O Governo acaba de confirmar o ataque militar desta manhã, desta vez contra um cortejo militar, que ocorreu no troço entre Rio Save e Inchope.
O ministro José Pacheco disse que a coluna militar escoltava veículos civis. Pacheco falava esta tarde no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano e mais uma vez atribuiu o ataque a Renamo.
Informações de última hora apontam para a morte de sete militares que depois de atacada a coluna “fizeram perseguição aos homens armados nas matas”.
O ministro disse que não tem detalhes sobre a ocorrência.
“Não tenho detalhes sobre as circunstâncias em que ocorreu o ataque nem as suas consequências” disse o ministro Pacheco quando questionado pelo Canalmoz adiantando apenas dizer que “ainda hoje registámos ataques contra transportes de passageiros no troço Rio Save-Muxúnguè”.
A Renamo volta a concentrar-se hoje junto à 8.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), onde se encontra detido o brigadeiro Jerónimo Malagueta.
O assessor Político da Renamo, Rahil Khan, disse neste domingo que para além da concentração na esquadra do Porto de Maputo, o seu partido tem previsto para esta segunda-feira vários encontros de entre os quais com o director da Polícia de Investigação Criminal (PIC) da cidade de Maputo, com a procuradora-chefe da cidade e outras figuras da Administração da Justiça, em torno da prisão de Jerónimo Malagueta.
Segundo Rahil Khan, a Renamo pretende saber, junto dessas entidades, as razões da detenção de Jerónimo Malagueta e se houver razões a legalização da sua prisão.
Outra preocupação que a Renamo tem, segundo a mesma fonte, tem a ver com o facto de até agora Jerónimo Malagueta não ter sido ainda ouvido nem instaurado um processo contra si.
Na última sexta-feira, os membros da Renamo permaneceram naquela esquadra onde Malagueta durante todo o dia permanecia sentado no banco sem que tivesse sido ouvido.
Às 21 horas chegou a FIR que obrigou a retirada dos homens da Renamo.
Ainda na sexta-feira, de acordo com o assessor político, Rahil Khan, quadros do partido encontraram-se com o director da PIC, com a procuradora-chefe e com o comandante da PRM da cidade, sem no entanto nenhum daqueles tendo sido capaz de revelar os motivos da detenção.
De acordo com Rahil Khan, a resposta dada pela procuradora-chefe foi de que Jerónimo Malagueta está para ser ouvido sobre os acontecimentos de Muxúnguè, mas não deixou claro quando essa audição vai acontecer.
Uma notificação entregue à Renamo na tarde de sexta-feira pelo comandante da esquadra do Porto de Maputo, vem datada de 20 de Junho, precisando da presença de Malagueta no dia seguinte, ou seja, no dia 21 de Junho.
Paradoxalmente, ainda de acordo com a Renamo, a Polícia diz que Malagueta está para ser ouvido em conexão com os ataques ocorridos na madrugada da sexta-feira, junto ao rio Repembe, no troco rio Save-Muxúnguè, que resultaram em três mortos, vários feridos e incêndio de pelo menos 3 viaturas, uma dela de transporte de passageiros colectivo que fazia trajecto Maputo-Lichinga.
Jerónimo Malagueta foi capturado na manhã da última sexta-feira na porta da sua residência, por homens que se supõe serem da Polícia de Investigação Criminal (PIC) que não traziam nenhum mandato de busca e captura.
No sábado, familiar de Jerónimo Malagueta, concretamente a sua esposa, foi impedida de entregar medicamentos ao brigadeiro que vive em regime de medicação.
A Renamo accionou a Liga dos Direitos Humanos, liderada pela Dra. Alice Mabota, para defender Jerónimo Malagueta, mas o advogado destacado pela Liga dos Direitos Humanos está igualmente a ser impedido desde sexta-feira de ter acesso ao seu constituinte, por razões que a Polícia não explica e em flagrante violação da lei.
A Escola Prática de Matalane, na província de Maputo, tutelada pelo Ministério do Interior (MINT), graduou na última sexta-feira um total de 3000 mil agentes da Polícia, numa cerimónia arranjada à última hora. Segundo apurou o Canalmoz, quase que metade dos graduados foram de imediato enviados para a província de Sofala na manhã de último sábado.
O contingente policial foi enviado em face dos últimos acontecimentos políticos militares que estão a empurrar o País para uma situação de guerra eminente. Soube o Canalmoz de fontes seguras, a nível do Ministério do Interior, que o contingente policial é para “reforçar a segurança a partir do Rio Save até à região de Muxúnguè, na província de Sofala”. Recorde-se que a Renamo anunciou o alargamento do perímetro de segurança, alegadamente porque as Forças de Intervenção Rápida estão a cercar o local onde se encontra o seu líder Afonso Dhlakama em Satunjira, nas colinas da Gorongosa.
