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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Documento vai a debate no parlamento: Governo propõe criação de treze novos distritos

A proposta de lei nesse sentido vai a debate na sessão ordinária da Assembleia da República, que decorre desde semana finda, em Maputo.

O documento enviado ao Parlamento prevê encargos acima de um bilião de meticais com a implementação da proposta, nomeadamente com despesas de construção e reabilitação de infra-estruturas, fundo de desenvolvimento distrital, bens e serviços, salários e remunerações, investimento e outras despesas com o pessoal.

Nos termos da proposta sugere-se a criação dos distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; distritos de Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; distritos de Marara e Doa, em Tete, e distritos de Macate e Vandúzi, na província de Manica,

Paralelamente, o Governo propõe a alteração dos nomes do distrito de Pemba-Metuge, em Cabo Delgado, que passa a se designar Metuge; do distrito de Nampula-Rapale, em Nampula, que passa a chamar-se Rapale, e do distrito de Lichinga, na província do Niassa, que passa a designar-se distrito de Chimbonila.

A ser aprovada a proposta do Governo, o país passará a ter 141 distritos contra os actuais 128, continuando a província de Nampula com o maior número de distritos – 24 – contra os actuais 21, seguida da Zambézia que passa de 16 para 22 distritos.

Documento vai a debate no parlamento: Governo propõe criação de treze novos distritos

As províncias de Cabo Delgado e Niassa continuam com 17 e 16 distritos, respectivamente, enquanto Manica passa de dez a doze distritos, e Tete subirá dos actuais treze para quinze distritos.

As restantes províncias vão manter o actual número de distritos, sendo treze em Sofala; catorze, em Inhambane; onze, em Gaza e oito na província de Maputo.

Numa outra proposta igualmente remetida ao Parlamento, o Governo propõe a transferência, na província de Nampula, da área do posto administrativo de Anchilo, do distrito de Rapale para o novo distrito de Nampula; da área do posto administrativo de Larde para o também novo distrito de Larde; do posto administrativo de Mucuali, do distrito de Moma para o distrito de Liúpo, e a área do posto administrativo de Quinga do distrito de Mongincual igualmente para o distrito de Liúpo.

Na província da Zambézia, é proposta a transição do posto administrativo de Maquival do distrito de Nicoadala para o de Quelimane, do posto administrativo de Mulevala, do distrito de Ile para o distrito de Mulevala, e o posto administrativo de Bajone, do distrito de Maganja da Costa para o distrito de Mocubela.

Na fundamentação da proposta, o Executivo considera que a organização territorial do país deve corresponder à necessidade de criação de condições materiais, políticas e sociais que garantam a execução dos planos de desenvolvimento, daí a necessidade de ajustamento da actual divisão territorial e administrativa às exigências da presente fase de desenvolvimento.

O Executivo justifica a transferência de algumas unidades territoriais de um distrito para outro pela necessidade de tornar a acção governativa mais efectiva, de permitir uma maior aproximação dos centros de decisão política, administrativa e económica à população e um melhor aproveitamento das potencialidades e infra-estruturas para imprimir maior dinâmica no desenvolvimento.

Para minimizar abate de árvores em Mafuiane: Mulheres produzem carvão com papel

Igualmente conhecido como carvão de papel, o mesmo é produzido com recurso a jornais ou qualquer outro tipo de papel, sendo que depois misturam-se extercos de gado bovino, caprino ou mesmo de suíno.

Para a produção do carvão pega-se no papel e despedaça-se, adicionando-se depois água ao mesmo tempo que se unta o papel já molhado com os extercos, secos do gado, pondo-se depois a secar ao sol.

A intenção desta iniciativa é redimensionar o uso do carvão vegetal, ao mesmo tempo que se reduz o abate indiscriminado de árvores e a emissão da biomassa para a atmosfera, com todos os benefícios ambientais daí resultantes.

O projecto está a ser desenvolvido pela Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) e para viabilizar a iniciativa já foram contactadas algumas instituições que trabalham com o papel de modo a fornecerem o seu refogo para que seja aplicado naquele projecto.

Fonte daquele organismo governamental explicou que após a formação deste grupo de mulheres, as mesmas terão a missão de replicar o conhecimento para as das outras comunidades.

A aposta nelas tem a ver com o facto de serem as que mais utilizam estes recursos naturais.

A comunidade de Mafuiane aprendeu igualmente a produzir fogões e fornos com recurso ao barro e argila. Estes fogões trazem múltiplos benefícios ao ambiente na medida em que poupam a lenha e o carvão e ardem por muito tempo.

Para minimizar abate de árvores em Mafuiane: Mulheres produzem carvão com papel

Paralelamente ao desenvolvimento deste projecto está em curso o plantio de árvores de diversos tipos, como forma não só de repor o verde, já desaparecido, mas também para mostrar a importância que estas têm no equilíbrio ambiental, bem como para a saúde da própria comunidade.

“Para além disso, temos estado a ensinar a esta comunidade as técnicas de corte de árvores, nas algumas matas que ainda sobram, para permitir a sua germinação. O que acontece é que as pessoas cortam árvores de qualquer maneira e depois destroncam a raiz. Por isso, estamos a trabalhar com elas e incentivando-as a plantarem árvores para criarem a sua floresta comunitária no âmbito da iniciativa presidencial ‘Um líder comunitária, uma floresta’.

Mesmo nos locais onde estamos a extrair a argila depois colocaremos água e faremos piscicultura”, disse, sublinhando o facto de ambientalmente ser saudável quando todas as áreas estão cobertas de algo que beneficia a população, com benefícios económicos para as comunidades.

A intenção é fazer com que as comunidades reduzam a pressão sobre os produtos florestais, no caso o abate de árvores para a produção da lenha e do carvão vegetal.

Espera-se ainda reduzir a emissão da biomassa para a atmosfera que advém do exercício da queima do carvão, ao mesmo tempo que se mantêm as florestas em pé, com todos os benefícios para o ambiente e as comunidades, respectivamente.

Cura da Sida observada em adultos

Catorze adultos seropositivos residentes em França, que foram tratados com anti-retrovirais nas dez semanas a seguir à infecção, continuam sete anos e meio depois de ter interrompido o tratamento a controlar naturalmente o vírus HIV presente no seu organismo.

Os resultados pormenorizados deste estudo, que tinham sido anunciados em Julho passado, durante do congresso internacional da sida nos Estados Unidos, pela equipa de Christine Rouzioux, do hospital Necker de Paris, foram publicados esta quinta-feira na revista online de acesso livre PloS Pathogens.

