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Quinta-feira, Abril 23, 2026
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Nhacoongo vai ter sistema de irrigação

Um sistema de irrigação com capacidade de 300 hectares será construído na região de Nhacoongo, distrito de Inharrime, para o aproveitamento das águas da lagoa de Dongane, no mesmo distrito.

A informação foi prestada ao primeiro-ministro, Alberto Vaquina, pelo chefe dos Serviços de Extensão Rural, Cremildo Joaquim, durante a recente visita efectuada por aquele governante à província de Inhambane.

A lagoa de Dongane, com cerca de sete quilómetros de comprimento e cinco de largura, é até agora um grande pólo de atracção turística, onde se encontra implantada uma estância turística.

O projecto, de acordo com Cremildo Joaquim, enquadra-se nos esforços do Governo para exploração do potencial agrícola de Nhacoongo, onde igualmente funciona um centro de investigação agronómica e de multiplicação de variedades culturais introduzidas em vários pontos da província de Inhambane.

Para o efeito, segundo revelou aquele técnico agrónomo, a Direcção Provincial de Agricultura em parceria com Moçambique Orgânica, uma empresa privada virada para uma agricultura comercial instalada na mesma região, foi desenhado um projecto a ser executado num período de 20 anos e vai consumir cerca de 78 milhões de meticais.

Pretende-se com a ideia, aumentar a produção e produtividade, massificação de agro-processamento, estabelecimento de ligação entre a produção e mercados agrícolas, bem como o estabelecimento de parcerias público/privadas.

Da área total prevista, 50 hectares estarão reservadas para montagem de um campo de demonstração das novas tecnologias e o treinamento aos produtores familiares que terão ao lado do projecto, uma área de cerca de 19 hectares para a implementação do novo pacote tecnológico na produção agrícola.

O cronograma das actividades previstas no projecto de Nhacoongo, cuja primeira fase iniciou a sua execução em 2010, com a instalação da empresa Moçambique Orgânica, uma instituição privada virada para o desenvolvimento de uma agricultura comercial com a introdução do agro-processamento, indica que uma parcela de 30 hectares da mesma área terá um sistema de rega gota a gota para a introdução de variedades culturais que possam alimentar várias linhas da fábrica de processamento, que funciona em Nhacoongo.

Entretanto, para a concretização do aproveitamento das águas da lagoa de Dongane, tida como uma das principais alavancas para a exploração efectiva de toda capacidade de produção de Nhacoongo, será construída uma linha de transmissão da energia eléctrica numa distância não inferior a sete quilómetros.

Dados divulgados durante a recente visita do primeiro-ministro a Nhacoongo, indicam que a Moçambique Orgânica, tida como a pioneira da agricultura comercial na província de Inhambane, além de mostrar uma boa parceria público-privada, adquiriu 34 vacas leiteiras como matéria-prima necessária para montagem de uma fábrica de produção de leite com capacidade de 500 litros por dia.

Jornal Notícias

Massinga e Inhassoro têm novos administradores distritais

A Ministra de Administração Estatal, Carmelita Namashulua, nomeou recentemente através do despacho, Gonçalves Maceda e José Jeremias como novos administradores para os distritos de Massinga e Inhassoro, respectivamente, e Elsa Maria da Conceição Tomo, como representante do Estado no município da cidade de Inhambane.

De acordo com o comunicado de imprensa do governo da província de Inhambane, os novos dirigentes substituem nos cargos Almor Francisco e Rodrigues Tamele, em Inhassoro e Massinga, respectivamente, que cessaram as funções, enquanto Elsa Tomo substitui o lugar da Elsa Armando, antiga representante de Estado no município da cidade de Inhambane, transferida para o distrito de Morrumbene onde a respectiva titular, Júlia Alfeu cessou também funções.

Gonçalves Maceda, membro do Comité Central da Frelimo, antigo secretário provincial da Mobilização e Propaganda no Comité Provincial de Inhambane, é funcionário do Estado no Instituto Nacional de Gestão das Calamidades Naturais, Delegação de Inhambane, enquanto José Jeremias era secretário permanente distrital em Zavala, cargo para o qual foi indicado quando era funcionário no Instituto Nacional de Acção Social, delegação de Inhambane. Por seu turno, Elsa Tomo era até à data da sua nomeação chefe do Património de Estado na Direcção Provincial do Plano e Finanças.

O governador da província de Inhambane, Agostinho Trinta, classificou a movimentação daqueles quadros como sendo uma actividade normal visando imprimir uma dinâmica cada vez melhor na Administração Pública, agora orientada para os resultados. No entanto, afastou a hipótese de que os quadros afastados dos cargos de direcção que exerciam nos distritos tenham a ver com mau desempenho.

“A rotação de quadros é processo normal na Administração Pública, portanto, qualquer funcionário no Estado está sujeito a ser movimentado nos termos da lei. Almor Francisco assim como Rodrigues Tamele deixam de ser administradores distritais, mas poderão receber outras tarefas. É assim no Aparelho do Estado”, esclareceu Agostinho Trinta.

BAU passa a fornecer informações via Internet

Foi lançado semana passada, na província de Inhambane, um novo serviço de atendimento ao público no Balcão de Atendimento Único (BAU), com a introdução do sistema electrónico, e-BAU, cujo objectivo é a disponibilização de informação ao cidadão de toda natureza, via Internet.

De acordo com a directora daquela instituição, Benilde Macuamule, o e-Bau, visa modernizar o atendimento ao público com uso das novas tecnologias de informação e comunicação. Para o efeito, será instalado a nível do BAU um dispositivo on-line para a simplificação e harmonização de procedimentos e celeridade da execução processual, cujo impacto é a diminuição do tempo na tramitação de qualquer expediente de natureza de actividade económica.

