Os residentes da Avenida da Liberdade no bairro 700 no município da Matola, voltaram a lançar um grito de socorro na sequência de poeiras provocadas pela pedra granular extraída no distrito de Moamba espalhadas na via.
Naquela zona, já são reportados casos de doenças respiratórias provocadas pelas poeiras. Também se fala de árvores de frutas danificadas devido ao efeito das poeiras. O negócio nos contentores, bancas e mercearias também está afectado. A escola primária e unidade sanitária locais, fazem parte das instituições do Estado afectadas pela poeira.
Hélio Macamo, é proprietário de uma sapataria, na avenida da Liberdade, dá seu testemunho: “os nossos clientes fugiram devido à poeiras. De algum momento a esta parte o negócio ficou afectado. Por dia recebia 25 a 30 clientes que vinham mandar reparar sapatos, sandálias e chinelos. Tenho clientes que levavam este produto para Suazilândia e África do Sul”, disse acrescentando que desde que o município foi deitar o saibro, o número de clientes baixou.
Acrescentou que as pessoas quando passam já não apreciam devido à poeira. Diz que antes de se deitar o saibro, fazia exposições dos produtos nas prateleiras da sapataria, mas, com esta situação é difícil.
“Já submetemos um abaixo-assinado ao Conselho Municipal e disseram que iam meter água até as condições de melhoramento da via serem criadas. Fizeram isto quando estávamos próximo das eleições. Não durou um mês. Até agora estamos a espera. Aqui só inalamos poeiras”, disse.
Munícipes da cidade de Nampula acusam os serviços de Piquete da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), de sabotarem as suas actividades e de estarem a promover indisciplina, com constantes e brutais cortes no fornecimento de energia eléctrica.
Populares denunciam que desde finais do ano passado a Electricidade de Moçambique (EDM) “fornece energia quando bem apetece e nunca satisfaz aos munícipes”.
Uma mensagem do tipo SMS que está a circular entre os munícipes e que supostamente foi enviada à PIQUETE da EDM na cidade de Nampula no último domingo (12) refere o seguinte: “Estimados Srs. do PIQUETE da EDM, agradecemos que enviem esse protesto ao vosso Director. Manutenção do que? Cortes Segunda, Terça, Quarta, Quinta Sexta, Sábado e corte de manutenção no Domingo? Vocês recebem salário para NÃO nos darem energia? Isto está um escândalo de desleixo e incompetência. Não basta trabalhar, TRABALHEM BEM!” – reclamam os residentes do maior centro urbano do centro de Moçambique.
Tentamos sem sucesso ouvir o director da EDM em Nampula. O único número de celular que dispomos não chama há alguns dias, mas, tentaremos trazer a reacção da empresa nas próximas edições.
Um jovem representante do Parlamento do Juvenil na província de Manica, de nome Majo Joseph, acusa o presidente da Comissão Provincial de Eleições, António Macilau Vilanculos, que por sinal é pastor da Igreja Metodista e assessor do presidente do Conselho Municipal de Chimoio, de o ter ameaçado de morte por ter questionado o facto de estar a trabalhar e auferir salários em duas instituições do Estado, o que viola a Lei de Probidade Pública.
Segundo Joseph, tudo aconteceu na última segunda-feira, dia 7 de Janeiro, por volta das 15 horas, quando o acusado lhe procurou nos escritórios do Parlamento Juvenil, acompanhado por um senhor, a quem chamou de director.
“Criticaram-me pelo facto de eu ter escrito uma carta na qual questionava a idoneidade e imagem do presidente da Comissão Provincial de Eleições. Acto contínuo, ameaçaram-me de morte e disseram-me que não podia brincar com o Governo porque podia acontecer comigo o que acontece no Zimbábwè”, conta, e acrescenta que “o presidente disse que me perdoava mas que não sabia se o Governo faria o mesmo”.
Num outro desenvolvimento, Joseph referiu que António Vilanculos, quando se encontrava no interior das instalações do Parlamento Juvenil, lhe obrigou a apagar o email através do qual a carta teria sido enviada.
Entretanto, o nosso interlocutor nega ser o autor da carta e diz que a recebeu via email de uma pessoa identificada apenas pelo nome de Pedro Raunde e que vinham as palavras “boas festas” no assunto. O teor da carta denunciava algumas irregularidades cometidas ou que envolviam o nome do presidente da Comissão Provincial de Eleições. “O senhor Macilau assessora o edil da cidade de Chimoio e é presidente da Comissão Provincial de Eleições. Será que consegue separar as duas coisas”, refere a carta.
Presidente refuta acusações
Contactado pela nossa equipa de reportagem, o presidente da Comissão Provincial de Eleições de Manica, que também é assessor do edil de Chimoio e reverendo da Igreja Metodista, refutou tais acusações mas afirma que “disse ao Majo Joseph que não podia em nenhum momento fazer o que fez porque se estivesse no seu lugar não perdoaria”.
O acesso ao bairro dos Pescadores, no Distrito Municipal KaMavota, na capital moçambicana, há muito que não é fácil devido ao estado precário da estrada de terra batida. A chuva que caiu nesta quarta-feira (08) veio agravar o estado da via e, por conseguinte, o transporte semi-colectivo de passageiros é escasso porque desde esta quinta-feira (09) alguns operadores têm como último ponto de desembarque e embarque o terminal da Costa do Sol.
O troço em alusão é o único que dá acesso ao bairro dos Pescadores e por causa do problema a que nos referimos — que nesta época chuvosa poderá deteriorar-se e complicar a vida dos munícipes — os utentes dos “chapas” são forçados a percorrer uma distância de pouco mais de três quilómetros do terminal da Costa do Sol ao bairro dos Pescadores.
Pedro Mazive, condutor de “chapa” na rota Praça dos Combatentes/Bairro dos Pescadores, disse ao @Verdade que neste último ponto as condições de transitabilidade não são das melhores. A chuva desta terça-feira piorou a situação e é preciso fazer “gincanas” para chegar a Pescadores devido aos buracos, que em jeito de escárnio do edil de Maputo, David Simango, os munícipes os chamam de “simangolitos”.
