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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Na cooperação com Moçambique: Austrália participa no sector mineiro

Rubricaram o documento o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, e o secretário do parlamento australiano, Richard Marles, num acto que foi testemunhado pelo Presidente da República, Armando Guebuza, e a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.

Falando em conferência de imprensa, Baloi explicou que o acordo visa o desenvolvimento do sector mineiro em Moçambique e tem como componente essencial a capacitação institucional e formação do capital humano.

“Como país queremos aproveitar o máximo a experiência da Austrália. Olhando com atenção para a história deste país, nota-se que há décadas ou quase para acima, um século, estava na mesma situação que Moçambique, e com um grande potencial de recursos, mas sem traduzir esses recursos em riqueza”, disse Balói.

Segundo o ministro, a Austrália acabou por enveredar um percurso de sucessos do qual Moçambique tem muito a aprender. Este acordo vai beneficiar ambas partes, porque a cooperação deve sempre ter benefício mútuo.

Na cooperação com Moçambique: Austrália participa no sector mineiro

O governo moçambicano deseja que a riqueza gerada pela exploração dos recursos minerais beneficie de uma forma mais directa a todos os moçambicanos. Porém, para que isso seja possível, é muito importante a componente “formação, para que sejam eles próprios a explorar do qual irão beneficiar”, disse.

Num comunicado conjunto emitido ontem, em Camberra, ambos os países manifestaram o seu agrado com a aproximação das relações entre Moçambique e Austrália, incluindo em assuntos internacionais que preocupam ambas as partes tais como mudanças climáticas e segurança alimentar.

A Primeira-Ministra australiana aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio concedido por Moçambique ao seu país para garantir um assento como membro não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas durante o período 2013/2014.

Gillard enalteceu ainda a contribuição de Moçambique, na qualidade de Presidente da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na manutenção de paz e segurança em África.

Segundo o comunicado, ambos os governantes discutiram o reforço da cooperação bilateral, incluindo abastecimento de água, saneamento do meio, agricultura e formação de capital humanos através da atribuição de bolsas para estudantes moçambicanos.

Ambos os governos também acordaram em encorajar os esforços do sector privado nos dois países para aprofundarem o comércio e investimentos, incluindo na área de infra-estruturas.

Refira-se que durante o dia de ontem, o presidente moçambicano manteve um encontro com a Primeira-Ministra australiana, que tinha como principal objectivo fazer o balanço da cooperação e análise da situação internacional.

Outros encontros incluem uma audiência com a presidente do parlamento, Anna Burke e Julie Bishop, vice-líder da oposição no parlamento.

IPEX avalia desempenho e perspectiva o futuro

O encontro pretende, igualmente, revisitar o estágio do desenvolvimento do projecto de instalação da nova FACIM, em Ricatla, ao mesmo tempo que abordará os preparativos da próxima edição da feira que se vem tornando tradicional desde meados da década de 1960.

Aliás, o presidente do conselho de administração do IPEX, João Macaringue, aventa um provável cenário para as celebrações dos cinquenta anos do certame.

Intervindo na abertura da reunião, João Macaringue disse que o encontro servirá, igualmente, para um diagnóstico dos reais obstáculos ao desenvolvimento das várias iniciativas em curso, cujos resultados continuam longe das metas e das expectativas.

IPEX avalia desempenho e perspectiva o futuro

“Falávamos da falta de recursos e com o esforço e dedicação de cada um de nós, felizmente, algumas janelas foram abertas”, referiu João Macaringue, convidado a cada responsável de área a debruçar-se sobre o seu produto e produzir um documento para a réplica da experiência, noutros bens de exportação.

Apesar dos constrangimentos, João Macaringue identifica alguns aspectos positivos, destacando-se, entre eles, a certificação da CITRUM em “GLOBALGAP”, ananás de Muxungue com “certificado orgânico” e a amêndoa de caju de Naminge com “Comércio Justo”.

“Porquê é que não avançamos em relação ao mel, feijão, manga, piri-piri, amendoim, enfim só para citar alguns, se conseguimos noutros projectos”, questionou.

Espera-se, também, que durante o consultivo seja lançado um debate sobre “Os desafios do IPEX na Promoção de Exportações”, com vista a recolher sensibilidades em torno do actual estágio do sector.

AGGREKO fornecerá energia a Moçambique e Namíbia

O acordo está na sequência da autorização pela EDM para o fornecimento directo de energia à NamPower e conduzirá à divisão da capacidade instalada de 122 MW entre as duas empresas públicas, respectivamente a EDM com 32 MW e a NamPower com 90 MW, de acordo com as necessidades específicas das duas empresas.

A Aggreko ergueu uma central eléctrica movida a gás natural em Ressano Garcia, em 2012, como parte de um projecto ambicioso em que se tornou no primeiro fornecedor transfronteiriço de energia ao Southern African Power Pool (SAPP). Na primeira fase do projecto, que começou a produção de energia em Julho de 2012, a Aggreko e sua parceira Shanduka fornecem energia à EDM para as necessidades nacionais de energia em Moçambique e também gera energia para a empresa pública sul-africana ESKOM. O sucesso deste projecto inicial, que actualmente fornece 110 MW de energia para as duas companhias públicas, permitiu que a Aggreko forneça energia adicional a outros membros do SAPP, que é uma das maiores redes interligadas no mundo e liga redes de energia de nove países da África Austral.

AGGREKO fornecerá energia a Moçambique e Namíbia

A combinação da experiência técnica líder da Aggreko e o conjunto das suas centrais de geração de energia eléctrica a partir do gás natural têm contribuído para a satisfação da crescente demanda de energia na África Austral. Através da utilização da infra-estrutura de transmissão regional, a Aggreko poderá fornecer energia gerada em Moçambique à Namíbia, bem como para o consumo local.

A EDM e a Eskom vão desempenhar um papel fundamental no fornecimento de energia à Namíbia. A EDM irá transmitir a energia através da sua rede até à fronteira com a África do Sul, de onde a NamPower tomará este importante recurso através da rede da Eskom.

A nova central eléctrica de 122 MW está prevista a entrar em produção no segundo trimestre de 2013 e vai fornecer energia por um mínimo de dois anos. O gás natural para o projecto será fornecido pela Matola Gas Company, SA através da sua infra-estrutura em Ressano Garcia e a Aggreko vai gerar energia através de um acordo de subconcessão com a Gigawatt Moçambique, SA. O valor total do projecto poderá exceder 200 milhões de dólares, incluindo os custos de combustível.

