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Sábado, Abril 11, 2026
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Nacala: Obras do aeroporto já atraem investimentos

O início da construção de um aeroporto internacional de raiz em Nacala, província de Nampula, bem como a reabilitação do porto e da linha férrea que liga Nacala ao Malawi, estão a servir como catalisadores para a atracção de investimentos naquela região do país.
Nacala: Obras do aeroporto já atraem investimentos

A construção do novo aeroporto internacional resulta da transformação do aeroporto militar de Nacala e prevê-se que as obras estejam concluídas até finais do próximo ano. O projecto está orçado em 114 milhões de dólares norte-americanos e está a ser implementado pela companhia brasileira Construtora Norberto Odebrecht, SA e financiado pelos governos de Moçambique e Brasil e pela empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM, EP).

Danilo Nalá, director-geral do Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA), afirmou que a construção do aeroporto faz parte de um conjunto de investimentos públicos que, até ao momento, já totalizaram cerca de 500 milhões de dólares e que incluem a reabilitação do Porto de Nacala e da linha férrea Nacala-Malawi.

Segundo Nalá, um dos grandes incentivos que a região de Nacala possui é o facto de ser considerada uma Zona Económica Especial (ZEE).

Como resultado das várias iniciativas em curso em Nacala, segundo Nalá, foram assumidos até ao momento compromissos de investimento do sector privado que ascendem a 1.4 bilião de dólares.

Danilo Nalá falava ontem em Maputo, durante um seminário sobre oportunidades de negócios no Aeroporto Internacional de Nacala.

“A maior vantagem de Nacala é a existência de logística de transporte. É por isso que existe uma consideração muito grande, não só pela construção do aeroporto, mas também pela reabilitação do porto e da linha férrea. O que se pretende é que o aeroporto venha servir de ‘hub’ (centro) para vários destinos circunvizinhos como Malawi, Zâmbia e Zimbabwe, e ser também uma alternativa ao aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul”, disse Danilo Nalá.

José Viegas, consultor da empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM, EP), intervindo na mesma ocasião, fez referência à Estratégia do Governo para o Sector do Transporte e aos Objectivos Estratégicos para Nacala nos próximos 10 anos.

Segundo Viegas, tais objectivos passam por se maximizar o proveito da localização geográfica de Nacala, que lhe confere proximidade aos mercados da Ásia, Médio Oriente e Europa.

“Pretende-se também promover o uso do Aeroporto Internacional de Nacala para a exportação de carga perecível, sobretudo atum e outros derivados”, afirmou Viegas.

O consultor afirmou que, após a conclusão da construção do aeroporto, poderão ser criados 3 mil novos postos de trabalho.

Combate ao crime violento é prioridade da polícia

O Ministro do Interior vai centrar-se cada vez mais na prevenção e combate ao crime violento, tráfico de drogas, tráfico de seres humanos não obstante a redução dos índices da criminalidade no país nos últimos anos.
Combate ao crime violento é prioridade da polícia
Outros fenómenos que deverão merecer a atenção do Ministério do Interior tem a ver com branqueamento de capitais, considerando como fenómeno que não só preocupa a sociedade moçambicana, mas também a região e o mundo.

Um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção refere que o encontro recomendou ainda a necessidade de se intensificarem as acções de fiscalização rodoviária visando a redução do índice de acidentes de viação e respectivas consequências.

O Conselho Coordenador do MINT decidiu, igualmente, prosseguir com acções de protecção dos recursos naturais, dos equipamentos de interesse para o desenvolvimento do país, incluindo as linhas de transporte de energia eléctrica e infra-estruturas de comunicações e reforçar as medidas de controlo da imigração ilegal, como uma das principais fontes da exploração ilegal dos recursos minerais, florestais e faunísticos.

Reunido recentemente em Conselho Coordenador, o Ministério do Interior fez um balanço positivo das actividades desenvolvidas ao longo de 2011 que resultaram na redução da criminalidade em 19 por cento, aumento da produção de documentos de identificação e de viagem em 58.2 por cento e 3.7 por cento, respectivamente.

No encontro que terminou este Domingo foram igualmente apreciadas as actividades, acções e iniciativas programadas para o ano 2013 e discutidas estratégias de sua realização.

Foram proferidas palestras subordinadas aos temas perspectivas de exploração dos recursos naturais no país e os desafios para a ordem e segurança públicas, a Lei de Probidade Pública e a situação política na região da SADC.

I CONGRESSO DO MDM – Delegados elogiam postura da Frelimo

Representantes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) do Zimbabwe, convidados ao I Congresso do MDM que decorre na Beira, nomeadamente Julliana Mbiri e Thokozani Bote, elogiaram a postura o partido Frelimo pela sua presença neste evento, destacando, sobretudo, que tal é absolutamente impensável no seu país.
I CONGRESSO DO MDM - Delegados elogiam postura da Frelimo

Abordadas pela Reportagem do “Notícias” à margem deste evento, Julliana Mbiri e Thokozani Bote realçaram que a presença da Frelimo no congresso do MDM demonstra claramente que a democracia em Moçambique está consolidada, embora haja ainda muito por fazer.

“No Zimbabwe é totalmente diferente porque não há campo de manobra para os partidos políticos da oposição”, sublinharam.

A uma pergunta sobre se o facto de Morgan Tsivangirai ser 1.º ministro não contribuía para o MDC e outros partidos da oposição terem mais espaço no panorama político, económico e social do país, as entrevistadas responderam que algo estava a mudar, mas que tal espaço continua ainda bastante exíguo.
Num outro desenvolvimento, apelaram aos partidos da oposição em África, incluindo o MDM, para não se deixarem enfraquecer porque, no seu dizer, a tendência dos partidos libertadores é de ficar com todos os recursos que deviam beneficiar o Estado em geral.