“O sistema e-BAU, vai reduzir não só o tempo de espera, mas também os custos de preparação de expediente que até agora é tramitado pelo cidadão requerendo algo ao Estado, porque apenas com um computador, poderão aceder aos serviços e produtos que o BAU oferece e buscar igualmente todos os requisitos para requerer algo e remeter pela mesma via”, explicou Macuamule.

Aquela responsável sublinhou que no quadro da implementação da simplificação de procedimentos para diversas actividades de rendimento que são feitas no BAU pelos conselhos municipais, bem como pelas administrações distritais, com a implementação daquela tecnologia será cada vez mais célere, pois o e-BAU vai reduzir o tempo e poupar dinheiro gasto durante a preparação de um processo de toda a natureza.

“Trata-se de uma iniciativa que se enquadra nos esforços do Governo para o melhoramento do ambiente de negócios, porque com este sistema, os investidores particularmente terão trabalho mais facilitado para o licenciamento das suas actividades ou projectos que pretendem desenvolver na província de Inhambane”, disse Benilde Macuamule.

O projecto, que é também designado plataforma integrado de prestação de serviços ao cidadão, é financiado pelo Governo moçambicano e pelo The Investiment Climat Facility For Africa, no valor de 158.258 mil meticais, e abrange também as províncias de Cabo Delgado, Nampula, Gaza e cidade de Maputo.

Nos primeiros 18 meses estará virado para o licenciamento de actividades económicas nas áreas de Turismo, Indústria e Comércio, bem como na atribuição de Número Único de Identificação Tributária (NUIT).

Benilde Macuamule, recentemente nomeada directora do BAU em Inhambane, depois de ter trabalhado dois anos como assessora do governador da província, disse que pretende não só dar continuidade às acções em curso naquela instituição, tais como a modernização de atendimento ao cidadão, mas também estabelecer um mecanismo de atracção de homens de negócio a explorarem as oportunidades que a província de Inhambane oferece.

“Somos ricos em recursos naturais, temos ainda potencialidades virgens por explorar em várias áreas com destaque para agricultura, turismo e pecuária, daí que o BAU deverá igualmente incentivar os homens de negócio a estabelecer parcerias com os investidores nacionais para explorar os recursos, obedecendo as normas vigentes”, disse Benilde Macuamule.

A província de Inhambane foi a pioneira a nível do país na criação de uma instituição para atendimento ao público. Na sua primeira fase, o BAU de Inhambane chamou-se Loja de Negócios, onde estavam aglutinados serviços que intervêm no licenciamento das actividades económicas, nomeadamente Agricultura, Indústria e Comércio, Turismo, Registos e Notariado e Geografia e Cadastro.

Jornal Notícias

Moradores impedem circulação de camiões fugindo à báscula

Moradoresdos bairros de Mussumbuluco, Liqueleva, Matola J e Liberdade, no município da Matola, estão a impedir a circulação de camiões de grande tonelagem, por entender que danificam as vias e condutas de água implantadas nessas áreas residenciais.

Trata-se, segundo os residentes, de camiões com excesso de carga que recorrem a estas ruas na sua fuga à báscula, um mecanismo instalado na Estrada Nacional Número Quatro (EN4) para o controlo do peso de veículos de grande tonelagem.

De há algum tempo a esta parte, os camionistas encontrados a circular nestas ruas do interior daqueles bairros são obrigados pelos moradores a descarregar os inertes que transportam, sobretudo o saibro e pedra, materiais com os quais os residentes tapam os buracos alegadamente criados por camiões.

Os residentes disseram que para além de danificar os acessos, a pressão que estes veículos exercem sobre as estradas, maioritariamente de terra batida, resulta no rompimento de condutas de água, provocando pequenos charcos de água nas ruas, o que agrava as condições de transitabilidade nesses acessos.

O cenário tem deixado os moradores revoltados até ao ponto de decidirem tomar medidas drásticas como forma de impedir a circulação de viaturas de grande tonelagem pelas ruas de terra batida.

Para melhor se fazerem ouvir, os moradores criaram uma comissão para resolver o problema da movimentação de camiões nas ruas daqueles bairros.

Em contacto com o “Notícias”, Juma Juma, membro da comissão dos moradores, disse que a circulação de camiões é preocupante porque as ruas estão a ficar degradadas e que ninguém se responsabiliza por isso.

“Os camiões estão a degradar as nossas estradas e a rebentar as condutas de água, daí que decidimos impedir a sua circulação no interior dos bairros”, disse Juma.

O nosso interlocutor explicou que o problema dos camiões que evitam a báscula é antigo, sendo do conhecimento do Conselho Municipal e da Polícia da República de Moçambique (PRM), que nada fazem para inverter o cenário.

“Este problema é bem conhecido pelo município e a pela Polícia, mas nada fazem para inverter a situação. Os camiões destroem as nossas ruas, rebentam as condutas de água e nós é que sofremos”, disse Juma.

Posto policial pode ser solução

O secretário do bairro de Mussumbuluco, Hilário Mucavele, disse ao “Notícias” que a instalação de um posto policial nas principais ruas que dão acesso aos bairros afectados pode reduzir a circulação de camiões com excesso de carga.

Hilário Mucavele afirmou que a reivindicação dos moradores dos bairros afectados, sobretudo de Mussumbuluco, é legítima porque os camiões de grande tonelagem estão a criar degradação das nossas ruas.

“A reivindicação dos moradores é legítima porque na verdade eles é que sofrem com o problema da degradação das ruas, resultante da circulação de camiões de grande tonelagem que evitam a báscula na EN4”, disse Hilário Mucavele.

De acordo com Mucavele, havia um plano de instalação de um posto policial para o controlo de camiões que, no seu entender, podia reduzir a sua circulação nas ruas daquelas zonas residenciais.

“Havia um plano de montagem de um posto policial para o controlo de camiões que fogem da báscula e usam ruas do interior dos bairros”, disse Mucavele.