Há muitos portugueses a “cairem de pára-quedas” dando entrada em Moçambique

Tierri Rodrigues é o último da fila de cerca de 40 pessoas que aguardam pela abertura da Embaixada de Moçambique em Portugal.

Tem 43 anos e vai apenas entregar os últimos documentos que lhe irão assegurar um visto turístico para Moçambique, com a validade de 60 dias. Apesar da natureza do visto, Tierri Rodrigues assume que vai à procura de trabalho.

“Tenho contactos de empresas, mas não tenho nada garantido”, disse.

A partida já tem data marcada, dia 23 de Marco, sábado, e com ela pretende dizer adeus ao estatuto de desempregado com que convive, em Portugal, há quatro meses. Em Leiria, onde mora, vai deixar a esposa e dois filhos, com 13 e 12 anos.

Há muitos portugueses a “cairem de pára-quedas” dando entrada em Moçambique

“É penoso”, admite.

“Nunca na vida me consegui imaginar numa situação destas, a de desempregado, e em Portugal não encontro uma alternativa de trabalho”, acrescenta.

Engenheiro técnico civil, formado no ISEL, Tierri Rodrigues vai usar parte do dinheiro que recebeu da indemnização por despedimento para investir na sua viagem até Maputo, a capital moçambicana.

“Familiares e amigos deram boas indicações” sobre o país e sinais de que “há muito trabalho”.

É em casa de amigos que irá ficar durante a sua estada em Moçambique e está confiante de que encontrará aquilo que lhe falta, o emprego.

E por que não Angola, onde também existem muitas ofertas de trabalho?

“Quero voltar à casa vivo”, responde.

Tierri Rodrigues, em contrapartida, tem boas referências de Moçambique: “Há mais segurança e o povo sociabiliza melhor com os portugueses”.

Depois do “boom” angolano, o radar dos portugueses encontrou em Moçambique um país com boas oportunidades para fixar negócios ou encontrar empregos. Um sinal desta realidade é visível nos voos da TAP. Em 2012 a companhia transportou 70.563 passageiros para Maputo, um crescimento de 26 por cento em comparação com 2011. A taxa de ocupação dos voos passou de 79,2 por cento em 2011 para 84,5 por cento em 2012. Em 2011 o Ministério moçambicano do Trabalho fixava em 4355 o número de portugueses residentes no país. Em 2012, embora sem números oficiais, este indicador terá registado um crescimento astronómico, calculando-se agora em 25 mil os cidadãos portugueses a viver em Moçambique.

Eleição de membros da CNE: Observatório Eleitoral lança iniciativa de selecção

A ideia, segundo o porta-voz do OE, Sheik Abdul Carimo Saú, é fazer com que todas as organizações da sociedade civil actuem de forma conjunta e concertada na selecção dos candidatos que serão submetidos à Assembleia da República para o preenchimento das três vagas reservadas a estas agremiações no órgão eleitoral.

“A Lei que Cria a Comissão Nacional de Eleições refere no seu articulado que organizações da sociedade civil devidamente registadas podem apresentar à Comissão Ad-hoc da AR criada para seleccionar os membros da CNE propostos pela sociedade civil uma lista de um mínimo de 12 e um máximo de 16 elementos. Nós, Observatório Eleitoral, julgamos que a sociedade civil pode agir em bloco e de forma concertada para que se apresente uma lista consensual, onde constem elementos que efectivamente representam a sociedade civil, quer na CNE, como nos seus órgãos auxiliares, que são as comissões provinciais e distritais de eleições”, explicou aquele membro do Observatório Eleitoral.

A iniciativa lançada, para além de propor uma lista única a ser submetida ao Parlamento, avança também com uma sugestão de júri que se deverá encarregar de agrupar e seleccionar todos os nomes a serem propostos, mediante os critérios constantes da lei.

O referido júri é constituído por oito personalidades, nomeadamente, Dom Dinis Sengulane, Dom Francisco Chimoio, Sheik Aminudin Muhamad, Brazão Mazula, Lourenço do Rosário, Salva Revez e Maria da Graça Júlio.

De acordo com o Sheik Abdul Carimo Saú esta proposta constitui um documento aberto, que deverá ser discutido, criticado e alterado, se assim se justificar, de modo a colher o maior grau de consenso, de modo a congregar o maior número possível de organizações.

Eleição de membros da CNE: Observatório Eleitoral lança iniciativa de selecção

Aliás, logo após a apresentação do documento foram avançadas ideias para o seu melhoramento, particularmente no que respeita à composição do júri, tendo sido dito para que se estabeleçam critérios claros para a selecção dos membros do júri.

Também foram pedidos critérios claros e credíveis para a selecção dos candidatos à CNE, pois alguns presentes afirmaram não bastar o facto destes serem moçambicanos, com mais de 25 anos de idade, entre outros constantes da Lei.

“O candidato a membro da CNE deve ser uma pessoa com provas dadas de ter trabalhado em prol do exercício da cidadania no país e, preferencialmente, que conheça profundamente a lei eleitoral e os processos eleitorais moçambicanos”, frisou um participante ao evento.

Outro aspecto levantado na ocasião tem a ver com o facto de o Observatório Eleitoral, em parceria com as demais organizações envolvidas, trabalhar no sentido de se garantir transparência e isenção em todo este processo, de modo a que não surjam, depois, situações dúbias que possam facilitar a “desistência” de algumas organizações de forma a actuarem isoladamente, o que, segundo afirmou, iria fragilizar o movimento da sociedade civil no processo.

De acordo com a Lei, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) é composta por treze elementos, dos quais oito são propostos pelos partidos políticos com assento parlamentar de acordo com a sua representação proporcional; um juiz proposto pela Magistratura do Ministério Público; um juiz proposto pela Magistratura Judicial e três elementos propostos pelas organizações da sociedade civil devidamente registadas.

Melhora qualidade de vida dos munícipes – Filipe Paunde na cidade de Maputo

Esta avaliação foi feita ontem pelo Secretário-geral da Frelimo, Filipe Paunde, no final da visita de trabalho de três dias a esta autarquia.

Paunde disse ter constatado um entusiasmo enorme dos citadinos, todos eles ávidos em querer melhorar a qualidade das suas vidas.

