O colectivo de juízes do Tribunal Regional de Bissau proferiu, na segunda-feira, uma sentença de 17 anos de prisão efectiva contra os cinco tripulantes da aeronave detida no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira.
A apreensão, realizada a 7 de Setembro, resultou na descoberta de 2,6 toneladas de cocaína a bordo.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de droga e utilização ilícita de avião, enquanto foram absolvidos da acusação de associação criminosa. A decisão do tribunal reflete a severidade com que as autoridades judiciais estão a abordar o problema do tráfico de estupefacientes no país.
A defesa dos condenados anunciou a intenção de recorrer da decisão, mas, até que o recurso seja analisado, os tripulantes permanecerão em prisão preventiva.
Esta condenação surge num contexto de crescente preocupação em relação ao tráfico de drogas na região, que tem sido alvo de operações rigorosas por parte das forças de segurança.
À medida que se aproxima a posse presidencial na Venezuela, o regime de Nicolás Maduro intensificou as suas ameaças contra a oposição.
Em um acto de repudiamento, o governo chavista declarou nove ex-presidentes da América Latina como personas non gratas, prometendo agir contra eles caso decidam acompanhar o opositor Edmundo González em seu previsto retorno ao país.
Durante uma sessão do Parlamento controlado pelo chavismo, os ex-presidentes mencionados incluem Andrés Pastrana (Colômbia), Vicente Fox (México), Felipe Calderón (México), Mario Abdo (Paraguai), Mireya Moscoso (Panamá), Ernesto Pérez Balladares (Panamá), Jorge Quiroga (Bolívia) e Laura Chinchilla (Costa Rica). Todos eles têm manifestado a intenção de estar presentes na Venezuela na próxima sexta-feira, data em que Edmundo González promete assumir a presidência, desafiando assim o governo de Maduro.
O regime já havia acusado os ex-líderes de mantiverem ligações com o narcotráfico, alegando que a sua presença no país configuraria uma invasão. “Estamos esperando por eles como invasores e eles serão presos e levados à Justiça”, afirmou Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela.
Este episódio não é isolado; em Julho de 2024, uma aeronave que transportava alguns dos ex-presidentes – incluindo Jorge Quiroga, Mireya Moscoso e Vicente Fox – foi impedida de entrar no espaço aéreo venezuelano, na tentativa de acompanhar um evento eleitoral.
O Conselho Municipal da Matola está a intensificar esforços para mapear e reverter a ocupação ilegal de terrenos na cidade, com especial enfoque no posto administrativo da Machava.
Esta iniciativa surge em resposta ao crescente fenómeno de usurpação de espaços ociosos por parte da população, que tem afectado diversos bairros da municipalidade.
Os bairros mais afectados incluem Tsalala, Matola-Gare, Mathlemele, Machava-sede, Siduava e uma parte da vila municipal de Matola-Rio. O vereador do Planeamento Territorial, Aurélio Salomão, revelou que existem várias denúncias vindas de proprietários de talhões que se sentem ameaçados por grupos de residentes que tentam ocupar os seus terrenos.
“Estamos a desenvolver um plano para o parcelamento legal de terrenos nos bairros Muhalazi e Ngolhoza. Por conseguinte, é imperativo que se denunciem as demarcações e ocupações do solo urbano que ocorrem sem a devida documentação”, afirmou Salomão, enfatizando a necessidade de legalidade nas ocupações.
O vereador alertou ainda que, em caso de construções realizadas em espaços não autorizados, estas serão prontamente embargadas e demolidas, como parte de uma estratégia para promover o reordenamento territorial dos terrenos que foram adquiridos de forma clandestina pelos munícipes. “A nossa aposta está centrada na requalificação, planificação urbana e reordenamento dos terrenos ociosos”, reiterou.
Em declarações à nossa reportagem, Ivan Machaeie, residente do bairro Machava-sede, destacou que a falta de oportunidades para aquisição de terrenos leva muitos a usurpar talhões, criando assim um ciclo de ocupação irregular.