Fontes policiais informaram ao Canalmoz que a transportadora ETRAGO (uma empresa ligada aos generais do partido Frelimo) foi quem alugou as viaturas ao Governo, para o transporte dos agentes da PRM que foram à província de Sofala.
Fuga de informação
A nossa fonte disse que era suposto que a graduação acontecesse dias antes e que os mais de mil agentes fossem enviados com antecedência. Foi nessa senda em que houve fuga de informação que levou a que um autocarro da empresa ETRAGO fosse atacado na última quinta-feira.
Militares e material bélico já em Sofala
O contingente quase que inexperiente que foi enviado vai juntar-se a um batalhão de agentes das Forças Armadas de Moçambique (FADM) e das Forças de Intervenção Rápida (FIR) que Armando Guebuza enviou à região da Gorongosa. Na última quinta o Canalmoz interceptou uma coluna de viaturas militares transportando agentes das Forças Armadas e material bélico que seguia em direcção ao Save. Era uma coluna de mais de 10 viaturas transportando mais de 30 homens em cada camião militar.
Por volta das 13 horas da última quinta-feira, parte da coluna interrompeu a marcha na região de Chimondzo, a poucos quilómetros da vila da Macia, na província de Gaza, porque dois autocarros estavam avariados. A frota era composta por viaturas militares de marcas FIAT, recentemente adquiridas pelo Governo e prontamente noticiado pelo Canalmoz, outras de marca TATA e JAC. A coluna era escoltada por viaturas de marca Mahindra.
Homens armados alegadamente ligados a Renamo atacaram hoje uma coluna de veículos militares na zona entre o Rio Save e Inchope. Não houve vítimas humanas, mortais nem feridos.
Segundo apurou a Reportagem do Canalmoz em Sofala, os homens armados atacaram “a coluna militar e fugiram para o mato” no início da manhã.
Informações recolhidas indicam que os homens armados têm uma posição militar avançada na região.
“Houve troca de tiros e os homens armados fugiram”, disse uma fonte.
Recorde-se que a Polícia localmente já não é autorizada a falar à Imprensa sobre este assunto. Toda a comunicação está centralizada.
Um grupo de cinco bandidos baleou o chefe da brigada da Polícia de Investimento Criminal (PIC) no distrito de Magude, província de Maputo. Um dos meliantes, identificado por Raul Manuel António, que foi capturado e já confessou o crime, está detido na Cadeia Distrital de Magude.
O chefe da brigada não aceitou revelar a sua identidade, mas disse ao Canalmoz que a Polícia foi alertada da existência de malfeitores que estavam a roubar numa residência. Eles e mais três agentes da PIC dirigiram-se ao local para neutralizar os bandidos.
“Recebi um telefonema que dizia que havia um assalto em casa do senhor Nuvunga. Fomos ao local. Ao entrarmos, houve corte de energia. Ao meu lado, surgiram duas pessoas e peguei um deles que antes lutou comigo. Tirou uma arma e disparou contra mim atingindo-me no braço. As pessoas fugiram”, disse o chefe da brigada.
Disse que no dia seguinte a Polícia fez diligências a partir da viatura de marca Toyota Sprinter, com chapa de inscrição ADI 436 MP, que os meliantes deixaram no terreno após a troca de tiros com os agentes.
De acordo com a Polícia, o carro havia sido alugado em Maputo e foi parar em Magude. Lá os meliantes envolveram-se em roubo em residências na vila de Magude. A dona da viatura confirmou que alugou a viatura a dois jovens.
“Depois de capturarmos, Raul confirmou que estava no grupo que assaltou a residência. Dois são da Manhiça e três de Maputo. Raul já confessou, e estamos a trabalhar para neutralizar os outros componentes do grupo”, disse.
Relatos da vítima
Azar Nuvunga, dono da casa que foi assaltada, disse em conversa com o Canalmoz que os ladrões ligaram-lhe a pedir ir deixar um tractor na sua casa.
“Ligaram-me às 21 horas e pediram para que saísse de casa. Não acatei, eles abandonaram o local e depois voltaram. Informei à Polícia. Conseguiram se introduzir. Roubaram 80 mil meticais, fios de ouro e deixaram o carro durante a confrontação com a Polícia”, disse Nuvunga.
Um suposto perigoso cadastrado, identificado por Osvaldo Nhanbanga, foi baleado quando tentava assaltar um banco na cidade de Xai-Xai, província de Gaza. Nhanbanga, que nos meandros do crime é conhecido por “Tinyiko”, acabava de vender um camião roubado a um comerciante em Chókwè, por 450 mil meticais.
Entretanto, “Tinyiko” nega que queria assaltar um banco. Mas confirma ter facilitado a venda de camião perante uma comissão de 80 mil meticais. Diz que foi contactado por dois jovens para arranjar clientes.
