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Domingo, Abril 12, 2026
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Ministério do Trabalho alerta para existência de falsos inspectores no país

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O Ministério do Trabalho denuncia a existência de falsos inspectores, que se fazem passar por funcionários da instituição.

São quatro casos registados e o mais recente aconteceu na cidade de Maputo, onde um cidadão ainda não identificado tentou burlar a empresa Domus, alegando ter ordens da ministra do trabalho para o encerramento da empresa.

É, na verdade, um novo fenómeno de burla. Malfeitores fazendo-se passar por inspectores do trabalho contactam com empresas, alegando estarem ao serviço do Ministério do Trabalho. Detectam irregularidades e exigem aos directores das empresas valores monetários para não actuarem.

Para o caso da Domus, o inspector-geral do Trabalho, Joaquim Siúta, explica que um cidadão contactou com a secretária da empresa, exigindo falar com o director. Como o director se tinha ausentado da empresa, o malfeitor deixou o seu contacto para que, assim que o director voltasse, o contacte com urgência. Assim que voltou, o  director da gestora da 33 andares entrou logo em contacto com a pessoa, que disse que tinha ordens da ministra do Trabalho para encerrar a Domus.

Porém, o director da Domus não caiu nas malhas do malfeitor e entrou em contacto com a Inspecção do Ministério do Trabalho. Logo, seguiram-se diligências para a detenção do indivíduo, mas redundaram no fracasso.

Apreendidos em Maputo 20 contentores de toros de madeira proibida para exportação

Madeiras em torros
A madeira foi apreendida num estaleiro chinês denominado Heng Yi, localizado no bairro Cumbeza, pouco depois do controlo do quilómetro 14, na cidade de Maputo.

Trata-se de 10 contentores de Mondzo, madeira de primeira espécie, proibida de sair do país sem ser processada.

Ao todo, são 20 contentores que foram apreendidos poucos dias antes de embarcarem para China.

O empacotamento desta madeira foi feito à revelia das autoridades competentes. A direcção nacional de terras e florestas, as alfândegas e a Polícia da República de Moçambique estão a investigar para perceber os contornos da irregularidade.

A China é tida como o maior consumidor da madeira de Moçambique, tendo absorvido 85% dos 430 mil metros cúbicos de madeira em toros que saiu de 2000 a 2010, de acordo com um estudo da Agência de Investigação Ambiental.

14 carros “recuperados”

carros
As Alfândegas de Moçambique apreenderam na manhã de ontem, em Maputo, 14 viaturas que estavam a ser vendidas ilegalmente num dos parques de venda de viaturas importadas do Japão.

As 14 viaturas apreendidas são provenientes do Japão. Os carros foram importados, sem, no entanto, terem dado entrada no terminal internacional de automóveis da Matola ou da cidade de Maputo, a fim de seguirem todos os procedimentos legais, ou seja, as viaturas estavam a ser comercializadas sem o devido pagamento dos direitos alfandegários, um acto que as autoridades moçambicanas consideram fuga ao fisco.

Os carros, de acordo coma as Alfândegas, entraram no país através de esquemas de  contrabando ou sob regime de importação temporária, sem observância das normas e leis referentes ao regime.

Entre as viaturas apreendidas destacam-se viaturas de marca Toyota vitz, Honda FIT, Honda CRV e Izusu.

A neutralização destas viaturas foi possível graças a uma operação efectuada pelas Alfândegas por alguns parques da capital do país.

As viaturas em causa foram apreendidas num parque denominado CFJ Internacional localizado na avenida acordos de Lusaka. Tentativas de ouvir a reacção dos proprietários daquele parque redundaram num fracasso.

Entretanto, as Alfândegas não revelaram o valor em que o Estado foi lesado na operação ilegal, mas para os proprietários reaverem as suas viaturas serão sujeitos ao pagamento dos direitos de importação acrescidos de uma multa.

E uma questão fica no ar: quantas viaturas terão sido vendidas nessas condições no mesmo parque e que o Estado saiu a perder?

MISAU diz que vai punir médicos grevistas à luz do Estatuto Geral dos Funcionários do Estado

Doentes
O Ministério da Saúde (MISAU) diz que os médicos que estão a observar uma greve desde segunda-feira última são faltosos, uma vez que a mesma é “ilegal”.

O MISAU diz ainda que irá tomar medidas contra os grevistas à luz do Estatuto Geral dos Funcionários do Estado. Aliás, é neste instrumento, no seu número 2 do artigo 95, sobre as consequências das faltas injustificadas, que o Ministério da Saúde vai-se agarrar para punir os médicos que aderiram à greve e que não se fizeram aos seus locais de trabalho.

O artigo refere que as faltas injustificadas seguidas ou interpoladas até 5 dias dão lugar ao procedimento disciplinar.  Ou seja, se os  médicos continuarem a sua greve e não se fazerem presentes aos seus locais de trabalho, hoje, quinto dia da greve, serão sancionados pelo MISAU. O número 1 do artigo acima referido diz, por outro lado,  que a falta injustificada implicará, para além do procedimento disciplinar que possa caber, a perda de vencimento correspondente e de 3 dias na antiguidade.

