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Sábado, Abril 11, 2026
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Estradas continuam corredores de morte

Pelo menos 32 pessoas morreram como resultado de 43 casos de acidentes de viação ocorridos semana finda um pouco pelas estradas de todo o país.
Estradas continuam corredores de morte

Dos sinistros, destaque vai para 23 atropelamentos, oito despistes, seguidos de capotamento e ainda sete casos de embate entre viaturas. A cidade de Maputo, que contabilizou dez casos, foi a que registou maior número de desastres seguida das províncias da Zambézia, Cabo Delgado e Inhambane, todas com quatro casos. Segundo a PRM o excesso de velocidade aliado à má travessia de peões terá concorrido para a origem da maior parte dos casos.

Presidente da República lamenta morte do pintor Samate

O Presidente Armando Guebuza apresentou ontem, em Maputo, uma mensagem de condolências pela morte, no dia 2 de Dezembro, do artista plástico Samate Mulungo, vítima de doença.
Morreu pintor moçambicano Samate Mulungo

Na sua missiva, o Chefe do Estado afirma que o país perdeu um dos seus carismáticos ícones culturais e que os fazedores das artes e cultura viram se privados de uma das fontes da sua inspiração. Guebuza destaca ainda o facto de as obras do malogrado veicularem mensagens de revolta e de denúncia das injustiças da dominação estrangeira e incutiam a auto-estima, o espírito nacionalista e a necessidade de auto-superação como povo para vencer os desafios actuais. À família enlutada o estadista apresenta as mais sentidas condolências e palavras de solidariedade e de encorajamento para que consiga soerguer-se da prostração.

PDD prepara-se para autárquicas em Sofala

Partido para a Democracia e Desenvolvimento (PDD), em Sofala, iniciou já o trabalho de preparação com vista às próximas eleições municipais agendadas para o próximo ano.
PDD prepara-se para autárquicas em Sofala

Com efeito, brigadas daquela formação política da oposição encontram-se espalhadas pelas quatro autarquias, nomeadamente Beira, Dondo, Gorongosa e Marromeu, com vista à reestruturação dos respectivos órgãos de base bem como inculcar estratégias para que os resultados sejam promissores.

Falando à nossa Reportagem, na Beira, o presidente da Comissão Política Provincial do partido, Chacandza Chiungano Mavunguire, disse que, para além de vencer o escrutínio nestas quatro autarquias, o PDD aposta também no aumento do número de membros nas assembleias locais, pois, actualmente, apenas possui um na cidade da Beira.

“Queremos entrar para o jogo político em 2013 fortificados a partir da base e, por isso, estamos balanceados nos preparativos para que não possamos mostrar fraquezas durante as eleições”, afirmou Mavunguire.

Como forma de potenciar ainda mais as suas estruturas locais, o Partido para a Democracia e Desenvolvimento, liderado por Raul Domingos, já levou a cabo diversas acções, entre as quais a capacitação dos seus quadros. Disse, por outro lado, que, não obstante as actividades, o partido tem sido muitas vezes alvo de alegadas ameaças e perseguições por alguns indivíduos que agem a mando das autoridades locais.

Apontou o exemplo do secretário do 10º bairro da vila-sede distrital de Nhamatanda, que retirou o mastro da bandeira alegadamente a mando do administrador local, Sérgio Moiane, acusação prontamente refutada pelo visado.

Mesmo assim, a Comissão Política do PDD considera que o nível do trabalho, até agora desenvolvido, em todas as autarquias e outros distritos é motivante dada a participação popular e o nível de propostas recebidas para o melhoramento do funcionamento do partido.

“Estamos orgulhosos por aquilo que está a acontecer em termos de acções no terreno e isso leva-nos a avançar que estamos no caminho certo para que nas eleições autárquicas do próximo ano tenhamos resultados encorajadores” – vaticinou Chacandza Mavunguire.

Para além das munici pais agendadas para 2013, o PDD espera igualmente acelerar o passo rumo às gerais aprazadas para 2014 aproveitando toda a preparação ora em curso.

Entretanto, o administrador de Nhamatanda, Sérgio Moiane, disse à nossa Reportagem que não constituía verdade que o Executivo que dirige instruiu pessoas para retirar a bandeira daquele partido.

“Não é verdade que tenhamos feito isso. Isso é para justificar o insucesso que o PDD está tendo no campo político aqui em Nhamatanda” – aclarou o administrador de Nhamatanda.

Congresso do MDM inicia hoje na Beira

Inicia hoje na cidade da Beira o 1° Congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) que vai decorrer até ao próximo dia 8 do corrente mês. No evento espera-se pela participação de cerca de 800 pessoas, entre delegados e convidados nacionais e estrangeiros. Como forma de permitir que os deputados membros desta formação política participem no seu congresso a Assembleia da República vai interromper as suas actividades em plenário durante o período em que aquele encontro partidário durar.
Congresso do MDM inicia hoje na Beira

Na lista dos convidados, segundo o membro do gabinete de preparação deste congresso, também delegado provincial do MDM em Sofala, Luís Inácio, constam todos os partidos com existência legal em Moçambique com destaque para a Frelimo e para a Renamo mas até ao meio da tarde de ontem nenhum deles tinha confirmado a sua participação.

Luís Inácio revelou, por outro lado, que a maioria dos delegados e convidados já se encontravam na cidade da Beira.

Do estrangeiro, ficámos a saber da nossa fonte apenas da presença de representantes do MDC, liderado pelo 1º Ministro do Zimbabwe, Morgan Tsivangirai, enquanto dos outros Luís Inácio não revelou os seus nomes dizendo apenas que são oriundos do Brasil, Portugal, África do Sul, Zâmbia e dos países baixos alguns dos quais deverão ter desembarcado na Beira ao fim da tarde e/ou a meio de noite de ontem.

O I Congresso do MDM terá lugar no Pavilhão dos Desportos da Beira.