“Por exemplo, no Zimbabwe, nós só ouvimos dizer que há diamantes, mas nós não vemos porque fica tudo com a ZANU. A oposição fica assim sem recursos para trabalhar. É muito difícil”-lamentaram.
No espaço reservado aos convidados, encontrámos também um representante da Embaixada italiana em Moçambique, Pietro de Carli, com quem igualmente trocámos “dois dedos” de conversa.

 O diplomata disse que este congresso era um exercício democrático e a sua expectativa era que a presença de mais partidos no país amplie, fortaleça e reforce a democracia.

“Todas as forças devem contribuir para o mesmo objectivo de desenvolver o país e essa contribuição deve ser aberta sendo que a confrontação de ideias deve ser no sentido de que se encontrem as soluções para os problemas que enfermam o país enfrenta”.

A Frelimo é o único partido político moçambicano presente neste congresso, não obstante convites similares terem sido dirigido as demais formações políticas.

CONGRESSO DO MDM – Instalações preocupam o partido

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, desafiou os membros desta força política a fazerem tudo o que estiver ao seu alcance no sentido de capacitar o partido em termos de infra-estruturas.
CONGRESSO DO MDM - Instalações preocupam o partido
Segundo Simango, a situação do partido é deveras difícil na medida em que não possui instalações próprias na maioria das províncias, havendo poucos os casos em que o MDM conta com infra-estruturas para o seu pleno funcionamento.

O líder do “Galo” falava quarta-feira, na cidade da Beira, província de Sofala, ao apresentar o relatório das actividades do seu partido ao I Congresso desta força política que conta com oito assentos na Assembleia da República.

Neste contexto, Simango disse ser necessário que o partido encontre meios para, paulatinamente, construir suas próprias instalações, tal como acontece com as várias congregações religiosas que, nos últimos tempos, têm vindo a construir os seus templos.

Para além da problemática das infra-estruturas, Simango passou em revista o desempenho do MDM nas eleições gerais de 2009, onde participou quando apenas tinha cerca de cinco meses da sua existência e as eleições municipais intercalares em Cuamba, Pemba e Quelimane, bem como em Inhambane.

Na sequência das intercalares, o MDM conquistou o município de Quelimane, que se junta à cidade da Beira onde o presidente deste partido é edil.

O relatório enaltece ainda o desempenho dos militantes do partido que, com imensas dificuldades de vária natureza, têm trabalhado para que as aspirações do MDM continuem bem vivas.

Antes da apresentação do relatório, os congressistas aprovaram a agenda e programa dos trabalhos, numa sessão dirigida pela antiga deputada, Maria Moreno, que foi eleita para presidir as sessões.

De referir que na sessão de abertura, que decorreu ao meio da manhã de quarta-feira, foi presenciada por cerca de 900 pessoas entre delegados, convidados nacionais e estrangeiros e jornalistas.

A Frelimo, partido no poder, assistiu os trabalhos na qualidade de um dos partidos convidados, mas a Renamo, o segundo maior partido no país, não se fez presente no evento, não obstante a maioria dos membros do MDM terem tido, outrora, fortes laços com o partido de Afonso Dhlakama.

Aliás, poucas são as vezes em que a Renamo se junta a outros partidos em eventos desta natureza, e mesmo aqueles que são de natureza estatal, apesar dos convites que lhe são endereçados.

Entretanto, os cortes constantes de energia eléctrica que vêem se registando nos últimos dois dias na cidade da Beira estão a afectar o curso normal dos trabalhos do Congresso do MDM, sendo que para colmatar este contratempo o partido tem recorrido a gerador, cujo funcionamento também não é dos melhores.

Segundo informações que vêm sendo avançadas nesta parcela do país, os cortes da corrente eléctrica surgem na sequência de vandalização da linha que alimenta esta urbe, bem como a cidade do Chimoio, na vizinha província de Manica, palco também de apagões.

I CONGRESSO DO MDM – Apresentado programa para 2013-17

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) apresentou ontem na Beira no segundo dia do seu 1.° Congresso o programa que vai orientar a formação política nos próximos quatro anos. No programa em questão ressalta como principal pretensão ser um partido de alternativa para os moçambicanos.
I CONGRESSO DO MDM - Apresentado programa para 2013-17

Apresentado pelo membro da Comissão Política, Lutero Simango, o documento, de 20 páginas, cujo preâmbulo aponta a necessidade de dar resposta à crescente consciência do povo em relação ao estágio da democracia no país, avança oito pontos os quais são considerados como sendo as pedras basilares para a construção de um verdadeiro Estado de Direito.

Segundo Lutero Simango, a necessidade de se imprimirem mudanças no campo das novas relações de trabalho ao nível da governação faz com que se afirme o MDM como o partido de alternativa, através de acções assentes na responsabilidade, honestidade, eficiência e competência, quebrando restrições, rompendo condicionalismos e instaurando uma verdadeira economia de mercado ao serviço da nação, das famílias e dos cidadãos em geral, permitindo assim um desenvolvimento acelerado e equilibrado.

Referiu ainda que para que as mudanças se efectuem com eficiência, é necessária, entre outras actividades, a criação de plataformas adequadas para um constante debate sobre as grandes questões estratégicas nacionais e o aperfeiçoamento do sistema político moçambicano.

O documento fala igualmente de política de soberania e dignidade, da segurança, da justiça, política económica, emprego e outras condições sociais, a administração pública e sua efectividade, políticas sócio-culturais e da qualidade de vida.

Ainda de acordo com o documento apresentado por Lutero Simango, o MDM está preparado para responder à nova situação histórica de Moçambique e propõe soluções adequadas e pragmáticas para as questões que se colocam ao país.

“O grau de realismo e efectividade das soluções que o MDM propõe depende da estreita sintonia dos seus membros com a sociedade moçambicana em cada momento do seu processo de mudança.

Acreditamos ser possível fortalecer o multipartidarismo e garantir a mobilização do cidadão para a sua participação política e efectiva na vida do país”-defendeu Lutero, para depois afirmar que a fiscalização governativa, administrativa e pública é da responsabilidade dos próprios moçambicanos.

