, da Associação de Empregadas Domésticas e o terceiro lugar pelo Ezequiel Manjate, da Associação Muhojo, que trabalha com meninos de rua.

As distinções tiveram lugar durante a gala de premiação organizada pelo Conselho Nacional de voluntariado em parceria com a UN Volunteers, com o objectivo de reconhecer aqueles que se sacrificam pelo bem-estar dos outros e ao mesmo tempo para incentivar o espírito de voluntariado no país. De recordar que 5 de Dezembro é dia internacional do voluntariado.

Tribunal Administrativo entra em funcionamento em Tete

Entrou em funcionamento ontem, na província de Tete, o Tribunal Administrativo de 1.ª Instância, cuja cerimónia de abertura foi dirigida pelo Presidente do Tribunal Administrativo, Machatine Munguambe.
Tribunal Administrativo entra em funcionamento em Tete
Falando aos presentes, Munguambe afirmou que a abertura daquele tribunal ocorre num momento decisivo relativamente ao desenvolvimento do sector de administração da justiça, na vertente administrativa.

Trata-se do sétimo tribunal administrativo provincial instalado no país desde 2010 e enquadra-se nos esforços visando garantir a aproximação dos tribunais à população, assegurar maior acesso dos cidadãos aos mesmos, a celeridade processual e a modernização dos métodos de trabalho, tendo em vista a melhoria da qualidade dos serviços.

“Desta maneira, pretendemos tornar o processo de produção da justiça menos pesado, expurgando-lhe de formalismos caducos, de modo que os destinatários tenham conhecimento num prazo razoável das decisões que os tribunais tomam face aos relatórios de auditoria” – disse Machatine Munguambe.

A instalação de tribunais administrativos nas províncias e na cidade de Maputo, a simplificação de procedimentos, a introdução de novas figuras e a formação de quadros, de acordo com aquele magistrado, constituem pilares da reforma do Tribunal Administrativo para permitir uma prestação em tempo útil a todos aqueles que, legitimamente, os demandam na ânsia de verem saciada a sede da justiça que transportam na sua vida.

“O nosso relacionamento com os outros poderes do Estado deve caracterizar-se pela complementaridade das nossas actividades ao serviço do cidadão e nunca pela confrontação que, no fim do dia, inviabiliza a realização do papel do Estado na satisfação das necessidades comuns dos cidadãos” – afirmou o presidente do Tribunal Administrativo.

Presentemente, o Tribunal Administrativo encontra-se numa fase avançada para a instalação de instituições do género nas províncias de Cabo Delgado, Manica, Gaza e na cidade de Maputo, cuja abertura está projectada para o próximo ano, 2013.

Entretanto, o Governador da província de Tete, Ratxide Gogo, afirmou que o seu executivo considera positivo e encorajador o processo da colocação de instituições da administração da justiça cada vez mais próximos do cidadão, tendo solicitado a necessidade da sua expansão a nível distrital.

A presidente do Tribunal Administrativo de Tete, Eulália Churana, apresentou, na ocasião, outros dois magistrados que vão trabalhar neste órgão, nomeadamente os juízes Ibraimo Abudo Júnior e Sheila Cunha e os restantes 45 funcionários efectivos.

Madeireiros de Tete agastados com administradores distritais

Os operadores de corte de madeira, na província de Tete, denunciaram a morosidade dos Governos distritais no despacho dos pedidos de concessão que são submetidos aos administradores para o seu parecer em relação a determinadas áreas nas comunidades pretendidas pelos madeireiros para concessões florestais.
Madeireiros de Tete agastados com administradores distritais
No encontro promovido recentemente pela direcção provincial de Agricultura com os madeireiros, na cidade de Tete, foram de entre outros aspectos discutidas formalidades sobre o direito à concessão florestal, uma das políticas definidas pelo Governo como prioritária em substituição de licenças simples de exploração de madeira que doravante já não serão emitidas em qualquer ponto do país.

“Nós os operadores de madeira estamos de acordo com a medida mas em contrapartida estamos decepcionados pelos administradores distritais que levam dezenas de meses com os processos guardados nos seus gabinetes para darem o parecer” – referiu a maioria dos operadores nas suas intervenções.

Aqueles agentes acrescentaram que esta morosidade cria grandes transtornos na vida dos madeireiros porque passam a vida inteira atrás do despacho do administrador deixando de executar outras actividades para o bem do projecto e da sociedade comunitária.

