29 C
Matola
Sexta-feira, Abril 10, 2026
Site Página 87

Moçambique destina 89 milhões de meticais à reabilitação de dependentes de drogas

As autoridades de saúde em Moçambique têm investido aproximadamente 89 milhões de meticais (cerca de 1,4 milhões de dólares) na reabilitação de indivíduos com complicações decorrentes do uso de substâncias ilícitas. 

Este investimento surge em um contexto em que o país enfrenta desafios significativos relacionados ao consumo de drogas.

Wilsa Fumo, especialista do Departamento de Saúde Mental, na Direcção Nacional de Saúde Pública, afirmou que os custos associados ao tratamento de pessoas afectadas pelo consumo de drogas superam amplamente os gastos com programas de prevenção. “As consequências económicas para a reparação dos danos causados pelas drogas são muito superiores aos custos da prevenção, por isso, a prevenção tem sido priorizada”, explicou.

Além dos impactos económicos, Fumo destacou também as consequências sociais, como o desemprego e a perda de rendimento familiar, resultado da deterioração das capacidades de muitos dependentes.

O relatório mais recente sobre o consumo e tráfico de drogas em Moçambique, referente ao primeiro semestre de 2025, revela uma redução nas apreensões de cannabis sativa e metanfetamina, ao passo que os casos de cocaína e heroína aumentaram em comparação com o mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre de 2024, foram apreendidos 881,378 quilos de cannabis, enquanto neste ano o número caiu para 452,957 quilos. A apreensão de metanfetamina também registou uma diminuição, de 438,5 quilos para 416,871 quilos.

Em contraste, as apreensões de cocaína aumentaram significativamente, com 109,6 quilos apreendidos em 2025, comparados a 55,793 quilos no ano anterior. A heroína também registou um aumento, passando de 42,22 quilos no primeiro semestre de 2024 para 79,578 quilos em 2025.

As autoridades também apreenderam 4,248 quilos de haxixe, 11,66 quilos de anfetamina, oito gramas de Mandrax e 5,270 quilos de medicamentos controlados.

Em termos de rotas de tráfico, as vias marítima e aérea destacam-se como as mais utilizadas. A rota Afeganistão-Paquistão, que utiliza o Oceano Índico, é uma das principais, com desembarque nos portos de Maputo e Nampula. Na via aérea, a rota mais frequente é a de São Paulo para Maputo, com os aeroportos de Maputo e Nampula a serem os mais utilizados.

No que diz respeito ao movimento judicial, o primeiro semestre de 2025 registou um total de 250 processos relacionados ao tráfico e consumo de drogas.

Ministra das Finanças adverte para riscos de estagnação económica em Moçambique

A Ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, expressou a sua preocupação face a uma desaceleração nos sectores produtivos da economia nacional, levando o governo a implementar medidas fiscais e monetárias restritivas.

Durante uma reunião com Fily Sissoko, director regional do Banco Mundial para Moçambique, à margem das Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem em Washington, a ministra sublinhou que a economia do país atravessa um período marcado por uma redução da actividade económica nos sectores produtivos, bem como por desafios estruturais nas finanças públicas.

Carla Loveira explicou que a situação actual é resultado de factores interconectados, incluindo a capacidade insuficiente de arrecadação de receitas por parte do governo, o crescimento acelerado da despesa pública — especialmente em relação a dívidas acumuladas e serviços da dívida — e choques externos.

De acordo com dados do governo, a exportação ilegal de produtos produzidos em Moçambique e a evasão fiscal correspondem a mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país anualmente, resultando numa perda entre 10 e 15 mil milhões de dólares.

“Esta situação tem aumentado as necessidades de financiamento do governo e deteriorado progressivamente a sua capacidade de fornecer serviços básicos à população, comprometendo os níveis de desenvolvimento humano e social do país”, afirmou.

A Ministra acrescentou que as medidas fiscais e monetárias do governo, reflectidas no Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), visam estimular a economia e restaurar o equilíbrio macro-fiscal.

O director regional do Banco Mundial reiterou que a revisão de portfólio com o governo é uma das medidas identificadas para apoiar a gestão da boa governação e um ambiente de negócios favorável.

Durante a reunião, Carla Loveira discutiu também com o Banco Mundial os sectores prioritários que necessitam de atenção, afirmando que “oportunidades económicas para a criação de empregos, estabilidade macro-fiscal para estimular o sector privado e o Investimento Estrangeiro Directo, corredores de desenvolvimento e a cadeia de valor da agropecuária e turismo” são cruciais para impulsionar a economia.

Renamo suspende congressos em anos eleitorais para fortalecer unidade partidária

A Renamo decidiu, por unanimidade, abolir a realização de congressos em anos eleitorais, com a intenção de evitar clivagens internas e fortalecer a coesão dentro do partido. 

Esta deliberação foi tomada durante a sessão do Conselho Nacional do partido, realizada na última quinta-feira (16), na cidade de Nampula.

O porta-voz da Renamo, Marcial Macome, explicou em conferência de imprensa que a realização de congressos em anos eleitorais frequentemente gera desentendimentos que podem enfraquecer o partido no momento em que a união se torna mais necessária. “Entendemos que realizar congressos em anos eleitorais muitas vezes gera desentendimentos que acabam por enfraquecer o partido no momento em que mais precisamos de união”, afirmou.