Antes da apresentação deste documento foi apresentado pelo presidente do partido o relatório de actividades seguido do respectivo debate.

Ainda ontem foi aberto o capítulo relativo à participação do partido nos próximos pleitos eleitorais e discutida a proposta do hino do partido. Hoje, terceiro dia do evento, a principal actividade será a apresentação dos candidatos aos novos órgãos sociais do partido para os próximos anos.

Após serem autuados: Dez mil condutores fogem das suas obrigações

Perto de dez mil condutores em todo o país estão interditos de beneficiar de qualquer serviço relacionado com a carta de condução em virtude de não terem regularizado a sua situação após serem autuados na via pública.
Após serem autuados: Dez mil condutores fogem das suas obrigações
Segundo o Director-Geral do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER) Taíbo Issufo, os referidos condutores estão a ser alvo de monitoria permanente por parte das autoridades tudo como resultado das funcionalidades permitidas pela nova carta de condução biométrica.

Segundo Issufo, a polícia, o INATTER, a Administração Nacional de Estradas, a polícia Municipal e outros parceiros tem levado a cabo acções conjuntas de fiscalização que resultam em autuações devido ao cometimento de contravenção às regras de trânsito.

Neste contexto, de acordo com a fonte que fez estes pronunciamentos durante o simpósio sobre segurança rodoviária realizado quarta-feira, na Matola, a implementação do novo código de estrada traz uma mais valia nas actividades de segurança rodoviária.

O novo código, que resultou da aglutinação de toda a legislação avulsa até então existente sobre o trânsito, é resultado da implementação das recomendações do primeiro colóquio sobre segurança rodoviária realizado em Maputo, em 2009.

Outra das recomendações referia-se ao estabelecimento dum sistema de recolha e gestão de dados de acidentes de viação como forma de permitir uma evidência clara do problema. Neste contexto, segundo Issufo, já foi concebido um sistema de informação que possui diversas opções para a produção de relatórios detalhados que incluem as causas e a localização geográfica das ocorrências.

Na componente de educação, com vista a operacionalizar o memorando de entendimento entre os Ministérios dos Transportes e Comunicações e da Educação, que vigora desde 2006, foram capacitados professores na introdução de matérias sobre segurança rodoviária nos programa de ensino básico.

Também foi feito um ensaio com as delegações da universidade Pedagógica de Gaza e Massinga no sentido de se introduzir a questão da segurança rodoviária nos currículo, como tema transversal, através de práticas pedagógicas levadas a cabo pelos estudantes durante a sua formação.

Neste momento, está-se a trabalhar num programa visando a harmonização dos procedimentos inerentes a operação, fiscalização e recolha de informação no âmbito da segurança rodoviária. Depois de uma formação que envolveu técnicos da área de segurança rodoviária e trauma da cidade e província de Maputo, Nampula, Sofala e respectivos municípios, pretende-se abranger as restantes províncias a partir do próximo ano.

Crescimento de Mopeia refém de estradas

As estradas do distrito de Mopeia, na província da Zambézia, precisam de manutenção periódica para assegurar o escoamento de excedentes agrícolas dos centros de produção para os de comercialização e consumo durante uma boa parte do ano.

Crescimento de Mopeia refém de estradas
Todavia, os trabalhos de manutenção de rotina que têm vindo a ser feitos não garantem longevidade e, para além disso, os materiais necessários para a manutenção devem ser mais consistentes devido ao tipo de solos locais, que são arenosos e degradam-se precocemente devido ao peso das viaturas que transportam grandes volumes de madeiras e outros produtos.
O administrador distrital de Mopeia, João Zamissa, disse há dias à nossa Reportagem que o actual estado das estradas condiciona o desenvolvimento, visto que os produtores têm dificuldades de aceder aos mercados e os proprietários das viaturas não arriscam muito em levar os seus meios para o interior.

Questionado a propósito como o Governo pensa em resolver a problemática da comercialização, João Zamissa afirmou que os produtores não têm problemas de mercado nem de preços, mas o grande nó de estrangulamento continua a ser as estradas para o interior, cuja reabilitação ou manutenção periódica é bastante onerosa e a nível local não há capacidade para esse efeito.

Aquele dirigente disse que o distrito recebe anualmente 1.200 mil meticais para as infra-estruturas, incluindo as estradas. Todavia, o nosso entrevistado disse que o montante tem sido aplicado para intervenções pontuais e construção e reabilitação de edifícios para o funcionamento da máquina administrativa.

O distrito de Mopeia, localizado no Vale do Zambeze, tem um total de 427 quilómetros de estradas, dos quais 120 são da Estrada Nacional Número Um (EN1), 55 da rede secundária e 252 das vias terciárias. É sobretudo nos dois últimos tipos de estradas onde reside a maior preocupação do Executivo distrital de Mopeia.

O administrador de Mopeia disse que devido ao mau estado de muitas vias de acesso e a destruição de algumas pontes pelas enxurradas dos anos anteriores a este, há regiões para garantir a assistência da população em programas de educação, saúde e administração pública percorrem-se mais de 90 quilómetros, quando essa distância poderia ser feita em menos de 45 quilómetros.

A título de exemplo, o nosso entrevistado indicou o posto administrativo de Chimuara, onde para assistir a população local tem que deslocar-se 90 quilómetros, mas com a reconstrução de uma ponte que desabou há vários a distância seria encurtada para metade.

Entretanto, o outro desafio para o Executivo de Mopeia é a reabilitação dos diques de protecção. Quando o rio Zambeze aumenta de caudal, as águas galgam e inundam as machambas dos produtores, destruindo as culturais alimentares e de rendimento.

O administrador de Mopeia, que falava à nossa Reportagem por ocasião de 67.º aniversário de elevação daquela região à categoria de vila, afirmou que o pensamento estratégico do seu Executivo é transformar as cheias e inundações em oportunidades de desenvolvimento agrário, porque segundo explicou, os dois fenómenos climáticos não podem continuar a semear desgraça no seio das famílias.

