Falando na abertura do seminário nacional conjunto Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens (CIADAJ) e Conselho Nacional de Combate ao Sida (CNCS), o titular da pasta da Juventude e Desporto recordou que, dada a importância e a magnitude da questão do HIV/SIDA entre os jovens e da necessidade de se criar uma resposta nacional mais enérgica e sistematizada, o Presidente da República, Armando Guebuza, lançou em Dezembro de 2011 o movimento nacional de prevenção da pandemia no seio dos adolescentes e jovens, cujo objectivo era de estimular a sua adesão na prevenção da doença em defesa da vida.
Afirmou que transcorrido este período é importante notar que foram registados alguns avanços na sensibilização e na abordagem da doença e dos seus efeitos nefastos no seio das famílias moçambicanas, com consequências profundamente negativas para as crianças, adolescentes e jovens.
Fernando Sumbane indicou que os jovens são, hoje, mais pragmáticos e criativos, daí que a acção de combate à pandemia também deve ser pragmática, incisiva e sobretudo coordenada, considerando que todos os sectores aglutinados pelo CIADAJ perseguem o mesmo objectivo de fazer da juventude o principal suporte na prossecução da agenda nacional de combate à pobreza e do desenvolvimento do país e harmonioso dos cidadãos.
“A juventude moçambicana, nos tempos que correm, é cada vez mais irreverente e interventiva. Deste modo, temos que saber capitalizar estas qualidades para que ela própria, a juventude, seja o principal protagonista nas acções de prevenção e combate ao HIV/SIDA e não um mero espectador que está à espera de ser conduzido”, disse, acrescentando que dos jovens para os jovens pode-se fazer a diferença e marcar uma viragem na abordagem deste assunto que ainda permanece tabu nalgumas pessoas.
Fernando Sumbana defendeu que se tiver que haver tabu para se parar com o HIV/SIDA ele próprio pode ser subscritor. Dada a magnitude do problema, o ministro defendeu também a ideia de se transmitir mensagens de prevenção e combate à doença com códigos culturalmente usados nas nossas comunidades.
Afirmou que os moçambicanos estão com um futuro risonho e brilhante, com boas perspectivas de desenvolvimento e, por conseguinte, de melhoria das suas condições de vida, mas o HIV/SIDA pode reduzir esse sonho. Há que se encontrar saídas para o problema e não se escudar somente em lamentações, buscar-se formas inovadoras na luta contra a pandemia e, sobretudo, dialogar com os jovens.
O ministro disse acreditar que o III Encontro Nacional da Juventude, a ter lugar próxima semana na província de Nampula, produzirá ideias práticas sobre como fazer face à doença.
A representante do Conselho Nacional de Combate ao SIDA ao encontro disse que os jovens moçambicanos são desproporcionalmente infectados e afectados pelo HIV/SIDA, uma realidade que contribui para a produção de efeitos adversos neste grupo populacional.
De acordo com o INSIDA de 2009, a prevalência do HIV/SIDA entre as mulheres jovens de 15-24 anos é mais elevada (11,1 por cento) comparativamente à dos homens da mesma faixa etária (3,7 por cento).

















