O pedido foi feito esta semana no decurso de um encontro popular que o Presidente da República orientou no populoso bairro de Chiuaula, no prosseguimento da sua governação aberta e inclusiva na província do Niassa.
Na verdade, esta solicitação surgiu na sequência dos ataques armados contra alvos civis e militares levados a cabo por homens da Renamo, provocando vítimas. Com efeito, em Abril último a Renamo protagonizou um assalto à esquadra da Polícia e contra alvos civis em Muxúnguè, provocando vítimas. Na madrugada de segunda-feira, homens armados invadiram o paiol das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no posto administrativo de Savane, em Sofala, matando cinco soldados. E, esta semana, os homens da “perdiz” ameaçaram interromper a circulação de pessoas e bens ao longo do troço Save/Muxúngwè, na Estrada Nacional Número Um e na linha férrea de Sena.
Em mensagem apresentada na ocasião, os munícipes pediram, igualmente, a rápida asfaltagem da estrada que liga o distrito de Lichinga à cidade de Cuamba, bem como a reabilitação da linha férrea que estabelece a ligação entre os dois pontos para a facilitação da circulação de pessoas e bens. Pediram ainda o melhoramento das vias no interior da urbe; mais salas de aula, melhoria na recolha de resíduos sólidos e maior extensão da rede de abastecimento de água.
O Bispo do Niassa, Hélio Crescelino, disse na sua intervenção que a província parece esquecida pelo Governo central e apelou à rápida reabilitação da estrada Lichinga/Cuamba para viabilizar o desenvolvimento.
O mesmo aconteceu com o pastor Orlando Ngovene que, aliás, foi convidado a orar por ocasião da visita presidencial ao município de Lichinga.
As várias intervenções populares também se referiram à necessidade de olhar para Niassa como futuro pólo de desenvolvimento do país.
Em jeito de resposta a estes pedidos, o Presidente Armando Guebuza afirmou que Moçambique caminha na rota do desenvolvimento. Explicou que no Niassa existem muitos empreendimentos em curso e que concorrem para a vitória na luta contra a pobreza.
“Mas sabemos que ainda falta muita coisa; falta água, faltam estradas, falta a electricidade. Há muita gente que não entende que a luta contra a pobreza não é feita somente pelo Governo, mas sim por cada um de nós. E fazemo-la todos os dias. A luta contra a pobreza é melhorar todos os dias a nossa vida”, explicou o Presidente Guebuza.
O Chefe do Estado disse que Moçambique precisa de reforçar a unidade para poder se desenvolver.
“Nós precisamos de compreender que as nossas diferenças na língua e nas tradições constituem uma riqueza dos moçambicanos”, afirmou o Chefe do Estado, salientando que “nós não queremos sangue derramado, daí que não aceitamos que haja pessoas que gostam de sangue dos outros irmãos; pessoas que ficam satisfeitas quando vêem os outros irmãos a perderem sangue”.
Armando Guebuza reconheceu que se há diferenças é preciso continuar o diálogo para cada um apresentar o seu ponto de vista e em conjunto se construir o país sem sangue, com ordem e tranquilidade.
Guebuza reiterou a sua condenação aos ataques violentos contra cidadãos, mesmo quando esses cidadãos são militares, defendendo o prosseguimento do diálogo de modo a que cada um apresente as suas razões para se chegar a entendimento.
O Chefe do Estado pediu vigilância e que se denunciem às entidades competentes os que pretendem pôr um causa a ordem e a tranquilidade.
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