“As viaturas estão a danificar-se paulatinamente e as que apresentam deficiências mecânicas há muito tempo pioram por causa dos buracos, por isso, optei por não chegar ao terminal dos Pescadores. Encurtamos a rota porque já não há mínimas condições para circular”, disse João Miguel, outro automobilista do mesmo troço.
Constâncio Oliveira e Aida Matsinhe, residentes no bairro dos Pescadores, não esconderam a sua insatisfação depois de caminharem do terminal da Costa do Sol até aos seus destinos por falta de “chapa”.
Apesar de eles terem aguentado quase uma hora na paragem, nenhum “chapeiro” chegava àquele bairro. E disseram que sempre que chove sofrem passam pelo mesmo sofrimento; por isso, sugerem que em vez de terraplanagem a estrada seja asflatada.
A RENAMO, o maior partido da oposição em Moçambique, admitiu publicamente, nesta quarta-feira (08), que tem homens armados aquartelados no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, com o intuito de travar a deslocação das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique que se movimentam do sul para o centro, onde, desde o ano passado, vive-se uma guerra.
O partido de Afonso Dhlakama explicou que os guerrilheiros que se encontram naquele distrito, na localidade de Phembe, por exemplo, onde já houve confronto entre eles e as Forças de defesas e Segurança, são os que foram “expurgados” do exército nacional e outros que nem sequer chegaram a ser integrados. As forças governamentais são treinadas, equipadas e transportadas do sul, “daí haver necessidade de travar essas incursões a partir das origens”.
Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, disse, em conferência de imprensa, em Maputo, que os tais homens são naturais e residentes daquela província. Contudo, o político não confirmou os confrontos havidos nesta terça-feira (07), por volta das 07h00 até perto das 11h00, em Phembe, os quais agudizaram o pânico da população que desde a semana passada refugia-se na vila sede do distrito ou na cidade de Maxixe, locais considerados seguros.
Ainda de acordo com Mazanga, antes do assalto à base de Sathundjira, a 21 de Outubro último, onde Afonso Dhlakama estava acantonado há um ano, os guerrilheiros pediram para que o líder lhes autorizasse a juntarem-se a ele em Gorongosa, na província de Sofala, com o objectivo de o protegerem dos ataques, porém, o pedido foi indeferido. Nessa altura, segundo o porta-voz, Dhlakama, estrategicamente, recusou alegando que não se tratava de uma crise local – apenas no centro do país – mas sim, de um problema de todo o território moçambicano.
“O partido Renamo os orientou (os guerrilheiros) a organizarem-se localmente para responderem a qualquer provocação que lhes for feita, seja por quem for”, disse Mazanga, avançando que, os seus homens foram instruídos a não hostilizar as populações, mas sim, defendê-las se for o caso e apresentarem-se às autoridades locais. “Estes seguranças levam a mensagem de respeitarem as populações, as suas coisas e as suas tradições.”
Sobre a acusação do Ministério da Defesa Nacional (MDN) de que a Renamo recruta jovens para engrossar as suas fileiras com o móbil que aquartelá-los, Mazanga preferiu não comentar, alegadamente por se tratar de palavras de um director nacional de Política de Defesa, Cristóvão Chume.
Ignorando o risco iminente, centenas de pessoas erguem habitações à beira de uma represa natural na zona conhecida por “Sr. Demo”, na unidade comunal Marien N’guabi, bairro de Namutequeliua, arredores da cidade de Nampula. Anualmente, as águas da chuva que vêm das zonas residenciais de Nasser, Memória e outras arrastam consigo dezenas de casas de construção precária. Nesse período, em média, 100 desabam. Só no mês em curso (Janeiro) pelo menos 10 famílias perderam as suas moradias.
Todos os dias, centenas de famílias edificam as suas respectivas habitações à beira de uma represa na zona do “Sr. Demo”, no bairro de Namutequeliua, não obstante o perigo que a situação em si representa. Os danos humanos iminentes parecem não ser uma preocupação dos residentes que não arredam pé do terreno. A cada ano pelo menos 100 casas são destruídas pela força das águas de chuva, e o facto não tira o sossego dos moradores que, volvido algum tempo, voltam a erguer moradias no mesmo local. A desculpa mais invocada pela população é a falta de espaço e condições financeiras.
Devido ao desabamento das habitações, todos os anos grande parte das famílias beneficia de apoio em material de construção disponibilizado pelas entidades governamentais, agentes económicos e pessoas de boa-fé que se sentem sensibilizadas com a situação. “Não temos condições financeiras para obter terreno noutro lugar”, justifica-se Amélia Momade, de 37 anos de idade, que, neste momento, vive ao relento com os seus três filhos.
O marido de Amélia é um homem praticamente ausente. A maior parte do seu dia passa nas ruas da cidade, comercializando acessórios de viaturas, telemóveis e perfumes, uma actividade que desenvolve desde o ano de 2008. Até Julho do ano passado, havia amealhado algum dinheiro, através do qual obteve um terreno às margens da represa, tendo construído uma casa de material precário. Presentemente, o pequeno negócio do esposo de Amélia rende pouco, e a esperança da família é de ver reconstruída a sua habitação para continuar a viver condignamente.
O caso de Amélia não é isolado. As chuvas intensas que se fizeram sentir no início do ano em curso destruíram diversas habitações e desalojaram dezenas de famílias. As entidades do Governo e os agentes económicos ainda não se manifestaram face à aos factos, até porque a situação tem sido cíclica.
Autoridades comunitárias inoperantes
Os apelos feitos pelos chefes de quarteirão sobre a necessidade de abandonar as zonas de risco não estão a ter resultados satisfatórios. “Notamos que há secretários de 10 casas que estão envolvidos na venda de terrenos na represa do ‘Sr. Demo’, o que incentiva as pessoas a permanecerem naquela zona de risco”, disse Aquimo Achamo, chefe do quarteirão 4, na unidade comunal Marien Nguabi, bairro de Namutequeliua.
