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Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Eleições Autárquicas: PASOMO prepara terreno

Eleições Autárquicas: PASOMO prepara terreno
“Já estamos a preparar-nos para o processo eleitoral. Estamos a tentar identificar os nossos candidatos pelo país. Decorre um estudo com vista a apurarmos as condições em 26 municípios. Mas para já é um dado adquirido que vamos concorrer nas cidades de Maputo, Matola, Namaacha, Manhiça, Maxixe, Nampula e outros municípios, isso tendo também em conta as nossas capacidades económico-financeiras”, explicou.

Francisco Campira afirmou que paralelamente ao trabalho em curso de identificação dos candidatos e condições existentes noutros municípios, o partido está envolvido no estudo da Lei Eleitoral aprovada pela Assembleia da República e que deverá ser promulgada pelo Chefe do Estado.

Observou que a Lei Eleitoral aprovada pelo Parlamento está em muito melhores condições contrariamente à anterior, pois muitos aspectos que constituíam pomo de discórdia foram sanados, como é o caso do polémico artigo 85, sobre o apuramento de votos. Disse que o partido está, igualmente, a se preparar no que se refere à identificação dos fiscais das mesas de voto.

“Tudo está a ser feito na perspectiva de garantirmos a nossa participação condigna nas eleições autárquicas deste ano. O desafio é enorme, mas com o empenho dos nossos militantes julgamos que poderemos enfrentá-lo da melhor maneira possível”, indicou.

Entretanto, Francisco Campira disse que o partido está preocupado com a área do ensino à distância no país. É que para o presidente do PASOMO, ensino à distância é prejudicial a menores de 18 anos.

“O Governo deve encontrar outra saída para este problema, construindo ou reabilitando mais escolas.”, disse.

O livro escolar também preocupa o partido. Francisco Campira afirmou que apesar de ser gratuito, o que se passa é que, efectivamente e apesar dos apelos para denúncias, o livro escolar continua a ser vendido.

“O problema é a inspecção que não funciona. Apelamos para que haja um controlo cerrado para que tenhamos um ensino de melhor qualidade”, disse.

Falando sobre as enxurradas, manifestou solidariedade para com as populações afectadas, acrescentando que o partido se associa ao movimento de apoio às vítimas.

Tete – Afectados pelas inundações recebem insumos agrícolas

Tete - Afectados pelas inundações recebem insumos agrícolas
A distribuição das referidas sementes visa garantir que, uma vez terminada a época chuvosa, aqueles produtores possam recuperar a sua produção e áreas agrícolas destruídas, conforme deu a conhecer ao nosso Jornal o governador da província de Tete, Ratxide Gogo, que há dias visitou algumas machambas afectadas, no distrito de Mágoè.

Na circunstância, o governante provincial apelou aos afectados para envidarem esforços na recuperação das áreas perdidas e num melhor aproveitamento da humidade deixada pelas águas das chuvas para o lançamento da segunda sementeira.

 “A água já se foi e vocês devem arregaçar as mangas e virarem-se ao trabalho para a recuperação das culturas perdidas. O governo vai apoiar em insumos agrícolas, principalmente semente de várias culturas” – disse Gogo.

O dirigente de Tete referiu, na altura, que as inundações provocadas pelas enxurradas nesta região do país, afectaram cerca de cinco mil hectares com diversas culturas em fase do desenvolvimento, com maior destaque para o distrito de Mágoè que já conta com uma área acima de 3.320 hectares perdidas, seguido de Mutarara com um pouco mais de 1500 e Chiúta com 22 hectares.

“Num levantamento preliminar efectuado, até ao momento, das áreas de cultivo inundadas na província, registamos cerca de cinco mil hectares com culturas perdidas” – apontou o governador Gogo.

Por outro lado, Ratxide Gogo, disse que já se reuniu, há dias, com o Presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, no Songo, Paulo Muxlhanga, a quem solicitou um apoio em meios logísticos, fundamentalmente transportes e combustível para facilitar a deslocação de equipas de monitoria da situação de emergência em vários pontos da província.

O executivo provincial de Tete pretende alcançar, o mais rapidamente possível, as zonas mais afectadas pelas inundações, com maior destaque para a bacia do Zambeze, ao norte e sul da província onde aquele rio e outros pequenos cursos de água, galgaram áreas de cultivo e inundaram algumas residências, com maior incidência no baixo Zambeze onde se localiza o distrito de Mutarara.

“Temos que chegar aos distritos de Zumbu e Mutarara o mais rapidamente possível para uma avaliação dos estragos provocados pelas chuvas para podermos virar as nossas capacidades de intervenção com urgência, por formas a salvarmos a presente campanha agrícola» acrescentou Ratxide Gogo.

Entretanto, o governador de Tete afirmou que apesar das intempéries que assolaram certas regiões da província, perspectiva-se uma boa colheita na presente safra, sobretudo na região do planalto de Angónia e Marávia, assim como em outros pontos apontando o sucesso no actual desenvolvimento das culturas.

“Visitei uma machamba de um agricultor do sector familiar em Chitima, distrito de Cahora-Bassa e fiquei impressionado pelo trabalho. Vi culturas de mapira, milho e amendoim em franco crescimento, o que significa que há zonas da província que quando chove bem a população não tem meias medidas para o trabalho” – disse bastante emocionado Gogo.

