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Quinta-feira, Abril 23, 2026
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Todos somos chamados a valorizar a unidade e paz – afirma PR no Niassa

O Chefe do Estado moçambicano, que falava durante um comício no posto administrativo de Nungo, distrito de Marrupa, a leste da província nortenha do Niassa, disse haver pessoas, entre as quais cidadãos moçambicanos, interessadas em perpetuar a pobreza no país.

“Há pessoas que não querem que acabemos com a pobreza. Não querem que vivamos bem. Quando construímos estradas, escolas, hospitais, fontes de água, ou quando as populações trabalham e compram, com o seu suor, alguns bens para a melhoria das suas vidas, essas pessoas ficam zangadas e com ciúme”, disse Guebuza.

Sem apontar exactamente de quem se trata, Guebuza vincou que as pessoas que agem daquela forma não querem o desenvolvimento e estão contra as conquistas de todos os moçambicanos.

O estadista moçambicano falava esta quinta-feira no posto administrativo de Nungo, a 45 quilómetros da sede distrital de Marrupa, na província do Niassa, norte de Moçambique, onde se encontra a efectuar uma visita de trabalho, no âmbito da presidência aberta e inclusiva, na sua edição de 2013.

Guebuza frisou, na ocasião, que a luta contra a pobreza requer o envolvimento de todos e de cada um.

“Cada um tem de fazer a sua parte e todos, em conjunto, podemos vencer a pobreza”, disse Guebuza, alertando que a vitória final nessa luta pode levar muito tempo, mas, em cada dia, vamos dando um passo rumo à vitória”.

De uma forma pedagógica e recorrendo a exemplos do passado e do presente, Guebuza explicou às pessoas presentes como é que cada um, no seu sector de actividade ou na sua aldeia, está combatendo a pobreza.

“Se uma família tinha, no passado, uma casa feita apenas de capim e, hoje, dispõe de uma casa feita de tijolos queimados, está combatendo a pobreza. Se uma pessoa viajava a pé de Nungo para a sede distrital e hoje consegue comprar uma bicicleta, através do dinheiro resultante da venda da sua produção, está combatendo a pobreza”, afirmou.

Neste contexto, recordou que houve tempo em que parte das pessoas ali presentes não tinham roupa e se vestiam de cascas de árvores, como foi o caso dos tempos de guerra, mas que, hoje, todos já se vestem pelo menos bem.

“Isto significa que, pelo menos, a pobreza reduziu”, disse Guebuza, acrescentando que uma vez conhecidas as manifestações da pobreza é necessário juntarmos os esforços para combatê-la definitivamente”.

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Funcionários do Estado: Necessário combinar promoções e progressões

Segundo o comunicado final do encontro, cujos trabalhos foram dirigidos pela respectiva ministra, Vitória Diogo, deve haver rigor na observância dos planos de desenvolvimento dos recursos humanos. Os secretários permanentes provinciais são instados a fazerem o levantamento dos aspectos que dificultam a operacionalização do memorando que permite aos funcionários e agentes do Estado usufruírem de medicamentos nas farmácias.

Devem, por outro lado, divulgar a Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública (ERDAP 2012-2025) nas sessões dos governos provinciais, colectivos de secretaria, nos “fora” de gestores de recursos humanos do Estado e nos “fora” dos inspectores.

A fonte recomenda ainda aos secretários permanentes provinciais a assegurar a divulgação de informação e legislação da Administração Pública, os deveres e direitos dos funcionários e agentes do Estado, através das rádios comunitárias e da produção e distribuição de folhetos, e, a todos os níveis, assegurar a realização de concursos de ingresso e de promoção no Aparelho do Estado, bem como serem rigorosos na avaliação de desempenho.

O Instituto Superior de Administração Pública deve fazer uma reflexão sobre os custos dos cursos ministrados na instituição. As instituições do Estado e as escolas do Governo devem, também, ser rigorosas e objectivas no processo de selecção de formandos para os cursos por si ministrados.

O VI Conselho Coordenador do Ministério da Função Pública reuniu-se com o objectivo global de fazer o balanço da implementação do Plano Económico e Social (PES 2012), debruçando-se concretamente sobre as actividades realizadas entre o ano passado e Maio de 2013, bem como analisar a proposta do PES da instituição para 2014.

Debruçou-se ainda sobre os relatórios das províncias, o ponto de situação das decisões tomadas no V Conselho Coordenador, o balanço do plano de acção 2012 da Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública, a autoavaliação dos cursos ministrados pelos institutos de formação em Administração Pública e Autárquica, a implementação do Sistema de Formação em Administração Pública, os arquivos e o acesso à informação, relatório de monitoria das actividades sectoriais no âmbito da gestão estratégica dos recursos humanos, regularização dos agentes em situação irregular, cujos salários são suportados pelo Orçamento do Estado, entre outras matérias.

Falando no encerramento do encontro, a ministra Vitória Diogo disse, entre outras coisas, que a Administração Pública moçambicana está a passar por reformas profundas, que consubstanciam um processo tangível e visível de edificação de uma estrutura mais actuante, dotada de quadros qualificados e motivados, imbuídos de espírito de servidores do Estado e ao serviço do cidadão e do desenvolvimento do país, no quadro do combate à pobreza.