A represa do “Sr. Demo” acolhe as águas das chuvas, transformando- se num autêntico perigo para a vida dos residentes. Crianças e adultos fazem-se àquele local para tomar banho e acarretar água para diversos fins todos os dias.
A represa do Demo não é o único alvo de ocupação por parte da população que alega falta de espaço para a construção das suas habitações. Recentemente, um grupo de citadinos tomou de assalto um terreno pertencente ao cidadão de nome Demo, cujas dimensões se estimam em mais de 50 hectares.
Há cinco anos, o local servia para apascentar animais, nomeadamente o gado bovino, caprino e suíno. Presentemente, a mata está, aos poucos, a ser ocupada por populares. O proprietário do referido terreno não encontra mecanismos para travar a febre de ocupação. Trata-se, na verdade, de uma segunda invasão do terreno. A primeira ocorreu em 2011. Na altura, a Polícia Municipal tentou, sem sucesso, impedir o “assalto” ao espaço.
As capitais provinciais de Maputo, Beira e Nampula registaram um aumento de preços que resultou numa inflação mensal de 0,57 porcento, em Dezembro último, o que significa uma redução de 0,12 porcento, relativamente a Novembro, em que a inflação foi de 0,69 porcento.
O aumento de preços nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas deveu-se à inflação mensal total que atingiu aproximadamente 0,51 pontos percentuais positivos, segundo Perpetua Michangula, chefe do Departamento de Preços e Conjuntura no Instituto Nacional de Estatística (INE).
O tomate aumentou 9,8 porcento, o coco 5,2 porcento, o feijão manteiga 2,2 porcento, a farinha de mandioca 3,5 porcento, o carvão 1,3 porcento, o peixe fresco 1,1 porcento e a batata-reno 4,4 porcento e foi responsável por 0,44 pontos percentuais positivos do total da inflação mensal, indicou Perpetua Michangula, para quem no ano passado o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 3,54 porcento.
Os produtos de alimentação e bebidas não alcoólicas, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis contribuíram no total da inflação acumulada de cerca de 1,71 e 0,94 pontos percentuais positivos, respectivamente. Por produto, destaca-se a subida do custo do carvão, da farinha de mandioca, do coco, da farinha de milho, do feijão manteiga e do peixe fresco com aproximadamente 2,06 pontos percentuais na tendência geral de agravamento de preços.
Alguns produtos tiveram um comportamento contrário à tendência de aumento de preços, com destaque para o tomate cuja queda do preço ao longo do ano passado concorreu para uma contribuição no total da inflação acumulada de 0,31 pontos percentuais negativos, explicou Perpetua Michangula.
“Se de Janeiro a Abril houve tendência de agravamento de preços, de Maio a Agosto verificou-se um comportamento contrário e de Setembro a Dezembro voltamos a registar aumentos de preços de mês a mês”, indicou a responsável anotando ainda que “os meses de Janeiro e Fevereiro foram os que registaram maiores níveis de agravamento de preços com 1,35 e 1,16 porcento, respectivamente, enquanto os meses de Maio e Junho registaram as maiores quedas, com 0,42 e 0,38 pontos percentuais, respectivamente”.
De acordo com Perpetua Michangula, a variação média anual de preços situou-se em 4,26 porcento e a Educação registou a maior variação anual de preços, com 9,70 porcento. A nível dos três centros de recolha de preços, a cidade da Beira teve, em Dezembro, a inflação mensal mais alta, com 0,68 porcento, seguida de Maputo, com 0,64. A cidade de Nampula teve a inflação mais baixa, 0,43 porcento.
“Em termos acumulativos, as cidades de Maputo, Beira e Nampula registaram aumentos de preços na ordem de 2,96, 1,81 e 5,23 porcento”. As mesmas cidades, “em termos médios anuais, tiveram um aumento no nível geral de preços em 4,21 porcento, 2,64 porcento e 5.11 porcento”.
Um grande número de pessoas que aufere rendimentos anuais acima de 225 mil meticais – ou seja, um salário mensal bruto acima dos 20.250 meticais – passa a pagar o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) a partir deste ano. No ano passado (2013), apenas as pessoas que recebiam salários mensais acima de 22.035 meticais é que pagavam este imposto. O ajustamento introduzido pela Autoridade Tributária de Moçambique (AT) visa aumentar o número de contribuintes.
Além do valor descontado no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), equivalente a 3% do salário bruto, os abrangidos deverão pagar um outro, que toma em consideração, entre outros factores, o número de pessoas dependentes. As pessoas com poucos dependentes pagam mais.
Por exemplo, indivíduos que auferem um salário mensal bruto de 25 mil meticais e não têm dependentes, são-lhes descontados 750 meticais pelo INSS e mais 612,5 meticais mensais do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares, totalizando 1362.5 meticais.
O valor do IRPS é retido na organização onde o indivíduo trabalha. E como se calcula? É simples. Através da nova tabela de retenção na fonte, o indivíduo subtrai ao seu salário bruto o salário mínimo do intervalo onde este se encontra; multiplica o resultado pelo coeficiente referente à unidade adicional em relação ao salário mínimo e, por fim, adiciona o valor a reter por número de dependentes.
Na tabela anterior, o valor do IRPS a reter era encontrado multiplicando o salário bruto a uma taxa referente ao intervalo onde esse rendimento se situava e ao número de dependentes que o indivíduo possui.
Apesar de a Autoridade Tributária de Moçambique ter afirmado que a nova tabela de retenção na fonte não agrava a carga fiscal para os contribuintes, os cálculos mostram uma realidade diferente. Indivíduos com os rendimentos mais baixos poderão pagar menos do que pagavam e aqueles que têm rendimentos mais altos passarão a pagar mais.