Segundo os autores, nos últimos quatro anos, estes 14 adultos, todos eles participantes num estudo conhecido como “estudo de Visconti”, viram diminuir o número de células infectadas pelo HIV a circular no seu sangue apesar da ausência de tratamento.

Recorde-se que, no início de Março, a equipa de Deborah Persaud, da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos, tinha revelado, também num congresso, “o primeiro caso bem documentado de cura funcional de uma criança com HIV”. Um bebé norte-americano cuja mãe era seropositiva e que começara a ser tratado com doses terapêuticas de anti-retrovirais contra a doença, quando tinha apenas 30 horas de vida, encontrava-se em remissão dez meses depois de o tratamento ter sido interrompido (quando a criança tinha 18 meses). No caso do estudo de Visconti, os participantes foram tratados durante três anos.

Cura da Sida observada em adultos

O HIV não foi totalmente erradicado do organismo do bebé nem do dos 14 adultos, mas a sua presença é tão ténue que o próprio sistema imunitário destas pessoas consegue controlá-lo. “O tratamento precoce permitiu provavelmente conter os reservatórios virais, preservando as respostas imunitárias, uma combinação que terá certamente favorecido o controlo da infecção após a interrupção do tratamento”, explica Christine Rouzioux.

Embora não se saiba se os participantes em remissão teriam ou não conseguido controlar espontaneamente o HIV sem tratamento, a maior parte dos 14 seropositivos franceses, salientam ainda os cientistas, não tinha o perfil genético nem o tipo de respostas imunitárias característicos das pessoas que são naturalmente imunes ao vírus da sida (e que representam, estima-se, menos de um por cento da população geral).

Estes casos [de cura funcional] “permitem esperar a descoberta de novos mecanismos capazes de controlar a infecção”, disse à AFP Laurent Hocqueloux, do hospital Orléans-La Source (França) – e um dos elementos da equipa do estudo de Visconti. Nos próximos meses, deverá arrancar um estudo semelhante à escala europeia, coordenado também pela agência francesa de estudo da sida (ANRS).

55 milhões de dólares do BAD: Mais fundos externos para “Corredor de Nacala”

Para tal foi ontem assinado um acordo entre o Governo, representado pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento (MPD), Aiuba Cuereneia e o BAD, através do seu representante no país, Joseph Ribeiro, com o testemunho do Vice-Ministro das Obras Públicas e Habitação, Francisco Pereira.

O instrumento prevê igualmente a concessão de um donativo no valor de dois milhões de dólares para a elaboração do estudo de viabilidade e desenho de engenharia para a estrada Mueda-Negomano, na província de Cabo Delgado.

A concessão destes financiamentos vai permitir, primeiro, a contratação de um consultor para a elaboração dos projectos de reabilitação do corredor e posterior lançamento de um concurso público que vai seleccionar o empreiteiro a quem será adjudicada a obra.

A previsão é de que estes processos decorram de forma eficiente, tal como ocorreu com as negociações de financiamento, para permitir que as obras possam arrancar no fim da época chuvosa do próximo ano 2014, tal como explicou Francisco Pereira, Vice-Ministro das Obras Públicas e Habitação.

55 milhões de dólares do BAD: Mais fundos externos para “Corredor de Nacala”

A este propósito, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, considerou que o presente acordo constitui um passo fundamental para a consolidação da ligação rodoviária entre as províncias de Nampula e Niassa, garantindo transitabilidade durante todas as épocas do ano.

“Com o estado avançado das obras da primeira fase do projecto do “Corredor de Nacala”, no troço Cuamba-Nampula, é de saudar a garantia do fluxo ininterrupto das obras de modo a se concluir a ligação à cidade de Lichinga, no Niassa, num futuro breve”, disse.

O governante referiu ainda que a conclusão dessas obras trará benefícios inestimáveis à economia da região e do país em particular através da melhoria da transitabilidade, aumento das actividades económicas e sociais bem como pela criação de mais empregos.

“Niassa e os países do hinterland poderão beneficiar de um acesso mais rápido ao Porto de Nacala, incrementando a integração regional e alargando o comércio internacional”, acrescentou.

Sobre a elaboração do estudo de viabilidade e desenho de engenharia para a estrada Mueda-Negomano, Aiuba Cuereneia referiu que este é um passo importante na concretização do projecto de ligação rodoviária à República Unida da Tanzania através da reabilitação dos 175 quilómetros que ligam estes dois pontos.

Por sua vez o representante do BAD, Joseph Ribeiro, entende que estas infra-estruturas fazem parte da rede viária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) daí a necessidade da sua reabilitação com vista a flexibilizar a integração regional e, consequentemente, facilitar a livre circulação de pessoas e bens.

“O BAD definiu como estratégia para Moçambique nos próximos 5 anos continuar a financiar o desenvolvimento de infra-estruturas daí a assinatura do presente acordo”, afirmou Ribeiro.

PR Armando Guebuza: País constrói-se com trabalho

“O país constrói-se com trabalho. Trabalho árduo”, disse Guebuza, que falava na quarta-feira na cidade de Sydney, durante um encontro mantido com um grupo de moçambicanos residentes e estudantes na Austrália.

O estadista moçambicano explica que quando as pessoas deixarem de pensar na “fofoca” o debate será mais produtivo, porque estará centrado apenas no trabalho.

Quando chegar a essa fase, a discussão deixará de ser sobre o “não trabalho”, e passará a ser como corrigir o que está errado.

Aparentemente, esta mensagem era dirigida a todos os moçambicanos, mas particularmente aos jovens estudantes na Austrália, face à descoberta de vastos depósitos de carvão e gás natural que acabam alimentando falsas expectativas.

Esta expectativa deverá ser assumida como uma promessa e um desafio, disse o Chefe do Estado, exortando que os moçambicanos devem trabalhar para que rapidamente se transforme numa realidade que, por seu turno, transformará a vida de todos os cidadãos.

“Em grande parte é por isso que vocês (estudantes moçambicanos na Austrália) estão aqui. É para vir aprender aquilo que nós não temos domínio”, disse.

Para a rápida transformação do país, o mais alto magistrado da nação afirma que todos os moçambicanos devem estar juntos, abraçando o mesmo ideal.

PR Armando Guebuza: País constrói-se com trabalho

Como exemplo da “fofoca”, Guebuza cita as críticas em torno dos grandes projectos, alegando que não estão interessadas em aproveitar as empresas nacionais para o fornecimento de determinados produtos.

Os críticos acusam os mega-projectos de importar carne de frango e outros produtos por falta de capacidade de fornecimento a nível interno.

Guebuza considera estas críticas de autoflagelação, pois revelam um desconhecimento total da realidade dos níveis de desenvolvimento da economia moçambicana.