Sinalização não compete à polícia

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Hilário Mucavele – Secretário do Bairro

A colocação de postos policiais para o controlo de carros ou sinais de trânsito, em algumas ruas dos bairros de Mussumbuluco, Liqueleva, Matola J e Liberdade, para impedir a circulação de camiões de grande tonelagem não é tarefa da Polícia.

O porta-voz da Polícia na província de Maputo, João Machava, afirmou que o Conselho Municipal e a Administração Nacional de Estradas são entidades competentes para colocar sinais de trânsito ou postos de controlo de viaturas.

“A missão da Polícia é fazer cumprir os sinais de trânsito e não proceder a sua colocação. Se o município colocar os sinais ou a báscula, claramente que nós vamos fazer cumprir a lei”, disse Machava.

João Machava disse ao nosso Jornal que a Polícia está a interagir com as autoridades competentes no sentido de colocar sinais de proibição de circulação de camiões de grande tonelagem em algumas ruas desses bairros. Só depois disso é que a Polícia de Trânsito irá actuar.

Jornal Notícias

Fraude financeira no MINED: Novas informações chegam ao GCCC

Novas informações sobre a forma como o Ministério de Educação (MINED) terá sido delapidado, pelo menos no ano passado, acabam de chegar ao Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o que atrasou o envio do processo ao tribunal.

Um relatório de sindicância da Inspecção das Finanças entregue ao gabinete aponta, por exemplo, que parte dos montantes ilicitamente sacados do ministério em 2012 saiu alegadamente para o pagamento de professores estrangeiros.

Entretanto, o porta-voz do MINED, Eurico Banze escusou-se indicar ontem ao nosso Jornal as áreas de ensino nas quais estão afectos os docentes estrangeiros usados para delapidação da instituição. O responsável prometeu dar esta informação hoje.

De acordo com Bernardo Duce, porta-voz do GCCC, o documento diz que os valores retirados para aquele fim, pelo menos no ano passado, estão muito acima das reais necessidades.

A ideia daquela repartição da Procuradoria-Geral da República era ter enviado o processo ao tribunal durante o mês de Junho, mas ao que Duce explicou, o relatório das Finanças, uma autoridade na matéria, possui informações que não devem, de forma alguma, ser ignorados.

Nesse sentido, o Ggbinete está a cruzar os dados que já havia produzido com os do relatório da Inspecção das Finanças, na perspectiva de, uma vez o processo enviado ao tribunal, não haja necessidade de se solicitar uma nova investigação para esclarecer eventuais dúvidas.

A fonte, que ontem falava em Maputo no “briefing” mensal da instituição com a Imprensa, não revelou os números dos montantes ilicitamente drenados para os bolsos de um grupo de indivíduos sob a capa de estar-se a pagar salários de professores estrangeiros ao serviço de Educação no país.

O desfalque registado no MINED foi descoberto em Novembro do ano passado e até ao momento não se sabe efectivamente quando é que começou, muito menos os valores fraudulentamente retirados.

Informações já avançadas pelo GCCC indicam que o grupo de envolvidos inclui, para além de funcionários públicos, pessoas que nada têm a ver com o Aparelho do Estado.

Jornal Notícias

Exames extraordinários do ensino técnico arrancam hoje no país

Decorrem hoje e amanhã em todo o país os exames extraordinários do ensino médio industrial e comercial, envolvendo candidatos inscritos no período de 3 a 14 de Maio último.

De acordo com o calendário divulgado pelo Ministério da Educação, os candidatos do segundo ano prestam hoje o exame de Matemática, enquanto que os do terceiro ano serão testados amanhã na cadeira de Língua Portuguesa. Ambas provas têm início às oito horas.

Enquanto isso, os exames extraordinários da 10 ª e 12 ª classes vão decorrer entre os dias 22 e 26 de Julho corrente, tendo os candidatos a estas provas feito as inscrições de 4 a 19 de Abril último.

O presidente do Conselho Nacional de Exames, Certificação e Equivalências (CNECE) no Ministério da Educação, Jafete Mabote, não se referiu ao número de candidatos inscritos para os exames deste ano, alegando que ainda há dados que precisam de ser confirmados a nível de algumas províncias do país.

Entretanto, segundo a fonte, a crescente potenciação do subsistema de ensino à distância vai conduzir a uma extinção “natural e gradual” dos exames extraordinários em Moçambique, um procedimento introduzido pelo Governo com o objectivo de estimular o autodidatismo e oferecer oportunidade aos cidadãos para a conclusão de níveis académicos mesmo não estando formalmente vinculados ao sistema.

O ensino à distância é, segundo a nossa fonte, uma das janelas mais potenciadas pelo Governo nos últimos tempos, na perspectiva de permitir que cada vez mais cidadãos tenham a possibilidade de aumentar o seu nível de escolaridade, tendo em conta os problemas prevalecentes no acesso ao ensino presencial nalguns ciclos.

Actualmente, de acordo com Jafete Mabote, mais escolas secundárias introduziram o ensino à distância através de módulos com monitores previamente seleccionados, acreditando-se que com a sua expansão, vai reduzindo a procura pelos exames extraordinários, pois os cidadãos terão vínculos com as escolas.

A título de exemplo, a nossa fonte referiu que essa tendência já é notória ao nível da 10ª classe que, nos últimos anos, tem estado a registar um decréscimo no número de candidatos inscritos.

“Olhando para os dados dá para perceber que a nível da 12ª os números estão a subir, mas já na 10ª nota-se claramente que há um decréscimo o que tem a ver com o facto de o ensino à distância abranger já todo o primeiro ciclo do Ensino Secundário Geral. Porque ainda não atingiu o segundo ciclo, ainda temos muitos cidadãos que procuram os exames extraordinários para completar a 12ªclasse”, explica Jafete Mabote.