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A bem da paz e da democracia: Munícipes de Lichinga pedem reforço do diálogo com os partidos

O pedido foi feito esta semana no decurso de um encontro popular que o Presidente da República orientou no populoso bairro de Chiuaula, no prosseguimento da sua governação aberta e inclusiva na província do Niassa.

Na verdade, esta solicitação surgiu na sequência dos ataques armados contra alvos civis e militares levados a cabo por homens da Renamo, provocando vítimas. Com efeito, em Abril último a Renamo protagonizou um assalto à esquadra da Polícia e contra alvos civis em Muxúnguè, provocando vítimas. Na madrugada de segunda-feira, homens armados invadiram o paiol das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no posto administrativo de Savane, em Sofala, matando cinco soldados. E, esta semana, os homens da “perdiz” ameaçaram interromper a circulação de pessoas e bens ao longo do troço Save/Muxúngwè, na Estrada Nacional Número Um e na linha férrea de Sena.

Em mensagem apresentada na ocasião, os munícipes pediram, igualmente, a rápida asfaltagem da estrada que liga o distrito de Lichinga à cidade de Cuamba, bem como a reabilitação da linha férrea que estabelece a ligação entre os dois pontos para a facilitação da circulação de pessoas e bens. Pediram ainda o melhoramento das vias no interior da urbe; mais salas de aula, melhoria na recolha de resíduos sólidos e maior extensão da rede de abastecimento de água.

O Bispo do Niassa, Hélio Crescelino, disse na sua intervenção que a província parece esquecida pelo Governo central e apelou à rápida reabilitação da estrada Lichinga/Cuamba para viabilizar o desenvolvimento.

O mesmo aconteceu com o pastor Orlando Ngovene que, aliás, foi convidado a orar por ocasião da visita presidencial ao município de Lichinga.

As várias intervenções populares também se referiram à necessidade de olhar para Niassa como futuro pólo de desenvolvimento do país.

Em jeito de resposta a estes pedidos, o Presidente Armando Guebuza afirmou que Moçambique caminha na rota do desenvolvimento. Explicou que no Niassa existem muitos empreendimentos em curso e que concorrem para a vitória na luta contra a pobreza.

“Mas sabemos que ainda falta muita coisa; falta água, faltam estradas, falta a electricidade. Há muita gente que não entende que a luta contra a pobreza não é feita somente pelo Governo, mas sim por cada um de nós. E fazemo-la todos os dias. A luta contra a pobreza é melhorar todos os dias a nossa vida”, explicou o Presidente Guebuza.

O Chefe do Estado disse que Moçambique precisa de reforçar a unidade para poder se desenvolver.

“Nós precisamos de compreender que as nossas diferenças na língua e nas tradições constituem uma riqueza dos moçambicanos”, afirmou o Chefe do Estado, salientando que “nós não queremos sangue derramado, daí que não aceitamos que haja pessoas que gostam de sangue dos outros irmãos; pessoas que ficam satisfeitas quando vêem os outros irmãos a perderem sangue”.

Armando Guebuza reconheceu que se há diferenças é preciso continuar o diálogo para cada um apresentar o seu ponto de vista e em conjunto se construir o país sem sangue, com ordem e tranquilidade.

Guebuza reiterou a sua condenação aos ataques violentos contra cidadãos, mesmo quando esses cidadãos são militares, defendendo o prosseguimento do diálogo de modo a que cada um apresente as suas razões para se chegar a entendimento.

O Chefe do Estado pediu vigilância e que se denunciem às entidades competentes os que pretendem pôr um causa a ordem e a tranquilidade.

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CABO DELGADO – Província continua corredor preferido da droga

Dados apurados pelo nosso Jornal dão conta que de Janeiro do presente ano a esta parte, foram apreendidos mais de 800 quilogramas de droga diversa, uma das quais ácido acetilantranílico e cannabis sativa, vulgo soruma, entre outras.

Informações constantes no relatório trimestral do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga, em Cabo Delgado, a que o “Notícias” teve acesso, referem que em conexão com o tráfego e comercialização das referidas drogas, dois cidadãos da Guine Conacri e quatro nacionais estão a contas com a Justiça.

O relatório assinado pelo director do gabinete provincial, Tomé Ali Madebe, indica que no início do presente ano, foram apreendidos na fronteira com a República Unida da Tanzânia, concretamente em Namoto, distrito de Palma, 603.733 quilogramas de N-Ácido Acetilantranílico, matéria-prima usada para o fabrico de drogas pesadas, com destaque para a Metaquelona.

Os dois cidadãos da Guiné Conacri que introduziram a mercadoria em solo pátrio proveniente do Quénia, conforme o relatório, estão sob custódia judicial em Pemba. Para além destes, ainda de acordo com a fonte, outros dois cidadãos, desta feita, nacionais também encontram-se presos por terem sido encontrados, na cidade de Pemba, na posse de 15,2 quilogramas de soruma.

Ainda no período em análise, desta feita no distrito de Namuno, foram apreendidos 10 quilogramas de soruma envolvendo dois cidadãos que, neste momento, estão a responder em juízo enquanto outros elementos do grupo continuam fugitivos. O relatório sublinha que o gabinete provincial vai continuar a desencadear acções tendentes à prevenção e combate à droga com vista à redução da sua procura, oferta, consumo e dos males sociais que a mesma provoca.

