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Domingo, Abril 12, 2026
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Lojas multadas por má gestão

Lojas multadas por má gestão
Pelo menos 12 estabelecimentos comerciais, dentre os quais quatro restaurantes, foram multados durante a celebração do Dia da Família e do final de ano por inobservância das regras de gestão de resíduos sólidos.

Trata-se, segundo o director da Salubridade, de lojas que ao invés de contratarem uma empresa de recolha de lixo, acumulam grandes quantidades de lixo e esperam o fim da recolha para irem deitar os resíduos.

“Esta situação tem dificultado o trabalho dos carros de recolha de lixo, pois estes deviam ter serviços próprios de recolha de resíduos e não o fazem apenas por ignorância da postura municipal. O município viu-se obrigado a autuar os comerciantes, com o pagamento de multas que variam entre cinco e dez mil meticais”, conta Mucavel.

Outra atitude condenável, segundo a nossa fonte, é dos munícipes que cortam árvores e plantas dos seus jardins, reabilitam suas residências e deitam o entulho nos contentores como se de lixo normal se tratasse.
“Temos casos de cidadãos que deitam mobiliário que já não precisam e lixo que não se pode compactar nos contentores o que embaraça os homens que fazem a recolha. Há casos ainda de pessoas que deitam troncos de árvores e plantas retiradas dos jardins facto que é contra a postura municipal”, sublinhou.

Face a esta atitude, aquele dirigente apelou a uma maior consciencialização dos munícipes sobre como deve ser feita a divisão dos resíduos sólidos, e acima de tudo para contactarem a edilidade para a remoção do lixo não domiciliar para um melhor encaminhamento.

“Estamos a trabalhar com a Associação dos Empregados Domésticos de Moçambique para que haja mais palestras sobre a divisão do lixo e horários para o depósito. Mas o que acontece é que são encarregadas de fazer esse trabalho, pessoas que não têm condições de responder pelas suas acções, nomeadamente crianças e pessoas sob efeito de álcool”, acrescentou.

Apenas a adjudicação da gestão da zona cimento da cidade de Maputo a uma segunda empresa é que resolveria a problemática do lixo com que a capital se debate.

Batelão da Macaneta poderá retomar hoje

A travessia de batelão entre a vila de Marracuene e a zona turística da Macanate, interrompida na noite de 31 de Dezembro, poderá ser retomada hoje caso se tenha concluído a montagem do novo motor na embarcação.
Batelão poderá retomar hoje

A colocação do novo motor foi iniciada ontem e até ao final do dia os mecânicos sul-africanos estavam envolvidos nos trabalhos na esperança de termina-los o mais breve possível.

A administradora de Marracuene, Maria Vicente, confirmou ao nosso Jornal que finalmente se encontrou a peça que diferenciava o motor danificado do novo, o que abriu caminho para o arranque da montagem.

Mostrou-se esperançosa num rápido reatamento da travessia através do batelão, que permite o transporte de pessoas, viaturas e demais bens em condições mais seguras e práticas, contrariamente ao cenário que se verifica desde a interrupção da circulação daquela embarcação.

Actualmente, é impossível cruzar o rio Incomáti de carro a partir de Marracuene e as pessoas o fazem por via de barcaças, que para além de inseguras, num curso de água doce com crocodilos, são mais caras e pouco práticas para o transporte de cargas volumosas.

No batelão, as pessoas pagam dois meticais contra os cerca de 30 meticais ou mais que chegam a desembolsar nos pequenos barcos para o seu transporte e de pequenas bagagens inevitáveis, considerando que os residentes de Macaneta abastecem-se em Marracuene.

Os que atravessaram com viaturas antes do batelão parar e que forçosamente precisam de deixar aquela zona turística percorrem cerca de 80 quilómetros, passando pela área da Açucareira da Maragra até desaguar na Estrada Nacional Número Um (EN1).

Parte significativa daquele percurso é em estrada lamacenta de trânsito difícil mesmo para viaturas com tracção às quatro rodas.

A melhor solução da avaria registada no motor seria a aquisição de um novo na África do Sul. Para tal tinha-se que desembolsar 800 mil randes, cerca de 2.8 milhões de meticais. Não se tendo o valor, optou-se por um motor usado similar.

Entretanto, tinha uma peça que não encaixava devidamente, o que atrasou o início da montagem.

Segundo Maria Vicente, esta solução é mais um paliativo para a travessia. A solução definitiva é a construção de uma ponte ligando as duas margens do Incomáti, o que se vai materializar no quadro da estrada circular de Maputo, cujas obras já estão em curso em vários troços.

Melhora gestão da recolha de lixo

A cidade de Maputo produziu em média, por dia, 100 a 150 toneladas de lixo a mais, durante a celebração das festas de Natal e de Fim-do-Ano. Porém, as autoridades municipais estão convictas de que estiveram melhor preparadas para fazer a gestão dessas quantidades e evitar o cenário de acumulação que se vinha verificando em anos anteriores.
Melhora gestão da recolha de lixo

A capital acumula em média 800 toneladas de lixo, quantidade que viria a aumentar para 950 toneladas por dia durante a quadra festiva, segundo o director de Salubridade e Cemitérios no Conselho Municipal de Maputo, João Mucavel.

O aumento deveu-se aos resíduos acumulados pelos comerciantes informais, algumas lojas e estabelecimentos hoteleiros e lixo doméstico, o que levou as autoridades a aumentarem o número de viaturas e a intensificarem o trabalho de recolha.