Simultaneamente, na cidade de Maputo, a situação de ocupação irregular de terrenos também se agrava. O vereador de Planeamento, Ordenamento Territorial e Ambiente, Idálio Juvane, informou que desde a semana passada se registaram invasões de propriedades privadas nos bairros Albazine e Chiango. “Apelamos aos munícipes para denunciarem, junto das estruturas administrativas locais, actos de invasão de terra. Instamos também os titulares destes talhões a procederem à sua ocupação segundo a postura municipal”, concluiu Juvane.
O Tribunal Supremo emitiu uma carta de repúdio às declarações proferidas por Denise Catarina, directora de Documentação, Edição Judiciária e Biblioteca da instituição.
Em vídeos publicados em diversas plataformas públicas, Catarina questionou a legalidade da decisão do Conselho Constitucional que validou e proclamou os resultados das eleições de 2024, além de manifestar apoio a um partido político e a um candidato presidencial, a quem considera o vencedor das referidas eleições.
No documento, o Tribunal Supremo esclarece que as opiniões expressas pela directora não refletem a posição oficial da instituição, que se pauta por princípios de independência e imparcialidade. “O Tribunal Supremo respeita os mandatos constitucionais de outros órgãos do Estado, como a Assembleia da República e o Conselho Constitucional”, sublinha o comunicado.
Adicionalmente, o Tribunal destaca a importância da equidistância dos tribunais em relação a questões políticas, uma vez que, por natureza, estes órgãos estão destinados à resolução de litígios, incluindo os de natureza eleitoral. O texto enfatiza que magistrados, oficiais de justiça e assistentes estão obrigados ao dever de não emitirem declarações de carácter político-partidário.
Face a esta situação, o Tribunal Supremo afirma que tomará as medidas necessárias para preservar a integridade da instituição, distanciando-se das declarações de Denise Catarina. O documento conclui reafirmando o compromisso do Tribunal em respeitar as decisões de outros órgãos de soberania.
Aproximadamente 95 cidadãos foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) sob a acusação de saquear diversos bens em residências, armazéns e lojas vandalizadas, na sequência dos protestos violentos que ocorreram nos dias 23 e 24 de Dezembro.
Em declarações à imprensa, o porta-voz da PRM, Dércio Chacate, sublinhou que a Polícia está atenta para impedir qualquer tentativa de desordem pública, especialmente durante a quadra festiva.
O porta-voz revelou que, das ocorrências, foi possível recuperar cerca de 70% dos bens saqueados, os quais estão a ser devolvidos aos seus legítimos proprietários.
Dércio Chacate condenou veementemente as acções que podem culminar na vandalização de infra-estruturas e na retirada de bens alheios, enfatizando que a violência extrema exigiu a intervenção policial para garantir a ordem pública.
O porta-voz fez um apelo à população, afirmando que “não se deve confundir manifestações com vandalismo ou confrontações com as forças policiais.” Chacate assegurou que a PRM continuará a desempenhar a sua função, garantindo a livre circulação de pessoas e bens, e que todos os poderes atribuídos pelo Estado moçambicano serão exercidos sempre que a lei não for respeitada.
O porta-voz terminou a sua intervenção desencorajando o vandalismo e apelando à realização de manifestações pacíficas, reiterando a importância da ordem e do respeito mútuo nas expressões cívicas.
A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) poderá enfrentar restrições no fornecimento de energia eléctrica provenientes da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em virtude dos alarmantes níveis de armazenamento de água na barragem.
Actualmente, a capacidade de armazenamento encontra-se apenas a 20%, em comparação com os cerca de 70% registados em anos anteriores.
Em declarações à Rádio Moçambique, Agostinho Vilanculo, Chefe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos no Ministério das Obras Públicas, enfatizou que a redução significativa nos níveis de armazenamento compromete a produção de energia eléctrica, que já não é suficiente para suprir as necessidades internas e as exportações para a região. “A situação é semelhante nas barragens a montante. A quantidade de água disponível é extremamente limitada para satisfazer a demanda. Temos informações de que já não estão a turbinar, enfrentando restrições superiores a 80% na produção de energia”, afirmou Vilanculo.
Apesar da gravidade da situação, o responsável esclareceu que, até ao momento, Moçambique não se encontra em uma crise energética. “Ainda não estimamos uma crise, mas se a situação persistir, a região será afectada. Moçambique é um exportador de energia para vários países”, destacou.