O comandante da Polícia em Magude, Armando Mude, disse que “Tinyiko” vinha sendo procurado pela Polícia. É indiciado de prática de vários crimes.
“Há dias, Tinyiko roubou um camião e deixou uma arma de fogo no local. O camião foi vendido a um comerciante de Chókwè. Ele estava em liberdade condicional. Apontou um jovem com uma arma que acidentalmente se disparou e alvejou esse jovem”, disse.
Segundo Mude, dentro da liberdade condicional que gozava, Tinyiko foi baleado a tentar assaltar um banco em Xai-Xai. No Hospital Provincial de Xai-Xai, identificou-se como Luís Sitoe.
“Ele faz parte do grupo de cinco malfeitores. Dois elementos do seu grupo foram capturados e os outros dois estão a monte. Eles operavam em Magude, Chókwè, Macie e Xai-Xai”, disse.
Nhanbanga nega ser ladrão
Osvaldo Nhanbanga, vulgo “Tinyiko”, confirma que foi baleado em Xai-Xai, mas não a tentar assaltar um banco como a Polícia diz. “Eu estava na companhia do meu sobrinho”, disse.
Afirmou que os que lhe contactaram disseram que traziam o camião de Moamba e ele devia arranjar clientes. “Nunca pensei em assaltar um banco. Fui baleado parado perto da ponte de Xai-Xai. É a primeira vez que fico detido. Nasci e vivo aqui em Magude. O camião custava 600 mil meticais mas o cliente havia pago 450 mil meticais”, disse.
Confirma que já foi preso em 2010. Estava na companhia de um seu primo que havia roubado painéis solares. Depois de julgado, foi condenado a uma pena de um ano e 6 meses.
“Meu primo ligou-me para lhe acompanhar e ajudar a carregar painéis solares. Fui preso porque estava na companhia dele”, disse.
Navingo preso com “Tinyiko”
Manuel Navingo, estudante de 10ª classe, na Escola Secundária de Magude, está a ver o sol aos quadradinhos em Magude, por ter participado no negócio do camião com “Tinyiko”.
“Ligaram-me para conduzir o camião. Fui informado que o camião vinha da África do Sul. É a primeira vez que entro numa esquadra. Não tenho carta de condução”, disse.
Comerciante queixa-se de burla
Josué Lobo, comerciante de Chókwè que comprou o camião, disse que foi contactado por dois jovens que disseram que estavam a vender um camião de marca Isuzu. O carro custa 600 mil meticais.
“Eu sempre precisei de um camião. Paguei 450 mil meticais. Prometi pagar dia seguinte, mas disseram que estavam com urgência de voltar à África do Sul. Trouxeram o carro a conduzir e pediram-se 600 mil meticais, mas só consegui pagar 450 mil meticais. 30 minutos depois recebo um telefonema a dizer que o camião que comprei era roubado”, disse.
Lobo disse que já tentou junto da família de “Tinyiko” reaver o valor pago, mas até sexta-feira ainda não tinha resposta.
Rediziu ontem de seis para três a circulação diária dos comboios transportando carvão mineral ao longo da linha de Sena, entre Moatize (Tete) e Beira, na sequência dos ataques da Renamo em Muxúnguè, na província de Sofala.
O facto foi confirmado ontem ao nosso Jornal pelo director executivo dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique da Zona Centro, Cândido Jone, o qual acrescentou que a situação afecta sobretudo a circulação nocturna. Com efeito, o Presidente do Conselho de Administração da firma, Rosário Mualeia, reuniu-se de emergência na última sexta-feira, na Beira, com as operadoras da Vale e Rio Tinto, orientando o sector a monitorar a situação, que se espera seja ultrapassado dentro em breve.
A População de Tete apelou a continuação do diálogo construtivo entre o Governo e a Renamo para evitar o retorno à guerra que atrasou o desenvolvimento do país e semeou luto nas famílias. O apelo foi feito durante a manifestação realizada sábado, na cidade de Tete, em repúdio aos ataques da Renamo em Muxúnguè, província de Sofala.
O religioso, Rosário dos Santos, do Conselho Cristão de Moçambique, disse na mensagem da instituição, que a paz tem um significado nobre e sagrado nas pessoas, tendo acrescentado que “sem ela a vida não tem sentido”.
Para as crianças de Tete, através de uma mensagem lida no final da marcha, por Rosária Wezulo, a paz é sinal de uma prosperidade para aquela geração porque “vamos crescer melhor, estudar e programar o nosso futuro”.
O diálogo é a forma principal para eliminarmos os nossos dividendos, segundo disse o representante do Estado na cidade de Tete, Celestino Checanhenza, que acrescentou que “a guerra provoca destruição, semeia a morte e luto nas famílias e instala a miséria”.
O desfile organizado pelo partido Frelimo foi bastante concorrido onde se notou uma grande presença de religiosos, quadros do partido e Governo, políticos entre outros segmentos da sociedade civil.
