A Polícia anunciou ontem a detenção de dois malfeitores na posse de uma arma de fogo, no bairro de Infulene, no município da Matola. O grupo era composto por quatro indivíduos, dos quais dois puseram-se em fuga.
Os meliantes faziam-se transportar numa viatura de marca Toyota Sprinter, de matrícula não revelada. Os dois detidos respondem por José Armindo e Ismael Chaime, que estão detidos na 7ª esquadra da PRM, no bairro de Infulene.
Segundo o oficial de Imprensa no Comando Provincial de Maputo, Emídio Mabunda, a Polícia deteve esta quadrilha no bairro Infulene, durante patrulhas de rotina.
De acordo com Mabunda, quando abordados pela Polícia não acataram com as ordens. Na perseguição, dois deles acabaram detidos.
Segundo Mabunda, decorrem investigações com vista a neutralizar os outros integrantes da quadrilha ainda a monte.
Detido nega acusação
Já na 7ª esquadra, um dos detidos de nome de José Armindo nega as acusações que pesam sobre ele e diz que a arma estava no carro e nada sabe da sua proveniência.
“A arma pertencia a um dos indivíduos que na altura encontrava-se na viatura que servia de táxi para nos transportar. Não sei da nada”, disse José Armindo.
Um grupo de seis homens armados sequestrou um cidadão moçambicano por volta das 10 horas no bairro de Tsalala, no município da Matola, onde residia. A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz que para além da vítima os sequestradores também queriam o celular que a mesma usava. Só que a Polícia não explicou que tipo de celular se trata ou o que fez com que os malfeitores estivessem interessados no mesmo. O porta-voz da Polícia no Comando, no briefing desta terça-feira, João Machava, diz tratar-se de um ajuste de contas.
“Tudo indica que há ajuste de contas. Para além de terem levado o cidadão, também pretendiam o telemóvel que ele fazia o uso”, disse Machava.
O referido celular já se encontra nas mãos da Polícia para investigações.
Machava diz que a informação de que os sequestradores queriam o celular da vítima foi dada pela namorada daquela que no momento do crime encontrava-se em casa. A casa onde residiam era arrendada há seis meses.
A Polícia diz que neste momento decorrem diligências para a localização dos sequestradores.Populares, segundo a Polícia, dizem que o indivíduo sequestrado não tinha amigos no bairro. Para alegadamente proteger os bens da vítima, a Polícia diz que os recolheu para a 5ª Esquadra.
O comandante provincial da PRM em Nampula, Alfredo Mussa, “gazetou” uma audiência na tarde desta terça-feira (14) com deputados do partido Renamo por aquele círculo eleitoral depois de ter confirmado o pedido dos mesmos.
Na manhã do mesmo dia, Alfredo Mussa esteve no seu gabinete de trabalho e quando os cinco deputados da Renamo fizeram-se presentes ao Comando Provincial ele já não estava, mas a viatura protocolar afecto a si estava no local.
Na verdade, o comandante Alfredo Mussa “fugiu” dos deputados da Renamo, facto que não agradou os legisladores e alegaram “desprezo por parte do comandante”.
De acordo com Fernando Mathuassane, deputado da Renamo, o grupo queria apresentar ao comandante da PRM em Nampula a sua inquietação face a detenções nocturnas e arbitrárias sem mandado judicial dos membros da Renamo na província de Nampula, sobretudo nos distritos de Murrupula, Rapale, Mogovolas e Memba.
“Viemos saber o que está a acontecer e porque nos proíbem de içarmos a nossa bandeira”, disse o deputado Fernando, para depois prosseguir: “é preciso que haja diálogo entre nós os moçambicanos para evitar-se situações drásticas”.
Entretanto, a resposta da indisponibilidade do comandante Alfredo Mussa que estaria numa suposta viagem à Mutivaze no distrito de Rapale chegou por via de agentes de patrulha da PRM, pois o seu gabinete viu-se embaraçado e incapaz de receber e enfrentar os deputados da Renamo.
Com efeito, jornalistas que acompanhavam os deputados da Renamo foram escorraçados do recinto do Comando Provincial, alegadamente para não reportar a audiência fugida pelo comandante.
O porta-voz da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, confirmou ao Canalmoz a indisponibilidade do seu comandante em receber os deputados da Renamo, mas não se referiu ao facto de ele estar ou não em viagem de emergência.
Delegado político foge de casa
O delegado político da Renamo no distrito de Rapale abandonou a sua residência temendo ser detido de forma arbitrária e sem nenhum mandado judicial.
No último sábado um contingente da PRM foi à sua residência e, “por sorte” não encontram António Muacamisa, delegado da Renamo em Rapale, segundo disse Fernando Mathuassane à imprensa.
No mesmo sábado (11) um outro membro da Renamo, Gabriel Tiorna, foi detido no posto administrativo de Itoculo, distrito de Monapo e transferido para as celas do Comando da PRM na cidade de Nampula.
Todavia, Miguel Bartolomeu, não confirmou a detenção do membro da Renamo e muito menos a invasão da residência do delegado político da Renamo no distrito de Rapale.
A esquadra do posto administrativo de Mavume no distrito de Funhalouro, na província de Inhambane, foi atacada na madrugada da última terça-feira (14 de Janeiro). O facto foi confirmado pelo administrador local, Afonso Machungo, em contacto com a nossa Reportagem e, segundo ele, a operação foi da responsabilidade de homens da Renamo.
Um funcionário da secretaria do posto administrativo de Mavume contou ao Canal de Moçambique que o ataque deu-se por volta das quatro horas da madrugada desta terça-feira quando “os homens da Renamo chegaram na zona e foram invadir uma banca pertencente ao senhor Chauque”.
“Levaram a ele para servir de guia para mostrar o posto policial e o centro de saúde”.
“O senhor Chauque quando voltou, depois de ser libertado numa zona a cerca 7 quilómetros, veio contar a história como foi”, disse Ruben Munguambe, funcionário na secretaria do posto administrativo local.
De acordo com a fonte, no posto policial os homens armados encontraram um agente da Polícia que estava de serviço, abriram fogo contra ele e mataram-no. Em seguida levaram da esquadra armamento e munições.