“Durante este período tivemos que intensificar o trabalho de recolha de resíduos, principalmente nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro. Tivemos que contar com mais uma empresa de gestão de resíduos, além das duas equipas que têm vindo a trabalhar connosco”, disse.

No total, foram mobilizados mais dois camiões compactadores, reforço da empresa Visaqua para além dos 13 da Enviroserv e sete viaturas do Conselho Municipal, destacadas para garantir uma cidade limpa, saudável e atractiva.

“O trabalho não foi fácil, tivemos várias equipas a trabalhar até às 22.00 horas do dia 31 de Dezembro, que só interromperam por causa da explosão de objectos pirotécnicos e na manhã seguinte, por volta das 5.00 horas, já estavam a reiniciar a recolha”, explicou.

Apesar deste trabalho, o director reconheceu não ter havido a eficiência que se pretendia, daí a acumulação de grandes quantidades de resíduos sólidos na zona da baixa da cidade, particularmente entre a Avenida Ho Chi Min e a 25 de Setembro, aliado ao não uso dos contentores pelos comerciantes.

“Temos que reconhecer que algumas zonas não estiveram bem limpas. Os comerciantes não nos ajudaram, pois deitavam lixo a seguir à recolha, com agravante das chuvas que se registaram. Colocamos uma viatura para varredura com fiscais, mas não foi possível controlar”, lamentou.

Crise em mina sul-africana afecta 900 moçambicanos

A mineradora sul-africana Kusasalethu, que emprega perto de 900 moçambicanos, decidiu protelar o reinício das actividades após as férias alusivas à quadra festiva, até que se dissipe o cenário de violência iniciado em finais do ano passado, e se tome uma decisão definitiva sobre o futuro operacional e financeiro da companhia.
Crise em mina sul-africana afecta 900 moçambicanos

Segundo dados confirmados esta semana pela direcção da mina, os cerca de cinco mil trabalhadores da companhia, entre moçambicanos, sul-africanos e suthos, foram instados a permanecer em suas casas, aguardando novas ordens. A direcção da companhia garante, no entanto, que todos os trabalhadores vão continuar a receber os seus salários enquanto durar a interrupção das actividades na mina.

Enquanto isso, perto de 100 moçambicanos estão entre os cerca de 200 trabalhadores que tentaram regressar ao trabalho após as festas, alegando que não tomaram conhecimento da decisão da companhia de adiar o reinício das actividades. Entretanto, a porta-voz do Grupo Harmony Gold Mine, proprietário da mina, Marian van der Walt, é citado na edição de ontem do jornal sul-africano “Business Report”, a afirmar que a informação sobre o encerramento temporário da mina foi atempadamente comunicada aos trabalhadores através da comunicação social e das organizações sindicais a que estão filiados.

Adelino Espanha, delegado do Ministério do Trabalho, na África do Sul, confirma a presença de moçambicanos entre os trabalhadores que tentaram regressar ao trabalho após as festas, ressalvando que as autoridades moçambicanas já encetaram diligências junto da direcção da companhia de modo a assegurar que o grupo receba a necessária protecção e acompanhamento.

“A direcção da mina já nos garantiu que vai custear as despesas com o regresso dos moçambicanos para o país, e que uma vez em Moçambique vão continuar a receber os seus salários. Estamos a monitorar a situação”, disse Adelino Espanha, contactado telefonicamente, ontem, pela nossa Reportagem.

Para a nossa fonte, a decisão da direcção da mina de adiar o reinício das actividades é prudente uma vez que ela visa salvaguardar a saúde e integridade física dos trabalhadores, considerando o ambiente de tensão que se vive naquela comunidade mineira.

“Tudo tem a ver com as disputas que opõe dois grupos sindicais, nomeadamente o NUM, Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Minas, e o AMPCU, que congrega trabalhadores dos sectores das minas e construção. O NUM congrega cerca de 90 por cento dos trabalhadores do sector de minas mas ultimamente tem estado a perder espaço devido às promessas associadas ao surgimento do novo sindicato, o AMPCU”, explica Adelino Espanha.

Sobre o historial recente de conflitos naquela mina, a nossa fonte conta que a 14 de Dezembro de 2012 mais de 500 mineiros decidiram manifestar-se em pleno subsolo, recusando-se a sair da mina no final do seu turno de trabalho que decorreu das 6.00 às 14.00 horas. Segundo Espanha, o grupo que devia ter entrado para o trabalho às 14.00 horas acabou não descendo após a intervenção da Polícia, uma vez que pretendia juntar-se aos manifestantes que se encontravam no subsolo.

Na sequência desta situação, a direcção da mina terá aberto processos disciplinares contra os cerca de 500 trabalhadores manifestantes, os quais só não resultaram na sua ordem de expulsão, a 21 de Dezembro, por um outro grupo de trabalhadores ter se manifestado, igualmente no subsolo, em solidariedade com os seus colegas que estavam na iminência de ser despedidos.

“Os trabalhadores moçambicanos estão a ser recomendados no sentido de não regressar à África do Sul, e esperarem no país até que sejam dadas novas instruções. Em Moçambique estes compatriotas devem procurar contactar regularmente as representações da TEBA em todo o país, para saber novidades e actualizar a sua situação como trabalhadores”, explica Adelino Espanha.