Organizações cívico-religiosas, tendo à frente a Frelimo, marcharam, sábado na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, numa manifestação destinada ao repúdio aos ataques protagonizados pela Renamo, na província de Sofala.
As mensagens que foram lidas, depois de os manifestantes terem desembocado no local do comício, foram no sentido de que “ não queremos mais guerra em Moçambique, que haja diálogo e tudo seja feito para que não mais voltemos `a linguagem das armas”.
Por outro lado, cidadãos contactados disseram que “só uma loucura colectiva pode nos fazer retroceder do caminho que estamos a trilhar, cheio de esperanças a nível individual, colectivo, sobretudo no que respeita ao desenvolvimento económico que se anuncia, fruto de esforços que estão em curso em todo o país, mas também em função das descobertas de recursos minerais, principalmente aqui na nossa província”.
“Queremos continuar a viajar pelo país quando e como queremos, sem restrições de alguma espécie” passagem duma mensagem duma organização não-governamental, apelando ao fim das hostilidades e ao diálogo político para se ultrapassar a actual situação que considerou explosiva, do país.
A chefe do posto administrativo de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, em Sofala, Páscoa Mambara, denunciou nas últimas horas ter sido ameaçada de sequestro e morte pelo delegado político da Renamo baseado naquela região, ora integrado no grupo de ex-guerrilheiros concentrados na sua base na zona de Mangomanhe, a 15 quilómetros da sede do referido posto administrativo.
“O delegado político da Renamo ligou-me e disse que eu e o comandante do posto policial de Muxúnguè temos estado a dar informações ao Governo sobre a Renamo e sobretudo à Polícia para persegui-los, pelo que iriam perseguir-me até me sequestrar e me matar”, disse.
Visivelmente transtornada pela ameaça, Páscoa Mambara esclareceu que depois da ocorrência do facto comunicou-lho às autoridades, mas continua a viver num clima de medo pois, segundo ela, as ameaças podem se concretizar a qualquer momento, tal como o fizeram com os ataques na EN1.
Também soubemos que um dos agentes económicos baseado igualmente no posto administrativo de Muxúnguè, e que para além de uma pensão possui um restaurante-bar, juntou-se aos ex-guerrilheiros de Afonso Dhlakama, assegurando a logística da Renamo.
Segundo apurámos, em algumas regiões de Chibabava continuam a registar-se movimentos de alguns elementos que se supõe sejam da Renamo que, segundo fontes não confirmadas, estão a concentrar-se nas suas anteriores bases.
Milhares de cidadãos fizeram-se à rua sábado último, na cidade da Beira para repudiar os ataques perpetrados pela Renamo que resultaram na morte de sete militares e dois civis e ainda cinco feridos em Savane e Muxúnguè, nos distritos de Dondo e Chibabava, na província de Sofala.
Além dos membros e simpatizantes da Frelimo, participaram membros de organizações religiosas, sociedade civil e de continuadores com dísticos num cortejo que partiu da rotunda do Goto indo desaguar no campo da Escola Pré-Universitária Samora Moisés Machel.
Em representação da sociedade civil, o cidadão João Pedro apelou ao Governo e à Renamo a sentarem à mesma mesa o mais rapidamente possível para encontrarem soluções para a paz porque a guerra não leva a lado nenhum. Já o representante do Estado na cidade da Beira, António Cuela, explicou aos presentes as consequências que a guerra pode provocar apelando a todos no sentido de repudiarem todas acções tendentes a desestabilizar o país.
Por seu turno, a Frelimo, pela voz do seu 1º secretário naquela urbe, Lino Masssinguine, falou aos presentes dos esforços que o Governo tem feito para a consolidação da paz. Falou dos passos negociais em curso e aproveitou a ocasião para apelar às pessoas a não apoiarem as ideias da guerra.
Já o governador de Sofala, Félix Paulo, explicou aos cidadãos que a Renamo está pôr o processo negocial de lado porque quer a todo custo chegar ao poder sem seguir os processos democráticos que tem as leis como a base.
“Nós condenamos a estas atitudes da Renamo e chamamos a atenção para pautar pela paz” – recomendou Félix Paulo.
Na cidade de Nampula a marcha de repúdio contra a violência armada protagonizada pelos homens da Renamo na região de Muxúnguè, contou com a participação do membro da Comissão Política do partido Frelimo e chefe da brigada central afecto àquela província, José Pacheco, o qual repudiou veementemente tal violência considerando que se trata de acções que atentam a paz, unidade nacional e democracia no nosso país.
Falando a jornalistas, Pacheco reiterou que a única via para a solução dos nosso problemas como um povo independente e unido do Rovuma ao Maputo, é o diálogo, daí que o Governo moçambicano vai continuar a dar privilégio conversando com a Renamo, para encontrar consensos mas sem ceder a imposição, por forma a manter a estabilidade política em Moçambique.