O relatório conclui que a cannabis sativa continua a ser a droga de maior circulação e a mais consumida em Cabo Delgado. De acordo com o relatório, com a recente apreensão de N-Ácido Acetilantranílico, vem confirmar o novo “modus operandi” dos narcotraficantes, que optam por importar ou introduzir precursores para a produção de drogas ilícitas dentro do país.

Como medidas de prevenção, segundo a mesma fonte, o Gabinete de Prevenção e Combate à Droga de Cabo Delgado, realizou palestras em número de 153 tendo abrangido 11.460 beneficiários dos quais destacam-se alunos, reclusos, transportadores rodoviários, atletas, jovens e populares nos distritos de Pemba, Balama, Montepuez, Chiúre, Mocímboa da Praia, Ancuabe, Muidumbe, Macomia, Namuno e Mueda.

De acordo ainda com o documento, foram distribuídos no período em análise, 15.347 materiais de informação e propaganda anti-droga a 188 escolas de diversos níveis e subsistemas de ensino, 29 instituições do Estado, trabalho coordenado pelas rádios comunitárias de Chiúre, Montepuez, Balama, Macomia Muidumbe, Mueda e Nangade.

A projecção de filmes com imagens que mostram os males que as drogas provocam em diferentes aglomerados populacionais e centros sociais foram outras formas encontradas pelo gabinete para desencorajar a produção, venda e consumo ilícito de drogas.

Para além destas acções, o gabinete provincial diz ter desintoxicado nove cidadãos considerados toxicodependentes nos distritos de Mueda e Namuno, uma acção coordenada com o sector da Saúde, reabilitados nove cidadãos com antecedentes alcoólicos em Mueda e Namuno e reinseridos três ex-toxicodependentes em Mueda.

O tráfico e consumo de drogas, de acordo com o gabinete dirigido por Tomé Madebe, incentiva a criminalidade, violência em geral, fenómenos que, nos últimos dias, têm ganho níveis preocupantes, sobretudo no seio da camada jovem o que resulta, em certas ocasiões, em doenças crónicas, dependência ao consumo de substâncias ilícitas, acidentes mortais, entre outros males numa sociedade que se pretende sadia.

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CABO DELGADO – Pescas fiscalizam aplicação dos créditos

De acordo com Jerónimo Lopes, chefe do Departamento de Fomento Pesqueiro daquele sector, o Estado disponibilizou para o efeito, desde 2007, mais de 50 milhões de meticais.

A fonte explicou que a fiscalização tem, por finalidade, apurar até que ponto os fundos estão a responder à demanda de falta de financiamentos que a actividade piscatória se ressentia.

Afirmou que durante a monitoria que deverá abranger a todos mutuários, vai ser necessário conversar com as pessoas fisicamente, de forma a saber como os créditos são aplicados pelos beneficiários elegíveis que são pescadores, comerciantes do pescado, carpinteiros navais e outros intervenientes espalhados um pouco por toda a região costeira da província.

“Mais do que uma fiscalização, queremos fazer a verificação física dos beneficiários dos fundos e aplicação dos mesmos, verificação da elegibilidade e legitimidade dos mutuários e confrontar os dados se, efectivamente, conferem com a carteira de crédito. Porque não queremos situações em que alguém desenhou um projecto de venda de pescado e depois de beneficiar dos fundos, fez uma outra actividade não prevista no projecto. Faremos também a verificação de imobilidade ou não dos bancos que desembolsaram dos fundos”- explicou Lopes.

Segundo afirmou, durante a fiscalização, poder-se-á ver se as actividades a que os mutuários se comprometeram estão ou não a atingir os objectivos, “porque nós contratamos as instituições bancárias para estas, por sua vez, desembolsarem os fundos aos mutuários considerados elegíveis, sendo com estes que queremos interagir e vermos “in loco” os projectos que mereceram o financiamento, pois, pretende-se que os créditos produzam resultados de redução de pobreza” .

Os fundos de crédito ao nível de Cabo Delgado, ainda de acordo com a nossa fonte, contrataram instituições bancárias vocacionadas à concessão de empréstimos nomeadamente a GAPI e AMODER que desembolsaram a vários mutuários, em número de 343 de oito distritos costeiros potenciais produtores do pescado, nomeadamente Palma, Mocímboa da Praia, Macomia, Ibo, Quissanga, Pemba-Metuge, Pemba e Mecúfi.

Num outro desenvolvimento, a fonte reconheceu que o nível de retorno dos créditos é satisfatório desde o início dos primeiros desembolsos em 2007, sendo de presumir que as instituições bancárias estão a conseguir persuadir os mutuários a devolver o dinheiro emprestado, dai concluir-se que a capacidade de monitoria da parte dos bancos é boa.

“A avaliar pelos ganhos até aqui conseguidos, embora existam alguns créditos mal parados, a redução do risco de falta de retorno é maior”- referiu a fonte.

Entretanto, Jerónimo Lopes anunciou uma outra linha de crédito que está aberta desde o ano passado, também destinada a financiar actividade piscatória na província de Cabo Delgado, inserida no projecto denominado Propesca, cujo montante disponível não nos foi revelado.