Vilanculo salientou que será necessário aguardar o término da época das chuvas para serem disponibilizados dados mais precisos sobre a situação. Contudo, alertou que, caso a actual condição se mantenha, há um risco iminente de restrições no fornecimento de água.
“Estamos bastante preocupados, pois não há previsões de chuvas significativas nos próximos dias, pelo menos nos próximos 15 dias naquela região”, concluiu.
Na província de Maputo, os exames especiais de chamada única estão agendados para ocorrer entre os dias 20 e 24 de Janeiro de 2025.
Esta decisão surge como resposta às preocupações manifestadas pelo sector da educação, que solicita a colaboração dos pais e encarregados de educação de alunos que não participaram nas avaliações finais.
O sector educacional apela a que os responsáveis expliquem, de forma clara, os motivos que levaram os seus educandos a falharem na realização dos exames.
As justificações apresentadas serão fundamentais para que as autoridades educacionais possam ajustar a abordagem na implementação desta nova oportunidade de avaliação.
Além disso, os encarregados de educação deverão comprometer-se por escrito e assumir a responsabilidade caso os alunos não compareçam aos exames, a menos que apresentem uma justificativa válida.
Em declarações à imprensa, o vice-ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Manuel Bazo, explicou a relevância desta medida. “Acho que todos vimos nos órgãos de comunicação social alunos e professores a rasgarem exames e a sabotarem a realização das provas. Contudo, o mais importante para nós é avaliar os alunos,” afirmou Bazo, sublinhando a necessidade de um ambiente que favoreça a aprendizagem e a avaliação justa dos estudantes.
O vice-ministro fez estas declarações durante uma conferência de imprensa realizada em Marracuene, onde também se referiu ao impacto que estas medidas poderão ter na melhoria do desempenho escolar dos alunos na província.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Clínico Comunitário de HIV. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Engajamento Comunitário e Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Supervisores Distritais. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Motoristas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Finanças. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Capacitação de Parceiros. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Recursos Humanos e Administração. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Banco de Dados de Proteção à Criança para CPIMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Adjunto – Emergências e Líder de Equipa do RRT. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico – Equipe de Resposta Rápida. Saiba mais.
O Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) formalizou uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), acusando o Ministério do Interior e o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos pela morte de 33 reclusos, ocorrida no dia 25 de Dezembro de 2024, durante a fuga das penitenciárias da Cadeia Central e da Cadeia de Máxima Segurança da Machava (B.O.).
Após apresentar a queixa na PGR, o Director-Geral do CDD, Adriano Nuvunga, acusou o Estado moçambicano de ter cometido um “assassinato indiscriminado” contra os 33 reclusos, utilizando-se da força policial. Trinta vítimas perderam a vida na Cadeia Central, enquanto outras três morreram na Cadeia de Máxima Segurança da Machava.
Nuvunga questionou a justificativa de “legítima defesa” alegada pelas autoridades, ressaltando que o Estado deveria ter recursos para evitar fugas sem recorrer à violência fatal contra os reclusos. “Este massacre deve ser responsabilizado, e estamos aqui para iniciar o processo. No entanto, massacres dessa natureza merecem ser tratados a nível internacional, pois configuram crimes contra a humanidade”, afirmou.
Além disso, o CDD iniciou uma investigação junto das famílias das vítimas para apurar as circunstâncias da morte de vários reclusos que, após terem sido perseguidos, decidiram regressar voluntariamente às prisões na noite de 25 de Dezembro. O objectivo é identificar as vítimas, muitas das quais foram levadas à morgue do Hospital Central.
“Existem relatos e vídeos circulando que mostram que alguns dos reclusos recuperados, inclusive aqueles que voltaram voluntariamente para a prisão, foram brutalmente assassinados e torturados até à morte pela polícia, dentro do estabelecimento prisional, no quartel da Unidade de Intervenção Rápida e em várias esquadras”, afirmou Nuvunga.
As manifestações que ocorreram após as eleições resultaram na vandalização de mais de meio milhão de empresas e na destruição total de pelo menos dez estabelecimentos industriais durante o mês de Dezembro de 2024.
