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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Homem ganha novo rosto 15 anos depois, graças a transplante inédito

É o maior transplante de rosto alguma vez feito. Richard Norris, de 37 anos, alvejado na face em 1997, recupera a cara perdida, 15 anos depois, graças a uma intervenção cirúrgica notável, realizada na University de Maryland, nos EUA.
Americano ganha novo rosto 15 anos depois graças a transplante inédito
Trata-se de um transplante facial nunca antes realizado, numa intervenção cirúrgica que demorou 36 horas, ao longo das quais os médicos University de Maryland reconstruíram tecidos do rosto, couro cabeludo, nariz, mandíbula, dentes, língua e o maxilar de Richard Norris, um homem que perdeu a cara há 15 anos.

A operação de reconstrução facial decorreu em março, mas só agora foram divulgadas imagens do resultado dessa intervenção cirúrgica inédita, que devolveu o rosto a Norris, mas também o sentido do olfato, que este norte-americano perdera.

Foi uma intervenção muito complicada, que não se resumiu à vertente estética, já que Richard Lee Norris perdera parte da língua, o olfato, dentes, além de que o mau funcionamento da mandíbula e do maxilar provocavam grandes restrições em tarefas quotidianas, desde a fala à alimentação.

Este novo rosto é um regresso ao passado na história de vida deste norte-americano, que perdeu a face em virtude de um disparo brutal na cara, no ano de 1997. Norris – que acidentalmente disparou contra si próprio – perdeu parte dos lábios, o nariz, dentes, sendo que os movimentos da boca ficaram muito limitados. A sua cara ficou desfigurada.

Desde então, foi submetido a diversas intervenções cirúrgicas de reconstituição, mas nenhuma delas tão completa como esta que foi levada a cabo pelos médicos University de Maryland.

Depois de muitos fracassos na tentativa de recuperar o rosto e voltar a ser quem era, Richard Lee Norris procurou este centro da University de Maryland, em 2005. O resultado foi um verdadeiro milagre, como atestam as imagens. Norris consegue cheirar, sente a face, está a readquirir movimentos e voltou a barbear-se. Está em fase de recuperação e esse processo será lento. Mas as diferenças… estão na cara:

Liga Muçulmana em Abijan a pensar no pódio

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Arranca hoje até ao próximo dia 28 na capital da Costa do Marfim, Abijan, a décima oitava edição da Taça dos Clubes Campeões de África em seniores femininos. Moçambique será representada pela campeã nacional, a Liga Desportiva Muçulmana de Maputo, que chega ao evento com vontade de conquistar o pódio e dignificar o nome do país.

A Liga Muçulmana não só vai para esta competição para enobrecer o país, como também para defender a belíssima prestação tida durante o torneio preliminar de qualificação para esta prova em Maputo em que se sagrou vencedora. Aliás, por este mérito, as campeãs nacionais são cotadas como as favoritas à conquista da prova, sendo que um dos seus objectivos é conquistar o pódio, ou seja, um dos três lugares, conforme deixaram ficar minutos antes de embarcarem rumo à capital costa-marfinesa na última terça-feira (16).

Para esta competição, a equipa treinada por Nazir Salé reforçou o grupo que venceu o torneio de Maputo e chamou a experientíssima atleta internacional moçambicana a evoluir na Itália, Clarice Machanguana. A poste, de 37 anos de idade, juntou-se a mais duas atletas contratadas pelo clube para “atacar” a Taça dos Cubes Campeões Africanos, nomeadamente a norte-americana Jazz Covington e a senegalesa Aya Traore.

De referir que o torneio conta com um total de 12 equipas, sendo a actual campeã o Interclube de Angola, que perdeu com a equipa campeã nacional no jogo que decidiu a vencedora da prova de Maputo no dia 08 do mês em curso, no pavilhão do desportivo.

O Palácio Desportivo de Treichville será o palco das emoções da Taça.

