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Sábado, Abril 18, 2026
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Frelimo é contra ameaças de retorno à guerra no país – diz Tobias Dai, na AR

Tobias Dai, vice-chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República, disse ontem no Parlamento, numa intervenção antes da ordem do dia, que o diálogo é fundamental para as sociedades democráticas e que o seu estabelecimento entre interlocutores combate todas as tentativas de pensamento e acção solitária.

Segundo Tobias Dai, discursos incendiários e as constantes ameaças devem ser punidos nas urnas pelos concidadãos.

O vice-chefe da bancada maioritária afirmou que o país não pode e nem deve ficar refém das vontades e devaneios de um líder ou de uma forca política.

“Hoje assistimos a liderança da Renamo e seus correligionários a ameaçarem o povo moçambicano de retorno à guerra. Hoje ouvimos com insistência a Renamo a afirmar que não haverá eleições autárquicas em Moçambique. A Renamo diz que não vai participar e por não participar vai boicotar para que não haja eleições”, denunciou, lembrando, entretanto, que a Frelimo tudo fez para que o pacote eleitoral fosse aprovado com a participação de todos os partidos com assento parlamentar.

Frelimo é contra ameaças de retorno à guerra no país – diz Tobias Dai, na AR

Segundo Dai, a Frelimo tudo fez para que as divergências fossem sanadas, mas a Renamo em nenhum momento contribuiu para sanar tais divergências.

“A Renamo não queria aprovar o pacote eleitoral porque estava com medo das eleições”, referiu, acrescentando que ao se recusar participar nos próximos pleitos eleitorais, nomeadamente autárquicas deste ano e provinciais, legislativas e presidenciais de 2014, a Renamo entra para o caos político.

O vice-chefe da bancada da Frelimo afirmou que estando o seu partido no Governo e tendo no povo o seu patrão está ciente de que as eleições autárquicas realizar-se-ão a 20 de Novembro e em nenhum momento vai pactuar nem pôr em causa a ordem constitucional.

“A Frelimo em nenhum momento vai contribuir para o retrocesso democrático em Moçambique. Por isso, a Frelimo apela a todos os moçambicanos com idade eleitoral para participarem no recenseamento eleitoral e afluírem massivamente às assembleias de voto no dia 20 de Novembro”, pediu Tobias Dai.

Sobre o desempenho da sua bancada, Tobias Dai assegurou que esta irá prosseguir com o seu trabalho visando aprovar as matérias que são submetidas ao Parlamento, garantindo assim o estabelecimento e a consolidação do ambiente político e o normal funcionamento do Estado.

Eleitos seis primeiros membros da CNE

Trata-se dos juristas António Chipanga, Rodrigues Timba, António Muacorica e Eugénia Bernardo, e do engenheiro informático Abílio da Conceição Diruai, todos propostos pela bancada parlamentar da Frelimo, e de Bernabé Lucas Ncomo, licenciado em Administração Pública, sugerido pelo grupo parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique.

A Renamo não exerceu o seu direito de indicar dois elementos para o órgão de direcção e supervisão eleitoral, por considerar não estarem reunidas condições legais e materiais para a realização de eleições no país, tendo inclusive abandonado a plenária na altura do debate do projecto de Resolução relativo à matéria.

Pronunciando-se sobre os candidatos eleitos, os parlamentares da Frelimo e do MDM partilharam a ideia de se ter apostado em pessoas que já demonstraram, tanto na CNE, como em outros órgãos do Estado, competência bastante para desempenharem cabalmente as funções que lhes são agora confiadas.

A CNE, refira-se, é constituída por 13 elementos, oito dos quais eleitos pela Assembleia da República sob proposta de partidos políticos com assento parlamentar de acordo com a sua representatividade parlamentar; um magistrado do Ministério Público e outro da Magistratura Judicial; para além de três elementos propostos por organizações da sociedade civil legalmente constituídas.

Eleitos seis primeiros membros da CNE

Do ponto de vista legal, a ausência de membros indicados pela Renamo na comissão eleitoral não deverá constituir um entrave para o funcionamento do órgão, uma vez que a lei que cria a CNE refere que as suas deliberações são válidas quando tomadas por cinquenta por cento mais um dos seus membros, cifra essa que é largamente ultrapassada pela presença dos 11 elementos que deverão constituí-la.

Entretanto, o processo de indicação de candidatos de organizações da sociedade civil ao órgão eleitoral já iniciou no país, com várias agremiações interessadas a inscreverem candidatos. É o caso do Observatório Eleitoral, que tem já inscritas onze personalidades. Para a eleição dos representantes da sociedade civil na CNE o Parlamento constituiu já a comissão “ad-hoc” que se encarregará de dirigir este processo, acto este que deverá acontecer até ao dia 22 de Abril.

Ainda ontem o plenário da Assembleia da República apreciou o Informe da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade atinente à Revisão do Código Penal.

Neste informe a comissão dirigida por Teodoro Waty refere que as contribuições recebidas por este grupo de trabalho, resultantes da participação dos cidadãos e instituiçõpes públicas e privadas nas jornadas temáticas territoriais e do amplo debate promovido pelos órgãos de comunicação social atestam a necessidade de revisão do actual Código Penal.

Neste contexto, a comissão que trata dos assuntos constitucionais pediu ao plenário a prorrogação do seu mandato com vista a prosseguir com a recolha dos instrumentos adequados para a revisão deste instrumento jurídico-penal, pedido prontamente anuido.

Cerca de 200 hectares poderão ser reflorestados

A ideia, segundo o presidente da Aro, Policarpo Tamele, é plantar árvores de sombra ou de fruta com objectivo de produzir madeira que vai ser usada para fabricar carteiras de baixo custo para apetrechar as escolas.

Tamele falava há dias momentos após receber uma delegação da Federação da Juventude Chinesa que esteve no nosso país para se inteirar do funcionamento das associações juvenis moçambicanas.

Segundo Policarpo Tamele, a presença desta delegação em Moçambique é uma mais-valia para todas as organizações de jovens e é um grande orgulho e motivo de encorajamento para a sua instituição.

Em contacto com a nossa Reportagem, ele sublinhou que a sua instituição tem outros projectos em carteira, como a construção de um parque de estacionamento multiusos no posto administrativo de Inchope, distrito de Gondola, província de Sofala, que numa primeira fase vai dar emprego a 75 jovens.

Cerca de 200 hectares poderão ser reflorestados

A Aro Moçambique, de acordo com Tamele, tem projectos agrícolas, como a plantação de 20 hectares de gergelim e de soja no distrito de Nhamatanda, em Sofala, e 25 hectares de girasol e milho em Sussundenga, província de Manica.

Por seu turno, o presidente assistente da Federação da Juventude Chinesa, Wan Xvejun, disse que o objectivo da visita às associações de jovens em Moçambique é se inteirar do seu funcionamento e ver a possibilidade de cooperar e trocar experiências.

“Estamos aqui para visitar as associações juvenis e nos inteirarmos de como é que elas funcionam, porque pretendemos trocar experiências”, disse, acrescentado que esta é a primeira visita que efectua a Moçambique e ficou impressionado pela forma como as associações juvenis trabalham.

Refira-se que a Aro Moçambique está presente em todas as províncias do país, com cerca de 20 mil membros, maioritariamente jovens voluntários.