Nas últimas horas, entretanto, o MDM organizou marchas por diferentes artérias da cidade da Beira com os seus membros e simpatizantes a cantarem, a dançarem e a empunharem bandeiras e outros distintivos alusivos ao partido.

Em relação à agenda do congresso foi tornado público que será debatida com algum destaque a participação do partido nas eleições autárquicas de 2013 e gerais de 2014.

Serão igualmente eleitos novos órgãos sociais. Neste capítulo, o porta-voz do partido, José Sousa, revelou que vão concorrer à presidência, além actual líder, Daviz Simango, outros três elementos cujos nomes preferiu não mencionar.

Serão igualmente feitas a apreciação e a aprovação dos estatutos e programa do partido e a apresentação de duas moções, uma de saudação ao partido pela sua governação nos municípios da Beira e Quelimane, e outra de censura ao governo por alegada ausência de políticas exequíveis principalmente nas áreas de agricultura e habitação.

Violento temporal fere 29 pessoas em Sussundenga

Vinte e nove feridos, seis dos quais em estado grave, dezenas de casas destruídas e salas de aula e igrejas desabadas constitui o balanço preliminar do vendaval que sacudiu domingo último a sede distrital de Sussundenga, província de Manica, deixando centenas de pessoas ao relento.
Violento temporal fere 29 pessoas em Sussundenga

A administradora distrital, Mariazinha Niquice, que confirmou o facto, disse que o executivo que dirige iniciou e está a levar a cabo um programa de assistência humanitária das populações vítimas do temporal, que afectou com maior incidência a região de Munhinga, situada a escassos quilómetros do centro da vila-sede do distrito.

Entre os feridos, contam-se crentes de uma igreja cristã cuja identidade não foi revelada, os quais contraíram ferimentos quando a parede do referido templo desabou, apanhando de surpresa os fiéis que se encontravam em pleno culto dominical. Os feridos graves foram socorridos e evacuados de emergência para o Hospital Provincial de Chimoio, onde encontram-se a receber cuidados médicos intensivos.

Dados ontem fornecidos por Mariazinha Niquice indicam que das 45 casas destruídas, 20 são convencionais e na sua maioria ficaram sem tecto, devido à fúria do vento que arrancou as chapas de cobertura, deixando os seus moradores ao relento.

Das 25 casas de construção precária, as informações fornecidas pela administradora referem terem sido arrasadas após que o vendaval, acompanhado de chuvas, sacudiu Munhinga, deixando os seus moradores sem abrigo. Em relação a infra-estruturas, destaque vai para a destruição de duas salas de aula quando o temporal arrancou o tecto e derrubou algumas paredes.

Entretanto, o governo distrital de Sussundenga iniciou e já está a implementar um plano de apoio de emergência visando minorar o sofrimento dos desabrigados. Alocação de lonas e apoio alimentar e logístico diverso apontam-se entre as acções de assistência humanitária que estão a ser levadas a cabo.

A administradora distrital de Sussundenga disse que a par disso e devido à aproximação da época chuvosa, já foram accionados os comités de gestão de risco das calamidades, incluindo o Comité de Gestão da Bacia Hidrográfica de Lucite, curso de água que tem vindo a causar inundações, sobretudo na região de Dombe.

Enquanto isso, a administradora distrital explicou ter iniciado o processo de reconstrução das habitações e infra-estruturas desabadas, trabalho que conta com a solidariedade das populações da zona fustigada pela intempérie.

Guro está sob espectro de fome

O distrito de Guro, a norte da província de Manica, vive presentemente um espectro de fome generalizada. Quase toda a população do distrito, estimada em mais de 82 mil habitantes, vive numa situação de insegurança alimentar relativa, na sequência dos baixos rendimentos agrícolas alcançados na safra finda.
Guro está sob espectro de fome

A administradora distrital, Deolinda Bengula que revelou o facto, considera, porém, que a situação está controlada, embora reconheça estar relativamente mais grave nos postos administrativos de Mandie e Nhamassonje, onde os camponeses não colheram o suficiente para suprir as suas necessidades alimentares.

Neste momento, de acordo com a fonte, maior parte da população sobrevive da comercialização de produtos pecuários, recorrendo à troca de animais por cereais, sabendo que Guro é um dos potenciais na produção de carne caprina, situando-se em segundo lugar depois do distrito de Tambara.

“De um modo geral, todo o distrito vive uma situação de fome mas as regiões mais críticas são as de Mandie e Nhamassonje. Embora seja preocupante, a situação de segurança alimentar está controlada uma vez que a população encontra alternativas para suprir as suas necessidades alimentares” – disse a administradora.

Para Deolinda Bengula e falando ao “Noticias”, além da queda irregular das chuvas, o distrito é ciclicamente afectado pela fome devido à aridez dos seus solos e às mudanças climáticas que estão a agravar o aquecimento, contribuindo negativamente para o crescimento das culturas.

O recurso às culturas resistentes à seca, as zonas baixas para hortícolas e a distribuição de sementes para a segunda época figuram entre as alternativas encontradas pelo Governo distrital de Guro para mitigar os efeitos negativos da fome que apoquenta aquelas populações.

Deolinda Bengula não fala de eventual apoio de emergência às populações afectadas pela penúria alimentar, afirmando que a situação está controlada. Sem revelar as famílias afectadas, Bengula precisou que todas as regiões do distrito registaram fraca queda pluviométrica e, consequentemente, baixos rendimentos agrícolas.

O distrito de Guro prevê produzir na presente safra 2012/2013, 27.8 mil toneladas de cereais, 2.08 de leguminosas, 11.81 de tubérculos, 7.49 de hortícolas e 9.65 toneladas de outras culturas alimentares. Em termos de plano, prevê-se que sejam cultivados 42.19 mil hectares de culturas diversas.  