Durante a reunião, o Conselho Nacional também apreciou o relatório de actividades da Comissão Política Nacional, analisou o processo eleitoral de 2024 e debateu a situação política, social e económica do país, assim como a vida interna do partido. Macome sublinhou que a união na diversidade e o respeito pelos valores e ideologia da Renamo devem prevalecer sobre os interesses individuais, destacando que “a defesa do bom nome e da honra do partido deve sempre prevalecer”.

O Conselho decidiu ainda remeter o projecto de regulamento interno às bases para recolha de contribuições e posterior aprimoramento, sendo o documento submetido à aprovação na próxima sessão. A Comissão Política Nacional será responsável por harmonizar e consolidar as propostas provenientes das estruturas locais.

Foi reafirmado o compromisso da Renamo com o diálogo interno como um meio de resolver divergências e fortalecer a convivência partidária. Segundo Macome, após longas discussões, “prevaleceu um espírito de reconciliação e coesão entre os membros”. Ele enfatizou que “os combatentes e dirigentes reafirmaram que ninguém que lutou em nome da Renamo deixará de defender os valores que sempre nortearam o partido”.

Macome identificou o incumprimento de promessas no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) como “um dos calcanhares de Aquiles” da Renamo, lamentando que muitos antigos combatentes ainda não tenham sido reintegrados adequadamente na sociedade.

Em resposta a declarações recentes da Liga da Juventude da Renamo, que apontaram fragilidades na “saúde interna” do partido, Macome garantiu que a questão foi amplamente discutida e que foram encontrados mecanismos para superar os diferendos. “Não negamos que existam opiniões divergentes, mas o que nos une deve ser mais forte do que aquilo que nos separa”, concluiu, acrescentando que o presidente do partido abriu um espaço permanente de dialogo para todos que desejam contribuir com ideias para o fortalecimento da Renamo.

Johnson & Johnson acusada no maior processo da história por pó talco com amianto

A farmacêutica Johnson & Johnson está a enfrentar uma acção judicial sem precedentes no Reino Unido, movida por milhares de pessoas que alegam que o seu pó talco estava contaminado com amianto, uma substância associada a vários tipos de câncer. 

A BBC obteve documentos internos da empresa datados de meados do século passado que reconhecem a presença de amianto na composição do produto.

Embora a Johnson & Johnson já tenha sido alvo de processos relacionados com o pó talco, a actual ação é considerada a maior da sua história. Estima-se que cerca de três mil pessoas estejam a processar a empresa, argumentando que a multinacional tinha conhecimento desde a década de 1960 da contaminação do pó com tremolite e actinolite, minerais ligados a cancros potencialmente fatais.

Os documentos apresentados pelos advogados dos queixosos incluem memorandos internos e relatórios científicos que evidenciam a preocupação da empresa em relação à segurança do produto. A ação judicial afirma ainda que a Johnson & Johnson nunca incluiu avisos sobre os riscos na embalagem do pó talco, colocando em risco a saúde dos consumidores.

Em resposta, a Johnson & Johnson negou as alegações, afirmando que sempre comercializou o produto em conformidade com todas as normas regulamentares vigentes, e que não vendeu o pó talco sabendo que estava contaminado.

Nos Estados Unidos, a empresa já enfrentou várias acções semelhantes e, em alguns casos, os queixosos receberam indemnizações que totalizam milhares de milhões de dólares. Contudo, a Johnson & Johnson também obteve êxito em recursos em outros processos. A situação actual no Reino Unido poderá ter implicações significativas tanto para a empresa como para os consumidores afectados.

Hong Kong: Acidente com avião de carga mata dois trabalhadores aeroportuários

Dois indivíduos perderam a vida após um acidente envolvendo um avião de carga no Aeroporto Internacional de Hong Kong, ocorrido na madrugada desta segunda-feira. 

A aeronave, operada pela ACT Airlines e proveniente do Dubai, derrapou na pista ao aterrar, colidindo com uma viatura de segurança que se encontrava nas proximidades. Ambas as unidades acabaram por cair ao mar.

As vítimas, que se encontravam a bordo da viatura, foram recuperadas pelas equipas de mergulho mobilizadas para as operações de busca. Os tripulantes do avião não sofreram ferimentos e encontraram-se ilesos após o incidente, conforme indicado pelas autoridades locais.

Steven Yiu, director executivo das operações aeroportuárias, esclareceu que os pilotos da aeronave não solicitaram assistência antes da aterragem. O avião atingiu o meio da pista antes de derrapar, resultando na colisão com a viatura fora do perímetro do aeroporto. Yiu reiterou que a viatura não operava na pista no momento do acidente.

Apesar do encerramento temporário da pista onde ocorreu a tragédia, o funcionamento dos voos no aeroporto não sofreu interrupções, conforme garantido pelo comandante das operações.

A Autoridade de Investigação de Acidentes Aéreos de Hong Kong classificou o incidente como um acidente, iniciando uma análise detalhada do sistema de voo, operação e manutenção da aeronave.