Antes de visitar a Aro Moçambique a delegação da juventude chinesa esteve nas instalações da Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família – AMODEFA, na cidade de Maputo. Nesta agremiação a juventude chinesa recebeu informações sobre os inúmeros projectos ali desenvolvidos na área da Saúde Sexual e Reprodutiva, envolvendo sobretudo jovens e estudantes.

Tempo de Páscoa: Mais de 8100 pessoas entraram via Ressano

Segundo as previsões dos Serviços Provinciais de Migração de Maputo, este número pode ter subido nas últimas 24 horas, período considerado crucial para o aumento do movimento fronteiriço devido ao período pascal.

Lázaro Saraiva, chefe do Posto de Migração de Ressano Garcia, disse que este movimento é normal por estas alturas, considerando que o período de pico de entradas no país estava previsto para a tarde de ontem e a manhã de hoje, Sexta-Feira Santa.

“A circulação normal foi igualmente registada no sentido inverso, de Moçambique para a África do Sul, com o registo de 3210 pessoas a escalarem aquele país vizinho”, afirmou Saraiva.

Acrescentou, todavia, desconhecer as razões da redução das entradas no país, relativamente a igual período do ano passado, quando entraram mais de dez mil pessoas.

Saraiva referiu ainda que a maioria das pessoas que entraram são mineiros e outros cidadãos nacionais que trabalham na África do Sul e ainda turistas sul-africanos.

Tempo de Páscoa: Mais de 8100 pessoas entraram via Ressano

Um movimento normal foi igualmente reportado por António Chemane, chefe das Operações das Alfândegas de Moçambique naquele posto fronteiriço, ao afirmar que foi registada a entrada de 2149 viaturas e a saída de outras 1189.

“Este número representa um aumento de 40 por cento para a nossa média diária, em que registamos a entrada de 1500 automóveis, entre camiões de grande tonelagem, autocarros e viaturas particulares”, disse Chemane.

Apesar deste ambiente, havia expectativas de que durante a noite de ontem o movimento poderia se complicar porque, de acordo com a contraparte sul-africana, cerca de cinco mil viaturas eram aguardas do outro lado da fronteira.

É com o intuito de dar vazão ao incremento do movimento fronteiriço de negócios e de turismo, associado às férias da Páscoa, que a fronteira de Ressano Garcia, entre o país e África do Sul, está a operar sem interrupção desde a última segunda-feira até 14 de Abril próximo, numa operação designada “Bem Servir”.

Sobre o fluxo de mineiros, Pedro Taimo, do Ministério do Trabalho, disse que um total de 1519 trabalhadores das minas atravessou a fronteira em 14 autocarros, nos semi-colectivos e em viaturas particulares.

“A previsão era de que hoje (ontem) 17 autocarros atravessassem a fronteira, transportando mais mineiros a partir da África do Sul”, disse Taimo, observando que este ano reduziu o número de queixas em relação ao tempo de espera na fronteira.

Zambezia – Prevenção das cheias e inundações: Maiores investimentos na construção de diques

Este apelo foi feito pelos membros da Assembleia Provincial da Zambézia, reunidos esta semana na sua VII Sessão Ordinária em Quelimane para discutir o plano de actividades e apreciar o informe do Executivo de Joaquim Veríssimo sobre o impacto das calamidades.

Reagindo ao relatório do Governo, o presidente da Assembleia Provincial, João Chacuamba, disse que o Executivo deve identificar novos assentamentos humanos e ajudar tecnicamente as famílias a construir casas com material que resiste às intempéries e estabelecer nova divisão administrativa.

João Chacuamba afirmou que não basta apenas identificar as zonas mas deve se acrescentar a monitoria permanente para aferir o grau de cumprimento das orientações de ter duas casas, sendo uma na zona segura para residência permanente e a outra na zona baixa para actividades agrícolas.

O presidente da Assembleia Provincial disse igualmente que o Governo deve criar nas novas zonas condições socioeconómicas que atraiam as pessoas a permanecer nelas, construindo e apetrechando escolas, unidades sanitárias, fontes de abastecimento de água, financiando actividades agrícolas e comerciais para aumentar as rendas das famílias.

“As condições socioeconómicas constituem uma premissa fundamental para reter as pessoas nas novas zonas e isso pode estimular o surgimento de novas iniciativas de desenvolvimento”, disse João Chacuamba perante membros do Executivo que, desta vez, devido à ausência do timoneiro da província foram dirigidos pela secretária permanente provincial, Claudina Mazalo.

A reabilitação da capacidade produtiva foi uma outra questão bastante debatida durante os trabalhos da VII sessão daquele órgão. A província da Zambézia precisa de mais de 15 milhões de meticais para a aquisição de semente diversa e instrumento de produção para distribuir aos produtores do sector familiar nos distritos mais afectados, nomeadamente Quelimane, Nicoadala, Namacurra, Milange e Maganja da Costa.

Zambezia - Prevenção das cheias e inundações: Maiores investimentos na construção de diques

Afectados recebem Talhões

Entretanto, o Governo diz que mais de 2200 talhões foram distribuídos pelas vítimas das cheias e inundações na província da Zambézia. De acordo com Claudina Mazalo, neste momento há um défice de 220 talhões para igual número de famílias e neste momento o Governo está a trabalhar na identificação de novos lugares seguros para demarcar e distribuir os talhões em falta.

Aquela governante disse também aos membros da Assembleia Provincial que o Governo está mobilizar a população para queimar tijolos para a construção de novas casas resistentes às chuvas e ventos. É, deste modo, que Claudina Mazalo pediu aos membros da Assembleia Provincial para que durante os trabalhos de fiscalização do programa do Governo possam transmitir a mensagem de construir casas robustas, com recurso ao tijolo queimado e outro material resistente.

Durante os debates os membros da Assembleia Provincial defenderam a rápida intervenção do Executivo na reabilitação e manutenção de estradas para o restabelecimento do trânsito rodoviário e normalização da assistência às famílias. Neste momento os distritos de Nicoadala, Namacurra e Maganja da Costa apresentam estradas muito degradadas que obstaculizam a assistência à população em produtos alimentares, medicamentos e programas de Educação e água.

Entretanto, as calamidades na província da Zambézia afectaram sete mil pessoas, destruíram mais de cinco mil casas, para além de danos incalculáveis nas estradas e outras infra-estruturas económicas e sociais.

Vaquina convida privados a investir mais no turismo

Falando na abertura da VII Reunião de Ministros de Turismo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Vaquina considerou o turismo uma indústria que desempenha um papel estratégico na promoção do desenvolvimento económico e social, através da geração do emprego, criação da renda, valorização do património histórico-cultural, promoção da unidade nacional e da auto-estima dos cidadãos, famílias e comunidades.

Para o governante moçambicano, o turismo é, ao mesmo tempo, um estímulo ao desenvolvimento das outras actividades económicas e sociais e culturais e um dinamizador de actividades economicamente rentáveis e sustentáveis, tais como a conservação, a agricultura, a pecuária, a pesca e o desenvolvimento de infra-estruturas económicas e sociais.

A reunião de Maputo, realiza-se sob o lema “Turismo: Gerando Renda, Emprego e Bem-Estar para a Comunidade” e tem como objectivo avaliar o desenvolvimento do turismo nos Estados-membros, apreciar a estratégia de cooperação da CPLP em matéria de Turismo, e a proposta de Acordo de Cooperação entre a CPLP e a Organização Mundial do Turismo.