O projecto da construção da Estrada Circular de Maputo está a criar nova agitação no bairro da Costa do Sol, no troço entre a ponte da Costa do Sol e a zona do Chihango. É que quando já se conhecia o traçado e as casas afectadas, faltando apenas as indemnizações, eis que um grupo de chineses na companhia de moçambicanos invadiu novas casas e fez demarcações, alertando que as mesmas serão demolidas. São casas que tinham sido afectadas parcialmente e outras que se encontravam distantes do traçado anterior. Mas que, ao que tudo indica, irão mesmo ser demolidas como parte do projecto da “Circular”.
Os populares queixam-se de não ter sido informados da realização de qualquer actividade. E ameaçam boicotar a mesma. O grupo liderado por chineses que faz as demarcações não presta qualquer informação aos populares.
Segundo apurámos junto dos moçambicanos que compõem o grupo as medidas tiradas no traçado inicial são inferiores para o que se pretende que seja a estrada (quatro faixas, duas em cada sentido) daí a necessidade de se encontrar mais espaço.
PCA da Maputo Sul diz que houve problemas de comunicação
O presidente da Empresa de Desenvolvimento de Maputo Sul, Elias Paulo, diz que houve “falta de comunicação” entre o Conselho Municipal e as estruturas do bairro.
Tentámos, sem sucesso, contactar o vereador para a área de infra-estruturas no Conselho Municipal de Maputo, Victor Fonseca.
Sobre as novas demarcações, o PCA fala da necessidade de se encontrar espaço para a construção de bermas. É, no mínimo, estranho, pois no local em alusão – onde passaria a estrada e que era um dossier encerado, faltando apenas as indemnizações – as obras deviam ter iniciado o ano passado.
Um grupo de agentes da força do movimento do presidente da República, Armando Guebuza, sentinelas do palácio da Ponta Vermelha, do Regimento de Protecção, da Casa Militar, presidência e reguladores de trânsito queixam-se de estarem a alimentar-se de comida podre, mormente carne.
Entretanto, o chefe da Casa Militar, Jorge Gune, refuta a acusação e diz que “tudo é mentira” e que os guardas comem como se estivessem num hotel. Em contacto com o Canalmoz para o contraditório, Gune disse que na Casa Militar há aviário e cria-se frango. E não é possível servir frango pobre aos agentes. Sobre outras carnes que também os queixosos disseram ser podre, Gune diz que também não é verdade.
Os queixosos dizem que, por exemplo, no dia 31 de Dezembro de 2013, uma parte dos agentes não tomou refeições por considerar que o frango grelhado com batata, servido naquele dia, estava deteriorado.
“Estamos a passar mal desde a entrada do novo chefe da Casa Militar. Temos vindo a comer comida podre. Hoje não é o primeiro dia, isto acontece de forma recorrente”, queixam-se.
Dizem que esta situação é do conhecimento dos chefes da cozinha, do refeitório, até do próprio chefe da Casa Militar, mas não resolvem este problema.
Diferenças nas refeições
Os queixosos dizem ainda que contrariamente ao que era feito antes, de algum tempo a esta parte ao chefe de Estado já não é dado a provar as refeições da Casa Militar, o que faz com que haja espaço para estas situações.
“Na Casa Militar as refeições são diferentes. Para os oficias, usam azeite, e para nós usam óleo e água. Antes eram destacados oficiais superiores para provar a nossa comida, mas agora já não fazem”, dizem.
Referem que desde o início do ano o chefe de Estado, Armando Guebuza, não prova a refeição da Casa Militar. “Sempre vinha alguém com dois pratos onde se servia comida para ele provar. Nessa altura tudo estava bom. Agora nem ele, nem os oficiais provam as nossas refeições”.
Cabazes da discórdia
As nossas fontes disseram que no mês de Dezembro, na Casa Militar, houve cabazes só para oficiais. Os guardas nada receberam.
“Os coronéis receberam cinco frangos e senhas para levantar produtos na Shoprite. Os tenentes-coronéis e majores receberam três frangos e senhas para levantarem produtos. Nós, soldados, não recebemos nada”, disseram.
Chefe da Casa Militar diz que é “tudo mentira”
O chefe da Casa Militar, Jorge Gune, classificou as acusações dos colegas de “mentiras”. Explicou que na Casa Militar há um aviário e cria-se frangos, não sendo possível que sirva frango deteriorado.
“É com muita pena que não posso convidar o vosso jornal para vir passar refeições connosco. Haviam de perceber que este quartel tem estatuto de um hotel”, disse general Gune.
Sobre os cabazes, diz também não ser verdade que somente os oficiais se tenham beneficiado. “Isso não sei. Toda a gente recebeu cabaz. Pode ter acontecido que alguém não tenha recebido cabaz da sua preferência. Não vou pelo desejo de cada um, mas, sim, pelo colectivo”, disse Gune.
Indivíduos ainda a monte e em número não especificado assaltaram à mão armada na madrugada da ultima segunda-feira, dia 6 de Janeiro corrente, a Maternidade do Centro de Saúde da Macia, na província de Gaza, onde levaram um bebé de apenas 16 horas de vida.
“Pelas 2 horas de dia 6 de Janeiro de 2014 indivíduos ainda a monte armados com uma arma do tipo pistola introduziram-se na maternidade do Centro de Saúde da Macia, onde ameaçaram uma parturiente e levaram um bebe de apenas 16 horas de vida, meteram-no na pasta e fugiram para parte incerta”, informou ao Canalmoz o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jeremias Langa. A PRM diz que continua em diligências para capturar os assaltantes.
Detido suposto caçador furtivo
Ainda na província de Gaza, a Policia diz que deteve, no distrito de Massingir, no passado dia 5 de Janeiro de 2014, mas concretamente no interior do Xonguile Game Park, um indivíduo de 31 anos de idade, que se encontrava na posse de uma arma do tipo Mauser com cinco munições. O porta-voz Jeremias Langa disse que a Polícia supõe que o individuo usava a arma para protagonizar caça furtiva.