“Para nós, eles (os grevistas) são faltosos. Estão a  faltar ao serviço”, disparou Martinho Djedje, porta-voz do Ministério da Saúde, numa conferência de imprensa realizada quarta-feira última. Mesmo com esta posição, a Associação Médica de Moçambique (AMM) não recua! Isto porque, para hoje, marcou um encontro no circuito de manutenção António Repinga, no qual a classe pretende juntar 400 profissionais para rebater os números apresentados pelo MISAU – que garantiu, quarta-feira, que 90  por cento dos médicos estavam a trabalhar.

A AMM quer ainda desmentir os dados apresentados pelo MISAU, que disse que apenas 10 por cento dos médicos é que aderiram à greve no país.

Médicos podem paralisar Serviços de Urgência

Médicos podem paralisar Serviços de Urgência
Diante da intransigência do Governo e das “falsas” informações veiculadas pelos órgãos de informação, dando conta de que o Sistema Nacional de Saúde não se ressentiu da greve protagonizada pelos médicos membros da Associação Moçambicana de Médicos (AMM), os profissionais de saúde aventam a hipótese de paralisaram os Serviços de Urgência.

Alguns membros da AMM intendem que chegou a altura de mostrar “alguma musculatura. Até porque, dizem, é a única forma de responder aos abusos protagonizados pelos directores provinciais de saúde coadjuvados pela Polícia da República de Moçambique. “Garanto-vos que só durara 30 a 60 minutos. Porque o que está a acontecer é que estão a dizer ao Primeiro Ministro e Presidente da República é que está tudo bem… São só uns poucos miúdos”, dizem os mais radicais. “Vamos lá mostrar que não estamos para brincadeira assim mais cedo voltamos ao trabalho”, acrescentam.

Outros, mais tolerantes, julgam que não é necessário paralisar os serviços mínimos.

“Uma greve de médicos tem de ter as suas regras …. Aqui e em qualquer parte do mundo!!! Não somos varredores de estrada ou atendedores de balcão que podem suspender tudo e ir a vida!! Se quisermos perder o pouco prestígio e dignidade que nos resta e deitar tudo a perder voltando toda a gente contra nós o caminho mais curto e suspender urgências (…) tudo tem um limite”, defendem.

Contudo, a ala dos tolerantes não granjeia apoio necessário para suster o ímpeto dos radicais. Amanhã é, realmente, o dia “D”…

Divulgada lista de "traidores" da causa dos médicos

Divulgada lista de "traidores" da causa dos médicos
No princípio da tarde desta quarta-feira, dia 9 de Janeiro e terceiro dia da greve dos médicos, começou a circular um documento com o número dos médicos que optaram por não tomar parte nas reivindicações lideradas pela Associação Médica de Moçambique (AMM).

Efectivamente, o número de profissionais de saúde que ignoraram as ordens da AMM é muito baixo e não compromete a causa. Na província de Manica, por exemplo, apenas quatro médicos apresentaram-se nos seus postos de trabalho.

Em Inhambane, um dos lugares onde houve pressão por parte do Director Provincial da Saúde, apenas seis médicos foram aos seus locais de trabalho. No Hospital Central de Maputo três médicos especialistas são apontados como carrascos dos grevistas, com promessas de detenção a mistura.

Os directores províncias de Saúde de Gaza, Inhambane, Zambézia e Manica estão na lista negra dos médicos grevistas.

Alemanha contra a nacionalização dos safaris no Zimbabwe

Alemanha contra a nacionalização dos safaris no Zimbabwe
A Alemanha manifestou hoje (quarta-feira) a sua inquietação sobre uma possível nacionalização das sociedades de safaris, detidas por capitais estrangeiros que operam no Zimbabwe, estimando que essa intenção poderá comprometer o acolhimento de uma conferência da ONU sobre o turismo, noticia a AFP.

O embaixador da Alemanha em Harare, Hans-Gunter Gnodtke, disse aos jornalistas que o Zimbabwe deveria defender os operadores estrangeiros de safaris, cujos interesses estão a ser ameaçados pelos responsáveis do partido do Governo, ZANU-PF.

“Se os elementos que querem destruir a infra-estrutura da fauna e do turismo do Zimbabwe protegida pela BIPPA (um Acordo de Protecção dos Investimentos Estrangeiros) ganharem a causa, isto afectará seriamente a qualificação do Zimbabwe para acolher uma conferência internacional sobre o turismo”, estima o embaixador.

O Zimbabwe e a sua vizinha, a Zâmbia devem organizar conjuntamente em Agosto de 2013, próximo das quedas Victoria, a assembleia geral da Organização Mundial do Turismo, um organismo das Nações Unidas.

No âmbito da sua campanha de “indigenização”, as autoridades do Zimbabwe recusaram  à operadores estrangeiros de safaris alvarás de caça nesse sítio da Save Valley Conservancy, no sudeste, mas concederam terrenos e autorizações de exploração por 25
anos a responsáveis do partido do presidente Robert Mugabe, a ZANU-PF.
           
As organizadores de caça nesse sítio de 340.000 hectares onde vivem leões, búfalos, leopardos e rinocerontes, compreendem os investidores sul-africanos, alemães, italianos e americanos, países signatários do BIPPA.

Detido ex-ministro da Informação

Detido ex-ministro da Informação
A Polícia zambiana deteve hoje (quarta-feira), em Lusaka, o ex-ministro da Informação, Ronnie Shikapwasha, sob acusação de abuso de autoridade e de poder.