 Vaquina convida privados a investir mais no turismo

A VI Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP teve lugar em São Paulo, no Brasil, em 2010, onde os Estados-membros da comunidade assumiram o compromisso de criar um portal da CPLP e provê-lo de conteúdo visando facilitar a troca de informações e de conhecimento entre os países da comunidade nas áreas de promoção turística, oportunidades de investimento e formação profissional.

O referido encontro também deixou expressa a forte intenção de estreitar a cooperação técnica com a Organização Mundial do Turismo (OMT), considerando o carácter estratégico do turismo, no quadro geral da cooperação entre os Estados-membros da CPLP e entre estes e o resto do mundo, bem como o papel relevante que esta actividade pode desempenhar na elevação do padrão da vida das populações dos países de língua portuguesa através de uma participação cada vez mais relevante na economia e no bem-estar social por via da geração de mais postos de trabalho e riqueza.

O que se espera é que no encontro de Maputo os assuntos a serem tratados consolidem a convicção de que o turismo constitui hoje uma das principais plataformas sobre a qual assenta o desenvolvimento económico, social e cultural de qualquer país, no contexto da globalização.

Para além de Moçambique, são membros da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste.

Zambezia – Zélia Horácio: Destacada na defesa dos Direitos da Criança

Desde o ano 2000 trabalha no distrito de Morrumbala, na província da Zambézia. Naquele distrito, localizado no vale do Zambeze, criou e chefia o Gabinete de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas de Violência. As comunidades de Morrumbala consideram-na uma grande lutadora e defensora dos Direitos da Criança, por isso desde o ano 2000 tem vindo a destacar-se no desmantelamento de casamentos prematuros, agressões físicas a mulheres e crianças e tráfico de menores, crimes em que, ela própria, envolve-se tenazmente para repor a justiça, mesmo que isso lhe custe várias ameaças por parte dos protagonistas.

Em reconhecimento a esse trabalho, a organização não-governamental Visão Mundial atribuiu a ela semana passada uma condecoração, numa cerimónia que teve lugar no pátio do Comando da sede distrital de Morrumbala. O acto foi testemunhado por altos dirigentes do Executivo local, da Visão Mundial, Parlamento Infantil, Liga dos Direitos Humanos e uma centena de populares.

Entre um coração cheio de satisfação e olhos cheios de lágrimas por causa da emoção que se apossou dela no momento, Zélia Horácio disse que está desde Junho do ano 2005 a advogar pelos Direitos da Criança. Vezes sem conta investigou e apurou casos de violação sexual da rapariga, agressões físicas protagonizadas pelos pais e casamentos prematuros de raparigas organizados pelos progenitores à troca de bens materiais, entre outras atrocidades.

Segundo ela, há muitos casos de violência doméstica no distrito de Morrumbala, alguns dos quais violentos, nomeadamente de violação sexual, pais que não dão alimentos e abrigo aos seus filhos e abandono dos petizes. Aliás, em Morrumbala há dois anos haviam muitas crianças concentradas na zona comercial a pedir dinheiro e comida a quem fosse, fenómeno que, entretanto, já reduzido drasticamente.

Zambezia – Zélia Horácio: Destacada na defesa dos Direitos da Criança

Parlamentares de Palmo e Meio Encorajam

Entretanto, os parlamentares de “palmo e meio” dizem que deveria haver mais “titias Zélias” em Morrumbala para ajudar a travar a violência contra as crianças. Por isso pediram às instituições governamentais e não-governamentais para um maior respeito pelos seus direitos, criando um ambiente mais são nos lares, escolas, unidades sanitárias e outros locais.

Zélia Horácio foi formada em 1989 no Centro Regional de Nhangau, na cidade da Beira. De regresso a Quelimane trabalhou algum tempo no Comando Provincial da PRM e mais tarde na 1ª Esquadra da capital provincial da Zambézia, tendo em 2000 sido transferida para o Comando Distrital de Morrumbala. No mesmo ano é criado o Gabinete de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas de Violência.

O “activismo” pelos direitos da mulher e da criança no distrito de Morrumbala ganhou forma e despertou a consciência de muitas mulheres. Segundo ela contou, muitas vezes os homens reparam-na com estereótipo, ou seja; a mulher que anda a arranjar problemas para as suas casas.

Afirmou que no trabalho que realiza de investigação de casos de violência doméstica está lá inclusa a componente de sensibilização aos homens e mulheres. “Tenho explicado que este não é exclusivamente um gabinete para mulheres mas também para os homens. Durante estes 13 anos da existência do gabinete apenas um homem veio se queixar de ter sido agredido pela própria esposa”, disse.

Os seus colegas também reconhecem o trabalho que desenvolve e lhe têm prestado apoio necessário para que enfrente de forma abnegada os desafios que tem pela frente no combate ao crime.

Sem ambições para grandes cargos de chefia, afirma que a sua maior preocupação é a demora na promoção, indicando que a última vez que isso aconteceu foi no ano 2000.

Entretanto, Zélia Horácio é a segunda pessoa condecorada pela Visão Mundial. No ano passado foi o régulo Chilu, ainda no mesmo distrito. A Visão Mundial foi representada no acto pelo seu embaixador de boa vontade, o músico Edú.

Cheias foram distintas e graves – segundo avaliação do INAM

De acordo com uma reflexão sobre as chuvas feita por Sérgio Buque, chefe do Departamento de Análise e Previsão do Tempo no Instituto Nacional de Meteorologia, por ocasião do Dia Meteorológico Mundial recentemente assinalado, as cheias mais graves de que há memória ocorreram em 1955, 1966, 1972, 1976, 1977, 1984, 2000 e 2009.

Na óptica de Sérgio Buque, de facto houve muita chuva neste período, só que as coisas se passaram de forma diferente e trágica. A título de exemplo, segundo apontou, a região semi-árida de Gaza e Inhambane, que em média regista 350 a 500 milímetros de precipitação anual, registou mais de 600 milímetros de chuva em apenas 12 dias, isto é, mais de 600 litros por cada metro quadrado.

Entretanto, a acção do Homem terá contribuído significativamente para a tragédia sobretudo devido ao elevado número de construções implantadas em zonas de risco, a ocupação desordenada de espaços (zonas urbanas e peri-urbanas) obstruindo e destruindo alguns dos canais importantes de escoamento das águas.

Outro factor, segundo Buque, tem a ver com a ocupação de planícies de inundação, a destruição da vegetação e respiradouros, a insuficiência de infra-estruturas hidráulicas e/ou falta de manutenção, a falta de robustez do sistema de aviso prévio, aliado à deficiente rede de observações hidrometeorológicas e sistema de comunicação e/ou disseminação de informação.

Cheias foram distintas e graves - segundo avaliação do INAM

De acordo com o INAM, a ligação entre as alterações climáticas e os eventos extremos do tempo reside no facto de a intensidade e frequência dos fenómenos hidrometeorológicos tenderem a aumentar.

Neste quadro, de acordo com a fonte, há necessidade de fortificar as acções de mitigação dos impactos das alterações climáticas através de medidas de adaptação, que significa ajustamentos nos sistemas naturais ou humanos em resposta a estímulos climáticos presentes ou esperados ou os seus efeitos que moderam os danos daí resultantes ou tiram partido das oportunidades.