O Comando Provincial da PRM em Inhambane confirmou que houve um agente morto mas não revelou o seu nome.
O administrador Afonso Machungo disse-nos que não poderia ser ele a revelar o nome do agente morto porque “isso compete exclusivamente à Polícia”. “Seria melhor procurar saber com o comandante da PRM do distrito de Funhalouro. Vou-lhe passar o número dele”, disse o administrador.
Depois de recebermos o número que nos foi fornecido pelo administrador, tentámos contactar o tal comandante da PRM em Funhalouro. Concluímos que o administrador nos possa ter enganado. Do referido número que nos fornecera, da rede Vodacom, atenderam-nos mas quem nos atendeu refutou pronunciar-se alegando que não se tratava do comandante mas, sim, de um simples civil.
“Roubaram medicamentos no centro de saúde”
Os homens armados, depois de atacarem a esquadra e deterem um agente da Polícia, foram apropriar-se de medicamento no centro de saúde local, segundo as fontes com quem estivemos em contacto, em Funhalouro.
O facto foi-nos confirmado pelo administrador do distrito de Funhalouro, Afonso Machungo.
“Levaram medicamentos lá no centro de saúde, mas felizmente não mataram ninguém dos que estavam no local, refiro-me a doentes internados e enfermeiros de serviço”.
“Bancas vandalizadas”
Para além de assaltar instituições do Estado, os mesmos homens armados foram assaltar algumas bancas levando com eles alguns produtos alimentares, disse o administrador.
Não há evidência de que os atacantes tenham prejudicado civis.
À hora do fecho desta edição, várias famílias da sede do posto administrativo de Mavume, estavam a abandonar as suas residências para a vila de Morrumbene, capital do distrito com o mesmo nome.
Mavume situa-se a sul do distrito de Funhalouro nas proximidades do posto administrativo de Mocoduene, no distrito de Morrumbene.
Agentes da Polícia de Investigação Criminal (PIC) estiveram na manhã desta quarta feira nas instalações da Liga dos Direitos Humanos (LDH) para intimar Alice Mabota, presidente da organização, alegadamente por incitação à violência e desobediência civil.
Segundo fonte da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabota terá assim de comparecer às 13 de hoje na PIC da cidade de Maputo, para prestar declarações. Alice Mabote tem, como muitos outros cidadãos, escrito mensagens muito críticas ao Chefe de Estado a quem tem responsabilizado pelo Estado de guerra civil em que o País está mergulhado.
Este é o segundo caso em que o Governo de Armando Guebuza intimida cidadãos por manifestarem publicamente a sua opinião. Nos finais do ano passado, a Procuradoria-Geral da República instaurou um processo-crime contra o académico Castel Branco, por este ter escrito uma um artigo de opinião a criticar actuação do Chefe de Estado. A Procuradoria notificou também o jornal Canal de Moçambique e o Mediafax, a prestarem declarações por terem difundido a opinião do académico Castel Branco.
De uns tempos para cá, têm se multiplicado episódios de policiamento ideológico onde qualquer cidadão que discorde dos procedimentos da Frelimo e de Armando Guebuza, torna-se um alvo a combater e vítima preferencial de um grupo de analistas previamente seleccionados pelo partido Frelimo para uma campanha de desinformação e propaganda. (Notícia em actualização)
Cristiano Ronaldo é melhor jogador do Mundo. O jogador português ao serviço do Real Madrid conquistou ontem a Bola de Ouro na cerimónia de premiação dos melhores da FIFA de 2013.
O jogador madeirense é primeiro português a ganhar duas Bolas de Ouro, depois da primeira em 2008, quando ainda estava aio serviço do Manchester United, superando Eusébio (1965) e Luís Figo (2001).
O extremo do Real Madrid, com 69 golos em 2013, destacou-se à frente de Lionel Messi (Barcelona), vencedor das quatro edições anteriores, e de Frank Ribéry (Bayern Munique), entre os jogadores mais votados neste prémio conjunto da FIFA e da revista “France Football”.
«Não há palavras para descrever este momento», começou por destacar um Cristiano Ronaldo visivelmente emocionado, com as lágrimas a caírem-lhe dos olhos e as palavras a ficarem presas na garganta, mas com esforço prosseguiu.
“Obrigado a todos os meus companheiros do Real Madrid e da Seleção. É um orgulho enorme, as pessoas que me conhecem sabem o que fiz para ganhar esta bola. Quero também mencionar os nomes de Eusébio e Madiba (Nelson Mandela), que foram importantes para mim, a minha mulher e o meu filho que, pela primeira vez me vê a ganhar uma Bola de Ouro. Se me esqueci de alguém, peço desculpa”, destacou ainda entre lágrimas.
O Japão quer ver a sua língua oficial a ser leccionada na Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Este interesse foi manifestado no domingo, durante a visita que a Primeira-dama japonesa, Akie Abe, fez no àquela universidade.
Ela disse que desejava ver introduzido na UEM, num futuro breve, o ensino da língua oficial do Japão no âmbito do estreitamento das relações socioculturais.
Na visita à UEM, a Primeira-dama da República do Japão manteve contacto com estudantes e membros directivos.
Na ocasião, Akie Abe disse esperar um maior fortalecimento das relações Moçambique-Japão e do crescimento da Universidade Eduardo Mondlane como instituição de ensino superior. A visita de Akie Abe àquela que é o maior e mais antigo estabelecimento de ensino superior no país inseriu-se na deslocação que parte do Governo japonês, incluindo empresários, efectuou ao nosso país, desde a noite de sábado, 11 de Janeiro. Esta delegação era chefiada pelo Primeiro-ministro, Shinzo Abe.
A Primeira-dama nipónica sublinhou que do número de estudantes moçambicanos que se encontram no seu país, maior parte são provenientes da UEM.
“Espero que mais estudantes moçambicanos continuem a interessar-se pelo Japão e pela sua cultura”, anotou Akie.
O Reitor da UEM, Orlando Quilambo, apresentou à dirigente japonesa a constituição orgânica da instituição que dirige, desde os órgãos centrais até as faculdades. No que respeita a cooperação com o Japão, Quilambo afirmou que as relações manifestam-se em vários níveis, com destaque para a promoção do intercâmbio e da mobilidade de docentes, investigadores e da realização conjunta de projectos de investigação, e outros.