Segundo estimativas avançadas pela Imprensa sul-africana, na sequência da violência que marca o ambiente na Kusasalethu Mine, o grupo Harmony registou perdas estimadas em 25 mil onças de produção aurífera.

Distribuição do Candidatos à UEM por Sala de Exame – Via Internet (2013)

Os candidatos aos exames de Admissão à Universidade Eduardo Mondlane já podem verificar o local e a data dos exames que irão realizar através da Internet clicando no texto abaixo, que leva ao banco de dados actualizado da UEM.

Médicos ameaçam reactivar a greve próxima segunda-feira

Médicos ameaçam reactivar a greve próxima segunda-feira
Os médicos do Sistema Nacional de Saúde moçambicano voltam a ameaçar observar, na próxima segunda-feira (07), à escala nacional, a greve que cancelaram em Dezembro passado depois de um acordo com o Governo em relação aos três pontos em reivindicação, nomeadamente aumento de salário, habitação e aprovação de um estatuto que abarque os seus anseios.

Neste momento os médicos estão a apelaram-se, via sms, para ficarem em alerta e em prontidão para uma greve já na segunda-feira.

Eles alegam que a discussão em torno da proposta de aumento salarial que devia ser aprovada até 05 de Janeiro de 2013, conforme o acordado em Dezembro passado, não está a trazer algo palpável nesse sentido.

Refira-se que para além desse ponto, até 30 de Janeiro em curso, o estatuto ora depositado na Assembleia da República deve ser revisto e harmonizado, segundo o acordo firmado entre as partes.

Obras estão atrasadas e prazos foram dilatados

As obras de reabilitação e ampliação do sistema de drenagem da cidade de Quelimane estão atrasadas em 23 por cento da sua execução física, situação que vai comprometer os prazos acordos no contrato de adjudicação entre o Governo e o consórcio Ceta/CMC.
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O plano inicial de execução física preconizava que, até Dezembro do ano passado, as obra estariam em 70 por cento, mas apenas foram executadas em 46 por cento, uma situação que fará com que, definitivamente, em Março, aquele empreendimento não seja formalmente entregue ao Governo.

O primeiro-ministro, Alberto Vaquina, que visitou há dias o empreendimento, disse que o mesmo irá contribuir, sobremaneira, para a melhoria das condições de saneamento e higiene dos munícipes de Quelimane, mas observou que deve haver mais cautelas com os prazos.

O director do Millennium Challeng Acount-Moçambique, Paulo Fumane, disse quando abordado pela nossa Reportagem que face ao incumprimento dos prazos, foram estabelecidas novas datas com o empreiteiro, passado de Março para 30 de Junho deste ano como data limite para recepção da obra por parte do Executivo moçambicano. Questionámos as razões do atraso na execução das obras, mas o nosso interlocutor remeteu-nos a abordar o representante do consórcio, entretanto, de férias fora do país. Quando insistimos, Paulo Fumane disse que um dos factores que está a concorrer para o incumprimento está relacionado com o longo prazo de mobilização dos equipamentos e materiais para dar início das obras de reabilitação e ampliação do sistema de saneamento da capital provincial da Zambézia.

Antes da fixação de novas datas, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, tinha dito, em Agosto do ano passado, depois de visitar a infra-estrutura que o Governo iria tomar medidas drásticas contra os empreiteiros que não cumprissem com as cláusulas contratuais da execução das obras financiadas no contexto do compacto do Governo.

Questionámos ao chefe da edilidade de Quelimane, proprietária da obra sobre os passos que seriam tomadas. A propósito, Manuel de Araújo afirmou-se indignado com o aparente silêncio do Governo que quase nada está a fazer para pressionar a empreiteiro a cumprir rigorosamente com o que está estabelecido no contrato de adjudicação.

O presidente do Conselho Municipal da cidade de Quelimane afirmou, por outro lado, que o incumprimento dos prazos por si já é um mau sinal e pior ainda quando o Governo americano, financiador das obras, tem vindo a dizer que Moçambique pode não ser elegível para outro compacto por causa do incumprimento dos prazos.

As obras de reabilitação e ampliação do sistema de saneamento de Quelimane estão avaliadas em mais de 26 milhões de dólares norte-americanos, financiados pelo Millennium Chalenge Corporation (MCA).

Entretanto, o directo do MCA-Moçambique, Paulo Fumane, diz que não haverá reforço do valor e quando o novo prazo, 30 de Junho, não for novamente cumprido poderão ser tomadas medidas.  

Aumenta volume de negócios no país

O InstitutoNacional de Estatísticas (INE) refere que o índice das actividades económicas do mês de Outubro de 2012, quando comparados com os do mês anterior, Setembro 2012, apontam para um aumento do nível geral do volume de negócios em 2,7 por cento.
Aumenta volume de negócios no país

O INE divulgou recentemente o “Índice das Actividades Económicas”, onde apresenta os principais resultados dos inquéritos mensais à economia, observando que no período em análise o índice das remunerações registou um incremento de 0,1 por cento e uma diminuição pouco significativa do índice do emprego em 0,4 por cento.

O aumento do Índice Geral do Volume de Negócios no mês de Outubro, segundo a fonte, foi resultado de um grande aumento registado no índice do sector da Indústria em 11,7 por cento, dos ligeiros aumentos dos sectores da energia em 0,6 por cento, do comércio em 0,2 por cento e de outros serviços em 2,0 por cento.