A adaptação compreende a componente reactiva a partir de exemplos passados (eventos históricos) e proactiva, que consiste em preparar o país para eventos futuros de magnitude e frequência mais grave.

Por outro lado, recomenda-se para a necessidade de melhoria da gestão urbana e rural encontrando mecanismos que permitam a convivência entre a cidade, a agricultura e os rios.

Na óptica de Buque, o fortalecimento do sistema de observações hidrometeorológica, processamento e disseminação de informação desempenha um papel crucial na adaptação as alterações climáticas e mitigação do impacto dos eventos extremos.

O Dia Meteorológico Mundial foi estabelecido em 1960, e escolhida a data “23 de Março” para celebrar a entrada em vigor, em 1950, da Convenção da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O lema escolhido para 2013 é “Monitorar o Tempo para Proteger Vidas e Bens”, celebrando também os 50 anos da Vigilância Meteorológica Mundial. Este tema enaltece uma das razões de ser da OMM: A redução das fatalidades e danos causados pelos fenómenos de natureza hidrometeorológica.

Beira: Chuvas tornam caótica circulação nas estradas

A promessa veio do vereador da área de Construção e Urbanização, Albano Carrige, falando em exclusivo ao nosso matutino sobre o cenário lastimável das estradas na cidade capital provincial de Sofala.
Na verdade, numa ronda que a Reportagem da nossa Delegação da Beira efectuou esta semana por algumas artérias da urbe constatou um ambiente dramático, com algumas viaturas de grande tonelagem a ficarem mesmo atoladas.

Mesmo o nosso veículo, de suspensão alta e com tracção às quatro rodas, tinha de interromper algumas marchas em face da sua intransitabilidade, sobretudo nos periféricos bairros de Pioneiros, Manga, Vaz e Muchatazina. ”Aqui só pode andar caterpillar”- ironizou o nosso motorista, Xavier Muchanga.

Neste momento, na cidade da Beira só se circula mais ou menos à vontade nas vias Munhava-Chota, Baixa-Macurungo e Baixa-Hospital Central (Av. Eduardo Mondlane), o troço Hospital Central-Aeroporto clama pela melhoria de resselagem.

De facto, qualquer entrada e saída ao centro da cidade da Beira dependem exclusivamente da Estrada Nacional Número Seis e da Avenida Samora Machel que, entretanto, se apresentam numa situação também crítica.

Beira: Chuvas tornam caótica circulação nas estradas

A primeira via já lá vai muito tempo que deixou de conhecer algum tráfego de viaturas ligeiras pelo facto de o troço Vaz/Munhava se apresentar intransitável, enquanto o segundo troço conta com uma profunda cratera que até obriga os automobilistas a violarem o Código de Estrada, circulando em contra-mão.

Como se se tratasse de uma violação premeditada, a Polícia de Transito pré-posiciona-se no crítico troço multando os supostos prevaricadores da lei, um procedimento que acaba irritando cada vez mais os condutores, que além da precoce danificação dos seus meios circulantes, devem-se sujeitar aos chamados homens da manutenção da Lei e Ordem.

Por conseguinte, assiste-se a uma verdadeira acrobacia nas estradas naquele que é considerado o segundo maior centro urbano do país, com os transportes semicolectivos de passageiros a agudizarem o encurtamento de rotas.

O mais grave ainda é que a própria Empresa Pública de Transportes Públicos da Beira (TPB) também abandonou as rotas das zonas de risco como medida de salvaguardar o estado dos seus autocarros.

Na Beira é normal verificarem-se praças e rotundas abandonadas, tal é o caso da chamada zona de Alto da Manga. Na zona industrial, o cenário é cada vez pior, onde praticamente as viaturas ligeiras não circulam.

Zambezia – Jovens empreendedores olocam 12 toneladas de peixe no mercado nacional

As quantidades a serem colocadas no mercado, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem, vão resultar de duas campanhas de pesca a serem efectuadas durante aquele período nos tanques piscícolas da empresa. A primeira teve lugar há dias no bairro Inhagome, arredores da cidade de Quelimane, tendo sido testemunhada pelo Vice-Ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, que em 2011 também assistiu ao lançamento da iniciativa.

Para a implementação do projecto, o grupo de jovens finalistas recebeu um financiamento de 10 milhões de meticais para produzir camarão de forma a aumentar o volume de pesca daquele crustáceo. No entanto, devido ao aparecimento da mancha branca hostil à sobrevivência do camarão no oceano o empreendimento mudou o seu objecto social para a produção do peixe tilápia, localmente conhecido por pende.

Assim, os jovens passarão a produzir peixe tilápia, muito consumido nas regiões centro e norte do país, o que pressupõe haver já mercado garantido para a sua comercialização.

O capital social da empresa foi reforçado em mais dez milhões de meticais, passando a ser vinte milhões, investimento que servirá para a abertura de novos tanques, passando dos actuais quatro para dez, de forma gradual. Actualmente a produção garantida pelos quatro tanques é de quatro toneladas de peixe tilápia, mas este volume irá crescer ao longo do ano para doze toneladas.

Zambezia – Jovens empreendedores olocam 12 toneladas de peixe no mercado nacional

Sonho Transformado em Realidade

Entretanto, apesar dos jovens estarem empolgados em atingir níveis bem altos de produção pesqueira há dificuldades de encontrar ração para os alvinos se alimentarem. O director-executivo da empresa AQUAQUEL, Miguel Chembe, disse ao vice-ministro das Pescas, que testemunhou a primeira despesca, que o período de crescimento dos alvinos quando bem alimentados é de quatro meses. Referiu que caso a ração estivesse garantida haveria possibilidade de se atingirem as 12 toneladas de que se poderiam obter lucros avaliados em mais de 100 milhões de meticais.

O Vice-Ministro das Pescas, Gabriel Muthisse, disse que quando o projecto foi lançado, há dois anos, era um sonho e agora tornou se realidade mercê do trabalho abnegado, capacidade de imaginação e criatividade dos jovens finalistas do curso de Ciências Marinhas.

“Este projecto tem efeitos multiplicadores porque, para além de criar peixe para melhorar a dieta alimentar dos moçambicanos, criou 20 postos de emprego para a população local e os seus proponentes vão ganhar maior visibilidade como jovens empreendedores. Como Governo, ao implantarmos a UEM aqui visamos buscar soluções locais para o desafio de combate à pobreza e aqui está um sinal visível”, disse o vice-ministro, que apelou àqueles jovens para apostarem na criação de cooperativas com outros produtores da cidade de Quelimane.

Este é o segundo projecto de criação de peixe na capital provincial da Zambézia. Um projecto idêntico está a ser desenvolvido pelos jovens do bairro Nhanhobua, na cidade de Quelimane.

Caso se concretizem as iniciativas dos jovens e de outros produtores Quelimane poderá contar até ao final deste ano com catorze tanques de piscicultura. As pescas oficiais estão a baixar devido à pressão aos recursos, por isso a piscicultura poderá ser uma das alternativas para prover de proteínas marinhas a população.