Revogada licença de exploração de ouro da “Mamba Minerals” em Manica

Acaba de ser revogada a licença que havia sido atribuída à “Mamba Minerals”, destinava à pesquisa e exploração de ouro na região de Nhancuarara, distrito de Manica, província do mesmo nome. O director provincial dos Recursos Minerais e Energia, Olavo Deniasse, que revelou o facto ao “Notícias”, disse que a licença daquela empresa foi revogada por terem sido detectadas infracções consideradas graves que tornaram inexequível a sua prevalência.
Revogada licença de exploração de ouro da “Mamba Minerals” em Manica

Com efeito, segundo a fonte, o património daquela empresa de capitais australiano-sul-africanos, nomeadamente o equipamento de processamento daquele minério precioso, vai ser vendido em hasta pública, acto que deverá acontecer dentro de dias algures na província de Manica.

A “Mamba Minerals Lda. projectava investir pouco mais de quatro milhões de randes, o correspondente a 14 milhões de meticais, para a aquisição e instalação do equipamento de processamento daquele minério precioso.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra para a edificação daquele empreendimento, teve lugar recentemente, com a presença, na zona, dos representantes da empresa, das instituições administrativas locais e das ligadas à gestão dos recursos minerais na província.

A firma que ambicionava alargar as suas actividades à zona de Chua, no mesmo posto administrativo de Machipanda, também em Manica, tinha a capacidade instalada para processar dez toneladas de argila por hora, esperando-se que em cada tonelada pudessem ser retirados dez gramas de ouro.

Resultados de uma prospecção efectuada indicavam haver, no jazigo, potencialidades para a extracção de ouro num período estimado entre quatro e nove anos. Aquela empresa pretendia empregar, numa primeira fase, 150 trabalhadores, na sua maioria recrutados localmente, privilegiando-se os garimpeiros que operam na zona.

Segundo soubemos na ocasião, nos arredores da mina, mais de dez outros jazigos foram abertos por garimpeiros ilegais na região, os quais haviam entrado em acordo com os proprietários da Mamba Minerals, a quem iriam vender a sua produção. Para o efeito, aquela empresa e os garimpeiros já haviam assinado um compromisso nesse sentido.

Cerca de 200 garimpeiros ilegais operam em dez jazigos na região de Andrade, localidade de Nhancuarara. Parte deste grupo teve há dias acesso a um apoio em termos de carrinhas de mão e pás, oferecidas pela empresa em referência, como contribuição para o melhoramento da sua actividade.

No ano antepassado, a produção aurífera em Manica baixou drasticamente para 97 quilogramas contra 274 conseguidos em 2009. A falência de empresas mineiras e o encerramento dos escritórios do Fundo de Fomento Mineiro no distrito de Manica foram apontados como estando na origem da situação.

Comoane desafia banca a abrir agências nos distritos de Manica

A banca deve, dentro das suas políticas e estratégias, abranger as zonas rurais, abrindo balcões que tanto a população almeja e reclama, porque tem as suas poupanças e não encontra lugar seguro para o fazer. Por isso gostaria de desafiar o sector bancário a olhar com uma atitude proactiva para as zonas rurais, para os distritos declarados centros de planificação e pólos de desenvolvimento do nosso país.
Comoane desafia banca a abrir agências nos distritos de Manica

Este desafio foi lançado há dias pela governadora de Manica, Ana Comoane, quando procedia à inauguração da agência de Chimoio do Mozabanco, numa cerimónia que fez convergir para a capital provincial de Manica numerosas individualidades do mundo de negócios e do mercado financeiro nacional.

De acordo com a governante, a província de Manica possui um potencial invejável de recursos naturais, nomeadamente hídricos, minerais, florestais, faunísticos e ainda uma posição geográfica privilegiada para a prática e estabelecimento de vários empreendimentos.

Embora o seu aproveitamento seja ainda incipiente, de acordo com Comoane, os ganhos registados na economia rural justificam o estabelecimento, nos distritos, de instituições bancárias onde as populações, os produtores e pequenos e grandes empresários podem guardar, com segurança, as suas economias.

Ilustrando o seu pronunciamento, a governadora de Manica disse que a província que dirige tem vindo a registar índices significativos de crescimento na produção global, tendo passado de 11.067 mil milhões de meticais em 2011 para 13.373 mil milhões até ao terceiro trimestre de 2012, o que corresponde a um crescimento na ordem de 33.4 por cento.

Por outro lado, segundo aquela dirigente, regista-se com bastante apreço a instalação de infra-estruturas de apoio e, em consequência disso, mais distritos têm condições para a instalação de sistemas electrónicos como o e-SISTAFE, que actualmente abrange cinco sedes distritais das nove existentes.

Este facto, aliado à expansão dos sistemas de transmissão de dados e voz através da fibra óptica que cobre cinco sedes distritais, igual número de postos administrativos e com a perspectiva de mais três distritos serem abrangidos a partir de 2013, nomeadamente Machaze, Mossurize e Tambara, permite o alargamento da rede bancária, principalmente nas zonas rurais que, por excelência, constituem centros de produção agrária e de exploração de recursos naturais.

Outrossim, de acordo a mais alta dirigente daquela província, Manica está conhecendo cada vez maior fluxo de projectos de investimento, entre os quais o complexo agro-industrial DECA, a MOZBIEF, a Companhia de Vandúzi, a Valey of Macs, a Dan Moz, a fábrica de descaroçamento de algodão, a Arco-íris e Senwes Grainlink Moçambique, os quais investiram milhões de dólares cujos recursos financeiros circulam a nível dos distritos.

A esses projectos acresce-se, conforme ainda a nossa interlocutora, outros que se encontram na fase de implementação, aprovados no II Semestre deste ano, os quais envolvem um investimento superior a 80 milhões de dólares norte-americanos. Destacou, entre outros, a Varum Beverges, destinada à produção de PepsiCola, a Agrícola CMM, a Rohatang Impex e a Bram Agricultura.