Nampula: Lúrio ameaça transbordar – alerta Administração Regional de Água Centro-Nordeste

Nampula: Lúrio ameaça transbordar - alerta Administração Regional de Água Centro-Nordeste

Segundo Pascoal Mucache, chefe do departamento técnico da ARA centro-nordeste, o caudal do rio Lúrio poderá atingir nas próximas horas, um caudal de cerca de sete mil metros/por segundo, uma quantidade de água suficiente para inundar algumas áreas baixas da vila de Namapa, sede do distrito de Érati e do posto administrativo de Lúrio, no distrito de Memba.

De referir que o rio Lúrio é o maior curso de água que passa pelo território da província de Nampula e tem uma bacia estimada em 60.800 quilómetros quadrados.

Relativamente aos outros cursos de água, caso dos rios Meluli, Mecuburi e Monapo a informação disponível é de que, não obstante ao facto de estar a registar níveis hidrométricos oscilantes, hoje a tendência poderá ser de aumento de caudal, como resultado da precipitação que ontem se registou ao nível da província.

Deste modo, a ARA Centro-Nordeste alerta as populações ribeirinhas para evitar a permanência nas margens e travessia do leito dos rios.

Chuvas na Zambézia – Drama em Nicoadala

Chuvas na Zambézia - Drama em Nicoadala
O cenário provocado pelas chuvas e o transbordo do rio Licuar, na localidade do mesmo nome, criou uma situação dramática, com casas a ficarem submersas ou “engolidas” pelas águas.

As famílias desalojadas encontravam-se ontem em dois centros de acomodação criadas pelo Governo distrital face à evolução da situação e as águas estão a pouco metros da estrada Nacional Número Um (EN1), podendo a qualquer momento galgar o asfalto e criar constrangimentos ao trânsito rodoviário na estrada Centro-Nordeste.

As famílias perderam tudo, desde casas, comida, roupa e outros bens. O Executivo despachou ontem para Nicoadala um contingente das Forças de Defesa de Moçambique para assegurar as operações de busca e salvamento e nalguns casos de resgate de pessoas sitiadas nas regiões de Nhanguou e Mussossane na localidade de Licuar.

Em consequência das cheias, 14.500 hectares de culturas diversas estão praticamente perdidos. Em entrevista à nossa Reportagem, o director dos Serviços Distritais das Actividades Económicas, Nel Graça, disse as culturas mais afectadas são o milho, mandioca, arroz, para além da perda de animais de pequena espécie. “O trabalho de levantamento prossegue no terreno para apurar a real dimensão dos prejuízos. Acreditamos que a cultura do arroz pode resistir às águas mas em relação às outras temos um grande receio”, disse aquele responsável.

Entretanto, as aulas foram interrompidas em consequência do cenário desolador criado pelas inundações e transbordo do rio Licuar. O director dos Serviços distritais da Educação Juventude Ciência e Tecnologia de Nicoadala, Alexandre Conhece, disse que 11 mil alunos não estão a estudar pelo facto de as suas escolas ou salas de aula estarem inundadas.

Dados em nosso poder indicam que são no total treze salas destruídas e doze escolas inundadas.

O governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, que visitou os dois centros de acomodação criados em Licuar, apelou à população desalojada para melhorar os níveis de higiene e de saneamento. Convidou as pessoas a construírem as suas casas nas zonas seguras. “Podemos ter uma casa lá na zona baixa mas a casa principal deve ficar deste lado em cima para melhor cuidar as crianças e os nossos bens”, disse.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na província da Zambézia, Silvestre Uqueio, disse que ontem mesmo uma ajuda de emergência constituída por comida, lonas e tendas foram canalizados para Licuar a fim de socorrer as vítimas das inundações e cheias. Esta operação conta com o apoio da Cruz Vermelha de Moçambique e outros parceiros.

No que tange ao trânsito rodoviário, os troços Mopeia-Luabo, Namacurra-Macuse estão interrompidos.

Tete – Reduzem casos de lepra

Tete - Reduzem casos de lepra

A Médica Chefe Provincial apontou que, neste momento, 13 pacientes de lepra estão a receber tratamentos nos distritos de Zumbu, Marávia, Chifunde, Changara e Mágoè. Referiu que em todos aqueles pontos da província de Tete estão em funcionamento nas comunidades grupos auto cuidados aos doentes da lepra.

“Estes grupos, constituídos entre os doentes, estão a trabalhar no tratamento dos outros mais graves apoiados por técnicos da Saúde para a protecção e evitar deformidades que a doença provoca no corpo humano” – disse Mulássua Simango.  

Aquela responsável apontou, por outro lado, que as autoridades sanitárias em todos os cantos da província, sobretudo em grandes aglomerações comunitárias, estão a trabalhar junto à população na sua sensibilização sobre os cuidados da lepra assim como a explicação sobre os principais sintomas desta doença.

“É verdade que o país já declarou-se livre da lepra, mas isto não significa que não podem aparecer alguns casos isolados que escaparam e hoje estão a manifestar-se. E é por isso que estamos a lançar um apelo à população para uma vigilância aguda contra esta doença assim como outras epidemias e encaminhar às unidades sanitárias as pessoas com sintomas” – disse a nossa fonte.