O distrito de Mopeia ocupa uma extensão de 7761 quilómetros quadrados, o que corresponde a sete por cento do território da província da Zambézia. Mopeia foi descoberta na fase das companhias em que a região fazia parte da companhia do Zambeze.

Os ingleses e holandeses foram contratados pela coroa portuguesa para a montagem de uma fábrica de açúcar que se chamava Sena Sugar States, Limitada. A zona era controlada pelas companhias, as quais tinham toda a autoridade político-administrativa. No período pós-colonial, apesar da sua elevação à categoria de vila, o seu desenvolvimento não foi notável como hoje, apesar do seu enorme potencial de recursos naturais, nomeadamente, terras agricultáveis, pesca nas águas do interior, madeira de alto valor comercial e turismo cinegético. As primeiras aldeias resultaram de cheias ocorridas em 1978.

Governo faz muito pouco para recuperar coqueiro – afirmam especialistas e empresários da Zambézia

O governo não tem feito quase nada para a recuperação do palmar que está quase a desaparecer dos campos do sector familiar e privado da província da Zambézia.
Governo faz muito pouco para recuperar coqueiro - afirmam especialistas e empresários da Zambézia

De uma área total de 40 mil hectares dados como praticamente perdidos apenas foram replantados oito mil, ainda assim, nessa área, as perspectivas de recuperação são bastante sombrias devido, fundamentalmente, ao facto de as árvores híbridas estarem a morrer.

Os participantes à IX Reunião do Comité Nacional de Aconselhamento da Iniciativa para Terras Comunitárias, que decorreu há dias em Quelimane, foram unânimes ao afirmar que o palmar não pode morrer, porque para os naturais da Zambézia ele tem valor económico e cultural, simultaneamente.

Henriques Ferrão, da associação dos produtores industriais do coqueiro da Zambézia, disse, na ocasião, que o Governo deve potenciar as empresas para a revitalização do coqueiro. Segundo aquele especialista, antes de preocupar-se com a terapia é necessário investigar as causas da doença e os esforços até agora feitos mostram claramente que tem sido feito muito pouco para impedir o desaparecimento do coqueiro.

“O coqueiro não deve desaparecer na Zambézia, mas para isso é necessário envolver as empresas pelo seu historial na produção do coqueiro para contribuírem com o seu conhecimento e acompanhada com uma investigação”, disse Henriques Ferrão, antigo director da Ex-Boror de Macuse e representante dos produtores industriais, para quem há uma grande preocupação não só das empresas, mas também do sector familiar em ver concretizado o trabalho que está sendo desenvolvido pela Millennium Challenge Account-Moçambique, na investigação e distribuição de viveiros híbridos.

O agrónomo Ernesto Paulino disse que o coqueiro tem um papel cultural para a população da Zambézia, por isso todo o esforço deve ser orientado para a investigação, procurando as causas da doença do amarelecimento letal do coqueiro. Segundo explicou, a morte do coqueiro está a trazer problemas de fraco poder de compra por parte dos produtores, principalmente, do sector familiar e a medida de introduzir culturas alimentares, como o gergelim e feijões nas áreas onde o coqueiro desapareceu é boa, mas devido ao factor cultural é importante que se avance para a sua recuperação.

Por seu turno, o director da Associação Rural de Ajuda Mútua (ORAM), Lourenço Duvane, afirmou que a população que dependia do coqueiro enfrenta actualmente dificuldades para pagar imposto anual de 30 meticais por falta de renda. A título de exemplo, Lourenço Duvane disse que no posto administrativo de Macuse, no distrito de Namacurra, milhares de pessoas passam por dificuldades extremas para se alimentarem porque já não é possível comercializar a copra, madeira e outros subprodutos que garantiam a renda das famílias.

Entretanto, num encontro recente entre o Executivo e o sector privado esta questão voltou a dominar a agenda da reunião entre as partes. Enquanto o Governo defendia que estão a ser distribuídos mais de 50 mil viveiros híbridos com vista     à recuperação do palmar, o sector privado acusava de não estar ser feito nada e que a situação do palmar exigia um plano director de emergência.

Armando Cardoso, do CTA-Zambézia, defendeu que o Executivo deve criar uma instituição com autonomia administrativa e financeira para cuidar a questão de coqueiro dado o seu peso na economia da província da Zambézia.

A preocupação dos especialistas e dos empresários reside no facto de a investigação não estar a trazer resultados palpáveis e as plantas híbridas estarem a morrer. Mais do que isso, a Millennium Challenge Account-Moçambique vai terminar o seu programa em Setembro do próximo ano e pairam muitas dúvidas sobre o que irá acontecer depois da sua retirada.

Lixo encerra ruas no “Pequeno Brasil

Duas importantes ruas do bairro Pequeno Brasil, no município de Quelimane, estão actualmente intransitáveis devido à acumulação de lixo.
Lixo encerra ruas no “Pequeno Brasil
Os moradores daquele bairro de expansão, que se pretendia que fosse modelo de desenvolvimento urbano, criticaram esta quarta-feira a inoperância das equipas de recolha do lixo do Concelho Municipal Quelimane, que desde o início deste ano nunca passaram por aquela zona residencial.

Entrevistado pela nossa Reportagem, a propósito da aquisição de dois tractores e uma máquina multifuncional por parte da edilidade, os residentes afirmaram ser absurdo que se anuncie com pompa e circunstância a chegada daqueles meios quando o lixo está a fechar estradas e a provocar problemas de saúde pública.

Ana Rita Mendes é residente no bairro Pequeno Brasil, e quando falava à nossa Reportagem, disse que a não remoção do lixo por parte da edilidade de Quelimane não é por falta meios, mas é devido a uma visão míope do vereador da área que não interage com os munícipes e não visita os bairros para se aperceber dos reais problemas vividos nas zonas residenciais da urbe.