A governadora de Nampula, Cidália Chaúque, disse não justificar que num momento em que o Governo está a manter o diálogo com o partido de Afonso Dhalkama, os seus homens enveredem pelos caminhos violentos que perigam a paz, democracia, unidade nacional e estabilidade política do nosso país.
As centenas de pessoas que marchavam em Nampula entre governantes, políticos, religiosos, empresários e sociedade civil vinham na sua maioria trajadas de branco para simbolizar o desejo a paz.
“Não queremos mais a guerra no país, porque já nos ensinou que ela somente traz o luto e destruição”, esta foi a tónica das mensagens que a nossa reportagem pode colher por parte de alguns citadinos de Nacala-Porto que no passado sábado se organizaram e marcharam nas diversas artérias da urbe.
Uma marcha organizada espontaneamente por grupo de personalidades daquela cidade, arrastou consigo quase cinco centenas de pessoas, que afirmaram que estas acções da Renamo, tem como objectivo destruir a economia do país que está a florescer e vidas humanas e consequentemente desestabilizar o país.
Milhares de pessoas saíram a rua , sábado passado, em todo o país, em manifestações de protesto contra as ameaças da Renamo de retorno a guerra, na sequência do ataque perpetrado por homens armados do ex-movimento rebelde, em Muxúnguè, província de Sofala, de que resultou na morte de duas pessoas, ferimentos e destruição de bens móveis e imóveis.
A palavra-chave que mais soou nas marchas de protesto, foi paz. Um apelo reiteradamente lançado numa iniciativa que pertenceu a sociedade civil, igrejas e que contou com a simpatia de alguns partidos políticos como a Frelimo.
O Primeiro Ministro, Alberto Vaquina, disse sábado, na vila-sede distrital de Homoíne, província de Inhambane, que o Governo fará tudo para realização das eleições autárquicas deste ano na data agendada.
Falando numa breve saudação a população local, Vaquina justificou este seu posicionamento afirmando que só com as eleições é que se garante uma eleição democrática dos dirigentes deste país.
“O Governo tudo fará para que este ano hajam eleições autárquicas por serem uma forma democrática de eleger os governantes deste país”, vincou o Primeiro-ministro.
O coordenador do Executivo moçambicano lembrou, na ocasião, ter sido durante uma das fases de preparação deste pleito, marcado para 20 de Novembro próximo, que a Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, começou com ameaças de inviabilizar o exercício deste direito constitucional.
Com efeito, vezes sem conta, a Renamo apareceu publicamente a afirmar que vai inviabilizar as eleições autárquicas e gerais se não forem acomodadas as suas pretensões, que incluem a alteração do pacote eleitoral aprovado pelo Parlamento, onde este partido também está representado.
“Agora que caminhamos para a concretização das eleições eles começaram com ataques, matando e ferindo pessoas”, indicou para depois lamentar o sucedido e reiterar que o Governo vai continuar a privilegiar o diálogo para que o povo moçambicano viva em harmonia.
Segundo o PM, dialogar não é mostrar força que cada interveniente tem, mas sim saber ouvir e ser ouvido.
Por outro lado, respondendo ao pedido da população para a produção de resultados imediatos do diálogo em curso entre o Governo e a Renamo, que tem sido beliscado por ataques com recurso a armas de fogo imputados ao maior partido da oposição, Vaquina explicou “o que se passa é que enquanto estamos a conversar, eles aparecem a nos atacar”.
“É preciso que mantenhamos a paz para que as nossas conquistas não sejam destruídas e não comprometamos o futuro das nossas crianças”, disse o PM, recordando ainda que Homoíne é uma das regiões que mais sentiu os afeitos da guerra civil terminada em 1992, com a assinatura do Acordo Geral da Paz (AGP), entre o Governo e a Renamo.
“Aqui em Homoíne houve muitos massacres durante a guerra civil. Não devemos permitir que isso volte a acontecer. Se aparecerem pessoas com comportamento igual ao dos que andam a matar em Sofala devem ser denunciadas e convencidas a abandonar a guerra porque ela não é solução para o desenvolvimento”.
Mário Macaringue, um dos dois populares que foi ao pódio manifestar a sua angústia devido ao espectro de guerra, frisou que “estamos cansados da violência e queremos que o diálogo em curso tenha resultados imediatos”.
Macaringue, um cidadão de idade avançada que, por sinal viveu os malefícios da última guerra, foi efusivamente aplaudido pelas dezenas de pessoas que interagiram com Alberto Vaquina.
Duas pessoas morreram e outras quatro contraíram ferimentos graves na sequência da evasão de 63 reclusos ocorrida a meio da manhã de ontem na maior penitenciária da província de Inhambane.