Filipe Paunde concluiu que ao longo da sua visita, destinada a informar-se sobre a situação política, económica e social da cidade e acompanhar o funcionamento dos órgãos do partido, para além de mobilizar os membros e simpatizantes e a população em geral para a necessidade de consolidação da unidade nacional, paz, democracia, espírito de auto-estima e da cultura de trabalho, o grau do cumprimento do manifesto eleitoral é positivo, bem como o cumprimento das decisões e orientações emanadas pelos diferentes órgãos da Frelimo.

Melhora qualidade de vida dos munícipes - Filipe Paunde na cidade de Maputo

Filipe Paunde visitou a cidade de Maputo, numa altura em que se ressente do impacto da intensa chuva que causou cheias de grandes proporções, o que consubstancia um retrocesso no processo de combate à pobreza e desenvolvimento económico e social do município.

Todavia, saudou o Governo da cidade de Maputo e a direcção do município pela prontidão e eficácia com que souberam responder aos desafios provocados por estas calamidades, assegurando a acomodação da população afectada em zonas seguras, prestando-lhes assistência humanitária.

Congratulou-se pelo facto de todos, desde crianças, jovens, adultos, organizações da sociedade civil e sócio-profissionais, partidos políticos, confissões religiosas entre outros grupos se terem juntado na mobilização de recursos e diversos bens para apoiar os directamente afectados pelas inundações.

Quanto ao partido, Paunde disse ter constatado o envolvimento nos preparativos das eleições autárquicas de 20 de Novembro, deixando a cidade com clareza de que a Frelimo vai vencer com maioria esmagadora o escrutínio autárquico.

Cheias em Chókwè: Há também belas recordações

Na verdade, se em boa parte dos residentes do Chókwè e de outros pontos da região atingidos pelas calamidades ficará gravada a imagem de choros pela perda de ente queridos e de bens diversos, nalguns lares, embora poucos, o 23 de Janeiro de 2013, data em que a vila ficou inundada, será recordado pelo nascimento de crianças, algo digno de louvor.

Dentre vários exemplos, vai o da pequena Sheila, que veio ao mundo em cima do telhado da casa em que os pais viviam no quarto bairro do Chókwè. Sua mãe, Manuela Cuinica, contou ao “Notícias” ter começado a sentir dores de parto naquela noite e não havendo como sair do bairro, a menina acabou nascendo mesmo no telhado da residência.

Cheias em Chókwè: Há também belas recordações

Falando à nossa Reportagem, Manuela Cuinica disse ter arriscado em permanecer na zona residencial, apesar da ordem de retirada, longe de pensar que aquele pudesse ser o seu dia do parto. Na altura, o esposo, que é militar, encontrava-se no quartel, fora do distrito.

Posteriormente foi socorrida para o centro de acomodação de Chihaquelane, onde a encontramos, ponto no qual a pequena Sheila, saudável, teve o primeiro contacto com agentes da Saúde.

Episódios semelhantes tendem a acontecer em outros pontos do país sempre que famílias ou comunidades ficam sitiadas por cheias, mas até ao momento o nascimento de Rosita (numa árvore), na zona de Mondeane, no Chibuto, em plenas cheias de 2000, continua a ser a estória mais mediatizada. A imagem da pequena nos braços da sua mãe captada quando um helicóptero da Força Aérea sul-africana as avistou e as resgatou do cimo de uma árvore percorreu o mundo, o que mobilizou uma campanha de solidariedade em favor da pequena Rosita e seus pais.

Hoje, Rosita, uma adolescente, tem 13 anos.

Sheila, que nasceu em circunstâncias semelhantes às da Rosita, é a nona criança de Manuela Cuinica, que garantiu fixar residência definitiva em Chihaquelane para não voltar a viver os efeitos das cheias.

Zambézia – Procura-se optimizar gestão da empresa de salubridade de Quelimane

A promessa nesse sentido foi feita, semana passada, pelo edil da cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, depois de ter constado uma série de irregularidades no funcionamento da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA) que, segundo as suas palavras, era usada para saquear dinheiro para benefícios próprios quando a urbe tem muitos problemas a resolver para a melhoria das condições sócio-económicas dos munícipes.

Manuel de Araújo convocou, na terça-feira última, uma conferência de Imprensa para denunciar uma série de irregularidades no funcionamento daquela empresa, nomeadamente o pagamento de salários a funcionários-fantasma, uma situação que, segundo disse, mensalmente custa aos cofres da edilidade 200 mil meticais, falta de clareza da mão-de-obra e gastos desnecessários.

O autarca de Quelimane foi mais longe ao afirmar que só de salários o Conselho Municipal gasta, mensalmente, 966 mil meticais, sem contar com a manutenção de veículos, combustível e custos operacionais, o que totaliza dois milhões de meticais, no entanto o impacto do trabalho de recolha e tratamento de resíduos sólidos não corresponde a este volume de investimento.

Zambézia - Procura-se optimizar gestão da empresa de salubridade de Quelimane

Para corrigir o problema, disse ter sido encomendada uma consultoria internacional da Millenium Challeger Account vinda da França para desenhar um modelo mais prático de gestão do saneamento do meio mais sustentável.

De acordo com Manuel de Araújo, por haver mais gastos que o impacto na gestão eficiente do saneamento, é necessário fazer o estudo da mão-de-obra, viabilidade económica e modelo de gerência. Este estudo, segundo ele, poderá determinar o melhor modelo de administração, podendo ser uma parceria público-privada ou outro tipo para dar maior vitalidade aos objectivos que nortearam a criação da empresa.

O Presidente do Concelho Municipal da cidade de Quelimane entende que é preciso equipar o trabalhador para que possa exigir o melhor dele.

A cidade de Quelimane conta, actualmente, com 235 mil habitantes. A quantidade de lixo produzido, diariamente, é de 40 toneladas. No final do ano passado, o edil de Quelimane tinha anunciado que iria envolver os “chapas” e bicicletas na recolha de lixo nos bairros suburbanos, de forma a melhorar o saneamento do meio.

Entretanto, as equipas de recolha de lixo não chegam a muitos bairros, incluindo os de expansão, considerados como sendo os modelos de desenvolvimento urbanístico, nomeadamente Pequeno Brasil, Aeroporto e Chuabo Dembe.

A recolha de lixo no centro urbano é ainda deficiente, havendo casos em que desde o local até à lixeira municipal, localizada no bairro Sampene, este espalha-se pela rua, o que também provoca outros problemas de limpeza e saúde pública.