 Shikapwaha foi detido em prisão preventiva, juntamente com o antigo director-geral adjunto do jornal « Zambia Daily Mail », Davies Mataka; com o produtor do documentário « Stand Up for Zambia », Chanda Chimba III;  e com o consultor Ngande Mwananjiti.

Chimba é acusado de publicação e impressão ilegais bem como posse de bens suspeitos de ser produtos do crime.

Nas vésperas das eleições presidenciais de 2011, ganhas pelo até então opositor Michael Sata, Chimba III foi acusado de trabalhar para o Governo do Presidente cessante, Rupiah Banda, ao difundir documentários na televisão estatal visando desacreditar Sata.

Sabotagem leva comboio ao descarrilamento

Cerca de sete mil pessoas estão interditas de viajar para diferentes pontos do país e não só, em consequência do descarrilamento de um comboio registado ontem, na zona do Infulene, na cidade de Maputo, num acto em que há fortes evidências de ter sido resultado de uma acção humana com objectivo de paralisar a locomotiva para roubar mercadoria em trânsito. Como consequência directa, a ferrovia que liga Moçambique e alguns países da região ficou bloqueada. 
Sabotagem leva comboio ao descarrilamento

O descaminho da máquina impediu, igualmente, a movimentação de mais de 20 mil toneladas de carga em trânsito proveniente de países da região como África do Sul, Suazilândia e Botswana.

A locomotiva descarrilada transportava na ocasião minérios e provinha da Suazilândia com destino ao Porto de Maputo.

Segundo Augusto Abudo, director ferroviário da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a comissão do inquérito criada para apurar as causas da ocorrência, concluiu que houve uma acção premeditada de sabotagem da máquina no acto da mudança da via.

Ele referiu que, não raras vezes, as locomotivas que transportam trigo são assaltadas por moradores daquela zona residencial, por isso sentiram-se obrigados a reforçar os membros de segurança nas carruagens e no terreno para desencorajar tais práticas.

“É frequente a ocorrência de assaltos nos comboios que carregam trigo quando passam na zona do Infulene, daí que decidimos reforçar os seguranças que seguem nas carruagens e no terreno, para reduzir a onda de roubos. Temos sofrido bastante por causas desses assaltos, mas estamos a tentar combater essa prática que lesa a empresa”, disse Abudo, tendo acrescentado que, por exemplo, este descarrilamento provocou danos incalculáveis aos CFM, sem avançar números.

A fonte indicou que devido ao bloqueio daquela via os sete comboios diários de passageiros e outros doze de carga diversa foram interditos de circular, criando transtornos à companhia e aos potenciais utilizadores destes meios de transporte de passageiros e carga.

Neste momento, tal como disse o director ferroviário, estão a decorrer trabalhos de reposição da linha tendo em vista assegurar a circulação normal dos comboios a partir da noite de ontem.

“As equipas estão a trabalhar arduamente e tudo indica que até a noite de hoje (ontem) ou madrugada estará reposta a circulação normal das locomotivas”, precisou aquele responsável.

Em busca de uma saída para a greve: Saúde e médicos aproximam posições

O Ministério da Saúde e a Associação Médica de Moçambique (AMM) ensaiaram ontem, em Maputo, uma primeira aproximação de posições desde o início da greve que aqueles profissionais observam desde segunda-feira.
Em busca de uma saída para a greve: Saúde e médicos aproximam posições

Martinho Djedje, director dos Recursos Humanos e porta-voz do MISAU, não entrou em detalhes, sobre o que produziu o encontro de ontem, mas disse que as partes tentaram, na ocasião, solucionar os pontos de divergências, principalmente no que tange ao aumento salarial dos médicos.

As conversações havidas aconteceram numa altura em que a AMM reporta que cerca de 90 por cento dos seus associados, ou seja, 987 médicos e 137 estagiários, aderiram à paralisação do atendimento aos doentes no primeiro dia.

Entretanto, o porta-voz do MISAU disse que o cenário tende a melhorar.

“Há uma tendência paulatina de os médicos voltarem ao sistema. Comparando ontem (segunda-feira) e hoje (ontem), notamos que a situação não piorou, pelo contrário vemos sinais de superação, embora ínfimos”, apontou.

Falando ao nosso Jornal, Martinho Djedje acrescentou que, todavia, a instituição responsável pela Saúde está preocupada com a paralisação das actividades por parte dos médicos e neste momento encontra-se à procura de alternativas possíveis visando uma rápida solução do problema.

É naquele sentido que o MISAU chamou ontem os membros de Direcção da Associação Médica de Moçambique para ambas partes discutirem os mecanismos que possam conduzir a uma breve resolução do que ainda constitui pomo de discórdia entre as partes.

No segundo dia da greve, ao nível da cidade de Maputo, os médicos filiados na AMM estiveram ontem a fazer limpeza na praia da Costa do Sol.

Em declarações à Imprensa, o porta-voz da associação, Paulo Samo Gudo, explicou que o trabalho faz parte da saúde comunitária e visa evitar a eclosão de doenças que possam levar os cidadãos aos hospitais.
Dados oficiais avançados na cidade de Maputo indicam que 32 médicos faltaram ontem em diversas unidades sanitárias nas quais trabalham.

