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Domingo, Abril 12, 2026
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Três novos postos de abastecimento de gás comprimido

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Tês novos postos de abastecimento a gás natural comprimido (GNC) vão abrir em breve na cidade de Maputo e na Matola como forma de oferecer alternativas aos automobilistas que usam aquele recurso que até ao momento dependem de dois postos situados junto à Mozal e dos Transportes Públicos de Maputo.

Com relação aos novos postos em perspectiva, a nossa fonte indicou que se trata de uma parceria entre a Auto-Gás e a Petromoc e estarão localizadas no Jardim, em Mahlampsene nas bombas da Petromoc/Sasol e na Avenida das Indústrias, próximo à Majugar.

Questionado sobre a localização destes três postos, a fonte deu conta que teve-se em conta os consumidores e também a necessidade de ter uma redundância no sistema.

Segundo indicou, a maior parte dos consumidores de gás fazem rotas longas com idas a Boane, Mahlampsene ou mesmo a Liberdade e gastam muito combustível e careciam de uma resposta em termos de disponibilidade de combustível nestes percursos.

Com relação à redundância, a nossa fonte disse que as bombas de Mahlampsene, assim como da Avenida das Indústrias, estão localizadas próximo ao pipeline que transporta o gás de tal modo que, em caso de avaria no ponto de toma junto à Mozal, será possível continuar a ter GNC para abastecer os outros postos sem dificuldades.

Viaturas: Retomado abastecimento de gás

Desde a noite da última sexta-feira foi reposta a provisão de gás natural comprimido (GNC) para as viaturas a partir das bombas situadas junto aos TPM, na cidade de Maputo. João das Neves, director-geral da Auto-Gás, indicou que a situação já está controlada e durante todo o dia de sábado e domingo fez-se a monitoria do sistema que está a funcionar sem problemas.
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Estima-se em cerca de 700 os meios de transporte movidos a gás na cidade de Maputo. Durante cerca de duas semanas (desde o passado dia 26 de Dezembro) a maioria dos automobilistas que usam este recurso tiveram que recorrer ao outro posto de abastecimento, situado junto à Mozal.

A Auto-Gás, empresa nacional que está a implementar o projecto de utilização do gás natural moçambicano nos transportes, deu conta que a situação deveu-se a uma avaria grossa verificada no compressor instalado no posto localizado na terminal dos autocarros da Empresa Municipal dos Transportes Públicos de Maputo.

Para resolver a avaria acima indicada, as peças de reposição foram remetidas via DHL a partir do fornecedor no Brasil no passado dia 26 de Dezembro. Porém, questões relacionadas com a burocracia do processo e a época festiva, as mesmas só chegaram a Maputo na quinta.

Muitas reprovações na Escola Secundária de Búzi

Choros entre pais e/ou encarregados de educação foi a maneira encontrada pela comunidade do distrito do Búzi para manifestar sua tristeza junto ao governador de Sofala, Félix Paulo, em relação às reprovações em massa registadas em 2012 na região, supostamente devido à introdução da nota mínima de sete valores, como condição para admissão aos exames.

Muitas reprovações na Escola Secundária de Búzi

O problema foi insistentemente levantado durante a primeira visita de trabalho do novo timoneiro daquela província à região.

Para responder a solicitação, o governante orientou as autoridades administrativas locais para reestruturarem a Direcção da Escola Secundária da vila-sede que terá registado o resultado mais escandaloso.

Falando a jornalistas depois de escalar aquela zona costeira do Banco de Sofala, Paulo indicou ter sido informado no terreno que o problema está relacionado com as frequentes faltas dos professores, resultando no baixo rendimento pedagógico.

Sobre o assunto, soubemos junto do director de Educação, Juventude e Tecnologia no Búzi, Domingos Gimo, que o principal móbil é a exigência da nota mínima de sete valores que, por conseguinte, leva muitos alunos aos exames da primeira e segunda época.

“A Escola Secundária da vila do Búzi está desde Janeiro passado com um director interino, mas o processo de nomeação do novo director está em andamento, incluindo expediente de outros dois estabelecimentos do Ensino Secundário do segundo ciclo deste distrito”- clarificou.

Todavia, a fonte minimizou que o professor, como qualquer outro funcionário, também falta ao serviço, mas não de forma sistemática. A diferença é que o impacto se reflecte directamente nos alunos, diferentemente de, por exemplo, um polícia que a sua ausência é menos visível.

Mesmo assim, Gimo classificou que os resultados pedagógicos deste ano foram bons no ensino básico. Das 22 escolas que assistiram 1525 alunos da 7ª classe transitaram 1022 e em 99 estabelecimentos que submeteram 2267 alunos aos exames da 5ª classe aprovaram 1489.

Porém, reconheceu que, de facto, os resultados desastrosos tiveram lugar em todas as cinco escolas da 10ª classe por causa da Secção de Ciências em que dos 1039 alunos apenas passaram de classe 87.

Com efeito, na Escola Secundária de Búzi tiveram resultado positivo 16 alunos da 10ª classe contra 530 examinandos, em Bândua passaram de classe nove dos 173 alunos, enquanto do total de 121 estudantes deste nível em Guara-Guara 15 tiveram sucesso. Já na 12ª classe, os 362 alunos das três escolas progrediram 90.

Greve dos médicos considerada ilegal

Médicos filiados na Associação Médica de Moçambique (AMM) anunciaram ontem, iniciar uma greve nacional geral a partir de hoje por não terem chegado, ainda, ao consenso, com o Governo, na questão do aumento salarial. Por sua vez, o Ministério da Saúde (MISAU) considera a paralisação ilegal, ao ser convocada por uma instituição ilegítima para o efeito, reitera a sua abertura ao diálogo com vista à solução das preocupações dos médicos.
Greve dos médicos considerada ilegal

Falando ao nosso Jornal, Martinho Djedje, director de Recursos Humanos e porta-voz do MISAU, exortou aos médicos do Serviço Nacional de Saúde a apresentarem-se hoje aos seus locais de trabalho e exercerem as suas funções, seguros de que os problemas apresentados foram acolhidos  pelo Governo e serão resolvidos logo que possível. Antes das reivindicações da AMM, o Ministério da Saúde já estava a trabalhar no sentido de melhorar as condições de trabalho e salariais dos médicos.