“Hoje, a UEM conta com cinco acordos de cooperação firmados com instituições do ensino e de investigação japonesas, nomeadamente, a Agência Japonesa de Cooperação, a Universidade do Tóquio, Kanagawa Institute of Technoly, Tokyo University of Foreign Studies e com a Universidade de Akita, cujos resultados são visíveis e bastante promissores”, frizou o reitor.
No âmbito desta cooperação, a UEM tem beneficiado de vários apoios sendo de destacar, recentemente, a oferta de cem unidades microscópicas, e da formação, no Japão, de cinco bolseiros graduados pela UEM e que estão nas áreas de Turismo e Negócios, Desenvolvimento Internacional, Agronomia, Engenharia Civil. Actualmente 3 estudantes japoneses frequentam o curso de Geografia na UEM.
O Reitor da UEM disse ser esperançoso de que a visita de Akie Abe, para além de reforçar os já existentes laços de cooperação nos domínios do desenvolvimento económico, científico e sociocultural, poderá, igualmente, abrir novas oportunidades e formas de colaboração entre os dois países, particularmente na área do ensino superior.
O périplo da Primeira-dama nipónica à UEM compreendeu uma visita à residência estudantil e à sala de computadores localizados no campus principal. Numa comitiva que a acompanhou, constituída por japoneses e moçambicanos, Akie Abe escalou também a Biblioteca Central onde manteve encontros com antigos estudantes moçambicanos, no Japão. A Primeira-dama joponesa ofereceu livros à Biblioteca Central, recebidos pela mão do Reitor da UEM.
Um casal de 22 e 16 anos de idade, cujos nomes não foram revelados, matou voluntariamente uma recém-nascida, no último sábado (11), na cidade de Quelimane, por motivos até aqui desconhecidos e estão a contas com as autoridades para que sejam responsabilizados pelo crime.
O delito aconteceu à tarde no bairro Avenida Maputo e, segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Quelimane, os indiciados abandonaram a criança de apenas quatro dias de vida numa doca seca, sita no bairro Torrone Velho e confessaram o crime. Volvido algum tempo, o corpo da recém-nascida foi encontrado a flutuar no rio Bons Sinais.
Uma cidadã adulta que se dedicava ao comércio informal, cuja idade não apurámos, foi trucidada à entrada do mercado Vulcano por um comboio que fazia o trajecto 007/Jardim, nesta segunda-feira (13), no bairro do Aeroporto, na capital moçambicana.
A vítima vendia hortaliça e encontrou a morte por volta das 07h:00, numa altura em que acabava de descer de uma “chapa” e pretendia atravessar de uma berma da linha-férrea para outra com vista a tratar assuntos que igualmente não apurámos.
O maquinista levou o corpo da vítima, na companhia de outra vendedeira, uma parte incerta desconhecida. No ano passado, quatro pessoas perderam a vida naquele local e nas mesmas condições.
No Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, muitos pacientes, particularmente mulheres e crianças internadas na maternidade por várias patologias, estão acomodados no chão das salas e nos corredores por alegada falta de espaço.
Na sua maioria, segundo constatou a Reportagem do Canalmoz, mulheres à procura de atendimento em ginecologia e obstetrícia não têm espaço suficiente para, internadas nas salas de grávidas patológicas, puerpérios normais e intensivos, que podem ser vistas deitadas no chão do corredor e salas do pavilhão da maternidade.
Em contacto com o Canalmoz, o director do Hospital Geral de Mavalane, Dr. Guimarães Tembe, reconheceu o problema, mas justificou o facto com a demanda que aquela unidade sanitária enfrenta.
De acordo com Guimarães Tembe, o problema que se constata na maternidade de Mavalane deve-se ao facto de muitos doentes, incluindo oriundos da província de Maputo, preferirem aquele hospital devido à qualidade de serviços que são prestados em relação a outras unidades, quebrando, deste modo, o que anteriormente estava estabelecido pelo Ministério da Saúde, segundo a qual cada paciente deveria ser tratado em unidades próximas da sua área de residência.
O director justificou ainda alegando que o sector da maternidade tem vindo a receber muitos pacientes, particularmente mulheres com doenças ou complicações no sistema reprodutor tais como o útero, vagina, e ovários.
Os principais problemas tratados naquele sector, segundo a explicação de Guimarães Tembe, podem ser também como o cancro dos órgãos reprodutivos incluindo ovários, tuba uterina, útero, vagina e vulva; incontinência urinária, amenorreia (ausência dos períodos menstruais), dismenorreia (períodos menstruais dolorosos – cólicas), infertilidade e Menorragia, que às vezes chegam a levar as pacientes ao internamento.
No capítulo da obstetrícia a maternidade do Hospital Geral de Mavalane, segundo o respectivo director, tem registado maior número de casos de gestação, parto e puerpério nos seus aspectos fisiológicos e patológicos.
Outro factor que contribui para a falta de espaço, sobretudo camas para as pacientes daquela maternidade e da pediatria, é o projecto de ampliação do hospital que está em curso.
“A maternidade não pode ser entendida apenas como lugar de partos. Atende vários casos ligados a ginecologia e obstetrícia. Por tudo isso, é difícil atender a demanda, mas devo dizer que os nossos doentes podem não ter camas, mas providenciamos sempre colchões como puderam constatar”, concluiu o director do Hospital Geral de Mavalane.
O aumento do número de cidadãos estrangeiros com nacionalidade moçambicana nos últimos dias no País está a preocupar as autoridades moçambicanas da Justiça. Cidadãos estrangeiros provenientes sobretudo de países como Nigéria, Burundi, Somália, República Democrática do Congo, Bangladesh, Paquistão entre outros que adquirem facilmente e por vias de uma rede fraudulenta, que funciona nos Registos e Notariados, a nacionalidade moçambicana.
Devido ao agravamento da situação, a ministra da Justiça Benvinda Levi, acaba de lançar um apelo aos funcionários dos serviços de Registos e Notariados bem como da justiça em geral no sentido de absterem-se de esquemas de corrupção no processo de atribuição de nacionalidade moçambicana aos cidadãos estrangeiros.