Nampula: TA detecta vistos falsos no aparelho do Estado

Amade Limua, juiz presidente do TA naquela província apontou que estas irregularidades foram registadas nos sectores de Educação e Saúde, com 90 e 10 porcento dos casos, respectivamente. Os infractores foram suspensos e já está a correr um processo-crime contra eles.

“Os funcionários não só falsificam os vistos, mas também documentos de identificação civil, caso de certidões de nascimento” refere Limua.

A nossa fonte explicou que há situações em que expedientes de nomeação provisória são devolvidos quando, por exemplo, se detecta que a idade do requerente está acima do normal para ingressar no Aparelho do Estado. Contudo, o mesmo documento volta a dar entrada no TA já com uma idade aceitável para o agente admitir na Função Pública.

Estas anomalias, segundo o magistrado, não são realizadas no TA, mas sim em outras instituições do Estado intervenientes na preparação e elaboração dos processos de ingresso e progressão de carreira na Função Pública, uma vez que da peritagem realizada concluiu-se que as datas dos vistos são anteriores a instalação do TA em Nampula, acto feito há três anos.

Os distritos de Erati, Rapale, Monapo, Mecuburi e a cidade de Nampula, são os pontos desta província que registam com frequência este tipo de casos.

Nampula: TA detecta vistos falsos no aparelho do Estado

Limua apelou aos agentes do Estado e funcionários públicos para não recorrer a falsificações para ingressar ou progredir de carreira. “Não se justifica porque com a instalação do TA, a verificação prévia dos processos para a concessão de visto dura apenas semanas se não mesmo dias” – observa Limua.

A salientar que, ano passado, o TA capacitou o pessoal do seu sector em matérias de instrução e tramitação dos processos administrativos relativos ao pessoal, que abrangeu os gestores públicos distritais e municipais, com o intuito de reduzir o volume de processos devolvidos por aquela instituição de fiscalização prévia, por causa de erros de instrução, que chegou a atingir 41 por cento em 2011.

Zambézia – Cortes de estrada e desabamento de pontes encarecem a vida de Macuse

O troço, de 40 quilómetros, apresenta vários cortes que impedem a circulação normal das viaturas que transportam passageiros e carga diversa, facto que levou os transportadores a agravarem os preços em mais 30 meticais, para uma população pobre e sem recursos para a sua sobrevivência.
Uma passagem que antes do corte da estrada custava 50 meticais, desde meados de Janeiro o preço subiu para 80 meticais. Os passageiros, para além de pagar aquele valor, se não quiserem descalçar, devem pagar mais 20 meticais para serem transportados nas costas por homens predispostos para o efeito que se encontram nos locais do desabamento das pontes à espera de clientes. Feitas as contas, uma única pessoa que pretende chegar a Macuse sem pasta tem de pagar 90 meticais, contra os anteriores 50 meticais.

A nossa Reportagem esteve, há dias, no distrito de Namacurra e viu, in loco, o drama de transporte que se vive no local. Ligito Maia é um dos proprietários de uma carrinha que faz o transporte de passageiros e carga entre Namacurra-Sede e Macuse. Disse que os passageiros estão a ser sacrificados, a fazer várias ligações, mas também os proprietários não têm outro recurso senão agravar o preço porque, por as suas viaturas circularem naquela estrada no estado actual, não compensa os custos de operação.

Os residentes e funcionários que trabalham em Macuse pedem, às autoridades governamentais locais, para pressionarem os empreiteiros que interromperam a reabilitação da estrada e reposição das pontes para retomarem os trabalhos com maior brevidade.

Salimo Hanane é um ancião que encontrámos na zona do corte quando saía de Macuse para Namacurra a fim de comercializar cocos. Para além da sua passagem, pagou aos homens que transportaram a sua mercadoria nas duas pontes 200 meticais e não tinha certeza se iria conseguir recuperar o valor depois das vendas. “Isto causa enormes prejuízos a todos os comerciantes”, disse Salimo Hanane para quem aquela rodovia devia beneficiar de manutenção regularmente para evitar o agravamento do custo de vida.

Zambézia - Cortes de estrada e desabamento de pontes encarecem a vida de Macuse

Alice Moisés é uma outra residente que saía de Namacurra para Macuse. Com o bebé ao colo e um saco de arroz na cabeça tentava descer toda trémula para baixo da ponte, para chegar ao outro lado. Os homens que transportam pessoas e cargas nos locais de corte puseram-se a gozar com ela e alguns proferiam palavras ofensivas do tipo “você vai morrer, é melhor pagar dinheiro para carregamos a ti e às tuas coisas”.

Foi de apalpadela em apalpadela, com os pés na água que ultrapassa a altura da cintura, que ela transpôs os obstáculos para chegar à outra ponte, onde uma viatura espera pelos passageiros. O ambiente que caracterizou a travessia dela deu a entender que a solidariedade já não existe entre os homens e logo veio à memória, a canção da cantora moçambicana, Helena Nhantumbo: Oh dinheiro, porque surgiste neste mundo?

Entretanto, na vila-sede distrital de Namacurra, abordámos o Secretário Permanente do governo local, Aburace Saide, sobre a situação. O nosso entrevistado disse ser prematuro colocar os empreiteiros no terreno porque decorre um trabalho de levantamento e mobilização de recursos para a reconstrução pós-cheias.

“Estamos sensibilizados com a situação do transporte de pessoas nos dois sentidos, mas, primeiro, precisamos de fazer o levantamento de todas as necessidades e mobilizar recursos, o que não é fácil. Em função disso, iremos ver as prioridades, mas pensamos que Macuse-Namacurra é prioridade, é um troço estratégico”, disse Aburace Saide para quem o governo está a trabalhar para a reposição do trânsito.

Zambézia – Necessários 15 milhões para segunda época agrícola

O Governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, disse, há dias, à nossa Reportagem que o Governo já preparou um plano de intervenção para distribuir sementes de arroz, milho e hortícolas, bem como instrumentos agrícolas para a recuperação dos 32 mil hectares perdidos devido às calamidades.

Joaquim Veríssimo apelou aos parceiros de cooperação nacionais e estrangeiros para continuarem a prestar assistência às vítimas das calamidades, dando prioridade às acções de reconstrução pós-cheias, de forma a normalizar-se a qualidade de vida das pessoas.