Nos últimos anos os exames extraordinários têm sido caracterizados por grandes índices de reprovações, uma situação que o Ministério da Educação considera preocupante e para a qual Jafete Mabote diz estarem em ensaio algumas soluções, a exemplo da introdução da figura do explicador que pode ser credenciado pelas Direcções Provinciais de Educação para trabalhar como tal.

“Outra via que adoptamos é a colocação de mais materiais de apoio e consulta nas bibliotecas das escolas. Estamos a organizar as bibliotecas para que atendam melhor os alunos, não só os internos como também os externos. A nossa preocupação é ajudar os cidadãos a estarem cada vez melhor preparados para enfrentar os exames e desse modo reduzirmos os índices de reprovação”, disse a nossa fonte.

Jornal Notícias

Renamo reclama ter morto agentes da FIR no último assalto

A Força de Intervenção Rápida (FIR) assaltou, na madrugada do último sábado, um acampamento da Renamo a 30 quilómetros de interior de Muxúnguè, província de Sofala. Na circunstância, segundo uma fonte da Renamo, os guerrilheiros tinham conhecimento da operação da FIR, retiraram-se da base para facilitar o assalto “triunfante” das forças governamentais. Num contra-ataque dos homens da Renamo, segundo a mesma fonte deste partido, foram mortos vários agentes da FIR e outros ficaram feridos na fuga.

Ao certo não se sabe o número de mortos nem de feridos, mas fontes da Renamo falam de várias vítimas mortais e feridos da parte da FIR.

O chefe do Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, superintendente da Polícia, Feliciano Dique, quando contactado no último sábado pelo Canalmoz sobre o ataque não desmentiu nem confirmou, limitando-se a dizer que “esses assuntos estão centralizados no Comando-Geral da PRM em Maputo”.

Já o comandante provincial da PRM em Sofala, Joaquim Nido, confirmou o assalto, mas negou que tenha havido baixas nas hostes das tropas governamentais.

“O que aconteceu hoje (sábado) foi uma operação que permitiu a destruição de 56 cabanas dos bandidos na zona de Mangomone. Os bandidos, na verdade, na foram encontrados porque saíram em debandada, disparando depois as suas armas”, disse Joaquim Nido em conferência de Imprensa no final de sábado, na cidade da Beira.
De acordo com o comandante provincial da PRM em Sofala, “não se tratou de nenhuma emboscada, ninguém ficou ferido, ninguém morreu nas nossas forças de Defesa e Segurança”.

“As operações visando a localização dos bandidos continuam até às últimas consequências. Por essa via, queremos declarar a zona (Muxúnguè) livre da circulação de bandidos para permitir a mobilidade de pessoas de Muxúnguè para o sul da província e do sul para o norte da província”, acrescentou Joaquim Nido, concluindo que “A circulação de pessoas de Muxúnguè a Rio Save continua condicionada à escolta policial, fazendo quatro colunas por dia, isto é, de Muxúnguè para o Save são duas colunas e de Save para Muxúnguè também duas colunas”.

Canal Moz

Advogados proeminentes suspensos da Ordem

Mário Sevene (deputado e antigo ministro do Trabalho), Patrício José (reitor do ISRI), Albino Moiana (membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial), Amosse Macamo (do departamento de mobilização e propaganda do partido Frelimo), são alguns dos advogados suspensos.

Maputo (Canalmoz) – A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) acaba de publicar uma extensa lista de advogados suspensos por falta de pagamento de quotas. Da lista constam nomes sonantes da nossa esfera pública em diversas frentes.
São os casos do deputado da Frelimo e presidente da Comissão de Petições da Assembleia da República (AR) e antigo ministro do Trabalho, Mário Sevene, Albino Moiana membro do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Patrício José reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais, Amosse Macamo do departamento de mobilização e propaganda do partido Frelimo, entre outros.

Destaque também para a suspensão da advogada Luísa Chadraca, a número seis da ordem.

Segundo o estabelecido na alínea g) do artigo 77 do Estatuto da Ordem dos Advogados, é suspenso, sem necessidade de comunicação do direito de votar ou de ser eleito para os órgãos da Ordem e o exercício da profissão, todo o advogado que atrasar com o pagamento pontual das quotas e outros encargos devidos à Ordem dos Advogados, num superior a três meses.

A suspensão só é levantada caso o advogado regularize a sua situação. Enquanto estiverem suspensos não podem exercer a advocacia.

Canal Moz

Vendedores de mercados Malanga e Fajardo vítimas de imundice e assaltos

Os vendedores dos mercados Malanga e Fajardo, arredores de Maputo, à entrada da zona urbana da cidade de Maputo, queixam-se de lixo e criminalidade. Dizem que o lixo disputa espaço de tudo e todos. Eles reconhecem que os resíduos sólidos provêm do mercado, mas negam que sejam causadores da desordem e remetem as culpas ao Conselho Municipal de Maputo que às vezes deixa os contentores brotarem de lixo no Fajardo e Malanga.

“O lixo não dá tréguas na Avenida do Trabalho. Na zona do mercado Fajardo disputa o espaço com tudo e todos. Desde a Rua Major Couto, hoje Rua do Conjunto Djambu, até à Rua Paiva Couceiro”, disse Caridade Munguambe, vendedeira de produtos frescos no Mercado Malanga.

Acrescentou que o lixo chega mesmo a prejudicar o negócio. “Quem paga a factura mais alta são os automobilistas, obrigados diariamente a fazer gincanas para passar no local. A estrada quase que já não existe e o cheiro é nauseabundo”, disse, sublinhando que esta situação não dignifica em nada a cidade capital, e o conselho municipal devia agir.

Por seu turno, Júlia Machava disse que além de imundice as estradas estão esburacadas. “A água também não sai todos os dias. Não sabemos o que está a acontecer, quando não sai vamos tirar lá em baixa”, disse senhora Machava que vive num prédio da Rua do Conjunto Djambu, desde 1977.