Entretanto, o Supervisor do Programa de Lepra, na direcção provincial de Saúde, em Tete, Lino Sixpence, disse que o seu sector tem efectuado visitas de monitoria aos grupos de auto cuidados dos doentes de lepra para um acompanhamento permanente do processo da evolução do tratamento dos doentes sobre a sua alçada.  

Por outro lado, a Médica Chefe da direcção provincial de Saúde, em Tete, referiu que a província está a tomar medidas preventivas contra algumas epidemias que eclodem nesta época chuvosa, principalmente doenças diarreicas por consumo de água imprópria, infecção respiratória, incluindo a malária.

“Por estas alturas há sempre problemas como diarreias, tosses acompanhados por gripes e malária devido à época chuvosa e, por isso, estamos a trabalhar junto das comunidades sobretudo na sua educação e sensibilização sobre as medidas preventivas a tomar, nomeadamente a fervura de água antes do seu consumo, a observância de cuidados básicos de higiene individual e colectiva” – disse Mulássua Simango.  

Áreas afectadas pelas cheias: Reconstrução não deve demorar muito tempo

Áreas afectadas pelas cheias: Reconstrução não deve demorar muito tempo

É neste quadro que um pouco por todo o país já estão a se desenhar cenários pós-cheias com o levantamento das infra-estruturas danificadas para que se possa avançar para uma resposta que permita a população lançar-se aos processos produtivos.

Na zona sul do país, à medida que as águas das cheias do rio Limpopo baixam, começa-se a ter a dimensão dos desafios a enfrentar, o mesmo acontecendo em relação à zona norte e parte do centro assoladas por uma nova vaga de chuvas esta semana.

Nazário Zandamela, comandante da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) deu conta que devido ao facto de as águas estarem a baixar consideravelmente, as operações envolvendo barcos a motor fora de bordo poderão decorrer por mais 72 horas, após o que deverão ser suspensas.

Ontem, vários membros do Conselho de Ministros e do Conselho Coordenador de Gestão das Calamidades (INGC) estiveram em Gaza para avaliar a situação e orientar sobre intervenções que possam fazer a diferença.

Neste momento, não há acesso para o norte de Gaza devido a cortes verificados na rede de estradas. Este facto, aliado a algumas inundações persistentes, está a dificultar a canalização de víveres para a população.
Outro constrangimento está relacionado com a danificação de vários troços da linha férrea que liga a Chicualacuala que seria uma alternativa nestas circunstâncias.            

Segundo Casimiro de Abreu, director nacional adjunto do INGC, a prioridade neste momento é criar melhores condições de acolhimento para a população que se encontra nos centros de acomodação. Mas se a reconstrução demorar será insustentável manter as pessoas nos locais onde se encontram, uma vez que nalguns casos até partilham o pátio e as salas de aula que são usadas por alunos durante o período lectivo.

Tete – Suportes das linhas de energia: Equipas técnicas iniciam reposição das torres destruídas

Tete - Suportes das linhas de energia: Equipas técnicas iniciam reposição das torres destruídas

A informação foi dada a conhecer a nossa fonte em Songo, pelo Presidente da HCB, Paulo Muxlhanga, o qual afirmou que a intervenção crucial na operação de reposição das torres destruídas depende, essencialmente, do regresso das águas ao caudal normal do rio Limpopo.

Fundamentalmente, ainda de acordo com a nossa fonte, o trabalho vai consistir na reparação das infra-estruturas das duas linhas paralelas de transmissão de energia de corrente contínua à África do Sul, onde cinco torres foram derrubadas sendo que a segunda linha ficou com uma parte dos cabos debaixo de água.
“O nível das danificações é de grande magnitude e, para a sua reposição, tivemos que recorrer a serviços especializados na África do Sul porque, para além das cinco torres danificadas, as águas deixaram, igualmente, submersas outras tantas torres da segunda linha na mesma zona, com o risco de, a qualquer momento, desabarem caso a situação prevaleça por mais algum tempo” – precisou Muxlhanga.

Aquele gestor de um dos maiores empreendimentos hidroeléctrico do mundo, indicou que com a paralisação de uma das linhas de fornecimento de energia eléctrica à África do Sul desde o passado dia 21 de Janeiro corrente, a empresa está a recorrer à linha do Zimbabwe para a reposição do remanescente para a África do Sul e outros países da região, com uma redução na ordem de cerca de 35 por cento da capacidade normal.

“Os prejuízos para a empresa provocados por esta avaria são elevados, pois, 35 por cento significam valores altos na nossa produção” – disse Muxlhanga.

Para a reposição da avaria e consequente fornecimento normal de energia da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa à África do Sul, são necessários perto de dois meses e, segundo Muxlhanga, pela avaliação preliminar efectuada sobre os estragos, a empresa espera envolver valores monetários avultados que no entanto não precisou.

De referir que a HCB, através da sua barragem no Songo, em Tete, transporta por duas linhas paralelas a energia eléctrica à África do Sul, num percurso de cerca de 900 quilómetros em território nacional até Pafuri, distrito de Chicualacuala, na província de Gaza.

O Presidente do Conselho de Administração da HCB, Paulo Muxlhanga, sublinhou ainda que ao longo do território nacional, a sua instituição está a operar sem problemas uma vez que o seu sistema de transporte e fornecimento de energia eléctrica aos vários pontos do país, encontra-se em pleno funcionamento.