Eis a lista completa dos clubes participantes:

The Sporting Club Sfax (Tunísia)

Abidjan Basketball Club (Costa do Marfim)

Club Sportif of Abidjan (Costa do Marfim)

First Bank (Nigéria)

First Deepwater (Nigéria)

Arc-en-ciel (RD Congo)

RADI (RD Congo)

N’DELLA (Gabão)

Eagles wings (Quénia)

Liga Muçulmana (Moçambique)

Interclube (Angola)

Primeiro de Agosto (Angola)

Dhlakama instala-se na Gorongosa

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A Renamo, antigo movimento armado em Moçambique, acaba de reagrupar os seus comandos e reactivar a sua primeira base militar, nas proximidades da serra de Gorongosa, no posto administrativo de Vunduzi, centro do pais. São cerca de 800 homens.
Em plena comemoração, quarta-feira, dos 33 anos da morte do primeiro comandante da Renamo, André Matsangaissa, o líder do maior partido de oposição, Afonso Dlakama, que tem já montado barracas na base e renovado fardamento militar dos seus comandos, idos de Sofala e Manica, revelou, durante um comício, que não sairá do seu novo acampamento até que o Governo da Frelimo resolva todas as suas reivindicações.

Constam das reivindicações, entre outras, a revisão da lei eleitoral, a observância de protocolos do Acordo Geral de Paz (assinado com o governo em 1992 em Roma) e melhoramento das condições da vida da população.

Segundo a edição de hoje do Diário de Moçambique, Dhlakama ordenou demonstração de prontidão militar dos seus comandos, mas afirmou que não vai desencadear nenhuma acção militar. Contudo, segundo disse, caso “seja provocado pelas tropas governamentais irá matar todos os integrantes e transladar os corpos para suas terras de origem”.

No seu discurso a dezenas de membros e apoiantes, alguns dos quais supostamente residentes na vizinha província de Manica, afirmou que em nenhum momento pretende voltar a pegar em armas, mas poderá fazê-lo caso seja pressionado pelos desmobilizados.

“Não estou a pegar em armas por vontade minha, mas os desmobilizados querem fazer. Caso essa pressão aumente poderei voltar a pegar em armas”, disse.

Afonso Dhlakama afirmou ter tomado tal decisão pelo facto de ter ficado 20 anos sem ver os frutos de suas reivindicações e que, desta vez, a Frelimo é que virá ao seu encontro para resolver os assuntos pendentes com o Governo.

“Eu não irei sair daqui das matas, onde estou desde segunda-feira. Não vou para Beira, nem para vila de Gorongosa. As conversações vão acontecer aqui nas mangueiras. Eles virão aqui se calhar daqui há três dias e se eles demorarem as consequências serão deles. Repito, não irei sair daqui sem solução de todos os problemas. Portanto, demonstrei boa-fé durante 20 anos, de muito sacrifício, de abusos. Não sou filho da Frelimo (partido no poder) nem sou da família de Guebuza (presidente da Republica). Por isso, a partir de hoje tudo vai depender deles”, frisou Dhlakama.

Reafirmou não pretender fazer ataques militares, mas ameaçou que se alguém disparar contra as suas forças vai reagir: “Vamos matar todos e acompanhá-los até Maputo (a capital do pais). Não posso esconder, vai acontecer isso, de facto. Como Guebuza é arrogante e ainda não levou porrada e não conhece o Dhlakama, isto irá acontecer. Mas também acredito que os amigos dele já amanhã vão dizer para conversar comigo, pois eu já cumpri. Fui escravo da Frelimo, fui abusado com miúdos da Intervenção Rápida (policia), já chega”.

As comemorações dos 33 anos da morte de André Matsangaissa foram caracterizadas pela realização de uma cerimónia tradicional. A bebida disponível foi consumida por quadros seniores do partido Renamo, entre os quais Fernando Mazanga (porta-voz nacional do partido), Issufo Momad (antigo secretario-geral), Manuel Lole (quadro sénior do partido).

Apenas 4% dos moçambicanos têm acesso ao ensino superior

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A actual taxa da participação dos moçambicanos no ensino superior situa-se em 4,4% do total da população, número abaixo da média africana que é de 6,5%.
Estes dados foram referidos ontem, em Maputo, pelo ministro da Educação, Augusto Jone, quando orientava a II sessão ordinária do Conselho Nacional do Ensino Superior (CNES) de 2012.

“Nós estamos abaixo da média africana que é 6.5%. Temos que avançar para a média dos outros, mas com qualidade necessária para evitar a discriminação dos moçambicanos depois de conclusão do ensino superior”, disse o ministro no encontro que serviu para analisar propostas de abertura de novas instituições do Ensino Superior no País.