No sentido contrário está o índice do sector dos transportes que registou uma queda, insignificante, de 0,1 por cento enquanto que o índice do sector do turismo manteve-se estável, isto é, sem variação no mês em análise.

“Quanto à variação do Índice do Emprego, a diminuição verificada no índice total na ordem de 0,4 por cento continua a ser resultado da estabilidade verificada em quase todos sectores. Os índices dos sectores da indústria com 1,7 por cento e dos transportes com 0,1 por cento negativos, são os únicos que neste mês registaram comportamento negativo relativamente ao mês anterior”, realça o INE.

Os sectores do turismo e do comércio mantiveram-se estáveis, não registando alguma variação, enquanto, segundo o INE, o sector de outros serviços é o único que registou um aumento, em 0,1 por cento, em relação ao mês anterior.

Relativamente às remunerações, comparando ao mês de Setembro, o mês de Outubro apresenta um aumento muito insignificante de 0,1 por cento. Este aumento é resultado do nível das variações verificadas em todos sectores. Os índices dos sectores da indústria e do comércio registaram um aumento em 0,2 por cento cada, enquanto os sectores dos Transportes e de Outros Serviços registaram 0,1 por cento positivo cada.

O sector do turismo não registou variação alguma no índice de remunerações de Outubro, comparativamente ao mês de Setembro. Comparando com o mês de Outubro de 2011, os índices globais de Outubro 2012 registaram um aumento, sendo de 14,1 por cento para o volume de negócios, 10,5 por cento para as remunerações e 0,4 por cento para o emprego.

Com a Publicação nº 103, Outubro de 2012, de “Índice das Actividades Económicas”, o Instituto Nacional de Estatística divulga os principais resultados dos Inquéritos Mensais à Economia iniciados em Janeiro de 2004.

O objectivo desta publicação, é reportar o quadro geral da evolução no curto prazo de indicadores homogéneos do sector real da economia sob a forma de números índices estruturados segundo a Classificação das Actividades Económicas de Moçambique.

Dhlakama exige interveção da SADC e União Africana

O Presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, condiciona o prosseguimento do diálogo político entre o Governo e o seu partido à presença de organismos regionais e internacionais, como é o caso da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), União Africana (UA) e União Europeia (UE).
Dhlakama exige interveção da SADC e União Africana

Falando a alguma Imprensa nacional, Afonso Dhlakama só aventa uma hipótese para a Renamo continuar na mesa de conversações com o Executivo: intervenções de organismos regionais e internacionais, como são os casos da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana (UA) e da União Europeia (UE). “Eu é que sou o chefe e já decidi. Não sou ditador, mas este posicionamento tem que ver com as opiniões e ideias dos membros do meu partido. Estas coisas do Manuel  Bissopo (chefe das negociações e secretário-geral da Renamo) estar a tomar café com José Pacheco (chefe das negociações por parte do Governo) e tentarem entreter-nos e gozar connosco, acabou! Ponto final.”

Esta posição da Renamo surge depois da sua equipa negocial não ter se feito presente no encontro agendado com o Governo para o passado dia 24 de Dezembro último na capital do país.

Para Afonso Dhlakama, o seu partido não está para admitir “brincadeiras” do Governo e a sua comissão só volta  às negociações na presença do secretário executivo da SADC, Tomás Salomão.

O presidente da Renamo admitiu, entretanto, que o seu partido poderá voltar a sentar-se com o Governo mediante uma agenda proposta pelo próprio Governo, agenda essa que, de acordo com Dhlakama, tem de ir ao encontro de uma construção de um Estado de Direito.

“Se o Governo da  Frelimo reconhecer o seu erro e recuar, passando por desenhar estratégias sérias para a construção de uma unidade nacional no seu verdadeiro sentido, que incluiria uma divisão equitativa de riquezas, então terá que apresentar a sua proposta de agenda e as próximas negociações deverão contar com Tomaz Salomão, não como membro da Frelimo, mas, sim, como representante da SADC. Estas mesmas negociações deverão contar ainda com a mediação da União Africana, das Nações Unidas e ainda da  União Europeia”.

Quase 27 mil graduados sem vagas em Sofala

Um total de 26.723 graduados da 5ª, 7ª e 10ª classe, dum universo de 79.393 graduados daqueles níveis, não terão vagas nas escolas públicas no presente ano lectivo na província de Sofala, tudo derivado pela insuficiência de salas de aulas nas escolas secundárias daquele ponto do país.

Quase 27 mil graduados sem vagas em Sofala

De acordo com Maria Madeira, chefe do Departamento Pedagógico na Direcção Provincial de Educação e Cultura de Sofala, que revelou o facto à nossa Reportagem, a maior percentagem daquele número é dos graduados do ensino secundário geral, que pretende frequentar as escolas da cidade da Beira.

Maria Madeira justificou que o problema da falta de vagas nos estabelecimentos de ensino público na capital da província de Sofala deve-se à insuficiência de salas de aula para absorver graduados daquele nível.

Face a esta situação, a fonte explicou que algumas escolas primárias completas como são casos da EPC 25 de Setembro e Matadouro serão transformadas em escolas secundárias para acolher os ingressos da 8ªclasse cujo objectivo é de absorver maior número de ingresso daquele nível.

A fonte disse, por outro lado, que uma das medidas adoptadas pelo Ministério da Educação face à insuficiência de vagas nas escolas é a intensificação do Programa de Ensino Secundário à Distância.