Revolta dos trabalhadores paralisação no “Nautilus”

Revolta dos trabalhadores paralisação no “Nautilus”
Com efeito, 29 trabalhadores daquela pastelaria paralisaram ontem a sua actividade não só em protesto às injustiças como também o fizeram em solidariedade com um colega agredido fisicamente alegadamente a mando do patrão.

Segundo disseram à nossa Reportagem, os trabalhadores da Nautilus exigem apenas um tratamento condigno por parte do gestor e sua esposa que constantemente ameaçam lhes despedir por alegadamente serem novos donos daquele empreendimento.

“Nós estamos cansados pelas injustiças. Viemos aqui em busca do pão e por sermos pobres não somos merecedores de um tratamento desumano e cruel tal como acontece neste estabelecimento. O cúmulo para nós foi a brutalidade com que o nosso colega foi tratado terça-feira. Isso deixou-nos chocados e receando que venha a repetir-se resolvemos paralisar o trabalho”, disseram.

Disseram ainda que naquele estabelecimento, as trabalhadoras são praticamente proibidas de engravidar sob risco de perder o emprego.

Entretanto, o gestor daquele estabelecimento refuta as alegações dos trabalhadores e, sobretudo, as do jovem que se diz ter sido agredido na terça-feira. Segundo ele, não correspondem à verdade.

“Não houve nenhuma situação de agressão física. O jovem pura e simplesmente comportou-se mal lá na cozinha, repreendemo-lo e ele criou um mau clima em frente dos clientes. Foi daí que o suspendi por dois dias e mandei abandonar as instalações. Tendo se recusado, pedi a segurança para o retirar à força. Apenas isso e mais nada”, explica.

Entretanto, depois de um encontro entre o Ministério de Trabalho, o patronato e representantes dos trabalhadores chegou-se a um acordo que ditou a retomada da actividade, na esperança de haver esta manhã um encontro com a massa laboral.

Em três dias de chuvas intensas: Registadas mais mortes na Zambézia e Nampula

Em três dias de chuvas intensas: Registadas mais mortes na Zambézia e Nampula

Dados facultados ontem no decurso do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades dão conta que foram contabilizados quatro óbitos na província de Nampula e igual número na Zambézia.

Em Nampula três crianças morreram como resultado do desabamento de uma casa e um adulto por electrocussão.

Na Zambézia, foram registados quatro óbitos, sendo três associados ao desmoronamento de casas de construção precária e outro por afogamento. Três mortes ocorreram em Nicoadala e uma em Inhassunge.

Do total de óbitos registados até aqui, 26 foram reportados somente na província de Gaza na sequência das cheias do Limpopo.

A província da Zambézia foi a mais afectada pela nova vaga de chuvas que em alguns pontos como Quelimane, a precipitação atingiu 176 milímetros apenas no dia 28 deste mês. Dados preliminares indicam que foram afectadas um total de 3176 famílias (15880 pessoas), das quais 1539 perderam as casas por desabamento. Vinte e um bairros dentre os quais Brandão, Santágua, Torrone, Floresta, Coalane e Manhaua continuam inundados.

De Nampula chegam informações dando conta de terem sido destruídas pelas chuvas, nesta nova vaga um total de 386 casas e afectadas 1933 pessoas.

Para fazer face a situação, equipas multidisciplinares continuam no terreno a fazer o levantamento dos danos assim como a prestar assistência às famílias afectadas com a disponibilização de produtos para a purificação de água e material destinado a reconstrução das suas habitações.

Desde a última terça-feira que se regista um abrandamento das chuvas na região, mas o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alerta que é preciso redobrar os cuidados, visto que elas retornarão na próxima semana.

Segundo explicação de Sérgio Buque, do INAM, o deslocamento do sistema ciclónico identificado sobre a costa nordeste de Madagáscar em direcção a sueste, significa a activação da Zona de Convergência Intertropical, responsável por chuvas abundantes na região.

Na zona sul do país, as atenções continuam concentradas na assistência às vítimas das cheias tanto nos centros de acomodação, bem como nas áreas isoladas a norte de Gaza onde a carência de alimentos é preocupante.

É neste quadro que chegou a Pafúri um carregamento de produtos alimentares para 5 000 pessoas. Na terça-feira foram canalizados, através de ponte aérea perto de 11 toneladas de alimentos para Mapai (Chicualacuiala), Chinhacanine, Javanhane em Guijá.

Ontem, através de dois helicópteros estavam a ser transportados alimentos para Hati-Hati e Catlene em Changanine e Gogote no distrito de Chibuto.

Em praticamente todas as localidades do distrito de Chókwè já tinha sido reposto o sistema de abastecimento de água e energia. A par da limpeza a cargo da UNAPROC, o sector de infra-estruturas trabalhava na avaliação dos danos ao nível da cidade para que sejam criadas condições para a permanência de pessoas.

Em Guijá, o centro de saúde local foi limpo e os serviços já estão a funcionar. Trabalhava-se ontem para a reactivação do abastecimento de água e análise da sua qualidade.

Apoio ao país nos próximos dois anos: Banco Mundial liberta 700 milhões de dólares

Apoio ao país nos próximos dois anos: Banco Mundial liberta 700 milhões de dólares
O Vice-Presidente regional do Banco Mundial para África, Makhtar Diop, que ontem terminou uma visita de dois dias à Moçambique, disse à jornalistas, em Maputo, que a sua instituição decidiu conceder um donativo de 50 milhões de dólares para ajudar o nosso país a fazer face à crise provocada pelas chuvas e inundações. Makhtar Diop falava momentos após ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Armando Guebuza.