Confrontos mortais em Muecate após saques a donativos do INGD

Um cidadão perdeu a vida e quatro pessoas, incluindo um menor de 15 anos, ficaram feridas em confrontos entre a Polícia e populares no distrito de Muecate, na província de Nampula, norte de Moçambique. 

O incidente ocorreu após saques a armazéns do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), onde estavam armazenados alimentos e material agrícola destinados a apoiar vítimas do Ciclone Jude.

A organização Kóxukhuro, que opera nas áreas de direitos humanos e governação em Nampula, denunciou que a indignação da população resultou da exclusão de muitos beneficiários, uma vez que, mais de um mês após a entrega dos produtos pelo INGD, as listas de beneficiários, divulgadas a 15 de Outubro, continham predominantemente nomes de familiares e amigos de líderes comunitários e funcionários públicos. Esta situação gerou acusações de favorecimento e exclusão, levando centenas de pessoas a assaltar os armazéns.

Na tentativa de restaurar a ordem, a Polícia foi accionada e utilizou força para dispersar a multidão, resultando em um morto e quatro feridos. A Kóxukhuro destacou que o episódio revela não apenas a grave situação de insegurança alimentar em Muecate, mas também a fragilidade das respostas institucionais à pobreza extrema.

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) expressou profunda preocupação face às falhas graves das autoridades na gestão da assistência e à intervenção desproporcional da Polícia.

A organização exige, por um lado, a prestação urgente de assistência humanitária às vítimas do Ciclone Jude, que deveriam ter sido socorridas há muito tempo, e, por outro, a abertura de uma investigação para apurar as causas do incidente e responsabilizar todos os intervenientes envolvidos.

Dívida pública em Moçambique atinge níveis preocupantes e suscita alerta do Ministério das Finanças

O Ministério das Finanças alertou que a dívida pública de Moçambique poderá atingir 76,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, num cenário em que o crescimento económico médio está previsto para ser de 4,2 por cento entre 2026 e 2028.

Estas projecções foram apresentadas no Relatório de Riscos Fiscais 2026, divulgado hoje durante um seminário onde se discutiram as implicações financeiras para o país. O documento sublinha que a dívida pública se mantém elevado, ultrapassando os limites prudenciais reconhecidos a nível internacional.

O relatório revela que a dívida interna duplicou entre 2020 e 2024, evidenciando as crescentes pressões sobre as contas públicas e a urgente necessidade de fortalecer a disciplina orçamental. Entre os principais riscos assinalados encontram-se a massa salarial, os passivos contingentes das empresas públicas, os desastres naturais e as vulnerabilidades do sistema previdenciário e das autarquias locais. Destacam-se três empresas públicas – TMcel, CFM e EDM – que acolhem a maioria dos riscos financeiros, representando obrigações significativas para o Estado.

Embora Moçambique continue a apresentar uma trajectória de crescimento económico positiva, o relatório alerta que a volatilidade dos mercados internacionais, as pressões inflacionárias e choques externos poderão comprometer a estabilidade fiscal e a sustentabilidade da dívida.

O documento propõe diversas medidas de mitigação, incluindo um controle rigoroso das admissões no aparelho do Estado, o reforço da arrecadação de receitas, a diversificação da base tributária e a criação de mecanismos financeiros inovadores, como fundos soberanos e seguros paramétricos, destinados a enfrentar choques climáticos e orçamentais.

Na abertura do seminário, a Secretária Permanente do Ministério das Finanças, Albertina Forquilha, destacou que o relatório “não é apenas um documento técnico, mas um convite à acção e ao trabalho conjunto entre o Governo, o sector privado, a sociedade civil e os parceiros de cooperação, para a construção de um Moçambique fiscalmente resiliente, economicamente forte e socialmente justo.”

O evento contou com a presença de representantes da Assembleia da República, do Tribunal Administrativo, de instituições públicas e privadas, bem como da sociedade civil e parceiros de cooperação.

Instituições do Estado acumulam dívida de 192 milhões à ADRS em Gaza e Inhambane

As instituições do Estado nas províncias de Gaza e Inhambane devem, em conjunto, cerca de 192 milhões de meticais à empresa Águas da Região Sul (ADRS), com destaque para os sectores da saúde e da educação, que lideram este ranking de incumprimento. 

Este montante contribuiu para um prejuízo acumulado de mais de 540 milhões de meticais pela empresa. A informação foi divulgada em Xai-Xai, durante o lançamento da campanha de recuperação de dívidas que abrangerá mais 23 clientes até Dezembro.

Tomás Langa, Director Comercial da ADRS, destacou a gravidade da situação, afirmando que as instituições de saúde e educação são as principais devedoras. “Estamos a dizer que temos instituições a nível da educação e da saúde, que acumulam um percentual maior na ordem de 192 milhões”, afirmou Langa.

Além das instituições estatais, clientes domésticos, comerciais e industriais também enfrentam dificuldades financeiras, totalizando cerca de 540 milhões de meticais em dívida. Entre os 98 mil clientes, a maioria encontra-se na província de Gaza, abrangendo cidades como Xai-Xai, Chókwé, Chibuto, Inhambane e Maxixe.