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CABO DELGADO – Mais técnicos de Saúde formados em Pemba

Os recém-graduados, comprometeram-se, num juramento público, a trabalhar em qualquer ponto da província e do país, a aplicarem os conhecimentos adquiridos durante a formação e dedicarem suas energias no salvamento de vidas humanas. Trata-se de uma turma de técnicos de medicina preventiva que iniciou o seu curso em 2011.

Discursando no acto, a directora provincial de Saúde Sãozinha Agostinho, referiu que a aposta do sector que dirige é aumentar, cada vez mais, o número de profissionais de Saúde para responder à demanda. Disse, por outro lado, que um dos desafios do governo, é reabilitar e apetrechar as unidades sanitárias de forma atender os utentes em condições dignas e humanas. Agostinho referiu que mais cursos poderão abrir nos próximos dias.

Entretanto, o governador de Cabo Delgado, Eliseu Machava, que orientou a cerimónia disse, na ocasião, que nos últimos três anos o governo formou naquele centro, 352 técnicos dos níveis básico e médio de diferentes ramos de Saúde para cobrir a rede sanitária da província. Afirmou que acredita que o pessoal ali formado, tem qualidade técnica, elevado sentido de responsabilidade e respeito pelos utentes. Machava aproveitou a oportunidade para apelar aos novos profissionais para evitar actos que não dignificam a sua carreira.

“Cada profissional aqui formado, deve atender o paciente de forma digna, com respeito e cortesia, de modo que os utentes se sintam confortáveis e seguros. O médico, o enfermeiro, o técnico de Saúde são profissões nobres, pois, lidam com vidas humanas. Por isso, devem exercer as suas actividades com ética profissional. Devem trabalhar com humanismo e espírito de equipa para que possam satisfazer os anseios da nossa população”- apelou Machava.

O timoneiro de Cabo Delgado afirmou que o governo está empenhado em reduzir as taxas de mortalidade, principalmente a materno-infantil e o impacto negativo de doenças endémicas e transmissíveis, como as diarreias, a cólera, a malária o HIV/SIDA, tuberculose, entre outras. É neste contexto que se enquadra a formação de técnicos de medicina preventiva e saneamento do meio, que devem trabalhar junto das comunidades no sentido de prevenir doenças e promover a saúde”.

Refira-se que, desde sua abertura em 1983, o Centro de Formação do Pessoal de Saúde de Pemba, já formou mais de 1.348 técnicos entre básicos e médios. Neste momento, de acordo com o respectivo director, Freitas Zombola, o desafio é aumentar o número de salas com vista a ter espaços suficientes para albergar mais estudantes.

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Guebuza inaugura Hospital em Marrupa

Trata-se do Hospital Distrital de Marrupa, ontem inaugurado pelo Presidente Armando Guebuza no quando da sua visita de trabalho ao Niassa.

Na prática, o Hospital entrou em funcionamento no ano passado, oferecendo uma multiplicidade de serviços, como Consultas Externas, Serviços de Urgência, Maternidade, Pediatria, Medicina, Cirurgia, Bloco Operatório, Estomatologia, Oftalmologia, Laboratório, Anestesia, Farmácia e Reabilitação Física.

As obras de construção, que arrancaram em 2010, custaram 58 milhões de meticais (cerca de dois milhões de dólares).

Segundo o director provincial da Saúde do Niassa, Dinis Viegas, tudo está sendo feito no sentido de garantir o pleno funcionamento do hospital, que passa pelo reforço do efectivo de profissionais e montagem do equipamento, incluindo um aparelho de “Raio-X”.

Em relação ao pessoal, segundo a fonte, espera-se pela graduação de cerca de 30 estudantes do curso de medicina para reforçar o efectivo naquela unidade sanitária.

Entretanto, o director do hospital, Rui Santana, confirmou que o mesmo está apetrechado de equipamento em todos os seus sectores de forma a permitir a prestação de serviços com a qualidade desejada.

Sobre o impacto deste hospital para a região, Viegas disse ser um importante investimento para o sector de saúde, pois, para além do distrito de Marrupa, o mesmo vai beneficiar outros dois distritos vizinhos, cuja população era obrigada a percorrer entre 300 e 500 quilómetros para beneficiar de assistência médica para aqueles casos graves que não podiam ser resolvidos nos centros de saúde locais.

“Por exemplo, nos casos de complicações de gravidez, os pacientes provenientes de Mecula eram transportados para a capital provincial que dista a cerca de 500 quilómetros, com todos os riscos de saúde daí decorrentes. Agora, precisam de percorrer apenas 180 quilómetros a partir da sede distrital de Mecula para o Hospital Distrital de Marrupa”, disse o director provincial.

Com a entrada em funcionamento do Hospital Rural de Cuamba e como consequência imediata dos serviços disponíveis nesta unidade, em 2012, a província vem reduzindo a taxa de mortalidade infantil, tendo passado de 190 para 60, por cada 100 mil nascimentos.

O número de partos institucionais também aumentou, tendo passado de 72 por cento em 2011 para 78 por cento em 2012.

Ainda ontem, o Presidente da República inaugurou uma escola secundária, nos arredores da vila sede do distrito de Marrupa.

Trata-se de uma infra-estrutura construída de raiz e composta por 12 salas de aula, um bloco administrativo, uma biblioteca, um laboratório de química e biologia e um outro de física, uma sala de informática equipada com 70 computadores com acesso a internet, balneários e uma cantina.

