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Quinta-feira, Abril 23, 2026
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“Ainda amo Mandela; Graça Machel é minha irmã mais nova”, diz Winnie

Ela visita o hospital onde o ex-presidente da África do Sul está internado diariamente, conforta os parentes e amigos e enfrenta um exército de jornalistas que pedem para que comente a saúde de Nelson Mandela. A sua actual mulher, Graça Machel, cancelou uma viagem a Londres e mantém uma vigília ao seu lado, mas é a polêmica ex-mulher Winnie Madikizela-Mandela quem está de volta ao centro das atenções.

Desde que o herói da luta contra o apartheid foi internado há três semanas, assim como fez há 50 anos – quando Mandela estava a preparar-se para o seu julgamento por traição -, Winnie foi visitar o homem com quem foi casada por mais de três décadas para dar o seu apoio.

Na segunda-feira, Winnie revelou a angústia que sente ao ver o ex-marido a sofrer no hospital e afirmou que irá sempre amá-lo, apesar do divórcio. Antes, ressaltou a estreita amizade que tem com a segunda esposa de Mandela.

“Eu chamo-a de irmã mais nova e ela chama-me de irmã mais velha. Nós dividimos tudo. E nós as duas referimo-nos a ele como o nosso marido”, brincou. “Estamos na mesma situação”.

A presença constante de Winnie no hospital em Pretória ajudou a melhorar a sua imagem manchada por um escândalo de infidelidade conjugal, que culminou com o divórcio, e por suspeita de assalto e sequestro. Durante o casamento, no entanto, Winnie manteve a chama da luta contra o apartheid viva, mesmo quando o marido estava atrás das grades, e tornou-se uma das figuras políticas mais aclamadas do seu país – ficando conhecida como “Mama África” e “Evita Peron da África do Sul”.

Mas, apesar de terem ficado 33 anos juntos, Winnie e Mandela só conviveram lado a lado por cinco anos.

“Nos últimos anos Winnie deixou de ser a estrela política de Mandela por causa dos escândalos” – explica o professor Adam Habib, vice-reitor da Universidade de Wits, em Joanesburgo. “Mas desde que Madiba adoeceu, seu comportamento tem sido exemplar e digno”.

Depois que uma das filhas de Mandela lançou recentemente um discurso irado contra a mídia estrangeira acampada do lado de fora do hospital, comparando-os a “abutres”, foi a ex-esposa quem compareceu perante a imprensa para tentar colocar panos quentes na polêmica.

“São essas coisas que fazem com que alguns dos meus filhos e meus netos se sintam mal”, afirmou a ex-mulher de Mandela em frente à antiga casa do casal no bairro de Soweto, em Johanesburgo, que agora é um museu. “É claro que também estou a reviver a nossa longa vida juntos. Fomos casados por mais de 30 anos e eu ainda o amo. Eu sou a mãe dos seus filhos”.

RM

Dhlakama aceita encontrar-se com Presidente da República

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, mostrou-se disposto a encontrar-se com o Chefe de Estado, Armando Guebuza, sob condição da retirada das forças armadas na Gorongosa caso o encontro se venha a realizar na capital do país, Maputo.

Dlhakama, que falou na tarde desta quarta-feira, numa conferência de imprensa em Satungira, província de Sofala, questionou o facto do presidente, Armando Guebuza, não se deslocar a Gorongosa para discutir de perto as questões que perigam a vida das populações na região centro do país.

“Já respondi ao convite do PR, mas é preciso retirar o cerco do exército na Gorongosa, para evitar que na minha ausência os militares façam um ataque ou respondam a [alguma] provocação”, disse Afonso Dhlakama, exigindo a saída dos militares da sua antiga base militar, em Santungira.

Dhlakama confirmou a autoria dos recentes ataques de homens armados na Estrada Nacional nº1, na região centro do país, que causaram a morte de duas pessoas e fizeram alguns feridos, negando contudo que o assalto ao paiol de Savane, no Dondo, tenha sido obra dos seus homens.

“Eu não quero a guerra”, afirmou peremptoriamente na conferência de imprensa realizada hoje.

“Qualquer ataque à Sathunjira é generalizar a terceira guerra em Moçambique. Eu não quero que isso aconteça”, acrescentou o líder do maior partido da oposição em Moçambique.

RM

Obama incluiu Moçambique no seu plano energético para África

Os Estados Unidos vão investir sete biliões de dólares para aumentar o acesso à energia eléctrica na África sub-sahariana. O plano vai promover a duplicação da rede de energia eléctrica em seis países africanos e prevê uma parceria com Moçambique na área do gás natural e petróleo.

A iniciativa, que tem o nome de “Power Africa”, foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no passado domingo, 30 de julho, durante a sua visita à Africa do Sul. Na cidade do Cabo, Obama anunciou que os fundos serão atribuídos durante os próximos cinco anos. O plano será implementado, desde já, em seis países: Quénia, Etiópia, Gana, Tanzania e Nigéria. Moçambique e Uganda vão integrar esta primeira fase, no campo da gestão responsável do gás natural e recursos petrolíferos.

O “Power Africa” pretende explorar o potencial energético do continente, numa região onde dois terços da população não tem acesso a electricidade. De acordo com um comunicado da Casa Branca, o investimento visa a descoberta de novas reservas de petróleo e gás natural, construção de novas infra-estruturas de produção de energia e um esforço para o desenvolvimento de energias renováveis.

Citado pela CNN, Barack Obama disse a uma plateia de estudantes sul-africanos que esta é a “visão” dos EUA para a África. “Uma parceria para com África que visa o crescimento e potenciar todos os cidadãos, não só alguns no topo”.

O plano terá então um investimento de sete bilhões de dólares vindos das instituições norte-americanas mas será apoiado também por privados que, segundo a Reuters, atingirá os 9 bilhões de dólares.