Os dados foram apresentados por Onório Manuel, vice-presidente da área de Indústria na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Os actos de pilhagem e destruição concentraram-se principalmente nas cidades de Maputo e Matola, afectando severamente o sector alimentar. Onório Manuel destacou que esses eventos comprometem o funcionamento normal das empresas, agravando a já reduzida base industrial de Moçambique. Ele alertou que a situação pode levar a um aumento nos preços, precariedade laboral, agravamento da crise financeira e queda na arrecadação de receitas pelo Estado.
Além disso, a CTA expressou preocupação com a retracção do investimento estrangeiro, alertando que o país está a perder sua atractividade no cenário internacional devido à instabilidade e destruição causadas pelas manifestações.
Os Houthis, grupo iemenita, reivindicaram um ataque contra o porta-aviões USS Harry Truman, das forças militares dos Estados Unidos, no Mar Vermelho.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (06), o grupo afirmou ter utilizado dois mísseis de cruzeiro e quatro drones na ofensiva. A data exacta do ataque não foi revelada.
De acordo com Yahya Saree, porta-voz dos Houthis, o ataque ocorreu enquanto as forças norte-americanas se preparavam para uma operação contra o território iemenita, interrompida pela ação contra o USS Harry Truman. “A operação permitiu interromper o ataque”, declarou Saree.
Desde o início do conflito na Faixa de Gaza, os Houthis têm intensificado ataques contra embarcações de países aliados a Israel, demonstrando apoio ao Hamas e aos palestinos. As operações do grupo têm se concentrado principalmente nos mares Vermelho e Arábico.
Em Julho de 2024, os Houthis realizaram um ataque directo contra o território israelense, elevando as tensões com o governo de Benjamin Netanyahu.
A mais recente troca de ataques entre os Houthis e Israel ocorreu no final de Dezembro, após forças israelenses atingirem alvos do grupo no Iêmen, em retaliação a uma ofensiva de mísseis e drones dos iemenitas contra Israel.
O governo da Etiópia iniciou a evacuação de cerca de 80 mil pessoas após uma série de terramotos de pequena escala nas regiões de Afar, Oromia e Amhara.
Nos últimos dias, pelo menos 10 tremores de terra foram registados no país, e há preocupações sobre a possibilidade de uma erupção vulcânica iminente.
A operação de evacuação foi desencadeada após um vulcão no norte da Etiópia mostrar sinais de possível erupção na sexta-feira. Além disso, mais tremores de terra ocorreram nas horas seguintes, com destaque para um tremor de magnitude 5,8, embora não tenham sido reportados danos materiais ou vítimas até o momento.
As autoridades começaram a retirar os moradores de áreas situadas a menos de 200 quilómetros da capital, Addis Ababa. Embora seja cedo para determinar se o vulcão realmente entrará em erupção, o governo decidiu adoptar medidas preventivas para proteger a população.
Desde sexta-feira, pelo menos 10 terramotos foram registados, e mais de 20 tremores ocorreram desde Setembro, segundo as autoridades locais. A região afectada, conhecida como Afar, é geologicamente instável, pois é onde se encontram três partes separadas da crosta terrestre. Cientistas alertam que, no futuro distante, um oceano pode se formar nessa área.
Organizações da sociedade civil de Moçambique submeteram uma carta ao Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, solicitando a sua intervenção em defesa da democracia e dos direitos humanos em Moçambique, alertando para as graves consequências do silêncio perante a crise pós-eleitoral.
A carta, assinada pela Plataforma Decide e pelo Centro de Integridade Pública, duas das principais organizações não-governamentais moçambicanas, afirma que a África do Sul e a região não podem ficar de braços cruzados. “O silêncio e a inacção de hoje serão vistos amanhã como cumplicidade com um regime que sufoca os direitos humanos e a democracia, comprometendo a paz e a segurança de toda a região austral de África”, lê-se no documento.
A contestação aos resultados eleitorais em Moçambique é a maior desde as primeiras eleições multipartidárias, em 1994, com protestos intensos marcados por confrontos violentos entre a polícia e manifestantes. Os confrontos resultaram em quase 300 mortos e centenas de feridos, além de destruição generalizada pelo país desde Outubro.
