A promessa nesse sentido foi feita, semana passada, pelo edil da cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, depois de ter constado uma série de irregularidades no funcionamento da Empresa Municipal de Saneamento (EMUSA) que, segundo as suas palavras, era usada para saquear dinheiro para benefícios próprios quando a urbe tem muitos problemas a resolver para a melhoria das condições sócio-económicas dos munícipes.

Manuel de Araújo convocou, na terça-feira última, uma conferência de Imprensa para denunciar uma série de irregularidades no funcionamento daquela empresa, nomeadamente o pagamento de salários a funcionários-fantasma, uma situação que, segundo disse, mensalmente custa aos cofres da edilidade 200 mil meticais, falta de clareza da mão-de-obra e gastos desnecessários.

O autarca de Quelimane foi mais longe ao afirmar que só de salários o Conselho Municipal gasta, mensalmente, 966 mil meticais, sem contar com a manutenção de veículos, combustível e custos operacionais, o que totaliza dois milhões de meticais, no entanto o impacto do trabalho de recolha e tratamento de resíduos sólidos não corresponde a este volume de investimento.

Zambézia - Procura-se optimizar gestão da empresa de salubridade de Quelimane

Para corrigir o problema, disse ter sido encomendada uma consultoria internacional da Millenium Challeger Account vinda da França para desenhar um modelo mais prático de gestão do saneamento do meio mais sustentável.

De acordo com Manuel de Araújo, por haver mais gastos que o impacto na gestão eficiente do saneamento, é necessário fazer o estudo da mão-de-obra, viabilidade económica e modelo de gerência. Este estudo, segundo ele, poderá determinar o melhor modelo de administração, podendo ser uma parceria público-privada ou outro tipo para dar maior vitalidade aos objectivos que nortearam a criação da empresa.

O Presidente do Concelho Municipal da cidade de Quelimane entende que é preciso equipar o trabalhador para que possa exigir o melhor dele.

A cidade de Quelimane conta, actualmente, com 235 mil habitantes. A quantidade de lixo produzido, diariamente, é de 40 toneladas. No final do ano passado, o edil de Quelimane tinha anunciado que iria envolver os “chapas” e bicicletas na recolha de lixo nos bairros suburbanos, de forma a melhorar o saneamento do meio.

Entretanto, as equipas de recolha de lixo não chegam a muitos bairros, incluindo os de expansão, considerados como sendo os modelos de desenvolvimento urbanístico, nomeadamente Pequeno Brasil, Aeroporto e Chuabo Dembe.

A recolha de lixo no centro urbano é ainda deficiente, havendo casos em que desde o local até à lixeira municipal, localizada no bairro Sampene, este espalha-se pela rua, o que também provoca outros problemas de limpeza e saúde pública.