A médica-chefe da capital, Alice de Abreu, precisou que daquele universo 11 são do Hospital Geral José Macamo, seis de Mavalane e dois do Psiquiátrico de Infulene. Mesmo assim, ressalvou que todas as unidades sob tutela da Direcção da Saúde estavam “a funcionar em pleno”.

Na ronda efectuada pelo município da Matola apurámos que nenhum dos médicos afectos aos centros de Saúde da cidade da Matola, Matola 2 e Machava 2 apresentou-se ontem.

Três dos 16 médicos que faltaram na segunda-feira em Sofala retomaram ontem e em Nampula, Cabo Delgado e Niassa a situação mantinha-se, com todos aqueles quadros no activo.

Mais portugueses poderão ser expulsos de moçambique

Mais portugueses ser expulsos de moçambique
Dezanove portugueses foram advertidos hoje (segunda-feira) pelas autoridades de imigração de Moçambique que serão recambiados para Portugal no voo da TAP de quinta-feira, se não esclarecerem dúvidas sobre os seus vistos, disse à Lusa fonte consular portuguesa.

Os cidadãos em risco fazem parte de um grupo de 27 portugueses cujos vistos suscitaram dúvidas à polícia de fronteira do aeroporto de Mavale, Maputo, na noite de segunda-feira, após terem desembarcado do voo da TAP oriundo de Lisboa.

Oito cidadãos lusos  foram logo recambiados no voo de regresso à capital portuguesa, e os restantes, por alegadamente não haver mais lugares disponíveis no avião, intimados a comparecerem hoje nos Serviços de Migração, na capital moçambicana.

“Foi-lhes dito que serão enviados para Portugal no próximo voo da TAP se não conseguirem esclarecer dúvidas sobre os seus vistos ou que as suas empresas resolvam o problema”, disse à Lusa o vice-cônsul português em Maputo, António Pinheiro.

Em causa estarão registos de múltiplos vistos para entrada como turistas ou a ausência de bilhete aéreo de regresso a Portugal.

Os serviços consulares portugueses estão a tentar obter mais informações das autoridades moçambicanas sobre um eventual endurecimento nos procedimentos de entrada no país, visando os cidadãos portugueses.

“Temos que saber o que se passa para avisar os nossos cidadãos sobre o que têm que fazer antes de se deslocarem a Moçambique”, disse António Pinheiro.

Habitualmente, é possível obter-se um visto de entrada à chegada ao aeroporto de Maputo mas, em situações especiais, como realização de eleições, essa possibilidade tem sido temporariamente suspensa.

A crise económica em Portugal fez disparar o número de portugueses a trabalharem em Moçambique, desde jovens recém-licenciados a operários da construção civil.

De acordo com dados oficiais, estão inscritos cerca de 20 mil  portugueses, mas o número deve ser muito superior, dado que a inscrição no consulado não é obrigatória.

Oposição critica Governo por envio de tropas à RCA

Oposição critica Governo por envio de tropas à RCA
A oposição oficial sul-africana,  a Aliança Democrática (DA), criticou o envio de tropas à República Centro Africana (RCA), considerando que o Governo devia conformar-se com a Constituição e informar o Parlamento sobre este desdobramento.

O Presidente Jacob Zuma autorizou no fim-de-semana o envio de 400 soldados da Força de Defesa Nacional Sul-africana (SANDF) à RCA, país onde rebelião já controla várias cidades.

A DA indicou que, segundo o secretário da Comissão Permanente Mista de Defesa, nenhuma comunicação ainda foi feita para informar o Parlamento sobre o envio dos soldados.

O Artigo 201 (3) da Constituição estipula que o Parlamento deve ser informado “com celeridade e em pormenor” pelo Presidente, sempre que houver desdobramento de tropas, acrescenta.

Desde o lançamento da sua ofensiva, há um mês, a coligação rebelde Séléka controla uma terceira cidade na República Centro Africana. Negociações que visam pôr termo à crise neste país da África Central devem ter lugar em Libreville, no Gabão.

8 portugueses impedidos de entrar em Moçambique

8 portugueses impedidos de entrar em Moçambique
Oito portugueses foram impedidos de entrar, na segunda-feira, em Moçambique por irregularidades a nível de vistos, e as autoridades moçambicanas trataram de encaminha-los no mesmo avião em que se fizeram transportar de Lisboa para Maputo, segundo o vice-cônsul de Portugal em Maputo, Antínio Pinheiro.

De acordo com António Pinheiro, em declarações à agência Lusa, seis membros do grupo tinham visto turístico, mas pretendiam trabalhar em Moçambique, enquanto outros dois portugueses não tinham bilhetes de regresso para Portugal.

As autoridades moçambicanas decidiram, por isso, recambiá-los no mesmo voo da TAP em que chegaram a Maputo.

“Temos alertado os portugueses que se deslocam a Moçambique, ou que pretendam ir a qualquer parte do mundo, para se informar junto das embaixadas sobre as normas” dos respectivos países, disse António Pinheiro

Pacientes deploram greve em Inhambane

Pacientes deploram greve em Inhambane
Seis de um total de 37 médicos nacionais afectos a diversas unidades sanitárias na província de Inhambane, não se apresentaram ontem aos seus postos sem  justificação prévia.

O director provincial da Saude, Naftal Matusse, disse à nossa Reportagem que todos faltosos fazem parte do novo contingente de médicos recém-graduados e que ainda não tem um ano de actividade no Serviço Nacional de Saúde.