A nossa entrevistada avançou ainda que a criação de turmas numerosas constituídas por mais de 85 alunos por cada turma, constitui uma das medidas adoptadas pela Direcção Provincial de Educação e Cultura naquela província, como forma de suprir a falta de vagas, sobretudo nas escolas secundárias da cidade da Beira, onde se regista a falta de vagas.  

A província de Sofala dispõe de 52.670 vagas para os graduados da 5ª, 7ª e 10ª classe.

Associação acusa missionário de Burla em Nampula

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Recebemos um grito de socorro enviado por um leitor do nosso jornal através da ferramenta Reporter Moçambicano, onde abrimos espaço para que os moçambicanos reportem casos que ocorrem nas sua localidades.  Passamos agora a transcrever a carta que nos foi enviada e esperamos que quem é de direito não feche os olhos para esta situação:

A nossa sociedade em Nampula, de nome COSCAM (uma Oficina) de ex alunos da Escola Industrial de Carapira, legalizada e com um estatuto, recebeu no passado, matéria prima de pessoas de boa fé da Itália.

Hoje aparece um ladrão de nome Irmão Joao Grazian (Missionario Comboniano) que foi somente mediador na doação, dizendo que a Oficina é dele. Esta falsificando os documentos com um senhor de notário chamado Calquer (funcionário do estado). 

Desde quando um missionário pode ter empresa? E este funcionário ( nosso irmão moçambicano sem vergonha a fazer isto. Onde esta a dignidade?). 

O caso já esta no tribunal numa fase embrionária, mas queremos que seja feita a justiça.
Este missionário foi expulso de Moçambique por motivos de estupidez, ele é um pedófilo, fazia sexo com alunos de Escola Industral de Carapira e ainda continua a abusar as pessoas.
Será que o Papa não vê estas coisas ou já é cego?
Mas connosco não vai acontecer.

Moçambique negocia compra de trigo na Argentina

Moçambique negocia compra de trigo na Argentina
O governo de Moçambique está a negociar com as autoridades da Argentina o fornecimento garantido de trigo e a preços fixos às empresas de moagem do país, disse o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga.

Citado pela agência noticiosa moçambicana AIM, o ministro precisou que objectivo é garantir a estabilidade de preços do trigo no país e reduzir os encargos do governo referentes ao pagamento de subsídio às empresas de panificação.

Apesar de possuir grande potencial para produzir trigo, Moçambique ainda é um país fortemente dependente da importação deste produto cujos preços nos mercados internacionais têm sido caracterizados no passado recente por uma grande volatilidade.

“Com este acordo vamos poder comprar o trigo a preços fixos, o que significa que as aquisições feitas por exemplo em Junho, Agosto ou Setembro serão feitas na base de um preço fixo, previamente estabelecido, ainda que no mercado internacional os preços se alterem”, concluiu.

Antecipando que as negociações poderão ficar concluídas até Junho próximo, Inroga salientou que até essa data ainda haverá um encontro entre as partes que poderá decorrer ou em Maputo ou em Buenos Aires.

A aquisição de trigo é actualmente efectuada pelas empresas de moagem de Moçambique que depois distribuem a farinha pelas panificadoras e restantes indústrias alimentares.

Em 2010, o governo estabeleceu um subsídio as moageiras para minimizar o impacto da volatilidade de preços do trigo no mercado internacional, tendo no caso de 2012 sido inscrito no Orçamento de Estado o montante de 615,3 milhões de meticais para subsidiar a farinha de trigo.

Cidadã afoga-se no Rio Limpopo em Xai-Xai

Cidadã afoga-se no Rio Limpopo em Xai-Xai
Uma cidadã nacional, identificada pelo único nome de Maria, de 38 anos de idade, atirou-se no Rio Limpopo, na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, Sul de Moçambique, por volta das 13 horas da segunda-feira passada (31). Morreu por falta de socorro porque o corpo de salvação pública chegou tarde ao local.

O porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), David Cumbane disse que são desconhecidas as razões que levaram a vítima a tomar tal atitude.

Porém, há uma investigação em curso no sentido de apurar o que realmente teria acontecido. Ele não descarta a possibilidade de o suicídio estar relacionado com problemas sociais vividos na família.

Outro caso de afogamento ocorreu na mesma província, na praia de Xai-Xai, também no dia 31 de Dezembro.

Um jovem de apenas 19 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Milton Nhacale, foi arrastado pela corrente da água até às profundezas numa altura em que se encontrava a tomar banho.

Empreiteiro abandona obras de quatro escolas

Pelo menos 17 salas de aula em quatro escolas primárias do distrito de Manhiça, província de Maputo foram abandonadas pelo empreiteiro no segundo trimestre do ano passado, sem dar qualquer satisfação. Em causa estão as escolas primárias completas de Maciana, 7 de Abril, Taninga e primeiro grau de Magaba, onde grande parte das obras foi concluída.
Empreiteiro abandona obras de quatro escolas

A informação foi dada a conhecer pela directora do Serviço Distrital da Educação, Juventude, Ciência e Tecnologia naquele ponto, Teresa Machava, avançando que já se contava com estas salas para os anos lectivos de 2010 a 2012.

Segundo ela, trata-se de má-fé por parte do empreiteiro Tchemane Construções, uma vez que já recebeu todo o valor para conclusão da obra. O facto é que aquela instituição tem se preocupado mais com as obras da capital em detrimento das escolas daquele distrito.