Segundo o director da escola, Nelson Lembane, todos os compartimentos estão apetrechados com equipamentos necessários para o bom curso das aulas.

A infra-estrutura custou 2,5 milhões de dólares norte-americanos, disponibilizados pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento.

Depois da inauguração daquelas infra-estruturas, Guebuza deixou a vila de Marrupa rumo ao distrito de Mecula, no prosseguimento da Presidência Aberta e Inclusiva, devendo escalar no sábado o distrito do Lago.

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SEGUNDA FASE DO PROJECTO ASP – Gente de baixa renda na limpeza da capital

O programa, também denominado Acção Social Produtiva, tem como objectivo proporcionar postos de emprego a pessoas em situação desfavorecida, devendo envolver aquele grupo de munícipes dos sete distritos, nomeadamente KaMavota, KaMubukwana, KaNpfumo, Nlhamanculo, KaTembe e KaMaxakeni e KaNyaka.

Segundo Boavida Chambal, responsável pelo projecto a nível do município de Maputo, a ideia é encontrar pessoas de idades compreendidas entre 18 e 54 anos para mulheres e até 59 para homens desempregados ou sem fonte de renda para a realização de actividades de limpeza, a quem deverá ser pago um valor ainda não especificado.

“Os beneficiários vão realizar actividades já identificadas, tais como o saneamento do meio, especificamente a limpeza de parques e jardins, cemitérios, valas de drenagem e poda de árvores, devendo ser organizadas localmente”, disse a Chambal.

Uma delegação do Instituto Nacional de Acção Social (INAS) em Maputo está a fazer o cadastro dos beneficiários para que o plano inicie em Julho. Questionado sobre o orçamento do projecto, o representante do município disse prever-se o desembolso de mais de cinco milhões de meticais, quatro milhões dos quais destinados ao pagamento dos beneficiários e os restantes para a aquisição do equipamento e pagamento de custos.

Os beneficiários trabalharão quatro dias por semana e igual número de horas diárias em áreas a serem previamente identificadas num horizonte temporal de seis meses, esperando-se que abranja mais de duas mil pessoas em três anos.

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“Xicalamidade” que ameaça engolir Fernão de Magalhães

Vende-se quase tudo e nesse processo não conta o local mas sim o resultado: dinheiro. O que está a acontecer faz crer que as autoridades municipais perderam o controlo da situação, numa cidade onde muitos procuram fazer qualquer negócio desde que dê dinheiro.

Da postura camarária já ninguém ousa falar. É claro que a procura é maior e o mercado é bastante concorrido, sendo que os vendedores também vão tomando o local à altura da procura. A poluição sonora vem condimentar o já insuportável clima instalado. É que a musicalidade produzida pelos promotores de venda do produto ensurdece a qualquer um que passe por ali. A ideia é vender e vender maior número de peças possíveis. Por isso, há que cantar para convencer. É assim que se faz o marketing na frenética Fernão de Magalhães.

Mesmo ciente de que muitas famílias sobrevivem ou têm fonte de rendimento a partir da venda informal, no caso “Xicalamidade”, há que ditar as regras de jogo e não deixar que sejam as pessoas a fazê-lo; que as autoridades “dancem a música” de alguns munícipes que infringem as regras, vivendo de atropelos em atropelos.

A venda de roupa usada já descaracterizou parte da baixa de Maputo, com destaque para as avenidas Guerra Popular, Filipe Samuel Magaia com o epicentro na Fernão de Magalhães.

É constrangedora a “privatização” da avenida Fernão de Magalhães e seus passeios, sobretudo entre a Filipe Samuel Magaia e Guerra Popular, onde os vendedores ocupam de forma firme e continuada aquele espaço, avançando cada dia que passa para o centro da faixa de rodagem, embaraçando o já complicado tráfego resultante do crescente parque automóvel. Já não se fala de passeio que só se usa durante a noite e/ou às primeiras horas da manhã pois, porque depois vira mercado.

Nos passeios, os transeuntes encontram muitas dificuldades porque está tudo tomado. Será que as autoridades municipais não podem fazer nada perante a acção dos informais que tende a ganhar a zona? Por este andar deixaremos de estar na cidade das Acácias, mas sim da “Xicalamidade”, uma vez que aparentemente ninguém estranha. De outra forma teria havido já alguma acção por parte de quem de direito.

Noticias

Vendedores paralisam Av. Marginal no Triunfo

Vendedores do Mercado Triunfo na Costa do Sol, bloquearam no início da tarde de hoje a avenida da Marginal em protesto às indemnizações. Segundo os vendedores, unilateralmente o município atribuir 2000 meticais pela destruição das barracas par dar lugar ao alargamento da Av. Marginal.
O trânsito só foi restabelecido graças à intervenção da Polícia.

Arnaldo Monteiro, responsável pela área de mercados no município de Maputo chamou os vendedores de vândalos mas prometeu junto da Maputo-sul resolver o problema.

O chefe do mercado, Fernando Maquele, diz que já se criou uma comissão para discutir o fim do problema.

Canal Moz

Polícia em Sofala proibida de falar sobre os ataques

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala está proibida daqui em diante de pronunciar-se sobre o assunto dos ataques que vem ocorrendo naquele ponto do país.

