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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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30 mil bebés de mães seropositivas nascem livres do HIV

30 mil bebés de mães seropositivas nascem livres do HIV
Estas crianças fazem parte de um universo de 32.832 crianças submetidas ao teste de HIV depois de seis e dezoito meses de vida, tendo o resultado sido negativo em 29.367 menores e positivo em 3.465 bebés.

Estes dados foram tornados públicos por Fernando Morales, director da Fundação Elisabeth Glaser Pediatric, quando falava ontem em Maputo no lançamento do programa de estágios que serão oferecidos por esta instituição a estudantes finalistas dos cursos de Medicina, Matemática e Estatística e Educação da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

A fundação Elisabeth Glaser Pediatric trabalha em parceria com o Ministério da Saúde na área de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV) do HIV de mãe para o filho, incluindo o tratamento a crianças seropositivas.

Até ao ano passado, o país tratava abaixo de um quarto das crianças seropositivas elegíveis ao tratamento, ou seja de um total de 118.824 crianças que necessitavam de tratamento antiretroviral, apenas 25.597 beneficiavam, representando esta cifra uma cobertura de apenas 21.5 por cento.  

Com a inclusão de finalistas universitários no combate ao HIV, sobretudo pediátrico, espera-se que mais mulheres adiram ao tratamento para que aumente o número de crianças que nascem sem o vírus da SIDA no país.

“Espero convencer mais mulheres a aderirem e a não desistirem do tratamento HIV nas comunidades para que nasçam crianças seronegativas. Vou explicar a elas a importância do tratamento para o bem-estar da mãe e do bebé, em particular, e da família no geral. Sei que vou enfrentar desafios, pois trabalharei na área rural onde ainda há muitos tabus à volta do HIV/SIDA”, enfatizou Almira Nhantumbo, 23 anos, estudante do curso de Psicologia Social Comunitária.

Abdul Fahao, finalista do curso de Estatística, diz que a oportunidade de estagiar nesta fundação vai consolidar os seus conhecimentos e ajudar a melhorar a qualidade dos dados estatísticos na área da saúde.A maioria dos 13 estudantes seleccionados iniciará o seu estágio próxima semana na província de Gaza, a mais afectada pelo HIV/SIDA no país, com cerca de 25.19 por cento de seroprevalência.

Nampula – Cerca de 70 crianças reunificadas às famílias

Nampula - Cerca de 70 crianças reunificadas às famílias
Para as crianças integradas em cuidados alternativos foram estabelecidos projectos de criação de frangos para o seu auto-sustento, a produção de peças de roupa e acessórios no Infantário Provincial, segundo deu a conhecer ao nosso Jornal o chefe do Departamento de Acção Social, Ahate Dauto, técnico ligado ao sector junto da Direcção Provincial da Mulher e Acção Social em Nampula.

Como actividades de seguimento, aquela instituição definiu a continuação da identificação de outras crianças, seu mapeamento e monitoria, não apenas naqueles dois importantes centros urbanos da província de Nampula, mas também noutras zonas onde o fenómeno de criança de rua esteja a despontar.

Para alcançar estes objectivos, o Departamento de Acção Social, vai potenciar a criação de novas parcerias na área de assistência à criança, o seu enquadramento no processo de ensino e aprendizagem, em coordenação com o sector da Educação, para além da implantação de um banco de dados para rastrear o número de petizes vivendo na rua.

Contudo, Ahate Dauto, aponta a insuficiência de recursos financeiros com que a instituição se debate para fazer face à assistência e reunificação familiar das crianças de rua que, na sua maioria, mostram a sua disponibilidade em voltar ao convívio familiar.

O transporte para assegurar o acompanhamento destes petizes apôs a sua reunificação nas respectivas famílias ou substitutas, também tem sido um grande embaraço, aliado à falta de documentação das crianças, facto que, nalgumas vezes, dificulta a sua integração escolar, mesmo depois do seu encaminhamento aos familiares.

Na cidade de Nampula, por exemplo, foram identificados os principais locais onde existe maior parte de crianças na rua, nomeadamente no Jardim Parque Popular, a zona dos Bombeiros, Padaria Nampula, no Hotel Girassol, no supermercado Recheio e nos mercados Central e do Belenenses, cujas idades variam entre sete e 17 anos, desenvolvendo actividades diversas como a lavagem de carros, carregamento de bagagens ou venda de produtos consumíveis.

Maioritariamente, as crianças inqueridas sobre quais sãos as principais razões que as levam a abandonar os respectivos lares, apontam a orfandade, conflitos conjugais, desvio de bens nos seus lares, elevado número de agregado familiar e pobreza, para além de maus tratos.

Um facto curioso deste trabalho de identificação destas 96 crianças que viviam maior parte na rua, 37 afirmam mostrar interesse em voltar aos respectivos lares, enquanto outras 49 querem regressar aos bancos da escola, tendo em conta que o nível de escolaridade varia entre 1ª e 7ª classe, cuja sua permanência na rua alterna entre três a mais de seis meses.