A agência adianta que o empresário nigeriano Tony Elumelu já prometeu investir 2,5 bilhões de dólares no “Power Africa”. Outros investidores são o Standard Chartered Bank, instituição financeira do Reino Unido e a multinacional norte-americana, General Electric.

RM

Inhambane: Trabalhadores da TARCON em greve

Trabalhadores da TARCON, uma empresa zimbabweana de construção civil, paralisaram as obras de construção da estrada que liga a cidade da Maxixe à vila sede do distrito de Homoíne, em Inhambane, em reivindicação do não pagamento de dois meses de salários em atraso.

A estrada Maxixe/Homoíne, faz parte dum projecto financiado pelo Governo alemão, em cerca de doze milhões de dólares, abrangendo pouco mais de duzentos e setenta quilómetros terraplanados.

A TARCON é a empresa confiada para a reabilitação de todos os troços contemplados neste financiamento.

As estradas abrangidas beneficiam de novas tecnologias de reabilitação, com o uso do calcário, um dos recursos abundantes na província de Inhambane.

Com quase cerca de noventa por cento da execução do trabalho, eis que os operários decidem observar uma greve exigindo os salários em atraso.

Esgotada a paciência de negociação, e antes de paralisar as suas actividades, os trabalhadores comunicaram a Administração Nacional de Estradas, ANE, em Inhambane.

O delegado da ANE em Inhambane, Fernando Dabo, disse que porque a paralisação da reabilitação da estrada Maxixe/Homoíne está a inviabilizar vários projectos da província, já foi notificada a empresa adjudicada para a explicação do assunto.

RM

Maria da Luz Guebuza confirmada patrona do Plano Global de Combate ao Sida

O Director Executivo da Organização das Nações Unidas para o Combate ao HIV/SIDA (ONUSIDA), Michel Sibide, nomeou hoje, em Dar Es Salaam, a capital tanzaniana, a Primeira Dama de Moçambique, Maria da Luz Guebuza, patrona do Plano Global para Eliminação de Novas Infecções ate 2015.

A confirmação da nomeação ocorreu durante um encontro entre Maria a Luz Guebuza e o director Executivo da ONUSIDA.

Em declarações a imprensa moçambicana, no final da cimeira das Primeiras Damas Africanas, que vinha decorrendo desde terça-feira naquela cidade tanzaniana, Maria da Luz Guebuza disse que a sua nomeação para este cargo, apesar de ser um reconhecimento ao trabalho realizado, é uma grande responsabilidade para Moçambique.

“E uma grande responsabilidade porque Moçambique, nas suas acções de redução das infecções pelo HIV/SIDA, tem que passar a olhar também para África e para todo o mundo”, disse a Maria da Luz Guebuza.

A esposa do Presidente moçambicano destacou que Moçambique já esteve na lista vermelha por causa dos altos índices de contaminação, mas agora passou para a lista laranja, pelo trabalho que está a realizar.

“Moçambique está a altura de desempenhar cabalmente esta missão porque o povo vai dar o seu apoio para que o objectivo de eliminar as novas infecções, até 2015, seja alcançado”, disse Maria da Luz Guebuza.

Com relação a cimeira das Primeiras Damas Africanas, Maria da Luz Guebuza fez um balanço positivo.

“Na cimeira foram abordadas questões sobre a situação da mulher, criança, educação e agricultura e, na interacção e troca de experiências que tivemos hoje, notou-se que são coisas que estão ao nosso alcance”, avançou.

O momento, segundo a Primeira-Dama, deu para se passar em análise o trabalho que Moçambique está a fazer em prol do bem-estar da mulher e da criança.

“Temos que trabalhar ainda mais para conseguirmos reduzir a mortalidade materno infantil. Estamos a trabalhar para permitir que a criança moçambicana não nasça com o HIV, apesar das dificuldades”, explicou.

No que diz respeito a educação, ela defendeu que Moçambique precisa de continuar a criar condições para a formação da rapariga, porque a falta de formação é uma grande barreira.

Maria da Luz Guebuza disse ter aproveitado a cimeira para convidar as Primeiras Damas Africanas e seus parceiros de cooperação para participarem na sétima conferência sobre o cancro a ter lugar, em Maputo, de 21 a 23 de Julho corrente.

Para este encontro, a Fundação Bush já confirmou a sua presença.

RM

Afonso Dhlakama não aceita se deslocar a Maputo para diálogo

O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, convidou ontem a imprensa para a sua base aqui em Sadjundjira, no sopé na Serra da Gorongosa, e reafirmou que está disposto a encontrar-se com o presidente da República, Armando Guebuza, mas não em Maputo, por temer que na sua ausência possa haver distúrbios no seu reduto entre homens que lhe são leais e forças policiais e do exército nacional que o estão a cercar desde que em Outubro do ano passado foi estabelecer-se no local onde hoje se encontra com residência permanente.

Dhlakama disse que está disposto a ir a Maputo se Guebuza ordenar a desmilitarização imediata da Gorongosa. Disse ainda que caso isso não suceda está disposto a encontrar-se com o presidente da República na Vila da Gorongosa ou noutro local qualquer nem que seja num espaço no meio de uma floresta.

O líder da Renamo reafirmou o seu compromisso com a Paz e fez questão de aludir que o país não está em guerra.

Dhlakama assegurou perentoriamente que se o Pacote Eleitoral for revisto nos termos que a Renamo deseja “os problema acabam hoje mesmo” e o resto dos pontos poderá ser discutido com mais calma.

O presidente da Renamo assumiu que os ataques entre o Save e Muxúnguè foram feitos pela Renamo mas disse que a Renamo não ataca alvos civis se estes não estiverem misturados com forças policiais e militares.