Reforçada água e luz para quadra festiva

Mais água e energia eléctrica serão colocadas aos consumidores da cidade de Maputo a partir do dia 20 de Dezembro de modo a responder às necessidades inerentes à quadra festiva.
Reforçada água e luz para quadra festiva
O facto foi garantido ontem à governadora da cidade de Maputo, Lucília Hama, pelos representantes das empresas daqueles sectores, num encontro que juntou membros do governo e agentes económicos, tendo como objectivo preparar as festas da Família (Natal) e do Ano Novo.

Neves Xavier, director da Electricidade de Moçambique (EDM), a nível daquela parcela do país, revelou que a sua empresa irá colocar mais equipas de piquete de modo a responder, prontamente, a todas as solicitações dos cidadãos.

No mesmo quadro, a EDM vai aumentar de seis linhas telefónicas para 15 números para que os clientes possam ser atendidos sempre que for necessário.

A Águas da Região de Maputo irá distribuir mais água potável para os cidadãos. E, para fazer face a eventuais limitações no fornecimento do “precioso líquido”, a partir do dia 23 de Dezembro haverá mais pessoal a prestar serviços aos cidadãos.

Os Serviços de Mercados e Feiras juntam-se, por seu turno, aos esforços planificados para que os maputenses venham a ter festas tranquilas e sem especulação de preços. É assim que foram adquiridas 18 novas balanças para pesagem de diversos produtos. As mesmas serão colocadas nos mercados municipais, sobretudo naqueles em que têm sido levantados problemas relacionados com viciação daqueles instrumentos.

No mesmo esforço, mais fiscais irão circular nos mercados com a missão de controlar a especulação de preços e outros esquemas fraudulentos utilizados pelos vendedores desonestos para prejudicar os consumidores.

Durante as festas haverá um horário especial. Assim sendo, os operadores comerciais deverão solicitar a necessária autorização junto da Direcção de Trabalho da Cidade de Maputo. Porém, chamou-se a atenção para o pagamento do período adicional em que os trabalhadores irão trabalhar.

O plano que se deve seguir, de acordo com Lucília Hama, visa desactivar e penalizar todos actos ilegais que possam manchar as festas.

“Queremos que a população da cidade de Maputo passe as festas alegre e sem complicações. Aquele que tem pouco dinheiro deve ser capaz de comprar produtos à altura das suas capacidades, sem ser enganado”, apelou a governadora.

Por outro lado, voltou a destacar a importância da ornamentação dos estabelecimentos comerciais, bem como a observância de higiene dos mercados.

“Apelamos para que os salários sejam pagos com antecedência, pois isso vai facilitar compras e organização da nossa população”, destacou Lucília Hama.

De um modo geral, os preparativos para as festas do Natal e do Ano Novo estão a decorrer dentro da normalidade, segundo garantiu o director da Indústria e Comércio da Cidade de Maputo, Porfírio da Silva Reis. Cerca de 80 por cento dos produtos importados já se encontram no mercado, havendo certeza de que o remanescente irá chegar antes do dia 25 de Dezembro.

A PRM assegurou ontem que vai reforçar as medidas de controlo na via pública e tomar medidas coercivas para todos que se fizerem à via pública embriagados. Todas as forças policiais serão accionadas para a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade pública. Para efeitos de denúncias, estão disponíveis linhas telefónicas nomeadamente, 112 ou 119; 800222222; 828002222 e 848002222.

“Casa Jovem” entrega primeiros apartamentos

Os primeiros 96 apartamentos de um total de 500 que estão a ser concluídos na primeira fase do projecto “Casa Jovem”, implantado no bairro da Costa do Sol, na cidade de Maputo, foram ontem entregues aos proprietários por estarem já habitáveis.
“Casa Jovem” entrega primeiros apartamentos

A iniciativa é da empresa Charas Lda, que prevê erguer um complexo habitacional com pouco mais de 1800 residências, entre apartamentos e vivendas, num investimento de mais de 100 milhões de dólares norte-americanos, aplicados de uma forma faseada.

O lote de residências, ontem entregues, é composto por apartamentos do tipo 1, 2 e 3 e que custaram aos compradores a partir de 25 a 65 mil dólares, pagos de acordo com as etapas de edificação dos prédios.

As obras de construção dos apartamentos arrancaram no ano passado com a fixação das fundações, mas os edifícios só começaram a ser erguidos em Fevereiro último, segundo Erik Charas, administrador da empresa promotora do projecto.

Charas esclareceu, durante a cerimónia de entrega das casas, que no total estão agora a ser erguidos 20 edifícios, a maioria dos quais tem os apartamentos já comprados, daí a garantia de que em breve serão entregues aos proprietários.

“Esta é a primeira fase do projecto e que está a ser entregue seis meses antes da data prevista. Aproveitamos o momento para anunciar o início da fase B que vai consistir na construção de 300 vivendas tipo três”, disse Erik Charas.

Afirmou que para além de edifícios habitacionais, aquele complexo será composto por outro tipo de infra-estruturas indispensáveis para um complexo do género, entre as quais estabelecimentos comerciais, bancários, desportivos.

Charas referiu que a iniciativa tem um impacto positivo na vida da população, particularmente na camada juvenil que se espera seja a principal beneficiária deste projecto.

“Os beneficiários deste projecto são jovens trabalhadores, mas pretendemos criar condições para abranger os jovens formados e empregues na Função Pública para que se possam sentir motivados a exercer melhor as suas actividades”, explicou.

Ainda ontem, a Charas Lda, em parceria com a Associação para a Preservação da Verdade (APREVE), lançou uma iniciativa para apoiar jornalistas jovens na aquisição de 15 residências a um custo subvencionado de 500 mil meticais.