Na carta dirigida a Ramaphosa, as organizações moçambicanas pedem que o Presidente sul-africano recorra à “faculdade de Estado parte” para solicitar uma providência cautelar no Tribunal Africano.
O objectivo é impedir a tomada de posse de Daniel Chapo, proclamado vencedor das eleições de 2024 com 65,17% dos votos, mas cuja vitória continua a ser contestada nas ruas. Chapo, candidato apoiado pela Frelimo, partido no poder, tomaria posse no próximo dia 15 de Janeiro.
“Desde o recenseamento eleitoral de 2023, que se estendeu para 2024, o processo eleitoral moçambicano foi marcado por irregularidades graves… A tomada de posse de um Governo cuja legitimidade é amplamente contestada, combinada com o silenciamento violento de manifestantes, não trará estabilidade, mas sim a institucionalização de uma guerra fria”, argumenta a carta.
A sociedade civil acusa as autoridades moçambicanas de estarem a cometer “crimes contra a humanidade” na tentativa de reprimir os protestos pós-eleitorais. Além disso, pede que Ramaphosa assegure a intervenção do Conselho de Paz da União Africana e que requeira a instauração de processos judiciais no Tribunal Africano e no Tribunal Penal Internacional contra o comandante-geral da polícia moçambicana, Bernardino Rafael, e o ministro do Interior, Pascoal Ronda.
O documento alerta também para o risco de a crescente descrença nas instituições nacionais de Moçambique levar a fluxos migratórios em massa para a África do Sul, o que poderia pressionar as comunidades locais e potencialmente gerar novos episódios de violência extrema.
Electricidade de Moçambique (EDM) lançou um apelo à população para evitar depositar lixo nas suas instalações.
A empresa destacou que essa prática interfere no acesso e na movimentação de funcionários e clientes, além de dificultar a circulação de veículos do Piquete, essenciais para o transporte de materiais e equipas técnicas.
Numa nota divulgada no sábado, a EDM pediu à população que facilite o trabalho das suas equipas, evitando acções que perturbem o fornecimento regular de energia eléctrica.
Este apelo surge em resposta a uma prática observada em diversos bairros de Maputo, onde residentes têm depositado resíduos sólidos nas instalações da EDM.
Aparentemente, esta ação é uma forma de pressionar as autoridades municipais a intensificarem a recolha de lixo, uma vez que a taxa de lixo é cobrada pela EDM juntamente com a conta de energia eléctrica.
O Instituto Nacional do Mar (INAMAR) divulgou em conferência de imprensa, que sete pessoas perderam a vida por afogamento durante a quadra festiva em várias regiões do país.
Segundo o INAMAR, os incidentes ocorreram nas províncias de Nampula, Cabo Delgado, Sofala, Gaza e Maputo, entre os dias 25 de Dezembro de 2024 e 5 de Janeiro deste ano.
Durante este período, foram fiscalizadas 71 praias em todo o país, e o INAMAR registou mortes por afogamento e outros acidentes marítimos.
Embora o número de fatalidades tenha sido significativo, houve uma ligeira redução em comparação com o ano passado, já que, no mesmo período de 2023, foram contabilizados oito óbitos.
O partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) refutou as alegações de traição feitas por Venâncio Mondlane, afirmando que o candidato presidencial apoiado pelo partido violou de forma grave os termos do acordo entre as partes.
Em comunicado, o Podemos, liderado por Albino Forquilha, declarou ter sempre agido dentro dos limites acordados.
As tensões surgiram após Dinis Tivane, assessor de Mondlane, afirmar que a tomada de posse dos deputados do Podemos seria uma “traição”, em meio a manifestações populares e à rejeição dos resultados eleitorais promulgados pelo Conselho Constitucional.
O comunicado do Podemos sublinha que o relacionamento com Mondlane se baseou num acordo político voluntário e que qualquer análise de cumprimento deve considerar este acordo, que define claramente as obrigações de ambas partes.
O secretário-geral do partido, Sebastião Mussanhane, afirmou que o PODEMOS não cometeu traição ou incumprimento, destacando que o partido frequentemente se subordinou a estratégias unilaterais de Mondlane, assumindo as consequências dessas acções.