No encontro analisou-se propostas de novas instituições de ensino superior, nomeadamente Corporate Social Business School (CSBS), o Instituto Superior de Teologia e Ciências (ISTECH), o Instituto Superior de Gestão e Empreendedorismo Gwaza Muthini (ISGE-GM), o Instituto Superior de Gestão, Administração e Educação (ISUGAE) e o Instituto Superior de Ensino à Distância (ISEAD).

Theogene Turatsinze estava na mira do esquadrão de morte de Paul Kagame

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“As coisas se complicaram-se quando os auditores, recentemente, começaram a investigar o Banco, e procuraram ajuda de Theogene Turatsinze. Isto é o que pode ter levado Turatsinze à morte prematura”.

A morte de Theogene Turatsinze, antigo director do Banco de Desenvolvimento de Ruanda, e, até à data da sua morte, vice-presidente da Fundação Cardeal Dom Alexandre Maria dos Santos e, simultaneamente, membro do Conselho Superior da Universidade São Tomás, é vista, no Ruanda, como tendo sido executada pelo esquadrão de morte do presidente do Ruanda, Paul Kagame.
O jornal ruandês “Umuvugizi” escreve que, no ano passado, os serviços de inteligência britânicos, a Scotland Yard, advertiu dois ruandeses sobre a existência de um plano do seu assassinado, que estava a ser preparado pelos “esquadrões da morte de Kagame”. Na mesma altura, refere o mesmo jornal, a Suécia expulsava um diplomata ruandês que estava a aterrorizar os ruandeses naquele país.

“Mais ruandeses estavam à espera que o regime de Kagame estivesse mais ocupado em encontrar soluções para a sobrevivência devido aos cortes nos pacotes de ajuda externa e não conspirar para matar mais pessoas. Esta visão pode estar errada, especialmente quando se olha para as circunstâncias da morte do antigo director do Banco de Desenvolvimento da Ruanda, Theogene Turatsinze”, acrescenta o jornal.

Theogene demitiu-se do Banco em 2007. Na época, James Musoni era ministro das Finanças, e Henry Gaperi foi o presidente do Conselho de Administração do Banco. Este foi também o momento em que alguns investidores alemães, através da sua Corporação de Desenvolvimento Africano, compraram 25% do banco.

Consumo de carne de baleia em Marracuene: Autoridades monitoram eventual crise de saúde

As autoridades administrativas de Marracuene estão a trabalhar para identificar possíveis problemas de saúde decorrentes do consumo da carne de baleia que apareceu numa das margens do rio Incomáti, naquele distrito localizado a 30 quilómetros da capital.
Consumo de carne de baleia em Marracuene: Autoridades monitoram eventual crise de saúde
Não se conhece a origem do animal, presumindo-se que tenha morrido no alto mar e arrastado para aquele local a partir da península de Macaneta, zona de confluência das águas do rio Incomáti e do Oceano Indico.

O mamífero, que tinha quase dez metros de comprimento e dois de largura, foi visto já morto e a ser arrastado por volta das 14.00 horas de quarta-feira, tendo permanecido até a manhã de ontem, quando foi novamente arrastado pelas águas do Incomáti até desaparecer.

O aparecimento do animal despertou a atenção dos moradores das cercanias que acorreram em massa ao local para confirmar a informação que circulava, com especulações à volta da sua proveniência.

A notícia espalhou-se rapidamente de tal forma que, em pouco tempo, dezenas de pessoas se deslocaram ao local munidas de catanas e outros instrumentos cortantes para conseguir um pedaço da carne do animal, criando agitação no local.

A situação ocorreu numa altura em que as autoridades administrativas do distrito acompanhavam a comitiva da governadora da província de Maputo, Maria Elias Jonas, que naquele dia trabalhava no posto Aadministrativo de Mahubo, a 45 quilómetros da vila-sede de Marracuene.

“Muitas pessoas levaram para casa quantidades de carne daquele mamífero, que apresentava sinais de deterioração”, disse a administradora do distrito, Maria Vicente.

A administradora de Marracuene afirmou que a situação permaneceu descontrolada até por volta das 20.00 horas quando foi montado um cordão de segurança para evitar que as pessoas continuassem a retalhar o animal.

Como não fosse possível inspeccionar a carne naquela noite, foram criadas brigadas a nível dos bairros, para reportar possíveis casos de problemas de saúde.

“Também alertamos às autoridades da Saúde do distrito para comunicarem situações de paciente com sintomas estranhos, pois podem estar relacionados com o consumo daquela carne para efeitos de avaliação”, disse Maria Vicente, acrescentando que outra medida tomada é a inspecção dos mercados para evitar que a carne seja comercializada por não se saber se é ou não própria para o consumo.