Chefe do mercado reconhece

Em contacto com o chefe do Mercado de Malanga, Hilário Chipechela, reconheceu a imundice naquele mercado. Disse que o mesmo fica deteriorado nos dias de chuva. “Quando chove as valetas têm acumulado água”, disse.

Acrescentou que “em termos de segurança o mercado não tem tido grandes problemas. Existem guardas à altura. Aqui há a Polícia da República de Moçambique e a Polícia Municipal”.

Indicou que dentro e fora do mercado a situação do saneamento não é das melhores. “Quando chove isto fica alagado. As valetas têm acumulado lixo. Esperamos que até finais deste ano continuemos a fazer limpezas”, disse.

Canal Moz

Filho do proprietário da SOCOAL ainda em cativeiro

Continua em cativeiro dos sequestradores o jovem Ashu Abdul Aziz, de 22 anos de idade, filho do empresário Abdul Aziz, também conhecido por Aziz Abdala, raptado no princípio da noite da quarta-feira da semana passada, na zona do Mercado do Peixe, próximo à Escola Portuguesa de Moçambique, em Maputo.

O empresário Abdul Aziz, mais conhecido do Aziz Abdala, é dono da loja SOCOAL localizada perto do Ponto Final, na cidade de Maputo, vocacionada para a venda de material eléctrico e de construção.

O Canalmoz apurou de fontes que, apesar de continuar em parte incerta com os sequestradores, os familiares da vítima já adiantaram pagar o resgate cujos montantes envolvidos não foram revelados.

Segundo apurou o Canalmoz de fontes dos guardas da residência do sequestrado, tudo aconteceu quando passavam das 17 horas junto ao portão da residência da vítima, sobolhar dos guardas que estavam em serviço. Fontes da Comunidade Muçulmana/Mahometanatambém confirmaram o sequestro ao Canalmoz.

De acordo com as nossas fontes, Ashu Aziz foi sequestrado quandoregressava à casa sita na Avenida do Palmar na zona Sommerschield II próximo à Escola Portuguesa de Moçambique. Na ocasião, vinha ao volante da sua viatura de marca Ford Ranger, que os raptores não levaram. Segundo as nossas fontes, já em frente da residência, um dos guardas em serviço teria aberto o portão para a vítima entrar com a sua viatura, ao que surgiram quatro homens, dois dos quais empunhando armas do tipo AKM-47 e, consequentemente, imobilizado o guarda e mandado descer Ashu Aziz do carro.

De seguida, segundo as nossas fontes, levaram o sequestrado para junto de uma viatura de marca Toyota Prazo cor azul que não conseguiram distinguir a matrícula.
O porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, o inspector da Policia, Orlando Modumane, confirmou ao Canalmoz o registo da ocorrência do sequestro, mas disse ser “prematuro avançar com mais pormenores porque a Polícia está a trabalhar no assunto paraa localização da vítima e a neutralização dos raptores”.

O paradeiro da vítima bem como os prováveis motivos do sequestro e eventuais valores do resgate continuam desconhecidos.

Canal Moz

Preços reduzem em 0,38% no mês de Junho

O País registou durante o mês de Junho findo uma redução de preços em 0,38 porcento em relação ao mês anterior, e destaca-se a contribuição dos preços da divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas cuja contribuição foi de 0,55 porcento negativo.

Segundo dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgados na última sexta-feira em Maputo pela chefe do Departamento de Preços e Conjuntura, Perpétua Michangula, registou-se um decréscimo no total de 0,60 pontos percentuais. Queda de preços de produtos como tomate contribuiu em 7,8 por cento, coco (12%), feijão manteiga (4,9%), farinha de milho (1.0%), couve (6,8%), alface (6,5%) e repolho (11,2%), o que concorreu para uma contribuição no total da inflação mensal em cerca de 0,60 pontos percentuais negativos.

“A informação é com base em dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula”, disse.

Entretanto, segundo a chefe do Departamento de Preços e Conjuntura, a província de Nampula registou durante o mês de Junho um aumento em cerca 0,27 pontos percentuais positivos somados de diferentes produtos que contribuíram para o efeito. Trata-se de produtos comoa farinha de mandioca, que contribuiu positivamente em (4,7%), batata reno (12%), arroz em grão (um porcento) e o peixe fresco, refrigerado (1,2%).

Nesse sentido, as cidades da Beira e Maputo são as que concorreram para uma queda mensal, tendo uma diminuição de preços na ordem de 1,16 e 0,45 por cento, respectivamente.

Refira-se que a partir do mês de Janeiro a Junho do ano em curso, Moçambique registou uma inflação acumulada de 2,26 por cento, contra 4,86 por cento registado em igual período do ano passado.

Canal Moz

Grupo Rio Tinto retoma escoamento de carvão em Moçambique

A subsidiária moçambicana do grupo anglo-australiano Rio Tinto retomou o envio para o porto da Beira pela linha de caminho-de-ferro do Sena após uma paralisação de duas semanas devido ao receio de conflitos na região, informou a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Em comunicado citado pelo matutino Notícias, de Maputo, a empresa informa que quatro comboios da subsidiária do grupo carregados de carvão rumaram ao porto da Beira, tendo a mineira brasileira Vale reforçado igualmente a sua operação colocando mais comboios para escoar carvão.

A divisão Centro daquela empresa informou igualmente que a circulação de pessoas e mercadorias naquela linha com uma extensão de 675 quilómetros regressou à normalidade, tendo sido ainda levantada a restrição da velocidade das locomotivas.

No entanto, o comboio de passageiros que circula uma vez por semana ao longo da linha de Sena no sentido ascendente e descendente entre as estações ferroviárias da Beira e Marromeu e Beira e Moatize continua a ser escoltado pelas forças de defesa e segurança.