Pretende-se com a ideia contribuir para que os profissionais de comunicação social da camada juvenil sejam capazes de amortizar o valor de uma habitação, de forma faseada, sem comprometer os seus rendimentos. No entanto, os candidatos a esta iniciativa devem submeter as suas propostas e com base em critérios previamente estabelecidos serão seleccionados os beneficiários.

O projecto “Casa Jovem” foi lançado no ano 2010, numa área de 94,6 hectares, com o objectivo de colmatar a ausência de habitação para a juventude moçambicana com um rendimento de agregado familiar de 25 mil meticais mensais.

Banco Mundial defende utilização dos recursos naturais no combate à pobreza

Banco Mundial defende utilização dos recursos naturais no combate à pobreza
O vice-presidente do Banco Mundial para o Sector Económico, o brasileiro Otaviano Canuto, afirmou hoje (terça-feira), em Maputo, que a instituição está pronta para ajudar o Governo moçambicano a utilizar os “abundantes recursos naturais no combate à pobreza”.

Otaviano Canuto perspectivou um “futuro brilhante” para Moçambique, com os recursos naturais, nomeadamente gás e carvão, que o país tem vindo a descobrir, após se ter reunido com o Primeiro-ministro moçambicano, Alberto Vaquina, no âmbito de uma visita que realiza ao país.

“O Primeiro-ministro falou dos desafios e o que há por fazer para que Moçambique tenha um futuro brilhante que se vislumbra, em que a riqueza dos recursos minerais seja o veículo para, definitivamente, se terminar a pobreza e garantir uma prosperidade compartilhada”, afirmou o vice-presidente do Banco Mundial para o Sector Económico.

O Banco Mundial, assinalou Otaviano Canuto, está disposto a colaborar na formação de capacidade de análise dos projectos de exploração dos recursos naturais e gestão de investimento público realizado com os rendimentos das riquezas naturais de que o país dispõe.

“Moçambique dispõe de uma boa gestão macroeconómica, uma condição essencial. Claramente, este país está a preparar-se para enfrentar desafios e as oportunidades tipicamente de países com riquezas e recursos naturais. Nós estamos disponíveis para ajudar, aprofundar as nossas parcerias, porque Moçambique é parceiro importante para o Banco mundial”, acrescentou o presidente do Banco Mundial para o Sector Económico.

Detidos dois jornalistas do canal de televisão Al-Jazeera no Mali

Detidos dois jornalistas do canal de televisão Al-Jazeera no Mali
Dois jornalistas do canal de televisão do Qatar Al-Jazeera, foram detidos a semana passada, por militares numa zona controlada pelas forças governamentais malianas, soube à AFP, de fontes concordantes a partir desta localidade do Mali.

Nenhuma informação foi dada sobre a identidades e nacionalidade desses dois jornalistas que, segundo um responsável do ministério maliano da Defesa, “foram detidos durante o final de semana” em Ségou (240 quilómetros a nordeste de Bamako), mais a sul do limite das zonas do vasto norte maliano ocupado desde há oito meses por vários grupos islamitas armados, dos quais a Al-Qaida no Maghreb islâmico (Aqmi).

Os dois profissionais “receberam o credenciamento em Bamako para se deslocarem a Sévaré”, perto de Mopti, próximo do limite da zona sob controlo governamental, “mas os nossos serviços técnicos possuem provas que eles têm contactos com o objectivo de se
deslocarem à Gao (nordeste).    

Por isso, foram detidos em Ségou para as precisões sobre as suas intenções. Estão a disposição dos nossos serviços”, disse, sem mais detalhes.

Negociações entre o M23 e o governo de Kinshasa vão ter lugar em Kampala

Negociações entre o M23 e o governo de Kinshasa vão ter lugar em Kampala
As negociações previstas entre as autoridades da República Democrática do Congo (RDC) e os rebeldes do M23, na sequência da retirada destes de Goma, terão lugar nos próximos dias em Kampala, a capital ugandesa, afirmou hoje (terça-feira), o ministro congolês do Interior, citado pela AFP.

As negociações terão início “nos próximos dias em Kampala”, afirmou o ministro, Richard Muyej Mangez, em visita à Goma, a capital da rica província mineira do Norte-Kivu, leste da RDC.

Um primeiro grupo de negociadores deve, segundo ele, deixar Kinshasa para Kampala hoje (terça-feira), devendo um outro seguir o mesmo itinerário na quarta-feira.  

“Nós, preparamos uma equipa completa composta por animadores de todas as instituições”, precisou o ministro, indicando que a sociedade civil, a Assembleia nacional e o Senado da RDC deverão nelas participar.

Os rebeldes tinham aceitado na semana passada, nos termos duma mediação dos países da região dos Grandes Lagos orquestrada pelo Uganda, de se retirar de Goma, tomada a 20 de Novembro, em troca de abertura de negociações com o governo de Kinshasa.

O M23 é composto essencialmente de ex-rebeldes Tutsi congolês que haviam sido integrados no exército regular da RDC em 2009, após um acordo de paz assinado com as autoridades de Kinshasa.        

Amotinaram-se durante oito meses no Norte-Kivu, acusando o governo congolês de não ter respeitado plenamente os seus compromissos. Segundo a ONU, os rebeldes têm o apoio do Rwanda e do Uganda.

Deficientes clamam por melhor assistência

Barreiras no acesso à educação e emprego, descriminação na família e na sociedade, falta de rampas nas entradas de instituições, bem como a fraca disseminação das leis constituem as principais inquietações dos deficientes físicos no país.
Deficientes clamam por melhor assistência
A falta de meios de compensação, tais como canadianas e cadeiras de rodas para os cidadãos com problemas de locomoção e apetrechamento das instituições de ensino em meios para educação de deficientes audiovisuais são outras queixas apresentadas na cidade de Maputo por ocasião do 3 de Dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

As queixas são levantadas num ano em que o lema de 3 de Dezembro foi “remover as barreiras para criar uma sociedade inclusiva e acessível para todos”.