A situação crítica das dívidas tem impacto directo na expansão e melhoria da rede de abastecimento de água, levando a empresa a iniciar uma campanha de renegociação das dívidas. “Um cliente que está com uma dívida, por exemplo, de 10 milhões, nós abrimos mais espaço, avaliando a capacidade financeira desse cliente. O mínimo pode variar entre 200 a 400 meticais, dependendo da situação”, explicou Langa, afirmando que a campanha está prevista até 31 de Dezembro e beneficiará cerca de 5 mil clientes, correspondendo a aproximadamente 23 mil pessoas.

Residente no posto administrativo de Patrice Lumumba em Xai-Xai, Blessing relatou que acumulou uma dívida de mais de 10 mil meticais, o que resultou no corte do abastecimento de água por quase um ano. “Mesmo para poder cozinhar e preparar algo para comer, era um desafio. Por conta de uma dívida de 5 mil, fiquei sem água sensivelmente por um ano e meio. Chegamos a um acordo para pagar 600 meticais mensalmente”, frisou Blessing.

Adicionalmente, a empresa tem enfrentado perdas mensais na ordem de 33 milhões de meticais devido ao roubo de água e à vandalização da rede.

Israel intensifica bombardeamentos em Gaza após acusar Hamas de romper cessar-fogo

O exército israelita lançou novos ataques aéreos esta manhã no sul de Gaza, justificando a acção como resposta a uma “flagrante violação” do cessar-fogo por parte do Hamas. A operação resultou na suspensão do acesso a ajuda humanitária no enclave.

As Forças de Defesa de Israel emitiram um comunicado a informar que, em decorrência da violação do acordo de cessar-fogo, foram iniciados bombardeamentos contra alvos considerados terroristas do Hamas, focando-se nas zonas orientais de Khan Yunis e na área de Rafah, no sul do território.

Segundo a Defesa Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do Hamas, pelo menos 15 pessoas perderam a vida em diversas áreas da Faixa de Gaza, incluindo seis civis em Al-Zawaida, no centro, e uma mulher e duas crianças que estavam em tendas de deslocados perto de Khan Yunis. Israel está a averiguar essas alegações, reafirmando que os ataques foram uma retaliação a disparos efectuados pelo Hamas, que nega a acusação.

O Governo de Israel anunciou a suspensão da entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, citando a violação do cessar-fogo como justificação. Uma fonte governamental israelita declarou que “a transferência de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza foi suspensa até novo aviso”.

No passado sábado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia emitido um alerta sobre “relatos credíveis” de que o Hamas estaria a preparar uma “violação iminente” da trégua, a qual entrou em vigor a 9 de Outubro, mediada pelos Estados Unidos e outros países. O Presidente norte-americano, Donald Trump, destacou que não existe um prazo fixo para o desarmamento do Hamas, uma das cláusulas do acordo, mas advertiu que, caso o grupo não cumpra, poderão ser tomadas novas medidas.

O cessar-fogo estipula a retirada gradual do exército israelita da Faixa de Gaza, a libertação de reféns e prisioneiros, bem como a entrada de ajuda humanitária no território. Além disso, prevê a futura formação de um novo governo sem a participação do Hamas.

Fontes palestinianas reportaram que, hoje, pelo menos 20 pessoas foram mortas em bombardeamentos israelitas em vários locais de Gaza, marcando o episódio mais grave desde o início da trégua. Desde o início da ofensiva israelita, mais de 68 mil pessoas faleceram na Faixa de Gaza, que começou após o ataque do Hamas em 7 de Outubro de 2023, resultando em 1.200 mortos e 250 reféns em território israelita.

Mais de 1,5 milhão de pessoas podem enfrentar pobreza até 2050 devido a mudanças climáticas

Mais de 1,5 milhões de moçambicanos poderão ser empurrados para a pobreza até 2050, consequência dos impactos combinados dos choques climáticos e da degradação ambiental.

A afirmação foi feita por Salim Valá, Ministro do Planeamento e Desenvolvimento, durante a Conferência Nacional de Financiamento Climático, realizada na capital moçambicana.

O ministro advertiu que o plano de contingência do governo para a época chuvosa de 2025-2026 apresenta um défice de oito mil milhões de meticais, o que corresponde a 125,1 milhões de dólares americanos ao câmbio actual. Este dado alarmante levanta sérias preocupações sobre a capacidade do país em assegurar a resiliência climática necessária.

Valá sublinhou que Moçambique deverá mobilizar cerca de 37,2 mil milhões de dólares até 2030 para alcançar uma resiliência climática que inclua o capital humano, físico e natural. O ministro enfatizou que a incapacidade de reunir os recursos necessários poderá resultar num aumento significativo do número de pessoas em situação de vulnerabilidade social nas próximas décadas.

O ministro também fez referência a experiências bem-sucedidas que podem servir como pontos de referência, nomeadamente o mercado de carbono, que já se encontra em desenvolvimento no país, fruto de uma parceria com a Iniciativa Africana dos Mercados de Carbono. A colaboração visa o lançamento do “Plano de Activação do Mercado Nacional de Carbono”, posicionando Moçambique como potencial líder regional neste sector.