Falando por ocasião da entrega de um donativo, avaliado em 500 mil meticais, oferecido pela INTELEC Holding, Joaquim Veríssimo disse que muitas famílias perderam os seus campos de produção e todo o esforço deverá ser orientado para dar capacidade, em termos de semente e instrumentos de produção, para que os produtores recuperem as áreas perdidas e evitar que haja problemas de insegurança alimentar.

Fazendo jus ao apelo do governador, a IITECLEC Holding reagiu positivamente ao pedido formulado tendo-se comprometido a canalizar para as vítimas das cheias enxadas, catanas e ancinhos.

O Presidente do Conselho de Administração da INTELEC Holding, Salimo Abdula, disse, na ocasião, que a prioridade foi dada, primeiro, à assistência com produtos alimentares de primeira necessidade, roupa e utensílios domésticos, sendo que a outra fase, a ocorrer dentro de dias, serão doados insumos agrícolas.

Zambézia - Necessários 15 milhões para segunda época agrícola

Entretanto, dados em nosso poder indicam que a situação de calamidades afecta mais de 19 mil produtores que perderam as suas culturas devido às cheias que estão a assolar o país desde o início deste ano.

Devido às calamidades, mais de 32 mil hectares de culturas diversas, destacando-se arroz, milho, mandioca e hortícolas, são dados como praticamente perdidos e os esforços em curso visam prover sementes e insumos agrícolas para o arranque da segunda época agrícola para as famílias afectadas.

As necessidades para a reabilitação da capacidade produtiva incluem ainda 19 mil enxadas e igual número de catanas. Os distritos que mais insumos e sementes precisam são de Chinde, Mopeia, Nicoadala, Namacurra, Morrumbala, Maganja da Costa, Milange e Ile. Trata-se de distritos que se localizavam no Vale do Zambeze e sempre que há chuva acima do normal enfrentam sérios problemas, incluindo a destruição de culturas e bens imóveis. Alguns distritos foram afectados com gravidade e outros sofreram pequenos estragos, entretanto, acabam afectando as rendas das famílias.

A província da Zambézia previa produzir 5,4 milhões de toneladas de produtos agrícolas diversos nas duas épocas. As cheias poderão comprometer os níveis de produção esperados porque o levantamento das áreas perdidas continua a ser feito no terreno.

A insensibilidade do município

Está bem patente na zona do Alto Maé, concretamente no fim da Avenida Mohamed Siad Barre. Um monte de areia colocada para tapar um buracão então aberto, sinais de perigo e capim marcam presença no local em causa. Contudo, a acção de pessoas tem eliminado o capim mas a mãe natureza se encarrega de o devolver, pois a areia faz parte do seu habitat.

Na verdade, não se trata de um assunto novo, tendo repetidas vezes o assunto merecido atenção por parte de várias publicações da praça, pois o monte de areia está a mais naquele lugar e o buracão continua aberto, perigando a vida dos automobilistas que por ali circulam. Gincanas e mais gincanas é o cenário que se pode descrever sobretudo na altura em que o trânsito é intenso.

Ademais e estranhamente, o cenário ocorre mesmo nas proximidades da Direcção Municipal de Salubridade e Cemitérios.

A insensibilidade do município

Três anos é muita coisa e por ai até não nos parece que haja alguma justificação aceitável para que se conviva com aquele triste e vergonhoso cenário.

Os automobilistas, que não tendo outra via por onde fugir ao já caótico trânsito da cidade, vão se socorrendo em gincanas para transitar na via que, por sinal, é das poucas da cidade em que se continua a circular nos dois sentidos.

A foto do nosso colega Jaime Macamo mostra a situação a que são sujeitos os condutores e o pequeno “jardim” que vai nascendo numa via que se esperava fosse apenas para a circulação de pessoas e viaturas.

Namaacha: Crianças órfãs recebem ajuda

A acção é uma iniciativa da Embaixada da Federação da Rússia, no âmbito da responsabilidade social, como forma de ajudar as crianças que nem sempre têm a oportunidade de estudar e crescer de forma condigna.

Trata-se de meninas que chegaram àquele centro de acolhimento, vindas de diferentes pontos da província e cidade de Maputo, após serem rejeitadas pelas respectivas ou ainda por falta de condições financeiras para que pudessem estudar e ganhar um lar em Namaacha.

A responsável pelo centro, Irmã Maria Dolorinda Ferreira, enalteceu o gesto, falando da necessidade de enaltecer a partir de pequenas ofertas, para que mais pessoas possam ser incentivadas a contribuir através de gestos singelos.

Namaacha: Crianças órfãs recebem ajuda

“Dizia a Madre Teresa de Calcutá que aquilo que nós fazemos é uma gota no oceano, mas que se um dia esta gota faltar o oceano ficará pobre. Este gesto vai servir de estímulo e de força para que as crianças que aqui estão possam estudar de forma condigna, o que não seria possível sem estas contribuições”, enalteceu a Irmã.

O Embaixador da Rússia, Andrey Kemarsky, disse na ocasião que a acção se enquadra nas várias acções que a instituição que representa, em coordenação com a Escola Russa em Moçambique tem vindo a fazer para ajudar as crianças moçambicanas.

“Trata-se de crianças que são o futuro do país e desta forma, queremos contribuir para a resolução de alguns dos problemas financeiros que enfrentam. É uma doação modesta que esperamos que ajude a escola e as meninas que aqui são acolhidas”, explicou Kemarsky.

A partir do próximo ano: Maputo usará gás canalizado

Para o efeito, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), o Conselho Municipal de Maputo e a Korea Gas Corporation (KOGAS) lançaram oficialmente ontem, na cidade de Maputo, as obras da montagem das infra-estruturas que permitirão que o gás flua do Parque Industrial de Beluluane para a zona abrangida pelo projecto.

Dados avançados na ocasião, que contou com a presença de membros do Governo representantes das três instituições ao mais alto nível, indicam que será construído um gasoduto para transportar gás da Matola à Central Térmica de Maputo, ex-SONEFE, onde vai se instalar uma estação de regulação.

Da Central Térmica partirá um gasoduto de menores dimensões para alimentar um anel de abastecimento, com cerca de 16 quilómetros de extensão e que vai percorrer as avenidas do Trabalho, Eduardo Mondlane, Julius Nyerere, Kenneth Kaunda, Joaquim Chissano, Estrada Nacional Número Um, retornando à primeira rodovia.

Prevê-se uma derivação para Costa do Sol a partir da intersecção entre as avenidas Julius Nyerere e Kenneth Kaunda, com 6.6 quilómetros de extensão e outra em direcção a Zimpeto, através da Avenida de Moçambique que deverá estender-se por 13km.