A conferência de imprensa ocorreu depois de Afonso Dhlakama se ter reunido com uma delegação do Observatório Eleitoral, presidido pelo Bispo metodista, Dinis Matsolo.
Antes de ir a Sadjundjira o Observatório Eleitoral esteve reunido com o presidente da República em Maputo.

A resposta de Dhlakama ao chefe de Estado Armando Guebuza irá ser-lhe transmitida pelo Observatório Eleitoral, mas Dhlakama fez questão de informar que tem estado a usar outros canais para se comunicar com o presidente da República.

Detidos etíopes com vistos falsos em Nampula

 

Seis cidadãos de nacionalidade etíope estão a contas com a Polícia da República de Moçambique na cidade de Nampula, acusados de ostentarem vistos falsos em seus passaportes. Os referidos imigrantes ilegais desembarcaram no aeroporto de Nampula num voo da companhia queniana, Kenya Airlines.

Segundo o porta-voz do comando da Polícia, Pedro Cossa, que falava ontem em Maputo no habitual briefing com a Imprensa, para além de vistos falsos, os cidadãos não explicaram, com clareza, o motivo da sua vinda a Moçambique, local de hospedagem e meios de subsistência. “Neste momento aguardam pelo repatriamento”, disse Cossa.

Outras detenções

No mesmo período, foram detidos 1205 violadores de fronteiras que tentavam entrar no País através de meios ilegais. Da vizinha África do Sul foram repatriados 46 cidadãos nacionais, dos quais nove mulheres, 10 crianças, 27 homens.

Acidentes causam 29 mortes em uma semana

Na semana em análise, 29 pessoas perderam a vida, 20 contraíram ferimentos graves e 21 ligeiros, na sequência de 44 acidentes de viação ocorridos em todo o País. O maior número de acidentes foi do tipo atropelamento carro peão (20), seguido de choque entre carros (9) e despiste e capotamento (8). Pedro Cossa disse que a maioria dos casos resulta de excesso de velocidade, má travessia de peões.

Cossa referiu ainda que a falta de responsabilidade de alguns pais, que deixam seus filhos conduzir sem que estes estejam habilitados a exercer esta actividade, e ausência do respeito moral na via pública, constituem um dos factores que retarda a materialização da redução de acidentes de viação. “Alguns pais entregam carros aos seus filhos para conduzir, isso demonstra a irresponsabilidade, porque a responsabilidade deveria ser um serviço de todos nós como sociedade, como forma de contribuir para a redução dos acidentes de viação”, disse.

Pedro Cossa considerou igualmente a condução sob efeito de álcool como um dos factores que levam a acidentes, tendo registado durante a semana passada cerca de 94 condutores interpelados a conduzir em estado de embriaguez.

Canal Moz

Detido director de Infra-estruturas por falsificar assinatura da administradora

A imoralidade está a pontificar a todos os níveis do Governo. O director dos Serviços Distritais de Infra-estruturas, Paulino Marques, no distrito de Changara, na província de Tete, encontra-se detido desde a passada sexta-feira no comando distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) por falsificar a assinatura da administradora local, Rosa Salvador de Nascimento.

A administradora, Rosa de Nascimento, confirmou o caso ao Canalmoz e preferiu não entrar em muitos pormenores, alegando que o caso está ser tratado a nível do Ministério Público e que só depois de ser solicitada pela procuradoria é que irá se pronunciar.

Referências do caso

Segundo soube o Canalmoz, o director distrital de Infra-estruturas, Paulino Marques, vendeu um terreno de cerca de cinco hectares a um chinês cujo nome não conseguimos apurar, no povoado de Carata, na localidade de Luenha, no distrito de Changara.

O terreno pertence aos descendentes do falecido António Fungulane, que perdeu a vida durante a guerra civil.

Depois da venda do terreno ao suposto chinês (por seiscentos e cinquenta mil meticais) que pretendia construir um hotel de cinco estrelas naquela região, o dinheiro não foi canalizado aos cofres do Estado. Para conseguir receber o dinheiro, Paulino Marques viu-se obrigado a falsificar a assinatura da administradora de Changara, Rosa de Nascimento, para conferir credibilidade ao documento passado ao chinês.

Filhos do falecido destapam o escândalo

Depois de receber o recibo do Governo do distrito e outros documentos (falsos) que confirmavam o título de propriedade, o referido chinês começou a desbravar o terreno para dar início a construção do hotel de cinco estrelas.

Apercebendo-se das movimentações, os legítimos donos do terreno aproximaram-se para perceber o que estava a acontecer, ao que foram informados pelo chinês que o espaço já lhe pertencia e mostrou todas as provas.

Os filhos do malogrado por verem, nos referidos documentos, que todas as assinaturas eram da administradora, aproximaram-se à dirigente que negou ter vendido o espaço.

Inconformados com o desmentido da administradora, foram ter com o governador de Tete, Ratchid Gogo, que decidiu chamar o chinês para averiguação. O chinês só teve que informar que foi o director distrital de Infra-estruturas de Changara que vendeu o espaço.

Com a explicação do chinês, o governador não pensou duas vezes e mandou deter de imediato Paulino Marques e submeteu o caso à procuradoria local para legalizar a prisão e apurar as circunstâncias da venda do terreno e também da falsificação da assinatura.

Administradora confirma e nega pronunciar-se

A administradora do distrito de Changara, Rosa de Nascimento, confirmou ao Canalmoz a detenção do director distrital de Infra-estruturas, Paulino Marques, mas negou se pronunciar em volta do assunto, alegando que tudo está entregue à procuradoria.