Acidentes marítimos fazem 37 mortos na Zambézia

Trinta e sete pessoas morreram do ano passada a esta parte, vítimas de acidentes fluvio-marítimos ocorridos na costa e nas águas do interior da província da Zambézia. O administrador Marítimo, na Zambézia, Daniel Sitoe, disse esta semana à nossa Reportagem que os acidentes ocorreram devido à falta de coletes de salvação e ataques de crocodilos durante a faina.
Acidentes marítimos fazem 37 mortos na Zambézia

O nosso entrevistado afirmou que maior parte dos acidentes ocorreram no Canal de Moçambique quando pescadores ou comerciantes navegavam ao encontro das embarcações de pesca industrial para comprar a fauna acompanhante que se comercializa nos principais mercados da cidade de Quelimane.

Daniel Sitoe afirmou que, muitas dessas embarcações, tanto à vela como motorizadas, não têm coletes de salvação e o trabalho que tem sido desenvolvido pelas autoridades marítimas visam, fundamentalmente, incutir a responsabilidade dos proprietários privilegiarem os coletes.

Daniel Sitoe que falava à nossa Reportagem por ocasião do Dia Mundial da Marinha assinalado na última quarta-feira e que, este ano, se comemorou sob o lema 100 Anos Depois do Acidente de Titanic, afastou qualquer possibilidade da inexistência dos materiais de salvação na praça de Quelimane.

Indicou que há vários estabelecimentos que estão a comercializar materiais utilizados para a navegação marítima e, como solução do problema, passará a haver um controlo rigoroso para evitar que esses acidentes continuem a ceifar mais vidas.

Entretanto, várias actividades marcaram durante a semana a efeméride do Dia Mundial da Marinha. Por exemplo, os estudantes da Escola Superior de Ciências Marinhas da Universidade Eduardo Mondlane visitaram a embarcação “Lua-Lua”. Várias palestras com temas ligados ao mar tiveram lugar, nomeadamente a gestão dos portos, impacto da pesca artesanal, corridas de canoa na praia de Zalala, entre outras actividades.

Estercos humanos vão produzir fertilizantes

Estercos humanos vão produzir fertilizantes
Excrementos humanos poderão ser usados para a produção de fertilizantes para o sector da agricultura, uma iniciativa da Water Aid, uma organização não-governamental que opera nas áreas de saneamento e construção de fontes de abastecimento de água nos distritos de Namacurra e Namarrói, na Zambézia. 

Maputo em campanha de plantio de árvores

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMM) lança hoje uma campanha de plantio de árvores, no âmbito de uma iniciativa que visa a protecção do meio ambiente e restauração dos espaços verdes da urbe.
Maputo em campanha de plantio de árvores
A iniciativa surge como alternativa para colmatar o agravamento da destruição do património arbóreo na cidade de Maputo e visa igualmente despertar na sociedade uma consciência mais comprometida com os problemas ambientais urbanos, particularmente no que se refere à luta contra os efeitos das mudanças climáticas. De referir que no ano de 2000 a Assembleia Municipal institui o dia 19 de Outubro como o Dia da Árvore no município de Maputo.

Empresários de Mueda obrigados a percorrer 100 quilómetros à procura de banco

 Empresários de Mueda obrigados a percorrer 100 quilómetros à procura de banco
Os empresários e a população em geral do distrito de Mueda, na província nortenha moçambicana de Cabo Delgado, são obrigados a percorrer cerca de 100 quilómetros até Mocímboa da Praia à procura de instituições bancárias para depósitos das suas poupanças e realização de outras operações bancárias.

“Na pior das hipóteses, são obrigados a percorrer 400 quilómetros até Pemba para as mesmas necessidades”, lamentou Mobiro Namivo, presidente do Conselho Municipal de Mueda, falando há dias dos problemas da falta de instituições bancárias naquela região “berço” da luta armada de libertação de Moçambique por ter sido onde oficialmente se disparou o primeiro tiro no levantamento militar contra a dominação colonial portuguesa sobre o país, em 25 de Setembro de 1962.

Falando durante o IV Fórum Empresarial da Matola sobre investimento, Namivo aproveitou a presença na sala do encontro do vice-governador do Banco de Moçambique, António Pinto de Abreu, para questionar se há algum plano das instituições financeiras activas no país de alargar o seu campo de acção para Mueda, “pois o que estamos a viver é inquietante”.