Entretanto, dados em nosso poder indicam que a província da Zambézia prevê abrir até ao final deste ano mais de mil tanques em todos os distritos. Em breve conversa com a nossa Reportagem o director provincial das Pescas da Zambézia, Arcélio Madede, disse que o Executivo está a prestar assistência técnica aos produtores, nomeadamente em relação à profundidade, largura e condições ambientais para o bom desenvolvimento dos alvinos.

O nosso entrevistado reconheceu que o grande desafio é encontrar um provedor da ração na província da Zambézia, porque a ração que está a ser dada é para a reprodução do camarão e não propriamente para multiplicar peixe.

Em protesto a alegados maus tratos: Funcionários do CRDS paralisam a actividade

Entre muitas queixas, os funcionários apontam insultos, falta de diálogo entre a chefia e massa laboral, corte de alguns benefícios sociais desde que a direcção em causa foi nomeada e ameaças de demissão em caso de reclamação dos direitos dos trabalhadores.

“Desde que a directora ascendeu ao poder, há quase cinco anos, o rumo da instituição mudou. Tirou-nos o direito a chá, café e sopas e manteve estes benefícios para ela e alguns funcionários a ela ligados. Insulta-nos e ameaça-nos despedir quando reclamamos”, disseram os trabalhadores. Contam um episódio que se deu um dia quando uma funcionária, que de repente sentiu um mal-estar, abordou a directora sobre o problema, mas que ela não atendeu à situação.

Os trabalhadores dizem estranhar a atitude da directora porque antes de ela ser indicada para o novo cargo beneficiava dos direitos que hoje tirou aos colegas. “Desde que assumiu o poder até falta-nos material de limpeza”, desabafam os trabalhadores. “Quando escrevemos cartas a pedir autorização para determinados fins como estudar, a directora arquiva os documentos e ficamos sem resposta”, acrescentam.

Para mostrar a sua cada vez mais crescente indignação, os trabalhadores concentraram-se ontem em frente das instalações do CRDS desde às seis horas da manhã, e por cerca de quatro horas, cantando e pedindo a demissão da directora ou a transferência daqueles para outros postos, alegando não haver ambiente saudável para continuarem com a actual direcção.

“Chega, queremos a mudança da directora Judite Madeira”, estas são algumas das frases escritas em cartazes que os trabalhadores empunhavam defronte das instalações.

Os trabalhadores só retomaram a actividade cerca das 10.00 horas de ontem, graças aos apelos do director Nacional de Recursos Humanos e de Formação do Ministério da Saúde (MISAU), Martinho Djedje, solicitado a intervir.

Em protesto a alegados maus tratos: Funcionários do CRDS paralisam a actividade

Para acalmar os ânimos, Martinho Djedje reuniu-se com a massa laboral juntamente com a direcção do CRDS para de perto ouvir as suas inquietações. O encontro durou mais de duas horas, mas à saída Martinho Djedje interpelado pelo nosso jornal não se mostrou disponível a falar sobre o assunto.

Entretanto, segundo os trabalhadores, o encontro foi inconclusivo, tendo, como afirmaram, recebido de Djedje promessas de que aquele responsável levaria as suas inquietações ao MISAU e que na segunda-feira voltaria ou delegaria alguém para esclarecimentos.

Por sua vez, a directora do CRDS, Judite Madeira, disse que não estava autorizada a falar à imprensa e que deveríamos contactar o MISAU.

Os Problemas não são novos

As inquietações dos trabalhadores do CRDS não são de hoje. Há dois anos, aqueles funcionários escreveram cartas anónimas para os órgãos de informação onde, entre outros assuntos, denunciavam desvio de fundos da instituição e acusavam a directora Judite Madeira de ter transformado o CRDS em propriedade privada.

No mesmo ano, o MISAU respondeu enviando uma equipa de inspecção para averiguar os alegados roubos, desvio de fundos e gestão não transparente do CRDS.

“Depois da inspecção nada mudou e ninguém nos informou sobre o relatório da inspecção. Tentamos dialogar com a directora e ela não nos quer ouvir. Esta é uma das razões que concorreu para que partíssemos para a paralisação das actividades”, referem os trabalhadores.

Venda ilegal de imóveis: Ramaya ilibado

Ramaya, um dos condenados pelo envolvimento na morte de Carlos Cardoso, foi restituído à liberdade em regime condicional há cerca de dois meses, depois de cumprir metade da pena de 24 anos.

Porque não foram encontradas provas suficientes do seu envolvimento no referido negócio ilícito de imóveis, o tribunal judicial da cidade de Maputo ordenou ontem a sua soltura sem aplicar qualquer medida de caução, o que quer dizer que ele está livre deste processo de que era associado.

Venda ilegal de imóveis: Ramaya ilibado

Não foram avançados muitos detalhes sobre a natureza do negócio em causa, mas segundo a decisão do tribunal, não há matéria suficiente para incriminá-lo. O seu nome apenas foi citado por algumas pessoas constituídas arguidas neste processo, facto que levou a Procuradoria da Cidade a ordenar a sua detenção sem juntar elementos de prova.

Abdul Gani, advogado de Vicente Ramaya, disse à Imprensa que as pessoas só quiseram envolvê-lo no suposto caso por má fé, visto que nunca apresentaram nada que o ligasse ao mesmo.

“Para ver que ele está limpo, não foi arbitrada nenhuma medida de caução, o que demonstra que Ramaya está limpo neste alegado caso de venda ilícita de imóveis. Essa é uma atitude de má fé. Peço a todos, sobretudo algumas instituições de Justiça, como a PGR, que deixem de persegui-lo e insinuar crimes que ele não cometeu. Já chega de perseguição”, afirmou Gani.

Preso e conduzido à Cadeia Civil na terça-feira à tarde, Ramaya só foi interrogado ontem pelo tribunal, uma vez que na quarta-feira ficou adiada a audição devido a um alegado problema de saúde do suspeito neste caso de venda ilícita de imóveis.

Ramaya queixava-se de fortes dores ao mesmo tempo que afagava o abdómen num aparente exercício para atenuar as dores de que provavelmente sofria.

No caso Carlos Cardoso, para além de Ramaya, o primeiro a sair da cadeia, estão em liberdade condicional Carlitos Rachid, Manuel Escurinho e Ayob Satar, permanecendo apenas na prisão Nini Satar.

Desde o carvão até ao PROSAVANA: Guebuza e Dilma querem projectos a dar resultados

O facto foi vincado durante um encontro mantido entre os Presidentes Armando Guebuza e Dilma Rousseff, do Brasil, no final do Retiro do BRICS e Fórum do Diálogo Africano, que marcou o término dos trabalhos da V Cimeira do BRICS, que vinha decorrendo desde terça-feira em Durban, África do Sul.

No encontro, que durou pouco mais de 30 minutos, os dois estadistas passaram em revista o estágio de cooperação nos domínios político, económico e social, tendo reiterado continuar trabalhar juntos com vista a incrementar as relações existentes.

No aspecto político, segundo o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, os dois estadistas avaliaram a situação na Guiné-Bissau, um país da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização de que Moçambique e Brasil são parte integrante.

“No caso da Guiné-Bissau, os dois presidentes consideraram ser importante avaliar o ponto da situação, tendo em vista procurar soluções para o problema”, explicou Banze, que acompanhou o Presidente da República no encontro.

Guebuza é actualmente presidente em exercício da CPLP e da Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC).