Segundo o director da Cadeia Provincial, Mário Malije, das vítimas, um era fugitivo que encontrou a morte durante uma troca de tiros com a Polícia e outro é proprietário da viatura roubada pelos evadidos, na qual se fazia transportar parte deles, que foi atingido por uma bala.
Mário Malije conta que um grupo de 63 reclusos, entre detidos e condenados, dominou um guarda prisional, arrancando-lhe uma arma de fogo, para depois ferir o outro e apoderar-se de mais duas armas e pôr-se em fuga. Trata-se de duas armas do tipo AKM e uma pistola. Durante a fuga os presos foram assaltando viaturas até à sua neutralização pela Polícia, depois duma troca de tiros que culminou com a morte de duas pessoas.
O director da cadeira explicou que do trabalho desencadeado visando a sua localização foram recapturados 23 fugitivos, estando ainda a monte 42. Malije acrescentou que dos evadidos fazem parte assaltantes à mão armada que se encontravam alguns a cumprir penas e outros ainda aguardando julgamento.
“Temos aqui perigosos cadastrados, assaltantes à mão armada, entre eles um elemento das Forças Armadas de Moçambique e um antigo guarda da Casa Militar. Foram estes dois que lideraram o grupo que se evadiu da cadeia. O antigo guarda da Casa Militar foi abatido na troca de tiros com a Polícia, pois ele é que empunhava a arma. O outro comparsa abandonou a arma roubada na cadeia e foi capturado”, contou Malije.
A Cadeia Provincial de Inhambane tinha antes da evasão 291 reclusos, dos quais 105 detidos e 186 condenados.
Joaquim Mário, um dos fugitivos recapturados pela Polícia, em declarações ao “Notícias” negou ter havido antes uma acção planificada de evasão e que tudo aconteceu durante a entrega do almoço.
“Eu era o condutor das viaturas que fomos assaltando durante a fuga. O primeiro carro abandonámos porque tinha um código de segurança, o segundo não tinha combustível, era um “chapa”, o terceiro também era “chapa”. O quarto, um Honda do tipo CRV, era bom só que quando estávamos a sair do local chegou a FIR e durante a troca de tiros capotámos”, explicou o fugitivo, condenado a 14 anos de prisão maior por crime de furto.
De salientar que a última das quatro viaturas usadas pelos evadidos, com chapa de inscrição MMQ, a CRV, pertencia a Sérgio Vitorino Mário, funcionário da Procuradoria Provincial de Inhambane, que perdeu a vida na troca de tiros entre a Polícia e os fugitivos. O malogrado foi surpreendido pelos reclusos fugitivos quando regressava à sua casa, depois de participar na reunião provincial dos funcionários públicos dirigida pelo primeiro-ministro, que visita a província de Inhambane.
A Federação Moçambicana de Empreiteiros deplora a falta de protecção dos empreiteiros nacionais por parte das entidades governamentais perante a forte e desigual concorrência resultante da intensa procura do mercado nacional por parte de empresas estrangeiras. A posição foi assumida na última quarta-feira, em Chókwè, pelo presidente daquela agremiação, Agostinho Vuma, no decurso do Conselho Coordenador do Ministério da Obras Públicas.
Segundo Vuma, esta situação é agravada ainda pelo facto de se notar uma gritante falta de oportunidades de desenvolvimento económico e técnico dos empreiteiros nacionais, numa altura em que no país actuam e se vai solidificando a presença de empresas estrangeiras em número cada vez mais significativo.
No entender da FME, não devem existir entraves nem legais nem de qualquer outra espécie para o Governo, por forma a se promover o crescimento da capacidade técnica e económico-financeira das empresas nacionais, criando cada vez mais oportunidades de negócio, através da aprovação de regulamentos que estabeleçam condições justas e equilibradas das partes de contratos de empreitadas de obras públicas, formando parcerias com o sector privado no controlo da actuação dos operadores do sector.
“Trata-se das necessidades inadiáveis e o nosso papel tem sido o de promover o mais rápido e pleno atendimento das mesmas. Assim sendo os empreiteiros nacionais, não podem ficar a assistir as empresas estrangeiras a implantarem infra-estruturas económicas e sociais públicas, de forma impávida e serena, porque se os empreiteiros estrangeiros têm melhor preparação técnica, os nacionais não podem continuar a não ter oportunidades para aprender a fazer melhor, pois, quem sabe mais e vem executar obras no país deve ensinar os que não sabem”, defendeu Vuma.
Para o presidente da Federação Moçambicana de Empreiteiros, a concorrência das empresas estrangeiras não pode matar as nacionais, bem pelo contrário, a sua obrigação como acontece noutros quadrantes do mundo, devia isso sim, colaborar no sentido de torná-las mais fortes e competitivas.
Ainda de acordo com a fonte, o investimento nacional ou estrangeiro, deve contribuir para que todos os intervenientes possam tirar vantagens dos projectos que se executam no nosso território nacional.