Ele explicou que a AMM não tem legitimidade para convocar uma greve por tratar-se de uma associação e não um sindicato de médicos ou de funcionários da Saúde, órgão que ainda não existe no país.

Martinho Djedje reiterou que a instituição compreende os problemas dos médicos, mas não os pode resolver em tão curto espaço de tempo, quanto o proposto pelos médicos.

Segundo o MISAU, na sequência do aviso da greve de 7 de Dezembro, foram criadas duas comissões, uma para apresentar uma proposta de tabela salarial e outros suplementos e outra destinada à revisão e harmonização do Estatuto Médico na Administração Pública. Quanto ao Estatuto, esclarece, houve consensos. Na questão dos salários foram elaborados vários cenários que estão ainda em negociação entre as partes (Governo e AMM), tendo em conta as condições socioeconómicas do país.

Entretanto, em conferência de Imprensa, a Associação Médica de Moçambique orientou aos seus membros, cerca de mil médicos e 140 estagiários, a não se apresentarem a partir de hoje e por um tempo indeterminado às unidades sanitárias, a não ser apenas para responder a serviços de urgência.

Durante os dias da greve, que só será levantada quando tiver sido alcançado o consenso sobre os salários, os médicos só vão garantir o funcionamento dos serviços de urgência e atendimentos que tenham mesmo que ser feitos para salvaguardar a vida dos doentes. Não farão consultas, cirurgias electivas nem as habituais rondas pelas enfermarias.

Todas as emergências que surgirem nas unidades sanitárias, o que incluiu observações de doentes internados, cirurgias que tenham que ser realizadas e demais situações, serão atendidas pelos médicos escalados para os serviços de urgência, de acordo com orientações avançadas pela AMM na pessoa do seu presidente, Jorge Arroz.

Os médicos recusaram-se a indicar a sua proposta salarial, mas a 12 de Dezembro, no quadro da primeira ameaça, o MISAU predispôs-se a pagar um valor base de 20 mil meticais, “unanimemente” recusado pela classe médica por considerar que tal proposta fere a sua dignidade.

“Queremos um salário equiparado aos outros técnicos da nossa categoria em outras esferas da função pública, que ganham muito acima do que nos é pago”, dizem os médicos.

A opinião pública apela à consciência dos médicos para privilegiarem o diálogo e não a paralisação das actividades, tendo em conta que têm nas suas mãos a vida de milhares de pessoas.

Exames de admissão iniciam hoje na UEM

Iniciam hoje à escala nacional os exames de admissão para o ingresso à Universidade Eduardo Mondlane (UEM) no ano lectivo de 2013.

Exames de admissão iniciam hoje na UEM

Mais de 25 mil candidatos deverão prestar provas, para um universo de quatro mil vagas disponíveis. A direcção da UEM está ciente de que o número de vagas não responde à demanda dos candidatos que concluem o ensino pré-universitário no país, mas factores relacionados com limitações de vária ordem não permitem que esse número seja alargado. A Universidade Eduardo Mondlane é a mais antiga instituição do Ensino Superior em Moçambique e em 2012 comemorou as “bodas de ouro”.

Milionária chinesa trabalha como faxineira para ‘dar exemplo’ aos filhos

Milionária chinesa trabalha como faxineira para 'dar exemplo' aos filhos
Uma milionária chinesa de 53 anos, proprietária de 17 imóveis, trabalha como faxineira seis dias por semana para, segundo ela, ensinar aos seus filhos as virtudes do trabalho, relatou na última quinta-feira, dia 3, o diário “South China Morning Post”.

Yu Youzhen, que vive na cidade de Wuhan e cujas propriedades estão avaliadas em milhões de dólares, trabalha há 15 anos na limpeza do Birô de Administração Urbana por um salário de 1.420 iens.

“Quero ser um exemplo para meus filhos. Não quero me sentar ociosamente e dilapidar minha fortuna”, assinalou Yu em entrevista ao diário.

Seguindo o exemplo de sua mãe, seus filhos trabalham em atividades comuns, pelo que um deles é motorista e ganha 2 mil iens mensais (R$ 650), enquanto outra, cujo emprego não foi revelado, recebe 3 mil iens.

Yu se queixa de que muitos vizinhos não entendem sua forma de vida, e alguns já chegaram a insultá-la publicamente por isso.

Durante sua juventude, trabalhou como agricultora e carregou diariamente sacos de hortaliças para vender nos mercados da cidade.

Mais tarde, na década de 1980, economizou o dinheiro com o qual construiria três casas de cinco andares nos arredores de Wuhan, que depois começou a alugar e iniciou um “império” que controla enquanto varre três quilômetros de ruas por dia.

Médico demite assistente por ser muito atraente e iressistível

Médico demite assistente por ser muito atraente e iressistível
Melissa Nelson trabalhou como assistente para o dentista James Knight por mais de dez anos.
A mulher foi demitida porque a esposa do dentista a considerou uma ameaça ao casamento do casal.

Melissa entrou com uma acção na Justiça por demissão injusta. No entanto a Suprema Corte do Estado de Iowa, nos Estados Unidos, considerou que os empregadores agiram legalmente ao dispensar a secretária por ela ser “atraente e irresistível”.

“Isso é uma vitória para os valores da família. Ele só pensou em salvar o seu casamento”, disse o advogado de James Knight.

O defensor de Melissa criticou a decisão da justiça. Segundo ele, o tribunal dos membros da suprema corte – formada por sete homens, errou ao não reconhecer a descriminação que as mulheres vêm sofrendo no trabalho.

Resgate de 188 mil dólares pago para libertação de reféns coreanos

Resgate de 188 mil dólares pago para libertação de reféns coreanos
Quatro sul-coreanos sequestrados na Nigéria no mês passado foram libertados após o pagamento de um resgate de 30 milhões de nairas (188.700 dólares americanos) pela sua entidade patronal, a Hyundai Heavy Industries, sediada no Estado petrolífero de Bayelsa, anunciou o comissário da Polícia deste Estado, Kingsley Omire.

Apresentando alguns dos suspeitos detidos no quadro deste sequestro em Yenegoa, a capital do Estado, Omire indicou que o resgate foi pago sem o conhecimento da Polícia.