Ainda no domínio político, Guebuza e Rousseff debruçaram-se sobre o ponto de situação do processo de preparação das próximas eleições em Moçambique.

Desde o carvão até ao PROSAVANA: Guebuza e Dilma querem projectos a dar resultados

No domínio económico ambas as partes passaram em revista os projectos em curso no país que contam com a participação do Brasil, nomeadamente nas áreas mineira, agricultura, energia, entre outras.

Neste contexto, destaque vai para o projecto de exploração de carvão de Moatize implementado pela multinacional brasileira Vale, o PROSAVANA, que está a ser implementado ao longo do “Corredor de Nacala” e que também conta com a participação do Brasil, bem como o projecto energético conhecido pelo termo de “espinha dorsal”, que contempla a construção de linhas de transporte de energia da subestação de Songo para o sul do país.

”Sobre estes projectos, os dois líderes manifestaram a disposição de continuar a trabalhar em conjunto para que haja frutos”, disse Banze.

Na manhã de ontem, quinta-feira, o estadista moçambicano participou num pequeno-almoço oferecido pelo Presidente chinês, Xi Jinping, aos Chefes de Estado e de Governo africanos e recebeu em audiência o director executivo da ZTE Corporation, uma companhia do sector informático.

Esperava-se igualmente que ainda ontem Guebuza mantivesse um encontro com o seu homólogo chinês, antes de conceder uma conferência de Imprensa para marcar o fim da sua visita à África do Sul.

Indústria Extractiva: Há transparência mas exige-se mais

O Governo, representado pelo Vice-Ministro dos Recursos Minerais, Abdul Razak, as empresas e a sociedade civil debateram, ontem em Maputo, o terceiro relatório produzido no âmbito da implementação da Iniciativa para a Transparência na Indústria Extractiva (ITIE), coligação na qual Moçambique foi admitido como cumpridor em Outubro. O documento refere-se a dados de 2010.

Com efeito, os dados contidos no relatório mostram que o grau de discrepância entre a informação das empresas e do Governo em relação aos dinheiros transferidos por aquelas ao Estado tem vindo a baixar, situando-se actualmente nos 0,78 por cento.

O coordenador da iniciativa em Moçambique, Benjamim Chilengue, considerou aquele tipo de discrepância como sendo aceitável tendo em conta o nível e o número de empresas envolvidas.

No presente relatório, os dados do Governo apresentam-se com 15 milhões de meticais acima das declarações das transferências efectuadas pelas empresas, ou seja, as companhias mineiras e as de hidrocarbonetos dizem ter feito pagamentos no valor de 1.912.784.929,61 meticais, quando o Executivo reconhece 1.927.824.722,91 meticais.

Em termos de receitas, a sua captação passou de pouco mais de mil milhões de meticais, nos relatórios anteriores para cerca de dois mil milhões de meticais no actual.

Indústria Extractiva: Há transparência mas exige-se mais

Outra melhoria tem a ver com o facto de o presente relatório não se ter cingido apenas na reportagem dos factos, como também pretendeu constituir-se numa peça educativa em que se traz alguns detalhes da indústria extractiva, o seu regime fiscal e outras obrigações das empresas.

Entretanto, a despeito de admitir alguns avanços na transparência da indústria extractiva, a sociedade civil entende que os relatórios podem ser mais inovadores, incorporando tantos outros aspectos que ajudem a tornar o processo cada vez mais credível.

Fátima Mimbire, do Centro de Integridade Pública (CIP) disse que no relatório falta informação sobre quanto e como Moçambique vai ganhar em resultado da exploração de recursos minerais e de hidrocarbonetos.

Para o CIP, a dissipação das dívidas passa pela publicação dos contratos assinados entre o Governo e as empresas. “Os relatórios não respondem ao problema essencial que é de saber se as empresas estão a pagar o que deviam, à luz dos contratos”, frisou Fátima Mimbiri.

Outro aspecto levantado pelo CIP está relacionado com aquilo que chamou de “pouca clareza” sobre o papel das empresas e do Estado em matéria de responsabilidade social em benefício das comunidades.

A sociedade civil sente também a falta de informação sobre os dividendos que o Estado recebe das empresas mineiras participadas e exige a apresentação de um plano pós-mineração, uma vez que se sabe que os recursos são esgotáveis.

Entretanto, o comité de coordenação do ITIE em Moçambique encara como desafio a tempestividade dos relatórios, a fiabilidade da informação transmitida e o seu encaminhamento aos utentes.

Boicote as eleições: Dhlakama reage com “palmadinhas nas costas”

Ele reagia a decisão do maior partido da oposição nacional de não participar nas eleições autárquicas a ocorrerem a 20 de Novembro do ano corrente, bem como a ameaça de inviabilizar a realização do pleito pela via da violência.

A Renamo até ao momento ameaça não participar nas eleições autárquicas mas nós não sabemos se a Renamo, de facto, não vai participar. Já ouvimos o posicionamento dos americanos a sensibilizarem a Renamo a participar dos pleitos eleitorais e de tempos em tempos temos visto que Dhlamaka reage quando a comunidade internacional o vai dando palmadinhas nas costas para ele participar como se ele funcionasse a reboque desta mesma comunidade internacional . Vamos ver como ele reage aos estímulos externos ao país , como ele reage a este apelo dos americanos e não só, da comunidade internacional e como a Renamo se vai posicionar nos próximos tempos em volta desta matéria das eleicoes , afirmou.

Boicote as eleições: Dhlakama reage com “palmadinhas nas costas”

Mas em que medida estas ameaças da Renamo poderão criar um clima de intranquilidade e medo juntos dos eleitores questionamos ao entrevistado ao que respondeu:

“Eu penso que no interior do país e não só, as pessoas se preocupam sempre que a Renamo vem falar da guerra. Para quem viveu e acompanhou o período da guerra sabe o que é ir dormir ouvindo tiros ir dormir debaixo da cama, pode-se perceber porque é que as pessoas tenham medo e ficam intranquilas quando a Renamo faz este discurso de retorno a guerra. Mas há também jovens que conhecem a guerra apenas pelos livros de história e que certeza não dão muito crédito ao discurso da Renamo. Eu penso que a Renamo perde uma vez mais a oportunidade de participar dos processos políticos, de intervir , de colocar a sua visão de governação dos municípios e é uma oportunidade que a Renamo tem de mostrar a sua base social que está presente no campo político”.

Para o sociólogo Hélder Jauna, ao não participar nos pleitos eleitorais, a Renamo estará a afastar a sua base social de apoio.

“Na verdade, a Renamo ao fazer este discurso belicista, afasta a sua base social de apoio de participar nas eleições e entrega a esta mesma base a outras forcas políticas porque as pessoas não são internamente fiéis a um partido político em função do candidato que aparece, em função da visão que apresenta de governação , esta base social de apoio da Renamo pode deslocar-se para outras forcas politicas”.

Jauna é de opinião que a atitude do maior partido da oposição nacional de afastar-se dos processos eleitorais poderá ter um custo político elevado “ que são as sucessivas derrotas que a Renamo tem tido nos últimos pleitos eleitorais”.

Melhorar a arrecadação de receitas nos municípios – afirma Carmelita Namashula

A governante falava no encerramento da VIII Reunião Nacional dos Municípios que desde a passada terça-feira vinha decorrendo na capital do país.