Projectada criação de um fórum urbano

Projectada criação de um fórum urbano
A entidade poderá ser composta por agentes do governo, sector privado, da sociedade civil e das agências de cooperação, segundo disse há dias, em Maputo, o Director Executivo do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), Joan Clos.

Considerou que o Fórum Urbano é de capital importância se considerada a necessidade urgente que Moçambique tem para reflectir sobre matérias do ordenamento territorial que respeite os instrumentos legais nacionais e internacionais sobre terras.

Contudo, ainda não foram definidas datas para a constituição legal do fórum sabendo-se apenas que há muito interesse em fazê-lo.

A ideia do Fórum Urbano de âmbito nacional segue experiências internacionais bastante apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Presentemente, existe o chamado Fórum Urbano Mundial que se debruça sobre questões como a urbanização rápida dos países em desenvolvimento e o impacto sobre as populações, as cidades, a economia territorial, as mudanças climáticas e políticas.

No plano internacional, o fórum junta actores que trabalham no domínio do desenvolvimento das cidades como sejam os líderes governamentais, os presidentes dos municípios, representantes de redes internacionais, regionais e nacionais, governos locais, organizações não-governamentais, pesquisadores e associações que trabalham no quadro do desenvolvimento urbano.

Na mesma linha, o Director Executivo da UN- Habitar que esteve de visita ao nosso país, disse ser necessária a elaboração de uma política urbana intersectorial, de modo a harmonizar as actividades que têm sido desenvolvidas nos diferentes bairros. Tudo porque, conforme referiu, neste momento o que existe é de âmbito sectorial, o que limita as discussões e planos ligados aos assentamentos urbanos.

Entretanto, apelou às multinacionais para que respeitem os Direitos Humanos durante o processo de transferência de famílias decorrente da implementação de grandes projectos industriais. “As multinacionais devem, neste processo de transferência de famílias, minimizar os danos ao máximo quanto menos melhor, seguindo os processos legais, respeitando a lei e fazendo adequadas compensações, respeitando os Direitos Humanos dos cidadãos”, disse.

Nos últimos tempos, Moçambique tem descoberto grandes reservas de carvão mineral e gás natural, o que tem levado algumas famílias a abandonarem as suas zonas de origem de modo a dar espaço à instalação de indústrias.

Abrandam inundações em Sofala

Abrandam inundações em Sofala
Tal facto foi revelado ontem, na Beira, pelo delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) naquela província, Teixeira Almeida, depois de receber um donativo da Igreja Universal do Reino de Deus para as vítimas destas intempéries no país.

Segundo ele, em Sofala, a situação de desastres provocadas por intensas chuvas no território nacional e países vizinhos está controlada, não obstante o rio Zambeze ainda encontrar-se acima do nível de alerta em Caia e Marromeu, enquanto o Púnguè, Búzi e Save tende a baixar lentamente.

Consubstanciou que, neste momento, não há na província de Sofala um número significativo de pessoas que, exactamente, precisam de ajuda de emergência. Todos os afectados são apontados como tendo já reconstruído suas casas que haviam sido destruídas pela mesma situação calamitosa.

Contudo, soubemos que continua, no terreno, o trabalho de sensibilização da comunidade para se afastar das zonas susceptíveis a inundações.

Por este motivo, a nossa fonte aponta não haver necessidade de auxílio humanitário, sendo que a ajuda de solidariedade que se verifica no terreno vai ser canalizada aos infortunados baseados nas províncias da Zambézia e Gaza, faltando apenas uma orientação do governo neste sentido.

“Temos muitos produtos da primeira necessidade nos nossos armazéns, na Beira, resultantes da contribuição da sociedade civil, empresarial e algumas formações políticas como a Frelimo, para além da ajuda da população, em geral”-reafirmou Teixeira Almeida.

Entretanto, a Igreja Universal do Reino de Deus, através do seu braço humanitário denominado Associação Beneficiente Cristã, entregou ao INGC, em Sofala, 50 sacos de roupa usada, 500 quilogramas de arroz, 250 de farinha de milho, 20 de milho, 17 caixas de água mineral e quatro sacos de calçados.

Trabalhadores da imobiliària da CMC em greve na Matola

Trabalhadores da imobiliària da CMC em greve na Matola

Entre as várias motivações da greve, exige-se o afastamento imediato da directora Mariagracia Bonini, de nacionalidade italiana que acusam-na de racista e, acima de tudo, da falta de consideração para com os subordinados.

“Nós somos do ramo imobiliário. Desde 2011 que temos estado a fazer um abaixo exigindo a favor da retirada da nossa directora por tratamento desumano. Se hoje decidimos paralisar é porque não suportamos o tratamento que ela nos dá. Chama nos nomes, trata-nos por pretos ratazanas, entre outros atributos pouco abonatórios”, desabafam.