“Na verdade, algumas salas de aula deviam estar operacionais desde o ano lectivo de 2010, mas isso não aconteceu. O empreiteiro abandonou todas as obras do distrito sem dar qualquer explicação e aparece, de vez em quando, para deixar material e ausenta-se”, disse.

 Para Machava, não se justifica que até ao presente momento o empreiteiro prolongue os prazos para entrega daquelas infra-estruturas.

“Pensamos que não haja razões para a demora na conclusão das obras, dada a natureza do trabalho que ficou por concluir. Nas escolas de Maciana, 7 de Abril e Taninga o que falta é a cobertura e colocação de portas e janelas, diferente de Magaba, onde faltam rebocos, cobertura e outras acções”, disse.

A nossa Reportagem visitou a Escola Primária Completa 7 de Abril, para se inteirar sobre o nível em que as obras foram abandonadas pela construtora. Segundo Anselmo Mahungate, director da escola, a interrupção dos trabalhos deixou cerca de 18 turmas ao relento.

“Tivemos mais de mil alunos a estudar ao ar livre, quando temos salas que deviam ter sido entregues no ano passado. Desde Julho que o empreiteiro não aparece para mexer qualquer coisa que seja, só aparece quando pressionado para deixar areia ou pedra”, lamentou Mahungate.

Esta situação fez com que quando chovesse as aulas fossem interrompidas, prejudicando desta forma, o curso normal das aulas. A falta de carteiras, livros e professores são algumas das várias preocupações que tiram sono àquela instituição de ensino.

Continua interrompida travessia Marracuene/Macaneta

A interrupção da circulação, por uma avaria grossa, do batelão que garante a travessia do rio Incomáti, ligando Marracuene e Macaneta, na província de Maputo, cerca das 22.00 horas de 31 de Dezembro, traz transtornos sem precedentes na vida de inúmeros cidadãos entre locais e turistas.
Continua interrompida travessia Marracuene/Macaneta

As complicações são de tal ordem avultadas por o incidente ter ocorrido numa altura de intenso movimento de travessia, principalmente no sentido Marracuene/Macaneta associado à passagem de ano.
De facto vários turistas, incluindo cidadãos nacionais, já tinham atravessado o rio de viaturas para celebrar a passagem de ano na Macaneta com o intuito de sair por estes dias do ano. Outros ainda estavam na fila de espera para o fazer.

Para os que já estavam doutro lado com as suas viaturas, a solução passa por sair via Maragra, na Manhiça, o que significa percorrer cerca de 80 quilómetros, parte significativa dos quais em estrada lamacenta de trânsito difícil mesmo para viaturas com tracção às quatro rodas.

A nossa Reportagem percorreu a via ontem, que atravessa uma área privada da Açucareira da Maragra, e constatou as dificuldades que oferece.

Os sem carros próprios fazem-se ao Incomáti em barcaças, num cenário de máxima insegurança e com custos elevados em relação ao que se pagava no batelão.

Uma pessoa com um saco de 25 quilogramas de arroz, por exemplo, chega a pagar 30 meticais ou mais nos pequenos barcos, contra os dois meticais cobrados na embarcação agora paralisada.

Júlio Langa, residente na vila de Marracuene, mas com interesses comerciais na Macaneta, o que lhe obriga a viajar frequentemente, disse ao “Notícias” que actualmente estão num sofrimento e em perigo.

“Os pequenos barcos que garantem a ligação não têm segurança, salva-vidas e alguns dos seus operadores são inexperientes, o que agudiza os riscos de naufrágios”, disse, terminando com um apelo “que se reponha urgentemente o batelão e se materialize a promessa da ponte para sairmos deste martírio”.

Por sua vez, Momad Rafiq, residente na cidade de Maputo, viu o seu desejo de chegar à Macaneta, donde aproveitaria regressar com a filha, devido a impossibilidade de fazer-se á zona turística de carro.

“Pretendia atravessar de carro para Macaneta, mas não é possível. Minha filha está lá e contava voltar com ela. Dado o cenário, terá que vir de um destes barcos e juntos voltaremos para Maputo”, disse o cidadão visivelmente frustrado por não poder desfrutar das belezas doutro lado do rio Incomáti.

Município de Maputo arrecada 1,2 biliões de meticais de impostos

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) arrecadou no ano passado 1,2 biliões de meticais (cerca de 41 milhões de dólares) de receitas de impostos, anunciou ontem o Vereador das Finanças da Cidade de Maputo, Rogério Nkomo.

Município de Maputo arrecada 1,2 biliões de meticais de impostos

Este montante inclui o Imposto Predial Autárquico, Imposto Pessoal Autárquico, Imposto Autárquico SISA, Imposto Autárquico Veículos e a Taxa por Actividade Económica.

O facto foi revelado durante a visita do Presidente do CMCM, David Simango, nos Postos de Cobranças de Impostos dos distritos urbanos da cidade de Maputo, e que tinha como objectivo avaliar o seu funcionamento.

`Em termos globais as metas foram ultrapassadas em cerca de dois ou três por cento. É verdade que o Imposto Predial e a Taxa de Actividade Económica não atingiram 100 por cento, mas houve impostos de grande impacto que ultrapassaram a receita e conseguiram cobrir aquelas, cujas metas não foram alcançadas,´ disse Nkomo.