Falando durante uma visita efectuada na passada sexta-feira à Primeira Conservatória da cidade de Maputo depois de ter beneficiado de obras de reabilitação, Benvinda Levi fez saber, na ocasião, que, apesar dos esforços e avanços registados em 2013, a área dos registos continua a apresentar grandes desafios, mas que são possíveis de ultrapassar mediante o empenho e a responsabilidade de cada funcionário que tem a obrigação de agir com transparência e dentro das leis estabelecidas.
E por via disso, a ministra da Justiça exortou neste sentido os funcionários a afastarem-se dos esquemas de corrupção na tramitação dos processos de atribuição de nacionalidade moçambicana aos cidadãos estrangeiros, considerando o assunto sensível e que deve ser tratado com a devida atenção e responsabilidade para não pôr em causa a soberania do Estado.
Primeira Conservatória entra em funcionamento depois das obras de reabilitação
A Primeira Conservatória a nível da cidade de Maputo acaba de beneficiar de obras de reabilitação.
E durante a cerimónia de inauguração oficial após as obras, a titular da pasta da Justiça instou igualmente os funcionários a encarar a qualidade das instalações, como oportunidade para melhorar de forma progressiva à qualidade na prestação dos serviços ao público.
“Sempre que possível devemos personalizar o atendimento durante o acto de registo de casamento, dando devidas explicações sobre as diferentes alternativas de regimes de matrimónio existentes para que os utentes tomem as melhores decisões”, recomendou a ministra da Justiça.
Benvinda Levi recomendou que em locais visíveis sejam colocados para o público todas as informações relevantes sobre os serviços prestados, o tempo de espera para o atendimento assim como os respectivos preços estabelecidos para cada serviço, para permitir que os utentes tenham informações sobre os serviços dos actos de registo sem necessariamente terem que esperar pela explicação do funcionário.
O Presidente da República, Armando Guebuza, exonerou através de despacho Presidencial, Bhangy Cassy, do cargo de Reitor da Universidade Zambeze (UniZambeze). Para o seu lugar foi nomeado Nobre Roque dos Santos.
Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, Guebuza nomeou também Boaventura José Aleixo e Ana Piedade Armindo Monteiro para os cargos de Vice-Reitores da mesma universidade.
O Presidente da República (PR), Armando Guebuza, voltou a elogiar o ProSavana. Um programa agrário bastante criticado pela sociedade civil, alegadamente porque tem “intenções secretas” de usurpação de terras. Mas para o PR, o ProSavana é um programa que vai transformar o Corredor de Nacala, no que chamou de um “portentoso instrumento de combate contra a fome e contra a pobreza.” Guebuza falava no último domingo, em Maputo, na cerimónia de abertura do Fórum de Investimento Moçambique Japão.
Diversas individualidades e organizações da sociedade civil já se pronunciaram, alertando que as mais de 4 milhões de pessoas que dependem da agricultura, numa área de mais de 10 milhões de hectares nos 19 distritos em três províncias do norte de Moçambique, nomeadamente, Nampula, Niassa e Zambézia, poderão ficar sem terra e consequentemente na fome.
Ainda assim, Guebuza apoia o projecto considerando que vai “elevar os índices de produtividade e integrar mais compatriotas na produção agrária de grande escala.” Para além de Moçambique, o programa envolve o Japão (o mentor do projecto, que nos últimos tempos tem fortalecido as relações com Moçambique) e o Brasil.
O programa foi desde cedo caracterizado por um secretismo e falta de transparência, até que em Março do ano passado, após uma fuga de um exemplar do Plano Director para o programa, foi parar nas mãos da sociedade civil.
O referido Plano Director foi produzido por uma equipa de consultores estrangeiros que se suspeita que tenham ligação com as multinacionais do agronegócio. O programa é ainda caracterizado pela ausência de consultas públicas aos afectados, desconsiderando claramente as suas necessidades.
A Plataforma Provincial da Sociedade Civil de Nampula (PPSC-N) diz-se desapontada com as declarações do chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, segundo as quais o ProSavana vai beneficiar os camponeses do sector familiar à margem da visita do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no último fim-de-semana. Em comunicado de Imprensa, a PPSC-N diz que “o generoso apoio do governo japonês realiza-se numa perspectiva de continuidade do colonialismo, agora com gestão delegada através do empoderamento da gerência nacional com 672 milhões de dólares norte-americanos, salvaguardando acima de tudo os interesses do capital internacional em Moçambique e desconsiderando todas as chamadas de atenção sobre os seus efeitos negativos”.
No encontro mantido “os estadistas fizeram referências elogiosas ao programa ProSavana de desenvolvimento da agricultura no Corredor de Nacala. Contudo, na nossa opinião, esta visão sobre o ProSavana colide com a visão expressa por organizações de camponeses do Corredor de Nacala congregados na UNAC, organizações da sociedade civil e académicos de diversos quadrantes que sistematicamente têm manifestado grandes preocupações e muitas inquietações sobre as consequências de tal programa, com implicações nefastas para a segurança da posse de terra, soberania e segurança alimentar e nutricional, integridade cultural das comunidades locais e impactos negativos sobre o meio ambiente e sobre as futuras gerações”.
Igualmente, segundo a PPSC-N “este quadro de consequências negativas que advém da actual visão essencialmente neoliberal da agricultura baseia-se em monoculturas de commodities”.
No comunicado que temos vindo a citar a PPSC-N volta a exigir resposta aos governos de Moçambique, Brasil e Japão resposta a “Carta Aberta para Deter e Reflectir o ProSavana que até à data não teve resposta”.
Com vista a reduzir o impacto negativo e desastroso com a implementação do ProSavana, “a nível de Nampula, a PPOSC-N envolveu-se num esforço de análise sobre a Nota Conceptual do ProSavana disponibilizada pela Direcção Provincial de Agricultura, cujos debates terminaram com a sua rejeição por parte da sociedade civil e recomendação que esta Nota Conceptual deveria ser elaborada de forma participativa a partir da consulta às organizações camponesas, com a participação da sociedade civil e académicos especializados”.