«Durante o seu interrogatório três dos suspeitos voluntariamente confessaram o sequestro dos quatros coreanos e dois nigerianos a 17 de Dezembro de 2012. Eles revelaram igualmente que um cidadão identificado como Digiteme Itua, alias Seko, era o chefe deste bando de sequestradores», indicou o comandante da Polícia.

Essas revelações estão em contradição com as declarações das vítimas, que afirmaram terem sido libertadas – após cinco dias de cativeiro – sem o pagamento de um resgate depois de os sequestradores lhes tratarem de “mau negócio”.

Os sequestradores exigiram inicialmente 200 milhões de nairas, ou seja 1,2 milhão de dólares americanos, de resgate.

Os sequestros são correntes na Nigéria, sobretudo nas regiões do sudeste e do sul do país, mas os pagamentos de resgate pela libertação de reféns raramente são reconhecidos publicamente.

Os especialistas de segurança indicaram que o pagamento de resgate para obter a libertação das pessoas sequestradas favorecia a criminalidade.

Produtos básicos mantêm estabilidade

Depois da quadra festiva (2 de Janeiro corrente), os preços de produtos básicos continuam estáveis na maioria dos mercados monitorados pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA).
Produtos básicos mantêm estabilidade

O preço do milho continua a caracterizar-se por estabilidade em quase todos os mercados do país. Entretanto, foram verificadas duas quedas, uma ligeira de seis porcento na cidade de Maputo, onde os consumidores estão a pagar 12,70 meticais pelo quilograma e outra de 17 porcento observada na cidade de Montepuez passando o milho custar 11,43 meticais o quilo.

Fazendo uma análise de preços por zonas observou-se que na zona Sul, o preço situa-se entre 9,94 meticais o quilo e 16,57 meticais o quilograma, estando o preço mais baixo em vigor na cidade de Chókwè e o mais alto na vila de Boane. Na zona Centro, o preço mais baixo de 10,00 meticais o quilograma, está a ser praticado na vila de Milange e o mais alto de 13,71 meticais o quilo foi observado no mercado da vila de Nhamatanda, no entanto habitualmente este mercado é que fornece milho alguns mercados da zona centro e sul. Na zona Norte, o milho está mais barato na cidade de Lichinga, onde custa 9,14 meticais o quilograma e está mais caro na cidade de Pemba, estando a custar nesta semana 13,71 meticais o quilograma.

No que concerne aos feijões, na maioria dos mercados o preço também continua estável, apenas realçar uma subida de 10 porcento observada no mercado da cidade de Inhambane, onde passou a custar 55,00 meticais o quilo e outra de 8 porcento reportada do mercado da cidade da Maxixe onde passou o consumidor a pagar 48,00 meticais o quilo.

A presente semana (2 de Janeiro) foi caracterizada por uma fraca afluência de vendedores e compradores nos diferentes mercados visitados pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA). Assim como continuou havendo fraca disponibilidade de produtos como o milho, feijões e amendoim nos mercados grossista pois a movimentação de comerciantes durante a quadra festiva foi fraca.

Nos mercados grossistas de Xiquelene e Bazuca, ambos na cidade de Maputo, não houve entrada de produtos pela segunda semana consecutiva, ou seja, desde o dia 17 de Dezembro último até 2 de Janeiro corrente. Desta forma, a quantidade disponível para a venda baixou consideravelmente entre os dias 26 de Dezembro e 2 de Janeiro.

Em Inhambane, o mercado da vila de Massinga não registou entrada de produtos na última semana, enquanto no mercado da Maxixe deu entrada de apenas amendoim pequeno adquirido na cidade de Nampula ao preço de 40,00 meticais o quilograma.

Nas zonas centro e norte, os mercados das cidades da Beira, Tete e Pemba foram os que registaram entrada de diferentes produtos entre os dias 26 de Dezembro último e 2 de Janeiro corrente.

No mercado da cidade da Beira deu entrada de milho proveniente Tete adquirido ao preço de 350,00 Mts o saco de 50 quilos, feijão manteiga de Gurué comprado ao preço de 27,00 meticais o quilo, amendoim pequeno comprado na cidade de Nampula ao preço de 42,50 meticais o quilo e amendoim grande produzido em Murrupula onde foi adquirido ao preço de 27,50 meticais o quilo.

O mercado da cidade de Tete foi abastecido com milho, amendoim grande e feijão nhemba adquiridos no distrito de Angónia onde os preços de compra foram de 140,00 meticais a lata de 20 litros para o milho, 1980,00 meticais o saco de 50 quilos para o amendoim grande e 18,00 meticais o quilo para o feijão nhemba. O mercado ainda recebeu feijão manteiga adquirido no distrito de Milange ao preço de 600,00 meticais a lata de 20 litros e amendoim pequeno de Changara comprado ao preço de 800,00 meticais a lata de 20 litros.

O mercado da cidade de Pemba recebeu nesse período em análise milho produzido no distrito de Meluco onde custou 5,00 meticais o quilo, amendoim grande do distrito de Namapa ao preço de 30,00 meticais o quilo, feijão nhemba do distrito de Muidumbe ao preço de 18,00 meticais o quilo e mandioca seca do distrito de Mecufi adquirida ao preço de 2,00 meticais o quilo.

Vale projecta 4.5 milhões de toneladas de carvão em 2013

A Vale espera, este ano, produzir e exportar para os principais mercados mundiais cerca de 4.5 milhões de toneladas de carvão, extraído nas minas a céu aberto na Bacia Carbonífera de Moatize, no âmbito do Programa Carvão de Moatize.
Vale projecta 4.5 milhões de toneladas de carvão em 2013

Em 2012, aquela operadora conseguiu explorar e comercializar nos países europeus cerca de dois milhões de toneladas daquele mineral que foi transportado em 1000 comboios puxando cada, 42 vagões até ao Porto da Beira, via linha-férrea de Sena.

Actualmente, a Vale realiza seis comboios diários com 42 vagões cada transportando uma média de 15.876 toneladas de carvão mineral de Moatize, em Tete, até o Porto da Beira, em Sofala.

A assessora de imprensa da Vale, Esperança Macovela disse ao nosso jornal que a partir de finais do próximo ano, 2014, o carvão da Vale será transportando numa nova linha-férrea que ligará as minas ao Porto de Nacala, em Nampula.