“As nossas empresas de construção querem aprender novas tecnologias; querem desenvolver sistemas modernos de higiene e segurança no trabalho, melhorar a gestão dos equipamentos e recursos humanos. Se parte dos trabalhos adjudicados às empresas estrangeiras for subcontratada a nacionais, estas vão aprender e crescer. Desta forma dá-se trabalho às empresas nacionais e se promove o seu crescimento, uma forma aliás, de se equilibrar o mercado, porque passa a haver cada vez menos excluídos”, sugeriu Vuma.
Segundo ele, os empreiteiros nacionais querem normas que possam promover justiça contratual e deixarem de existir os sistemáticos atrasos no pagamento de facturas, bem como a necessidade de se passar para a criação de um sistema legal de revisão de preços dos materiais de construção.
O Governo distrital do Chókwè deve encontrar, o mais urgente possível, soluções que concorram para o rápido e seguro reassentamento das populações atingidas, no inicio do ano, pelas cheias, imprimindo-se uma maior dinâmica particularmente no que toca à disponibilização de talhões. A recomendação nesse sentido foi feita, na semana passada, pelo Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, falando a jornalistas, em Xai-Xai, no final da sua visita de trabalho à província de Gaza.
O Primeiro-ministro reagia assim, às denúncias feitas pela população da cidade do Chókwè, durante uma reunião popular por si orientada naquele ponto da província de Gaza, por sinal uma das mais flagelada pelas cheias que obrigou, na altura, milhares de famílias a buscarem refúgio, maioritariamente em Chihaquelane e na vizinha vila da Macia.
Aquele governante disse que os dirigentes do Chókwè deviam o mais rápido possível, dentre outras coisas, capitalizar algumas experiências bem sucedidas que podem ser encontradas noutros pontos do país, que já passaram por situações similares, de forma a não se eternizar este sofrimento, criando-se condições para que as pessoas não sejam vítimas de forma cíclica destas intempéries.
“Demos instruções para que os governantes do Chókwè se possam organizar no sentido de colher experiências positivas dos outros pontos do país que já sofreram deste tipo de calamidade e que, em tempo recorde, conseguiram regularizar a vida das populações afectas pelas cheias”, disse Vaquina.
A distribuição célere, mas organizada, de talhões deve ser o primeiro passo para que as pessoas possam reorganizar as suas vidas, para que possam ter posse de um espaço na zona alta para viver, e terra nas baixas para produzir para o seu auto-sustento.
Uma outra alternativa sugerida por Alberto Vaquina, tendo em vista criar-se uma maior celeridade nesse processo, tem a ver com a integração de estudantes nos seus tempos livres, para prestarem o seu apoio na demarcação de talhões para o seu reassentamento nos novos assentamentos populacionais.
Segundo ele, esta constitui uma importante premissa que irá contribuir para que as pessoas se possam concentrar na criação de condições para a melhoria das suas vidas e, definitivamente, conceber que só com o trabalho árduo, é que se pode criar a riqueza e deixar-se de ser dependente de donativos. “Esta é uma mensagem que deixamos, em Chókwè, que é extensiva a todo o país. É que, tudo o que nos leve à dependência, tudo aquilo que nos obrigue a viver do que nos é dado, é conflituoso porque a comida dada nunca é suficiente”, assinalou Vaquina.
“A solução passa por nós encontrarmos alternativas de termos casa na zona alta para viver e espaço noutros locais para produzirmos a nossa própria comida, para nos libertarmos desta situação em que precisamos de comida oferecida” afirmou o Primeiro-ministro em resposta a uma pergunta sobre reclamações relacionadas com uma eventual má distribuição de donativos às vítimas das cheias, em Chókwè, apresentada por alguns populares no comício realizado na chamada capital económica de Gaza.
Refira-se que no decurso dos encontros que manteve com as populações nos diversos pontos por ele escalado, em Gaza, foi tónica dominante a necessidade da urgente reabilitação das estradas, pontes e outras infra-estruturas danificadas pelas cheias de Janeiro e Fevereiro último naquele ponto do país.
Segundo Vaquina, o Governo está a angariar fundos para as necessárias intervenções, de forma a permitir que a economia possa continuar a se desenvolver, sendo sobretudo a questão da transitabilidade bastante crucial para se imprimir maior dinâmica ao processo produtivo.
A situação em Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala, mantém-se tensa, embora sem registo de novos incidentes desde os ataques a civis na última sexta-feira protagonizados por homens armados da Renamo. A circulação de pessoas e bens entre o rio Save e aquela localidade está a ser feita sob escolta policial e militar, como medida de segurança.