Explica que há cerca de quatro ou cinco anos, os produtores nacionais enfrentavam uma forte concorrência do frango brasileiro que era colocado no mercado moçambicano a um preço mais barato comparativamente ao frango local.

Entretanto, os produtores nacionais não perderam tempo na “fofoca” e decidiram arregaçar as mangas e trabalhar arduamente. Como fruto do seu esforço, passaram de seis mil trabalhadores em 2009 para 62 mil em 2012.

Este número supera de longe o número combinado dos trabalhadores ao serviço das açucareiras de Mafambisse, Sena, Xinavane, Maragra e Búzi, que tradicionalmente foram sempre consideradas como os maiores empregadores no país.

Este é um grande feito dos produtores de frango que, hoje, devem empregar no total acima de 70 mil trabalhadores.

Portanto, disse Guebuza, “é verdade que estamos a enfrentar dificuldades. É verdade que as empresas moçambicanas não estão a fazer melhor uso de mega-projectos, mas também não deixa de ser verdade que as empresas moçambicanas devem ter pessoas com garra e capacidade de lutar. Devem ser agressivas e ser capazes de produzir”.

Área militar: Moçambique e Suazilândia formalizam cooperação

Ao abrigo do referido entendimento, rubricado pelos Ministros de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, e dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional e Defesa da Suazilândia, Mtiti Fakudze, os dois países passam a contar com um mecanismo que vai permitir trabalhar em conjunto e de forma regular no domínio de Defesa e Segurança.

Na ocasião, o Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, disse que este acordo enquadra-se no espírito da integração regional e da União Africana e que o mesmo vai capitalizar os esforços dos dois países no combate aos problemas globais como o tráfico de seres humanos e de drogas, emigrações ilegais, entre outros.

Por outro lado, o titular da pasta de Defesa Nacional apelou à necessidade de este entendimento vir a ampliar a intervenção colectiva e seja concretizado através da criação de comités especializados para uma interacção efectiva e elaboração dos planos de actividades.

Por seu turno, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional e da Defesa da Suazilândia, Mtiti Fakudze, manifestou a sua simpatia com o povo moçambicano, tendo transmitido uma mensagem de solidariedade do Governo e do povo do Reino Suázi pelas perdas humanas e destruições de bens e infra-estruturas causadas pelas cheias que assolaram o país em Janeiro e Fevereiro últimos.

Área militar: Moçambique e Suazilândia formalizam cooperação

“Foi com dor e consternação que o povo suázi tomou conhecimento desta tragédia. Em nome do Rei, do povo e Governo da Suazilândia, queremos deixar aqui a nossa palavra de apreço e solidariedade ao povo e Governo de Moçambique, no geral, e em especial, às pessoas que sofreram directamente estas perdas”, sublinhou o governante suázi.

Mtiti Fakudze disse que o acordo ora assinado constitui apenas um acto de formalização da excelente interacção que os dois países vêm mantendo e mostrou-se confiante que com este instrumento será possível controlar e reduzir a onda de criminalidade, principalmente transfronteiriça, garantindo assim a estabilidade dos dois países.

Testemunharam a este importante acto representantes das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, o Alto-comissário do Reino da Suazilândia em Moçambique e representante do Alto-comissário de Moçambique no Reino da Suazilândia.

Referir que o Reino da Suazilândia é o único país vizinho em que a criação de comités no domínio de defesa e segurança ainda não tinha sido formalizada.

Província de Maputo: Paúnde avalia situação política e económica

Durante a visita, Filipe Paúnde vai acompanhar o funcionamento dos órgãos do partido; apresentar a solidariedade da Frelimo às populações afectadas pelas cheias, mobilizar os membros e simpatizantes e a população em geral para a necessidade de consolidação da unidade nacional, paz, democracia, espírito de auto-estima e de cultura de trabalho e informar-se de outras realizações.

Paúnde vai também acompanhar o grau de cumprimento das decisões e orientações emanadas pelo Presidente do Partido e por outros órgãos e verificar até que ponto o Programa Quinquenal do Governo está a ser cumprido.

Durante a visita, o Secretário-geral da Frelimo vai escalar a cidade da Matola e os distritos da Namaacha e Manhica, para além de visitar importantes infra-estruturas económicas e sociais.

Também estão previstos encontros com as diferentes organizações sociais do partido, nomeadamente a Organização da Mulher Moçambique (OMM), a Organização da Juventude Moçambicana (OJM), a Organização Continuadores de Moçambique (OCM) e a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN).

A deslocação à província de Maputo segue-se a uma visita de trabalho que o SG da Frelimo acaba de efectuar à cidade de Maputo no quadro da verificação do grau de cumprimento do manifesto eleitoral do seu partido.

Província de Maputo: Paúnde avalia situação política e económica

Na cidade capital, Paunde fez uma avaliação positiva do grau de cumprimento do manifesto, apontando como exemplos a reabilitação de algumas artérias da urbe, o fornecimento de água em quantidade e qualidade, a construção e/ou restauração de alguns edifícios públicos, tais como terminais dos transportes semi-colectivos de passageiros, mercados, escolas e hospitais, entre outras.

Refira-se que Filipe Paúnde efectuou uma visita ao Mercado Central da capital moçambicana, onde se reuniu com os membros da Organização da Juventude moçambicana (OJM).

Durante a visita efectuada ao Mercado Central, Paúnde inteirou-se sobre as obras de ampliação e reabilitação da infra-estrutura.

Na ocasião, ele manifestou a sua satisfação com o projecto, visto que a conclusão das obras vai permitir que o mercado aumente a sua capacidade. Porém, o Secretário-geral do partido no poder apelou os empreiteiros a cumprirem com as datas.

Actualmente, o Mercado Central alberga 518 vendedores. No final das obras, espera-se que a sua capacidade aumente em 10 por cento.

Paúnde instou os vendedores a terem cultura de trabalho, pois só assim se pode melhorar as condições de vida.

Aquele quadro sénior do partido no poder apelou à união entre as pessoas, vincando que só assim é que se pode garantir a paz.

Reduzem acidentes de viação mas aumentam casos de morte segundo relatòrio da OMS

Estes dados foram avançados no contexto do lançamento do relatório da Organização Mundial da Saúde sobre segurança rodoviária, evento no qual Moçambique se fez representar pela Vice-Ministra da Saúde, Nazira Abdula.

O Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATER) revela que em Moçambique de Janeiro a Dezembro de 2012 registaram-se 3095 casos de acidentes de viação contra 3461 em igual período de 2011. Como consequência um total de 1574 pessoas perdeu a vida contra os 1726 em 2011.