RM

Portugueses, Indianos, Filipinos e Brasileiros viram recusados contratos de Trabalho em Moçambique

O Ministério do moçambicano Trabalho (MITRAB) recusou os processos de contratação de 36 cidadãos estrangeiros, durante o mês de Maio em curso no país, por falta de argumentos claros no tocante à necessidade real da mão-de-obra estrangeira nas suas empresas e falta certificados académicos ou profissionais.

Segundo um comunicado de imprensa do MITRAB citado pela AIM, inclui-se nesse grupo de indeferidos 14 portugueses, nove indianos, quatro filipinos, dois brasileiros e igual número de indonésios. Os outros quatro são de nacionalidade sul-africana, francesa, italiana e zimbabweana.

A cidade de Maputo era a mais preferida, com um total de 25 requerentes, seguida das Províncias de Maputo com quatro, Sofala (três), Tete (dois), Manica (um) e igual número para Nampula.

Trata-se, segundo a nota, de cidadãos que ostentam em termos de graus académicos a 4ª Classe elementar, 1º Ano do Ensino Técnico-Profissional, e outros ostentam o grau de Bacharel, Licenciado e Mestrado.

Nos últimos tempos e no âmbito do cumprimento e da fiscalização da Lei do Trabalho, muitos cidadãos estrangeiros que requereram autorização de trabalho em Moçambique, em diversas áreas de actividade, viram os seus pedidos indeferidos por, entre outros motivos, não apresentarem a qualificação recomendada para o tipo de petição.

Os artigos 31 e 33 da Lei do Trabalho do nosso país, ou seja a Lei nº 23/2007, de 1 de Agosto, prevêem que as empresas integrem trabalhadores nacionais nas diversas áreas de maior complexidade técnica, administrativa ou de gestão, bem como contratem expatriados somente quando internamente não se encontre resposta, em termos de candidatos qualificados para ocuparem o posto.

No mesmo período, foram autorizados para trabalhar em Moçambique 37 cidadãos estrangeiros, cujas áreas para que foram contratados não tiveram resposta interna para a ocupação dos postos, em termos de especificidade profissional constantes da tabela de exigências.

A lista dos autorizados, em termos de países de proveniência, foi liderada por Portugal com 10 pedidos, Zimbabwe (cinco), Malawi (quatro), Índia (três), África do Sul, Brasil e Etiópia (dois cada), Burundi, China, Ghana, Itália, Paquistão, Nigéria e Zâmbia com um cada país.

A nota refere que um total de 10 jogadores e treinadores de futebol fazem parte dos pedidos autorizados pelo Ministério do Trabalho, sendo quatro formulado pelo Ferroviário de Maputo, cinco pela Liga Muçulmana e um pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

As áreas com mais solicitações para emprego de trabalhadores estrangeiros em Moçambique são as de prestação de serviços, indústria transformadora, construção civil, desporto, indústria de hidrocarbonetos e petróleos, educação, comércio e saúde.

RM

Estradas do Zambeze repara eixos viários da província de Tete

A Estradas do Zambeze, consórcio concessionário de 700 quilómetros de estradas na província de Tete, está a proceder a obras de emergência em algumas estradas nacionais a fim de garantir a abertura das mesmas ao trânsito automóvel, disse o director da empresa.

Luís Ferreira disse ao matutino Notícias, de Maputo, que a empresa está a efectuar intervenções de grande dimensão em alguns troços, particularmente no enchimento de buracos, alguns de maior profundidade, criados pelas chuvas que caíram no primeiro trimestre do ano.

Ferreira adiantou pretender efectuar um trabalho duradouro nas estradas com maior trânsito, nomeadamente aquelas por onde circulam camiões de grande tonelagem transportando mercadorias do porto da Beira, em Sofala, para os países dos Grande Lagos e vice-versa.

O director da Estradas do Zambeze, consórcio que integra as empresas Mota-Engil, Engenharia e Construção (43,5%), Sociedade de Construções Soares da Costa (43,5%) e Opway – Engenharia (13%), disse ainda que a empresa pretende este ano iniciar as obras de reparação dos 258 quilómetros da estrada que liga Zóbuè e Cuchamano, nas duas fronteiras com Blantyre, no Malawi e Harare no Zimbabué.

A Estradas do Zambeze, que desde 2010 gere por um período de 30 anos algumas das principais estradas de Tete, pretende despender na manutenção e construção de raiz do eixo principal de estradas da província e da nova ponte sobre o Zambeze, na cidade de Tete, cerca de 145 milhões de euros.

RM

Portugueses constroem centro comunitário em Manica

Alina Jerónimo, de 31 anos, e Paulo Carneiro, de 32, ambos arquitectos portugueses, foram contratados para desenvolver e implementar um centro comunitário ecológico em Manica, centro de Moçambique, no âmbito do programa Football for Hope, patrocinado pela FIFA. A construção foi erguida ao longo dos quase últimos dois anos, e contou com o apoio da comunidade local.

Os beneficiários do centro são três mil crianças e jovens de Manica, que vivem numa zona economicamente desfavorecida, com alguns problemas sociais e ambientais, resultantes da incidência de malária, VIH e desflorestação, e consequente erosão dos solos, que diminui as possibilidades de cultivo. A gestão do espaço ficará a cargo do Grupo Desportivo de Manica.

“A associação continuará a ser acompanhada e avaliada nos próximos três anos, seguindo um programa de actividades estudadas para lhes permitir fontes de rendimento que atinjam a autonomia e autogestão”, explicou Alina Jerónimo, em declarações ao Green Savers Moçambique. O edifício tem uma área útil de 200 m2 e um campo de jogos de 800 m2. Paralelamente foram plantadas 72 árvores indígenas.