Canal Moz

MP legaliza prisão do jornalista “Edwin Hounnou”

Mesmo depois de aferir que se trata de um profissional de comunicação social, a Procuradoria Provincial de Sofala legalizou, na última segunda-feira, a detenção do jornalista do Magazine Independente, Charles Baptista, também conhecido por “Edwin Hounnou”, preso a semana passada na Beira indiciado de crime de violação de segredos militares.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, o inspector da Polícia, Mateus Mazive, disse ontem ao Canalmoz que depois da legalização da sua prisão, o indiciado foi conduzido à Cadeia Central onde deverá aguardar pelo julgamento que ainda não tem data marcada.

O jornalista, segundo o mesmo porta-voz, foi detido no dia 27 de Junho último, por volta das 17 horas, “quando foi surpreendido a partir do terraço do edifício onde funciona o Conselho Municipal da Beira a fotografar uma parada da Polícia que estava a ser orientada pelo comandante provincial da PRM em Sofala”, Joaquim Nido.
De acordo com Mateus Mazive, o jornalista estava na ocasião com outros dois indivíduos que a Polícia diz estar a procurar, dado que os considera fugitivos.

“Eram três indivíduos e os dois se escapuliram e estamos a procurar localizar o seu paradeiro”, disse o porta-voz da PRM, acrescentando que “esta acção de fotografar unidades e paradas militares é uma conduta censurável e condenável nos termos da lei por violar segredos militares”.

A máquina de fotografar que a Polícia qualifica de “sofisticada e que continha as imagens com os pormenores da parada, da unidade policial onde se encontrava a formatura e as viaturas da ETRAGO e militares”, segundo Mateus Mazive, encontra-se em poder das autoridades e o indiciado vai responder sobre isso e explicar para que fins estava a tirar as imagens.

O advogado de Edwin Hounnou defende que ele estava no exercício das suas funções e defendeu ainda que não existe legislação que configure como um crime a matéria de que o jornalista do Magazine Independente vai ser acusado.

Com as suas imagens o jornalista acabaria por provar o envolvimento de autocarros da ETRAGO na movimentação de forças especiais da PRM.

Canal Moz

CASTANHA DE CAJU – Treze mil toneladas na rota de exportação

Segundo o delegado do Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) em Nampula, Emílio Furede, do global da castanha que está a caminho do mercado internacional 11.856 toneladas foram produzidas na província de Nampula, 952 na Zambézia, 426 em Cabo Delgado, ao passo que Sofala e Manica contribuem com 124 e 120 toneladas, respectivamente.

Até Maio tinham sido exportadas através daquele porto, cerca de 9.845,4 toneladas de castanha, representando um grau de cumprimento na ordem de 87,5 porcento do plano anual fixado em 11.258 toneladas.

As exportações estão a ser feitas pelas empresas tradicionais e como resultado do pagamento da sobretaxa de exportação da castanha, o INCAJU arrecadou para os cofres do Estado, um total de 44.189.105,33 meticais.

Falando recentemente durante a VI Sessão da Assembleia Provincial de Nampula, o delegado do INCAJU explicou que neste momento o custo médio por tonelada da castanha exportada foi de cerca de 850 dólares.

O presidente da Assembleia Provincial de Nampula, Bernardo Munhaque, disse ter ficado satisfeito com o informe do INCAJU, pois reflecte na realidade, aquilo que são as realizações da instituição.

“Estamos a par das vossas realizações, cabe-nos assumir que a tarefa por exemplo, de mobilizar as pessoas para não queimarem os cajueiros na nossa província, maior produtora da castanha de caju no país, não é só do Instituto Nacional do Caju, é também nossa. A nossa intenção é de contribuir para o desenvolvimento do sector no âmbito das nossas competências”, anotou Munhaque.

A produção de castanha de caju em Moçambique deverá ser este ano de 110 mil toneladas, tendo a respectiva campanha de comercialização atingido já 85 mil toneladas, afirmou a directora do Instituto do Fomento do Caju.

Noticias

De 8 a 11 de Agosto próximo: Nampula acolhe III Encontro da Juventude

Trata-se dum evento que, segundo o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Osvaldo Petersburgo, vai reunir 500 jovens oriundos de todo o país e da diáspora, cifra que representa um acréscimo em 50 jovens comparativamente ao II Encontro Nacional, realizado em Cheringoma, província de Sofala, em Outubro de 2008.

Osvaldo Petersburgo afirmou que o III Encontro Nacional da Juventude será o encontro dos encontros, na medida em que juntará todas as sensibilidades juvenis do país.

“Os encontros nacionais da juventude fazem a radiografia do país, sob ponto de vista da juventude, a maior faixa etária em Moçambique. É um momento para apresentarmos realizações, para constatarmos boas práticas e para analisarmos o que está mal e propormos soluções”, explicou.

O presidente do CNJ disse que haverá um grande momento em que o Governo irá apresentar o relatório sobre a implementação da Declaração de Cheringoma, relativamente ao que fez para responder aos anseios da juventude. O Conselho Nacional da Juventude, como interlocutor válido do Governo sobre as questões da juventude, deverá apresentar no encontro o seu posicionamento face ao relatório do Executivo.

Tomarão parte da reunião especialistas oradores que deverão apresentar vários temas candentes da sociedade e que preocupam a camada jovem, como são os casos dos recursos naturais, habitação, emprego, educação, democracia e participação política, unidade nacional e soberania, gestão e integridade da coisa pública, ambiente, cultura e desporto, entre outros.

“Passaremos por todos os temas que preocupam a juventude. A nossa expectativa é de que o documento final do III Encontro Nacional da Juventude sirva de referência para que os partidos políticos possam desenhar os seus manifestos eleitorais para as eleições de 2014 tendo em conta as preocupações da camada juvenil, mas sobretudo que o documento seja um instrumento obrigatório no nossos sistema nacional de planificação”, indicou.