Para além da retirada incondicional da directora, eles exigem também a revisão dos contractos que até então não tem observado passos claros, favorecendo apenas o contratante em detrimento do contratado, ao ponto de serem ignorados os direitos mais básicos deste, em caso de rescisão.

 Os trabalhadores por nós contactados dizem ter chegados à  paralisação por verem que há morosidade e  falta de interesse por parte do patronato em responder o seu pedido manifestado sob forma de um abaixo assinado.

Pouco mais de 80 trabalhadores fazem parte da lista das assinaturas a que a nossa Reportagem teve acesso, tendo como pano de fundo a retirada da directora como condição para um clima de paz dentro da empresa.

Perseguição, maus tratos  e agressão verbal fazem parte do dia-a-dia dos trabalhadores da imobiliária.

Quando partiu para as ferias de natal advertiu-nos que ia a Itália e os ratos iam ficar a passear em cima das mesas mas logo que regressar viria com uma ratoeira em riste e por estas e outras razoes sentimos não haver condições de continuarmos a trabalhar com esta directora”, afirmam.
No contexto da paralisação, a nossa Reportagem ouviu o representante do sindicato local dos trabalhadores que reconhece a legitimidade das reivindicações, mas que aponta falhas  a falha no que  tange aos procedimentos, pois ainda estava-se no processo negocial com o patronato.

 “Eles tomaram a iniciativa por pensarem que não estávamos a conduzir o processo de forma favorável e por acharem a demora demasiada, foram  até à embaixada da Itália exigir a retirada da directora e hoje decidiram paralisar”,disse a fonte.

Sobre a legalidade da greve a representante do sindicato disse não terem sido observados alguns passos, pois ainda não estava esgotada a negociação.

A direcção da empresa declinou-se a prestar declarações tendo para o efeito, deixado recomendações para se vedar qualquer acesso as instalações à Imprensa.

Explosão na central térmica: Maputo paralisada

Explosão na central térmica: Maputo paralisada
A paralisação definitiva da maioria das actividades na cidade capital verificou-se por volta das 11 horas de ontem, Maputo foi afectado por mais um apagão que se prolongou até a noite, afectando todas as áreas de actividade, com excepção do comércio informal.

Grande parte das instituições públicas, privadas e de prestação serviços viram-se obrigadas a paralisar, por falta de condições para prosseguir com seus trabalhos, cortou-se a energia. Há igualmente casos de numerosas empresas que dispensaram os seus trabalhadores da actividade laboral.

O apagão afectou em grande medida os sectores de restauração e hotelaria, a maioria dos quais se refere a enormes prejuízos resultantes da danificação de equipamentos e da deterioração de produtos congelados, com destaque para carnes, mariscos e frescos.

Ademais, os gestores destes estabelecimentos referem-se também a redução do número de clientes devido à falta de energia eléctrica que resulta um total desconforto da clientela.

Os bancos comerciais da cidade capital operaram com dificuldades e, na maioria dos casos, os gestores destas agências apontam falhas nos sistemas de operação e a restrições no fornecimento de energia eléctrica.

Em quase todos os passeios da zona baixa da cidade e arredores foram instalados geradores para electrificar as lojas, escritórios e noutro tipo de estabelecimentos para evitar a paralisação total das actividades. Funcionava-se a meio gás nuns e outros nem sequer havia actividade.

O trânsito não escapou aos efeitos das restrições uma vez os semáforos terem ficado paralisados. Por causa disso, logo depois do apagão a circulação tornou-se caótica com longas filas de viaturas a caracterizarem o tráfego rodoviário. Não houve registo de acidentes uma vez a Polícia de Trânsito ter acorrido à rua para regular o tráfego.

Os transportadores semi-colectivos de passageiros aproveitaram-se da agitação para completar as suas receitas, antes da hora de ponta, uma vez o movimento ter crescido logo depois do meio-dia.

Maputo ainda sob efeitos do apagão: Complexidade do trabalho atrasa reposição de energia

Maputo ainda sob efeitos do apagão: Complexidade do trabalho atrasa reposição de energia

O administrador executivo da EDM, Adriano Jonas, disse que o problema prevalecia devido à complexidade dos trabalhos que deviam ser efectuados para a reposição efectiva do fornecimento de energia à capital.

Até cerca das 21.00 horas de ontem já tinha sido restabelecida a ligação à maioria dos bairros residenciais da cidade, com a excepção da zona da Baixa e a Avenida Ahmed Sekou Touré, zona do Prédio da Revista Tempo.

Previa-se que estas áreas voltassem a receber energia de forma definitiva até às 22.00 horas.

“A nossa previsão era de que o problema fosse ultrapassado até a manhã de ontem, mas durante as operações fomos nos apercebendo da complexidade do trabalho a ser efectuado”, disse Jonas.

Por causa da envergadura do trabalho, a cidade voltou a registar um apagão das 11.00 horas até a meio da noite de ontem. Essa situação provocou a paralisação de grande parte das actividades.