Outro exemplo destacado foi a troca de dívida com a Bélgica, que converteu 2,4 milhões de euros em investimento climático. Valá considerou que a iniciativa exemplifica como a diplomacia económica pode gerar impactos ambientais e sociais positivos concretos.

Por último, o ministro observou que Cabo Verde surge como um exemplo inspirador ao negociar trocas de dívida soberana para acções climáticas, convertendo obrigações financeiras em investimentos para a transição energética e a economia azul, contribuindo assim para fundos de resiliência nacional e promovendo a sustentabilidade financeira e a autonomia no desenvolvimento.

Nampula: INAS retoma pagamento do subsídio de apoio à COVID-19 após três anos de atraso

O Instituto Nacional de Ação Social (INAS) anunciou o início do pagamento do subsídio destinado a famílias vulneráveis em Nampula, uma medida que chega três anos após a promessa de apoio social em resposta à pandemia de COVID-19.

A partir desta semana, quase 137 mil famílias na província do norte de Moçambique irão beneficiar deste apoio.

O processo de pagamento, que esteve suspenso devido à falta de fundos e à necessidade de ajustes no sistema, será realizado através de transferências electrónicas directas para os telemóveis dos beneficiários. Esta alteração visa aumentar a transparência e minimizar o risco de desvios, conforme destacou o delegado provincial do INAS, Assane Juma.

“Os valores serão creditados directamente nas contas móveis, e os pagamentos ocorrerão de forma sequencial”, afirmou Juma, revelando que a fase de preparação iniciou a 8 de Outubro, com o registo dos beneficiários e a abertura de contas.

Cada família receberá um montante de 1500 meticais, correspondente a um mês de apoio. Apesar de o Governo ter prometido um total de seis meses de subsídio durante a pandemia, apenas dois meses foram pagos anteriormente. Com a retoma do processo, o INAS procura agir dentro das “possibilidades actuais”, conforme citado pelo portal Ngani.

A nova abordagem digital visa eliminar as longas filas e os pagamentos em espécie, que anteriormente geravam denúncias de corrupção. “Este sistema é mais seguro e diminui o risco de fraudes. Os dados serão cruzados por três plataformas diferentes, com o apoio do Programa Mundial de Alimentação e da empresa Sepa”, garantiu o delegado.

Entretanto, alguns beneficiários poderão ter dificuldades em ser localizados, devido a mudanças de residência ou emigração. O INAS afirmou que nenhuma família ficará excluída deste apoio. O subsídio, embora considerado modesto, é visto como um alívio num contexto de crescente vulnerabilidade social em Nampula. “É pouco, mas chega numa hora difícil”, comentou uma fonte local do programa.

Com o suporte técnico e financeiro do Programa Mundial de Alimentação (PMA), o INAS compromete-se a acompanhar de perto a operação, especialmente em áreas rurais onde a literacia digital é baixa, assegurando que o auxílio chegue efetivamente a quem dele necessita.

Nampula reforça apoio às mulheres rurais para combater a fome e promover a nutrição

O governo da província de Nampula, a mais populosa de Moçambique, apelou às mais de 70 mil produtoras rurais para se empenharem na produção alimentar, visando a promoção da saúde e nutrição das famílias.

O apelo foi feito pelo director provincial da Agricultura e Pescas, Manuel Chicamisse, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher Rural, a 15 de Outubro, e do Dia Mundial da Alimentação, a 16 de Outubro, realizado em Namachilo, no distrito de Rapale.

De acordo com dados oficiais, Nampula conta com 178.123 produtores familiares, dos quais 71.250, ou seja, cerca de 40 por cento, são mulheres. Chicamisse sublinhou a importância de promover a diversificação alimentar e fortalecer o empoderamento das mulheres rurais. Entre as iniciativas destacadas estão o apoio técnico, a introdução de culturas resilientes, o acesso a insumos agrícolas, o fomento da piscicultura e o estímulo ao cooperativismo.

O director provincial fez uma menção especial às mulheres, reconhecendo o seu papel essencial no processamento da produção agrária e na garantia de que os nutrientes sejam disponibilizados à população. Ele reiterou o compromisso do governo em promover alimentação saudável, sustentável e acessível para todos.

A província de Nampula enfrenta uma elevada taxa de desnutrição, que se cifra em 46.7 por cento entre mulheres e crianças menores de cinco anos, superando a média nacional de 38 por cento. Chicamisse enfatizou que o Dia Mundial da Alimentação deve ser visto como um momento de reflexão sobre os desafios e oportunidades na luta contra a fome e a má nutrição, sublinhando a importância das mulheres rurais como pilares na produção alimentar.

Dados das Nações Unidas apontam que, até 2023, as mulheres constituem cerca de 40 por cento da força de trabalho agrícola a nível global, com participação ainda mais significativa em certas regiões da África e da Ásia. No entanto, as mulheres enfrentam limitações no acesso a recursos essenciais, como direitos à terra, crédito, educação e tecnologia.