Neste momento, disse, as províncias estão a canalizar ao nível central do CNJ as listas dos delegados eleitos localmente e até ao dia 10 de Julho todo o processo deverá ser concluído, incluindo os delegados a nível central.

Osvaldo Petersburgo falou também da realização dos observatórios provinciais da juventude, afirmando que este ano o processo foi descentralizado para o nível distrital, Na sequência, estão já a decorrer observatórios da juventude a nível da Zambézia, Tete, Nampula e Cabo Delgado, num processo que deverá se arrastar até ao dia 25 de Julho.

“Os observatórios visam impulsionar a participação dos jovens nos fóruns de decisão nos distritos”, explicou.

Entretanto, pronunciando-se sobre os acontecimentos de Muxúnguè, província de Sofala, o presidente do Conselho Nacional da Juventude disse que todas as forças políticas do país não podem usar a violência para atingir fins políticos.

“As forças políticas devem respeitar o Estado de Direito, a ordem constitucional e pautar por uma atitude de respeito e promoção das regras da democracia”, afirmou, ajuntando que num Estado de Direito quem mata ou rouba ao outro deve ser punido nos termos da lei.

“Nós enquanto jovens somos pela justiça social e pelo diálogo. Mas o diálogo não pode ser tido como para desculpabilizar os culpados. É preciso responsabilizar a quem comete infracções. Nós queremos políticos que aprendam do povo e vivem para o povo”, rematou.

Nampula dissemina tecnologia de baixo custo

Com efeito, aquela delegação acaba de promover uma grande mostra de ciência, tecnologia e inovação, que contou com a participação de pouco mais de 50 inovadores, cujo objectivo era de trocar experiências entre vários inovadores da província.

Esta amostra foi uma das muitas realizadas em Nampula, no âmbito da disseminação da ciência, tecnologias e inovações no seio das comunidades que estão a despertar sobre a importância das inovações na feitura como por exemplo, fogões, sistemas de rega e outras coisas úteis.

Por conseguinte, alguns inovadores que falaram a nossa Reportagem a propósito da realização da aludida amostra, mostraram a sua satisfação porquanto são eventos que consolidam os seus conhecimentos na área de inovação através do uso de novas tecnologias de baixo custo.

Estefano Armando foi um dos inovadores que desta vez trouxe uma inovação que despertou muita atenção por parte dos participantes da amostra. Ele trouxe um sistema de protecção contra assaltos às residências por ele inventado. Depois de explicar pormenorizadamente o funcionamento do seu sistema, aquele inovador disse ter levado muito tempo para desenvolver o referido sistema.

O chefe do departamento de difusão na Delegação Provincial de Ciência e Tecnologia, Imanado dos Santos disse falando a jornalistas que o mais importante na promoção destes eventos é que tem havido muita aderência por parte dos inovadores, o que demonstra o interesse que eles têm nas actividades inovadoras.

“Falando sobre a interacção que se verifica nestas amostras, dizer por exemplo há inovadores que procuram o que interessa as instituições que trabalham com ferro e de ensino em termos de materiais e cursos, para a partir daí estabelecerem parcerias na área da inovação”, disse Imanado dos Santos.

Noticias

Talapa repudia atitudes da Renamo

Em declarações à comunicação social semana passada, no âmbito do trabalho partidário de preparação das eleições autárquicas de 20 de Novembro, Margarida Talapa repudiou os ataques armados perpetrados por homens da Renamo no dia 18 de Junho ao paiol de Savane, no distrito de Dondo, província de Sofala.

“Esta atitude só pode ser de um partido frustrado e desesperado, que não tem respeito para com o seu povo. O poder conquista-se através da vontade popular e não por armas e ameaças e eu, como membro da Frelimo, condeno este comportamento da Renamo”, disse.

Relativamente ao recenseamento eleitoral Talapa afirmou que ainda se regista fraca afluência de eleitores aos postos, o que pode constituir um grande entrave para o sucesso do mesmo.

“O que vimos em todas as três autarquias da província de Tete já nos preocupa, porque os números até agora alcançados não atingem 40 por cento dos eleitores previstos. É verdade que o processo arrancou com algumas irregularidades, como o equipamento, mas, mesmo assim, não se justifica que até hoje não se tenha atingido a fasquia dos 50 por cento”, afirmou.

Entretanto, a Frelimo está a desencadear uma campanha de educação cívica eleitoral no sentido de sensibilizar os seus membros e simpatizantes a afluírem em massa aos postos de recenseamento a fim de obterem o cartão de eleitor, condição para votar nas eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo.

Talapa revelou que em todas as autarquias da província de Tete se registam casos estranhos ao recenseamento, em que alguns partidos políticos estão a mobilizar cidadãos residentes noutras regiões da província não abrangidas pelas eleições autárquicas, ou do país em geral, principalmente jovens para se registarem.

“Os nossos fiscais estão a detectar estas irregularidades e já estão sendo reportadas aos órgãos competentes que supervisionam o censo eleitoral. Numa das visitas ao Município da Vila de Moatize, no bairro 25 de Setembro, encontrámos numa residência um grupo de 10 jovens provenientes da cidade de Maputo que não se recenseou naquele município e que pretendia fazê-lo em Moatize para onde se deslocara à procura de emprego, o que achamos um pouco estranho”, denunciou Margarida Talapa.

Bernardo Carlos – Noticias

Exclusão financeira atinge dezenas de distritos

O Ministro das Finanças, Manuel Chang, considera, por isso, ser necessário que o Governo continue a encontrar soluções para que os bancos comerciais não se estabeleçam apenas na capital do país, mas também ao nível das províncias e nos distritos.