Reduzem acidentes de viação mas aumentam casos de morte segundo relatòrio da OMS

Segundo o relatório, Moçambique possuía em 2011 um total de 380.343 viaturas entre ligeiras e pesadas, motorizadas, triciclos e camiões. Dados do INATER indicam que em 2012 esta cifra subiu, tornando o parque automóvel na ordem de 486.920 viaturas.

O Relatório Global de Segurança Rodoviária revela que em 2010/2011 Moçambique registou 55 por cento de mortes que se registaram em peões, 33 em passageiros de viaturas e outros 12 envolvendo motoristas.

O relatório recorda que uma das metas da Década de Acção é de até 2020 aumentar para 50 por cento, o número de países que aprovaram leis abrangentes sobre os cinco principais riscos mencionados acima. Para isso, eles devem garantir que as leis incompletas sejam fortalecidas para se conformar com as boas práticas baseadas em evidências sólidas de eficácia.

Cabo Delgado – Almeida Abujate: Filho que ajuda crescer a terra que o viu nascer

Chama-se Almeida Abujate que, para estudar, percorria diariamente 24 quilómetros de ida e volta, pelo menos nos anos 1979/80, pois, vivia na actual aldeia de Megaruma, margem esquerda do rio com mesmo nome, do lado do distrito de Ancuabe e devia estudar na sede do posto administrativo, cruzamento das estradas Nampula/Montepuez/Pemba.

Em 1985 entra na enfermagem e colocado na cidade de Pemba, ao mesmo tempo que fazia peças teatrais, um bicho que lhe perseguia desde a escola, que cedo foram sendo admiradas e “compradas” pelas organizações não-governamentais estrangeiras.

“Desse negócio, o primeiro dinheiro que consegui foi para comprar milho, no circuito de comercialização agrícola e construir uma barraca na minha própria aldeia, em Megaruma. A barraca cresceu e senti a necessidade de contribuir com mais alguma coisa para a população, construindo duas salas de aula, que ofereci depois à minha terra”, explica Almeida Abujate.

Na mesma oportunidade, resolve estender a sua actividade à sede do posto, a convite de amigos ali residentes, por intermédio dos quais consegue adquirir um terreno, por 50.000,00 meticais, espaço onde mais tarde se operariam transformações que fariam de Metoro relativamente diferente.

A barraca de Megaruma já levava o nome de “Amugi Nihicossanatche” (família, não nos invejemos), que transporta para o novo local, na sede do posto, onde implanta uma pensão com oito quartos e uma sala de reuniões.

A primeira comemoração de um aniversário de um posto administrativo, aconteceu em Metoro, sob os auspícios e patrocínio de Almeida Abujate, que fez uma festa de arromba, logo depois de se implantar, depois do que passou a ser moda em toda a província.

Hoje, a pensão de Abujate, em Metoro, tem 24 quartos, incluindo algumas suites e duas salas de conferências, com a capacidade de 120 e 60 pessoas respectivamente, uma das quais, a melhor da província de Cabo Delgado, fora aquelas pertencentes ao “Pemba Beach Hotel” e ao Centro de Pesquisa Ambiental, na capital provincial.

Cabo Delgado - Almeida Abujate: Filho que ajuda crescer a terra que o viu nascer

Não Matei Ninguém Para Crescer

Hoje, Almeida Abujate se é visto em Pemba, há-de ser porque ainda é funcionário público, na Direcção Provincial de Saúde, onde exerce as funções de técnico de Medicina Preventiva há 11 anos, como coordenador do programa de Saúde Sexual Reprodutiva de Adolescentes e Jovens, no âmbito da chamada Geração Biz.

A pensão de Abujate cresceu de modo surpreendente, se bem que, em algum momento da sua história teve que fazer 13 quartos em 26 dias, pois, aproximava-se uma oportunidade que passaria por a Helvetas (uma ONG suíça) ocupá-la por muitos dias, quando concentrou a sua actividade no eixo Chiúre-Ancuabe.
“Não matei ninguém para crescer. Quando apanho dinheiro, imediatamente invisto. Esse é o meu segredo”, explicou Abujate.

O nosso entrevistado não esconde o facto de, actualmente, pensar mais como empresário do que dramaturgo que é, arte que diz agradecer porque o fez conhecer, mas acredita que a juventude pode singrar, desde que a vontade se case com alguma perfeição com o querer e sorte à mistura.

No local onde há menos de 10 anos não havia nada, hoje, para além da pensão de que falamos e as salas de conferências, está implantada uma mercearia, um salão cabeleireiro, estando também em edificação uma peixaria. Igualmente, possui uma máquina de lavar roupa, mas só para uso interno.Abujate já emprega 13 concidadãos a quem não lhes falta o salário, incluindo uma funcionária que contratou, em Maputo, para alguns trabalhadores de especialidade.
Nos últimos tempos, Almeida Abujate meteu-se, igualmente, na política, pois é membro da Assembleia Provincial pelo círculo de Ancuabe.

Falando aos moçambicanos na Austrália: PR rebate teorias sobre calamidades

alando para uma audiência constituída por bolseiros moçambicanos e outros compatriotas a residirem na Austrália, Guebuza disse que há várias teorias sobre cheias e ciclones sobre as quais era preciso reflectir um pouco.

“Há os que pensam que com uma maior atenção por parte do Governo, as cheias não poderiam ter tido o impacto que tiveram”, sublinhou o Presidente fazendo lembrar aos estudantes que eles próprios estavam num país altamente desenvolvido chamado Austrália, mas que tinha também cedido à força da natureza ao ser assolado pela ocorrência de cheias, ciclones e até de queimadas descontroladas.

Contudo, o Chefe do Estado, numa outra apreciação sobre o mesmo problema, admitiu que naturalmente são fenómenos que se podem evitar, mas que a capacidade humana ainda não tinha conseguido atrair para si a força e o conhecimento suficientes para impedir os desastres naturais.

O Presidente acrescentou que estes fenómenos ocorrem também noutros países e continentes mais preparados, como é o caso dos Estados Unidos da América e da Europa, sendo neste último continente onde disse ter ouvido falar nestes dias da tempestade de neve.

Prosseguindo nesta sua sustentação ao problema das calamidades naturais, Guebuza indicou que há outros ainda que pensam que o problema resolve-se construindo-se mais barragens, o que em parte é verdade, mas que isso não resolve o problema, podendo sim atenuá-lo.