Segundo a nossa entrevistada, a rua, que sai da Escola Secundária Aeroporto Expansão até onde em tempos idos era a Feira das Actividades Económicas (FAE), está interrompida por acumulação de lixo desde o início do ano. “Olha esse vizinho já não consegue tirar a sua viatura da garagem para fora. Tem viatura mas vai ao serviço a pé por causa do lixo que se acumulou todo o ano”, disse a nossa entrevistada, para quem há uma inércia no Concelho Municipal da Cidade de Quelimane porque nem o presidente, nem o vereador, muito menos os trabalhadores afectos à recolha do lixo passam por aquele bairro.

A outra rua que está prestes a encerrar devido à acumulação de resíduos sólidos está no cruzamento da Escola Primária Completa Aeroporto Expansão ainda no mesmo bairro. É um local onde todos os moradores depositam lixo, mas não é recolhido.

Romão Afonso é outro residente do bairro Pequeno Brasil, o qual estranha o silêncio cúmplice das autoridades municipais que prometeram melhores condições de higiene e saneamento do meio. “Isso é o contrário do que nos prometeram durante a campanha eleitoral: não estamos a reconhecer. Não há diálogo, nem o presidente nem os vereadores se dignam a visitar-nos para ouvir as nossas preocupações”, disse aquele munícipe, para quem com tanto lixo num bairro em que quando chove, o trânsito rodoviário e dos peões se complica, prevendo que dias piores poderão ocorrer a partir de Janeir

Quadrilha assalta e rouba em dois estabelecimentos na mesma noite

Uma quadrilha até aqui a monte, composta por três indivíduos, assaltou na mesma noite dois estabelecimentos comerciais na cidade de Maputo e apoderou-se de dinheiro e diversos bens.
Quadrilha assalta e rouba em dois estabelecimentos na mesma noite

O primeiro caso deu-se quando a tripla, fazendo-se transportar numa viatura de marca Toyota Vitz, com a chapa de inscrição MLV-40-52, munida de igual número de pistolas invadiu um restaurante no bairro da Polana Cimento e apoderou-se de dinheiro no valor de 1 900 dólares norte americanos, mil meticais, jóias e chaves de três viaturas.

Segundo o porta-voz da Polícia no comando da cidade, Orlando Mudumane, trata-se do mesmo grupo que algumas horas depois assaltou uma residência no bairro de Magoanine “A”, alvejou a tiro o proprietário e roubou 15 mil meticais e pôs-se em fuga.

“Tudo indica que seja a mesma quadrilha que, depois de assaltar o restaurante, roubou num estabelecimento comercial localizado numa residência no bairro de Magoanine, com recurso à arma de fogo”, disse.

Mudumane, disse ainda que a corporação vai seguir as pistas que tem para a neutralização dos meliantes, recuperação dos bens na posse destes e apreensão das armas usadas para perpetrar o crime.

“Neste momento há diligências que estão a ser efectuadas para o encalço dos larápios. A Polícia vai seguir todas as pistas materiais e ouvir as suas fontes para que a quadrilha possa ser desmantelada e recolha às celas o mais breve possível”, garantiu.

A vítima, alvejada por um tiro no braço direito, terá sido encaminhada ao Hospital Central de Maputo para cuidados médicos. Informações avançadas pelas autoridades da lei e ordem dão conta que o nacional se encontra fora de perigo.

Guebuza contra os agitadores que querem minar a paz

O Presidente Armando Guebuza lançou ontem duras críticas contra aqueles a quem chamou de agitadores profissionais que agindo de má-fé, e em nome da amizade para com os pobres, estão a semear um ambiente de intriga entre os moçambicanos, alegando que apenas algumas pessoas é que beneficiam dos recursos naturais e da riqueza. 
Guebuza contra os agitadores que querem minar a paz
O Chefe do Estado falava, na Matola, província de Maputo, na abertura do VI Congresso da Organização dos Trabalhadores de Moçambique que decorre até amanhã.

“Há países que por causa deste tipo de intriga, fofoca estão a bater-se tribo contra tribo, religião contra religião e eles estão lá a tirar os recursos. E depois vem para aqui dizer que o fosso entre os ricos e pobres está a aumentar…”, acrescentou.

 Para contrariar este tipo de mensagens, Guebuza apelou a união de esforços para que se possa criar riqueza e melhorar as condições de vida. Disse que existe potencial para a criação da riqueza, mas enquanto não for explorada isso de nada valerá.

“Muita gente fala e ouvimos dizer de que a riqueza não chega a todos. É verdade. Mas o problema que se coloca é que a riqueza é construída…todo o potencial está lá, mas enquanto não fizermos nada, não trouxermos a casa, a energia, a estrada para nós, através do trabalho árduo, eles não chegarão ”, insistiu.

Indicou, a título de exemplo, que o camponês pode ter a machamba, a enxada, a fome e motivação para ter comida, mas ela não chegará por si só porque tem ser produzida. Quando é produzida, acrescentou, então aí é possível fazer-se a distribuição.

No caso do pescador, tem que consentir sacrifícios, enfrentar o perigo, por vezes ciclones, para ir pescar. E só dai é que tem o produto, o peixe.

“Falamos hoje de recursos naturais em todo o lado e uns dizem que só enriquecem a alguns. Outros fazem-no por falta de informação, mas há os que fazem-no por maldade”, disse.

 O Presidente recuou no tempo e no espaço relembrando que no tempo colonial e mesmo nos nove anos que se seguiram a independência, a exploração do carvão nunca superou as 500 mil toneladas. Depois veio a guerra que destruiu todo o sistema de produção e escoamento.