Falta de infra-estruturas

Em resposta, Pinto de Abreu disse que a situação derivava da falta de infra-estruturas adequadas para abertura de balcões, ou seja, de estradas, meios de comunicação e energia para expansão das instituições bancárias por todo o país.

“A bancarização do país depende das infra-estruturas”, vincou Pinto de Abreu, para, em seguida, apontar que a cidade de Pemba e o distrito de Palma são regiões de Cabo Delgado que concentram mais balcões dos bancos comerciais devido ao surgimento de muitos investimentos na área dos hidrocarbonetos.

Situação real

Apenas quatro dos 16 distritos da província de Cabo Delgado possuem balcões de bancos comerciais, segundo dados actualizados em Setembro de 2012 pelo Banco de Moçambique.

Os mesmos dados indicam que o país possui 470 balcões de bancos que cobrem todas as cidades capitais, municípios e 58 dos 128 distritos.

Frisa-se, entretanto, que o IV Fórum Empresarial do Município da Matola teve a participação de membros do Governo, alguns presidentes de municípios e agentes económicos da África do Sul, Suazilândia e de Portugal.

Inspecção do Trabalho suspende estrangeiros ilegais e Taipo reprova espanhol

Inspecção do Trabalho suspende estrangeiros ilegais e Taipo reprova espanhol
Maria Helena Taipo, reprovou a recontratação do cidadão espanhol José Vellejo Torres por parte da ONG International Training & Education Center for Health.

A Inspecção-Geral do Trabalho suspendeu três cidadãos estrangeiros que vinham trabalhando em Moçambique fora da lei laboral em vigor, nas empresas Tropikool, Mopani International (FIZZ), localizadas nos bairros Tchumene e Machava Socimol, respectivamente, no município da Matola, província de Maputo.

Trata-se dos cidadãos Narayana Rao Jagannatha Rao, Ravindra Kumar e Chandan Kumal Rai, todos de nacionalidade indiana, os quais deverão ser repatriados, uma vez não possuírem nenhum vínculo laboral com as citadas empresas, que era o alegado motivo da sua presença em Moçambique.

Preço do cimento continuará instável até próximo ano

Preço do cimento continuará instável até próximo ano
O Ministério da Indústria e Comércio vai procurar harmonizar a legislação para evitar casos de especulação de preços.

O preço de cimento continuará instável até ao próximo ano, altura em que o governo prevê que entre em funcionamento fábricas que vão disponibilizar quantidades suficientes ao mercado.

O país não dispõe, nesta altura, de medidas imediatas para estabilizar o preço de cimento no mercado nacional onde, nas últimas semanas, o saco de 50 quilogramas chegou a custar 420 meticais nas cidades de Nampula e Manica, 500 meticais em Pemba, e 700 meticais em lichinga, contra os anteriores 300 meticais.

O ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, diz que a situação se deve, entre outros factores, a uma avaria numa das fábricas de produção do cimento no país.

Professora corta cabelo de alunas que não usaram véu

Uma professora de Luxor cortou o cabelo a duas alunas de 12 anos como castigo por não terem usado o véu.
Professora corta cabelo de alunas que não usaram véu
Como castigo por não terem usado o véu, a professora de ciências Iman Abu Bakr Kilany, de uma escola em Luxor, Egito, cortou o cabelo a duas alunas, apesar de tudo ter começado “como uma brincadeira”, afirmou a mesma. A professora disse a brincar que lhes cortaria o cabelo se não colocassem o véu mas um dos seus alunos deu-lhe uma tesoura e a docente cortou mesmo “umas mechas” de cabelo, adianta a ABC.

A professora, que também usa o niqab, véu islâmico que cobre todo o rosto exceto os olhos, cortou sete centímetros de cabelo às meninas do sexto ano, após ter pedido a todas as suas alunas que usassem o véu, uma vez que “as nossas tradições religiosas o obrigam”, alegou Kilany. A docente foi ontem despedida e o diretor do colégio também foi sancionado por não ter “adotado as medidas necessárias imediatamente” após o ocorrido.
Após a situação, o Conselho Nacional para as Mulheres (NCW, em inglês), condenou o ato, considerando que Kilany “viola as leis egípcias, os direitos humanos, e e

Trabalhadores da Radiotelevisão Cabo-verdiana realizam greve de 48 horas

Trabalhadores da Radiotelevisão Cabo-verdiana realizam greve de 48 horas
Os trabalhadores da Radiotelevisão Cabo-verdiana (RTC) iniciaram hoje (quinta-feira) uma greve de 48 horas, depois de não terem chegado a um entendimento com o Conselho de Administração da
empresa sobre um conjunto de reivindicações feitas nos últimos dias, apurou a PANA na cidade da Praia de fonte sindical.

