Sociedade Segurança Cheias colocam Gaza em alerta

Cheias colocam Gaza em alerta

O governo provincial de Gaza está a trabalhar com a população que vive em zonas propensas às cheias para se precaver face à época chuvosa que já começou a criar alguns problemas, particularmente na circulação rodoviária na região nortenha da província.

Com efeito, na última semana de Dezembro do ano passado, chuvas que chegaram a atingir 250 milímetros, por exemplo em Mabalane, criaram enormes problemas nalguns desvios excepcionalmente abertos pelas empresas envolvidas na empreitada da obra de reabilitação da estrada Caniçado/Chicualacuala, mais concretamente na região designada por Luso.

O facto, segundo dados em nosso poder, esteve na origem da retenção de vários camiões, que tiveram de permanecer no local durante pouco mais de três dias, até que se restabelecesse a circulação naquele ponto de Mabalane.

Contudo, segundo o que nos foi dado a saber, os trabalhos na rodovia em reabilitação, nomeadamente no troço Caniçado/Chicualacuala, não foram interrompidos.

De referir que, para fazer face a uma eventual ocorrência de cheias, em Gaza, uma série de actividades visando mitigar aquela calamidade natural está a ser localmente desenvolvida, garantiu o Governador Raimundo Diomba. Destacou, dentre várias, acções o tapamento de rombos nos diques de defesa em Chókwè e Xai-Xai, de forma a se reduzir o impacto da invasão das águas naquelas duas regiões altamente propensas às cheias.

“Não obstante o facto de os fundos terem sido desembolsados relativamente tarde, o que nos conforta é o facto de os trabalhos nos diques de defesa estarem a decorrer num ritmo bastante satisfatório. Digo isso pelo facto dos trabalhos estarem a acontecer exactamente nesta altura difícil de chuvas”, disse Diomba.

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O governante apontou, por seu turno, as grandes acções que estão a ser desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) com o envolvimento dos seus parceiros tradicionais, nomeadamente na tomada de medidas preventivas tendo em vista a minimização do impacto negativo de eventuais cheias.

Nesse contexto, o governador de Gaza referiu-se às operações de simulação contra esta calamidade que tiveram lugar recentemente em Guijá e no distrito de Chókwè.

“O mais importante frisar é que as pessoas devem assumir conscientemente e acatar os apelos que possam ser lançados de forma a abandonar as zonas de risco quando tal se justificar e procurarem se acomodar nos locais já providenciados pelas autoridades na sequência das cheias registadas no ano passado. As pessoas devem deixar, definitivamente, de se movimentar de forma precipitada quando estivermos perante eventuais cheias e ocuparem os espaços cedidos para a construção de casas definitivas”, apelou o governador Raimundo Diomba.

De recordar que nas cheias de Fevereiro a Março de 2013 mais de 50 pessoas perderam a vida, mais de 100 mil estiveram na situação de deslocadas, para além de milhares de hectares de terras inundadas e infra-estruturas sociais e económicas destruídas pela fúria das águas.

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