Linha-férrea de Chicualacuala interrompida
Entretanto, Jeremias Langa informou ao Canalmoz que a via ferroviária que liga Maputo a Chicualacuala, na província de Gaza, encontra-se interrompida desde cerca da 1 hora do dia 5 de Janeiro, no Km 272 do troço Niza-Mabalane, na sequência do descarrilamento de um comboio proveniente de Chicualacuala transportando 26 vagões carregados de açúcar do Zimbabwe para o Porto de Maputo.
Como consequências do acidente, ainda de acordo com Jeremias Langa, oito vagões tombaram, quatro ficaram semi-tombados, enquanto sete vagões descarrilaram.
Como causas presume-se, segundo a Policia, que seja por excesso de velocidade. Informações indicam que a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) está a fazer trabalhos para restabelecer a via.
À semelhança do que aconteceu em Inhambane, no Niassa circulam informações de que homens armados da Renamo se posicionaram em vários distritos.
Relatos chegados ao “O País” dão conta de que homens da Renamo foram vistos a circular nos distritos de Mandimba, Marrupa e Lago.
Tudo indica que eles pretendem reabrir as antigas bases da Renamo. Entretanto, o Comando Provincial da Polícia diz que ainda não tem informação sobre o assunto.
“Até ao momento, não temos elementos para podermos dizer que existem grupos de homens da Renamo a circularem armados. A partir do momento em que eles estiverem a circular armados, já poderá ser preocupação para a Polícia”, disse Alfredo Fumo, chefe das relações públicas do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) no Niassa.
Uma quadrilha que se dedicava a assaltos e roubo de celulares nas ruas da cidade de Nampula foi neutralizada na última segunda-feira (06) pela Polícia da República de Moçambique (PRM) quando a mesma intentava mais uma investida.
De acordo com Miguel Bartolomeu, porta-voz da PRM no Comando Provincial de Nampula, a quadrilha tinha um modus operandi desenvolvido e bem estudado. Faziam-se transportar em motorizadas e de seguida, sobretudo nos semáforos, furtavam celulares e de preferência de marca Samsung Galaxy.
A fonte precisou que dos seis indivíduos da quadrilha, quatro membros já foram neutralizados e os restantes dois ainda foragidos. A quadrilha actuava em colaboração com outras quadrilhas com campo de acção na cidade de Maputo, capital do País, onde o produto de cada uma das partes era comercializado noutra cidade diferente.
As chuvas intensas que se registaram na província de Nampula, durante os dias 7 e 8 de Janeiro corrente, ou seja, esta terça e quarta-feira, deixaram parte considerável daquela província sem energia eléctrica da rede nacional.
De acordo com um comunicado da Electricidade de Moçambique, dois postes da Rede Eléctrica Nacional, na Linha de Angoche, não resistiram à fúria das águas, afectando, assim, os clientes de Angoche, Chalaua e Moma.
De seguida, na linha de Moma, registou-se a queda de três postes deixando, e deste modo Moma e Larde também ficaram sem corrente eléctrica.
Em Lalaua, caíram 5 postes e em Murrupula, ao mesmo tempo, verificou-se o derrube de mais três postes.
A EDM diz que logo que a anomalia foi detectada, equipas técnicas da empresa deslocaram-se ao terreno, com vista a restabelecer o funcionamento normal do sistema, sendo que a previsão era de ainda ontem restabelecerem a corrente eléctrica.
A presença das duas forças conjuntas governamentais, FIR (Força de Intervenção Rápida) e FADM (Forças Armadas de Defesa de Moçambique), que se encontram instaladas, desde a última segunda-feira (06 de Janeiro), na vila de Homoíne, sede do distrito com o mesmo nome, na província de Inhambane, para fazerem face à alegada presença de homens armados da Renamo no posto administrativo de Pembe, está a meter medo à população em vez de a sossegar.
A população está com medo e sente-se insegura com a presença das referidas forças no interior da vila sede do distrito e pede que sejam imediatamente afastadas para outro local fora da vila e longe de aglomerados populacionais.
Manuel Sebastião, “jovem empreendedor”, de 24 anos, disse que as pessoas na vila estão assustadas com a presença de homens da FIR e FADM alegando que não veem motivo para tal. Diz este jovem que faz os mais velhos recordarem o tempo de guerra de 16 anos.
“As pessoas não estão habituadas a conviverem com pessoas que andam com arma dum lado para outro”.
Questionado se os agentes da policia afectos à esquadra local não circulam com armas em tempo normal, ele disse o seguinte: “A PRM é outra coisa! Com aqueles da FIR e FADM o caso já é outro porque não estamos habituados. Por isso deveriam sair daqui e irem se acampar num outro local para lutar com estes da Renamo”.
Lídia Alexandre, comerciante no mercado local disse-nos por seu turno que “desde que as forças armadas governamentais vieram se instalar a vida dos residentes mudou dum minuto para outro e vivemos um ambiente de medo. As pessoas estão com medo”.
“Estamos com medo, porque eles vieram ficar cá na vila em vez de irem lá onde foram vistos os da Renamo para lutarem sem afectar a nós”, observou Lídia Alexandre à nossa Reportagem.
“Estamos a pedir ao presidente Guebuza, se foi ele que enviou os da FIR e FADM para aqui, ou a quem os mandou, para tirarem seus homens na vila se não os da Renamo vem nos matar”, comentou ainda Lídia Alexandre.
Inês José, não quis tecer grandes comentários mas também pede que as tropas da FIR e das FADM sejam retiradas do interior da vila. Mas pede mais: “Estamos a pedir ao presidente da República, Armando Guebuza e Afonso Dhakama, da Renamo, para se sentarem e terminarem com o sofrimento das pessoas porque enviar FIR e FADM aqui em Homoíne não ira ajudar em nada só vai agravar a situação das pessoas”.
Raul Francisco, funcionário da rede pastoral na vila de Homoíne mostrou-se também preocupado com a presença das forcas conjuntas governamentais e diz que “a solução não é de perseguir o inimigo mas, sim, convidar para o diálogo sério e objectivo.”
“Aqui na vila já não dá para viver seguro e suportar este tipo de ambiente, porque as pessoas não estão habituadas a conviverem com militares.”