“ Onde havia carris começaram a nascer árvores e quando estamos a repor a linha-férrea para que o carvão possa ser extraído em maior quantidade e nesse processo há milhares de pessoas que estão a ser empregues, dizem que estão a comer poucos. Só serve para alguns, tudo isso para criar contradições entre nós. É uma arma poderosa que tem por objectivo dividir-nos. Batemo-nos entre nós e eles lá satisfeitos nos hotéis de sete estrelas. Agora diz-se que há gás, mas só alguns estão a beneficiar. Só alguns estão a comer. Este gás esteve sempre ali onde está nas profundezas. Os barcos passavam e não se sabia que havia gás ali até que, através do conhecimento e de investimento foi descoberto. Ele ainda está lá, mas há quem diga que só alguns estão a comer. Eles pretendem ver a nossa sociedade sempre desestruturada, dividida, em luta entre si”, alertou o Presidente.

Todavia, o estadista congratulou-se pelo facto de no meio disto haver trabalhadores que tudo fazem para melhorar as suas condições de vida, trabalhando e procurando sempre através do diálogo com o patronato e não só, buscar as formas que permitam aumentar a produtividade e consequentemente a renda.

Guebuza defendeu o diálogo como fonte para a solução dos problemas e para a manutenção da paz social. Neste caso, as organizações sindicais tem sabido, através do diálogo e da crítica defender os interesses reais dos moçambicanos.

O Congresso da OTM, que termina amanhã, decorre sob o lema “Pelo emprego digno, unidade e solidariedade sindical” e vai discutir, entre outros assuntos, a situação sócio-laboral, os estatutos e o plano estratégico para os próximos anos. O mesmo deve terminar com a eleição de novos corpos dirigentes.

Preocupante ausência de pais nas matrículas para a 1ª classe

As Escolas primárias da cidade de Maputo continuam com vagas da 1.ª classe por preencher, uma vez que há pais e encarregados de educação que ignoram o seu dever de matricular as crianças no prazo determinado.
Preocupante ausência de pais nas matrículas para a 1ª classe

O facto é preocupante se considerado que, no presente ano, o sector de Educação decidiu, pela primeira vez, realizar as matrículas da 1.ª classe de 1 de Outubro até 31 deste mês. Com a medida, o Ministério da Educação (MINED) espera evitar transtornos da última da hora, alguns dos quais que se relacionam com transtornos no processo da formação das turmas, distribuição dos professores e livros bem como arranque efectivo das aulas.

A nível da cidade de Maputo, de acordo com António Grachane, director da Educação, ainda há vagas por preencher, embora algumas unidades de ensino tivessem já as esgotado.

É neste contexto que Grachane apelou aos pais e/ou encarregados de educação para organizarem os documentos necessários e se dirigirem às diversas escolas para matricular os seus educandos.

“Queremos apelar aos pais para que observem as datas definidas. Isso vai facilitar toda a máquina da Educação para que as aulas venham a decorrer com normalidade”, disse o director.

Por outro lado, as crianças em idade escolar poderão ser matriculadas e ter a oportunidade de aprender, num país em que o índice de analfabetismo ainda é elevado.

Porém, Grachane admitiu que após 31 de Dezembro, algumas escolas poderão receber os alunos, dependendo de cada caso que o sector for a receber. Tudo porque o objectivo da Educação não é de prejudicar as crianças.

A nível nacional, o Ministério da Educação espera matricular em 2013, na 1.ª classe pouco mais de um milhão e trezentas mil crianças.

Roubo de material eléctrico provoca cortes de energia na Beira

Roubo de material eléctrico provoca cortes de energia na Beira
Roubo de material eléctrico e o mau tempo condicionam o fornecimento da corrente eléctrica nas cidades da Beira e Chimoio. Com efeito, registaram-se nos últimos dois dias cortes constantes de corrente eléctrica nestes pontos do país, incluindo a cidade de Dondo, assim como as regiões de Mafambisse, Lamego e alguns distritos da província de Manica, como resultado do roubo de cantoneiras na linha de Chibata.

Na sequência disso, um posto de transporte da corrente eléctrica, localizado no distrito de Nhamatanda, em Sofala,  não suportou os ventos fortes que se fizeram sentir ao início desta semana e tombou, provocando interrupção de transporte de energia até à cidade da Beira.

A Electricidade de Moçambique, EDM, deu a conhecer que as autoridades policiais estão à busca dos autores dos roubos.

Em cada fim do ano, registam-se cortes constantes de energia na cidade da Beira devido ao uso acima da média dos electrodomésticos.

Para este ano, a EDM diz que já está precavida, contudo, lança um apelo aos seus clientes.

Esta informação foi avançada num encontro conjunto, organizado pela EDM e Polícia da República de Moçambique, com objectivo de dar a conhecer os preparativos da quadra festiva.

ENI anuncia mais gás na bacia do Rovuma

A ENI acaba de anunciar aquilo que considera “uma importante descoberta” de gás natural, na Área 4 da bacia do Rovuma, em alto mar, na província de Cabo Delgado. A descoberta, confirmada ontem ao “Notícias” pelo Instituto Nacional de Petróleos (INP), ocorreu em dois poços, nomeadamente “Mamba Sul-2” e “Coral-2” que são, respectivamente, o sexto e sétimo a serem executados nesta concessão.
ENI anuncia mais gás na bacia do Rovuma

De acordo com os dados em nosso poder, a descoberta eleva os recursos da Área 4 em seis triliões de pés cúbicos (tcf), confirmando um volume total de 68 tcf de gás natural.

O poço “Mamba Sul – 2” foi perfurado numa lâmina de água de 1918 metros, atingindo uma profundidade total de 4300metros, localizando-se a 50 quilómetros da costa da província de Cabo Delgado e a cerca de nove da descoberta “Mamba Sul – 1”, anunciada há dias.

A Eni explica ainda que o poço encontrou 60 metros de espessura de areias de idade oligoceno. A descoberta provou a existência de comunicação hidráulica com o da “Mamba Sul – 1”. O teste de produção do furo Mamba-1 permitiu estimar que este pode produzir 140 milhões de pés cúbicos por dia.