RM

ElBaradei nomeado primeiro-ministro do Egipto

Mohamed ElBaradei foi nomeado primeiro-ministro do Egipto, três dias depois do golpe militar que depôs o Presidente Mohamed Morsi. O dirigente da oposição secular vai chefiar um governo tecnocrático até à realização de novas eleições.

A informação foi confirmada pelo Tamarod, o movimento na origem dos protestos que lavaram o Exército a afastar o dirigente da Irmandade Muçulmana, e por fontes próximas de Adly Mahmud Mansour, o Presidente interino nomeado pelos militares, com quem ElBaradei se reuniu durante a tarde. Um responsável do Conselho Supremo das Forças Armadas, citado pela AFP, adianta que a cerimónia de tomada de posse está prevista para o final do dia.

Antigo director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), cargo que lhe valeu em 2005 o Nobel da Paz, ElBaradei foi indicado pela oposição como seu interlocutor junto do Exército e representante no processo de transição – foi um dos dirigentes que falaram ao país na quarta-feira à noite, depois do chefe de o chefe do Estado-maior, o general Abdel Fatah al-Sisi, ter anunciado a deposição de Morsi como consequência dos protestos que desde domingo exigiam o seu afastamento.

O plano de transição acordado entre os militares e a oposição previa, além do afastamento de Morsi (e a sua substituição pelo presidente do Supremo Tribunal), a suspensão da Constituição e a criação de um governo apolítico até à realização de novas eleições presidenciais e legislativas, ainda sem data marcada.

RM

Hospital de Muxúnguè volta a laborar em pleno

Todos os serviços de atendimento aos pacientes voltaram a funcionar em pleno, no Hospital Rural de Muxúnguè, depois de dez dias consecutivos da fraca procura destas actividades por causa do clima de tensão que se seguiu logo após os ataques de homens armados da Renamo, naquele distrito de Chibabava, em Sofala.

De acordo com o director clínico daquela unidade sanitária, Pedro Vidamão, citado pelo jornal Notícias, a presença invulgar dos elementos das forças da defesa e segurança no terreno até reforçou a colecta de sangue, superando o “stock” normal diário de dez para 18 unidades deste precioso líquido humano.

Ainda movidos por este espírito de salvar eventuais vidas humanas em risco, 30 jovens da Igreja Adventista 7º Dia também seguiram gesto semelhante nos últimos dias, sendo que parte do líquido doado vai mesmo alimentar o Hospital Central da Beira.

Na sequência das últimas incursões armadas, segundo a nossa fonte, o número de adesão dos doentes aos serviços do Hospital Rural de Muxúnguè tinha baixado consideravelmente da média diária de 380 para mais de 100.

Depois de uma relativa acalmia, entre 5ª e 6ª feira, foram atendidos 269 pacientes no primeiro dia e 319 no dia seguinte, divididos em Triagem de Adultos, Pediatria, Consultas Pré-Natal e Doenças Crónicas, Estomatologia, Oftalmologia, Programa Alargado de Vacinação, Banco de Socorros, Maternidade, Perícias Médicas Legais, Serviços de Adolescentes e Jovens incluindo Cirurgias. No mesmo período, os partos dispararam de três para dez por dia.

Alguns doentes ali internados que se apresentavam em estado moderado que unilateralmente tinham abandonado a assistência por medo durante os tiroteios tendem a regressar, havendo já sete pacientes, principalmente na Enfermaria da Medicina.

Todavia, Vidamão apelou à comunidade de Muxúnguè no sentido de retomar a sua vida normal, pois, conforme precisou, se continuar nas suas casas hão-de aparecer no hospital em estado mais grave, o que pode eventualmente contribuir para a melhoria lenta do seu quadro clínico.

RM

Médicos coagidos a cumprir serviço militar em Sofala

Os médicos recém-graduados pela Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane, na província de Sofala, estão inquietos alegadamente porque o Ministério da Defesa Nacional, por intermédio do Centro de Recrutamento, está, desde princípios de Junho último, a contactá-los, telefonicamente, para cumprir o Serviço Militar. A situação está a gerar uma onda de descontentamento entre os visados, pois desconfiam tratar-se de uma perseguição por terem aderido à greve dos profissionais de saúde observada entre Maio e Junho passados no país.

Os terapeutas que denunciaram o facto ao @Verdade contaram que em virtude de terem ignorado o convite do Ministério da Defesa Nacional foram forçados a se apresentarem à inspecção militar. Para justificar a medida por si tomada, o ministério alegou que se tratava de “incorporação extraordinária”.

Apurámos também que a suposta “incorporação extraordinária” abrange a todos médicos recém-graduados em Sofala e estão em processo de exames de aptidão com vista a integrarem as fileiras das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Até 30 de Junho passado, alguns já devia ter sido distribuídos pelos centros de instrução militar, mas algo correu mal, por isso, a data foi prorrogada para 10 de Julho em curso.

Questiona-se, no entanto, por que razão a referida “incorporação extraordinária” só abrange os terapeutas (por sinal que aderiram à greve que tinha como propósito exigir do Governo melhores condições de trabalho) e não os profissionais de outros sectores em idade de cumprir o Serviço Militar.

Em Maputo e no resto das províncias ainda não há informações dando conta de um acontecimento idêntico ao de Sofala, protagonizado pelo Ministério da Defesa. Porém, os médicos que sabem que ainda não cumpriram o Serviço Militar e não ultrapassaram os 35 anos de idade estão apreensivos, pois a qualquer momento podem ser chamados, compulsivamente, para a mesma missão.

Na capital do país, a verdade é que o Ministério da Saúde (MISAU) decidiu reformar, por limite de idade, apenas quatro médicos numa lista composta por 24. Tratam-se de Ana Maria da Graça Ferreira Lopes Pereira, Benedita Anastácia da Silva, Maria Manuel Caldo Martins Cunha e Elias Suiane Fernando Walle, todos com a categoria de Médico Hospitalar Consultore e que também teriam estado do lado dos profissionais de saúde aquando da última greve que durou 27 dias.