Com o fracasso quarta-feira das negociações sob a mediação da Direcção Geral do Trabalho, os cabo-verdianos irão ficar privados ao longo dos próximos dois dias das emissões da televisão pública (TCV) e das duas estações públicas de radiodifusão (RCV e RCV+).

O pré-aviso de greve foi entregue, quarta-feira passada, ao Conselho de Administração da RTC, pelos presidentes do Sindicato dos Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITHUR), Carlos Lopes, e da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), Carla Lima.

Trata-se das duas organizações sindicais que representam os trabalhadores da maior empresa de comunicação social no arquipélago.

Os sindicatos decidiram partir para a greve apesar de a administração da RTC ter já pago os salários em atraso referentes ao mês de Setembro, situação que esteve inicialmente na origem desta luta dos
trabalhadores das estações da rádio e televisão públicas.

Contudo, o Conselho de Administração não deu garantias de que vai pôr fim aos sucessivos atrasos no pagamento de salários, nem tão-pouco se comprometeu a tomar medidas para ultrapassar a alegada falta de investimento na infra-estrutura tecnológica.

Segundo os representantes dos trabalhadores, esta situação “tem estado a ter repercussão na degradação da qualidade do sinal, tanto da rádio como da televisão em vários pontos do país”.

“Por este motivo, mantém-se a greve dos trabalhadores da RTC como início marcado para as zero horas do dia 18”, confirmou um comunicado da AJOC que também anuncia que “está prevista igualmente uma concentração marcada em frente à RCV e à TCV”.

Entretanto, o ministro dos Assuntos Parlamentares, membro do Governo que tutela a Comunicação Social, Rui Semedo, o presidente do Conselho de Administração e a Comissão dos Trabalhadores da RTC, vão ser ouvidos na Comissão Parlamentar dos Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e Comunicação Social, na próxima terça-feira.

A audição foi solicitada pelo Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), maior partido da oposição, que quer

Trabalhadores interrompem trabalho na mina sul-africana de Marikana

Trabalhadores interrompem trabalho na mina sul-africana de Marikana
A administração da gigantesca mina sul-africana de platina de Marikana, onde em 16 de Agosto morreram 34 trabalhadores, anunciou hoje (quinta-feira), que os mineiros voltaram a interromper as tarefas em meio a alegações de ameaças da polícia, noticiou à AFP.

“Temos uma interrupção”, disse Sue Vey, porta-voz da empresa Lonmin.

“É muito prematuro afirmar que se trata de uma greve. Mas os funcionários não compareceram esta manhã aos níveis subterrâneos, onde deveriam estar”, completou.

A interrupção parece estar relacionada com a indignação dos  trabalhadores por um suposto assédio da polícia nos últimos dias.

“Eles estão preocupados. Aconteceram várias detenções durante o fim de semana”, disse Zolisa Bodlani, representante dos mineiros.

Os trabalhadores retornaram à mina há quase um mês, depois da maior explosão de violência na África do Sul desde o fim do regime do apartheid, o que levou as empresas a aceitar um reajuste de salários.

A matança de Marikana provocou uma onda de violentas greves no país. Quarenta e seis pessoas morreram, entre mineiros e polícias.

M23 ameaça retomar ofensiva na ausência de negociações

M23 ameaça retomar ofensiva na ausência de negociações
O líder do braço político do movimento rebelde M23, activo no leste da República Democrática do Congo (RDC), ameaçou retomar a ofensiva se não forem abertas “o mais cedo possível”, as negociações directas” com as autoridades congolesas, noticiou à AFP.

“Se não forem realizadas negociações o mais cedo possível, há um risco de novos confrontos nos próximos dias”, declarou quarta-feira, Jean-Marie Runiga, em Bunagana, uma localidade situada na fronteira com o Uganda, no leste da RDC.

