Sociedade Saúde Pacientes internados dormem no chão no Hospital Geral de Mavalane

Pacientes internados dormem no chão no Hospital Geral de Mavalane

No Hospital Geral de Mavalane, na cidade de Maputo, muitos pacientes, particularmente mulheres e crianças internadas na maternidade por várias patologias, estão acomodados no chão das salas e nos corredores por alegada falta de espaço.

Na sua maioria, segundo constatou a Reportagem do Canalmoz, mulheres à procura de atendimento em ginecologia e obstetrícia não têm espaço suficiente para, internadas nas salas de grávidas patológicas, puerpérios normais e intensivos, que podem ser vistas deitadas no chão do corredor e salas do pavilhão da maternidade.
Em contacto com o Canalmoz, o director do Hospital Geral de Mavalane, Dr. Guimarães Tembe, reconheceu o problema, mas justificou o facto com a demanda que aquela unidade sanitária enfrenta.

De acordo com Guimarães Tembe, o problema que se constata na maternidade de Mavalane deve-se ao facto de muitos doentes, incluindo oriundos da província de Maputo, preferirem aquele hospital devido à qualidade de serviços que são prestados em relação a outras unidades, quebrando, deste modo, o que anteriormente estava estabelecido pelo Ministério da Saúde, segundo a qual cada paciente deveria ser tratado em unidades próximas da sua área de residência.

O director justificou ainda alegando que o sector da maternidade tem vindo a receber muitos pacientes, particularmente mulheres com doenças ou complicações no sistema reprodutor tais como o útero, vagina, e ovários.

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Os principais problemas tratados naquele sector, segundo a explicação de Guimarães Tembe, podem ser também como o cancro dos órgãos reprodutivos incluindo ovários, tuba uterina, útero, vagina e vulva; incontinência urinária, amenorreia (ausência dos períodos menstruais), dismenorreia (períodos menstruais dolorosos – cólicas), infertilidade e Menorragia, que às vezes chegam a levar as pacientes ao internamento.

No capítulo da obstetrícia a maternidade do Hospital Geral de Mavalane, segundo o respectivo director, tem registado maior número de casos de gestação, parto e puerpério nos seus aspectos fisiológicos e patológicos.

Outro factor que contribui para a falta de espaço, sobretudo camas para as pacientes daquela maternidade e da pediatria, é o projecto de ampliação do hospital que está em curso.

“A maternidade não pode ser entendida apenas como lugar de partos. Atende vários casos ligados a ginecologia e obstetrícia. Por tudo isso, é difícil atender a demanda, mas devo dizer que os nossos doentes podem não ter camas, mas providenciamos sempre colchões como puderam constatar”, concluiu o director do Hospital Geral de Mavalane.