A visita de Diop, surge depois de o Banco Mundial ter aprovado, no dia 24 de Janeiro corrente, 87 milhões de dólares em apoio aos esforços do Governo de Moçambique.

O montante se destina a apoiar o desenvolvimento da economia num ambiente em que se assistem a mudanças climáticas no mundo e para melhorar a qualidade da nutrição para mais de um milhão de moçambicanos.

O financiamento foi igualmente providenciado pela Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA) e não está sujeito a taxas de juros. Dos 87 milhões de dólares, 50 milhões serão alocados para programas de adaptação à mudanças climáticas, e 37 milhões para programas de nutrição nas comunidades.

Relativamente ao encontro com o Presidente Guebuza, o vice-presidente regional do Banco Mundial para África disse ter sido uma oportunidade para discutir aspectos relacionados com a situação económica do país, em geral, e do impacto das inundações, em particular.

“Falamos sobre a situação macroeconómica do país que, no geral, é boa, pois a taxa de crescimento situou-se na fasquia dos 7 por cento em 2012 e a inflação reduziu. Entretanto, concordamos que o desafio futuro é a criação do emprego e acelerar a redução da pobreza. Para fazer isso é importante que o sector da agricultura registe um desenvolvimento através do aumento da produção e da produtividade e da criação de mais emprego”, disse.

Makhtar Diop, afirmou ainda ter abordado com o Chefe do Estado a necessidade de se adaptar o sector da educação de maneira a que este satisfaça as necessidades do mercado.

“Isso passa por dar mais formação técnica para que a juventude moçambicana tenha emprego. Uma outra coisa que discutimos é a necessidade de aumentarmos o conteúdo científico e a qualidade da educação, porque apesar de ser muito importante ir à escola, é melhor que ao sair da escola se tenha um nível de qualificação que seja útil ao sector produtivo”, frisou.

Resultados dos Exames de Admisão à UEM, Lúrio e Zambeze

A consulta dos Resultados dos exames de admissão à Universidade Eduardo Mondlane já disponível online e via SMS.
  • Para consultar os resultados dos exames de admissão pela Internet clique aqui e em seguida escreva o seu número de candidato.

Caso tenha problemas em aceder à base de dados da UEM use o sistema de SMS.

Envie uma SMS para o número 821717 ou 92040 conforme as seguintes instruções:

a) Para candidatos da Universidade Eduardo Mondlane 

Formato da SMS: Uem espaço NúmeroDeCandidato
Exemplo: Para obter os resultados do candidato número 99999
envia a seguinte SMS: Uem 99999

b) Para candidatos da Universidade Lúrio 

Formato da SMS: UL espaço NúmeroDeCandidato
Exemplo: Para obter os resultados do candidato número 88888
envia a seguinte SMS: UL 88888

c) Para candidatos da Universidade Zambeze 

Formato da SMS: Uz espaço NúmeroDeCandidato
Exemplo: Para obter os resultados do candidato número 77777
envia a seguinte SMS: Uz 77777

Notas:

1) Disponível nas redes mcel e vodacom, a um custo unitário de 10,00MT.
2) Termos e Condições Aplicáveis

Boa Sorte!

“Chapeiros” em pé de guerra com autoridades municipais

“Chapeiros” em pé de guerra com autoridades municipais
Os operadores da rota Baixa-Praça dos Combatentes paralisaram as actividades, nas primeiras horas de ontem, por não concordarem utilizar o terminal Anjo Voador, imposto recentemente pelas autoridades municipais. Os mesmos alegam que  o novo terminal não oferece espaço suficiente para acomodar frotas de diversas rotas, além de que o engarrafamento agudiza as dificuldades em fechar receitas.

“O Município obriga-nos a dar a volta no terminal Anjo Voador, mas, ao atravessar a avenida 25 de Setembro, deparamo-nos com um engarrafamento que nos leva muito tempo a fazer o desvio. Além disso, no terminal Anjo Voador não conseguimos levar passageiros, o que dificulta ainda mais o fecho das receitas”, reivindicou um dos transportadores, que se identificou por Mabunda.

A ideia foi secundada pelo coordenador-adjunto da Associação dos Transportadores de Maputo (ATROMAP), António Rodrigues, para quem “a realidade no terreno mostra que o terminal Anjo Voador não tem espaço suficiente para todos os carros estarem lá perfilados para carregar passageiros”.

Com efeito, até cerca das 14h00, vários carros daquela rota encontravam-se estacionadas no mercado do Compone. Nas primeiras horas, as pessoas não tiveram acesso aos transportes com destino à Baixa e vice-versa, sendo que as alternativas eram os transportes das rotas Praça dos Combatentes-Xipamanine e Praça dos Combatentes-Museu, que não chegaram a paralisar as actividades.

Caçadores florestais e fauna bravia abatem crocodilo problemático

Caçadores florestais e fauna bravia abatem crocodilo problemático
Um crocodilo problemático que nos últimos três meses dizimou cinco vidas humanas acaba de ser abatido nas águas do rio Namacurra, distrito do mesmo nome, região localizada na região central da província da Zambézia. Trata-se de um réptil com 3,45 metros de cumprimento e 1,78 de largura.