“Para suportar as grandes quantidades de carvão a serem produzidas nos próximos tempos, a Vale em parceria os CFM estão a concluir a linha-férrea para Nacala que vai passar em trânsito pelo vizinho Malawi”, disse a nossa fonte.

Entretanto, nos últimos dois anos, aquela empresa em coordenação com diversos actores do governo e da sociedade civil, arrancou o programa de melhoramento das condições de vida da população reassentada em Cateme e no bairro 25 de Setembro, na vila do Município de Moatize.

Assim, no próximo mês de Fevereiro, a empresa Electricidade de Moçambique contratada pela Vale, vai terminar o trabalho de expansão e melhoramento da rede de distribuição de energia eléctrica em Cateme, com a implantação de uma nova linha de transporte de energia eléctrica num percurso de 35 quilómetros e melhoramento da iluminação pública e domiciliária.

Em relação às vias de acesso rodoviárias, a Vale, está desde de Outubro último, a asfaltar cerca de 8,5 quilómetros de estrada, no troço que liga o povoado de reassentamento de Cateme no cruzamento da Estrada N7.

A acção enquadra-se na materialização do Memorando de Entendimento e Complementar ao Plano de Acção de Reassentamento, entre o Governo de Tete e a Vale, assinado em Julho de 2012, na sequência do motim protagonizado pelos reassentados em Cateme em Fevereiro do mesmo ano.

As obras em curso incluem ainda a disponibilização de sistemas de drenagem de águas ao longo da estrada, reabilitação e construção de duas pontes, acções que permitirão a circulação normal de viaturas naquela rodovia que dá o acesso ao Município da Vila de Moatize.

O acordo de entendimento entre o governo, a Vale e as comunidades abrangidas, integra igualmente, o estabelecimento de mecanismos de intervenção conjunta para a melhoria das condições de vida das populações reassentadas em Cateme e Bairro 25 de Setembro.

O pacote do memorando contempla por outro lado, a reestruturação e manutenção de infra-estruturas nas áreas de abastecimento de água potável para além do programa em curso de reabilitação condigna das habitações para as tornar mais consistente e duradoiras nos dois pontos de reassentamento no distrito de Moatize.

Em curso também outros programas de auto sustento e de geração de receitas na área de agricultura, Serviços de saúde, de formação técnica e profissional de curta duração e respectivos estágios profissionalizantes para estudantes das escolas públicas em Cateme e bairro 25 de Setembro para onde foram reafixadas as populações.

MDN espera aderência 160 mil jovens ao serviço militar

Cento e sessenta mil jovens de ambos os sexos – que completam 18 anos de idade até Dezembro deste ano – são chamados a participar no recenseamento militar que decorre em todo o país e em missões consulares no estrangeiro, desde a passada quinta-feira.
MDN espera aderência 160 mil jovens ao serviço militar

A campanha, lançada pelo Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, é extensiva aos cidadãos que em ocasiões anteriores e por motivos diversos não puderam regularizar a sua situação militar, desde que a sua idade não ultrapasse os 35 anos.

No ano passado, o Ministério da Defesa Nacional ultrapassou em 32 porcento a meta do registo de mancebos, alcançando 190 mil inscrições.

Um comunicado do Ministério da Defesa Nacional indica que o cidadão que não se apresentar ao recenseamento militar no período e locais indicados deverá procurar regularizar a sua situação nos 30 dias subsequentes à data de 28 de Fevereiro.

Na nota adverte-se que, caso o cidadão abrangido não se apresente no posto de recenseamento militar e não regularize a sua situação nos prazos referidos, será considerado faltoso, ficando sujeito a sanções nos termos da lei.

Uma das penalizações do Ministério da Defesa Nacional é o impedimento do faltoso se matricular em qualquer estabelecimento de ensino. A certidão de censo militar é exigida para a matrícula escolar e para o pedido de passaporte.

O actual efectivo do exército de Moçambique atinge os 18 mil elementos, depois de a maioria das antigas tropas governamentais da Frelimo e da guerrilha da Renamo, hoje principal partido da oposição, terem preferido a desmobilização à integração no exército unificado definido no Acordo Geral de Paz, assinado em Roma, em 1992.

Médicos emitem ultimato ao Governo de Moçambique

Médicos emitem ultimato ao Governo de Moçambique
Os médicos moçambicanos deram ultimato ao governo para encontrar, até à meia-noite de domingo (6), uma solução plausível às suas reivindicações, sob pena de observarem à partir das sete horas de segunda-feira (7) uma greve geral em todo o país.

Segundo a Associação Médica de Moçambique (AMM), num comunicado publicado na sua página do “facebook”, a proposta salarial apresentada pelo Governo não é satisfatória.

“O governo deve encontrar soluções plausíveis mediante a proposta da AMM de um salário base condigno até ao dia 5 Janeiro às 23h:59minutos e 59 segundos. Caso contrário: haverá greve”, advertem os médicos.

A questão salarial constitui o primeiro ponto do caderno reivindicativo dos médicos.

“Aproximamo-nos do prazo limite das negociações salariais, mas as coisas não estão bem. Recebemos hoje (4 de Janeiro) uma proposta salarial do Governo que é, na nossa óptica, um absurdo e um claro atentado à dignidade do médico. A proposta incluía a redução do salário base. Assim sendo: a greve iniciará no dia 7 de Janeiro as 7 horas”, referem os médicos no seu comunicado.

Os médicos dizem que no dia da greve, que será denominado dia “D”, os profissionais não escalados para os serviços de urgência, não devem se dirigir ao Hospital/Unidades Sanitárias e/ou qualquer outro posto de trabalho.

Assim, os médicos das nove províncias (excepto a Cidade e província de Maputo) vão se concentrar na capital provincial, sendo que nas províncias/distritos, onde não for possível haver a concentração dos médicos na capital provincial, permanecerão em suas residências, atendendo exclusivamente às urgências nos sectores não abrangidos pela greve.

Enquanto isso, os Médicos da Cidade e Província de Maputo vão permanecer em suas residências.

“Não haverá nenhuma manifestação nas ruas e os médicos escalados para as urgências vão garantir os serviços mínimos”, refere o comunicado.