O projecto, com cerca de 60 quilómetros de extensão, sem contar com as ligações às residências, contempla ainda uma conduta de quatro mil metros para a zona do Aeroporto e uma rede de gasodutos na parte da baixa da cidade de Maputo, num total de cinco quilómetros.

A partir do próximo ano: Maputo usará gás canalizado

As instalações destas infra-estruturas, que incluem outras condutas de comprimento inferior a um quilómetro e pelo menos oito pequenas estações de regulação de pressão e outros itens para o pleno funcionamento do sistema, está orçado em 38.2 milhões de dólares norte-americanos a serem desembolsados pela KOGAS, detida na sua totalidade pelo Estado coreano.

Espera-se que na sua segunda fase, o projecto de canalização de gás natural chegue à vila de Marracuene, aumentando-se o ramal por 13 quilómetros a partir do Zimpeto. Entretanto, a reactivação das fábricas paralisadas naquela zona, como Riopele, Mabor, Fapacar e o interesse pelo combustível por parte de outras unidades como o Hospital Psiquiátrico de Infulene, joga um papel fundamental para a expansão da rede naquela direcção.

Intervenções feitas na ocasião coincidem no carácter social e ambiental do projecto, na medida em que permitirá a redução de gastos das famílias que até agora usam electricidade, carvão e lenha e contribuirá para o fim do desmatamento e melhoria da qualidade do ar.

David Simango, presidente do Conselho Municipal de Maputo, Nelson Ocuane e KangSoo Choo, PCA´s da ENH e da KOGAS, respectivamente, KwangChul Lew, bem como embaixador da Coreia no Zimbabwe, são parte das individualidades que tomaram palavra na cerimónia.

Salvador Namburete, Ministro da Energia, disse que o projecto constitui um marco e será uma referência no país e materializa-se numa altura em que aumentam os níveis de consumo de combustíveis fósseis importados com implicações significativas na balança de pagamentos, sendo urgente a identificação de fontes alternativas.

Com aquele projecto, o país vai poupar 2.3 milhões de dólares norte-americanos na importação de combustíveis em 2015 e 35 milhões em 2030.

Pelo menos 150 postos de trabalho serão criados na construção das infra-estruturas e 80 durante a fase operacional.

Muita grafite no subsolo de Cabo Delgado

Já se diz que Balama pode vir a ser um grande depósito de grafite, a vida útil da mina em perspectiva será, no mínimo, de 20 anos, podendo estender-se até 50, o que acalenta muitas esperanças no seio de todos.

Uma empresa de recursos australianos com sede em Melbourne, a Syrah, está no terreno e detém actualmente uma licença de prospecção de 106km2, a área de mineração sob perspectiva de desenvolvimento que neste momento está debaixo de um estudo de impacto ambiental, social e de saúde.

O projecto abrange uma área de aproximadamente 3000 hectares, onde está prevista a extracção, sendo que a extensão exacta da licença de mineração ainda está por determinar, o que poderá vir a depender do resultado de pesquisas dos recursos em curso, onde a grafite é actualmente o principal foco de interesse, embora o trabalho de teste metalúrgico esteja a ser realizado para determinar se o vanádio associado pode, igualmente, ser explorado.

A “Coastal and Environmental Services”, que está a efectuar o estudo do impacto ambiental, social e de saúde, já adiantou que se prevê que a água para esse processo seja adquirida a partir da Barragem de Chipembe, o monstro adormecido construído para fins hidroagrícolas, no quadro do plano de desenvolvimento da região norte inserido no Plano Prospectivo Indicativo (PPI) que o Governo de Samora Machel tinha desenhado visando acabar o subdesenvolvimento na década 1980/90.

Para as províncias do Niassa e Cabo Delgado cabia um projecto integrado de natureza agro-pecuária numa extensão de 400.000 hectares, em que a Barragem de Chipembe tinha um papel preponderante para a irrigação das áreas agrícolas.

Muita grafite no subsolo de Cabo Delgado

A barragem está localizada a 15 quilómetros a noroeste do projecto, a partir donde a água será transportada para o local através de uma conduta de 11 quilómetros. Os minérios, de acordo com o processo de produção disponível, serão levados, a partir da mina, em empilhamentos na fábrica de processamento, utilizando camiões, até onde irão alimentar o britador primário, do tipo retroescavadora, cuja planta de britagem faz entender que será do tipo mandíbula e dois britadores de cone.

O minério triturado será então alimentado através de uma correia transportadora para um silo de alimentação do moinho. Na fábrica está prevista uma espiral classificadora como sendo a parte mais provável do equipamento que vai ser utilizado para classificar o minério triturado.

Daqui, explica a empresa responsável pelo estudo de impacto ambiental, social e de saúde, o minério será, então, submetido a limpeza, flutuação e re-trituração, sendo que o que desse processo for rejeitado será transferido para um espessador de rejeitos e o concentrado final será bombeado para tanques de retenção final até ao filtro, depois do que será seco.

Uma cadeia de trabalho deste tipo vai precisar de muita mão-de-obra, cujos números não conseguimos obter, mas é firme que depois disso o concentrado de grafite e de vanádio, assim que tiverem sido produzidos, serão transportados por estrada para Pemba, onde se localiza o porto de águas profundas, a partir donde serão exportados.

Por aqui há razões de sobra para falar num próximo processo de desenvolvimento multidisciplinar da região sul da província, que justifica a urgência da conclusão da estrada que, partindo de Montepuez, se prevê passe por Balama, para ligar as províncias de Cabo Delgado e Niassa.

PR aos estudantes moçambicanos na Austrália: Ritmo de infra-estruturas é bastante encorajador

Falando perante estudantes moçambicanos na Austrália, no âmbito da visita de Estado que está a efectuar àquele país, Armando Guebuza deu exemplos do impetuoso movimento nacional de construção de estradas, pontes, hospitais, distribuição da água potável, acesso ao telefone e a expansão da rede de fornecimento de energia eléctrica a todo o território nacional.

Sobre a energia informou que ela chegou hoje a quase todos os distritos da rede nacional, algo que não havia há cerca de cinco ou oito anos atrás. Ligado à energia eléctrica, Guebuza deu a conhecer que a média de consumo anual crescia a 15 por cento.