Numerosas instituições públicas, privadas e de prestação serviços deixaram de trabalhar por falta de condições para prosseguir com as suas actividades, dispensando os seus funcionários um pouco mais cedo.

O apagão afectou os sectores bancário, comercial, as comunicações, as áreas de restauração e hotelaria, estas últimas cuja maioria se refere a enormes prejuízos resultantes da danificação de equipamentos e da deterioração de produtos congelados.

Os bancos comerciais da cidade capital operaram com dificuldades e, na maioria dos casos, os gestores destas agências apontam falhas nos sistemas de operação derivadas de restrições no fornecimento de energia eléctrica.

Em quase todos os passeios da zona baixa da cidade e arredores foram instalados geradores para electrificar as lojas, escritórios e noutro tipo de estabelecimentos para evitar a paralisação total das actividades.

O trânsito não escapou aos efeitos das restrições, uma vez os semáforos ficaram paralisados. Por causa disso, logo depois do apagão a circulação tornou-se caótica com longas filas de viaturas a caracterizarem o tráfego rodoviário. Não houve registo de acidentes o que em parte deveu-se à presença visível de agentes da Polícia de Trânsito para orientarem a circulação automóvel em tempo de crise.

Restabelecida circulação de comboios em Nacala

Restabelecida circulação de comboios em Nacala

Segundo uma nota da empresa Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), gestora do sistema ferroviário, desde sábado último que se encontram asseguradas as condições de segurança no referido troço, o que possibilita a normal circulação dos comboios de mercadorias nos sentidos ascendente (Nacala-Nampula) e descendente (Nampula-Nacala).

Os trabalhos consistiram na construção de uma ponte provisória de madeira para o suporte da linha, depois que será construído um aqueduto.

Recorde-se que ao longo do período em que a movimentação de comboios ficou condicionada, diversas empresas que usam aquela ferrovia para as suas transacções comerciais, acumularam enormes prejuízos financeiros, parte dos quais estão ainda por contabilizar.

Várias tentativas de intervenção de emergência para a reparação dos danos causados pela chuva na ferrovia, que chegaram a ser ensaiadas momentos depois do deslizamento dos solos, fracassaram devido à contínua queda de intensas chuvas que se registavam em toda a província de Nampula, particularmente no distrito de Monapo, onde ocorreu o arrastamento dos solos que sustentam aquela vital infra-estrutura ferroviária no transporte nacional e regional de mercadorias.

Refira-se que países do “hinterland” como o Malawi e  a  Zâmbia, importam e exportam as suas mercadorias através do sistema ferroviário de Nacala, como o são os casos de combustíveis, fertilizantes, clinquer (usado no fabrico de cimento), tabaco, entre outros.

Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade

Papa Bento 16 surpreende o mundo ao renunciar alegando fragilidade

O papa Bento 16 surpreendeu o mundo ao dizer, esta Segunda-feira (11), que irá renunciar como líder da Igreja Católica a 28 de Fevereiro por não ter mais as forças necessárias para realizar os deveres do seu ofício, tornando-se o primeiro pontífice desde a Idade Média a tomar decisão deste tipo.

O papa, alemão de 85 anos, visto como um herói por católicos conservadores e com suspeição por liberais, disse que havia percebido que a sua força havia se deteriorado nos últimos meses.

Um porta-voz do Vaticano disse que o papa não havia renunciado por “dificuldades no papado” e que a decisão havia sido uma surpresa, indicando que mesmo os auxiliares mais próximos não sabiam que ele estava para deixar o cargo.

O papa não teme uma cisão na igreja após a sua renúncia, disse o porta-voz. O papado de Bento 16 foi marcado por uma crise a respeito de abuso sexual de crianças que abalou a igreja, por um discurso que desagradou os muçulmanos e por um escândalo envolvendo a divulgação de documentos privados através do seu mordomo pessoal.

Num comunicado, o papa disse que para governar “tanto a força da mente quanto do corpo são necessárias, força que nos últimos meses tem se deteriorado em mim ao ponto de ter que reconhecer a minha incapacidade de realizar adequadamente o ministério que me foi confiado.”

“Por esta razão e consciente da seriedade deste acto, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro”, disse o papa, de acordo com um comunicado do Vaticano.

Nos últimos meses, o papa parecida cada vez mais frágil nas suas aparições públicas, muitas vezes precisando de ajuda para caminhar. O porta-voz do Vaticano disse que o pontífice irá renunciar às 16h do dia 28 de Fevereiro, deixando o posto vazio até que um sucessor seja escolhido.

Bento 16 foi eleito para suceder João Paulo II, um dos pontífices mais populares da história. Ele foi escolhido a 19 de Abril de 2005, quando tinha 78 anos, 20 anos mais idoso que João Paulo II quando foi eleito.

O papa Bento 16 era aguardado no Rio de Janeiro em Julho deste ano, na Jornada Mundial da Juventude, que vai reunir milhões de jovens católicos do mundo inteiro.

