Sociedade Meio Ambiente Banco Postal entra em funcionamento no país

Banco Postal entra em funcionamento no país

A medida consta do Plano Estratégico daquela empresa pública e a sua operacionalização será possível através da criação de um Banco Postal a funcionar ainda este ano, havendo já interesse de vários parceiros nacionais e estrangeiros, com destaque para a integração da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).

A intenção foi anunciada, na cidade de Chimoio, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) daquela empresa, Luís Rego, no final dos trabalhos da III Reunião Geral dos Correios de Moçambique que durante três dias decorreu naquela urbe.

Na verdade, o pagamento de pensões constitui, neste momento, uma preocupação de fundo no seio dos beneficiários, os quais têm-se debatido com imensas dificuldades de transporte das zonas de residência para sedes distritais e capitais provinciais, para onde, mensalmente, são obrigados a deslocar-se para o levantamento dos seus parcos subsídios.

Rego sustentou ainda que a medida está numa fase bastante avançada de implementação no âmbito do cumprimento das orientações do Governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, como forma de aliviar o sofrimento das populações, com particular incidência dos beneficiários.

Por outro lado, a criação do Banco Postal vai ainda aliviar, sobremaneira, os actuais constrangimentos relacionados com a implementação do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo “sete milhões”, em que os administradores distritais são apontados como sendo fiéis gestores, contrariando assim a Política Nacional de Bancarização.

Banco Postal entra em funcionamento no país

Numa primeira fase, o Plano Estratégico dos Correios de Moçambique fixado entre 2011/2013, cujas ideias vão ser posteriormente mantidas válidas, permitiu já a criação, em 2009, da empresa Correios Expresso de Moçambique (CORRE), com um investimento avaliado em um milhão de dólares norte-americanos que, nos últimos dois anos da sua implementação, arrecadou uma receita acima de 100 milhões de meticais, esperando-se a duplicação do valor a partir deste ano.

Por este motivo, a fonte considera que os desafios da sua instituição ainda são enormes tendo abarcado já na transformação da empresa e na realização de acções de sustentabilidade e modernização, com impacto relevante no atendimento público. Por outro lado, estas acções visam introduzir novos serviços e revitalizar a imagem degradada da empresa nos últimos tempos.

Conforme projectam os gestores da firma, tal reorganização passa por definir os recursos humanos e financeiros, investindo e inovando nos serviços e adequando as novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

Na base disso, estão a ser formados recursos humanos cujo processo implica a admissão de novos trabalhadores, mormente a camada juvenil. Assim, entre os próximos dois ou três anos, estima-se que venham a ser aplicados cerca de 15 milhões de dólares norte-americanos na modernização dos serviços e na formação dos recursos humanos.

O valor inclui, basicamente, a criação do Banco Postal e uma empresa de logística que vai possibilitar o maior afluxo de encomendas do público. O Banco Postal será essencialmente rural virado para espevitar as poupanças rurais, como forma de garantir também maior acesso aos serviços financeiros à maior parte da população moçambicana.

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