“Desta forma, repudiamos o acordo e as declarações proferidas pelos chefes de Estado e Governo durante a visita em referência e, uma vez mais, exigimos resposta à Carta Aberta e a elaboração e implementação de um programa genuíno de capacitação, fortalecimento e efectivo suporte ao sector familiar agrário”, conclui o comunicado da sociedade civil em Nampula.
O ex- Presidente da República, Joaquim Chissano, não escondeu a sua apreensão em relação ao actual clima de tensão político-militar que o país atravessa. Falando ao “O País”, no último sábado, no histórico bairro da Mafalala, onde se deslocou para testemunhar uma homenagem a Eusébio da Silva Ferreira, através de uma partida de futebol, o signatário dos Acordos de Roma assumiu que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, merece uma atenção especial perante o cenário político actual.
“Todos nós precisamos da paz e que ninguém aceite ser arrastado para a guerra, seja por quem for. Esperamos que um dia a razão prevaleça e que o diálogo aconteça, pois não queremos que ninguém perca, todos devem ganhar. Por isso, acho que devíamos acarinhar o senhor Dhlakama, para que aceite vir ao diálogo”, frisou o ex-estadista.
Por outro lado, o antigo Chefe do Estado diz que se pode encontrar a solução do impasse político sem que seja necessária a presença de observadores internacionais, mas alerta que, ao nível actual do assunto, um diálogo ao mais alto nível traria soluções imediatas.
“Se (o diálogo) fosse ao mais alto nível, havia de cortar as coisas pelo meio e muito rapidamente se resolvia o problema, mas ainda restam certas dúvidas em saber o que realmente o líder da Renamo pretende… É preciso que haja pessoa capaz de tomar decisões pertinentes”, afirmou Chissano.
Albano Chimue Massora, delegado político distrital da Renamo em Nhamatada, na província de Sofala, raptado por indivíduos desconhecidos na sua residência, na madrugada da última quinta-feira (09), foi encontrado sem vida, na noite desde sábado (11), no posto administrativo de Metuchira.
Sem detalhes sobre o caso, Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, confirmou ao @Verdade, na manhã deste domingo (12), a morte de Albano Massora e afirmou que o cadáver foi encontrado na mesma zona onde foi executado o major Oliveira Magazinhica, em Agosto de 2013, depois de ter sido torturado e mantido no cativeiro durante três dias.
Relativamente ao recente caso, apurámos que um grupo de indivíduos dirigiu-se à casa de Albano Massora, fez-se passar por doentes que precisavam de ajuda urgente, tendo, no momento, sequestrado o ex-guerrilheiro da Renano, que, além de ser técnico de medicina geral reformado, é docente do Instituto de Ciência e Saúde de Nhamatanda.
Foi decepcionante ver os “Mambas” estrearem-se no CAN-Interno com derrota frente a África do Sul, por 1-3, em pleno Cape Town Stadium, em partida do Grupo “A”. O que mais doeu aos moçambicanos presentes no majestoso Estádio de Cape Town, ou simplesmente Cidade do Cabo, foi a forma fria como encaram o jogo.Esperava-se uma Selecção Nacional mais aguerrida e despida de muitos preconceitos, o que não aconteceu.
A verdade, porém, manda dizer que estes “Mambas” estiveram muito longe do que nos habituaram. Com o piso escorregadio, a relva foi regada minutos antes do início do embate começar, a rapaziada moçambicana entrou disposta a tapar todos os caminhos que dessem à sua baliza e arrancar em contra-ataques sempre que fosse necessário e possível. Os sul-africanos sabiam do perigo que corriam. E a jogarem em casa e com os olhos do “mundo” sobre si, pior com a presença do seu Presidente da República, puxaram pelos galões, e encostaram os “Mambas” no seu reduto. Só que num esporádico contra-ataque, Diogo, aos 10 minutos, gelou o estádio com um remate traiçoeiro que só foi parar no fundo das redes. Era o golo dos moçambicanos. Que surpresa! Mas é preciso reconhecer que o guardião sul-africano foi traído pelo colega e pelo piso, pois a bola na trajectória bateu no pé dum defesa e mudou de direcção, e ao fazer-se ao lance escorregou e mesmo tocando-a com a ponta dos dedos não foi capaz de a desviar das sua redes. Ninguém queria acreditar no que estava a ver, mas era verdade, Os “Mambas” já venciam mesmo antes do final do primeiro quarto de hora.
Búfalo Ferido!
Os “Bafana-Bafana”, que nem estavam a jogar mal, caíram em cima dos “Mambas”, como se de Búfalo ferido se tratasse. Apercebendo-se disso, os moçambicanos recuaram no terreno e o nervosismo veio ao de cima. Ninguém da parte da nossa Selecção tinha a cabeça fria para comandar o grupo e pedir mais paciência. Eram passes mal feitos e muitos deles interceptados pelo adversário. Shabalala mudou de flanco, passando da direita para a esquerda, onde Moniz não o conseguia travar, uma vez que tinha sempre alguém para fazer a tabela em progressão e junto do enfiamento da área lançar cruzamentos em arco para o miolo da área à procura dum companheiro que pudesse, de cabeça, meter a bola no lugar mais apetecido, claro na baliza de Soarito. Numa dessas jogadas flanqueadas, Shabalala, do lado esquerdo, colocou o esférico milimetricamente na cabeça do irrequieto Parker que, entre os dois centrais moçambicanos, cabeceou muito chegado à baliza de Soarito, mas o esférico ganhou altura e passou por cima do travessão. Com esta forte pressão e com o terreno escorregadio, os “Mambas”, a pouco e pouco, foram cedendo. Já defendiam à entrada da área, mas sem, contudo, taparem os espaços vazios que os sul-africanos abriam com jogadas ao primeiro toque. As percas de bola da nossa parte eram constantes. A equipa não conseguiu sair do sufoco. Estava partida ao meio. Sonito, sozinho lá na frente, não recebia bolas jogáveis. Nem as transações para o ataque, como naquele golo de Diego, já aconteciam. O perigo junto à nossa baliza era eminente. Por duas vezes, os sul-africanos estiveram perto de marcar, com a jogada de maior perigo a pertencer a Parker, que na cobrança de um livre, na meia lua, a castigar falta de Dário, fez com que o esférico passasse a escassos centímetros do poste esquerdo de Soarito.