Moçambique: Apenas 20% dos adultos possuem conta bancária

Moçambique: Apenas 20% dos adultos possuem conta bancária

Em Moçambique, apenas 20 por cento da população adulta possui conta bancária de depósito e crédito, uma fasquia muito abaixo da média registada ao nível dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da Africa Austral, que em 2010 era de 38,9 por cento.

Este número representa um crescimento assinalável se se considerar que em 2005, a proporção da população adulta detentora de contas bancárias, era de apenas seis por cento segundo dados do Banco de Moçambique.

Estes dados mostram claramente que um número elevado de pessoas, algumas das quais potenciais empreendedoras, bem como muitas pequenas e médias empresas ainda estão excluídas do sector financeiro, impedindo-as de aproveitarem oportunidades para crescerem e prosperarem economicamente.

Esta situação deve-se ao facto de a rede bancária ser ainda ineficiente, cobrindo apenas 63 dos 128 distritos do País.

A expansão da rede bancária, que contribuiria substancialmente para o alcance de um dos objectivos do Governo que é a inclusão financeira de todos os moçambicanos, está condicionada a factores como natureza socioeconómica, densidade populacional e infra-estruturas existentes nos distritos, segundo mostra um estudo realizado pelo Banco de Moçambique sobre desafios da inclusão financeira em Moçambique.

As agências de instituições financeiras tendem a posicionar-se nos locais onde há electricidade e telecomunicações, isto porque a representação bancária pelos distritos do País também depende da existência e do padrão de distribuição de infra-estruturas, tais como estradas de qualidade, revestidas ou com nível aceitável de transitabilidade, e a existência de pontos que garantam a comunicação.

No entanto, existem distritos que possuem estas infra-estruturas exigidas sem presença bancária. São os casos de Ile, Gilé, Murrupula, Lichinga e Guru.

No que tange à componente socioeconómica, o estudo frisa que existe florescimento notório da actividade económica ao longo do País, o que constituiu um factor potencial a considerar na abertura de agências.

Apesar de existirem regiões que tenham assinalável volume de actividade económica e potenciais clientes, designadamente: pessoal ao serviço das unidades económicas, a disponibilidade de serviços e produtos financeiros é incipiente.

“Tal deve-se ao facto de os únicos provedores destes serviços e produtos, tais como organizações de poupança e empréstimo, cuja actividade tem enfoque na comunidade, e operadores de microcrédito com enfoque nos particulares, não serem intermediários financeiros convencionais”.

Dos distritos com alguma dinâmica na actividade económica e sem representação bancária destacam-se Zumbo, Marávia, Chifunde, Sanga, Muembe, Mecula, Majune, Mavago, Maúa, Nipepe, Namuno, Macomia, Quissanga, Mecuburi, Ribaue, Moma, Pebane, Chinde, Mopeia, Namarroi, Machanga, Mossurize, Macossa, Massangena, Mabalane, Chigubo, Mabote, Funhalouro e Panda.

Em termos demográficos, destaca-se o papel preponderante que a densidade populacional exerce sobre o padrão de distribuição da rede bancária, caracterizada por uma tendência geral para as agências se concentrarem nas regiões de maior densidade populacional.

Contudo, existem distritos como Metuge, em Cabo Delgado, e Lichinga, em Niassa, que com elevada densidade populacional, mas sem cobertura bancária.

Face a estas situações, o estudo defende que “torna-se necessário abordar os desafios que ainda prevalecem relacionados com a inclusão financeira dos moçambicanos, com destaque para os aspectos que concorrem para o alargamento da disponibilidade e utilização dos serviços e produtos financeiros do lado da oferta ”.

A expansão dos serviços e produtos financeiros a nível do País constitui um dos principais objectivos assentes nos documentos estratégicos do Governo sendo de destacar as estratégias de Desenvolvimento Rural, de Finanças Rurais e Plano Estratégico do Banco de Moçambique, bem como no lançamento da Campanha Nacional de Promoção da Poupança.

Nos últimos anos, o acesso aos serviços financeiros tem estado a melhorar no país, apesar da maioria dos pontos de acesso de serviços financeiros continuar concentrada nas principais cidades.

Assim, em termos geográficos, o acesso de agências passou de 2,9 por 10.000 quilómetros quadrados em 2005 para 6,6 em 2012.

Em termos demográficos, o acesso aos serviços financeiros passou de 2,2 agências por 100 mil adultos em 2005 para 4,1 em 2012.

Segundo o estudo, tal facto deveu-se ao incremento dos pontos de acesso físico, nomeadamente as agências bancárias, ATM e POS, ao crescente número de organizações de poupança e empréstimo, operadores de micro-finanças bem como dos agentes de instituições de moeda electrónica colocadas nos distritos.

Até ao final de 2012, o sector financeiro nacional sob a supervisão do Banco de Moçambique, em termos institucionais, era composto por 18 bancos, oito microbancos, sete cooperativas de crédito, uma instituição de moeda electrónica, 11 organizações de poupança e empréstimo e 202 operadores de microcrédito.