“Temos estado a incentivar aos bancos a abrirem balcões em todos os distritos e inclusivamente temos situações em que atribuímos benefícios para as instituições que abrem balcões”, disse o ministro em declarações ao “Notícias”, à margem de uma cerimónia, recente, de lançamento da Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Financeiro.

Um estudo recentemente divulgado pelo Banco de Moçambique indica que Maputo é a província com maior rede de serviços financeiros, enquanto Niassa se encontra no extremo oposto, com uma média de 1,45 ponto para cada 100 mil adultos.

O estudo revela que, no total, quarenta e dois distritos nacionais continuam fora do sistema dos serviços financeiros como resultado da prevalência de factores tecnológicos e infra-estruturais, bem como económicos e institucionais.

Entretanto, o ministro Manuel Chang refere que a Estratégia para o Desenvolvimento do Sector Financeiro para o período 2013-2022, recentemente aprovada em Maputo, faz uma avaliação da situação actual para que “se possa avançar para a solução dos problemas que existem neste momento no sector”.

“O que queremos é que a banca comercial possa se estabelecer ao nível dos distritos. Na situação actual, mesmo as actividades do Governo através do SISTAFE ou do E-SISTAFE, não podem ser implementadas nos distritos porque não há ainda bancos comerciais”, disse.

O ministro acrescentou que para que se possa usar o E-SISTAFE em qualquer local é preciso que haja três condições, sendo a primeira a existência de energia limpa; a segunda, comunicações; e a terceira – que haja bancos comerciais.

“Um dos grandes desafios ao nível dos distritos neste momento, de facto, é a falta de bancos para que as populações não só possam ter acesso ao crédito das instituições de microfinanças como também possam fazer depósitos ou usar outro tipo de produtos que o sector financeiro desenvolve”, fez notar Chang.

Noticias

Desenvolvimento local e pesquisa une UP e Magude

Na origem do acordo, rubricado pela administradora local, Cristina Mafumo, e pelo director da Faculdade de Ciências Sociais (FCS) da UP, Gustavo Djedge, está o facto de aquele distrito oferecer condições privilegiadas para a realização de actividades de capacitação, pesquisa e extensão da FCS-UP, considerando igualmente a agenda nacional de potenciação do distrito como pólo de desenvolvimento e as necessidades locais de desenvolvimento do capital humano, pelo que as partes convencionam e mutuamente aceitam estabelecer um memorando de entendimento que, certamente, vai trazer benefícios mútuos.

Aliás, a administradora de Magude, repetidas vezes falando aos presentes, referiu que espera que com a presença da UP em Magude o distrito passe a receber professores e estudantes universitários que vão desenvolver diferentes estudos que possam recuperar o legado histórico e cultural daquele ponto do país, onde morreu o guerreiro Maguiguana, um símbolo da resistência anticolonial de Moçambique.

Cristina Mafumo espera que questões como a origem do makwai, reclamado pelas populações de Magude, o mítico canhoeiro que se diz ter sido cortado e despedaçado a mando de um administrador colonial mas que resistiu ao corte e no dia seguinte continuava frondoso e verde, para espanto do administrador que acabou enlouquecendo e abandonando o distrito, a história da gruta onde descansou Maguiguana e que hoje está quase voltada ao abandono, sejam alguns dos atractivos para a pesquisa. Alimenta ainda esperança de que muitos jovens que só terminam na décima segunda classe se interessem em continuar os estudos universitários seguindo o exemplo dos estudantes e professores da UP que vão passar a frequentar o distrito.

Magude tem hoje mais população bovina do que humana, sendo por isso mais conhecido como a terra do gado. Mas, de acordo com a administradora, este distrito oferece muitas oportunidades de estudos socio-culturais, sendo um autêntico mosaico e um fértil laboratório para vários tipos de ensaios, tendo como perspectiva o desenvolvimento local sustentável.

Por seu turno, Gustavo Djedge, director da Faculdade de Ciências Sociais da UP, disse que a universidade tem três pilares básicos, designadamente o ensino, a pesquisa e a extensão, sendo assim que o memorando assinado com o distrito de Magude abre as portas para os professores e estudantes das Ciências Sociais da UP se instalarem num espaço concreto e aí desenvolverem os seus estudos e pesquisas tendo em conta o papel da universidade e o seu compromisso com o desenvolvimento local.

Djedge falou igualmente da imperiosidade de prestar assistência aos agentes locais visando capacitá-los para melhor encarar os desafios do desenvolvimento.

“As universidades têm que estar ao serviço do desenvolvimento e da melhoria de vida das populações”, realçou na sua curta aula aos presentes, dentre eles o director distrital de Educação de Magude, o médico-chefe, a directora da Escola Secundária local, o primeiro-secretário do Partido Frelimo, docentes e chefes dos departamentos da FCS da UP.

Na ocasião a administradora convidou a UP a estar presente no dia 10 de Agosto, Dia de Mapulanguene, uma histórica vila do distrito de Magude, onde morreu Maguiguana com uma passagem pela gruta Mawandla e o refúgio do guerreiro de Ngungunhane.

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MANICA – Província inicia produção de alvinos e ração para peixes

De acordo com a fonte, a iniciativa insere-se no âmbito dos esforços visando o desenvolvimento da aquacultura e surge como uma plataforma destinada a melhorar a produção aquícola no sector familiar ao nível da província de Manica.

Recorrendo a pequena maquineta de moagem de carne, está-se a proceder, a título experimental, à produção de ração na cidade de Chimoio e no distrito de Báruè cujo processo conta como alguns dos seus principais ingredientes as farinhas de milho, peixe e de amendoim.

Paralelamente a esta actividade, Manica vai contar, a partir deste ano, com uma nova unidade de produção de alvinos destinados à distribuição aos piscicultores familiares, no quadro da disseminação da aquacultura no país, em geral, e na província, em particular.