O partido declarou o processo encerrado após esgotar todos os recursos legais, reafirmando sua posição de que as obrigações foram cumpridas conforme o acordado, enquanto Mondlane anunciou seu retorno a Moçambique, intensificando ainda mais o clima de tensão política.
No distrito de Macanga, província de Tete, uma tragédia familiar resultou na morte de uma mãe de 35 anos e seus dois filhos, de 10 e 13 anos, após a ingestão de esparguete envenenado.
O incidente ocorreu no último fim-de-semana e as suspeitas recaem sobre o marido da vítima, conforme reportado pela Rádio Moçambique (RM).
As vítimas faleceram em casa antes de conseguirem assistência médica, e a substância tóxica utilizada no envenenamento ainda não foi divulgada pelas autoridades.
A tragédia foi descoberta por vizinhos, que prontamente denunciaram o caso à Polícia. Os corpos foram removidos para a morgue pela Polícia da República de Moçambique (PRM).
O principal suspeito, um homem de 51 anos, foi detido e está sob investigação.
O Papa Francisco deu um passo significativo no fortalecimento da liderança feminina na Igreja Católica ao nomear pela primeira vez uma mulher para chefiar um importante gabinete do Vaticano.
A freira Simona Brambilla foi escolhida para dirigir o departamento responsável pelas ordens religiosas da Igreja Católica, um marco histórico, já que até agora mulheres ocuparam apenas o cargo de número 2 em algumas áreas do Vaticano.
Com a nomeação de Brambilla, que é italiana, uma mulher assume pela primeira vez a liderança de um dicastério ou congregação da Cúria da Santa Sé, o órgão central de governo da Igreja. A escolha é vista como um avanço no objectivo do Papa Francisco de dar mais papéis de liderança às mulheres dentro da Igreja.
O boletim oficial do Vaticano designou Brambilla como “prefeita” do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, enquanto o cardeal Ángel Fernández Artime, um salesiano, foi nomeado co-líder, ou “pro-prefeito”.
Este departamento é responsável por todas as ordens religiosas da Igreja, desde grandes congregações como os jesuítas e franciscanos até os movimentos mais recentes e menores.
Brambilla, de 59 anos, é membro dos Missionários da Consolata e, desde o ano passado, ocupava o cargo de número 2 no mesmo departamento. Ela substitui o Cardeal João Braz de Aviz, de 77 anos, que se aposentou do cargo.
As autoridades chinesas anunciaram hoje a descoberta de mais de 20 milhões de toneladas de cobre no planalto tibetano, o que pode transformar a região em uma fonte estratégica deste minério essencial.
A descoberta foi feita em quatro grandes áreas de recursos, conhecidas como Yulong, Duolong, Julong-Jiama e Xiongcun-Zhuno, localizadas no Tibete, uma região conhecida como o “tecto do mundo” e situada no extremo oeste da China.
De acordo com informações divulgadas pela televisão estatal chinesa CCTV, especialistas do Ministério dos Recursos Naturais e do Gabinete Geológico da China afirmaram que a quantidade total de cobre presente na região pode alcançar até 150 milhões de toneladas.
Esse volume de recursos coloca o Tibete como um potencial centro global para a produção de cobre no futuro.
O Sector de Educação da província da Zambézia anunciou a conclusão do pagamento de horas extras a professores em nove distritos, referentes ao ano de 2023.
Os distritos beneficiados são Pebane, Namarrói, Maganja da Costa, Gilé, Inhassunge, Mopeia, Morrumbala, Chinde e Mulevala.
Joaquim Casal, director Provincial de Educação na Zambézia, confirmou que foram destinados mais de 98 milhões de meticais para o pagamento de aproximadamente 1.700 professores que actuam em 329 escolas da região.
Um trágico acidente de viação ocorreu no distrito de Rapale, na província de Nampula, resultando na morte de quatro pessoas e deixando cinco feridos,...
O aclamado músico moçambicano Stewart Sukuma recebeu uma homenagem no Festival Nostalgia 2026, em reconhecimento ao seu inestimável contributo para a valorização e divulgação...
O Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a constituição de uma equipa conjunta para investigar alegações de desvio e venda clandestina...