Finalmente a Igualdade!
Já era de esperar. O jogo nessa altura só tinha um sentido. O campo estava “inclinado” para a baliza moçambicana. Numa jogada rápida de entendimento dos sul-africanos, Miro vai ao encalce da bola com Vilakazi, este cai mesmo sobre a marca de grande penalidade. O lance deixou muitas dúvidas, mas o árbitro, ali pertinho, assinalou para a marca de grande penalidade, considerando falta do moçambicano. Parker, chamado a cobrar, fê-lo com mestria, levando Soarito para um lado e a bola para o outro. Era autêntica explosão. Os cerca de 35 mil expectadores “explodiram” de alegria. Era o empate (1-1). O golo espevitou ainda mais os sul-africanos que passaram a jogar mais soltos e confiantes depois daquele susto inicial. Shabalala era autêntico “vagabundo”, muito por culpa dos moçambicanos que o deixaram jogar a seu belo prazer. E aos 34 minutos voltou a fazer estragos. Soltou-se da marcação de Moniz. Galgou terreno e junto à linha de fundo cruzou com alguma inteligência. Mashego, em linha com a defesa, foi mais rápido para a bola e desviou-a para longe de Soarito. Felizmente o poste estava lá para salvar. Na recarga ninguém apareceu, senão a defesa a rechaçar para longe. Este foi o último lance digno de registo antes do intervalo, que só serviu para os sul-africanos se reorganizarem ainda melhor.
O Xeque-Mate
O segundo tempo foi duro para os “Mambas”. Os sul-africanos regressaram para o terreno com outra postura. Não querendo nada de surpresas, abriram o livro, perante uma equipa que ainda transportava na cabeça um “monstro” chamado África do Sul, que quanto a mim de “monstro” não teve nada no jogo de sábado à noite. Uma equipa que teme o adversário tal como Moçambique o fez frente a África do Sul nada podia esperar senão sair do Cape Town Stadium cabisbaixo. Logo à entrada do segundo tempo, antes do primeiro minuto se esgotar, Parker fugiu da marcação dos centrais moçambicanos e cara-a-cara com Sorito, permitiu que este ficasse com o esférico, arrojando-se nos seus pés. Era forte aviso à navegação, porque momentos depois, aos 13 minutos, veio a confirmação da superioridade sul-africana em campo. Os “Bafana-Bafana” saíam para o ataque sem grande perigo. Só que Kekana, um metro sensivelmente depois da linha divisória do meio campo, arrancou um portentoso remate. Soarito, não se sabe o que estava fazendo, só que, na verdade, viu o esférico na cara a passar como se de um míssil se tratasse. E… lá estava dentro. Sinceramente que não compreendi como é que um remate àquela distância pode trair um guarda-redes bem experimentado como Soarito, que quanto a mim já fez melhores exibições e de se lhe tirar o chapéu. Mas, são coisas da bola como costumam dizer os que poucos argumentos têm para sustentarem este tipo de debates. Daí para a frente os “Mambas” perderam completamente a cabeça. Tentaram inda forçar a barra, mas sem nenhum estilo de jogo capaz de mudar o rumo dos acontecimentos. E para a infelicidade dos moçambicanos, Parker ainda deu gosto ao pé, aos 37 minutos, num lance em que novamente a defensiva tem culpas no cartório. A jogada desenrola-se do lado direito do ataque dos “Bafana-Bafana” e Parker aparece do lado contrário sozinho a atirar para o ângulo mais próximo. Era o fim do sonho de Moçambique começar bem neste CAN-Interno.
A equipa de arbitragem cometeu alguns erros de visão que poderiam ter comprometido o seu trabalho. No lance de penalte ficaram algumas dúvidas. E quando é assim cabe a ele decidir no que viu. E acabou castigando Moçambique.
Abertura ao nível de um CAN-Interno
A ÁFRICA do Sul já demonstrou que é uma potência a nível do mundo. Fê-lo em várias ocasiões, principalmente quando recebeu o Campeonato o Mundo de Futebol em 2010. No sábado voltou a promover uma cerimónia de abertura ao nível desta competição – CAN-Interno – sem grandes invenções, mas carregada de muita luz e calor. Foi a primeira de grande dimensão depois da morte de Mandela. Aliás, os sul-africanos até dizem de boca que cheia que o vier a acontecer aqui na África do sul de hoje em diante é em homenagem a Madiba.
Dario Khan foi o melhor
NO jogo de sábado, frente a África do Sul, houve, quanto a mim, jogadores que se destacaram pela positiva, e um deles foi Dário Khan, por sinal o “capitão”. Dário esteve bem em campo. Lutou que se fartou, comandou a defesa e manteve ordem e tranquilidade necessárias, ao ponto dos adversários o respeitarem. É isto que se pretende de um jogador moçambicana. É certo que Dário Khan transporta muita experiência internacional, mas há outros tantos nesta mesma Selecção que continuam a não transmitir aquela confiança necessária aos mais novos. Nesta mesma onda, dos positivistas, há ainda a destacar o papel de Sonito, que muito bem soube prender as defesas contrários, pena que não teve o apoio necessário. Soarito foi outro que teve boas exibições, mas que são, no fundo, apagadas por aquele golo lá do meio campo. Diogo também esteve em evidência por ter marcado o golo, mas continua com muitos problemas de posicionamento no campo. Ou por outra, não defende e vezes sem conta deixa o colega do corredor em situações de apuros. Que o diga Moniz, o quanto sofreu por ter um companheiro de corredor como Diogo!
Ambos de Luto!
AS duas selecções, de Moçambique e da África do Sul, jogaram de luto no sábado pelas perdas de figuras incontornáveis na vida desportiva e política dos respectivos países, e não só. Os “Mambas” em memória de Eusébio, futebolista moçambicano que se destacou ao serviço do Benfica de Portugal e da selecção portuguesa, e os “Bafana-Bafana” em homenagem a Nelson Mandela, figura incontornável a nível do mundo. Aliás, antes do início do jogo, todo o estádio ficou em sentido para homenagear (minuto de silêncio) estas duas figuras.