Falando aos moçambicanos na Austrália: PR rebate teorias sobre calamidades

Todavia, o estadista, depois de considerar que uma barragem é um investimento, interrogou-se, primeiro, a si próprio, sobre quanto custaria hoje a sua construção. E numa estimativa ao alto disse que uma barragem que há 40 ou 50 anos atrás poderia custar 100 milhões de dólares hoje está a 1 bilião de dólares ou mais.
“ É verdade que há países que até podem achar estes valores de muito poucos, mas o problema é que nós não temos nem esse pouco”, disse.

Guebuza recorreu depois aos números do Orçamento do Estado para ilustrar como é que o Governo não tem dinheiro que chegue para a construção de uma barragem, afirmando que o orçamento anual do Governo anda pelos cinco biliões e um bilião para a construção daquela infra-estrutura seria um quinto daquele mesmo bolo.

Segundo explicou antes de se embarcar para a construção da barragem era preciso ter em conta que é esse mesmo valor que tem que pagar os professores, os enfermeiros, os médicos, os polícias e ainda garantir a construção de hospitais, estradas, pontes, água potável e energia.

“Portanto, pôr mais um bilião não é tão fácil assim, não é questão de boa vontade, é uma questão de poder fazer”, sublinhou o Presidente, ajuntando que naturalmente aquilo que é possível fazer, faz-se.

Num outro ângulo da visão deste problema, o Presidente da República disse que as cheias vieram, mais uma vez, fazer-nos lembrar, para aqueles que se tinham esquecido, que somos pobres e que para acabarmos com a pobreza temos que continuar a produzir riqueza.

Cabo Delgado – Exige-se exploração sustentável da madeira

Discursando na abertura da V Sessão da Assembleia Provincial, José Matias Mugalla, disse não ser compreensível que uma província rica em produtos florestais como Cabo Delgado, não disponha de uma indústria de mobiliário de qualidade e de padrão internacional, capaz de abastecer o mercado interno e externo e contribuir, largamente, para a produção de mobiliário escolar a preços competitivos.

“Estamos, pois, em presença de um enorme desafio, que se coloca a todos nós e, especialmente, ao governo provincial, na mobilização de investimentos que valorizem, continuamente, os nossos recursos naturais. Neste âmbito, entendemos que a província não se deve contentar em ser apenas um mero exportador dos recursos florestais. É expectativa geral, ver implantada na província uma indústria transformadora de madeira”- disse Mugalla.

O presidente da AP, desafiou ainda o executivo provincial, dirigido por Eliseu Machava, para que no quadro dos esforços que vem empreendendo, melhorar os níveis de fiscalização e adoptar medidas que elevem também os níveis de transparência, através da publicitação dos dados sobre a exploração florestal na província, não apenas sobre as metas, bem como sobre a receita colectada e das comunidades abrangidas pelas zonas de corte.

Cabo Delgado - Exige-se exploração sustentável da madeira

Num outro desenvolvimento, José Mugalla disse que apesar das grandes descobertas de recursos naturais na província, a agricultura continua a constituir a base do desenvolvimento, afirmando que esta área reclama por um incremento acelerado no que concerne ao uso de novas tecnologias para o aumento da produção e da produtividade, factores que considerou de importantes para a subida da renda familiar e o crescimento económico.

“Tal passa pelo desenvolvimento das áreas de regadio, de que pontificam os regadios de Chipembe, da mecanização agrícola, combinada com a tracção animal, da disseminação de técnicas adequadas de maneio agrícola, da disponibilização de sementes melhoradas e de alto rendimento, entre outros insumos”- disse Mugalla.

No que se refere à área infra-estrutural, o dirigente daquele órgão de fiscalização do executivo provincial, apesar de reconhecer que muitas obras estão concluídas ou continuam em curso, mostrou a sua preocupação com a demora da empreitada da estrada Montepuez-Ruaça, paralisada há sensivelmente há anos.

De acordo com Mugala as vias de acesso, desempenham um papel de primordial importância na cadeia de valor e contribuem para a promoção da eficácia dos mercados agrícolas, e não só, e permitem a atracção de investimentos.

“É neste âmbito que ouvimos inquietações quanto ao decurso das obras de construção e reabilitação das estradas Montepuez-Ruaça e Macomia-Awasse, cuja morosidade pode concorrer para o encarecimento das empreitadas, mas sobretudo, adiar para um futuro incerto, o sonho da população e de agentes económicos em ver satisfeitas as suas expectativas”- afirmou.

A Assembleia Provincial de Cabo Delgado, recomendou ainda ao executivo de Eliseu Machava a concentrar-se mais no investimento do capital humano, no desenvolvimento de uma rede viária de qualidade, extensão e fornecimento de energia eléctrica, abastecimento de água potável às populações a níveis cada vez mais elevados. De acordo com o presidente Mugalla, uma vez alcançados estes objectivos, estará a cumprir o Plano Estratégico Provincial lançado em 2011.

Não há motivos de alarme sobre a gripe “A” no país

Num encontro esta semana com representantes dos órgãos da comunicação social, o director nacional da Saúde Pública, Mouzinho Said, disse que o sector está preparado para lidar com casos da doença, uma vez dispondo de meios como medicamentos e vacina, contrariamente ao que aconteceu quando da eclosão, pela primeira vez, do surto, em 2004.

O primeiro caso recentemente reportado foi de uma criança que vinha da Suíça, com o vírus e que viria a perder a vida. Na sua casa contaminou o irmão e outros dois profissionais da Saúde, para além de outros seis cidadãos contaminados o que perfez um total de nove casos.

“O que deve acontecer agora é os órgãos da comunicação social evitarem a publicação de conteúdos que criem pânico. Em termos de tratamento, temos já um medicamento denominado taniflu e existe ainda a vacina para a prevenção”, disse.

Referiu que neste momento não estamos numa fase em que se necessite de uma vacina, sendo válidas as medidas de prevenção como, por exemplo, manter a distância de um metro uma vez em contacto com sintomas da doença, proteger a boca ao tossir ou espirrar com o braço e não com a palma da mão e, caso seja com a mão usar sempre o lenço, para evitar a propagação do vírus.

Não há motivos de alarme sobre a gripe “A” no país

Outra medida recomendada pela saúde sempre que se estiver diante de uma pessoa doente é evitar o aperto das mãos, beijos e abraços, não tocar nos olhos, nariz ou boca sem primeiro lavar as mãos.

São sintomas da gripe “A” (H1N1) a ocorrência de febres altas, acompanhadas de tosse e/ou dores de garganta, dores no corpo, dores de cabeça, calafrios e cansaço e nalguns casos vómitos e diarreia. A grande complicação é a dificuldade de respirar.

Entretanto, ainda no decurso do encontro com a comunicação social, Mouzinho Said deu um informe geral sobre a situação da cólera no país, face à onda de desinformação que nalguns casos semeia luto nas famílias moçambicanas.