Em contacto telefónico com o habitual porta-voz da PRM em Sofala, o inspector da Polícia Mateus Mazive, para aferir os últimos acontecimentos de três ataques armados registados no Rio Repembe, no troço entre Rio Save-Muxúnguè que resultaram em três mortos e vários feridos, o Canalmoz ficou a saber que a Polícia naquela região não está autorizada a falar do assunto.
“A partir de agora esses assuntos estão sob gestão directa do porta-voz do Comando Geral da PRM,” disse Mazive.

Canal Moz

ETRAGO confirma ataque do autocarro no troço Rio Save-Muxúnguè

Um autocarro da empresa de Transportes Goupal (ETRAGO) que fazia trajecto Maputo-Lichinga, foi esta madrugada alvejado a tiros na ponteca metálica que fica no troço entre Rio Save-Muxúnguè. Uma fonte da empresa já confirmou o ataque.
Um camião cisterna incendiou depois de ter sido atingido por balas disparados por homens armados desconhecidos.
Uma fonte da empresa ETRAGO que reuniu-se esta manhã para avaliar o incidente confirmou que um autocarro daquela transportadora foi alvejado por homens armados.

A PRM garantiu esta semana aos transportadores que não haveria nada face às ameaças da Renamo e nesta quinta-feira, os carros da Beira a Rio Save eram escoltados por blindados da FIR.

A ETRAGO é uma das transportadoras que tem levado militares e policias de Maputo para diversos pontos do país e vice-versa.

Canal Moz

Frelimo organiza “manifestações de repúdio ao ataque da Renamo”

O partido Frelimo na Cidade de Maputo está a convocar “manifestação de repúdio aos ataques da RENAMO”, para amanhã, sábado, “com inicio do desfile às 8.30 h, da Estatua Eduardo Mondlane até à Praça da PAZ, onde haverá orações e diversas intervenções.

Recorde-se que a Renamo ainda não se pronunciou sobre o ataque desta madrugada na região entre o Rio Save e Muxúnguè, em Sofala, onde duas pessoas morreram e quatro ficaram feridos.

As Forças de Defesa e Segurança dizem que estão no encalço dos homens armados que protagonizaram os três ataques na madruga de hoje 21 de Junho 2013 na região do rio Ripembe entre os distritos de Machanga e Chibabava, na província de Sofala. A Polícia insiste em dizer que apesar dos ataque a circulação naquele troço (ainda) não está interdita. (BA)

Canal Moz

Detido jovens que transferiam dinheiro através da internet

Quatro jovens provenientes da cidade de Maputo e vila da Macia, na província de Gaza, foram presos na tarde do passado domingo, na cidade municipal de Manica, quando tentavam clonar cartões de bancos numa caixa de pagamentos automáticos, vulgo ATM.

Tratam-se de Élvio Neves e Alfiado Joaquim Laiane, de 24 e 25 anos de idade, respectivamente, ambos residentes na avenida Milagre Mabote, no Bairro de Maxaquene B, na cidade de Maputo, e ainda Tomás Leopoldino e Nelson António Pacule, de 22 e 24 anos de idade, respectivamente, residentes na vila da Macia, província de Gaza.

Os mesmos encontravam-se hospedados numa das estâncias hoteleiras daquela cidade, desde quinta-feira passada, segundo explicou o chefe de operações do Comando da Polícia da República de Moçambique em Manica, Gelindo Baltazar Vumbuca.

Os jovens faziam-se transportar numa viatura de marca Nissan Elgrand, com chapa de inscrição ABN 967 MC.

De acordo com a fonte, os jovens usavam esquemas criminais sofisticados que consistiam em efectuar transacções bancárias através do uso de internet para clonar cartões de débitos das suas vítimas. O acesso aos códigos pessoais era feito por via de uma câmara oculta, com sistema conectado a celulares, com imagens que podiam ser vistas, no mesmo instante, no interior da viatura que usavam. `Eles andavam dois a dois, intercalando-se de forma escalada para não fazerem entender aos clientes que se dirigiam às ATM das suas pretensões, enquanto os outros faziam o controlo dos códigos, procedendo assim à clonagem no interior da viatura´, explicou Gelindo Vumbuca.

O País

Brigadeiro da Renamo Jerónimo Malagueta na PIC

O brigadeiro da Renamo e ex-deputado da Assembleia da Republica, Jerónimo Malagueta, foi notificado a comparecer esta manhã na Polícia de Investigação Criminal (PIC) na cidade de Maputo, para responder na sequência das declarações que proferiu na última quarta-feira, sobre a intenção da Renamo de impedir a circulação de viaturas de passageiros e carga na EN1.

De várias fontes e do próprio brigadeiro Malagueta, o Canalmoz confirmou que o dirigente da Renamo encontra-se na PIC desde as 7:30 horas desta sexta-feira.
Não são conhecidas as reais motivações que levaram a notificação de Jerónimo Malagueta a PIC, mas supõe-se que tem a ver com as declarações da última quarta-feira.
“Estou aqui na PIC, porque recebi uma notificação. Ainda não disseram nada, estou à espera” disse ao telefone o brigadeiro Malagueta.