Diogo entra para história
O esquerdino Diogo, do Ferroviário de Maputo, vai entrar para história das provas organizadas pela CAF. O moçambicano, apesar de Moçambique ter perdido, por 1-3, frente a África do Sul, constará dos livros da Confederação Africana de Futebol por ter marcado o primeiro golo desta terceira edição do CAN-Interno.
Moçambique e o Japão reafirmaram ontem o seu cometimento de aprofundar e diversificar as relações bilaterais em todos os domínios, com principal enfoque para a imperiosidade de se investir mais em áreas que possam dar um contributo ao desenvolvimento social e económico do país.
Este posicionamento foi tomado no final das conversações bilaterais entre os Governos do Japão e de Moçambique, no seguimento da histórica visita que o Primeiro-
O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral a nível da cidade de Maputo forma, a partir de hoje até sábado, 29 formadores provinciais que vão capacitar brigadistas de recenseamento eleitoral para as eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais que terão lugar a 15 de Outubro do presente ano no país.
Daquele número, 26 serão contratados e três ficarão como suplentes, segundo dados avançados pela Direcção Provincial do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) da capital do país.
Ainda ao longo desta semana, desta feita na quarta e quinta-feiras, vai decorrer a formação dos formadores de agentes de educação cívica, num total de dez, para serem contratados oito.
O STAE da cidade de Maputo prevê envolver na actualização do recenseamento cerca de 160 agentes de educação cívica e 540 brigadistas.
O calendário de formação dos agentes eleitorais indica que de 13 a 18 de Janeiro decorre a formação dos formadores provinciais de brigadistas e de 15 a 16 serão capacitados os instrutores de agentes de educação cívica.
A capacitação dos brigadistas irá decorrer de 21 a 27 de Janeiro, para o recenseamento se realizar de 30 de Janeiro a 14 de Abril.
Já a instrução dos agentes de educação cívica será de 20 a 22 de Janeiro e a campanha para a mobilização dos cidadãos a se recensearem está prevista para arrancar no dia 25 de Janeiro.
O recenseamento eleitoral de raiz vai ter lugar em todo o país, incluindo nas zonas autárquicas onde, no âmbito das eleições municipais de 2013, se fez actualização, devendo abranger todos os cidadãos que completarem 18 anos até a data do próximo pleito eleitoral e os que ficaram sem o documento obtido no ano passado.
A lei eleitoral estabelece que a actualização do recenseamento para as eleições gerais deve ocorrer seis meses antes da data de votação.
As eleições gerais (presidenciais e legislativas) e as provinciais no país vão ter lugar a 15 de Outubro de 2014, em conformidade com a decisão tomada pelo Chefe do Estado através de um decreto presidencial de Agosto do ano passado.
Segundo um decreto aprovado pelo Conselho de Ministros a 26 de Novembro último, a actualização do recenseamento eleitoral deverá decorrer de 30 de Janeiro a 14 de Abril a nível nacional, enquanto no estrangeiro o processo vai se realizar de 1 a 30 de Março.
ministro nipónico, Shinzo Abe, efectua a Maputo.
Em declarações feitas à imprensa depois das conversações, o Presidente Armando Guebuza disse que “foi reafirmada a necessidade de continuarmos a aprofundar e a diversificar estas nossas relações em todos os domínios. Da nossa parte, saudamos a continuação da intervenção japonesa na agricultura, formação de quadros, infra-estruturas, recursos energéticos e desenvolvimento dos recursos naturais”.
Guebuza e Abe destacaram o facto de o interesse do sector privado japonês no país estar a crescer de forma firme numa variedade de áreas que incluem os recursos naturais e desenvolvimento de energia como o gás natural e carvão, reafirmando o papel que estas jogam na promoção do crescimento e desenvolvimento económico de Moçambique.
O Presidente Guebuza elogiou o investimento das empresas japonesas em Moçambique e expressou a sua vontade de dar o seu total apoio para facilitar o progresso imaculado dos projectos de investimento existentes. Um dos pontos exaltados por Guebuza foi de que o Governo moçambicano, na perspectiva de atrair mais investimento nipónico, vai trabalhar para garantir um ambiente seguro e estável para os negócios através do desenho e implementação de legislação apropriada.
Em termos dos resultados imediatos desta visita, segundo o Presidente, referência deve ser feita ao estreitamento das relações de amizade e à assinatura dos instrumentos que têm em vista estruturar a cooperação e expandi-la para novos domínios.
Ainda neste quadro, Guebuza manifestou apreço pelo compromisso de o Governo do Japão “providenciar recursos adicionais no contexto da assistência ao desenvolvimento do nosso Moçambique e no contexto de outras iniciativas que a nossa amizade gera e dá expressão e substância”.
Por seu turno, Shinzo Abe expressou a sua intenção de apoiar Moçambique na promoção de investimento por empresas japonesas através do desenvolvimento de infra-estruturas, formulação de um plano-mestre de investimento e desenvolvimento de recursos humanos.
Abe indicou que esta visita visou lançar uma parceria ampla e mutuamente benéfica denominada AMIZADE (Nova Parceria Japão-Moçambique para Dinamizar e Acelerar o Desenvolvimento).
Para tal, o PM japonês anunciou a disponibilização a Moçambique de um pacto de assistência financeira de 577 milhões de dólares. “Para a execução do apoio geral ao desenvolvimento, centralizado na região do corredor de Nacala, anunciou a disponibilização de um fundo no valor de 70 biliões de ienes (577 milhões de dólares) para os próximos cinco anos”, indicou Abe.
No decurso da sua alocução, Abe fez saber que a intervenção nipónica tem como foco a redução da pobreza e a promoção de um desenvolvimento sustentável em Moçambique. Por isso, para além da área das infra-estruturas, o Governo japonês está comprometido em desenvolver os recursos humanos nacionais.