Este ano, o Dia Internacional da Mulher Rural foi celebrado sob o lema “De mãos dadas pelas mulheres rurais”, enquanto o Dia Mundial da Alimentação teve como tema “De mãos dadas por melhores alimentos e um futuro melhor”, coincidentemente com o 80.º aniversário da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Plano de contingência para a época chuvosa em Moçambique apresenta défice de 8 mil milhões de meticais

O Plano de Contingência para a época chuvosa, que se inicia em Outubro e se estende até Abril de 2026, regista um défice considerável de oito mil milhões de meticais, cavando ainda mais o fosso em relação aos 14 mil milhões de meticais necessários para a sua execução.

A revelação foi feita pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante a habitual conferência de imprensa que ocorreu após a 35ª sessão do Conselho, realizada em Maputo. Impissa, que também assume o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, alertou para a possibilidade de cerca de quatro milhões de cidadãos serem afectados durante esta época chuvosa e ciclónica.

O governo elaborou quatro cenários para a situação. O cenário mínimo prevê que menos de um milhão de pessoas possa ser impactado. Contudo, nas previsões mais realistas, o Executivo projecta que entre 1,2 a 2,0 milhões de pessoas possam ser afectadas. “A análise realizada pelas nossas equipas sugere que, se ocorrerem as previsões conforme projectadas, estaremos mais propensos ao segundo cenário, que abrange uma população entre 1,2 e 2 milhões”, afirmou Impissa.

Moçambique tem sido, de forma recorrente, alvo de diversas ameaças naturais, incluindo cheias, inundações urbanas, secas, ciclones tropicais e epidemias, que invariavelmente provocam danos humanos e materiais significativos. Em Julho, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicou que cerca de 64 dos 154 distritos do país poderão ser afectados por essas contingências.

Impissa enfatizou que “a boa parte da resposta para os desastres reside no comportamento dos nossos concidadãos” nos próximos seis meses, período em que decorre a época chuvosa. As autoridades devem, segundo o porta-voz, estar preparadas para realizar uma avaliação precisa com base nos dados disponíveis, de forma a mitigar os desastres.

O governo antecipa, ainda, que o desfazimento do défice pode ser alcançado através de diferentes fontes de financiamento, como seguros parametrizados, acções proactivas contra a seca e cheias, ciclones, bem como doações em espécie ou monetárias.

Advogados moçambicanos exigem justiça por Elvino Dias

Hoje, dezenas de advogados moçambicanos dirigiram-se ao local do homicídio de Elvino Dias, conhecido como o “advogado do povo”, onde também perdeu a vida Paulo Guambe, apoiantes do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane. 

O grupo pediu justiça e manifestou a sua preocupação relativamente à “bipolarização” da sociedade.

Carlos Martins, bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), fez uma declaração contundente ao depositar uma coroa de flores no local do crime, situado na avenida Joaquim Chissano, no centro de Maputo. O duplo homicídio ocorreu na noite de 18 para 19 de Outubro de 2024, apenas dias após as eleições gerais, e continua sem esclarecimento. “Há uma morosidade processual inaceitável”, afirmou Martins.

O bastonário sublinhou que a OAM faz parte do sistema da Administração da Justiça e que o ataque não foi apenas um ataque à advocacia, mas sim um ataque a todos os pilares da Justiça. “Devemos fazer mais para que, efectivamente, este caso seja esclarecido”, apelou Martins, que marchou com outros advogados desde a sede da OAM até ao local do crime, por volta das 08:30 locais.

Martins expressou a sua esperança em relação à resolução do caso: “Nós acreditamos. Ainda passa um ano, é muito, mas acreditamos que se faça Justiça. Há vários outros crimes que não foram esclarecidos até hoje, e preocupa-nos o autoritarismo que tomou conta da própria sociedade.”

O crime de Elvino Dias, que ocorria em um contexto de contestações populares ao processo eleitoral, resultou em um clima de violência que se prolongou por mais de cinco meses, com cerca de 400 mortes.

Dias, que se destacou por defender causas sociais e apoiar os mais desfavorecidos, foi assassinado em uma emboscada enquanto era assessor jurídico de Venâncio Mondlane. O seu carro foi interceptado por duas viaturas, de onde homens armados dispararam várias vezes, resultando na morte de Dias, de 45 anos, e de Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos.

“A bipolarização também não ajuda. Ou é do contra ou é da oposição. Devemos desmistificar isso e acreditar que podemos ter uma sociedade plural, onde a divergência de opinião não representa uma ameaça”, criticou Martins, salientando que a OAM deseja mostrar à sociedade que é possível coexistir com ideias diferentes.

“As diferenças só nos fortalecem e não nos podem dividir”, concluiu o bastonário, reforçando o compromisso da Ordem e dos advogados na defesa do Estado de Direito, da Constituição, da democracia e dos direitos fundamentais.

Vagas de emprego do dia 20 de Outubro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 20 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Diretor de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

2. Vaga para Encarregado Geral – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Encarregado Geral – Projeto. Saiba mais.

3. Vaga para Gender Analyst

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Gender Analyst. Saiba mais.

4. Vaga para Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Líder de Protecção Social e Género para o projecto LINK/MEGA LINK (LPSG). Saiba mais.

5. Vaga para Responsável – Supply Chain (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Receptionist/ Administrative Assistant

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Receptionist/ Administrative Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Agente de Call Center e Followup

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar um (1) Agente de Call Center e Followup. Saiba mais.

3. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

4. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

5. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

6. Vaga para Cost Controls Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Cost Controls Specialist. Saiba mais.

7. Vagas para Promotores de Vendas

A Angel Supplies, Lda uma empresa que actua no ramo de importação, representação comercial e venda de produtos diversos, pretende recrutar Promotores de Vendas. Saiba mais.

8. Vaga para Promotor/a de Vendas

A empresa AKA SOLUTION, LDA, localizada em Maputo, Cidade da Matola, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Profissional em Marketing (Promotora de Vendas). Saiba mais.

9. Vaga para Consultoria para o Estudo de Linha de Base (Baseline Report) do Programa WVL-Aliadas

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Consultoria para o Estudo de Linha de Base (Baseline Report) do Programa WVL-Aliadas. Saiba mais.

10. Vaga para Quality Inspector

A McDermott International pretende recrutar um (1) Quality Inspector. Saiba mais.

11. Vaga para Consultor para Registo e Divulgação de uma Marca Coletiva das Cooperativas

A Associação ESMABAMA pretende recrutar um (1) Consultor para Registo e Divulgação de uma Marca Coletiva das Cooperativas. Saiba mais.

12. Vaga para Gestor de Projecto

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Projecto. Saiba mais.

13. Vagas para Inquiridores

A empresa Intercampus – Estudos de Mercado, Lda. presente em Moçambique desde 2007, pretende recrutar Inquiridores. Saiba mais.

14. Vaga para Técnico Superior em Contabilidade

Uma empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente integrada no Grupo “A”, pretende reforçar a sua equipa em Maputo com a admissão de um(a) Técnico(a) Superior em Contabilidade. Saiba mais.

15. Vagas para Docentes a Tempo Parcial

A Universidade Wutivi (UniTiva) pretende recrutar quarenta (40) Docentes a Tempo Parcial. Saiba mais.

16. Vaga para TAR & Maintenance Specialist

A RINA pretende recrutar um (1) TAR & Maintenance Specialist. Saiba mais.

17. Vaga para Administrative Assistant

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative Assistant. Saiba mais.

18. Vaga para Motorista para a Recolha de Resíduos

A Zero Waste Offshore, Lda., empresa especializada em gestão de resíduos e soluções ambientais sustentáveis, está a recrutar um (1) Motorista para a Recolha de Resíduos. Saiba mais.

19. Vaga para Cluster Supervisor-Manica

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor-Manica. Saiba mais.

20. Vaga para Specialist: M-Pesa MIS Data Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: M-Pesa MIS Data Engineer. Saiba mais.

21. Vaga para Head Chef

A RA International pretende recrutar um (1) Head Chef. Saiba mais.

22. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

23. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

24. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

Motorista de Yango torturado e assassinado na Matola

Um jovem de aproximadamente 40 anos, motorista de táxi por aplicativo, foi torturado e assassinado na madrugada de quarta-feira, no município da Matola. 

Este caso eleva para cinco o número de motoristas de Yango que perderam a vida nas últimas semanas.

O motorista, cuja identidade não foi revelada, desapareceu no dia 14 de Outubro, e dois dias depois o seu corpo foi encontrado abandonado numa mata no bairro Machava-sede.

O cadáver estava amarrado e evidenciava sinais de agressões físicas, o que gerou revolta nas redes sociais e entre amigos e conhecidos da vítima, que expressaram a sua indignação em mensagens de repúdio.

Inflação em Moçambique regista novo aumento e eleva custo de vida

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Moçambique registou um aumento de 4,93% em Setembro, conforme indicam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este é o segundo mês consecutivo de subida do custo de vida, após um incremento de 4,79% em Agosto.

Os produtos alimentares, as bebidas não-alcoólicas e os preços de aquisição de veículos automóveis foram os principais responsáveis pelo aumento da inflação anual em Setembro. Os dados foram recolhidos em várias cidades, incluindo Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e na província de Inhambane.

Comparativamente a Setembro do ano anterior, todos os locais onde o INE realizou a recolha de preços apresentaram aumentos no custo de vida. A cidade de Tete destacou-se com o maior incremento, de aproximadamente 9,74%, seguida por Quelimane, que registou uma subida de 5,77%.

Os restantes pontos apresentaram as seguintes variações: em Xai-Xai, os preços aumentaram 5,42%; em Chimoio, 5,13%; na província de Inhambane, 4,96%; em Maputo, 3,85%; na Beira, 3,82%; e em Nampula, 3,80%.

As divisões de Alimentação e bebidas não-alcoólicas, assim como Restaurantes, hotéis e cafés, foram as que mais aumentaram os preços, com variações de cerca de 11,85% e 9,01%, respectivamente.

STF reabre inquérito contra Jair Bolsonaro por suposta interferência na Polícia Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil decidiu reabrir um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, anteriormente arquivado em 2022, por suposta interferência política ilegal na Polícia Federal (PF). 

A reabertura foi autorizada na quinta-feira pelo juiz Alexandre de Moraes, em resposta a um pedido do procurador-geral do Brasil, Paulo Gonet.

