Politica Talapa repudia atitudes da Renamo

Talapa repudia atitudes da Renamo

Em declarações à comunicação social semana passada, no âmbito do trabalho partidário de preparação das eleições autárquicas de 20 de Novembro, Margarida Talapa repudiou os ataques armados perpetrados por homens da Renamo no dia 18 de Junho ao paiol de Savane, no distrito de Dondo, província de Sofala.

“Esta atitude só pode ser de um partido frustrado e desesperado, que não tem respeito para com o seu povo. O poder conquista-se através da vontade popular e não por armas e ameaças e eu, como membro da Frelimo, condeno este comportamento da Renamo”, disse.

Relativamente ao recenseamento eleitoral Talapa afirmou que ainda se regista fraca afluência de eleitores aos postos, o que pode constituir um grande entrave para o sucesso do mesmo.

“O que vimos em todas as três autarquias da província de Tete já nos preocupa, porque os números até agora alcançados não atingem 40 por cento dos eleitores previstos. É verdade que o processo arrancou com algumas irregularidades, como o equipamento, mas, mesmo assim, não se justifica que até hoje não se tenha atingido a fasquia dos 50 por cento”, afirmou.

Entretanto, a Frelimo está a desencadear uma campanha de educação cívica eleitoral no sentido de sensibilizar os seus membros e simpatizantes a afluírem em massa aos postos de recenseamento a fim de obterem o cartão de eleitor, condição para votar nas eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo.

Talapa revelou que em todas as autarquias da província de Tete se registam casos estranhos ao recenseamento, em que alguns partidos políticos estão a mobilizar cidadãos residentes noutras regiões da província não abrangidas pelas eleições autárquicas, ou do país em geral, principalmente jovens para se registarem.

“Os nossos fiscais estão a detectar estas irregularidades e já estão sendo reportadas aos órgãos competentes que supervisionam o censo eleitoral. Numa das visitas ao Município da Vila de Moatize, no bairro 25 de Setembro, encontrámos numa residência um grupo de 10 jovens provenientes da cidade de Maputo que não se recenseou naquele município e que pretendia fazê-lo em Moatize para onde se deslocara à procura de emprego, o que achamos um pouco estranho”, denunciou Margarida Talapa.

Bernardo Carlos – Noticias

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