De acordo com a fonte, a referida unidade já está em instalação no distrito de Báruè e através desta infra-estrutura, os camponeses das três regiões da província, nomeadamente sul, centro e norte, irão adquirir os alvinos para efeitos de multiplicação de peixes nos respectivos tanques piscícolas.

Com efeito, segundo soubemos, depois do estabelecimento da referida unidade de produção de alvinos, a INAQUA, em Manica, vai assegurar as condições técnicas adequadas de transporte dos peixinhos, para evitar que morram a caminho dos tanques piscícolas.

Para operacionalizar a unidade de produção de alvinos e ração, no distrito de Báruè, foram marcados 10 tanques dos quais cinco para reprodutores e igual número para alvinos. O trabalho de abertura destes tanques está em curso depois que foi alocado o material para o efeito.

Com este exercício, a província de Manica pretende, a partir deste ano, deixar de depender da sua congénere de Inhambane, a única fornecedora até agora de alvinos que são distribuídos no país para o fomento piscícola.

Neste contexto, o INAQUA, em Manica, projecta este ano capturar e transferir para tanques piscícolas já abertos na cidade de Chimoio, mais concretamente na Escola de Artes e Ofícios da capital provincial, um número não especificado de reprodutores de peixe.

O trabalho a ser levado a cabo, através dos extensionistas da aquacultura afectos aos distritos com maior potencial piscícola, consistirá na captura dos reprodutores de peixes nas albufeiras de Chicamba e Mavuzi, os quais irão ser colocados em oito tanques já abertos na Escola de Artes e Ofícios de Chimoio.

Neste momento, segundo a fonte, todos os alvinos que são distribuídos aos piscicultores da província de Manica, são trazidos de Vilankulo, província de Inhambane, onde está estabelecida a maior empresa privada de produção e comercialização de alvinos que atende praticamente todo o país.

Entretanto, inserido nas celebrações do 5º aniversário do INAQUA que hoje se assinala, aquela instituição vai proceder, no distrito nortenho de Báruè, à avaliação da qualidade de água dos tanques piscícolas, para além da pesca de amostragem em tanques piscícolas. Ainda hoje, e no quadro das mesmas comemorações, vai visitar unidades de produção de alvinos e promover uma exposição de material usado na piscicultura.

Víctor Machirica – Noticias

Soltos há dias pelo tribunal: Uma vez ladrão sempre ladrão

Trata-se de O. António, de 23 anos de idade, e S. Alberto, de 22 anos, neutralizados momentos depois de retirarem acessórios numa viatura de marca Toyota Corolla, cuja inscrição não apurámos. Os larápios foram encontrados com espelhos, bateria, faróis e aparelhagem de som acabados de roubar naquele carro.

Falando à nossa Reportagem, O. António confessou o crime e referiu que o produto do roubo seria vendido algures no bairro Luís Cabral, na cidade de Maputo, onde os dois malfeitores residem.

“Não é a primeira vez que nos envolvemos neste tipo de actos. Na semana passada estivemos cá (detidos) depois de roubarmos acessórios num carro no Tchumene II”, disse O. António, novamente a ver o sol aos quadradinhos numa das celas do posto policial de Tchumene.

Por seu turno, S. Alberto conta que se dedica ao roubo de acessórios de carros em diversos bairros das cidades de Maputo e Matola, os quais fornece ao mercado informal.

Entretanto, a Polícia está indignada com mais este caso em que indivíduos são detidos e em muitas situações com os bens roubados mas depois soltos. “Não sabemos o que é que aconteceu no tribunal, mas a verdade é que foram soltos sem dar nenhuma informação à corporação”, lamentou fonte do posto policial de Tchumene.

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Obras melhoram Praça dos Heróis

A empreitada está a cargo da Sogecoa Moçambique, Lda., com o financiamento dos fundos do Estado.

Informações a que o “Notícias” teve acesso indicam que as obras em curso não vão alterar a actual estrutura da Praça dos Heróis, mas sim melhorar a sua imagem através da substituição do material usado para a edificação daquela infra-estrutura.

Essencialmente os trabalhos vão cingir-se na reabilitação dos sistemas interno e externo de iluminação, de rega, no melhoramento dos acessos e alargamento dos espaços para a concentração dos convidados às cerimónias de Estado.

Também se pretende melhorar toda a protecção da praça e o respectivo jardim, que terá dimensões ligeiramente menores em relação às actuais para dar lugar ao alargamento do pavimento.

Outra inovação a ser feita é a preparação do local para o uso do gás natural, cujas condutas estão a ser instaladas neste momento nas cidades de Maputo e Matola e ainda a transferência dos postes de iluminação para os passeios da praça.

“O que pretendemos é melhorar a imagem da Praça dos Heróis, que é um local histórico para todos os moçambicanos, mas não vamos alterar as actuais características da infra-estrutura”, afirmou a fonte.

A Praça dos Heróis começou a ser construída em Novembro de 1976 por perto de 50 trabalhadores de três empresas moçambicanas. A sua inauguração ocorreu no dia 3 de Fevereiro de 1977, 65 dias depois de ter sido concluída.

A área total da praça é de 84 metros quadrados. O diâmetro geral do monumento (estrela) é de 24 metros, com uma altura de 6 metros acima do nível do terreno e de 2 abaixo do mesmo nível.

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MANICA – Aquacultura coloca 32 toneladas de pescado

Aquela quantidade, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem junto da chefe do Departamento de Tecnologias e Extensão na delegação provincial do Instituto Nacional de Desenvolvimento de Aquacultura (INAQUA), Fátima Cinco Reis, corresponde a 42 por cento do planificado que previa a captura de 75 toneladas.