Explicou que dos seis faltosos, dois são do hospital provincial, três do Hospital Rural de Chicuque e um afecto a Zavala e que nenhuma actividade ficou prejudicada com estas ausências.

Entretanto, a representante da Associação dos Médicos de Moçambique, Fernanda André, em serviço no Hospital Rural de Quissico, não se dignou a comentar a fraca adesão. Aquela profissional apresentou-se ao seu posto de trabalho em Quissico.

Alguns doentes ouvidos pela nossa Reportagem no Hospital provincial deploram a medida tomada pela AMM.

“Os médicos são como as forças da defesa e segurança, se juraram prestar cuidados médicos reconhecendo a delicadeza da sua profissão, nunca devem dar costas aos doentes nem a pátria”, disse Carlos Fonseca encontrado no banco de socorros do Hospital Provincial de Inhambane.

Médicos iniciam greve divididos

Médicos iniciam greve divididos
As unidades sanitárias do país iniciaram ontem as suas actividades com os médicos divididos na forma de fazer valer as suas reivindicações de aumento salarial de tal jeito que há os que pautaram pela ausência e muitos outros, particularmente nas províncias, fizeram-se aos hospitais para atender os doentes.

Nos locais onde os médicos primaram pela ausência, eram notórias longas filas de gente à espera de atendimento e noutros, os profissionais que foram trabalhar tiveram que redobrar esforços para cuidar dos enfermos.

Doentes desesperados em Maputo

Desespero de doentes crónicos e enchentes é o cenário que se verificou em algumas unidades sanitárias da província de Maputo em consequência do facto de alguns médicos terem aderido à greve.
Na situação de desespero encontramos Maria João, no Centro de Saúde da Matola II.  Com o rosto cheio de lágrimas contou que a médica que lhe assiste não estava e tinha exames por entregar. O pior, segundo acrescentou, é que não sabia quando é que a greve vai terminar.
Uma das doenças crónicas é o HIV/SIDA e nesta unidade recebem tratamento antiretroviral mais de 10 mil seropositivos. Deste universo, pelo menos 50 são atendidos diariamente e, regra geral, por um médico. Contudo, as duas médicas em serviço ontem apenas atendiam doentes graves e urgências.
Para minimizar a situação, os enfermeiros prescreveram os medicamentos para os doentes crónicos, sobretudo seropositivos, enquanto se espera o funcionamento pleno das actividades, segundo confirmou Benvinda Tomás, enfermeira chefe do Centro de Saúde da Matola II.
Com 168 doentes internados, o Hospital Geral da Machava funcionou ontem com apenas dois médicos que atendiam casos graves. Um funcionário deste hospital, que não se identificou, disse ao “Notícias” que a paralisação está a criar problemas para os doentes.
“Temos doentes com tuberculose que tinham consultas marcadas para hoje (ontem) e não estão a ser atendidos”, referiu.
A unidade hospitalar funciona com 10 médicos e cada médico assiste, em média, 15 doentes, por dia. A única médica afecta no Centro de Saúde da Machava atendia aos doentes, mas de forma tímida, razão pela qual não usou o uniforme hospitalar, isto é, a bata branca.
“O trabalho está a decorrer normalmente porque a maioria dos funcionários são técnicos e temos apenas uma médica que também está a fazer consultas, embora não com tanta segurança. Como vê não está uniformizada”, apontou Valério Macamo, responsável da secretaria local.

Manica: Apenas oito aderentes

Pelo menos oito médicos, todos de clínica geral, aderiram a greve em Manica, convocada a nível nacional para reivindicar o reajustamento incondicional dos seus salários.

O director provincial da saúde em Manica, Juvenaldo Amós, minimiza o problema e considera que a ausência daqueles profissionais, não abala, por enquanto, o funcionamento do serviço nacional de saúde na província que possui 40 médicos e até ontem apenas oito haviam gazetado os seus postos de trabalho.

Dos grevistas, Manica registou 3, ao nível da cidade de Chimoio, particularmente do Hospital provincial e cinco em três distritos, nomeadamente um em Machaze, dois em Báruè e 2 em Sussundenga.

Para Amós, o impacto destas ausências é mínimo e quase imperceptível, pois, na sua óptica, mais de 60 por cento dos médicos em serviço nas unidades sanitárias da província são estrangeiros e todos estes não estão em greve. Por outro lado, nenhum especialista está em greve.

“Os hospitais estão em funcionamento pleno, em toda a província. O Banco de Socorros do Hospital Provincial de Chimoio, as consultas externas, o bloco operatório e todos os outros serviços essenciais estão a funcionar sem sobressaltos”, garantiu.

Indicou que em caso de necessidade poderá ser resgatada a experiencia dos técnicos de medicina para preencher as lacunas.

A província de Manica, com 106 unidades sanitárias e 1,6 milhão de habitantes, possui médicos em todas as sedes distritais e do poston administrativo de Vandúzi, no distrito de Manica.

Médicos ignoram movimento em Nampula

A paralisação laboral dos médicos não se reflecte nas unidades sanitárias da província de Nampula, onde as autoridades locais da saúde observam que apenas menos de uma dezena dos 129 membros da classe não se fez aos seus postos de trabalho, estando o atendimento aos pacientes a verificar-se com normalidade ao nível de todos serviços hospitalares.