Até finais de 2005, o país contava com 12 bancos, dos quais nove eram designados comerciais, três de micro-finanças e seis cooperativas de crédito.

Transbordo de rio faz desabar ponte e interrompe trânsito na principal estrada de Moçambique

Transbordo de rio faz desabar ponte e interrompe trânsito na principal estrada de Moçambique

A pressão das águas de um rio na Zambézia, centro de Moçambique, provocou o desabamento de uma ponte e interrompeu o trânsito de veículos pesados na principal estrada do país, que liga o sul ao centro e norte, informou fonte oficial.

O trânsito rodoviário na EN1 ficou condicionado na sexta-feira, após o desabamento de uma ponte em Nicoadala, disse hoje Daniel Patel, delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE) na Zambézia.

Este responsável disse que o corte da principal estrada do país, devido à pressão das águas do rio Namingorizine, na região de Amoro, paralisou por completo o tráfego de viaturas pesadas, que está apenas aberto a viaturas ligeiros e de passageiros.

“O corte verificou-se às 20:00 de sexta-feira e desde lá trabalhamos para condicionar o tráfego ligeiro a meia faixa. Vedámos [o trânsito a] veículos pesados para evitar um corte definitivo da estrada, enquanto esperamos a colocação de uma ponte metálica no local”, explicou Patel.

Como medida de segurança, por o asfalto ter cedido quase 20 centímetros face ao nível da estrada, os passageiros atravessam a pé os cerca de cinco metros do corte.

Segundo a mesma fonte, uma estrutura metálica está a ser transportada do distrito de Dondo (província de Sofala), para ser colocada no local do corte, prevendo-se que a reabertura do tráfego ocorra na tarde de domingo.

“Estamos à espera do camião que está a trazer as peças metálicas para montarmos uma ponte de dois metros da parte cortada nas duas faixas. O empreiteiro está posicionado no local e esperamos que em dois dias estará reposto o trânsito”, acrescentou Daniel Patel.

A EN1 já estivera, recentemente, com trânsito condicionado na cidade de Xai-Xai (Gaza, sul) devido ao transbordar das águas do rio Limpopo.

A província da Zambézia é, até agora, a mais afectada pelas enxurradas que se registam na região centro de Moçambique e que já provocaram a morte de 105 pessoas e obrigaram à transferência de milhares para campos de abrigo.

Prejuízos da EDM podem chegar aos 100 milhões de meticais

Prejuízos da EDM podem chegar aos 100 milhões de meticais

A Electricidade de Moçambique estima em cerca de 100 milhões de meticais os prejuízos em equipamentos danificados na sequência da explosão da subestação da SONEFE, ao longo da Estrada Nacional 4, na madrugada da passada sexta-feira. Trata-se apenas de dados preliminares, já que detalhes poderão ser, brevemente, avançados por peritos da Alemanha, país de origem dos equipamentos.

“Neste momento, é difícil fazer avaliação porque, naturalmente, nós estamos mais orientados para o trabalho de emergência. Mas os custos relacionados com o equipamento danificado, se tivermos que repor tudo, podemos estar a falar de cerca de 100 milhões de meticais”, avançou o administrador executivo da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), Adriano Jonas.

Jonas explicou, ao nosso jornal, que “neste momento ainda não podemos avançar números exactos, porque ainda tem de ser feita uma peritagem que vai determinar e recomendar qual é o trabalho posterior a ser feito. E, para isso, vamos contar com a intervenção do fabricante, que já foi contactado e disponibilizou-se a deslocar-se da Alemanha para nos assessorar nisto. A partir daí vamos poder avaliar e dizer com mais precisão o que deve ser feito”.

Na sequência daquela avaria, que provocou, inclusive, a morte de um dos técnicos da EDM, parte da cidade de Maputo e Matola sofreu restrições no fornecimento de electricidade, de cerca de 10 horas na sexta-feira e oito no sábado.

Técnicos da empresa garantem que o sistema volta à normalidade a partir de hoje, depois de trabalhos aturados durante o fim-de- semana, visando a instalação de uma ligação definitiva em substituição da alternativa.

A EDM justifica ainda que as restrições no fornecimento de electricidade às cidades de Maputo e Matola ficaram a dever-se ao recurso a uma ligação alternativa.

De referir que a EDM ainda não apurou as causas da explosão, mas sabe-se que as constantes restrições no fornecimento de electricidade causaram prejuízos significativos a comerciantes e famílias.

Por exemplo, alguns supermercados da capital fecharam antes da hora estabelecida este domingo, alegadamente por falta de energia eléctrica.

Maxixe: Desconhecidos semeiam terror na Escola Secundária de Chambone

Maxixe: Desconhecidos semeiam terror na Escola Secundária de Chambone
Está instalado o medo no seio dos alunos do curso nocturno na Escola Secundária de Chambone, na cidade da Maxixe, onde desconhecidos ameaçam e roubam bens dos estudantes à saída daquele estabelecimento de ensino.