Gonet contestou a decisão do seu antecessor, que havia arquivado o inquérito em Março de 2022, durante o mandato de Bolsonaro, alegando falta de provas. O inquérito original foi instaurado em Abril de 2020, após a renúncia de Sergio Moro ao cargo de ministro da Justiça, na sequência de alegações de tentativa de interferência do Presidente na PF.

Sergio Moro, ex-juiz responsável pela condenação de Luiz Inácio Lula da Silva em um caso de corrupção posteriormente anulado, acusou Bolsonaro de exigir mudanças na liderança da PF para proteger dois de seus filhos — o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro — que eram alvos de investigações por parte da polícia.

Moro afirmou que a pressão para interferir na PF foi evidente numa reunião ministerial realizada a 22 de Abril de 2020, poucos dias antes da sua demissão. As imagens gravadas mostram Bolsonaro expressando descontentamento pela falta de informações da PF e anunciando suas intenções de mudar a direcção da polícia, o que ocorreu após a saída de Moro.

No pedido de reabertura do inquérito, Paulo Gonet apresentou novas provas que justificariam a necessidade de investigar se ocorreu, de fato, interferência indevida na PF.

Jair Bolsonaro, actualmente em prisão domiciliária desde 4 de Agosto, foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para Lula da Silva. A decisão sobre a reabertura do inquérito é parte de um processo distinto relacionado à tentativa de golpe, sentenciado em 11 de Setembro e ainda pode ser objecto de recurso.

Além disso, o ex-presidente e o deputado Eduardo Bolsonaro, seu filho, são investigados por tentativas de incitar o governo dos Estados Unidos a sancionar juízes e autoridades brasileiras em resposta ao julgamento, resultando em tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e na revogação de vistos de vários juízes do STF e funcionários do Governo. Na segunda-feira, Alexandre de Moraes decidiu manter Jair Bolsonaro em prisão domiciliária.

União Africana suspende Madagáscar após tomada de poder militar e destituição de Rajoelina

A União Africana (UA) anunciou a suspensão de Madagáscar, um passo que tem efeitos imediatos. Esta decisão surge um dia após a tomada do poder pelos militares, que destituíram o presidente Andry Rajoelina, segundo a agência de notícias AFP.

O anúncio foi feito por Fortune Charumbira, presidente do parlamento pan-africano. Rajoelina, de 51 anos, confirmou que abandonou o país após semanas de protestos populares que culminaram na intervenção militar. De acordo com um comunicado da presidência malgaxe, o ex-chefe de Estado deixou Madagáscar entre sábado e domingo, em resposta a “ameaças explícitas e extremamente sérias contra a sua vida”.

Relatos indicam que Rajoelina foi evacuado num avião militar francês. Na segunda-feira, o ex-presidente declarou estar refugiado num “local seguro”, sem fornecer mais pormenores. Rajoelina, que chegou ao poder em 2009 após um golpe de Estado, acusou a Assembleia Nacional de se unir aos militares para depô-lo.

Os militares, sob a liderança do coronel Michael Randrianirina, estão previstos para tomarem posse formal na próxima sexta-feira, dia 17. A destituição de Rajoelina ocorre no contexto de um movimento de protesto iniciado por jovens a 25 de setembro, exigindo melhorias nas condições de acesso à água e à energia eléctrica.

A comunidade internacional manifestou preocupação com os desenvolvimentos em Madagáscar, e a Organização das Nações Unidas (ONU) descreveu a situação como uma tomada de poder “inconstitucional”. O país insular é o mais recente a experimentar um controlo militar, juntando-se a uma lista de ex-colónias francesas que sofreram mudanças de regime desde 2020, incluindo Mali, Burkina Faso, Níger, Gabão e Guiné-Conacri.

Avaria na subestação de Inchope deixa mais de 19 mil clientes sem energia eléctrica

A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou uma interrupção no fornecimento de energia eléctrica em várias áreas das províncias de Manica e Sofala, devido a uma avaria registada na Subestação de Inchope.

As localidades afectadas incluem partes do município de Inchope e o distrito de Gorongosa, resultando na privação temporária de energia para cerca de 19.350 clientes.

A EDM informou que equipas técnicas estão a trabalhar no local para reparar a avaria e restabelecer o fornecimento de electricidade o mais rapidamente possível.

A empresa solicitou a colaboração dos clientes na identificação de possíveis anomalias e recordou que, durante o período de intervenção, todas as instalações eléctricas devem ser consideradas como estando em tensão.

Últimas Notícias Hoje

Falta de fundos deixa idosos sem assistência em Maputo

A demora no desembolso de fundos para a ação social tem deixado milhares de cidadãos da terceira idade sem o apoio necessário na capital...

Mais de 2.100 condutores sancionados por condução perigosa no país

Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que...

Volodymyr Zelensky aceita cessar-fogo temporário proposto por Vladimir Putin

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a aceitação do cessar-fogo temporário proposto pela Rússia para o período da Páscoa. Zelensky destacou que o...

Estados Unidos e Irão iniciam negociações de paz em Islamabad

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã estão em andamento em Islamabad, Paquistão, entre esta sexta-feira, 10 de Abril, e sábado, 11...