A nossa reportagem apurou que os cerca de dez médicos que pautaram pela ausência são membros da representação local da Associação Médica de Moçambique e estão afectos ao Hospital Central de Nampula e no geral de Marrere, arredores da capital provincial.

Mahomed Mobaracaly, director provincial da saúde em Nampula, garantiu depois de auscultar as autoridades sanitárias nos 21 distritos que não se registaram médicos faltosos no dia de ontem, “e todos serviços prestados aos utentes nas nossas unidades funcionaram dentro na normalidade”- disse.

Todos 21 distritos de Nampula contam com médicos havendo alguns que pela sua densidade populacional contam com mais de um profissional daquele nível incluindo Nacala-Porto com um total de oito entre especialistas e generalistas.

Moisés Lopes, director do hospital central de Nampula que assiste pacientes transferidos das províncias do norte, incluindo da Zambézia no centro, disse que os serviços de urgência e de consultas externas processou-se com normalidade no dia de ontem, apesar de alguns médicos generalistas e de clínica geral, dentre os quais recém- graduados e uma especialista em pediatria terem pautado pela ausência.

Aos ausentes, serão averbadas faltas segundo reza o manual dos funcionários e agentes do Estado.

“O hospital central de Nampula tem nos seus quadros cerca de 80 médicos estrangeiros. Como já prevíamos a paralisação anunciada pela Associação Médica de Moçambique esboçamos preventivamente a movimentação dos 80 médicos visando cobrir todos serviços e conseguimos alcançar os nossos objectivos, pois, basta dizer que todas as cirurgias programadas estão sendo efectuadas com normalidade assim como o atendimento personalizado”, disse.

Entretanto, apuramos na ronda que efectuamos as clínicas privadas que funcionam na cidade de Nampula registavam um movimento desusado porque alguns utentes preferiram dirigir-se a aqueles locais temendo longas filas nas unidades sanitárias públicas que entretanto não chegaram a registar-se.

Niassa: Tudo funcionou normalmente

Todos os médicos colocados nos principais hospitais de referência, distritais e centros de saúde da província do Niassa abstiveram-se, ontem, de observar a greve, num gesto descrito pela sociedade e doentes contactados pelo nosso Jornal como vitória da consciência humana sobre os aspectos materiais.
Todavia, as nossas fontes, reconheceram a legitimidade das reivindicações dos médicos, não obstante considerarem insuportáveis os números exigidos como base para o salário mínimo, sublinhando que a melhor via para se alcançar uma melhor resposta ao diferendo que opõe os médicos ao Governo é o diálogo.
No Hospital Provincial de Lichinga, HPL, constatamos que todos os serviços estavam a funcionar normalmente, tendo, inclusivamente, alguns médicos participaram na habitual reunião matinal para auscultação dos problemas dos doentes que o director provincial de Saúde do Niassa, Dinis Viegas, e o corpo médico do Hospital Provincial de Lichinga realiza todos os dias.
Enquanto isso, em contactos telefónicos com os hospitais distrital e rural de Cuamba e Marrupa, respectivamente, tivemos conhecimento de que aquelas unidades sanitárias, que também empregam número considerável de médicos, trabalharam sem quaisquer restrições, o mesmo acontecendo em relação aos 15 distritos e alguns postos administrativos.
Aida Cássimo, doente transferida de Sanga e internada no HPL, pediu aos médicos e ao Governo para que prevaleça o bom senso, pois, segundo disse, trata-se de vidas de seres humanos que serão afectados, caso a situação se mantenha.
“As principais vítimas desta guerra somos nós, doentes carentes e sem condições para recorrer aos hospitais privados”, acrescentou.
Recorde-se que, para além dos hospitais de referência, todos os distritos de Niassa, incluindo alguns postos administrativos, possuem médicos que afirmam que tem mínimas condições de trabalho, não obstante reclamarem (ainda) por um salário condigno para a sua classe.

Plena actividade em Xai-Xai

Plena actividade em Xai-Xai

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O Hospital Provincial de Xai – Xai, a maior unidade sanitária de Gaza, esteve em plena  actividade, com os médicos nacionais e estrangeiros num ambiente de absoluta normalidade a cumprir com as suas obrigações.
Na deslocação que fizemos ontem àquele local, fomos confrontados com uma grande afluência de doentes aguardando pelo atendimento, especialmente no banco de socorros, uma característica, aliás que vem sendo vivida com alguma naturalidade, às segundas – feiras.
O semblante do pessoal, quer médico, técnico, como serventuário, era de absoluta naturalidade. Aliás, o mesmo era visível nas diversas enfermarias por onde passamos. Helena Mula, directora do Hospital Provincial, soubemos que com excepção de uma médica estomatologista que até à altura da nossa retirada do local (cerca das 13 horas)  ainda não se tinha apresentado ao serviço.
A totalidade dos 20 médicos que laboram naquele posto de trabalho se fizeram presentes.
“Felizmente tudo está a fluir normalmente porque a maior parte dos médicos aqui em serviço são estrangeiros, eu como gestora desta unidade, na companhia de outros colegas moçambicanos, estamos aqui para garantir a normalidade dos serviços. Eu pessoalmente penso, que se deve ainda privilegiar o diálogo em busca de consensos”disse Helena Mula.
Isaías Ramiro, director provincial de Saúde em Gaza, disse que nas diversas unidades sanitárias espalhadas pela  província de uma maneira geral  o dia teve um curso normal, com excepção  dos distritos de  Bilene, Chókwè e Mandlakaze,  onde alguns médicos não se fizeram presentes nos seus locais de actividade.

