Sociedade Meio Ambiente Vendedores de mercados Malanga e Fajardo vítimas de imundice e assaltos

Vendedores de mercados Malanga e Fajardo vítimas de imundice e assaltos

Os vendedores dos mercados Malanga e Fajardo, arredores de Maputo, à entrada da zona urbana da cidade de Maputo, queixam-se de lixo e criminalidade. Dizem que o lixo disputa espaço de tudo e todos. Eles reconhecem que os resíduos sólidos provêm do mercado, mas negam que sejam causadores da desordem e remetem as culpas ao Conselho Municipal de Maputo que às vezes deixa os contentores brotarem de lixo no Fajardo e Malanga.

“O lixo não dá tréguas na Avenida do Trabalho. Na zona do mercado Fajardo disputa o espaço com tudo e todos. Desde a Rua Major Couto, hoje Rua do Conjunto Djambu, até à Rua Paiva Couceiro”, disse Caridade Munguambe, vendedeira de produtos frescos no Mercado Malanga.

Acrescentou que o lixo chega mesmo a prejudicar o negócio. “Quem paga a factura mais alta são os automobilistas, obrigados diariamente a fazer gincanas para passar no local. A estrada quase que já não existe e o cheiro é nauseabundo”, disse, sublinhando que esta situação não dignifica em nada a cidade capital, e o conselho municipal devia agir.

Recomendado para si:  Gaza recebe sistema de purificação de água em resposta às cheias

Por seu turno, Júlia Machava disse que além de imundice as estradas estão esburacadas. “A água também não sai todos os dias. Não sabemos o que está a acontecer, quando não sai vamos tirar lá em baixa”, disse senhora Machava que vive num prédio da Rua do Conjunto Djambu, desde 1977.

Chefe do mercado reconhece

Em contacto com o chefe do Mercado de Malanga, Hilário Chipechela, reconheceu a imundice naquele mercado. Disse que o mesmo fica deteriorado nos dias de chuva. “Quando chove as valetas têm acumulado água”, disse.

Acrescentou que “em termos de segurança o mercado não tem tido grandes problemas. Existem guardas à altura. Aqui há a Polícia da República de Moçambique e a Polícia Municipal”.

Indicou que dentro e fora do mercado a situação do saneamento não é das melhores. “Quando chove isto fica alagado. As valetas têm acumulado lixo. Esperamos que até finais deste ano continuemos a fazer limpezas”, disse.

Canal Moz

Destaques da semana