Embora se reconheça melhorias da situação de ano para ano, Custódia Mário e Luís Leonardo, cidadãos com deficiência entrevistados pelo nosso Jornal na cidade de Maputo durante as cerimónias centrais da data, disseram que o grupo continua a enfrentar dificuldades para aceder a educação devido a falta de meios e/ou de professores formados para lidar com a sua condição.

No emprego persistem casos em que mesmo que a pessoa tenha melhores qualificações acaba sendo preterida em detrimento de uma outra por simplesmente ter deficiência física.

Cantol Pondja, presidente da Associação de Jovens Deficientes de Moçambique (AJODEMO), lamentou o facto de continuar-se a erguer infra-estruturas, incluindo públicas, sem rampas para facilitar o acesso de pessoas com problemas de locomoção.

“Era suposto que o Estado fiscalizasse devidamente as obras, mas mesmo algumas novas escolas não possuem aquele mecanismo, o que intensifica os problemas de acesso à educação”, disse.

Acrescentou que a agremiação com cerca de 2.500 membros e implantada em todas as capitais provinciais e em mais 36 distritos defende mais sensibilização para o fim de casos de descriminação das pessoas naquela condição, principalmente no seio das famílias, onde ocorrem os primeiros episódios.

Por sua vez, Angelina Lubrino, directora da Mulher e Acção na cidade de Maputo, que representou a ministra Iolanda Cintura nas festividades da data, reconheceu que o sector ainda debate-se com sérios desafios para criação de melhores condições para pessoas com deficiência. Apontou a falta de rampas e a necessidade da sociedade olhar para o deficiente como pessoa normal como parte das questões mais preocupantes.

“A pessoa com deficiência pode, apesar da sua condição, desempenhar cabalmente as funções que os demais membros da sociedade exercem pois a sua condição física não lhe tira a intelectualidade”, disse.

Revelou ainda estar em curso, pelo menos ao nível da cidade de Maputo, um inquérito visando apurar o número real das pessoas com deficiência, as suas especificidades e localização com vista a melhorar a assistência prestada pelo Estado. A ideia é que os dados estejam disponíveis até Julho do próximo ano

Malária mata 49 pessoas nos últimos dez meses em Tete

A província de Tete registou nos últimos dez meses do ano em curso, 49 óbitos originados por malária, com maior destaque para as unidades sanitárias da cidade de Tete e os distritos de Angónia, Moatize e Chifunde, com maiores casos registados.
Malária mata 49 pessoas nos últimos dez meses em Tete
A directora provincial de Saúde, Dra. Carla Mosse, que deu a conhecer o facto ao nosso jornal, disse que foram diagnosticados 102.173 casos, número considerado reduzido em relação a igual período do ano passado que foram reportados 105.688 casos de malária.

“Neste momento a malária é a doença que mais mortes provocou nas nossas unidades sanitárias e por isso é a primeira causa de diagnósticos de todas as doenças registadas nesse período” – disse Dra. Carla Mosse.

Apesar a malária constituir a principal causa de morbilidade e de mortalidade na província, conforme  a doutora Carla Mosse, regista-se uma ligeira diminuição do número de casos em 3.3 por centos e de mortos em 35.5 porcento, de 2011 a 2012, como consequência da intensificação de acções de pulverização intra-domiciliária, a melhoria de diagnóstico e a disponibilidade de testes rápidos em todas as unidades sanitárias.

“Estamos a fazer a distribuição de redes mosquiteiras e o tratamento intermitente presuntivo com Fansidar às mulheres grávidas durante as consultas pré-natais que contribuíram para a redução dos casos de malária e de óbitos” – referiu a directora provincial da Saúde.

Em relação a outras doenças, a directora provincial de Saúde referiu que as autoridades sanitárias estão preocupadas com a incidência de casos de diarreias onde foram já registados 43.172 casos e que provocaram oito óbitos desde do inicio do ano e neste momento estão em curso medidas de prevenção e educação sanitária nas comunidades para o controlo da situação.

“Um dos maiores problemas é a insuficiência da rede sanitária, pois a actual não cobre as necessidades e a demanda da população. A distribuição das unidades sanitárias da rede primária não é equitativa entre os distritos da província” – reconheceu Carla Mosse.

Aquela gestora da Saúde, em Tete, apontou que o rácio de distribuição do pessoal da saúde pela população não é favorável, o que significa que ainda há escassez de pessoal específico como enfermeiras de Saúde Materno Infantil (SMI), médicos de medicina geral e especialistas, para cobrir as necessidades da província.

Tete possui uma extensão territorial de 100.724 Km2, com 13 distritos e três municípios, conta com uma rede constituída por 109 unidades sanitárias para atender 2.228.527 habitantes, de acordo com o censo da população de 2007.

Montagem de transformador deixa zonas do sul às escuras

A montagem e testagem do segundo transformador de energia eléctrica na subestação de Maputo, no Município da Matola, resultaram na interrupção do fornecimento normal de energia em determinadas zonas nas províncias de Maputo, cidade de Maputo, Gaza e Inhambane desde o princípio da noite de domingo até a tarde de ontem.
Montagem de transformador deixa zonas do sul às escuras
Os trabalhos têm por objectivo assegurar a melhoria da qualidade de energia eléctrica à zona sul do país. Entretanto, um comunicado da Electricidade de Moçambique (EDM) dá a entender que o problema já foi solucionado apesar de ainda haver necessidade da realização de alguns ajustes. Pelos transtornos causados a EDM apela à compreensão dos utentes.

Economia de Moçambique próxima das taxas da China

A economia de Moçambique continua a “expandir-se a ritmo elevado”, contrariando a tendência global, e poderá em breve tornar-se numa das mais dinâmicas do mundo, superando mesmo as taxas de crescimento da China, segundo o banco português BPI.
Economia de Moçambique próxima das taxas da China

Moçambique, adianta o banco no seu mais recente relatório sobre Moçambique, “resiste à desaceleração da actividade económica mundial, mantendo um ritmo de expansão elevado como resultado do recente desenvolvimento do sector mineiro e dos fluxos cada vez maiores de investimento estrangeiro para o país”.