Apesar da greve: Hospitais funcionaram

As unidades sanitárias espalhadas pelo território nacional funcionaram ontem normalmente, atendendo aos doentes apesar da ausência de alguns médicos no contexto da paralisação geral liderada pela associação daqueles profissionais (AMM).
Apesar da greve: Hospitais funcionaram
O número de médicos que aderiu à greve não foi suficiente para impedir o funcionamento dos hospitais, mas comprometeu a celeridade na prestação de certos serviços, principalmente a nível das grandes unidades da cidade de Maputo, Matola e Beira.

Face ao cenário, o Ministério da Saúde (MISAU) enaltece o papel dos médicos que logo nas primeiras horas se apresentaram aos seus postos de trabalho ao mesmo tempo que apela aos que ainda continuam em greve no sentido de retomarem as actividades.

Martinho Djedje, porta-voz do MISAU, acrescentou que os profissionais devem voltar a cuidar dos doentes, seguros de que as suas preocupações foram ouvidas e estão ser devidamente encaminhadas, havendo já discussões a nível do Governo para a solução dos mesmos.

Falando ao nosso Jornal, o também director dos Recursos Humanos no MISAU garantiu que todas as unidades sanitárias do país abriram ontem, embora a oferta de serviços médicos tenha sido comprometida num e noutro hospital.

Convidou os médicos que ontem faltaram para que reflictam e se recordem dos esforços que têm sido feitos pelo Estado para a melhoria contínua da sua formação académica e profissional através de bolsas para cursos no país e no estrangeiro, o que inclui trabalhos práticos em alguns hospitais de referência a nível do mundo.

Devido à ausência de médicos, os hospitais gerais José Macamo e Mavalane, na cidade de Maputo, por exemplo, não ofereceram alguns serviços. No primeiro foram afectadas as áreas de Pediatria e consultas externas. Já em Mavalane, embora se tenham garantido os serviços de urgências, maternidade e ronda matinal pelas enfermarias, todas consultas de especialidade foram canceladas devido à ausência daqueles profissionais, de acordo com as respectivas direcções clínicas.

O Hospital Central de Maputo precisou do apoio de médicos do Hospital Militar para assegurar os serviços de urgências, onde durante o período de manhã três dos cinco balcões é que funcionavam. Dois estavam fechados, parcialmente devido a não comparência de médicos estagiários, alegadamente por terem sido impedidos de ir trabalhar por parte da associação.

De Nampula, Cabo Delgado e Niassa chegaram-nos dados de não adesão dos médicos à paralisação.
Há ainda indicação de 16 médicos que não se apresentaram na Beira, 13 dos quais do Hospital Central local, seis em Inhambane e um clima de desespero de doentes na província de Maputo devido à falta de atendimento.

Entretanto, Paulo Samo Gudo, porta-voz da AMM evitou pronunciar-se ontem, remetendo a reacção daquela colectividade de médicos para hoje.

Por sua vez, Aurélio Zilhão, bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, reafirmou a solidariedade da sua instituição para com as preocupações da classe, mas disse acreditar que a greve ocorreu antes de se esgotarem as demais vias para a resolução dos problemas

Mercadorias deterioradas alvo de muita procura

Os principais mercados de venda de produtos alimentares básicos, na cidade de Nampula registam, depois da agitação que caracterizou os preparativos da quadra festiva do Dia da Família e da passagem de ano, um movimento esquisito dominado pela procura intensa de bens deteriorados que abundam naqueles locais, nomeadamente repolho, couve, tomate, batata-reno e frutas destinados à alimentação de animais doméstico, tais como cabritos, porcos e aves.
Mercadorias deterioradas alvo de muita procura
Alguns vendedores entrevistados pela nossa Reportagem na ronda que efectuou aos principais mercados grossistas de Belenenses e Waresta, na cidade de Nampula, disseram que as expectativas depositadas na quadra festiva do Dia da Família e de final de ano como sendo uma oportunidade para fazer bom negócio goraram-se, e assumem que falharam na estratégia adoptada que consistiu no agravamento do custo dos principais produtos alimentares para arrecadar lucros para os seus bolsos.

Domingos Alberto, vendedor do mercado Waresta, disse que investiu forte na compra de grandes quantidades de repolho, cenoura, pimentos e tomate a partir de Angónia, na província central de Tete, visando a sua colocação em Nampula, no momento de maior procura que caracteriza os preparativos para as festas.

“O preço que praticava na venda do repolho, tomate, cenoura e pimentos terá concorrido para o fracasso no volume de vendas porque não consegui vender metade das quantidades dos Agora só me resta responder a procura que registamos em relação aos produtos deteriorados por parte dos criadores de suínos e aves, não vamos compensar o investimento global realizado nas compras, as quais estão agregadas as despesas de transporte e guias de circulação no território do vizinho Malawi” produtos que comprei em Angónia e por isso registo quantidades enormes de repolho e tomate a deteriorar-se todos dias” – lamentou o nosso entrevistado.

