Politica Governo reage às ameaças da RENAMO: Situação controlada

Governo reage às ameaças da RENAMO: Situação controlada

O Vice-Ministro do Interior, José Mandra, entrevistado ontem, em Maputo, à saída de uma sessão de trabalhos do Conselho de Ministros, disse que nenhum partido tem competência ou legitimidade para atropelar um comando constitucional.

“Não sei com que força legal pode vir um partido dizer que vai inviabilizar as eleições se a Constituição diz que as eleições se realizam periodicamente”, interrogou-se Mandra.

Acrescentou que a Polícia da República de Moçambique como instituição com mandato de garantir a ordem e tranquilidade públicas está nos seus postos a assegurar que o país funcione normalmente.

“Talvez este posicionamento de homens que está a ser feito é tendo em conta que a Renamo está em toda a parte do país. O líder esteve em Nampula agora está em Vanduzi, mas a PRM estrutura-se desde o Comando Central até a base, até ao posto policial e a situação está sob controle”, sublinhou Mandra, observando que a Renamo se movimenta como se movimenta, sabemos que existem os tais homens armados considerados guardas do seus líder, mas as regras são regras e há linhas traçadas neste país para serem respeitadas e para quem as pisar não teremos outra alternativa senão cumprirmos com o nosso dever de garantir a ordem.

Governo reage às ameaças da RENAMO: Situação controlada

Questionado sobre se estas movimentações de homens armados, particularmente no centro do país teriam ou não conduzido a tomada de medidas excepcionais, o Vice-Ministro do Interior respondeu que estão a funcionar na sua normalidade e se houver caso para isso serão mobilizadas.

“Temos o primeiro grau, o segundo e outros graus de prontidão combativa, mas a situação está sob controlo e estamos no dia-a-dia a garantir a ordem “, reafirmou.

José Mandra ajuntou que apesar da alegada movimentação associada a perturbação da ordem, ainda não havia dados sobre casos de população molestada ou impedida de se movimentar livremente.

Por seu turno, o Ministro da Defesa, Filipe Nhussi, abordado na mesma ocasião defendeu que não deve haver distracção em relação aos objectivos do desenvolvimento de Moçambique.

“O que está claro é que a lei é lei. Ninguém pode sabotar a lei. Impedir que as pessoas possam ir as eleições é contra a lei e nenhum moçambicano gostaria de viver num país onde a lei é desobedecida”, disse.

Entretanto, o Secretário-Geral da Renamo, Manuel Bissopo, reafirmou em Nampula que a sua formação política está a afinar a máquina para inviabilizar a realização das eleições autárquicas agendadas para Novembro e gerais de 2014, enquanto não forem observados criteriosamente os diversos segmentos dos processos eleitorais em Moçambique.

Bissopo disse que o seu partido possui já três bases, nomeadamente em Santunjira, na Serra da Gorongosa, onde nos finais do ano passado se recolheu Afonso Dlhakama, em Mucodzi, a 16 quilómetros dali e uma outra em Muxungué, no distrito de Chibabava, todas em Sofala.

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