“Como podem calcular, esta média é invejável e problemática ao mesmo tempo, porque implica muito esforço de manutenção e de investimento para além dos grandes desafios que se impõem na sua própria produção”, frisou.

Numa alocução direccionada especialmente aos bolseiros moçambicanos a fazerem cursos superiores na Austrália, o Presidente da República disse que pouco ou nada deste esforço se poderia manter se tivéssemos o capital humano suficientemente preparado.

“É assim que hoje podemos mandar gente para fazer mestrado na Austrália. E quem faz mestrado significa que passou por outros ciclos de ensino nas condições de Moçambique. Tudo isto em menos de 40 anos da independência, não é pouco”, disse Guebuza, recordando que por alturas da independência em 1975 o país só tinha uma universidade e hoje conta com mais de 40.

Na ocasião, o Chefe do Estado moçambicano reafirmou que a robustez e o crescimento económico de 7. 5 por cento que Moçambique regista ao ano é obra dos moçambicanos.

Na mesma oportunidade e dissipando equívocos, deixou claro que este crescimento já vinha se verificando antes da era do carvão, numa mensagem dirigida implicitamente às vozes que hoje se levantam dizendo que o crescimento de um país não pode ser avaliado com o negócio dos recursos minerais.

PR aos estudantes moçambicanos na Austrália: Ritmo de infra-estruturas é bastante encorajador

Guebuza atribuiu este crescimento à contribuição prestada por diferentes sectores de actividade, como são os casos da agricultura, indústria, serviços, aquacultura, entre outros.

Falando para a comunidade moçambicana residente na capital australiana, o Chefe do Estado observou que muito poucos países do mundo lograram atingir tal feito, o que é publicamente reconhecido pela comunidade internacional.

“Nos finais da guerra de desestabilização, nós tínhamos um rendimento per capita de cerca de 80 dólares por cada moçambicano e hoje estamos a progredir para os 600 dólares”, disse o Presidente, reconhecendo, todavia, que ainda é pouco, mas que simultaneamente constituía motivo de orgulho, porque é aquilo que os moçambicanos conseguiram fazer.

Num discurso marcadamente virado para o reconhecimento do cometimento dos seus compatriotas com o trabalho, o Presidente disse que estes resultados tinham sido possíveis, primeiro, graças ao envolvimento do povo que o classificou de muito trabalhador, dedicado, amigo de si próprio e com amor e auto-estima.

O estadista apontou o ambiente de paz que se vive no país e a contribuição de uma sociedade civil muito forte, proactiva e participativa nas iniciativas de desenvolvimento, bem como as forças políticas que fazem o que podem neste processo.

Reconstrução pós-cheias custa 322 milhões USD

Segundo a Ministra de Administração Estatal, Carmelita Namashulua, que falava em Maputo, na sessão de perguntas ao Governo, no Parlamento moçambicano, a magnitude dos desastres registados este ano teve impacto significativo na estrutura socioeconómica, fazendo regredir alguns sectores de actividade. Esta situação, força o Governo a ter que redimensionar o Plano Económico e Social para 2013.

Na bacia do Limpopo, as cheias afectaram directamente cinco distritos, nomeadamente Chicualacuala, Xai-Xai, Chókwè, Guijá, Chibuto, enquanto na bacia do Zambeze os distritos críticos foram Chinde, Morrumbala e Mopeia. Outros distritos afectados são Namacurra e Maganja da Costa banhados pelo Licungo, Panda e Homoíne (rio Inhanombe) e Magude e Manhiça, no Incomáti.

O Governo destacou danos em áreas como a agricultura, Educação, Saúde, infra-estruturas hidro-agrícolas, estradas e pontes, entre outras.

Só no sector de estradas, de um total de 30 mil de extensão da rede nacional, cerca de 4000 ficaram intransitáveis, fazendo com que o nível de transitabilidade baixasse de 93 por cento para cerca de 85 com cortes em troços como Magude/Mapulanguene, Chicumbane/Xai-Xai, Chissano/Chibuto, 3 de Fevereiro/Maniquinique/Chilembene, Chibuto/Guijá, Lindela/Homoíne, Tica/Buzi, Matambo/Songo, Tete/Boroma, Chimuara/Nicoadala/Namacurra (EN1), Namacurra/Macuze, Nametil/Boila, Marrupa/Balama, Muepane/Quissanga e Mandimba/Lichinga.

Reconstrução pós-cheias custa 322 milhões USD

Apesar desta situação, segundo a ministra, ficou visto que nos últimos anos o país tem vindo a conhecer avanços significativos no sistema de redução de risco, em que as comunidades têm um papel importante. A implementação do programa de reassentamento também contribuiu para a redução do número de vítimas.
O balanço apresentado na ocasião dá conta da ocorrência de 117 óbitos em todo o país, de um universo de 478892 pessoas afectadas. Aquando das cheias de 2000, que foram relativamente superiores às actuais, o registo apontou para 439 óbitos na província de Gaza.

Do total de mortos este ano, 50 foram por afogamento, 39 por descargas atmosféricas, 27 por situações associadas ao desabamento de casas, queda de árvores e por electrocussão e um por ataque de crocodilo. Reafirmou que a principal estratégia do Governo continua a ser a prevenção como um dos pilares para o sucesso das acções de gestão e redução do risco de calamidades bem como para a melhoria do bem-estar das comunidades.

O Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, que abriu a sessão de respostas às questões suscitadas pelas três bancadas, à volta das cheias e das acções em curso, visando minorar o sofrimento da população, disse que a preocupação do Executivo é normalizar a vida da população, reconstruir as infra-estruturas danificadas, concluir o reassentamento, entre outras.

Vaquina deu conta que num quadro cíclico onde as mudanças climáticas tendem a tornar os desastres mais frequentes e intensos, exige-se uma reflexão profunda visando a salvaguarda da população que vive ao longo das planícies e bacias dos rios propensos a inundações, que passa pela combinação de acções como o reassentamento e construção de infra-estruturas de protecção, como barragens e diques de protecção.

A sessão prossegue hoje com a colocação e resposta às perguntas de insistência por parte dos deputados das três bancadas.

Gás natural em Moçambique: Mercado atractivo com grandes desafios

Alirio Parra fez esta análise durante a conferência internacional que debate os últimos desenvolvimentos do mercado do gás em Moçambique, evento que decorre desde terça-feira até hoje, e que foi aberto pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, em representação do Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina.