Raul Francisco, face esta situação aponta os líderes como os principais culpados em deixar famílias sem abrigo. Diz que por causa do pânico muitas pessoas já tiveram que vender vários bens “a preços simbólicos só para conseguirem transportar a outra parte dos seus bens e irem para local seguro”.
Por isso a presença das forças conjuntas incomoda os residentes da vila de Homoíne.
“Os residentes de Pembe quando vieram disseram aqui em Homoíne que os da Renamo quando foram vistos disseram que não querem a população mas, sim, os militares do governo quando lhes provocarem. Por isso será evitável tiros dentro da vila para não afectar a população. Devem ir para fora da vila para lutarem longe daqui.”
Vida normal dentro da vila
Na vila sede do distrito de Homoíne vários serviços continuam a funcionar sem problema para o público.
A nossa Reportagem percorreu ontem todos bairros da Vila sede de Homoíne e viu que a vida da população continua sem sobressaltos. As instituições públicas funcionam sem problemas. O comércio está em pleno. Os transportes públicos circulam para todos os cantos, quer para a capital provincial e mesmo a capital do país, como para o interior do distrito.
No interior do Mercado Bonjuene vimos pessoas a consumir bebidas alcoólicas, com destaque para Sura (bebida de coqueiro), como se tudo continuasse como antes de haver movimentação de tropas.
As senhoras que sobrevivem do pequeno negócio, venda de produtos, como tomate, cebola, tapioca, amendoim, bolinhos, mangas, água, entre outros e vendem em frente das lojas e edifícios dentro da vila, continuam a fazer o seu comércio sem problema mas temendo que a presença da FIR e das FADM possa atrair a Renano para a vila afim de virem lutar.
O partido Renamo convocou na manhã desta quarta-feira uma conferência de Imprensa para o que considerou “dissipar equívocos em torno da situação que se vive em Homoíne”, na província de Inhambane.
Fernando Mazanga, porta-voz da Renamo, começou por confirmar a presença dos seus homens em Homoíne. “Efectivamente os seguranças da Renamo se encontram agrupados na província de Inhambane”. Segundo disse, “trata-se de homens naturais ou residentes em Inhambane que foram expurgados do exército nacional e dos que nem sequer chegaram a ser integrados, pela incúria do Governo”.
“Esta unidade, quando tomou conhecimento do ataque dirigido ao presidente Afonso Dhlakama, a 21 de Outubro de 2013, solicitou a este a autorização para irem se juntar a ele em Sadjundjira, para o proteger, ao que ele rejeitou”, informou Fernando Mazanga, explicando que Dhlakama “rejeitou porque entende que concentrar todos os seguranças na província da Sofala poderia parecer que a acção do Governo é apenas contra o centro do País, quando, na verdade, no sul e norte também há problemas iguais aos do centro”.
Para a Renamo, o problema político que opõe este partido ao Governo é um problema nacional, relacionado com a falta de democracia no País.
“O problema do pacote eleitoral não afecta apenas as populações do centro do País, mas, sim, todo Moçambique. Por isso o partido Renamo os orientou a organizarem-se localmente para responderem a qualquer provocação que lhes for feita seja por quem for”, acrescentou.
O porta-voz da Renamo disse também que os seus homens têm “mensagem clara”, de nunca hostilizar as populações, mas, sim, confortar as populações, defendê-las se for o caso e se apresentarem às autoridades tradicionais locais.
“Estes seguranças levam a mensagem de respeitarem as populações, as suas coisas e as suas tradições”, referiu.
A outra razão que a Renamo diz ter encontrado para que os seguranças localizados no sul ficassem no sul, é que grande parte dos mancebos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) que atacam o centro do País são treinados, equipados e transportados do sul, pelo que entende que essas incursões devem ser travadas a partir do seu local de origem.
“Concentrar todos os efectivos que estão a ser procurados pelas FADM para serem mortos, seria oferecer um alvo fácil, pelo que quaisquer outros grupos que queiram tomar esta iniciativa receberão a mesma orientação”, afirmou o mesmo porta-voz.
A Renamo diz que lamenta que se tenha chegado a este ponto, porque no seu horizonte não quer guerra, mas, sim, a paz para os moçambicanos e a democracia para que todos os partidos participem nas eleições em igualdade de circunstâncias e oportunidades.
“Ninguém nem nada irá colocar a Renamo fora dos pleitos eleitorais”, advertiu, por outro lado, para o Governo e o presidente da República, Armando Emílio Guebuza, porem a mão na consciência e reflectirem seriamente sobre o que querem que o País seja.
“A Renamo apela, por outro lado, à comunidade internacional para prestar mais a atenção a este diferendo que ainda pode ser controlável”, disse Fernando Mazanga.
Concluiu dizendo que “desmentimos categoricamente que a Renamo esteja a ameaçar as populações de Vunduzi, Sadjundjira e Gorongosa”. “Essa propaganda barata só pode ser aceite por distraídos, se tivermos em linha de conta que durante um ano, antes da chegada das FADM àquele local, as crianças estudavam, as mamanas e os papas iam às suas machambas, o comércio funcionava normalmente, o Governo do posto administrativo funcionava na plenitude, pelo que tudo só se estragou quando as forças do Governo iniciaram ataques nos dias 2 de Abril de 2013, em Gondola, 3 de Abril 2013 em Muxúnguè, 17, 18, 19 e 21 de Outubro de 2013 em Sadjundjira”, explicou Mazanga.
“Tudo isto veio deitar abaixo toda a diplomacia que vinha sendo levada acabo pelo Professor Dr. Lourenço do Rosário, Bispo Dom Dinis Sengulane, observatório Eleitoral e outras individualidades que tudo tinham feito para aproximar as partes”, concluiu desejando aos moçambicanos um ano cheio de esperanças de que as armas se calem para sempre.
O Estado moçambicano, através do Ministério do Trabalho, concedeu vistos de trabalho a cerca de 19 mil cidadãos estrangeiros ao longo do ano passado. O referido número de cidadãos estrangeiros encontra-se neste momento a trabalhar para diversas empresas e projectos de desenvolvimento de vários domínios de actividade.