Sobre a desinformação, Said aponta factores que transcendem a esfera da Saúde resvalando-se para os campos antropológicos e/ou sociológicos para além da confusão de natureza semântica. Para o efeito, tendo em conta que os problemas de desinformação são repetitivos sempre que eclode o surto, a ideia é incluir nas campanhas de educação cívica não só agentes da Saúde como também antropólogos capazes de decifrar e ajudar a ultrapassar certas barreiras.

“Já estamos a trabalhar com outros sectores para a compreensão e mudança de atitude das comunidades perante a eclosão da cólera, de modo a saberem interpretar e lidar com o fenómeno”, salientou.

No que tange à malária, a situação é descrita como satisfatória a medir pelos reduzidos números de casos. Contudo, receia-se uma eventual mudança nos próximos tempos, factor relacionado com a queda das chuvas registadas nos últimos tempos.

Mocímboa da Praia quer ascender à categoria de cidade

A 7 de Março corrente, Mocímboa da Praia completou 54 anos desde que ascendeu à categoria de vila no longínquo ano de 1959, através da Portaria número 13010. Em momento de festa, o respectivo chefe da edilidade, Fernando Neves, enumerou um leque de realizações levadas a cabo pelo seu executivo e que, na sua opinião, contribuem para o crescimento de uma zona suburbana rumo à sua transformação em cidade.

Fernando Neves lembrou que, em curto espaço de tempo, foram erguidos naquela autarquia, dois centros de Saúde e igual número de salas de aula apetrechadas em mobiliário escolar, construídos passeios em quase todas as artérias da zona cimento, parques de estacionamento de automóveis, balneários na orla marítima, silos para acomodação do lixo, reabilitação das estradas urbanas, para além de estarem a decorrer obras de reparação e expansão do sistema de abastecimento de água.

De acordo com Neves, em parceria com outras entidades, foram construídos no município, um centro de formação do pessoal de Saúde, dois bancos comerciais, passando de um para três, estando ainda em processo de edificação, ainda um outro, o que vai elevar para quatro o número de instituições bancárias. Foi ainda aberta uma padaria convencional e diversos centros comerciais.

Mocímboa da Praia quer ascender à categoria de cidade

É com estas e outras realizações feitas na sede distrital de Mocímboa da Praia que os respectivos residentes, incluindo o chefe da edilidade, acham que a sua vila vai conquistar, a breve trecho, a categoria de segunda cidade de Cabo Delgado, uma posição ocupada pela de Montepuez. Chafim Omar, munícipe que falou ao nosso Jornal, disse que a vila está a crescer em todos os aspectos. “Eu nasci aqui, em Mocímboa da Praia. Houve um tempo em que isto tinha ambiente de cidade, sobre tudo de 1970 até um pouco depois da independência. Mas, a partir da década 80, o movimento de cidade começou a decair. Agora Mocímboa da Praia já ressuscitou, o nosso aeródromo recebe por dia cerca de 10 a 15 aviões. Já temos bancos, as ruas foram asfaltadas e há sempre novas pessoas a chegar. Por isso, para mim, Mocímboa da Praia já é cidade”- considerou Chafim Omar.

Por seu turno, Issufo Momade, outro residente da vila, acha que o governo já se lembrou que gente daquele burgo merece, afirmando que não via o ambiente que se vive hoje na urbe há cerca de 40 anos. Acrescentou que era preciso que as pessoas que dirigem o município soubessem gerir a coisa pública e não gastar dinheiro em coisas que não são prioritárias. “Queremos ver a nossa cidade a crescer como outras”, disse indicando, no entanto, que ainda faltam os meios de transportes de passageiros e água suficiente.

Segundo o Censo de 2007, a vila municipal de Mocímboa da Praia tem 47 mil habitantes, número que aumentou nos últimos anos para cerca de 50 mil, distribuídos pelos 10 bairros, os mais populosos dos quais são o de Cimento, Nanduadua, Milamba, Pamunda, Buji, Unidade e 30 de Junho, sendo que as principais actividades praticadas são a pesca e agricultura.

TPM: mas que solução

Vem isto a-propósito de um machimbombo da empresa pública TPM, conhecido por “29”, marca “Yutong”, que faz o trajecto Praça dos Combatentes-Magoanine no qual foi untado, deliberadamente, no seu interior, óleo queimado e massa lubrificante, tendo por finalidade impedir que passageiros possam se sentar numa espécie de caixa que cobre o motor daquele tipo de autocarro que se localiza na parte traseira. Normalmente, naquele lugar acomodam-se quatro a cinco pessoas.

Víamos, como dissemos anteriormente, este tipo de coisas em muros de residências de singulares, para impedir certas acções de transeuntes, mas nunca imaginámos que uma entidade pública também enveredasse por essa.

Não percebemos como é que a Empresa Municipal dos Transportes Públicos de Maputo (EMTPM), ex-TPM, tenha tido a ideia de pintar com óleo queimado numa parte do autocarro para impedir a sua ocupação pelos passageiros.

TPM: mas que solução!

É verdade que esta medida pode ter vindo para erradicar de uma vez por todas as constantes violações de passageiros que nunca acataram aos sucessivos apelos do pessoal de bordo da empresa, para que não se sentassem naquele lugar para o qual recorrem em autocarros, cujos cobradores e condutores nunca respeitaram a lotação das viaturas.

O “As coisas que não estranhamos” de hoje gostaria de saber de quem terá sido esta “iniciativa” numa empresa de dimensão da EMTPM.

Já se imaginou quanta gente terá ficado prejudicada ao apanhar esse machimbombo “29” e se sentou inadvertidamente neste óleo queimado? Seguramente que há pessoas que “caíram” nessa massa queimada quando se deslocava ao local de trabalho ou à escola.

Será que não tinham outra solução, senhores dos TPM? Para nós havia, sim. Uma delas poderia ser a aplicação de uma multa aos passageiros que ousassem se sentar naquele lugar impróprio, como tem acontecido quando os utentes são surpreendidos sem bilhete pela fiscalização no meio da viagem.

abemos que a penalização tem levado a que as pessoas procurem pelo cobrador para pagar o seu bilhete logo que entrem no autocarro.

Camiões de carga no porto de Maputo: Demanda gera embaraços à entrada da capital

A meio da tarde, a coluna de camiões chegou a estender-se desde a portagem de Maputo ate à entrada do recinto portuário.

A situação, segundo dados apurados pela nossa reportagem, ficou a dever-se a problemas no processo de pesagem dos camiões no recinto portuário, facto que impedia que os mesmos procedessem ao rápido descarregamento da mercadoria.