O PM expressou a sua intenção de convidar jovens moçambicanos para o Japão no âmbito da iniciativa ABE (Iniciativa de Educação para o Negócio Africano para os Jovens), principalmente para a área dos recursos minerais e ambiente. No âmbito desta iniciativa, o Governo japonês prevê levar mais de 300 jovens em cinco anos para aperfeiçoarem os seus estudos e experiências nesta área.
Um projecto em especial que mereceu a atenção dos dois líderes foi o ProSavana, que, segundo o Presidente Guebuza, é “um projecto que tem em vista promover o desenvolvimento integrado do Corredor de Nacala e elevar os índices de produtividade dos nossos compatriotas”.
Ainda ontem, os dois governos assinaram sete acordos, quatro dos quais referentes à cooperação académica entre instituições de ensino moçambicanas e japonesas, bem como o intercâmbio académico e estudantil. Os outros acordos versam sobre a construção de uma central termoeléctrica com base no gás natural, construção do Instituto Médio de Ciências de Saúde e cooperação entre os dois países no domínio da investigação agrária.
Os dois líderes participaram igualmente num Fórum de Investimentos Moçambique – Japão. O Presidente também obsequiou o ilustre visitante com um banquete de Estado em honra da sua visita. Shinzo Abe termina hoje a vista a Moçambique, partindo esta manhã para a Etiópia, última etapa do seu primeiro périplo africano, que teve início na Costa do Marfim.
O governo provincial de Gaza está a trabalhar com a população que vive em zonas propensas às cheias para se precaver face à época chuvosa que já começou a criar alguns problemas, particularmente na circulação rodoviária na região nortenha da província.
Com efeito, na última semana de Dezembro do ano passado, chuvas que chegaram a atingir 250 milímetros, por exemplo em Mabalane, criaram enormes problemas nalguns desvios excepcionalmente abertos pelas empresas envolvidas na empreitada da obra de reabilitação da estrada Caniçado/Chicualacuala, mais concretamente na região designada por Luso.
O facto, segundo dados em nosso poder, esteve na origem da retenção de vários camiões, que tiveram de permanecer no local durante pouco mais de três dias, até que se restabelecesse a circulação naquele ponto de Mabalane.
Contudo, segundo o que nos foi dado a saber, os trabalhos na rodovia em reabilitação, nomeadamente no troço Caniçado/Chicualacuala, não foram interrompidos.
De referir que, para fazer face a uma eventual ocorrência de cheias, em Gaza, uma série de actividades visando mitigar aquela calamidade natural está a ser localmente desenvolvida, garantiu o Governador Raimundo Diomba. Destacou, dentre várias, acções o tapamento de rombos nos diques de defesa em Chókwè e Xai-Xai, de forma a se reduzir o impacto da invasão das águas naquelas duas regiões altamente propensas às cheias.
“Não obstante o facto de os fundos terem sido desembolsados relativamente tarde, o que nos conforta é o facto de os trabalhos nos diques de defesa estarem a decorrer num ritmo bastante satisfatório. Digo isso pelo facto dos trabalhos estarem a acontecer exactamente nesta altura difícil de chuvas”, disse Diomba.
O governante apontou, por seu turno, as grandes acções que estão a ser desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) com o envolvimento dos seus parceiros tradicionais, nomeadamente na tomada de medidas preventivas tendo em vista a minimização do impacto negativo de eventuais cheias.
Nesse contexto, o governador de Gaza referiu-se às operações de simulação contra esta calamidade que tiveram lugar recentemente em Guijá e no distrito de Chókwè.
“O mais importante frisar é que as pessoas devem assumir conscientemente e acatar os apelos que possam ser lançados de forma a abandonar as zonas de risco quando tal se justificar e procurarem se acomodar nos locais já providenciados pelas autoridades na sequência das cheias registadas no ano passado. As pessoas devem deixar, definitivamente, de se movimentar de forma precipitada quando estivermos perante eventuais cheias e ocuparem os espaços cedidos para a construção de casas definitivas”, apelou o governador Raimundo Diomba.
De recordar que nas cheias de Fevereiro a Março de 2013 mais de 50 pessoas perderam a vida, mais de 100 mil estiveram na situação de deslocadas, para além de milhares de hectares de terras inundadas e infra-estruturas sociais e económicas destruídas pela fúria das águas.
O Governo Central está a preparar uma grande marcha a acontecer em breve na capital do País, contra os críticos do presidente da República, Armando Guebuza. Neste momento a imagem do chefe do Estado está em contínua degradação devido a uma governação arrogante e que agora precipitou o País à guerra.
As críticas ao chefe do Estado têm crescido de diversos quadrantes da sociedade e o Governo procura fazer uma espécie de contra-crítica, atacando os que comentam negativamente ao modelo de governação actual.
Na última sexta-feira (10.01.14), o director distrital da educação de Magude, José Raimundo Comate, reuniu professores afectos em diversas escolas do distrito para “coagi-los”a se alistarem para a excursão a Maputo, onde deverão participar da marcha.
A marcha está a ser organizada em segredo e temendo que haja fraca participação popular, principalmente dos citadinos de Maputo e Matola onde a popularidade do Governo e seu líder máximo está decadente, a alternativa são funcionários públicos dos distritos mais próximos da capital.
Segundo apurou o Canalmoz, a mobilização de funcionários públicos para a marcha abrange não só professores. Enfermeiros, polícias (que irão marchar à paisana), também estão a ser mobilizados para a marcha em Maputo.
Na reunião que teve lugar nos Serviços Distritais da Educação, Juventude e Desportos de Magude, na passada sexta-feira, os professores foram “incentivados a alistar-se” para a grande marcha em Maputo. Aproximando-se o dia da marcha, estes serão transportados para Maputo em autocarros os mesmos autocarros que irão garantir seu regresso as zonas de origem.
O Canalmoz obteve confirmação de diversas fontes da data e local onde decorreu a reunião de mobilização de professores em Magude. Ainda não foi possível ouvir o director que dirigiu a reunião mas o Canalmoz dispõe de áudio de parte da reunião.
Este assunto merecerá mais desenvolvimento nos próximos dias.
O Secretário Permanente do Ministério da Defesa Nacional, Casimiro Mueio, realçou a relevância da integração dos direitos humanos nas operações das Forças Armadas de...