O animal vivia preferencialmente ao longo das margens daquele rio, semeando terror no seio da população que vive na vila sede distrital, com destaque para populares que utilizam as águas do rio para a actividade pesqueira, bem como para os camponeses que, diariamente, usam o rio para fazer travessia por vias de pequenas embarcações com destino a suas machambas.
A operação que há muito vinha sendo desencadeada pelos caçadores do sector de floresta e fauna bravia da Direcção da agricultura da Zambézia, traz uma grande alegria às comunidades, dado o perigo que homens e mulheres corriam nas águas do rio. Entretanto, a operação vai continuar, de forma a apurar se, ao longo daquele rio, ainda existe aquele tipo de réptil.

De acordo com Mário José, o caçador que dirigiu a operação, “abater o crocodilo foi bastante difícil, por isso, tivemos que coordenar, junto das comunidades, para a localização do animal”.

Baptista José, líder comunitário, contou ao nosso jornal que, para além das cinco vítimas, o crocodilo mutilou membros inferiores a duas outras pessoas. Segundo ele, no rio Namacurra, há probabilidade de existirem muito mais crocodilos.

Banco Mundial disponibiliza 50 milhões Usd para responder às cheias

Banco Mundial disponibiliza 50 milhões Usd para responder às cheias
O Banco Mundial vai disponibilizar 50 milhões de dólares americanos para o governo moçambicano reconstruir tudo o que foi destruído pelas chuvas. Para além de infra-estruturas diversas, o Banco Mundial diz que o financiamento deve ser usado na garantia da saúde das pessoas afectadas ao longo do país.

A garantia foi dada pelo vice-presidente do Banco Mundial para África, Makhtar Diop, que se encontra de visita a Moçambique. “Informar que a nossa instituição apoia o Orçamento do Estado moçambicano com uma quantia de 50 milhões de dólares para ajudar o país nesta situação difícil em que se encontra. Estamos a pensar em estruturar os nossos financiamentos para que tenha impacto na saúde, educação e outros sectores, sobretudo nas zonas afectadas pelas cheias”, disse ontem a jornalistas o quadro sénior do Banco Mundial.

Makhtar Diop fala à saída de um encontro que manteve com o primeiro-ministro moçambicano, Alberto Vaquina, onde para além das questões das cheias abordaram a situação económica do país.

Neste contexto, o vice-presidente do Banco Mundial para África disse que Moçambique tem estado a experimentar um nível de crescimento invejável, o que nos torna num país apetecível de se visitar, tendo elogiado a capacidade do Governo ao manter um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 8% ao ano, na última década.

Makhtar Diop encontra-se de visita a Moçambique pela primeira vez, na qualidade de vice-presidente do Banco Mundial para África. Makhtar está num périplo pela África, onde deverá visitar 48 países.

Saúde Materno-Infantil: África mobiliza recursos para reduzir mortalidade

Saúde Materno-Infantil: África mobiliza recursos para reduzir mortalidade
Esta conclusão foi tirada pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Addis Abeba, na Etiópia, no quadro da XX Cimeira Ordinária da União Africana (UA).

Falando durante uma reunião ao mais alto nível, organizada pelo Presidente cessante da UA, o chefe do Estado do Benin Boni Yayi, sobre a Campanha para a Redução Acelerada da Mortalidade Materna em África (CARMMA, em inglês), os dirigentes africanos sustentaram que é inaceitável que África seja o continente com a taxa de mortalidade materna mais elevada do mundo.

“As taxas de mortalidade materna e infantil elevadas em África são um factor de atraso e de subdesenvolvimento”, disse o Presidente ugandês, Yoweri Museveni.

No caso do Uganda, disse o estadista ugandês, o Governo luta contra o problema dos falecimentos maternos aproximando os serviços de saúde das comunidades locais num raio de pelo menos seis quilómetros.

“A sensibilização deverá ser uma outra abordagem”, sugeriu Museveni, sublinhando a necessidade de incitar as mulheres grávidas a fazerem consultas pré-natais para que possam parir em boas condições.

Museveni considerou, por outro lado, que o desenvolvimento económico deve ser a base da melhoria da qualidade dos serviços de saúde, se aspirarmos a ser economias de rendimento médio.

Actualmente, o risco para uma mulher africana de morrer de complicações devidas à gravidez é de 1 por 39, o que é enorme comparado ao ratio de 1 por 4700 nos países desenvolvidos, segundo as tendências da mortalidade materna recolhidas pelas agências da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 1990 e 2010.

Durante este período, a taxa de mortalidade materna em África recuou 41 porcento ao passo que a de mortalidade infantil, relativa às crianças de menos de cinco anos de idade, baixou 33 porcento.

Esta redução da taxa de mortalidade das crianças de menos de cinco anos seria considerável se a dos recém-nascidos não continuasse alta.

“Temos de dar prioridade à saúde da mãe e da criança nos nossos programas de desenvolvimento. Temos de fazer com que as meninas continuem na escola e que elas não casem demasiado cedo”, disse a Presidente do Malawi, Joyce Banda.

Ela sublinhou que a CARMMA não deve ser considerada como uma estrutura de queixas mas que “a redução dos falecimentos de mães grávidas em África deve ser a nossa preocupação”.

Reconhecendo que a África do Sul era um dos últimos países a terem lançado a estratégia CARMMA, o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse no entanto que o seu país está doravante pronto para aproveitar todas as ocasiões a fim de realizar objectivos fixados no quadro desta estratégia africana.