Segundo apuramos, a pesagem dos camiões é um procedimento observado para se confirmar a quantidade da carga depositada pelos camiões no porto, razão por que as autoridades portuárias não permitiam que nenhum camião saísse antes de cumprir tal procedimento, nem que outros entrassem sem que estivessem criadas condições para tal.

Entretanto, fonte da direcção do Porto desmentiu esta explicação afirmando que o congestionamento tinha basicamente duas razões de ser, nomeadamente as obras de reabilitação da rede de vias acesso em curso no interior do recinto portuário, aliada ao aumento substancial do número de camiões que demandam o porto nos últimos dias, sobretudo desde que ficou interrompido o acesso ferroviário ao porto, na sequência do acidente que levou à danificação de uma ponte ferroviária ao longo da Ressano Garcia.

Camiões de carga no porto de Maputo: Demanda gera embaraços à entrada da capital

Segundo a nossa fonte, antes do acidente ferroviário o porto de Maputo vinha recebendo em média 900 camiões transportando carga de e para o porto de Maputo. A maior parte da mercadoria em trânsito pelo porto de Maputo, sobretudo os minérios provenientes da África do Sul, é escoada para o Porto por via ferroviária.

“Isso explica o aumento do número de camiões que demandam o porto porque muitos exportadores estão agora a optar pela via rodoviária para garantir o escoamento de parte da carga que antes vinha de comboio.”, explica a fonte.

Por seu turno, a TRAC, concessionária da N4, reconheceu que a situação estava a gerar sérios embaraços ao tráfego, sobretudo na hora de ponte, em que normalmente o tráfego entre Maputo e Matola já é intenso.

Na sequencia da situação, a TRAC, em coordenação com a Polícia de Trânsito, no sentido de garantir que os camiões fossem retidos na zona de Mahlhampsene, na Matola, evitando que entrassem até à zona da Portagem sobretudo no período de ponta.

“ Vamos deixando que eles entrem aos poucos para evitar que a situação se complique. Também intercedemos junto do Comando da Polícia na cidade de Maputo no sentido de garantir que parte dos camiões que já estão perfilados entre a portagem e a entrada do porto sejam mandados de volta para um ponto onde não possam causar muitos embaraços ao tráfego, sempre na perspectiva de ir permitindo que entrem pouco de cada vez”, disse fonte da TRAC.

A difícil condição de não ter família

Apesar deste pressuposto, muitas são as crianças que não sabem o que é viver num lar e ao lado da sua família. As razões da sua retirada do seio familiar variam, indo alguns viver na rua e os sortudos em centros de caridade.

A nossa reportagem conversou com algumas meninas que encontraram um lar para viver e aprender no Orfanato e Colégio Maria Auxiliadora, localizado na vila transfronteiriça de Namaacha, Província de Maputo, a 75 quilómetros da capital.

Uma das crianças com a qual conversamos é Amélia Tivane, menina de 15 anos de idade, que não chegou a conhecer os seus progenitores. Cresceu sob tutela de uma mulher que a acolheu através de um projecto denominado Casa do Gaiato, que visa a integração de crianças em famílias.

“Desde pequena vivo no orfanato. Perdi os meus pais quando bebé e ninguém da minha família se ofereceu para cuidar de mim. Fui adoptada por uma mulher do distrito de Boane, a pedido do projecto Gaiato, com quem vivi entre 2005 e 2009, de onde saí para este colégio”, conta Amélia, explicando que conseguiu superar a perda dos pais.

A difícil condição de não ter família

Para Amélia, o mais importante é concluir o ensino médio e ingressar na universidade, uma vez que graças ao centro, conseguiu retomar às aulas, pois a mãe adoptiva não tinha dinheiro para mantê-la na escola.
“Agora frequento a 8ª classe, aprendi muita coisa e já me decidi. Quero ser advogada para defender outras crianças e garantir que elas tenham o lar e família que eu não tive”, comentou a menor.

A triste biografia de Clementina da Glória, de 14 anos, começou logo após o seu nascimento quando o pai a abandonou e foi viver na província da Zambézia, com outra mulher. Em 2004 perdeu a mãe ficou apenas com o seu irmão e as tias maternas.

“E como elas não tinham condições financeiras para me sustentarem e pagar as despesas da escola, uma Irmã da igreja levou-me até aqui. Tenho ido à casa dos meus familiares apenas nas férias para visitar, mas já considero o centro a minha casa”, declarou Clementina.

Malhangalene: Incêndio destroi casa de pasto

Não houve vítimas naquele local, muito frequentado, mas o fogo consumiu ainda diversos bens com destaque para equipamentos de padaria, quatro televisores plasma, dez baris de cerveja e igual número de caixas do mesmo produto.

Rosaldo Matusse, proprietário do estabelecimento, conhecido por Complexo Txiling, disse que numa avaliação preliminar permite-lhe calcular os prejuízos causados pelo incêndio em cerca de quatro milhões de meticais.

Em contacto com a nossa fonte, Rosaldo Matusse acredita que se tenha tratado de fogo posto, pois como referiu, as chamas começaram do lado de fora. “Para mim, as causas do incêndio é fogo posto porque as chamas partiram de fora para dentro. Não houve curto-circuito, uma vez que a parte do quadro de energia está intacta. É um acto de sabotagem”, disse Matusse. Ele disse à nossa reportagem que os técnicos da empresa Electricidade de Moçambique que se fizerem ao local momentos após o incidente descartam a possibilidade de se ter tratado de curto-circuito.

Malhangalene: Incêndio destroi casa de pasto

O incêndio ocorre numa altura em que acabava de receber um abaixo-assinado dos moradores das proximidades do “Txiling”, exigindo o encerramento do estabelecimento, alegadamente devido à poluição sonora resultante da música a som alto e barulho de viaturas que efectuam manobras perigosas à calada da noite, perturbando o descanso dos moradores.

Entretanto, segundo Matusse, as razões invocadas na referida carta redigida pelos moradores são infundadas e não justificam o encerramento do estabelecimento.

PR adeverte aos moçambicanos: Descoberta de recursos não nos deve baralhar

“Por exemplo, hoje podemos nos esquecer de que o carvão já estava lá desde os tempos dos nossos antepassados. Que os nossos avós já pisavam-no. Portanto, se foram descobertos agora é porque criaram-se condições para serem descobertos. Mas mesmo assim o carvão não vai sair de lá sozinho. É preciso criarem-se condições para que saia de lá e possa se tornar numa riqueza”, disse.

Recuando no tempo sobre a história do carvão, o Presidente afirmou que Moçambique assinou o memorando de entendimento para a sua exploração em 2004. Ajuntou que depois disso foi necessário um trabalho de muita, mas muita, pesquisa. Depois disso o primeiro vagão que saiu com o carvão só se registou em 2011.