“Apesar de partir de uma base reduzida, o país poderá em breve assumir-se como uma das economias com maior crescimento económico, conseguindo superar as taxas de crescimento registadas na China”, adianta.

Na sua última avaliação da economia moçambicana, o Fundo Monetário Internacional reviu em alta a previsão de crescimento económico, para 7,5 porcento em 2012 e 8,4 porcento em 2013.

A Economist Intelligence Unit elevou recentemente a sua previsão de crescimento de Moçambique para 7,4 porcento, 2 décimos de ponto percentual acima da anterior previsão de 7,2 porcento.

A impulsionar o crescimento do PIB estão as exportações, constituídas por alumínio em 40 porcento, mas com uma cada vez maior componente do carvão, cuja produção começou em 2011.

Moçambique “poderá emergir como o principal exportador mundial de carvão devido às suas grandes reservas”, não obstante os constrangimentos derivados de uma fraca rede logística para escoar o carvão até aos portos do Oceano Índico.

No entanto, prossegue o documento, a instabilidade política na África do Sul, grande parceiro económico que tem visto as suas previsões de crescimento revistas em baixa, “podem afectar negativamente o comércio internacional de Moçambique nos próximos meses”.

Outro desafio para as autoridades, este a nível orçamental, é o abrandamento da ajuda externa, que ainda compõe perto de 30 porcento da receita pública.

Essencialmente direccionado para a exploração de carvão e gás na sequência da descoberta de reservas de grande dimensão, o investimento estrangeiro atingiu em 2011 um máximo histórico, colocando Moçambique na 5ª posição entre os países receptores.

Portugal foi o país cujas empresas mais investiram em Moçambique no decurso do primeiro semestre com 5 projectos e um investimento conjunto de 116 milhões de dólares, de acordo com dados do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) obtidos pela macauhub.

Nos segundo e terceiro lugares posicionaram-se a África do Sul e as Ilhas Maurícias, que investiram respectivamente 56 milhões e 30 milhões de dólares, surgindo a China em quarto lugar com 7 projectos de investimento e um valor conjunto de 24 milhões de dólares.

Lei da Probidade Pública: Frelimo poderá requerer interpretação autêntica

A bancada parlamentar da Frelimo abriu ontem a possibilidade de requerer à Assembleia da República a interpretação autêntica da Lei de Probidade Pública, instrumento jurídico que entrou em vigor no passado dia 15 de Novembro.
Lei da Probidade Pública: Frelimo poderá requerer interpretação autêntica
De acordo com o porta-voz deste grupo parlamentar, Edmundo Galiza Matos Júnior, tal pedido deverá surgir na sequência da controversa que este dispositivo legal está a suscitar no âmbito jurídico, e não só, sobretudo no que se refere à sua aplicação aos deputados da Assembleia da República.

“Com vista a se esclarecerem as dúvidas dos cidadãos em torno da interpretação da Lei da Probidade Pública, a bancada parlamentar da Frelimo poderá solicitar à Assembleia da República a interpretação autêntica desta lei de modo que se esclareçam as motivações e intenções que levaram a AR a adoptar esta lei”, afirmou Galiza Matos.

A fonte recordou, na ocasião, o facto de ter sido a bancada da Frelimo “que acolheu esta proposta proveniente do Governo”, assim como ter sido a bancada maioritária que contribuiu, sobremaneira, para a aprovação da mesma.

Depois de ter considerado positivo o interesse e debate que esta lei está a suscitar no seio da população, o porta-voz da Frelimo na AR referiu que a Assembleia da República é soberana e, por isso, deverá interpretar da melhor forma este dispositivo. “Julgamos que esta interpretação poderá pôr fim às dúvidas que pairam em torno da lei”, enfatizou.

De referir que a interpretação desta lei, sobretudo no que respeita aos seus efeitos retroactivos, assim como no que diz respeito às incompatibilidades e conflitos de interesse, está a gerar acesos debates a nível da sociedade jurídica e académica nacional, e não só.

A Lei da Probidade Pública estabelece as bases e o regime jurídico relativo à moralidade pública e ao respeito pelo património público, pelo servidor público.

O instrumento jurídico reforça e introduz princípios orientadores do servidor público em matéria de ética, moral, conflitos de interesses, relações de património, de parentesco e de afinidade, enriquecimento ilícito, incluindo deveres específicos ao ex-servidor público.

É assim que, de acordo com a lei, além das obrigações gerais contidas na Constituição da República e demais legislação, uma série de deveres éticos é imposta aos servidores públicos. Servem como exemplos a necessidade de declaração do património em que, nos termos da lei, o servidor público, ao assumir o cargo, deve declarar, sob juramento, os seus rendimentos e interesses patrimoniais, antes da tomada de posse, assim como as suas modificações durante o mandato.

Outro dever de destaque é a probidade pública que obriga o servidor público à observância dos valores de boa governação e honestidade no desempenho da sua função, não podendo solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, quaisquer presentes, empréstimos, facilidades ou quaisquer ofertas que possam pôr em causa a liberdade e autoridade à sua acção, a independência do seu juízo e à credibilidade e autoridade da administração pública, dos seus órgãos e serviços.

Com o dispositivo legal surge a Comissão Central de Ética Pública (CCEP) que tem, dentre outras atribuições, a obrigatoriedade de administrar o sistema de conflitos que, doravante, irão emergir.

A propósito, juristas ouvidos pelo “Notícias” acreditam que as coisas podem mudar para o melhor. Todavia, apelam para que haja uma tomada de medidas concretas no capítulo da implementação e fiscalização da lei para que não seja mais um instrumento jurídico aprovado pela Assembleia da República.