Antes da criação do Instituto Nacional de Petróleos, a Empresa Moçambicana de Hidrocarbonetos acumulava as competências de regulador do mercado e de braço empresarial do Estado para este sector, o que suscitava confusão nos investidores.

Tal como considerou Alirio Parra, no mundo são poucos os países que têm a matéria de regulação do mercado de petróleo e gás confiada a instituições especializadas e o exemplo de Moçambique mostra quão o Governo se empenha na melhoria do ambiente de negócios neste sector.

Além da especialização do órgão regulador, ainda no âmbito da melhoria do ambiente de negócios, está em curso a revisão da Lei de Petróleos, com vista a adequá-la à nova realidade, integrando aspectos como liquefacção e exportação de gás e a transformação do carvão mineral em petróleo.

No entanto, apesar dos avanços, Alirio Parra aponta alguns desafios, como a monitorização das descobertas e a identificação de mercados para a colocação do gás e a assinatura de contratos de fornecimento, o mais breve possível.

Gás natural em Moçambique: Mercado atractivo com grandes desafios

Alirio Parra falou também da pertinência da formação dos recursos humanos e do estreitamento da ligação entre os grandes projectos de exploração de recursos e as pequenas e médias empresas moçambicanas.

Entretanto, o ministro de Planificação e Desenvolvimento manifestou o desejo de ver os debates da conferência, que junta especialistas, empresários e governantes, a conduzirem para uma cada vez melhor utilização das receitas provenientes da exploração dos recursos naturais para a redução das assimetrias regionais.

“As lições (da conferência) devem indicar as linhas-mestres das ligações que os projectos de exploração destes recursos naturais, em particular o gás, devem criar ao nível local e nacional. (…). A agricultura deve ser o maior beneficiário da exploração destes recursos, contribuindo para uma melhor distribuição da riqueza”, referiu Aiuba Cuereneia.

O ministro reconheceu que o desenvolvimento de infra-estruturas de transporte e logística nacional deve constituir uma das prioridades do Governo para fazer face às necessidades de fornecimento ao mercado.

Para o efeito, segundo Aiuba Cuereneia, foi lançado um concurso para a avaliação da rede nacional de logística em bens e serviços. “Esperamos que os resultados deste concurso e do estudo que se seguir venham guiar o Governo sobre os passos a seguir e seguros”.

Parlamento defende mais incentivos fiscais

O repto foi lançado na abertura formal da VII Sessão Ordinária do mais alto órgão legislativo nacional, que tem em agenda mais de 40 pontos, destacando-se, entre outros, o Informe Anual do Procurador-Geral da República; a eleição dos membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE); a primeira informação anual do Provedor da Justiça; o debate e aprovação da informação sobre a revisão da Constituição; da proposta de Lei de Acesso às Fontes de Informação; do projecto de Revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal; para além da proposta de lei de criação de novos distritos, por província.

No seu discurso inaugural, Verónica Macamo também instou o Executivo no sentido de continuar a promover a diversificação das áreas de negócio, bem como o aproveitamento das externalidades positivas dos grandes projectos para gerar mais riqueza e emprego para todos os moçambicanos.

“Nesse sentido, encorajamos o Governo a continuar com a estratégia de atracção e expansão do investimento interno e externo para diversas áreas produtivas, com enfoque para os sectores agrícola e de agro-indústria”, frisou.

Num outro desenvolvimento, a Presidente do Parlamento debruçou-se sobre a questão das cheias que assolaram este ano o país e fizeram milhares de mortos e avultados danos materiais.

Parlamento defende mais incentivos fiscais

A propósito, Verónica Macamo defendeu a necessidade de se repensar o nosso modelo de prevenção e de gestão das calamidades naturais. “A água que hoje nos causou dor, trouxe desgraça para as nossas populações e originou prejuízos económicos e financeiros ao país, é um bem precioso. Por isso, devemos criar condições para melhor a preservar e administrar”, sublinhou, para depois frisar que a água é hoje uma das maiores preocupações de muitos países do mundo.

A Presidente da AR congratulou-se, por outro lado, com a criação da Comissão Central da Ética, constituída ao abrigo da Lei de Probidade Pública, aprovada no ano passado e que estabelece as bases e o regime jurídico relativo à moralidade pública e ao respeito pelo património público por parte do servidor público.

“Não obstante a existência da Comissão Central de Ética, apelamos para que cada um de nós não se isente do seu papel de contribuir, no dia-a-dia, com o seu labor e idoneidade profissional para o sucesso da promoção da questão ética em todas as instituições do país”, apelou.

A VII Sessão Ordinária da AR arrancou ontem com os habituais discursos de ocasião da Presidente da AR e dos chefes das três bancadas parlamentares, nomeadamente Margarida Talapa, da Frelimo; Maria Angelina Enoque, da Renamo; e Lutero Simango, do MDM.

Num acto testemunhado pelo Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, membros do Governo, titulares de órgãos de soberania; membros do corpo diplomático, entre outros convidados nacionais e estrangeiros, os discursos apresentados pelos líderes parlamentares tiveram como denominador comum o diálogo construtivo, a tolerância e harmonia, aliás, alicerces fundamentais do exercício da democracia. As cheias que fustigaram o país, o bárbaro assassinato do taxista moçambicano, Emídio Macia, pela Polícia sul-africana, em Joanesburgo, as eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro, foram outros dos temas focalizados nas intervenções dos chefes das três bancadas parlamentares.

Casal é preso por praticar sexo na ATM

Um casal foi preso no Reino Unido depois de clientes ficarem chocados ao encontrar um homem e uma mulher em um acto sexual no espaço reservado para caixas electrónicas da instituição financeira.
Phillipa Botting, de 23 anos foi vista de joelhos em frente ao namorado Gareth Healey, de mesma idade, de acordo com o jornal “Mirror”. Pedestres que passavam para o local contaram que, antes do acto, foram vistos “simulando vigorosamente” movimentos sensuais.

 philpa-botting

O advogado de Phillipa afirmou no tribunal que o ocorrido foi um “acto impulsivo” e que a jovem não estaria mais com Gareth. A defesa também argumentou que o álcool teve “papel importante” no acto obsceno cometido pelo casal
A jovem foi sentenciada a 4 meses de prisão e 2 anos de condicional, além de ser obrigada a assistir palestras sobre consumo de álcool e 220 horas de serviço comunitário e obrigada a pagar multas em custos com o tribunal. Gareth foi condenado à mesma pena e uma multa mais alta.

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