De acordo com o comunicado do Ministério do Trabalho, esse grupo de estrangeiros representa uma subida de 16,2% em relação ao número de cidadãos estrangeiros que vieram contratados para trabalhar em Moçambique no ano de 2012.
Trata-se de estrangeiros que vieram legalmente a Moçambique, sob autorização do Governo, através do Ministério do Trabalho, sendo que deste número 17.889 trabalhadores tiveram admissão directa de acordo com a lei moçambicana de trabalho e 8.936 expatriados foram admitidos no âmbito da quota.
Os projectos de investimento trouxeram 2.624 trabalhadores de outros países para Moçambique, sendo que outros 4.651 vieram para contratos com empresas de curta duração, sobretudo de até 30 dias de permanência no território nacional e 1.678 permaneceram no nosso País durante 180 dias.
No mesmo período, ou seja, durante o ano de 2013, um total de 2.310 estrangeiros terminou contrato de trabalho com as empresas que os tinham contratado, enquanto 245 cidadãos de vários países viram os seus pedidos de visto de trabalho indeferidos, por várias razões, das quais se destacam a insuficiência de qualificações profissionais exigidas por lei para que um estrangeiro venha trabalhar em Moçambique, a falsificação de dados por parte dos requerentes, bem como a solicitação de vistos fora dos limites estabelecidos por lei.
Os destinos de destaque dos cidadãos estrangeiros contratados para trabalho em Moçambique, em 2013 foram a província de Maputo (com 4.076 contratados), cidade de Maputo com 3.317, enquanto Sofala absorveu 2.875 estrangeiros.
No sentido contrário, e ainda durante o ano transacto, 28.113 cidadãos moçambicanos emigraram para trabalhar no estrangeiro, nomeadamente nas minas da África do Sul, e outros 12.334 para as empresas agrícolas (farmas) do mesmo País.
Entretanto, regista-se uma forte subida do número de moçambicanos que cada vez mais são contratados para as empresas agrícolas da África do Sul, ao atingir a cifra de 88,94%, enquanto o tradicionalmente conhecido como o sector contratante da mão-de-obra moçambicana naquele País, o das minas, registou um decréscimo na ordem dos 8%, relativamente ao ano de 2012.
Um indivíduo de 19 anos de idade identificado apenas por Venâncio está desde semana passada detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) a nível da capital moçambicana, acusado de ter morto o seu próprio filho de apenas três meses de idade.
O porta-voz do Comando Geral da PRM, Pedro Cossa, que classificou o crime de “hediondo e descabido” não especificou as circunstâncias da ocorrência, indicando apenas que o indiciado encontra-se detido numa das celas da 14a Esquadra da Polícia, no bairro de Magoanine.
Por seu turno, a corporação reclama ter igualmente detido dois vigilantes de uma empresa de segurança privada, indiciados no crime de roubo de cabos eléctricos da multinacional brasileira Vale Moçambique, em Tete, Norte do país.
O Presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO-Bloco de Oposição Construtiva), Yá-Qub Sibindy, anunciou ontem a sua intenção de concorrer às eleições presidenciais deste ano. Falando em entrevista ao “Notícias”, revelou, igualmente, que a formação política que dirige vai se candidatar às legislativas e assembleias provinciais, em todos os círculos eleitorais.
Yá-Qub Sibindy disse que já tem manifesto de governação e que na próxima segunda-feira, dia 13 de Janeiro corrente, parte para Paris, França, num périplo que o levará também à Coreia do Sul e Dubai, em busca de parcerias para sustentabilidade do manifesto.
No quadro do manifesto, disse que a estratégia de cooperação é o triângulo de desenvolvimento, em que figuram, nomeadamente, os recursos nacionais, a tecnologia ocidental e os fundos árabes.
“Vamos trabalhar ao longo do processo pré-votação para trazer os parceiros num frente a frente em Moçambique”, disse, explicando que a cooperação com o mundo árabe será materializada através de fundos ligados a investimentos na banca e no sector petrolífero. O objectivo, segundo o Presidente do PIMO-Bloco da Oposição Construtiva, é criar parcerias dentro do país com a banca nacional e islâmica, num projecto em que também deverá entrar a banca ocidental, representada pela Islamic, American Banking Association (IABA), com sede em Washington, Estados Unidos da América.
Revelou que a IABA vai realizar a sua conferência constitutiva em Moçambique entre os meses de Março e Maio, devendo o país tornar-se sede financeira da organização. Disse que a escolha de Moçambique para sede financeira daquela organização deve-se ao facto de o país ser detentor de recursos económicos de grande importância, assumir uma posição geo-estratégica na região e tido no exterior como o mais seguro na zona.
No âmbito do projecto, disse, empresas ocidentais, lideradas pela Coreia do Sul, deverão se instalar no país. Yá-Qub Sibindy afirmou que o seu partido possui, neste quadro, projectos de infra-estruturação da indústria hoteleira a partir da Baía de Pemba e de construção duma linha férrea eléctrica que juntará os corredores norte, centro e sul, apelidada de “coluna vertebral de aço da unidade nacional”.
A agricultura é também um dos projectos a serem implementados com fundos já assegurados, segundo a fonte. Espera-se, de acordo com Yá-Qub Sibindy, o desenvolvimento dum projecto de reforma agrícola, onde se prevê a instalação de indústria de transformação de produtos abastecida pelo sector familiar.
O Presidente do PIMO-Bloco de Oposição Construtiva explicou que as empresas que serão instaladas no país têm a consciência de que a terra é propriedade do Estado, daí que não haverá lugar à sua usurpação. Os camponeses serão formados e apoiados para que estes possam produzir no compromisso de fornecerem a sua produção às fábricas a serem instaladas para efeitos de transformação e não serão colocados em terras áridas.