Segundo a AMM, a Greve será apenas desconvocada quando a respectiva direcção, oficialmente, se pronunciar nesse sentido.

O comunicado frisa que tal só será possível “caso o ponto número 1 do caderno reivindicativo (salário) for satisfeito. Entenda-se por oficialmente os seguintes: documento por escrito, com timbre da AMM e assinatura do Presidente da AMM, e comunicado radiofónico e/ou televisivo efectuada pelo Presidente da AMM”.

“Qualquer quebra na comunicação deverá ser interpretada por todos médicos como uma tentativa de anular a greve. Para tal, os Médicos, na ausência de comunicação contrária por parte da direcção da AMM devem começar a Greve no dia ‘D’”, enfatiza o comunicado.

No início de Dezembro, os médicos anunciaram uma greve para o dia 17 do mesmo mês, tendo sido posteriormente cancelada para uma data a anunciar, visto que a AMM estaria em negociações com o Governo até ao dia cinco do mês em curso. O caderno reivindicativo dos médicos inclui, para além da melhoria dos seus salários, a alocação de casas aos médicos moçambicanos – os estrangeiros já tem – e a aprovação de um estatuto que vá de encontro com as suas expectativas.

Os médicos explicaram que a batalha pela melhoria das suas condições iniciou em 1995, com a iniciativa de criação de um estatuto para estes profissionais, mas desde então nada mudou. Depois de muita pressão, o governo aprovou um estatuto dos médicos em Novembro último, mas estes não se identificam com o mesmo alegando ser diferente do proposto pela AMM, Ordem dos Médicos de Moçambique (OMM) e pelo Ministério da Saúde (MISAU).

O estatuto em causa reduziu de 44 a 51 por cento as propostas de salário base de entre 50 a 107 mil meticais avançadas pelos médicos. Além disso, afirmam haver uma incongruência salarial entre o médico dentista e médico familiar e comunitário.

Sobre a ameaça de greve, o Ministro da Saúde, Alexandre Manguele, disse que o Governo continua aberta ao diálogo para solucionar os problemas dos médicos e apelou a todos os profissionais do sector a confiarem no MISAU, mantendo a calma, entrega, dinamismo e criatividade na solução dos problemas da saúde dos moçambicanos.

Segundo o Jornal “Notícias”, na sequência do aviso de greve de 7 de Dezembro, foram criadas duas comissões, uma para apresentar uma proposta de tabela salarial e outros suplementos e outra à revisão e harmonização do Estatuto do Médico na Administração Pública. Quanto ao estatuto, houve, segundo o governo, consensos, porém, nos salários foram elaborados cenários e estão em negociação, considerando as condições socioeconómicas do país.

A AMM congrega todos os médicos moçambicanos – dos sectores público e privado -, mas os profissionais expatriados também podem filiar-se a agremiação.

Ao todo, o país conta com cerca de dois mil médicos nacionais, dos quais 1274 trabalham para o sistema Nacional de Saúde

Vice presidente venezuelano não vê cenário de nova eleição e cita golpe de Estado

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, indicou que a eventual ausência do presidente Hugo Chávez para tomar posse no dia 10 de janeiro não necessariamente implicará na convocação de novas eleições na Venezuela. Entrevistado pelo ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, Maduro indicou que esta interpretação deriva de má intenção da “direita”, por trás da qual se o sonho de um “golpe de Estado”.
Vice presidente venezuelano não vê cenário de nova eleição e cita golpe de Estado

Com a Constituição venezuelana em mãos, Maduro argumentou que a “ausência absoluta” prevista no artigo 233, a qual implicaria a realização de novas eleições, não configura a atual situação de Chávez, pois implica que o presidente eleito esteja “debilitado permanentemente”, condição que deveria ainda ser confirmada por uma junta médica. A situação de Chávez, completou, configura antes a “ausência temporária”, pela qual o mandatário se ausente da pátria e delega temporariamente suas funções ao vice.

“O presidente da República foi reeleito por vontade da maioria em um processo eleitoral, é o presidente reeleito, e a Constituição estabelece que, em todo caso, como formalismo, deve fazer seu juramento perante a Assembleia Nacional no dia 10 de janeiro e, assim, começar o novo período constitucional, e continua em suas funções e se estabelecerá o momento em que pode prestar juramento perante o Tribunal Superior Judicial (TSJ)”, disse Maduro, sugerindo que a formalidade da posse poderia ser adiada até o momento em que Chávez estivesse em condições de a cumprir.

“O período constitucional 2013-2019 começa em 10 de janeiro. No caso do presidente Chávez, que é um presidente reeleito, ele continua em funções e a formalidade de seu juramento poderá ser resolvida perante o TSJ”, resumiu.

Maduro também criticou a oposição por tentar forçar a interpretação da Constituição no sentido da “ausência absoluta” e, assim, forçar um novo pleito que provavelmente o colocaria frente à frente com Henrique Capriles, candidato derrotado por Chávez nas eleições de 2012. “Chávez é o presidente em função da Venezuela. Ele está com uma autorização constitucional”, resumiu Maduro, apontando para continuidade entre os mandatos e retirando o foco de um novo período da presidência. “Teremos o comandante Chávez recuperado”.

Paquistanesa sequestrada em Nampula é solta após pagamento de resgate

Paquistanesa sequestrada em Nampula é solta após pagamento de resgate
Mais de dois milhões de meticais foram desembolsados pela família Iqbal para ter de volta e com vida, na madrugada de ontem, Sumeia Ibraim, esposa de Moshin Iqbal, proprietário da padaria e pastelaria “Oásis”, na cidade de Nampula, raptada no princípio da noite de quinta-feira.

Segundo escreve hoje o Diário de Moçambique da Beira, o sequestro de Sumeia deu-se por volta das 18h40 (quinta-feira), quando a vítima, 31 anos, nacionalidade paquistanesa, abandonava o estabelecimento com destino a casa. Dois indivíduos armados levaram a cabo o sequestro com recurso a um carro que se encontrava estacionado nas proximidades.

Volvidas algumas horas, a família foi contactada através do telemóvel da vítima, anunciando que se tratava de rapto e que a sua libertação estava condicionada ao pagamento dez milhões de meticais.