O movimento de compras pelos consumidores nos mercados referenciados é praticamente nulo apesar da redução significativa dos custos dos produtos alimentares mais procurados desde os vegetais até as hortícolas. Nos dias que antecederam a quadra festiva natalícia e do fim de ano, o quilograma de tomate estava fixado em 50 meticais, repolho a 100 meticais a cada cabeça, mas actualmente quedaram para 30 e 40 meticais, respectivamente.

O saco de dez quilogramas de batata-reno importada era vendido a 450 meticais e regista neste momento um recuo de cem meticais por cada unidade. A cenoura e o feijão-verde que no final do ano transacto estavam sendo comercializados ao custo médio de 120 meticais o quilograma baixaram para cerca de metade de tal preço, mas mesmo assim os compradores andam longe das bancas dos mercados.

A estabilidade de preços regista-se em relação ao alho, cebola, alface e frutas que abastecem mercados dos principais centros urbanos da província de Nampula incluindo da vizinha Cabo Delgado e segundo apurámos junto dos operadores de Waresta e Belenenses, o facto é ditado pela fraca oferta dos produtores que clamam dificuldades de transitabilidade de viaturas para as zonas de produção onde se registam chuvas intensas há cerca de duas semanas.

Sofala já absorveu mais de 111 milhões

Mais de 111 milhões de meticais foram alocados aos mutuários na província de Sofala em 2012, no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgos “sete milhões’’ para actividades ligadas à produção de comida e melhoria da produtividade agrária, de uma forma geral.
Sofala já absorveu mais de 111 milhões

Ao revelar o facto no domingo último, na Beira, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina disse ainda que no âmbito do Programa Estratégico para a Redução da Pobreza Urbana, a capital de Sofala beneficiou de aproximadamente 30 milhões de meticais desde 2011 e, para o Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis foram disponibilizados cerca de 641 mil meticais.

Falando na cerimónia de entrega dos primeiros cheques às associações juvenis e jovens empreendedores do bairro da Munhava que beneficiaram do financiamento no âmbito do programa Pró-Jovem, Vaquina disse que o Governo tem estado a potenciar as comunidades visando o combate à pobreza.

Sem revelar o número de projectos cobertos por aquele fundo, o 1º Ministro assegurou que as acções financiadas garantem um desenvolvimento harmonioso das comunidades, tanto na minimização do desemprego, aumento de produção de comida, desenvolvimento tecnológico, entre outros.

 “Este processo tem a grande vantagem de ser auto-sustentável, auto-multiplicador e virtualmente infinito, desde que quem recebe depois devolva, para a permanente reconstituição do fundo’’, destacou o PM.

Por isso, segundo aquele governante, ao apresentarem projectos cuja viabilidade económica e impacto esperado corresponde às expectativas da comunidade local e do Governo, os jovens beneficiários têm a responsabilidade de não defraudar.

Lembrou aos jovens o facto de os fundos do Pró-Jovem serem rotativos de modo que “alguns jovens receberam hoje (domingo), mas mais e mais jovens serão abrangidos pelo programa nos próximos anos, à medida que os beneficiários forem reembolsando os valores emprestados uma vez que foi graças à devolução de fundos pelos primeiros beneficiários de Maputo e Matola que foi possível expandir o programa, primeiro para a cidade de Nampula e depois para Quelimane”.

Professores reclamam atraso no pagamento de horas extras

Docentes da Escola Secundária da Manhiça, distrito do mesmo nome, província de Maputo estão agastados com o atraso no processamento e pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano lectivo passado.

Professores reclamam atraso no pagamento de horas extras

Segundo eles, esta situação contribui em grande parte para o seu mau desempenho e a fraca qualidade das aulas. Para Salomoni Chongo, docente de História naquela unidade, o atraso na remuneração não influenciou de forma directa no aproveitamento escolar dos estudantes.

“De uma forma geral, o ano foi positivo, tivemos um bom aproveitamento principalmente nas classes sem exame. Entretanto, estamos preocupados com o facto de fazermos horas extras desde o início do ano e só recebermos o valor referente a partir de Agosto”, disse Chongo.

Chongo entende ser necessário que o trabalho fora das horas seja remunerado dentro do mesmo período, uma vez que este serve de incentivo para o trabalho pela classe. Esta situação alia-se, tal como conta Cornélio Mandlate, ao facto de haver poucos professores para leccionar as diversas disciplinas.

Outro fenómeno que preocupa aquela associação é a insuficiência de material escolar para os estudantes, que contribui para a harmonização das matérias a serem leccionadas.

“Gostaríamos que os nossos alunos tivessem material completo. O ideal seria que cada um tivesse os seus livros, uma vez que o tempo de permanência dos alunos na escola é reduzido”, explicou o professor.

Entretanto, o director da escola, Momad Luís, entende que o ano lectivo foi positivo na medida em que o aproveitamento foi dos melhores, lamentando a situação das classes com exame, onde o rendimento não foi além de 40 por cento.

“Nas 8ª, 9ª e 11ª classes atingimos um resultado na ordem de 62 por cento, mas infelizmente o aproveitamento nas 10ª e 12ª classe foi de 20 e 42 por cento, respectivamente, na primeira época de exames. Esperamos melhor desempenho na segunda época que já terminou”, contou a nossa fonte.

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