Enquanto isso, o segundo poço – “Coral – 2” – foi perfurado numa lâmina de água de 1950 metros, perfazendo uma profundidade de 4725 metros. O mesmo está localizado a cerca de 15 quilómetros do furo Coral 1 e a aproximadamente 50 quilómetros da costa de Cabo Delgado.

Neste momento, o consórcio liderado pela Eni e que integra a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Kogas e Galp está a planear um teste de produção nas descobertas efectuada na descoberta “Coral – 2”.

O referido plano de produção, poderá incluir, pelo menos, a perfuração de dois poços de avaliação – “Coral – 3” e “Mamba Sul – 3”, visando avaliar o potencial total das descobertas.

A bacia do Rovuma que abarca, para além de Cabo Delgado, uma parte da província de Nampula é a mais activa em termos de investimentos em actividades de prospecção de petróleo e gás. Actualmente é operada por quatro companhias, nomeadamente Eni, Anadarko, Statoil e Petronas.

Das empresas em actividade, apenas duas – a italiana, Eni, e a americana, Anadarko é que têm vindo a anunciar descobertas de gás, acreditando-se que a primeira possa ter as maiores reservas, embora a segunda tenha entrado já para a fase da reavaliação dos recursos.

A expectativa é de que a exploração comercial dos recursos descobertos possa começar em 2018, altura em que se acredita esteja concluída a primeira planta de processamento, a ser construída no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.

Em Cabo Delgado, as actividades de pesquisa decorrem também em terra, sendo visíveis sobretudo no distrito de Palma diversos acampamentos das empresas, as quais, na medida do possível, procuram empregar mão-de-obra moçambicana para trabalhos que não requerem grandes qualificações.

Jovem é presa após confessar ao namorado que fez sexo com todos os cães da família

Jovem é presa após confessar ao namorado que fez sexo com todos os cães da família

Uma mulher de 20 anos foi presa, depois de ter contado ao seu namorado que tinha um fetiche por cães e que tinha feito sexo com todos os cachorros de sua família.

A investigação foi aberta no mês passado e revelou que a cachorra Brittany Sonnier manteve relações sexuais vaginal e oral com os cães.

O rapaz disse à polícia que ficou “passado” após a namorada lhe mostrar imagens de pessoas fazendo sexo com cães.

Diarreias causam prejuízos de 124 milhões de USD

Diarreias causam prejuízos de 124 milhões de USD

A economia moçambicana perde por ano cerca de quatro biliões de meticais, o equivalente a 124 milhões de dólares norte-americanos, devido a defi cientes serviços de saneamento do meio prestados à população, segundo o relatório do Programa de Águas e Saneamento do Banco Mundial acabado de ser publicado, em Maputo.

O documento revela que 63,7% dos custos provêm de mortes prematuras anuais de 14 mil moçambicanos, dos quais 10.700 são crianças com menos de cinco anos de idade vítimas da doença. Acrescenta o documento do Banco Mundial que cerca de 50% dos óbitos em crianças moçambicanas são directamente atribuídos à diarreia causada pelo consumo de água imprópria, deficiente saneamento do meio e falta de higiene individual e colectiva.

Os custos relacionados com cuidados sanitários são estimados por aquela instituição financeira internacional em cerca de 17,7% do universo, enquanto o tempo de acesso e perdas de produtividade representam 18,6% dos custos económicos globais resultantes dos defi cientes serviços de saneamento prestados à população moçambicana.

O Banco Mundial estima, por outro lado, que cerca de nove milhões de nacionais usam retretes ou latrinas partilhadas, outros nove milhões não têm latrinas e defecam ao ar livre e que o quintal mais pobre da população cai quase na sua totalidade nesta categoria.

Moçambique e Botswana ligados por via férrea

Moçambique e Botswana ligados por via férrea
O Botswana poderá recorrer com frequência ao Porto de Maputo nas suas importações e exportações, tendo a primeira experiência deste tipo de operações se realizado há cerca de duas semanas “com sucesso”, segundo Osório Lucas, director executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).

A operação envolveu 34 vagões transportando carvão daquele país membro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que se destinava para a exportação e o comboio passou por Zimbabwe antes de chegar a Moçambique, segundo ainda Osório Lucas. “A operação decorreu sem problemas e foi célere, tendo durado apenas dois dias e meio”, explicou Osório Lucas, realçando que está dado o primeiro sinal para o Botswana passar a usar também o Porto de Maputo nas suas transacções comerciais com o resto do mundo.

Esta infra-estrutura tem vindo a receber comboios de mercadorias vindos do Zimbabwe, África do Sul e Suazilândia em ritmos frequentes e de quando em vez da Zâmbia. A África do Sul continua a ser mercado-chave do Porto de Maputo, “mas Moçambique, Botswana, Zimbabué e Zâmbia têm potencial para crescer”, ressalvou o director executivo da sociedade MPDC, falando esta terça-feira à imprensa sobre o balanço do desempenho do seu sector registado em 2012.

No período em análise, a vizinha África do Sul manuseou através do Porto de Maputo cerca de 80% da sua carga diversa. “Isto significa que a greve registada nas companhias mineiras deste país não teve infl uência negativa aqui no porto”, referiu Osório Lucas, sustentando a sua convicção com a quantidade do volume de carga manuseada vinda daquele país vizinho.

Para todo este ano de 2012 prestes a terminar, o Porto de Maputo espera manusear cerca de 15 milhões de toneladas de carga diversa e 1040 navios, isto depois do recorde de 306 toneladas brutas manuseadas, num período de 24 horas. O porto emprega cerca de 500 assalariados, dos quais seis estrangeiros.

Aviação civil: Operadoras nacionais ainda na lista negra da UE

As transportadoras aéreas de Moçambique e de São Tomé e Príncipe continuam proibidas de operar na União Europeia (UE) e a angolana TAAG mantém as restrições impostas, segundo a mais recente lista da segurança aérea, ontem divulgada em Bruxelas.

Aviação civil: Operadoras nacionais ainda na lista negra da UE
Da `lista negra´ saiu um país (Mauritânia) e uma companhia (a jordana Jordan Aviation) e foram registados progressos na Líbia, que continua, ainda assim proibida de voar para a UE.