Na sequência da notificação de Malagueta, a Renamo convocou de emergência uma reunião na sua sede nacional para avaliar a situação, segundo deu a conhecer o assessor Político da Renamo, Rahil Khan.

Bernardo Álvaro – Canal Moz

Renamo ataca e mata civis na EN 1

Homens armados da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, começaram a semear pânico e terror ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), ao atacar na manhã de hoje, em momentos diferentes, um autocarro de transporte de passageiros e uma carrinha que circulavam na rodovia.

Os ataques são a consumação das ameaças feitas quarta-feira pela Renamo, em conferência de imprensa, onde prometeu paralisar a circulação de pessoas e bens no raio da estrada nacional do Rio Save até Muxúnguè, na província central de Sofala.

Nos dois episódios até então ocorridos, há o registo de duas mortes e uma cidadã ferida que responde pelo nome de Mónica Samuel que foi evacuada, de imediato, ao Hospital Distrital de Chibabava, na província central de Sofala, onde se encontra a receber assistência médica.

No retrato feito pela mulher ferida, os homens armados apareceram subitamente das matas e, de arma em punho, começaram a disparar indiscriminadamente. A carrinha em que se faziam transportar rebentou um dos pneus, perdeu a direcção e entrou pela mata adentro.

Na sequência do sucedido, ela contraiu ferimentos e um dos motoristas que também estava a bordo da viatura pôs-se em fuga, não se sabendo actualmente o seu verdadeiro paradeiro.

Todavia, no primeiro ataque, havido na manhã de hoje, na zona de Muanza, em Sofala, os homens armados da Renamo abriram fogo contra um autocarro da Empresa de Transportes Mussagy Gopal (ETRAGO), sem causar feridos e muito menos danos avultados o permitiu seguir de viagem rumo a Quelimane, na província central da Zambézia.

O administrador de Chibabava, Arnaldo Machoi, confirma os dois trágicos episódios, acrescentando que as forças de defesa e segurança estão no terreno a monitorar a evolução da situação.

Na conferência de imprensa de quarta-feira, a Renamo tinha prometido igualmente paralisar a movimentação dos comboios na linha férrea de Beira para Moatize e vice-versa, assim como interditar todos os movimentos da Força de Intervenção Rápida (FIR), nas proximidades da residência do líder do movimento em Sathundjira, distrito de Gorongosa.

A massificação da presença de homens armados daquele movimento forçou, segundo fontes do Ministério do Turismo, a evacuação imediata de turistas do Parque Nacional de Gorongosa (PNG), na sequência do clima de tensão em que o país parece estar a mergulhar.

RM

Paraísos fiscais prejudicam África – alerta Kofi Annan

O pronunciamento de Annan acontece numa altura em que em Moçambique cresce o debate sobre as isenções concedidas a maior parte dos grandes projectos. Alguns sectores chegam a defender a necessidade renegociação dos contratos entre este grupo de empresas transnacionais e o governo.

Ao discursar numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, sobre a relação entre recursos naturais e conflito, Annan disse que a fuga ao fisco e os negócios “escuros” têm resultado na perda de receitas estatais que alimentam as guerras sobre os recursos naturais que têm amaldiçoado África desde há décadas.

“Quando as empresas estrangeiras fazem uma utilização generalizada de empresas ‘offshore’, empresas-écran e paraísos fiscais, estão a enfraquecer os padrões e minam os esforços dos reformistas em África para promover a transparência”, disse Annan, citado pela agência Lusa.

O antigo líder da ONU adiantou que o relatório do Painel para o Progresso de África, a que preside, detectou “empresas-écran anónimas” utilizadas em cinco negócios na República Democrática do Congo, que ascenderam a 1,4 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros), entre 2010 e 2012.

Esta importância é quase o dobro do orçamento do Estado deste país pobre, apesar de rico em recursos, para a saúde e educação.

Annan acrescentou que o continente africano perde mais dinheiro anualmente através de uma técnica de fuga ao fisco, através da manipulação dos preços (subfacturação) dos produtos envolvidos no comércio internacional, do que recebe através da ajuda pública ao desenvolvimento.

O mundo ocidental envia todos os anos mais de 30 mil milhões de dólares para África, a título daquela ajuda.

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Buscam-se estratégias de investimento em HIV

O encontro, que decorreu em parceria com a ONUSIDA, acontece numa altura em que Moçambique já não conta com o apoio dos doadores para financiar acções de combate ao Sida. O Governo, com o seu orçamento, apostou na descentralização com acções viradas para o HIV/Sida em adultos, Tuberculose e malária em crianças.

Ainda na sua abordagem, o Governo potencia o sistema de saúde, estimulando o desenvolvimento do seu capital humano, os sistemas de aprovisionamento de medicamentos e artigos de saúde, incluindo a expansão e melhoria de infra-estruturas do sector.

Das experiências de outros países africanos com particular realce para os da região, foram tomados como exemplos os modelos seguidos da África do Sul, Malawi e Zimbabwe.

Entretanto, parceiros da ONUSIDA contribuíram no encontro com abordagem que consiste no investimento de caso, uma terminologia nova entre vários países mas que, segundo os parceiros no Zimbabwe já é implementado com sucesso.

O modelo de investimento do caso, implementado no Zimbabwe, é orientado em dois pilares que consistem na prevenção de novas infecções e na componente de evitar mortes devido à Sida.