“Portanto, saiu praticamente cinco anos depois. Esta é que é a realidade da vida”, observou.

Dissertando em seguida sobre a descoberta do gás natural, Guebuza disse que, à semelhança do carvão, também sempre esteve lá, só que com a diferença de que ele se localiza debaixo das águas profundas do mar.

Tal como o carvão, vai ser preciso saber esperar pelo tempo para extrair o gás. Nesta perspectiva, o Presidente da República deu a conhecer que os investimentos que estão a ser feitos na ordem de centenas de milhões de dólares apontam que só em 2018 será possível extrair o recurso para a terra.

PR adeverte aos moçambicanos: Descoberta de recursos não nos deve baralhar AUTRALIA1163

“Portanto, esta é a experiência que eu queria partilhar convosco e alertar-vos para que trabalhemos enquanto esperamos para que os resultados dos investimentos apareçam”, reafirmou.

Entretanto, num acto que marcou o fim da sua visita de Estado de cinco dias à Austrália, o Presidente da República e comitiva foram recebidos ontem, em Camberra, a capital política australiana, pela Governadora-Geral, Quentin Bryce. Tratou-se de uma cerimónia na qual as duas partes passaram em revista o actual estágio das relações de cooperação entre as duas partes.

Momentos depois, em declarações a jornalistas nacionais, o Presidente mostrou-se entusiasmado com o sentimento de amizade “muito forte” manifestado pelos australianos. Disse esperar ainda muito mais deste país no que toca ao investimento, remetendo, porém, os resultados disso aos empresários.

Na sua qualidade de Presidente em exercício da SADC, Guebuza serviu-se desta oportunidade para explicar aos australianos sobre os actuais desenvolvimentos da situação política na região, particularmente no que toca ao Zimbabwe. Referiu que ficaram mais claros na compreensão dos problemas não só da África Austral como também da União Africana.

Teatro na efeméride dos “oprimidos”

O GTO agendou para assinalar a efeméride um “road show” com actores da sede e núcleos de outros pontos do país, nomeadamente dos distritos de Chibuto, Bilene, Namaacha, Inharrime e Jangamo. A caravana artística incluirá ainda a actuação de artistas de outras modalidades, tais como a dança e a música bem como declamadores de poesia e humoristas.

O GTO também promove uma exposição intitulada “Ser Humano no Lixo”, resultado das oficinas de estética do oprimido realizadas o ano passado, eventos durante os quais inúmeras obras de arte, cenografia, adereços e utensílios vários foram produzidos pelos participantes com recurso a material reciclado e/ou reaproveitado.

Esta celebração marcará também a abertura oficial das actividades 2013 do GTO-Maputo e de todos grupos teatrais associados a RETEC – Rede Moçambicana de Teatro Comunitário.

Teatro na efeméride dos “oprimidos”

Entretanto, na música, na cidade da Matola actua a cantora Sizaquel Matchombe, que será acompanhada pela Banda Real. Dona de uma das mais apreciadas vozes da música ligeira moçambicana feita por uma geração intermediária de artistas, a autora de êxitos como “Tivhoneleni” e “Nikazalile” irá nesta primeira aparição pública a solo (tem estado a actuar na banda de Stewart) dar o seu melhor aos fãs.

No que diz respeito à literatura, “O Tchova da Juju”, uma biblioteca móvel infantil destinada a promover o acesso ao livro e a reforçar a ligação entre as escolas e as comunidades, escala a partir das 9.00 horas de hoje o bairro da Costa do Sol. Sob o lema “Brincar e Aprender”, o Tchova vai ser acolhido em ambiente de festa, num convívio comunitário que incluirá actividades de dinamização da leitura e nutrição reforçada para um grupo de crianças do bairro.

Amanhã: Linha do Limpopo reabre ao tráfego

Até ontem as equipas envolvidas nas obras de emergência tinham concluído intervenções nos pontos que sofreram danos na sequência das chuvas, faltando por concluir os troço nos Kms 272,9 e 273, no distrito de Chókwè, por sinal os mais afectados pelos estragos.

“A nossa missão era realizar uma intervenção de emergência para criar condições mínimas e seguras de circulação de comboios entre Maputo e Chicualacuala. Naturalmente que depois terá de ser feito um trabalho profundo de reabilitação para devolver a performance inicial da linha”, explica Emílio Funzamo, da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), que coordena as equipas de trabalho destacadas para a Linha do Limpopo.

Essencialmente, a intervenção de emergência consistiu na reposição da plataforma da linha, que fora literalmente destruída pelas águas em vários troços do trajecto. Nalguns pontos até os carris que haviam sido arrastados dezenas de metros para fora da plataforma tiveram que ser levados de volta ao lugar, havendo situações em que se teve que recorrer à soldadura para unir peças que foram quebradas pela força das águas.

A nossa Reportagem, que esteve esta quinta-feira no terreno, testemunhou igualmente obras de reposição de travessas, balastro e marcos de quilometragem igualmente movimentados pela violência das águas.

São milhares de metros cúbicos de balastro que foi arrastado da plataforma da via e que as equipas tiveram que assegurar a sua reposição com novo material fornecido por uma pedreira localizada na região de Chitevel, na província de Maputo.

Amanhã: Linha do Limpopo reabre ao tráfego

Segundo Funzamo, concluída a reposição da plataforma, a balastragem e feito o chamado ataque mecânico, a linha deverá ser sujeita a uma inspecção por uma equipa técnica da empresa, que deverá definir o nível de cautelas que se devem tomar numa primeira fase na circulação de comboios, já que a normalização da situação vai obedecer a um processo paulatino.

Aliás, e de acordo com Meque Mandlate, inspector da via, a linha voltará a receber comboios como no passado mas, segundo ele, no princípio a circulação será feita com restrições de velocidade de modo a não só evitar acidentes como também e, sobretudo, permitir uma maior compactação de todo o material colocado na via, nomeadamente solos, travessas, balastro e carris.

Com cerca de 522 quilómetros de extensão, a Linha do Limpopo está fechada ao tráfego desde Janeiro último, situação que além de ter ditado a paralisação do comboio doméstico de passageiros e mercadorias, embaraça as importações e exportações de países como o Zimbabwe, que tem naquela via a única rota para o Porto de Maputo.

A Linha do Limpopo fora reabilitada em 2004 depois de ter recebido obras de emergência pós-cheias 2000, operação que conferiu àquela via uma capacidade de 20 toneladas por eixo, ou seja, cinco milhões de toneladas de carga por ano.

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