Segundo Nkomo o facto deve-se a falta de pagamento por parte dos contribuintes.

`Cerca de 1.000 contribuintes não pagaram o Imposto Predial, mas estamos a notificar os devedores, de modo a pagarem, mas já com multa. Caso não paguem vamos remeter processos para prosseguirmos com outros procedimentos,´ disse.

O mesmo não aconteceu com o SISA. Segundo Nkomo, o município arrecadou cerca de 98 milhões de meticais de imposto de SISA, um valor que supera a meta estabelecida para o ano de 2012.

Na ocasião, Nkomo revelou que o Município prevê arrecadar no presente ano 1,4 biliões de meticais (cerca de 47 milhões de dólares).

Na ocasião, o edil da cidade de Maputo, manifestou a sua satisfação com o desempenho dos postos de cobrança.

`A procura é fraca nos distritos Ka Mavota e Ka Mubukwana, comparativamente aos distritos da zona de cimento. O mesmo não se pode dizer em relação ao distrito Ka Mphumo, que fica na zona cimento´ lamentou.

Durante a sua visita Simango disse ter verificado enchentes na recebedoria do distrito de Ka Mpfumu, devido a um corte de energia eléctrica.

`É justa toda reclamação. Temos que nos organizar de modo a evitarmos a oscilação de energia,´ referiu…

Prorrogadas matrículas para a 1ª classe

O processo de matrículas da 1ª classe, que teve a particularidade de decorrer de forma antecipada de 1 de Outubro a 31 de Dezembro último, foi prorrogado e está a ser efectuado em simultâneo com o da 6ª, 8ª e 11ª classes, que arrancou na última quarta-feira e com término previsto para o dia 11 de Janeiro em curso.

Prorogadas matrículas para a 1ª classe

Segundo decisão do Ministério da Educação, Augusto Jone, o prazo foi prorrogado para todas as escolas que não conseguiram atingir as metas planificadas durante os três meses concedidos para matricular crianças que entram pela primeira vez na escola este ano.

Assim, a prorrogação cobre o período de 2 a 11 de Janeiro, estabelecido pelo MINED para matrículas nas outras classes iniciais de cada ciclo, estando disponível para a primeira classe um total de um milhão e 200 mil vagas para a primeira classe. Até 31 de Dezembro do ano que acabou de findar, haviam sido matriculados 55 por cento das crianças de um total de um milhão e 200 mil planificadas.

Para este ano, o Ensino Secundário Geral espera funcionar com um efectivo de seis milhões e 510 mil alunos, contra seis milhões e 177 mil do ano passado, o que representa uma subida na ordem de cinco por cento. A abertura solene do ano lectivo terá lugar no dia 14 e o arranque das aulas no dia 15. De acordo com o calendário do MINED, espera-se que até dia 7 do mesmo em curso todas as escolas deverão ter recebido o livro escolar, no qual o sector investiu 18 milhões de dólares para adquirir 16 milhões de manuais da 1ª a 7ª classe.

Entretanto, em contacto com a nossa fonte, Eurico Banze, porta-voz do Ministério da Educação, explicou que o sector elege a preparação e abertura do ano lectivo como um dos momentos privilegiados do calendário escolar. Assim, durante o processo de preparação e abertura do ano lectivo, dirigentes, quadros e técnicos do sector da Educação, parceiros de cooperação, pais e encarregados de educação são chamados a unir esforços e criar condições com vista a assegurar que o ano lectivo comece da melhor forma, em termos organizativos.

`Este momento é crucial para o alcance dos objectivos e metas propostas para o sector. Apelamos aos pais e encarregados de educação, governos e autoridades locais, instituições religiosas e comunidades a continuarem a envidar esforços para que crianças com idade recomendada estejam na escola. Prorrogamos o prazo de matrículas da primeira classe como forma de permitir que mais crianças entrem para o sistema. Do mesmo modo, reiteramos que todos os documentos inerentes ao processo de matrículas devem ser reconhecidos ao nível das secretarias das escolas´ apontou Banze.

O processo de matrículas continua a ser caracterizado pela fraca afluência de alunos, pais e encarregados de educação aos postos montados para o efeito. Assim, teme-se que os últimos dias do processo venham a ser muito intensos porque todos quererão efectuar as inscrições ao mesmo tempo…

Polícia Municipal diz que encurtamento de rotas reduziu em Maputo

Polícia Municipal diz que encurtamento de rotas reduziu em Maputo

A Polícia Municipal da Cidade de Maputo considera que o problema de encurtamento de rotas por parte dos transportadores rodoviários na capital moçambicana reduziu consideravelmente, nos últimos meses, devido ao endurecimento das medidas de fiscalização dessa actividade.

Em Novembro último, o Conselho Municipal da Cidade de Maputo intensificou o controlo da actividade dos transportadores semi-colectivo de passageiros, vulgo “chapa”, numa situação em que o encurtamento e desvio de rotas por parte dos operadores já se tinha tornado uma prática tolerada pelas autoridades.

Esta medida coincidiu com o agravamento, a partir de 15 de Novembro último, das tarifas dos chapas em 20 e 40 por cento, tendo passado de cinco meticais para sete meticais para uma distância de até 10 quilómetros, e de 7,5 meticais para nove meticais para as viagens acima de 10 quilómetros.

“Há uma grande redução de denúncias sobre o encurtamento e desvio de rotas por parte dos transportadores”, disse o porta-voz do Comando da Polícia Municipal de Maputo, Jochua Lai, falando ontem em entrevista à AIM.