Na ocasião, de acordo com o porta-voz da PRM em Nampula, Inácio Dina, os familiares da sequestrada iniciaram uma série de contactos com os bandidos, na perspectiva de alcançar um consenso a respeito do valor a pagar, na medida em que era considerado bastante elevado.

Nessa altura, segundo Dina, a família pediu que a Polícia evitasse intervir, pois os raptores ameaçavam assassinar Sumeia Ibraim caso houvesse envolvimento policial no assunto.

Várias voltas terão sido dadas ainda durante a noite, uma vez que enquanto se negociava o valor do resgate, também se discutia o local onde este devia ser entregue.

Sabe-se que em jogo estiveram três locais, nomeadamente, a zona da Subestação, no bairro de Mutauanha, depois o bairro da Cavalaria, para outro telefonema apontar a área da fábrica de cerveja, ao longo da Estrada Nacional número um, para quem sai da cidade em direcção à vizinha província da Zambézia.

Quando se julgava que os bandidos estariam na zona da fábrica de cerveja, eis que mais uma chamada telefónica aconselha os familiares a permanecerem na Cavalaria e orientando-os quanto ao lugar a deixar o saco contendo o valor, desta feita pouco mais de dois milhões de meticais. Após a recolha e respectiva conferência, alguém disse que a raptada já estava livre e junto das bombas da Total, na Avenida do Trabalho.

Esta “ginástica” durou toda noite e madrugada até que, às primeiras horas da manhã de ontem, a própria família comunicou à polícia ter resgatado a vítima num processo delicado.

Entretanto, o porta-voz da PRM em Nampula, citado pelo Diário de Moçambique, repudiou a atitude dos familiares que durante toda a noite se desligaram das autoridades e só depois de recuperar Sumeia Ibraim é que voltaram a falar com a Polícia, apenas para comunicar que já a tinham em casa.

Inácio Dina admite a hipótese de existirem algumas zonas de penumbra no meio do processo de resgate, sobretudo pelo comportamento dos familiares e dos próprios raptores que ao longo da noite se iam comunicando com naturalidade.

Refira-se que este não é o primeiro caso de rapto que se regista na província de Nampula, pois esta parcela do país já foi palco de vários outros, com o resgate a ser mediante pagamento de somas ainda maiores e sempre a se pedir o não envolvimento da Polícia.

Novo currículo de formação de professores avança em seis institutos do país

O novo currículo de formação de professores, baseado em padrões de competências, passará a ser implementado em seis Institutos de Formação de Professores do país, como resultado dos esforços com vista a uma melhor formação do corpo docente.
Novo currículo de formação de professores avança em seis institutos do país

Aos institutos da Matola, na província de Maputo, Alto-Molócue, na Zambézia, e Alberto Chipande, em Cabo Delgado, irão se juntar para o ano mais três, nomeadamente de Homoíne, em Inhambane, Chitima, em Tete, e de Marrere, em Nampula, que deverão formar na base dos novos padrões de competências tendo em vista professores e educadores de qualidade.

A formação tem a duração de três anos e os candidatos são admitidos com a 10ª classe. A formação está centrada no indivíduo que ao final do ciclo deve ter ganho habilidades não só para dar aulas, mas também para dominar todos conteúdos da primeira à sétima classe. Em tempos o Mined formou com base no modelo 6ª+1, 6ª+3, 7ª+3 e 10ª+1.

Para os professores em exercício, com ou sem formação psicopedagógica, segundo foi anunciado recentemente, em Montepuez, província de Cabo Delgado, pelo Ministro da Educação, Augusto Jone, vão prevalecer os cursos de formação e a capacitação no quadro da formação em exercício e contínua.

Contudo, exortou aos 111 recém-graduados do Instituto de Formação de Professores de Montepuez para a busca de respostas aos problemas do dia-a-dia, de modo a contribuírem para a melhoria da qualidade do ensino que a sociedade deseja, fazendo uso dos conhecimentos adquiridos ao longo da formação.

“A graduação de 111 professores do Ensino Primário representa uma contribuição bastante valiosa no processo de implementação do Plano Estratégico da Educação e, sobretudo, no cumprimento do programa quinquenal do Governo. Por isso, a expansão do acesso e a melhoria da qualidade de ensino continuarão a ser os nossos grandes desafios. Isto significa que teremos que continuar a formar mais professores, a construir mais escolas e mais salas de aula para podermos atender a cada vez mais crianças em resposta ao desafio da educação para todos” – explicou Jone.

Chamou ainda a atenção aos novos professores para se empenharem nas suas actividades, priorizando a criança, única razão da existência do professor.

“A escola se define como o centro de produção de conhecimento e local para o desenvolvimento da habilidades que se devem traduzir no saber, saber ser e saber fazer. Na escola, a criança deve aprender a identificar a sua própria cidadania, os símbolos da pátria, desenvolver o espírito patriótico inserida no processo da consolidação da unidade nacional. Estes valores devem ser ensinados pelo professor na sua missão e responsabilidade de professor e educador” – explicou.

Entretanto, o governador da província de Cabo Delgado, Eliseu Machava, desafiou os professores a dominarem novas tecnologias e a aprimorarem o conhecimento de modo a dar resposta a crescente descoberta de recursos naturais. Para ele, só com quadros qualificados é que o nosso país estará em condições de explorar melhor os recursos que tem.

Refira-se que esta foi a quarta graduação do Instituto de Formação de Professores de Montepuez. Com este grupo de 111 novos professores perfaz um efectivo de 4497 graduados desde a sua criação.

Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas

A direcção provincial das Finanças de Cabo Delgado arrecadou, no ano passado, apenas 528 milhões de meticais, contra a meta anual que tinha sido fixada em 553.4 milhões, o que representa uma realização de 95 por cento e um crescimento de cerca de 11 por cento quando comparados com o período homólogo de 2011 que foi de 477.5 milhões.
Cabo Delgado: Finanças públicas não atingiram metas

Estes dados constam no relatório do balanço preliminar do governo provincial apresentado na última sessão do ano de 2012, do executivo desta província que teve lugar há dias na cidade de Pemba.

Ainda de acordo com o mesmo documento, foram executados, no mesmo período, 4.646,7 milhões de meticais em despesas correntes, do limite global anual de 4.734,7, representando uma realização de 98 por cento. Para além destes valores, foram usados 559,8 milhões de meticais de investimento na componente interna da dotação de todo ano que era de 618,6 milhões de meticais.