“O processo em si já é longo, pois tem muitos caminhos por onde deve passar, já que depois do parecer do administrador vai-se fazer consultas às comunidades abrangidas até chegar ao despacho do governador ou do ministro de Agricultura. Toda esta burocracia complica as nossas actividades” – apontaram, agastados, os madeireiros.

Entretanto, o director provincial de Agricultura em Tete, Américo da Conceição, reconheceu o facto e disse que medidas correctivas serão tomadas o mais rapidamente possível, de modo a flexibilizar o processo.

“Eu vou trabalhar com os administradores para encontramos uma saída benéfica para ambas partes, pois a nossa intenção é de facto acelerarmos o processo de concessões florestais porque só assim é que vamos, de facto, punir os operadores de madeira desonestos na província, assim como no país em geral” – disse Américo da Conceição.

No encontro, os madeireiros foram detalhadamente explicados sobre a política de concessão florestal onde cada operador está autorizado a ter um contrato válido por 50 anos renováveis, sendo que a produção se destina prioritariamente ao abastecimento à indústria madeireira nacional, mediante um plano de maneio previamente aprovado.

De 2001 a 2011, foram no país autorizadas 179 concessões florestais, que ocupam uma área de cerca de seis milhões de hectares, ou seja, 26 porcento da área florestal produtiva em todo o território moçambicano e renderam ao Estado no ano passado pelas taxas de exploração florestal mais de 19.200 mil meticais e em impostos um pouco mais de 6.900 mil meticais.

As concessões florestais empregam uma mão-de-obra de 295 trabalhadores, dos quais quatro são estrangeiros.

Entretanto, de acordo com Cadre Zacarias, chefe dos Serviços de Florestas e Fauna Bravia na direcção de Agricultura em Tete, após a conclusão da exploração florestal num bloco, tomam-se medidas de mitigação que consistem na gradagem dos solos e fechos dos sulcos, com vista a rápida reposição da floresta destruída.

“De acordo com o plano de maneio de cada concessão, 30 por cento das melhores árvores com diâmetros superiores aos mínimos estipulados destinam-se a produção e conservação de sementes, onde depois as mudas são transportadas para os locais de plantio dentro da concessão florestal” – concluiu Cadre Zacarias.

11º Festival Nacional: Decorre em bom ritmo preparativos dos jogos

O Vice-ministro da Educação e Cultura, Itai Meque, que recentemente esteve de visita à província de Tete, considerou de positivo o ritmo como estão em curso os preparativos do décimo primeiro Festival Nacional de Jogos Desportivos Escolares agendados para Julho de 2013, naquela região ao país.
11º Festival Nacional: Decorre em bom ritmo preparativos dos jogos

Meque, que visitou os campos de jogos e locais de acomodação dos estudantes nos municípios da cidade de Tete e vila de Moatize, onde vão decorrer as provas, afirmou que o Governo provincial em parceria com algumas organizações nacionais e as direcções das grandes empresas envolvidas na exploração dos recursos minerais estão empenhados para que o evento decorra sem sobressaltos.

“O Governo provincial de Tete já tomou decisões muito importantes que permitiram o início das obras nos locais onde serão alojados os estudantes e nos campos de jogos que irão acolher cerca de 1800 pessoas dentre atletas, técnicos e outras envolvidas neste processo” – disse Itai Meque.

O vice-ministro de Educação e Cultura anunciou que dos 33 milhões de meticais necessários para a concretização do 11.º Festival Nacional de Jogos Desportivos Escolares, o Governo de Tete já conseguiu 30 milhões de meticais, dos quais 18 milhões já estão sendo aplicados nas obras de melhoramento dos campos e dos centros de acomodação das delegações provenientes de outras províncias.

“Esta foi uma decisão muito inteligente do Governo provincial que merece um louvor por nossa parte como ministério. O Governo já priorizou o dinheiro para algumas realizações, sobretudo, as obras em curso que precisam de muito mais tempo de forma a se evitar correrias de última hora” – referiu Meque.

Aquele governante afirmou ainda que o complexo desportivo, ora em construção no município da vila de Moatize pela empresa mineradora Vale, vai impulsionar o desenvolvimento do desporto naquela região da província e dará um maior contributo para a massificação do desporto.

Relativamente ao processo de exames escolares em curso em vários estabelecimentos de ensino no país, Itai Meque referiu que os professores jogaram um papel bastante importante nesta primeira fase de exames, o que permitiu que o processo decorresse sem sobressaltos.