Por outro lado, a Eritreia foi a única entrada nova, em nome da segurança, abrangendo todas as transportadoras aéreas registadas no país.

Segundo a lista europeia, estão proibidas de operar na UE uma total de 287 companhias aéreas certificadas em 20 países: Afeganistão, Angola, Benim, Cazaquistão (com excepção de uma transportadora que opera com restrições e sob determinadas condições), Eritreia, Filipinas, Gabão (com excepção de três transportadoras que operam com restrições e sob determinadas condições), Guiné Equatorial, Indonésia (com excepção de seis transportadoras), Djibuti, Libéria, Moçambique, Quirguistão, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, República Democrática do Congo, República do Congo, Suazilândia, Sudão e Zâmbia.

A lista da segurança aérea proíbe ainda os voos da Blue Wing Airlines do Suriname, da Meridian Airways do Gana e da Conviasa da Venezuela.

Outras dez transportadoras aéreas são objecto de restrições operacionais, estando apenas autorizadas a realizar voos com destino à UE sob condições estritas: a Air Astana do Cazaquistão, a Afrijet, a Gabon Airlines e a SN2AG do Gabão, a Air Koryo da República Popular Democrática da Coreia e a Airlift International do Gana, bem como a Air Service Comores, a Iran Air, a TAAG-Linhas Aéreas de Angola e a Air Madagáscar.

`A Comissão não poupará esforços para ajudar os países incluídos na lista de segurança a criar a capacidade técnica e administrativa necessária para superarem os seus problemas de segurança da forma mais rápida e eficaz possível´, disse o comissário europeu para os Transportes, Siim Kallas.

Renamo ameaça boicotar próximas eleições gerais e autárquicas se a lei eleitoral for aprovada sem consenso

A Renamo, o principal partido da oposição em Moçambique, ameaçou esta terça-feira boicotar as eleições gerais e autárquicas, caso a lei eleitoral seja aprovada sem consenso entre as principais forças políticas do país.

Renamo ameaça boicotar próximas eleições gerais e autárquicas se a lei eleitoral for aprovada sem consenso

A lei que vai regular as eleições autárquicas de 2013 e gerais (presidenciais e legislativas) de 2014, será votada na próxima semana em sessão plenária da Assembleia da República, depois de a Renamo, a Frelimo, bancada do partido no poder, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira bancada parlamentar, não terem chegado a acordo sobre aspetos importantes da lei durante o debate ao nível da comissão parlamentar encarregada da revisão do diploma.

As divergências devem-se ao facto de a Renamo, com 51 deputados, defender uma presença maioritária dos partidos com representação parlamentar na Comissão Nacional de Eleições (CNE) e menor peso da sociedade civil, a quem acusa de ser favorável à Frelimo.

O partido no poder, que tem a maioria de 191 assentos no parlamento, integrado por 250 deputados, defende uma presença menor dos representantes dos partidos na CNE e maior representação da sociedade civil, posição apoiada pelo MDM, que tem oito deputados.

Em declarações à imprensa sobre o debate da lei eleitoral em plenária da Assembleia da República, o porta-voz da bancada da Renamo, Arnaldo Chalaua, afirmou que a sua formação política boicotará as eleições gerais e autárquicas, caso a lei eleitoral seja aprovada sem consenso das três bancadas parlamentares.

`Não podemos tomar parte num processo onde os vencedores e os derrotados são conhecidos antes de as eleições iniciarem´, afirmou Arnaldo Chalaua, reiterando as acusações de favorecimento à Frelimo por parte dos órgãos eleitorais.

A Renamo, adiantou Chalaua, está preparada para discussões adicionais sobre a lei, mas a Frelimo e o MDM `devem reflectir melhor para compreenderem a necessidade de as eleições serem realizadas com igualdade de oportunidades´.

O principal partido da oposição boicotou as eleições municipais intercalares realizadas no final de 2011 e início do ano em curso em quatro municípios por considerar que não havia condições de integridade do processo eleitoral.

Renamo acusa a PRM de tentar assaltar residência de Dhlakama em Nampula

Entretanto, o porta-voz da Renamo que denunciou a situação não foi capaz de provar as alegações. Já a PRM desvaloriza, por completo, as denúncias da Renamo e diz  estar habituada a essas acusações.
Renamo acusa a PRM de tentar assaltar residência de Dhlakama em Nampula

A Renamo acusa a Polícia da República de Moçambique (PRM) e o partido Frelimo de estarem a orquestrar um plano para assaltar a residência de Afonso Dhlakama na cidade de Nampula. Esta informação foi divulgada em conferência de imprensa presenciada por mais de uma centena de membros daquela formação política em Nampula.

Segundo a Renamo, o plano da Frelimo, em parceria com a PRM, incluiu a tomada da delegação política da Renamo naquela parcela do país. O chefe provincial de Mobilização da “perdiz”, Luís Mussá, revelou que a PRM, na verdade, está a ser instrumentalizada pelo partido Frelimo.

O alegado plano, segundo Mussá, vai ainda longe ao envolver assassinato em massa dos desmobilizados de guerra antes pertencentes às fileiras da Renamo. Questionado sobre as provas desta acusação, Mussá evitou resposta frontal, direita e justificativa. Mussá, entretanto, assegura que, em face desta situação, a sua formação política não vai cruzar os braços.

As alegadas tentativas de aceder à casa do líder do maior partido da oposição surgem quase um mês depois de o líder se ter refugiado em Santunjira, no distrito de Gorongoza, província de Sofala.

Entretanto, o Comando Provincial da PRM em Nampula desvaloriza totalmente as acusações e diz que as mesmas não têm fundamento. Para além disso, não é a primeira vez que a Renamo aparece em público a denunciar o alegado esquema de assalto às suas instalações, mas essa informação nunca foi confirmada nem tão pouco consumada.

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