Superlotação de barcos preocupa passageiros na travessia da baía de Inhambane

O drama da superlotação das embarcações a motor que operam na baía de Inhambane para o transporte de passageiros que estabelece ligação entre a capital provincial e Maxixe, que não se verificava há cerca de três anos, ressurgiu nos últimos seis meses, constituindo novamente uma preocupação dos utentes.
Superlotação de barcos preocupa passageiros na travessia da baía de Inhambane

A falta de fiscalização por parte da Administração Marítima propicia a superlotação das embarcações, havendo marinheiros que chegam a criar uma autêntica anarquia na baia de Inhambane, onde vezes sem conta põem em perigo a vida dezenas de pessoas que todos dias são transportadas sem observância das normas estabelecidas.

Por exemplo, as embarcações “Maguluti” e “Baía de Inhambane”, ambas pertencentes a empresa Transmarítima de Inhambane com capacidade de 96 passageiros quando há bom tempo e 80 em dias de maré agitada, actualmente chegam a transportar cerca de 120 pessoas sem incluir a tripulação composta por cinco pessoas.

As pequenas embarcações com motor fora de bordo, com capacidade de 20 a 25 pessoas, chegam a transportar um número entre 30 a 35 pessoas por cada vez, sem contar com os membros da tripulação.

O desrespeito das normas de navegação marítima na baia de Inhambane acontece com naturalidade, pois nas duas pontes cais, designadamente em Inhambane e Maxixe, a Administração Marítima, instituição responsável pelo controlo desta actividade, não coloca fiscais para verificar em que condições e como as pessoas são transportadas na baía.

Além de ultrapassar o número de passageiros recomendado, os barcos andam igualmente com muita carga não quantificada, situação que condiciona a sua normal navegabilidade, havendo alguns que acabam metendo água por todos lados. Já não há diferença entre barcos de passageiros com os barcos de carga porque todos servem para tudo, num movimento assistido pelo pacato cidadão que apenas luta por um lugar em qualquer embarcação para chegar ao destino.

A Directora Provincial dos Transportes e Comunicações de Inhambane, Assiça Carimo, informada do perigo que correm os utentes das embarcações de passageiros que operam na baía de Inhambane, notificou a Administração Marítima para, num curto espaço de tempo, repor a ordem para evitar a ocorrência de naufrágios por sua negligência.

“Já estou informada de tudo. Vou tomar as devidas medidas”, reagiu nestes termos Assiça Carimo, quando confrontada pela nossa Reportagem sobre a anarquia que se vive na baía de Inhambane.

Por seu turno, o Administrador Marítimo, Maulidio Nuro que encontrou o barco “Baía de Inhambane” a descarregar grandes quantidades de carga diversa, além de 105 passageiros, disse que tudo o que se passa na travessia entre a capital provincial e Maxixe era consequência da insubordinação dos seus fiscais.
Na ocasião, o administrador marítimo ordenou a retirada da tripulação da embarcação ao mesmo tempo que mandava ancorar o barco, uma decisão que acabou sendo anulada porque muitos passageiros já tinham bilhetes para apanhar o barco.

 “Não sei porque é que não há fiscal aqui, eu não posso fazer tudo sozinho”, insurgiu-se o administrador marítimo ao seu colega com responsabilidade de colocar fiscais nas duas ponte-cais.

Por seu lado, a directora provincial de Transportes e Comunicações, Assiça Carimo, prometeu tomar medidas severas não só contra os tripulantes prevaricadores, mas também contra o sector que devia controlar todas operações marítimas na baía de Inhambane.

INEFP capacita filhos e esposas de combatentes em Inhambane

Filhos e esposas de veteranos da luta de libertação nacional estacionados na aldeia de Chindjinguire, distrito de Homoíne, estão a ser formados pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP), em matéria de construção civil e alfaiataria.
INEFP capacita filhos e esposas de combatentes em Inhambane

No total são 60 formandos, sendo 50 para aprenderem a ser pedreiros e 10 para alfaiates, que desde sexta-feira passada estão aulas relacionadas com as duas profissões. No final de formação, segundo explicou Abdul Carmo Mussa Ginabay, delegado do INEFP em Inhambane, os formandos terão kits individuais equipados com ferramenta necessária para que cada graduado comece a sua actividade profissional.

O curso, cuja abertura foi presenciada pelo director provincial de Planos e Finanças, Júlio Muocha e administrador do distrito, João Barreto, foi financiado pelo governo num valor não indicado.

Júlio Muocha disse, na ocasião, que a formação dos filhos dos combatentes e esposas na aldeia onde vivem, continua ser mais um gesto de reconhecimento do governo do valor dos libertadores da pátria na construção deste país.

“Sabemos que de tudo quanto o governo possa fazer, continua bastante insignificante para pagar o sacrifício dos vossos pais e dos vossos maridos. Tal como sempre disse Samora Machel, a luta continua, e vocês aqui com este curso vão continuar a luta não pela independência tal como travaram os vosso pais e maridos, mas sim desta vez contra a pobreza”, disse Muocha para quem espera que todos cheguem ao fim e que tenham diplomas que lhes possa habilitar a um emprego em qualquer ponto do país ou a constituírem as suas próprias empresas.

O administrador do distrito, por seu turno, prometeu que o seu executivo vai fazer o acompanhamento necessário do curso para que tudo corra tal como foi planificado.

O delegado do INEFP disse que a escolha daquela camada populacional para se beneficiar do curso surge em implementação das orientações tomadas no X Congresso da Frelimo.

“Os veteranos da luta de libertação nacional inspiram a todos nós para fazermos algo para o desenvolvimento do país, por isso, nós não podíamos ficar alheios. Encontramos esta iniciativa para proporcionar uma formação a vocês porque o país reconhece o grande papel desempenhado pelos vossos pais ou maridos na conquista da independência nacional”, sintetizou Ginabay apelando à assiduidade e pontualidade de todos os formandos durante o curso.

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