A Verdade

Mugabe afirma que se a SADC “fizer coisas estúpidas” Zimbabwe sai da organização

O estadista zimbabweano, Robert Mugabe, lançou sexta-feira o manifesto eleitoral do seu partido ZANU-PF, ameaçando abandonar a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) se esta organização regional fizer “coisas estúpidas”.

Moçambique detém a presidência rotativa da SADC.

O Tribunal Constitucional do Zimbabwe decidiu, quinta-feira, validar a data de 31 de Julho para a realização de eleições gerais, uma decisão que contraria a vontade dos restantes partidos.

Cerca de 20 mil pessoas participaram no comício que marcou o início da campanha de Mugabe, 89 anos, que se encontra no poder há mais de três décadas.

“Vocês são soldados. Vocês têm uma batalha por combater. Ides para a batalha bem armados. É uma luta pelas nossas vidas. É uma batalha pela sobrevivência”. “Ides para a batalha cientes que existe um inimigo político”, disse o Presidente da ZANU-PF.

Mugabe aproveitou a oportunidade para atacar a SADC, que exige o adiamento das eleições naquele país, para permitir a conclusão do processo de reformas.

“É necessário que se saiba que estamos voluntariamente na SADC. Se a SADC decidir fazer coisas estupidas, é necessário que se saiba que nos vamos retirar da SADC”, advertiu.

Na última cimeira extraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, realizada em Maputo, capital moçambicana, em Junho último, Mugabe foi pressionado a revogar a sua decisão de realizar as eleições a 31 de Julho corrente, de forma a permitir a conclusão da implementação de uma série de reformas.

Estas reformas poderão ajudar a limitar o papel dos militares na actividade política e corrigir alguns erros no registo dos eleitores.

Contudo, o Tribunal Constitucional do Zimbabwe deu luz verde para a realização das eleições naquela data.

Mugabe disse que poderia adiar as eleições por um período de duas semanas, mas o seu adversário directo, o Primeiro-ministro Morgan Tsvangirai, exigia um mínimo de três meses.

Refira-se que no Zimbabwe foi instalado um governo de unidade nacional na sequência da violência que eclodiu nas eleições de 2008, durante as quais a ZAPU-PF perdeu, pela vez desde a independência nacional, as eleições legislativas.

Tsvangirai conquistou a maioria dos votos na primeira volta da presidenciais de 2008, mas recusou-se a participar na segunda volta devido a violência perpetrada contra os seus simpatizantes e que resultou na morte de pelo menos 200 pessoas.

Entretanto, Mugabe promete aos seus apoiantes que o seu arqui-rival jamais voltará a governar o Zimbabwe.

“Jamais deveríamos permitir que aqueles que trabalham com os nossos inimigos, com os britânicos nossos antigos colonizadores, voltem a governar este país”, disse Mugabe.

Porém, Mugabe exortou aos seus simpatizantes para que desta vez evitem a violência.

“Expulsemos os nossos adversários com os votos. Mas por favor nada de violência”.

Ao abrigo da nova Constituição Mugabe ainda poderá governar o Zimbabwe por mais dois mandatos de cinco anos.

O manifesto eleitoral do seu partido tem como enfoque a construção de habitação, melhoria da provisão dos serviços de saúde, fortalecimento da segurança alimentar e criação de emprego, disse Mugabe falando durante um comício realizado no bairro de Highfield, arredores da capital.

RM

Ataque de extremistas a escola no Norte da Nigéria faz 42 mortos

Extremistas islâmicos atacaram na última madrugada uma escola no Nordeste da Nigéria e mataram estudantes e pelo menos um professor. É uma nova prova dos níveis extremos de violência sectária na região, onde vigora desde Maio o estado de emergência.

Segundo um despacho da agência AP, citado pelo jornal Guardian, os atacantes entraram na escola – um colégio interno na cidade de Mamudo (na imagem), no estado de Yobe – antes do nascer do sol, abrindo fogo sobre os alunos. Sobreviventes do ataque contaram que a escola foi incendiada e alguns dos estudantes morreram queimados.

A agência AFP cita responsáveis médicos para avançar com o número de 42 mortos.

A acção não foi reivindicada, mas as suspeitas recaem de novo sobre o Boko Haram, grupo extremista que luta pela criação de um Estado islâmico na região Norte da Nigéria (de maioria muçulmana), e que, depois das forças de segurança, passou também a escolher como alvo igrejas, escolas e organizações internacionais. Criado em 2004 e inspirado nos taliban afegãos, o nome do grupo remete para a sua mensagem: Boko Haram significa na língua hausa (falada no Norte) qualquer coisa como “a educação ocidental é um sacrilégio”.

O pai de duas crianças mortas no ataque deste sábado disse ao correspondente da AP que irá ceder aos ditames dos islamistas: a chorar os filhos mortos garantiu que vai tirar os três que lhe restam de uma outra escola na vizinhança, lamentando que o Exército não garanta a protecção dos estudantes.

Em Maio, após uma vaga de atentados que provocou dezenas de mortos e desencadeou sucessivas represálias entre cristãos e muçulmanos, o Presidente nigeriano decretou o estado de emergência em três estados do Nordeste, enviando reforços militares para a região.

Na mesma altura, Goodluck Jonathan admitiu implicitamente que o Boko Haram controla já partes daquela região, uma admissão que se junta à feita em 2012 quando disse que a situação de segurança no mais populoso país de África é mais “complicada” do que durante a guerra civil de 1967-1970. Para além da violência islamista, que desde 2010 foi responsável pela morte de mais de duas mil pessoas no Norte do país, a Nigéria é palco de vários outros conflitos por território, religião e petróleo.

RM

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