Os supostos criminosos interceptam alunos a arrancam telemóveis e material escolar.
Os malfeitores não só atacam os alunos, como também invadem o recinto escolar, onde vandalizam carteiras, vidros e outros bens da educação.

A direcção da escola receia que a situação possa contribuir para a desistência de muitos alunos, aliás, nos últimos dias, o número de estudantes reduziu significativamente.

Face a este cenário, a direcção da escola viu-se obrigada a solicitar a intervenção da polícia da República de Moçambique para o reforço das medidas de segurança.

O director da Escola Secundária de Chambone, Hélder Francisco, disse que outro problema relaciona-se com os acidentes de viação, devido a sua localização junto da estrada nacional número um.

Só no ano passado, quatro sinistros ocorreram em frente da escola, causando mortes e ferimentos a um considerável o número de pessoas, incluindo alunos.

Para contornar este problema, a escola ergueu um muro de vedação, mas a realidade exige a tomada de outras medidas, segundo o director da escola.

Alto funcionário do Banco Mundial aguardado em Maputo

Alto funcionário do Banco Mundial aguardado em Maputo

O Director Executivo da Constituência do Grupo Africano 1 do Banco Mundial, da qual Moçambique faz parte, Denny Kalyalya , visita Moçambique a partir deste domingo.

Segundo fontes do Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), Kalyalya vai se encontrar com diversos membros do Governo moçambicano para discutir e obter uma melhor compreensão sobre os desafios de desenvolvimento enfrentados por Moçambique, incluindo a relação de Cooperação entre o país e o Banco Mundial.

Kalyalya, que estará em Moçambique até dia 12, deverá efectuar visitas de campo.
Esta é a segunda visita de um dirigente do Banco Mundial a Moçambique efectuada este ano.

Em Janeiro último, esteve no país o vice-Presidente Regional do Banco Mundial para África, Makhtar Diop, que no final da sua visita revelou que a instituição que representa vai desembolsar um total de 700 milhões de dólares norte-americanos (USD) nos próximos dois anos para apoiar diversas áreas de desenvolvimento em Moçambique.

Moçambique mantém relações de cooperação com o Banco Mundial desde 1984.
No âmbito desta cooperação, o país beneficiou de cerca de 3,6 biliões USD, traduzidos em mais 67 créditos e donativos para Programas de Ajustamento Estrutural, financiamento a projectos de desenvolvimento e Apoio Directo ao Orçamento do Estado.

Nampula: Diarreias agudas matam catorze pessoas

Nampula: Diarreias agudas matam catorze pessoas

Catorze pessoas perderam a vida, em Janeiro findo na província de Nampula, vítimas de diarreias agudas supostamente provocadas pelo consumo de água não tratada.

O facto foi tornado público por Assina Babú, do departamento de saúde, na direcção provincial de saúde em Nampula.

O número de óbitos, resultantes das diarreias agudas, corresponde a uma evolução em dez por cento, comparativamente a igual período do ano passado.

Assina Babú disse ter havido igualmente um aumento de casos de diarreias agudas em Nampula, ao se registarem nove mil novecentos e treze este ano, contra nove mil e vinte e quatro em 2012.

Outra doença de origem hídrica que preocupa o sector de saúde em Nampula é a disenteria, com uma evolução de trinta e um por cento.

Num outro desenvolvimento, aquela técnica de medicina preventiva fez saber que a malária conheceu um incremento de vinte e três por cento, em consequência das precárias condições de saneamento.

Assina Babú apontou os distritos de Malema, Memba, Monapo e Nacala-a-Velha, como sendo as regiões que têm vindo a notificar mais casos.

Guebuza promulgou leis eleitorais abrindo caminho à marcação de eleições

Guebuza promulgou leis eleitorais abrindo caminho à marcação de eleições
O Presidente Armando Guebuza, promulgou o pacote eleitoral aprovado pela Assembleia da República de Moçambique, abrindo caminho à marcação do ciclo eleitoral que se inicia este ano com as autárquicas.

Segundo um comunicado da Presidência, Armando Guebuza promulgou na sexta-feira as leis que estabelecem o quadro jurídico para a realização das assembleias provinciais, que aprovam a institucionalização do recenseamento eleitoral e o quadro jurídico da Comissão Nacional de Eleições e que estabelecem o quadro jurídico-legal para as eleições do presidente do conselho municipal e dos membros da assembleia municipal.

Com a entrada em vigor das leis, os órgãos eleitorais podem fazer a calendarização dos respectivos processos e submeter a data das eleições ao chefe de Estado.

Para este ano está prevista a realização de eleições autárquicas, realizando-se em 2014 as eleições gerais (presidenciais e legislativas).

Maputo: Ramo de Eucalipto cai e danifica uma viatura

Maputo: Ramo de Eucalipto cai e danifica uma viatura
O incidente ocorreu por volta das 16h40min, quando uma viatura estacionada na Rua Francisco Matange esquina com Av. Eduardo Mondlane bem mesmo no Centro infatil Cinderella, caiu sobre ela um ramo duma árvore de Eucalipto, a proprietária se encontrava fora da viatura que de seguida ficou em pânico e as pessoas que por ali passavam.