O Movimento de 23 de Março (M23) é composto por antigos rebeldes que, após terem sido integrados em 2009 no exército congolês, nos termos dum acordo de paz, amotinaram-se depois e combatem desde Maio último, o exército regular da RDC.

“A nossa prioridade , não é a guerra, nossa prioridade actual é de dizer ao governo de Kinshasa: +escute, rápido, rápido, rapidamente+, o mais cedo possível, entremos para a mesa de negociações para que possamos encontrar as soluções que se colocam aos problemas da nação, que as coisas retomem a normalidade”, insistiu o líder político ebelde.

A ONU e várias Ongs acusam esse movimento de violação aos Direitos humanos,consubstanciado nas violações, no recrutamento forçado de civis, entre eles mineiros, nas execuções sumárias e nas pilhagens em zonas sob seu controlo.

Jean-Marie Runiga, rejeitou em bolco essas acusações.

“Até ao momento, não foram cometidas execuções”, afirmou, acrescentando “não haver crianças soldados nas suas hostes”.

No “respeitante” aos acordos de 2009, Runiga indicou ter obtido durante as negociações em Kampala o beneplácito de “integrar outros pontos, as outras questões que afectam a nação congolesa, citando como exemplo, os problemas de “governação” e sociais.

Edital dos Exames de Admissão UEM 2014

Você pode ler o edital directamente no nosso site, bem como pode baixar o edital em PDF no site da Escola Moz Maníacos.

Empresa de Guebuza lidera consórcio que comprou Riopele

Foi lançado nesta quarta-feira, na cidade de Maputo, o projecto Agro-Industrial do Mozambique Cotton Manufacturers Indústrias Têxteis (MCM), que pretende voltar a colocar no activo a indústria têxtil – Riopele.
Empresa de Guebuza lidera consórcio que comprou Riopele
O projecto pertence a um consórcio constituído pela Intelec Holdings – empresa liderada por Salimo Abdula, mas que tem como um dos accionistas o chefe de Estado, Armando Guebuza, pela Mundotêxtil, pela Mundifios e Crispim Abreu, companhias portuguesas.

Os novos donos da Riopele prometeram que dentro de um ano, a MCM estará a produzir fio e atoalhados de felpo em cru que serão exportados na totalidade para fora do país. Nesta fase serão investidos 15 milhões de dólares norte-americanos.

Na fase conclusiva espera-se que a unidade esteja completa com serviços de tinturaria, tecelagem, confecção e acabamentos e com a implantação de um pólo industrial preparado para acolher até 150 pequenas e médias empresas, preferencialmente moçambicanas (leia-se: produção de zips, botões, cores, entre outros).

Na sua apresentação, o presidente da Intelec Holdings referiu que o empreendimento tem a matéria-prima (neste caso o algodão) em Moçambique, em quantidade e com qualidade ao nível dos padrões internacionais, que indubitavelmente pode cotar-se entre o melhor no mercado internacional.

Renamo reagrupa seus comandos e reactiva sua base militar

Renamo reagrupa seus comandos e reactiva sua base militar
A Renamo, antigo movimento armado em Moçambique, acaba de reagrupar seus comandos e reactivar a sua pimeira base militar, nas proximidades da serra de Gorongosa, no posto administrativo de Vunduzi, centro do pais. Sao cerca de 800 homens.

Afonso Dlakama, que tem já montado barracas na base e renovado fardamento militar de seus comandos, idos de Sofala e Manica, revelou, durante um comício, que não sairá do seu novo acampamento até que o Governo da Frelimo resolva todas as suas reivindicações.

Constam das reivindicacoes, entre as quais, a revisão da lei eleitoral, observância de protocolos do Acordo Geral de Paz (assinado com o governo em 1992 em Roma) e melhoramento das condições da vida da população.

Segundo a edicao de hoje do “Diario de Mocambique”, Dhlakama ordenou demonstração de prontidão militar dos seus comandos, mas afirmou que não vai atacar a ninguém. Contudo, segundo disse, caso seja provocado pelas tropas governamentais irá matar todos os integrantes e transladar os corpos para suas terras de origem.

No seu discurso a dezenas de membros e apoiantes, alguns dos quais supostamente residentes na vizinha província de Manica, afirmou que em nenhum momento pretende voltar a pegar em armas, mas poderá fazê-lo caso seja pressionado pelos desmobilizados.

“Não estou a pegar em armas por vontade minha, mas os desmobilizados querem fazer. Caso essa pressão aumente poderei voltar a pegar em armas” – disse.