Fátima Reis disse que a maior parte do pescado registado, provem do distrito de Báruè onde os piscicultores locais conseguiram 7,5 toneladas. Os distritos de Manica e Sussundenga contribuíram com 7 e 6,5 toneladas respectivamente.

No tocante aos tanques piscícolas, aquela província sobrecumpriu a sua meta em 155 por cento ao abrir 32 dos 20 planificados. No que a novos tanques diz respeito, o distrito de Gondola lidera a lista com 16, seguido de Báruè com 10 e Mossurize, com três. O distrito de Manica abriu apenas dois novos tanques no semestre findo.

Ainda de acordo com Fátima Reis, os distritos de Manica, Sussundenga, Báruè, Mossurize, Gondola e a cidade de Chimoio, são os potenciais produtores de peixe que abastece o mercado local e que serve para a auto-suficiência dos próprios camponeses.

Neste momento, segundo a fonte, Manica possui mais de 1.800 tanques piscícolas e, durante o ano passado, a província produziu 63 toneladas de peixe.

Para além de tanques piscícolas, em Manica foram também introduzidas três gaiolas para a produção de peixe para o consumo familiar no Instituto Agrário de Chimoio (IAC) e na Associação Bengo, naquela cidade.

Apesar de neste ano não se ter registado grande incremento em termos de novos tanques, o distrito de Manica destaca-se entre os maiores produtores piscícolas da província, tendo na campanha finda, capturado 15 toneladas de peixe tilápia, a espécie maioritariamente produzida naquela região do país.

INAQUA IMPULSIONA ACTIVIDADE

No âmbito do projecto de massificação da piscicultura, a província de Manica planificou abrir, este ano, 410 tanques com um mínimo de 510 metros cúbicos de extensão. Para impulsionar este trabalho o INAQUA vai proceder à distribuição de material para a abertura de tanques, nomeadamente picaretas, enxadas, carinhas de mão, tubos PVC para a canalização de água, entre outros.

Para além do INAQUA, a empresa de Desenvolvimento e Comercialização Agrícola (DECA), de capitais britânicos, introduziu, o ano passado, dois milhões de alvinos de tipo tilápia adquiridos em Vilankulo, na província de Inhambane e destinados ao fomento piscícola na barragem de Mavonde, sobre o rio Mavuzi, em Manica.

Informações recentemente fornecidas pelo Administrador da DECA, Mickail Patamo revelam que o fomento piscícola foi uma das formas encontradas por aquela empresa no âmbito da sua responsabilidade social. Os alvinos custaram à DECA o equivalente a 120 mil dólares norte-americanos.

Pretende-se com esta iniciativa, garantir que as populações ribeirinhas da barragem possam ter acesso ao peixe para o consumo e comercialização, contribuindo, desta forma, para a melhoria da dieta alimentar e renda dos camponeses locais.

Aliás, a própria DECA pretende, no futuro, vir a ser o principal comprador do pescado das populações de Mavonde, devendo utilizar o peixe no processo de fabrico de ração destinada à alimentação dos seus efectivos pecuários, no quadro do projecto MOZBIEEF.

Víctor Machirica – Noticias

Linha-férrea de Goba: CFM avança com nova ponte

Presentemente, de acordo com um comunicado da Direcção de Engenharia dos CFM, decorre a selecção do empreiteiro para as obras, estando a entrega de propostas marcada para a próxima terça-feira em Maputo.

A decisão de se avançar para a construção de uma nova ponte seguiu-se a avaliações feitas ao projecto inicial de se reabilitar a ponte ora existente, numa iniciativa que tinha em vista conferir-lhe uma maior segurança à circulação de comboios naquela ferrovia que liga Moçambique e o Reino da Suazilândia.

Aquando da interrupção da linha férrea de Ressano Garcia, a linha de Goba chegou a ser projectada como rota alternativa para o escoamento de mercadorias da África do Sul para o Porto de Maputo e vice-versa, opção que cedo foi descartada devido a problemas de segurança detectados na ponte sobre o rio Umbelúzi.

Devido à falta de segurança naquela ponte, as autoridades ferroviárias sul-africanas chegaram a desaconselhar o uso da linha de Goba como rota alternativa para o escoamento de carga acumulada em Kommatiport, na África do Sul, durante o tempo que durou a interdição da linha de Ressano.

Com uma extensão aproximada de 226 quilómetros entre o Parque Industrial de Matsapa e o Porto de Maputo, a linha de Goba tem capacidade para receber comboios com até 50 vagões circulando a velocidades que variam entre os 50 e 60 quilómetros por hora.

De acordo com dados confirmados pela Companhia de Caminhos de Ferro da Suazilândia, a linha de Goba está em boas condições tanto no troço moçambicano como no suázi, resultado dos últimos investimentos feitos na sua reabilitação, que consistiram sobretudo na substituição das travessas de madeira por outras, em betão, além da uniformização da via através da soldadura das peças da ferrovia.

Tradicionalmente, segundo a fonte, a linha de Goba vem sendo usada como rota de escoamento do açúcar da Suazilândia através do Porto de Maputo, com volumes entre 200 mil e 240 mil toneladas por ano. Apesar da grande concorrência ultimamente imposta pelo transporte rodoviário, a linha vem sendo preferencial para o escoamento daquele produto para Maputo.

Presentemente, o açúcar e o ferro-crómio fazem 50 por cento da carga transportada através da linha de Goba, razão por que a via foi apresentada como disponível para atender ao tráfego de Kommatiport para Maputo, que não pode ser escoado via Ressano Garcia devido ao encerramento daquela ferrovia.

Para a Suazilândia, a linha de Goba vai continuar sendo vital para o acesso ao Porto de Maputo enquanto porta mais próxima para as suas importações e exportações, que se tornam mais baratas e competitivas quanto menor for a distância a cobrir.

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