Para as autoridades municipais, esta redução de denúncias tem que ver com o abrandamento do problema, como resultado das sanções aplicadas pela Polícia aos prevaricadores.

“A nova tarifa entrou em vigor desde o dia 15 de Novembro e, de lá até ao dia 31 de Dezembro, recebemos 288 denúncias, parqueámos 203 viaturas e aplicámos igual número de multas por encurtamento de rotas”, disse Lai.

Agentes da Polícia condenados a 24 anos de prisão na Beira

Os agentes em causa usavam um parente para alugar pistolas a troco de 15 mil meticais e ensinavam aos bandidos técnicas de uso de armas de fogo.
Agentes da Polícia condenados a 24 anos de prisão na Beira

Dois agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram condenados, semana finda, a 24 anos de prisão cada pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala. Trata-se de Adamo Titosse e Joaquim Munogaripei. Os dois lideravam um bando de malfeitores que nos últimos meses cometeu vários assaltos a mão armada, que culminariam com a morte de cinco pessoas.

O mesmo bando semeou terror ao longo da estrada nacional número 1, na região de Muxúnguè, distrito de Chibabava, onde estavam afectos os dois polícias. As principais vítimas destes malfeitores eram comerciantes locais e do distrito vizinho de Machanga que, vezes sem conta, eram obrigados a deslocar-se às cidades da Beira ou Chimoio ou ainda para o distrito do Búzi a fim de depositar ou levantar avultadas somas monetárias, já que em Muxúnguè não existe nenhum banco. Pelo caminho eram assaltados.

De acordo com a sentença deste caso, cujo processo ostenta o número 29/5ª/2012, ficou provado no tribunal acima referido que os agentes, ora condenados, alugavam as suas armas a malfeitores durante algumas horas, principalmente no período nocturno, e, em troca, recebiam 15 mil meticais por cada aluguer. Ficou ainda provado no tribunal que Adamo Titosse e Joaquim Munogaripe, para além de alugar as suas armas, também recrutavam pequenos meliantes e os transformavam em perigosos cadastrados, treinando e ensinando-os a manejar armas. Isso mesmo! Jovens detidos em Muxúnguè na sequência de furtos simples no distrito de Chibabava eram “moldados” pelos dois agentes, não para retornarem ao convívio social, como cidadãos exemplares, e sim para retornarem como perigosos cadastrados. Num campo de treino por eles improvisados, os seus “alunos” eram ensinados a atacar as suas vítimas usando as mãos e pistolas.

Tomate e batata: Grossistas do Zimpeto angustiados

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Ana Matsena, comerciante de batata-reno disse à reportagem do “Notícias” ter perdido por apodrecimento cerca de 80 sacos de batata de 10 quilogramas cada, devido à falta de compradores, o que representa um grande desfalque.
Ela disse que no Mercado Grossista do Zimpeto não há muitos clientes, por isso que grande parte dos produtos frescos está a decompor, e deste modo os operadores estão a acumular prejuízos enormes.
Precisou que para não continuar a perder mais dinheiro, neste momento está a comercializar um saco de batata a 110 mil meticais, valor que nem chega para a  aquisição do tubérculo na machamba.
“Não há negócio aqui neste mercado. As pessoas não compram os produtos e acabam apodrecendo. Acho que há falta de dinheiro porque na quadra festiva finda o preço dos produtos não chegou a aumentar. Por exemplo, um saco de batata estava a ser vendido a 250 meticais e não chegou a subir, mas não compravam”, disse Matsena, tendo acrescentado que o tomate e a batata estão a ser vendidos a preço de oferta.
Alfredo Afonso, vendedor de tomate contou-nos ter perdido grandes quantidades daquele produto devido ao apodrecimento por falta de clientes e isso está a minar o seu negócio, sua única fonte de sobrevivência.
Explicou que o tomate é comprado a 120 meticais, por caixa de 20 quilogramas na machamba e chega ao Mercado do Zimpeto a um valor que varia entre 150 e 170 para depois comercializar a 20 e 30 meticais, é simplesmente uma lástima.
A nossa Reportagem deslocou-se, ontem, ao Mercado Grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo para se inteirar do actual estágio dos preços dos produtos e testemunhou a angústia em que os comerciantes estão mergulhados.
O cenário está cada vez péssimo, ao ponto de uma caixa de tomate ser comercializada a um preço que varia entre 20 e 30 meticais e a batata rondava entre 100 e 170 meticais.
A mesma sorte coube a Artimiza Castro, vendedora de tomate que estava a chorar por ter perdido pouco mais de 500 caixas de tomate, o que corresponde a uma perda de pouco mais de 120 mil meticais.
“Uma caixa de tomate que chegou aqui no Mercado do Zimpeto a 170 meticais, agora estou a vender entre 20 e 30 meticais. Isto é absurdo. Não sabemos como é que vamos sair deste problema em que estamos mergulhados”, frisou.
Carlos Sebastião, também foi vítima e na terça-feira perdeu mais de 100 sacos de batata- reno devido ao apodrecimento. Disse que neste momento tem um camião cheio mas diariamente o produto está a deteriorar-se.
“Eu não sei como é que vou sair deste problema porque o meu produto está a decompor-se quase que todo. A situação não está boa aqui no Mercado do Zimpeto”, precisou Carlos Sebastião.

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