Tais dificuldades persistem igualmente na gestão do solo urbano, gestão dos resíduos sólidos, abastecimento de água e recursos humanos qualificados.

Neste sentido, a ministra chamou atenção aos dirigentes autárquicos para a necessidade de terem em conta que muito há ainda por fazer, com vista a tornar a governação municipal cada vez mais participativa e voltada para a satisfação efectiva das necessidades básicas dos cidadãos.

Carmelita Namashulua disse estar claro que é preciso trabalhar no sentido de implementar de forma adequada os planos de ordenamento territorial a nível das autarquias; resolver os problemas relacionados com os assentamentos informais e de morosidade na atribuição dos títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUATs) e imprimir celeridade no processo de alteração da toponímia.

Melhorar a arrecadação de receitas nos municípios – afirma Carmelita Namashula

Afirmou ainda ser necessário incrementar a capacidade de colecta de receitas para assegurar o desenvolvimento sustentável das autarquias através do aproveitamento integral das oportunidades que as janelas fiscais oferecem. Essas janelas são nomeadamente o Imposto Pessoal Autárquico (IPA); o Imposto Predial Autárquico (IPRA) o Imposto Autárquico de Veículos, o Imposto Autárquico de SISA, a contribuição de melhoria, as taxas por licenças concedidas e por actividade económica, as tarifas e taxas pela prestação de serviços, multas e outras.

A ministra da Administração Estatal disse ser importante que os municípios trabalhem para manter a coesão da sua máquina administrativa, independentemente da mudança dos titulares dos órgãos autárquicos.

“Para o efeito, é importante que os municípios promovam a formação dos funcionários e o recrutamento de quadros capazes de dar resposta as necessidades de funcionamento dos municípios, evitando ao máximo à mobilidade destes quadros”, disse.

A presente reunião tinha como agenda fazer o balanço do cumprimento das recomendações da reunião anterior, o balanço do cumprimento dos planos das dez novas autarquias, o balanço do cumprimento dos planos de desenvolvimento das autarquias de cidades e vilas, entre outras matérias.

BRICS vai reforçar voz dos países em desenvolvimento – segundo Tomaz Salomão

O termo BRIC foi criado em 2001 pelo economista inglês Jim O’Neill para fazer referência a quatro países Brasil, Rússia, Índia e China. Em Abril de 2001 foi adiciona a letra “S” em referência à entrada da África do Sul. Desta forma, o termo passou a ser BRICS.

Falando a jornalistas moçambicanos que cobrem a V Cimeira do BRICS, a decorrer desde terça-feira e que hoje termina na cidade sul-africana de Durban, Salomão enalteceu a iniciativa dos seus mentores que, segundo ele, vai permitir que os cinco países apresentem uma posição concertada em matérias que dizem respeito não só aos respectivos países ou regiões de que são oriundos, mas de todos os países em desenvolvimento.

Neste contexto, segundo Salomão, esta plataforma vai trabalhar na advocacia dos países em desenvolvimento e reforçar as posições dos desfavorecidos em fóruns internacionais.

“Esses países representam, muitas vezes, os respectivos continentes em diferentes fóruns, seja ao nível de G8, seja ao nível de G20 e é útil que concertem as posições de maneira a apresentarem-se, nesses fóruns, não com discursos desconcertados, mas com discursos que reflectem aquilo que são as preocupações relativas aos respectivos países bem como as preocupações relativas aos continentes donde provêm. Nesse sentido, essa plataforma cria esse espaço para que as nossas vozes sejam ouvidas nesses fóruns”, disse Salomão.

Para o secretário executivo da SADC, o pressuposto defendido pelo BRICS está em concordância das posições de África, que coloca a questão de infra-estruturas no rol das prioridades no grande desafio de impulsionar as trocas comerciais no continente.

BRICS vai reforçar voz dos países em desenvolvimento - segundo Tomaz Salomão

Aliás, no fórum de negócios realizado esta terça-feira no âmbito da V Cimeira do BRICS a questão de infra-estruturas norteou os debates na perspectiva de que estas são um instrumento de facilitação da circulação de pessoas e bens e, por via disso, para o reforço das trocas comerciais.

“É uma plataforma importante que pode confirmar aquilo que temos vindo a dizer de que o futuro do continente, a melhoria das condições de troca, o reforço das trocas comerciais no continente só pode acontecer se a qualidade das nossas infra-estruturas melhorar, nomeadamente estradas, sistemas de telecomunicações, sistemas de transporte marítimo, portos, ferrovias, gestão de águas, aeroportos, para citar alguns”, disse.

Sobre a decisão do grupo de criar um banco, Salomão disse acreditar que a razão disso está no entendimento de que o desenvolvimento deve ser financiado não só por recursos provenientes dos cofres do Estado, mas também por recursos providenciados por instituições financeiras criadas para o efeito.

“Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estão localizados em cinco regiões de continentes completamente diferentes. Ao decidirem criar um banco acho que não é apenas para financiar as iniciativas nos seus países, mas, acima de tudo, iniciativas nas regiões onde se encontram, com o objectivo final de impulsionar as trocas comerciais”, afirmou.

Na ocasião, Salomão minimizou as reservas do Ocidente sobre o sucesso do BRICS afirmando que “o Ocidente é livre de fazer pronunciamentos que pretende fazer”.

Saber é o que se exige do estudante do ISPG – recapitula Director-Geral

O facto aconteceu na abertura solene do presente ano lectivo, uma cerimónia bastante concorrida que teve como orador principal Rosário Fernandes, Presidente da Autoridade Tributária, que proferiu na ocasião a oração de sapiência.

Como tem sido tradição no Instituto Superior Politécnico de Gaza sempre que inicia um novo ano académico, foram mais uma vez premiados os melhores estudantes, estes que mais se revelaram ao longo da última temporada lectiva.

Trata-se, sem dúvidas, de uma iniciativa levada a cabo pela direcção daquela instituição de ensino, que tem estado a ser alvo de largos elogios, não só por parte da comunidade estudantil, como dos vários actores em Chókwè, por se considerar uma das maneiras de se transmitir o espírito de entrega e investigação aturada.

O sentimento de alegria por este feito era simplesmente indisfarçável no semblante das várias centenas de estudantes, operadores económicos locais e dos representantes da comunidade local, entre outros que tiveram a oportunidade de presenciar o acto.

A cerimónia aconteceu no novo campus universitário, depois de pouco mais de seis anos a trabalhar em instalações emprestadas pelo Instituto Médio de Chókwè.

Saber é o que se exige do estudante do ISPG - recapitula Director-Geral

Foram oito os vencedores do “ranking” do conhecimento, num estabelecimento de ensino frequentado por mais de 800 estudantes.

Os laureados, segundo as regras previamente definidas pelo ISPG, para além do aproveitamento pedagógico devem igualmente reunir outros requisitos, dentre os quais comportamento e postura irrepreensíveis.

São leccionados no Instituto Superior Politécnico de Gaza os cursos de Engenharia Agrícola, Engenharia Hidráulica Agrícola e Água Rural, Economia Agrária, Contabilidade e Auditoria, Engenharia Zootécnica e Florestal.

Segundo promessas feitas na ocasião por Hortênsio Comissal tendo em vista dar resposta às estratégias do Governo naquele sector, visando uma melhor adaptação às exigências do mercado, será introduzido em 2014 o curso de licenciatura em Engenharia de Aquacultura e Pescas.