Ainda nesta área, de acordo com o mesmo documento, destaque vai para 240.0 milhões de meticais da componente de dotação anual externa que foi de 557,7 milhões de meticais, o que corresponde a uma execução de 43 por cento.

No que tange ao desembolso do Fundo de Desenvolvimento Distrital, os vulgos “sete milhões”, o relatório aponta terem sido libertados 145.6 milhões de meticais contra 125,1 milhões de meticais do ano anterior. Ainda no mesmo período e com o valor a cima supracitado, foram financiados 1523 projectos, sendo 401 de produção de comida e 1122 de geração de rendimento. Das actividades financiadas com este orçamento, beneficiaram 1 542 pessoas destas 329 são mulheres.

Do ponto de vista do retorno, ainda de acordo com o mesmo documento que temos vindo a citar, a província obteve um valor cumulativo de 44.8 milhões de meticais o que representa uma taxa fixa de 7,45 por cento, portanto longe das expectativas quando comparado com o dinheiro gasto no financiamento dos projectos. Aponta-se como constrangimento, o desembolso tardio dos fundos aos distritos processo que se promete flexibilizar no presente ano para motivar reembolso por parte dos mutuários.

Médicos tradicionais de Cabo Delgado recebm capacitação

 O sector de Saúde, em Cabo Delgado, realizou no ano passado, uma série de formações envolvendo praticantes da medicina tradicional, focalizando a necessidade destes encaminharem os pacientes que procuram seus serviços, às unidades sanitárias, sobretudo aqueles que padecem de doenças que eles não podem curar, tais como tuberculose, cólera, lepra, HIV/SIDA, entre outras.
Médicos tradicionais de Cabo Delgado recebm capacitação

De acordo com António Mesa, focal da medicina tradicional na direcção provincial de Saúde, no total foram capacitados 160 praticantes, num programa que está a ser financiado pelo Banco Mundial.

Recentemente, 50 curandeiros dos distritos de Balama, Chiúre, Namuno, Montepuez e Ancuabe foram formados na sede do Posto Administrativo de Metoro, em matéria de cuidados sanitários primários, prevenção de doenças endémicas, entre outras.

António Mesa, disse ao nosso Jornal que, durante as formações, foi sublinhado que os praticantes da medicina tradicional devem deixar de internar doentes em suas residências e encaminha-los às unidades sanitárias para o seu tratamento. Mesa fez saber que as capacitações estão inseridas no desafio da medicina tradicional para a década de 2010/2020, período proclamado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para hajam mudanças entre esta medicina e a moderna.

Apontou que a maior parte da população vive nas comunidades rurais e procura, primeiro, a medicina alternativa e só mais tarde é que se apresenta aos hospitais, afirmando que é por esta razão que o sector da Saúde procura ter boas relações com os praticantes da medicina tradicional e dotá-los de conhecimentos básicos dos primeiros cuidados que devem proporcionar aos pacientes.

“Estamos a dizer aos praticantes da medicina tradicional que não podem usar a mesma lâmina para mais pessoas, que o lugar de partos é a maternidade, que nenhum médico tradicional deve internar doentes em sua casa. Portanto, com estas formações vamos aproximarmo-nos cada vez mais dos fazedores da medicina tradicional e isso vai ajudar a melhorar o nosso trabalho”- disse.

Entretanto, o Secretário Provincial da Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO), Latifo Saíde, revelou que a província conta com 4787 praticantes da medicina alternativa reconhecidos pelo sector de Saúde, os quais foram atribuídos fichas que valorizam aquela actividade. A nossa fonte fez saber que a relação entre eles e a medicina moderna melhorou significativamente a partir do ano de 2010.

Fez saber que, um pouco por toda a província, nota-se o abandono da prática de internamento de doentes em casa dos praticantes da medicina tradicional afirmando que tal acontecia com muita incidência nos distritos de Macomia, Mocímboa da Praia, Mueda, Muidumbe e Nangade mas, graças à intervenção da sua agremiação, a prática foi abandonada porque, de acordo com as suas palavras, a AMETRAMO tem estado a desencorajar aquela prática considerada inadequada.

Para Margarida Suety, praticante de medicina tradicional proveniente do distrito de Balama, mais concretamente na aldeia Marringa, com a sua capacitação ficou bem informada sobre certas doenças e o manuseamento da lâmina, afirmando que de agora em diante nunca vai usar a mesma para mais pessoas. Disse, por outro lado, que não mente aos seus clientes sobre a cura de doenças que não consegue curar.

“Curo certas doenças como epilepsia, dores de cabeça, de barriga, infertilidade feminina, mas não consigo curar a cólera, a tuberculose, SIDA e, quando aparecem pessoas que padecem destas doenças, eu dirijo-as ao hospital, porque seria injusto dizer que trato doenças quando de antemão sei que não sou capaz. Faço o mesmo para as mulheres grávidas, a quem as aconselho a darem parto na maternidade”- disse.

Esta posição foi corroborada por Deolinda Manuel, outra praticante da medicina tradicional proveniente de Chiúre, mais concretamente no bairro de Nahavara, que acrescentou que aconselha os clientes a trazer suas lâminas para a vacinação.

Ainda há lixo por recolher em Cabo Delgado

A quantidade de lixo que os munícipes de Pemba, desta feita, na companhia dos seus numerosos hóspedes que escalaram a terceira maior baía do mundo, fabricaram nos dias festivos do Natal (Dia da Família) e Ano Novo, ainda está por recolher, muito embora se reconheça o trabalho ininterrupto que os homens de Salubridade do executivo de Tagir Âssimo Carimo, prestaram para evitar o cenário.
Ainda há lixo por recolher em Cabo Delgado

Na verdade, segundo esteve aos olhos de todos, as máquinas e homens que têm como tarefa a recolha dos resíduos sólidos, não se confundiram com os cidadãos em festa, tendo permanecido nos seus postos de trabalho e com maior afinco, o que não terá sido correspondido com o comportamento da maioria em festa.