“Temos que saudar com muito respeito e carinho aos donos dos exames, os professores. São eles que ensinam, elaboram as provas, que avaliam e hoje são eles que estão a vigiar e controlar todo o processo de exames. Por causa de todo este empenho, a primeira fase de exames no país decorreu sem problemas como aconteceu nos anos anteriores» – reconheceu o vice-ministro de Educação e Cultura.

 Em relação às matrículas para a primeira classe, Itae Meque constatou, em Tete, que o Governo está a fazer tudo por tudo para haver um maior envolvimento dos directores de escolas, pais e encarregados de educação e toda a sociedade, com vista a matricular toda a criança que vai no próximo ano irá completar seis anos de idade.

Elefantes atacam em Mágoè

Os elefantes em várias localidades dos postos administrativos de Mucumbura e Chinthopo, no distrito de Mágoè, em Tete, estão a destruir culturas nas machambas e alguns celeiros, principalmente na faixa da linha fronteiriça com o Zimbabwe.
Elefantes atacam em Mágoè

Este conflito Homem/fauna bravia está a contribuir para carências alimentares nas comunidades e, segundo Joseph Maithe, um dos camponeses, contactados pela nossa Reportagem em Mucumbura, os paquidermes para além de destruírem machambas e celeiros, provocam vítimas humanas.

Encurtamento de rotas: Penalizados 74 “Chapeiros”

Setenta e quatro operadores de transporte semi-colectivo de passageiros “Chapa” que operam na cidade de Maputo foram penalizados pela Policia Municipal por encurtarem as rotas nas cidades de Maputo e Matola.
Encurtamento de rotas: Penalizados 74 “Chapeiros”

As penalizações consistiram na apreensão de cartas de condução e aplicação de multas resultantes da infracção cometida num período de 16 de Novembro, quando entrou em vigor a nova tarifa de transportes, até três de Dezembro último.

O porta-voz da Polícia Municipal de Maputo, Lázaro Valói, explicou que as penalizações resultaram de uma série de denúncias efectuadas pelos utentes dos “Chapa” que foram testemunhando casos de encurtamento de rotas.

“Das 114 denúncias efectuadas no período em alusão, a Polícia Municipal seguiu as referências dadas pelos munícipes e foi possível penalizar 74 operadores de chapa”, disse Valói.

Explicou ainda que na maioria dos casos são referentes a transportadores que operam nas rotas entre as cidades de Maputo e Matola e, na maioria dos casos, que ligam o bairro Fomento e o terminal da Baixa.

Esclareceu também que para solucionar estes casos as autoridades municipais estão a trabalhar com a Polícia Municipal da Matola uma vez que, segundo Valoi, a situação começa a ficar controlada na cidade capital.

Acrescentou que aos infractores foram aplicadas multas de mil meticais que são agravadas em caso de repetição da infracção e numa terceira ocasião a penalização sofre mais um agravamento e, neste caso, o automobilista perde o direito de operar por um período de seis meses.

“Em circunstâncias de reincidência aplica-se multas e no último caso o automobilista fica inibido de trabalhar como transportador e a multa é extensiva ao proprietário da viatura em causa”, referiu.

O nosso interlocutor afirmou também que outra medida que está a ser implementada pelas autoridades municipais é a exigência de colocação de faixas de indicação das rotas dos transportadores, isto concorre para evitar os encurtamentos.

“Não vamos recuar com as nossas operações até que os transportadores percebam a necessidade de cumprir as rotas para as quais foram licenciados e que a sua actividade não prejudique os munícipes”, reiterou.

Chuva no Infulene: Duas famílias ficam sem tecto

Dez pessoas ficaram sem tecto, no quarteirão 9, célula “B”, no bairro Vale de Infulene, após suas residências serem arrastadas pela água da chuva registada na manhã de terça-feira na cidade e província de Maputo.
Chuva no Infulene: Duas famílias ficam sem tecto
Foram duas famílias que viram seus bens, paredes de suas casas e produtos alimentares desaguarem nas valas de drenagem de Mulaúzi, a mais de 500 metros das suas residências e uma viatura enterrada numa cratera aberta pelas águas.

Segundo Cecília Cumbe, uma das vítimas do incidente de terça-feira, só foi possível recuperar um saco de cebola e alguns artigos vestuários que ainda não haviam sido levados pelas correntes do rio.

“De repente vimos a água invadir a casa e arrastar consigo as paredes de dois compartimentos e tudo o que havia lá dentro . Só conseguimos reaver cebola e alguns cobertores., porque o resto foi levado pela chuva”, conta Cecília.