Afonso Dhlakama afirmou ter tomado tal decisão pelo facto de ter ficado 20 anos sem ver os frutos de suas reivindicações e que, desta vez, a Frelimo é que virá ao seu encontro para resolver os assuntos pendentes com o Governo.

“Eu não irei sair daqui das matas, onde estou desde segunda-feira. Não vou para Beira, nem para vila de Gorongosa. As conversações vão acontecer aqui nas mangueiras. Eles virão aqui se calhar daqui há três dias e se eles demorarem as consequências serão deles. Repito, não irei sair daqui sem solução de todos os problemas. Portanto, demonstrei boa-fé durante 20 anos, de muito sacrifício, de abusos. Não sou filho da Frelimo (partido no poder) nem sou da família de Guebuza (presidente da Republica). Por isso, a partir de hoje tudo vai depender deles” – frisou Dhlakama.

Reafirmou não pretender fazer ataques militares, mas ameaçou que se alguém disparar contra as suas forças vai reagir: “Vamos matar todos e acompanhá-los até Maputo (a capital do pais). Não posso esconder, vai acontecer isso, de facto. Como Guebuza é arrogante e ainda não levou porrada e não conhece o Dhlakama, isto irá acontecer. Mas também acredito que os amigos dele já amanhã vão dizer para conversar comigo, pois eu já cumpri. Fui escravo da Frelimo, fui abusado com miúdos da Intervenção Rápida (policia), já chega”.

As comemorações dos 33 anos da morte de André Matsangaissa foram caracterizadas pela realização de uma cerimónia tradicional. A bebida disponível foi consumida por quadros seniores do partido Renamo, entre os quais Fernando Mazanga (porta-voz nacional do partido), Issufo Momad (antigo secretario-geral), Manuel Lole (quadro senior do partido).

RM

Destruida estátua de André Mantsangaissa na Beira

Destruida estátua de André Mantsangaissa na Beira

Em plena celebração do 33º aniversário da morte de André Matsangaissa, primeiro comandante da Renamo, antigo movimento armado em Mocambique, indivíduos supostamente do mesmo movimento, hoje maior partido de oposicao, destruíram, na manhã de quarta-feira, a estátua erguida numa praça no cruzamento da avenida Acordos de Lusaka e a rua Kruss Gomes, no bairro da Munhava, na Beira, centro do pais.

A estátua vandalizada tinha sido produzida em mármore e foi colocada no local em 2008, ano em que a Assembleia Municipal da Beira, na altura dominada pela Renamo, aprovou a transformação da rotunda da Munhava em Praça André Matsangaissa.

Uma testemunha ocular afirmou que a destruição foi protagonizada por indivíduos ligados a Renamo.
Contactado pelo “Diário de Moçambique”, o chefe do posto administrativo municipal da Munhava, Jaime Domingos, lamentou o facto, tendo precisado que os protagonistas da acção não reconhecem o valor patrimonial de uma estátua na exaltação das figuras moçambicanas.

“Não se sabe quem, de facto, teria destruído a estátua, mas presume-se que sejam membros da Renamo, que foram vistos logo pela manhã neste local”- respondeu Jaime Domingos, quando questionado sobre se os autores eram ou não conhecidos.

A colocação da estátua naquela praça foi aprovada numa altura em que Daviz Simango, actual edil da cidade e lider do Movimento Democratico de Mocambique (MDM), governava a cidade depois de ter sido eleito pela coligação Renamo, para além de que a Assembleia local era dominada por este partido.

O “Diario de Mocambique” deslocou-se à sede da Renamo, na Beira, para colher reacção sobre a destruição da estátua que exalta a figura de André Matsangaissa. No local, um membro daquela formação política, que não quis se identificar, disse que ninguém podia tecer comentários sobre o facto na ausência de Noé Marimbique, delegado do partido nesta urbe e por isso pessoa indicada para o efeito.

“Nós temos os vossos números de telefone, logo que tivermos a autorização para nos pronunciarmos, faremos a questão de contactá-los.” – referiu a fonte.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), através do oficial de imprensa no comando provincial de Sofala, Mateus Mazibe, disse que a corporação está a trabalhar no sentido de identificar os autores da vandalização da estátua.

“Trata-se de um bem público. Por isso, os autores, se forem identificados, serão responsabilizados pelo acto que cometeram” – referiu Mazibe.

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