Para o efeito, deverão ser mobilizados meios financeiros e materiais por forma a permitir que o ISPG possa estar dotado de mais laboratórios, salas de aula, meios circulantes para as deslocações dos docentes, técnicos, investigadores e estudantes às unidades práticas e de produção.

“É de sublinhar que há anos que o ISPG se vem arrastando com a problemática da falta de recursos financeiros adequados às suas especificidades. Esta situação inquieta-nos sobremaneira”, disse Comissal.

Ministério Público: AR elege membros do Conselho Superior

Trata-se de Hermínio Matandalasse, Angelima Maria Nguirazi, Albatul Mahamudo Cardoso e Alberto Chande, todos propostos pelo grupo parlamentar da Frelimo; e Albino Augusto Nhacassa, sugerido pela bancada parlamentar da Renamo. O Movimento Democrático de Moçambique, devido ao número de deputados que detém no Parlamento (8), não propõe nenhum elemento para este órgão.

O Conselho Superior de Magistratura do Ministério Público, é o órgão de gestão e disciplina do Ministério Público, e é composto pelo Procurador-Geral da República, que o preside, pelo Vice-Procurador-Geral da República, por dois Procuradores-Gerais Adjuntos e quatro Procuradores da República que representam cada uma das categorias do Ministério Publico, para além das cinco personalidades de reconhecido mérito eleitos pela Assembleia da República.

Ainda ontem, os deputados da Assembleia da República aprovaram, na especialidade e globalidade, e por consenso, as propostas de Lei de Criação dos Distritos, por províncias; de Transferências de Áreas das Sedes Distritais, por província; e de Transferência das Áreas entre Distritos, também por província.

Neste contexto, foram criados treze novos distritos e a alteração dos nomes de outros três, elevando de 128 para 141 o número deste tipo de unidades de administração territorial nacionais.

A proposta, de iniciativa do Conselho de Ministros, refere que a criação destas novas unidades territoriais visa ajustar a actual divisão às exigências da presente fase de desenvolvimento económico, social e cultural mocambicano.

Ministério Público: AR elege membros do Conselho Superior

Assim, foram criados os distritos da Ilha de Moçambique, Larde e Liúpo, na província de Nampula; Quelimane, Luabo, Mulevala, Mocubela, Derre e Molumbo, na Zambézia; Marara e Doa, em Tete, e Macate e Vandúzi, na província de Manica.

Paralelamente, o Governo propõe a alteração dos nomes do distrito de Pemba-Metuge, em Cabo Delgado, que passa a designar-se Metuge; do distrito de Nampula-Rapale, em Nampula, que passa a chamar-se Rapale, e do distrito de Lichinga, na província do Niassa, que passa a designar-se distrito de Chimbonila.

O plenário do órgão legislativo decidiu também preencher as vagas deixadas na Comissão Permanente da Assembleia da República e da Comissão do Plano e Orçamento, abertas com a renúncia dos mandatos dos deputados Manuel Tomé e Tomás Mandlane, ambos da Frelimo, ao abrigo da Lei da Probidade Pública.

Assim, para o lugar de Tomé na Comissão Permanente foi eleito o deputado Xavier Chicutirene, do círculo eleitoral de Niassa, enquanto que para a vaga deixada por Tomás Mandlate na Comissão do Plano e Orçamento, foi indicado o parlamentar Azevedo Musimbora, de Tete.

Hoje o plenário do órgão legislativo vai eleger os membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE) propostos pelas bancadas parlamentares. Trata-se de Abílio da Conceição Dirual, António Muacorica, António Chipanga, Eugénia Chimpene e Rodrigues Timba, todos propostos pela bancada parlamentar da Frelimo, e Bernabé Ncomo, sugerido pelo grupo parlamentar do MDM. A bancada da Renamo não apresentou os dois candidatos a que tem direito, por lei, alegando não existirem condições legais e materiais para a realização de actos eleitorais credíveis, transparentes e isentos.

A estes membros da CNE juntar-se-ão so três que forem propostos por organizações da sociedade civil; um pela Magistratura do Ministério Público e outro pela Magistratura Judicial.

Tete – Governo expande electrificação rural

O Director Provincial dos Recursos Minerais e Energia, Manuel José Sithole, referiu que concluído que foi a electrificação de todas as sedes distritais e algumas sedes dos postos administrativos, localidades e povoados ao longo dos últimos quatro anos as atenções, doravante, estão viradas para outras áreas habitacionais no meio rural que ainda não se beneficiam deste recurso.

Neste contexto, as sedes dos postos administrativos de Muze, no distrito de Zumbu, e de Malowera, em Marávia e na Vila Mualadzi, em Chifunde, foram projectos-piloto na electrificação, usando-se a tecnologia de sistemas fotovoltáicos. Os referidos sistemas encontram-se, neste momento, em avançado estado de degradação devido à falta de acessórios, vandalização e má gestão.

“Uma equipa técnica vai se deslocar, brevemente, a estas regiões para um levantamento físico das avarias existentes para posterior reparação dos sistemas” – disse Manuel Sithole que acrescentou que estão desenhados, para estes dois anos, entre outros pormenores, a construção de mini-hídricas para a produção de energia eléctrica nos rios com curso permanente de água e a utilização de energia solar para a produção de energia eléctrica, vulgo sistema fotovoltaico.

Quanto ao uso de sistemas isolados (grupos geradores), devido à onerosidade da sua operacionalização em resultado dos elevados custos de gasóleo, o governo provincial tem, desde há algum tempo a esta parte, acautelado a electrificação rural recorrendo àquela tecnologia.

Tete - Governo expande electrificação rural

“Neste momento apenas temos grupos geradores nas sedes dos postos administrativos de Dôa e Inhangoma, no distrito de Mutarara, que, entretanto, não funcionam com a regularidade necessária devido à crise financeira para aquisição do diesel” – referiu Sithole.

Entretanto, o governo provincial está, por outro lado, empenhado na mobilização de meios financeiros para a execução do programa de electrificação, através da rede nacional de energia às vilas fronteiriças da província de Tete.

De referir que os postos fronteiriços de Cuchamano, Mecumbura e Zóbuè beneficiam de energia eléctrica fornecida pelo Zimbabwe e o Malawi no âmbito dos acordos assinados entre o governo moçambicano e daqueles países vizinhos.

O director provincial dos Recursos Minerais e Energia em Tete, revelou que o governo priorizou a electrificação com a energia da rede nacional as futuras sedes distritais de Marara e Dôa que passaram, recentemente, de postos administrativos para a categoria de distritos.

Para este ano, a empresa Electricidade de Moçambique (EDM), planificou a reabilitação de cinco quilómetros da rede de média tensão (RMT) da Subestação de Matambo à cidade de Tete para o melhoramento de qualidade e fiabilidade do fornecimento de energia aos consumidores do município da capital provincial e distrito de Changara.

“Vamos reabilitar 20 quilómetros de linha de média tensão de 33KV, no troço cidade de Tete/Vila de Moatize assim como outros 10 quilómetros de Tete/Boroma, acção que visa o melhoramento de fiabilidade de fornecimento de energia eléctrica a estas regiões” – disse o Director Provincial dos Recursos Minerais e Energia em Tete, Manuel Sithole.

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