Prevê-se com o projecto agrícola uma produção baseada em três campanhas por ano. As campanhas serão sustentadas a partir do aproveitamento da água dos rios que normalmente têm registado cheias ou inundações. Segundo explicou Yá-Qub Sibindy, a água deverá ser desviada para zonas áridas onde será armazenada para o suporte das campanhas agrícolas.
Projecta-se, igualmente, no âmbito do triângulo, segundo aquele dirigente político, a construção dum canal de navegação a partir do Chiveve, na cidade da Beira, até Nhamatanda, que deverá aliviar a capital provincial de Sofala em caso de ocorrência dum eventual “tsunami”. Disse que o projecto de construção de canal deverá criar milhares de empregos, pois serão instaladas indústrias essencialmente viradas ao fomento turístico.
Yá-Qub Sibindy também revelou que no âmbito da cooperação com a Coreia do Sul deverão ser construídas cidades modernas adaptadas à realidade actual de desenvolvimento. Disse que no âmbito da sua deslocação à Coreia do Sul deverá ser assinado um contrato (memorando) que visa trazer ao país especialistas locais (cérebros), encarregues de elaborar um plano, dentro do qual será produzido um cartão de tesouro do Estado, cujo portador será o Presidente da República.
Trata-se, segundo explicou, dum cartão contendo informação sobre os recursos de que o país dispõe. Aliás, Sibindy disse que vai à Coreia do Sul pedir apoio para a elaboração dum estudo sobre global sobre os recursos existentes em Moçambique.
“Trata-se de projectos realizáveis, que contam com fundos garantidos. É um esforço do PIMO-Bloco de Oposição Construtiva no quadro da contribuição para o desenvolvimento do país. Queremos criar uma sociedade económica denominada capitalismo social”, disse.
Refira-se que Yá-Qub Sibindy tem-se estado a propor, desde 1995, uma série de iniciativas visando o desenvolvimento do país, naquilo que considera viragem da página para uma democracia de desenvolvimento sustentável e não de confrontação.
As chuvas que desde finais do ano passado caiem um pouco por todo o país começam a pintar um quadro de luto e destruição em várias províncias, de onde nos chegam relatos sobre mortes e destruição.
Culturas alimentares e infra-estruturas de utilidade pública como estradas, escolas e hospitais contam-se entre o que já foi destruído pelas chuvas. A degradação das condições ambientais, sobretudo nos centros urbanos, é outra inquietação que se junta ao rol de problemas que ficam por resolver.
Catorze mortes em Nampula
Catorze pessoas morreram na província de Nampula em consequência das chuvas que se registam desde o mês de Novembro um pouco por toda aquela região do norte do país.
Segundo dados fornecidos ontem aos órgãos de comunicação social pelo delegado provincial do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), Virgínia Malawene, assegurou estar em curso um trabalho de monitoria da situação em todos os distritos, sobretudo naqueles em que a chuva já cai com intensidade requerendo cuidados especiais.
Daquele número, 10 morreram atingidas por descargas atmosféricas nos distritos de Eráti, Mogovolas e Moma. As restantes quatro perderam a vida em consequência do desabamento de paredes de uma casa e escola no distrito de Monapo e cidade de Nampula, respectivamente.
Três das vítimas atingidas pela parede são alunos de 14 anos idade, dois dos quais de sexo feminino, que haviam se deslocado à Escola Primária e Completa de Nampoco, onde estudavam, localizada no bairro de Namuqueliua, na capital provincial, a fim de consultar as pautas dos resultados fixadas nas paredes desabadas.
A delegada do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades em Nampula disse que apesar de terem sido registadas aquelas mortes e a chuva a cair com intensidade um pouco por toda a província nos últimos dias, Nampula ainda não está numa situação de emergência.
“O que está a acontecer agora é uma situação normal. O que é preocupante neste momento é que as chuvas caiem acompanhadas de trovoadas, numa região em que as casas são predominantemente construídas de material precário”, afirmou Malawene.
Segundo a fonte, no plano de contingência para Nampula, concretamente no cenário III, que inclui ciclones e outras situações calamitosas, prevê que no presente ano nesta província pouco mais de 200 mil pessoas poderão ficar afectadas, principalmente nos distritos da zona costeira, como Memba, Nacala-à-Velha, Nacala Porto, Angoche, Mogincual, Moma, Mossuril e Ilha de Moçambique, sendo, por isso, que medidas de prevenção dos riscos estejam a ser implementadas, com destaque para a sensibilização das pessoas.
Surto de diarreia em Sofala
Casos de diarreias estão já a registar-se no distrito de Machanga, onde crocodilos também começam a fazer vítimas. Em outras regiões de Sofala, concretamente Búzi e Nhamatanda, um número ainda não especificado de pessoas está isolado em consequência das chuvas que continuam a fustigar esta parte do centro do país.
A administradora de Machanga, a sul de Sofala, Ana Matiquite, explicou que o surto de diarreias se deve à degradação das condições de saneamento básico. Para evitar o pior, o sector da Saúde iniciou ontem a distribuição de cloro para a purificação da água que as comunidades consomem.
Uma outra situação, segundo a administradora, está relacionada com a presença de crocodilos arrastados pelas águas do rio Save da zona de Djavane para os arredores da vila. No bairro Beiapeia, por exemplo, uma criança foi atacada por um crocodilo, tendo contraído graves ferimentos.
Também naquela zona de Sofala, as autoridades receiam que as chuvas intensas venham a provocar ruptura de “stocks” de medicamentos no posto administrativo de Divinhe que se encontra incomunicável com a vila-sede desde a semana passada.
Já no Búzi, pelo menos dez casas e os respectivos moradores se encontram sitiados desde esta terça-feira devido à subida do caudal do rio Búzi, no distrito do mesmo nome, concretamente na localidade de Nhamaguena, em Bândua.
Até ontem, entretanto, não se sabia ao certo quantas pessoas eventualmente se encontrariam em risco de vida, mas o Governo, através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), afirma estar a monitorar a situação de forma permanente e contínua.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do jantar anual com jornalistas correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado,...