A infelicidade também bateu a porta do casal Novela e seus cinco filhos que perderam três quartos, viram a varanda dividida pela metade e diversos bens serem transportados pelas correntes que desaguaram no Mulaúzi.

“Este incidente foi resultante da baixa capacidade de escoamento duma pequena vala, que fez com que a água invadisse as duas casas a partir do solo e causando destruíção”, explicou Ricardo Novela, residente numa das casas afectadas pelo infortúnio.

O chefe do quarteirão 9 naquele bairro, Augusto Taiane, disse ao ” Notícias” que o deficiente sistema de escoamento de água naquela zona é antigo e que as estruturas locais buscam uma solução que seja definitiva.

“Trata-se de uma zona de risco, propensa á ocorrência deste tipo de problemas. Já há algum tempo  fizemos o levantamento das pessoas que deviam ser retiradas, mas até aqui nada foi avançado pelas estruturas municipais”, avançou.

Uma equipa do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), na província de Maputo, deslocou-se na manhã de ontem ao local do incidente a fim de apurar a situação das vítimas e o tipo de apoio a ser prestado.

Pena de morte para nigerianos com passaporte moçambicano

A justiça chinesa condenou recentemente à pena de morte um grupo de quatro cidadãos nigerianos, por tráfico de droga, e que se faziam passar por cidadãos moçambicanos, disse terça-feira, em Beijing, o embaixador de Moçambique neste país asiático, António Inácio Júnior.
Pena de morte para nigerianos com passaporte moçambicano
“Existem quatro casos de cidadãos nigerianos presos com passaportes moçambicanos e que muito recentemente reconheceram que não são moçambicanos. Eles não tinham visitas desta embaixada (moçambicana) porque não são nossos cidadãos, mas eram portadores de passaportes moçambicanos e, por isso, estavam entregues a si próprios”, explicou António Júnior, a uma equipe de jornalistas moçambicanos de visita à China.

Índice de emprego com ligeiro aumento em Setembro

O resultados do Índice das Actividades Económicas do mês de Setembro, quando comparados com os do mês anterior, apontam para um ligeiro aumento do índice geral do emprego em 0,7 porcento e uma ligeira diminuição dos índices globais das remunerações em 0,1 porcento e do volume de negócios em 1,9 porcento.
Índice de emprego com ligeiro aumento em Setembro
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a queda do índice do volume de negócios em Setembro é resultado da diminuição do volume de produção de minerais não metálicos (cimento) e da diminuição do volume de produção de metais de base (alumínio). Assim, os sectores da Indústria, Comércio, Transportes e Outros Serviços tiveram índices negativos de 6, 1, 0,4 e 3,4 porcento, respectivamente.

Os dados vêm contidos na edição 102 de “Índice das Actividades Económicas”, do Instituto Nacional de Estatística, recentemente divulgada, uma publicação que apresenta os principais resultados dos inquéritos mensais à economia iniciados em Janeiro de 2004. O objecto desta publicação é reportar o quadro geral da evolução no curto prazo de indicadores homogéneos do sector real da economia sob a forma de números índices estruturados segundo a Classificação das Actividades Económicas de Moçambique.

Ainda de acordo com o INE, apenas os sectores de Energia com 6,8 porcento e do Turismo com 0,3 porcento são os únicos que neste mês tiveram índices do volume de negócios positivos.

O Índice Global do Emprego registou uma subida de 0,7 porcento comparativamente ao mês de Agosto. Com excepção do índice do emprego para o sector do comércio que registou uma diminuição em 0,1 porcento com os sectores da Indústria com 3,4 porcento e de Outros Serviços com 0,1 porcento são os que registaram índices positivos relativamente ao mês anterior, enquanto que os sectores dos Transportes e do Turismo mantiveram-se estáveis.

Na publicação, o INE refere que o Índice de Remunerações do mês de Setembro de 2012 registou uma ligeira queda, situando-se em 0,1 porcento negativos comparativamente ao mês de Agosto. Contribuiu para este índice negativo a diminuição dos índices registados nos sectores do Comércio em 0,7 porcento e do Turismo em 0,1 porcento. Os sectores dos Transportes com 0,2 porcento, da Indústria com 0,1 porcento e dos Outros Serviços com 0,1 porcento são os que registaram uma subida relativamente ao mês de Agosto.

Comparando com o mês homólogo, isto é, Setembro de 2011, os índices globais de Setembro de 2012 registaram um aumento, significativo, de 12,6 porcento para o Volume de Negócios, 2,1 porcento para o índice de Emprego e 8,4 porcento para o índice de Remunerações.

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