Segundo fonte do Conselho Nacional de Combate ao Sida, trata-se de um modelo novo que até possa ser válido para a nossa realidade. Contudo, remeteu-se aos participantes para um aprofundamento sobre a matéria.

O modelo adoptado por Moçambique consiste no envolvimento das lideranças a nível de base que recebem financiamento para actuar em acções localmente identificadas e com meios também locais.

Na reunião que foi organizada em parceria com a ONUSIDA, os participantes afloraram aspectos directamente relacionados com o investimento nesta área que não deve ser visto como gasto, mas sim algo com resultado a médio e longo prazos, sobre a população.

No encontro orientado pelo ministro da Saúde, Alexandre Manguele, na qualidade de presidente do CNCS, participaram técnicos da instituição a nível central e provincial e parceiros da ONUSIDA.

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NAMPULA – Mecubúri com grave crise de água potável

O administrador de Mecubúri, Anapacala Hilário, disse que foi tendo em conta a gravidade da crise de água com que o distrito se debate que se pensou em desencadear, ainda este ano, obras de reabilitação do referido sistema, cujos trabalhos consistirão, essencialmente, na substituição da tubagem obsoleta por outra nova, facto que irá conferir uma maior capacidade de bombagem do precioso líquido.

Para a concretização do projecto, facto que é esperado há muito tempo com grande expectativa pelos habitantes locais, as autoridades administrativas distritais afirmam que vão contar com o apoio de uma organização não-governamental que opera naquele ponto da província de Nampula.

O pequeno sistema é constituído por dois furos grandes a partir dos quais será bombeada a água para o abastecimento ao distrito, mais particularmente à vila-sede de Mecubúri. A opção pelos referidos furos, segundo explicações de Anapacala Hilário, resulta do facto não existir na zona uma barragem de captação do precioso líquido visto que, a que existia a escassos metros da vila foi abandonada dado o seu acelerado estado de degradação a ponto de não ser possível já a sua recuperação.

“Neste momento estamos a enfrentar problemas sérios de falta de água no nosso distrito, em particular na vila-sede, porque para além do sistema de abastecimento que se encontra inoperacional desde há bastante tempo, muitos furos que existem encontram-se avariados. Se tivéssemos esse sistema a funcionar teríamos a situação minimizada”, disse o administrador de Mecubúri.

Num outro desenvolvimento aquele governante explicou que mesmo que o aludido sistema seja reabilitado e entre em funcionamento, alguns residentes da vila vão continuar a ter problemas de acesso a água nas suas casas, pois, a prioridade será dada aos fontanários públicos.

Para o presente ano, segundo a nossa fonte, o plano do governo distrital contempla primeiro a recuperação das fontes de água que se encontram avariadas, tendo sido reabilitadas até agora oito, número considerado muito baixo, tendo em conta que grande parte das fontes encontram-se inoperacionais.

Todavia, nas zonas do distrito onde a crise de água se faz sentir com incidência, há previsão de se abrir e construir dez novos furos, quantidade que Anapacala Hilário considerou igualmente de extremamente insignificante, tendo em consideração o número de pessoas que precisam de água.

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TETE – Mineradora oferece dez bolsas de estudo

As bolsas, segundo o director daquele estabelecimento de formação técnico-profissional, Luís Rodolfo, são o resultado negocial empreendido pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, com vários parceiros ligados ao programa de exploração dos recursos minerais, particularmente do carvão no âmbito de apoio aos programas de melhoramento da qualidade de ensino naquela escola.

“As bolsas são constituídas por um valor monetário de cinco mil meticais que é depositado directamente na conta bancária do beneficiário preconiza ainda, de acordo com o memorando de entendimento assinado entre a direcção da nossa escola e a INRC, estágios académicos dos alunos naquela mineradora” – disse Rodolfo.

Assim, o primeiro grupo constituído por quatro estudantes bolseiros já se encontra desde o passado dia 17 de Junho corrente no campo da INRC, em Chissua, a efectuar levantamento e mapeamento das futuras áreas operacionais da empresa naquele distrito, onde a partir do ano de 2015 inicia a exploração de carvão mineral térmico para a sua comercialização.

Uma fonte autorizada da direcção da INRC, deu a conhecer ao nosso Jornal que esta acção insere-se no âmbito da responsabilidade social da empresa envolvida no programa de exploração dos recursos minerais na província de Tete.

“A INRC gere um programa que visa, basicamente, atribuir bolsas de estudos e outros benefícios sociais aos estudantes desfavorecidos do Instituto Médio de Geologia e Minas que frequentam os cursos de Geologia e Minas” – realçou a nossa fonte.

Luís Rodolfo reconheceu, entretanto, o apoio prestado pelo Ministério dos Recursos Minerais ao Instituto Médio de Geologia e Minas de Moatize, tendente ao melhoramento da qualidade de ensino e formação profissional de técnicos graduados naquela instituição do ensino médio, a única do género no país.

Neste âmbito, um mini museu de geologia está sendo equipado pelo Ministério dos Recursos Minerais numa das salas do Instituto Médio de Geologia e Minas de Moatize com várias especialidades de rochas colhidas em todas as províncias do país e que servirão, basicamente, de material de estudo dos alunos ligando, desde modo, a teoria à prática.

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