“As pessoas em festa parecem crianças. Estamos a limpar e logo a seguir vêm sujar como estão a ver aqueles ali. Mas é assim mesmo”, dizia-nos um operador duma máquina pesada que estava a remover um monte de resíduos sólidos em frente ao local habitualmente chamado francesa, para depois sugerir:

“Na minha opinião seria necessário deixar que as festas terminem para depois iniciarmos a recolha de lixo, porque isto é aquilo que os outros chamam “trabalho de Marracuene”. Não dá nada mesmo. Mas também é verdade que a putrefacção não espera, pode logo começar a criar doenças que queremos evitar”, observou o nosso interlocutor.

A praia do Wimbe, onde ainda se mantinham alguns acampados em tendas, pois, há turistas que decidiram iniciar as suas férias logo a seguir, o lixo ainda podia se ver, principalmente de vasilhames de bebidas alcoólicas, para onde iam os homens de Salubridade.

Os munícipes, que já se congratularam com o nível de civismo e urbanidade que caracterizou a quadra festiva, fizeram o mesmo em relação à forma como o Conselho Municipal não se distraiu em face das suas obrigações diárias, tendo a direcção de Tagir Carimo colhido elogios, a quem se atribui a planificação e organização que esteve por detrás do até aqui considerado sucesso.

Enquanto isso, tanto a polícia, como as autoridades sanitárias da província, juntam-se para dizer que a quadra festiva terá sido a melhor dos últimos anos quando vistos a quantidade e o tipo de actos criminais registados, sem a ocorrência de muita violência, segundo Malva Brito, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Cabo Delgado.

Por seu turno, Armando Meque, Director Clínico do hospital provincial, aponta apenas um caso de agressão física, com o uso de uma arma branca (catana), como sendo das mais destacáveis ocorrências, sendo que os outros resultaram em escoriações que tiveram o pronto tratamento, com o regresso dos envolvidos às suas casas ou aos locais de convívio.

A chuva que não caia na cidade de Pemba, desde a entrada da presente época, finalmente baptizou o novo ano, a partir de quinta-feira, contra as alegações evocando razões de índole supersticioso e tradicional, de que esperava pela saída dos meninos que ainda se encontram acampados em tendas precárias, em serviço de ritos de iniciação.

Com ela, alguma esperança de produção, mesmo em quintais dos residentes, foi retomada, bem assim aliviou os habitantes do intenso calor que, nos últimos dias do ano passado e primeiros deste, fustigou a baía de Pemba.

Paquitequete com mercado de peixe

O bairro de Paquitequete, em Pemba, conta com um mercado de venda de produtos pesqueiros, pertença de pescadores associados ali residentes, cuja infra-estrutura, construída basicamente de material local, foi inaugurada na última quarta-feira pelo director provincial do sector, Carvalho Mário.
Paquitequete com mercado de peixe

A infra-estrutura foi apetrechada de congeladores e de um sistema de drenagem de águas negras. Futuramente, de acordo com Anli Falume, do corpo directivo da Associação dos Pescadores Locais de Cabo Delgado (APELCAD), agremiação que se dedica à compra e revenda do pescado, vai ser construída uma cisterna para o armazenamento de água para lavagem e processamento do pescado.

A iniciativa, segundo o responsável da agremiação, está sendo promovida pelo Instituto de Desenvolvimento de Pesca de Pequena Escala (IDPPE), Delegação de Cabo Delgado, que tem apoiado a associação em questões técnicas e conta com o financiamento do GAPI. Anli Falume disse que com o mercado, a APELCAD pretende vender os produtos pesqueiros aos consumidores em melhores condições higiénicas.

“A associação pretende melhorar as suas actividades oferecendo aos consumidores, produtos de uma qualidade aceitável, preservar o meio ambiente através da promoção das acções de higiene e saúde, com vista a reduzir as doenças epidémicas” -disse Falume.

Por seu turno, o delegado do IDPPE, Manuel Daniel, presente na cerimónia de inauguração do mercado de peixe em Paquitequete, fez saber que desde 2007, altura de criação da APELCAD, a sua instituição vem trabalhando com ela, alegadamente por contemplar, nas suas actividades, a componente segurança alimentar e nutricional, um dos princípios defendidos pelo seu sector.

Disse, por outro lado, que o IDPPE vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar a associação, assim como outras existentes na província, de modo a promover as suas actividades pois, segundo afirmou, é objectivo da sua instituição desenvolver a cadeia de valores da actividade piscatória em toda província, quer na captura do pescado, quer na criação de condições da sua comercialização no mercado.

Imagem de Maputo cada vez interessante

Imagem da capital cada vez interessante
A melhoria na gestão do lixo é visível. Foi neste espírito que a Reportagem do Jornal Notícias saiu à rua para colher a opinião dos leitores sobre a actual gestão dos resíduos sólidos nas zonas consideradas mais críticas.

Joaquina Jaime, de 24 anos de idade, disse estar a observar melhorias na gestão do lixo na cidade de Maputo, desde meados do ano findo. Prova disso, é que nas zonas por onde passou, não se deparou com cenários de imundície, tal como se assistia nos anos anteriores.

“Este ano parece ter havido uma melhor gestão. Se houvesse situações críticas seriam notórias, porque nos últimos anos era visível. Passei as festas no bairro da Coop e havia regularidade na recolha do lixo, está tudo a melhorar”, disse.

A mesma ideia é partilhada por Anifa Piúza, residente no bairro Central, para quem a transição de ano foi diferente, uma vez que foi notável o empenho da edilidade em manter a cidade limpa.

“Este ano foi diferente, não tivemos a cidade cheia de lixo tal como vinha acontecendo nas outras quadras. Penso que deve haver mais trabalho de sensibilização dos cidadãos sobre como é que deve ser feita a gestão do lixo e a separação por categorias para um melhor controlo”, argumentou Piúza.

Para Anézio Guambe, residente na Vila Olímpica, não houve grandes mudanças na medida em que nalguns pontos, não houve regularidade na recolha de lixo.

“Na Vila Olímpica, a recolha tem estado a falhar, apesar de nos outros pontos ter havido maior atenção por parte da edilidade. Quero acreditar que tenha havido maior atenção à zona de cimento por ser a que mais lixo produz”, rematou.

É vontade dos interlocutores entrevistados pelo “Notícias” que os trabalhos levados a cabo pela edilidade para garantir um ambiente são e limpo seja permanente e cada vez mais aperfeiçoado.

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