Na sequência deste facto, segundo constatou a nossa Reportagem, centenas de pessoas estão a ser forçadas a permanecer na sede do posto administrativo de Muxúnguè aguardando pela oportunidade de prosseguir viagem quer para o sul quer para o norte do país. A par disso, um elevado número de camiões carregados de mercadoria diversa, viaturas particulares, autocarros e mini-“buses” de transporte de passageiros formam grandes filas que chegam a atingir entre um e dois quilómetros à esperam da sua oportunidade de passar, uma vez que a circulação só é feita no período diurno, ou seja, depois das 17.00 horas já não se pode andar.
A situação atinge níveis de algum drama porque, naturalmente, nem todos possuem condições para pagar ou alugar algum quarto nas pensões ali existentes nem mesmo para passar alguma refeição nas casas de pasto que ali também funcionam.
Conforme testemunhámos, nos troços Muxúnguè-rio Save e vice-versa a vida em alguns povoados não está a ter a vitalidade que vinha tendo, pois praticamente os camponeses deixaram de aparecer ao longo da estrada para, entre outras actividades, comercializar o ananás e a castanha de caju, que são os potenciais produtos daquela zona.
Este é também o testemunho de Catarina Ernesto, uma cidadã por nós ouvida, natural de Inhambane e residente em Chibavava: “a vida mudou tanto aqui em Muxúnguè como ao longo de algumas regiões do interior até ao rio Save, porque as pessoas estão com medo desde o anúncio da paralisação da vida, o que foi confirmado com os ataques da passada sexta-feira”.
Entretanto, Mónica Malate, uma das vítimas do ataque de sexta-feira, contou-nos que viveu momentos de verdadeira incerteza quando na fatídica manhã ficou ferida na testa por uma bala disparada por homens da Renamo. Disse que escapou por pouco, pois depois de terem furado os pneus da camioneta em que seguia esta despistou-se, tendo parado quando embateu numa árvore, ao que se seguiu uma perseguição aos ocupantes da camioneta. “Graças a Deus não conseguiram alcançar-nos porque estávamos escondidos numa mata até que fomos socorridos por um camião para Muxúnguè”.
António Almejado, motorista de longo curso, disse, por seu turno, que estava habituado a não ter paragens forçadas como a que se verifica em Muxúnguè. Por isso, segundo ele, o tempo de espera naquele ponto para ligar a região sul constitui uma perda, pois o tempo seria de andar e entregar a mercadoria ao destinatário.
João Almeida, residente em Tete e que estava em trânsito para Gaza, onde tem interesses económicos, lamentou a situação, realçando que tal representa um retrocesso na economia do país.
Moscas, fumaça a qualquer hora do dia, inalação de lixo hospitalar incinerado ao ar livre são os grandes constrangimentos por que passam dezenas de famílias que vivem nas imediações da lixeira que em Mahlampswene, município da Matola, que cresce a olhos vivos.
Os moradores já não têm dúvidas de que o fenómeno de Hulene está a ser reeditado na Matola, pois fala-se até de casos em que o lixo da cidade de Maputo também é lá depositado, uma vez que Hulene já está saturado.
Soubemos no local que tudo começa num local que em tempos funcionou como areeiro, actividade que de um momento para o outro foi suspensa, uma vez que o lixo ia tomando espaço.
Mesmo com a pressão feita por diversas vias para a solução do problema, para a infelicidade dos residentes, nada vislumbra senão o sofrimento de ter que lidar com insectos, fumo e mau cheiro noite e dia.
Entre os lesados estão também os que trabalham à volta, desde vendedores de areia, estaleiros de material de construção e a fábrica de mexas, esta última a juntar muitas pessoas de uma só vez. Esta fábrica, segundo soubemos no local, foi muitas vezes obrigada a providenciar maquinaria para se livrar do lixo, que chega a barrar a entrada daquele empreendimento.
A Renamo escolheu a Liga dos Direitos Humanos (LDH) liderada pela Dra. Alice Mabota, para defender o brigadeiro Jerónimo Malagueta, detido sem mandado de busca por agentes da Polícia de Investigação Criminal (PIC) na manhã desta sexta-feira na porta da sua residência em Maputo.
O porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, confirmou há bocado (17 horas e 30 minutos) o recurso à Liga dos Direitos Humanos para defender Jerónimo Malagueta que continua preso na 8a Esquadra da PRM baseada no Porto de Maputo.
Fernando Mazanga denunciou por outro lado, que o advogado colocado à disposição pela da Liga dos Direitos Humanos estava a ser impedido pela Policia de ter acesso ao seu constituinte, brigadeiro Malagueta.
Para além do advogado, deputados da Assembleia da Republica da bancada da Renamo e o membro do Conselho de Estado, António Muchanga, estavam a ser seviciados e empurrados pela Polícia, numa acção visando impedir o acesso daqueles ao local onde está detido Malagueta.
Membros da Renamo continuam concentrados na Esquadra do Porto para exigirem explicações sobre as causas da detenção.
Na província de Tete, tem-se registado a circulação de fertilizantes adulterados, misturados com areia, nos distritos de Angónia, Tsangano e Macanga.
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