“A África do Sul compromete-se a fazer todo o seu possível para fazer baixar a taxa de mortalidade materna e infantil e tornar melhores as vidas das mulheres e das crianças, tanto no nosso país como no continente”, indicou.

“Criamos um painel de avaliação nacional para observar os nossos progressos na implementação da CARMMA e com os parceiros de desenvolvimento, ajudamos as províncias a reforçarem os seus planos para atingir os objectivos da CARMMA”, acrescentou o Presidente Zuma.

As principais aspirações da África do Sul são o reforço da planificação familiar para reduzir as grávidas não desejadas, nomeadamente as das adolescentes que constituem 36 porcento dos falecimentos maternos, mesmo se elas apenas representam oito porcento do total das gravidezes.

Zuma revelou que as outras intervenções são a eliminação da transmissão do VIH/Sida da mãe para a criança, o reforço dos serviços da maternidade, a formação dos médicos e das enfermeiras colocados nas unidades de maternidade, a formação das parteiras qualificadas e as medidas de redução da desnutrição.

“Apesar dos progressos realizados na luta contra o VIH/Sida desde 2009, a patologia é responsável por cerca de 40 porcento dos falecimentos das mães e das crianças na África do Sul. Se não agirmos de modo firme contra o VIH, não estaremos mais em condições de reduzir a mortalidade materna e infantil de modo significativo”, disse Zuma.

A reunião de alto nível sobre a CARMMA visava favorecer um compromisso político sustentado, um apoio financeiro e uma implementação reforçada das intervenções a favor da saúde da mãe, do recém-nascido e da criança.

Nacala-Porto – Procura-se investimentos para Zona Franca Industrial

Nacala-Porto - Procura-se investimentos para Zona Franca Industrial
Uma fonte do Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (Gazeda), em Nacala-Porto, revelou ao nosso Jornal que desde aprovação da Zona Franca Industrial (ZFI), naquela região da província de Nampula, ano passado pelo Conselho de Ministros, sua implantação está a seguir alguns passos que passa por infra estruturar o respectivo local e desalojar algumas famílias que eventualmente estejam a residir ou possuam benfeitorias, do mesmo modo que se devem criar condições mínimas com vista a sua acomodação condigna.

Indicou igualmente a abertura das vias de acesso, a instalação de serviços de fornecimento de energia eléctrica e abastecimento de água potável para o consumo humano como condições que obrigam o Gazeda a busca de financiamentos para viabilizar a execução e materialização da Zona Económica Industrial de Nacala.

Entretanto, a nossa fonte refere que enquanto não se conseguem os 50 milhões de dólares americanos, já iniciou um trabalho que se circunscreve no loteamento da zona, ou seja, existe um plano de pormenor que vai ser executado no presente ano, cujo volume de investimento é relativamente pequeno.

No entanto, Branquinho Nhombe ressalva que para colocar os serviços de água e energia eléctrica carece de facto avultadas somas de dinheiro que no presente momento se estudam opções para apurar os valores globais para infra estruturar a zona.

“Neste momento o que temos a afirmar é que o Gazeda já possui o DUAT e na área onde vai ser implantado o projecto foram identificadas 600 famílias que apenas estamos espera dos recursos financeiros para desencadearmos o processo de reassentamento depois de criarmos condições para o efeito”, explicou Nhombe.

Importa referir que para facilitar os investidores para sua instalação na Zona Económica Especial, o Gazeda tomou a iniciativa de construir de raiz um edifício onde para além de funcionar esta instituição, conta igualmente com um Balcão de Atendimento Único (BAÚ), cuja finalidade é de simplificar todos actos processuais relativo à legalização e registo de qualquer tipo de actividade e serviços na ZEEN.

Para o seu pleno funcionamento, o BAÚ deve contar com um conservador de registos, para além de emitir alvarás normais, ao contrário d certificados que estão a ser emitidos presentemente. A entrada em funcionamento deste balcão permitiu reduzir para somente duas horas o tempo de emissão de alvarás para os empresários interessados em abrir negócios na Zona Económica Especial de Nacala.

Frelimo presta apoio a vítimas das inundações

Frelimo presta apoio a vítimas das inundações
A oferta inclui óleo de cozinha, arroz, açúcar, amendoim e sabão. O donativo também inclui material escolar e vestuário.

O Secretário da Frelimo para a área de Organização e Mobilização no distrito Ka Mpfumu, Luís Manuel, disse que o partido vai continuar a ajudar as pessoas afectadas pelas enxurradas e exorta a todos os moçambicanos para que unam os seus esforços e contribuam para apoiar as populações necessitadas.

“Nós como partido Frelimo no Distrito Municipal Ka Mpfumu apelamos e encorajamos a população moçambicana para que continue a desenvolver acções de sensibilização, apoio e solidariedade às populações afectadas pelas enxurradas, com vista a minimizar o sofrimento dessas vítimas das cheias que fustigaram o país”, disse.

Por seu turno, o Secretário-geral da Cruz Vermelha de Moçambique, Américo Ubisse, disse que gostaria que este exemplo do partido Frelimo, no Distrito Municipal Ka Mpfumu fosse replicado por tantos outros partidos políticos, porque nesta fase a solidariedade é a melhor forma de aliviar o sofrimento das vítimas.

“Este foi um grande gesto. Por isso, estamos alegres e vamos assegurar que estes produtos cheguem às vítimas que neste momento precisam muito da ajuda dos moçambicanos”, disse.

Estes produtos deverão ser entregues às vítimas das enxurradas em Chihaquelane, distrito de Chókwè, província de Gaza.

Refira-se que no distrito de Chókwè as cheias afectaram mais de 65 mil pessoas, segundo informações do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC).

Teodato Hunguana critica falta de exercício de autoridade

Teodato Hunguana critica falta de exercício de autoridade
Segundo o membro do Comité Central da Frelimo, Teodato Hunguana, nos últimos anos nota-se que há parcelamentos e atribuição de terrenos pelas autoridades municipais em zonas de grande risco.

Hunguana deu o exemplo do Município da Matola onde se assiste a ocupação de zonas destinadas a evacuação das águas das chuvas, como é o caso da zona localizada entre o terminal de carga (FRIGO) e a empresa CMC, actualmente ocupada por uma série de armazéns, impedindo o escoamento rápido das águas.

Como consequência, segundo Hunguana, que falava segunda-feira,  durante a cerimónia de entrega formal de um donativo para as vítimas das enxurradas na Matola, as águas das chuvas acumulam-se em zonas residenciais, inundando casas e outras propriedades.

Algumas destas zonas nunca antes sofreram os efeitos das enxurradas, porque as águas fluíam facilmente rumo ao mar.

Aliás, algumas pessoas que haviam sido retiradas da zona próxima da Portagem, ao longo da Estrada Nacional número Quatro (EN4), voltaram a ocupar os antigos espaços perante a passividade das autoridades competentes e, hoje, fazem parte de pessoas afectadas pelas enxurradas.

“Na Matola estamos a criar condições para o agravamento da situação das calamidades. Temos de chamar a responsabilidade de quem autoriza a construção em zonas impróprias. Isto é uma urbanização selvagem”, desabafou aquele quadro sénior do partido no poder e que é também residente nesta autarquia.
Visivelmente chocado com a situação das inundações, que todos anos afectam as mesmas zonas, Hunguana exortou os militantes no sentido de trabalharem para corrigirem o que estiver errado em prol do bem-estar das populações.

Em alguns casos, disse Hunguana, nota-se a falta de exercício da autoridade, porque a governação não está sendo efectiva ao ponto das pessoas desafiarem as ordens, construindo ou permanecendo em zonas impróprias.

“Temos de educar as populações para saírem das zonas de risco. Mas, sobretudo, deve-se fazer o uso do poder instituído para manter a disciplina e evitar que as pessoas estejam numa situação de risco”, disse Hunguana, que participou no evento na qualidade de convidado de honra.

Falando à imprensa, Hunguana reiterou o seu ponto de vista sobre a necessidade de as autoridades que tem por missão disciplinar a ocupação de espaços fazerem-no com responsabilidade.

Moçambique e Rússia – Presidente da AR defende acordo na área parlamentar

Moçambique e Rússia - Presidente da AR defende acordo na área parlamentar
Segundo Macamo, a ideia é avançar-se  para a criação de um instrumento que viabilize o aprofundamento das relações de amizade e cooperação entre as duas instituições do poder legislativo.

A Presidente da AR, que falava durante a audiência de despedida que concedeu ao diplomata moçambicano, vincou a necessidade de se saber que tipo de cooperação as autoridades da Federação Russa pretendem estabelecer com a Republica de Moçambique na área parlamentar.

Por seu turno, Mario Ngenya, afirmou que tudo fará para que dentro de um curto espaço de tempo os dois países estabeleçam laços ao nível parlamentar.

Prometeu ainda  desenvolver  esforços no sentido de impulsionar as relações de cooperação bilateral.

Ainda ontem a Presidente da AR recebeu o Representante da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Moçambique, José Guerra, que se fazia acompanhar pelo co-autor do Livro, “Nada a Perder”, Douglas Tavolaro, cujo lançamento teve lugar na tarde de ontem no Centro Internacional de Conferencias Joaquim Chissano, em Maputo.

Na ocasião,  Verónica Macamo enalteceu os esforços que a IURD vem desenvolvendo no sentido de ajudar as vítimas das cheias e inundações que assolam o país. Disse que “todo o tipo de ajuda é bem-vindo porque são muitas pessoas que estão a sofrer e que precisam de ajuda”.

A líder do parlamento moçambicano explicou que  o Governo tem desenvolvido esforços para minimizar o sofrimento das vítimas, embora disponha de poucos recursos, tendo apelado a toda sociedade no sentido de fazer algo pelos moçambicanos que sofrem directamente os efeitos das enxurradas que assolam o país.

Época chuvosa ainda inspira cuidados – segundo INGC

Época chuvosa ainda inspira cuidados - segundo INGC
Com efeito, depois de a bacia do Limpopo ter registado níveis de cheia, as preocupações neste momento estão centradas sobre a província da Zambézia e o Norte do país onde tem estado a chover com abundância, resultando, sobretudo no desalojamento de centenas de famílias, cujas construções são precárias.

Segundo o INGC, enquanto se está em prontidão para atender a eventuais situações extremas, também está-se a prestar atenção às populações acomodadas nos seis centros abertos em Gaza onde estão contabilizadas 138589 pessoas.  

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