Segundo testemunhas oculares, na altura do facto, algumas pessoas que estavam perto ainda se aperceberam dos estalidos provocados pelo início da queda da árvore, tendo se afastado, precipitadamente, evitando o pior.

Este é mais um incidente que acontece com as arvores da cidade das acácias, de lembrar que em Janeiro último ocorreu a queda duma acácia na avenida Agostinho Neto que derrubou um poste de betão de transporte da corrente eléctrica que destruiram uma viatura de marca BMW.

Estes incidentes podem estar relacionados com o deficiente sistema de substituição das árvores, enquanto isso elas vão caindo e destruir tudo à sua volta.

Autoridade Tributária desmantela empresa que emitia matrículas na Tiauto

Autoridade Tributária desmantela empresa que emitia matrículas na Tiauto

A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) desmantelou a Progest (empresa que emitia chapas de matrículas no Terminal Internacional de Automóveis da Machava, no município da Matola, em Maputo.
A decisão saiu de um encontro de emergência que teve lugar em Maputo, última sexta-feira, que reuniu o presidente da AT, Rosário Fernandes, quadros das Alfândegas, bem como os responsáveis da Progest.

No final do encontro, a Autoridade Tributária emitiu um comunicado de imprensa que interdita a Progest de continuar a emitir chapas de matrículas no perímetro da Tiauto, uma medida com efeitos imediatos.
“É expressamente interdita, com efeitos imediatos, a emissão de chapas de matrículas de veículos automóveis no perímetro da Tiauto 1 e a Progest deverá identificar outro local para a emissão de matrículas”, lê-se no comunicado da Autoridade Tributária.

Para além disso, Rosário Fernandes decidiu que é igualmente proibida a vinculação e atribuição de chapas de matrícula no local de desambaraço aduaneiro, cabendo aos titulares dos veículos a opção por fornecedores destes serviços.

Por outro lado, todas as obrigações fiscais da Progest, em situação irregular, deverão ser cumpridas nos termos da Lei, com as implicações jurídico-legais inerentes.  Aliás, o responsável da Progest confirmou em contacto telefónico com a nosso jornal que a sua empresa foi desactivada da Tiauto, mas não admitiu que obrigava os donos das viaturas a estamparem matrículas no local.

A nossa fonte teve acesso às facturas de pagamento de estacionamento, que incluem também a matrícula. Ou seja, sem o pagamento da chapa da matrícula, a viatura ficava retida do parque da Tiauto.

Depois do apagão do fim-de-semana: Fornecimento de energia normaliza-se em Maputo

Depois do apagão do fim-de-semana: Fornecimento de energia normaliza-se em Maputo

Como consequência disso, numerosos estabelecimentos comerciais, hoteleiros, unidades sanitárias e restaurantes da cidade de Maputo funcionaram a meio-gás entre sábado e domingo.
Até a tarde de ontem já tinha sido restabelecida a corrente eléctrica à zona da baixa da cidade e aos bairros do Aeroporto, Alto Maé, Jardim, Sommerschield, Polana, Laulane que, até o princípio da manhã, continuavam sem energia.

Segundo Adriano Jonas, administrador executivo da EDM, previa-se que entre as 22.00 horas de ontem e a manhã de hoje a baixa da cidade voltasse a ficar sem luz para se concluir a instalação de uma linha alternativa.
Esta linha não deverá depender da Central Térmica de Maputo, danificada com a explosão, e visa assegurar o fornecimento de corrente eléctrica com garantia até que seja definitivamente reparada a avaria.

Adriano Jonas disse que a situação tendia a normalizar, prevendo-se que hoje o problema seja ultrapassado com a instalação e entrada em funcionamento da referida linha que vai fornecer corrente eléctrica a Maputo e Matola.
“Para tal, vamos transferir o controlo da linha para a subestação da Matola, no bairro do Fomento. No entanto, o sistema terá menos flexibilidade em relação à questão de reposição em casos de corte”, disse Adriano Jonas.

A avaria na Central Térmica de Maputo resultou de uma explosão ocorrida na madrugada de sábado naquela unidade, que vitimou o técnico da empresa de nome Isac Vicente António, e danificou três painéis de controlo da subestação, afectando as duas cidades.
Ainda não se conhecem as causas da explosão e, de acordo com o administrador da EDM, o seu esclarecimento passará pelo envolvimento do fabricante do equipamento danificado.

Jonas disse ser igualmente prematuro afirmar se o equipamento deveria ser completamente substituído ou se apenas seria necessário reparar parte das componentes danificadas com a explosão.
Esta situação fez com que os serviços essenciais como hospitais e estação de bombagem de água fossem alimentados com recurso a meios alternativos, evitando a sua total paralisação.

Caos na lixeira do Hulene!

Caos na lixeira do Hulene!

Na sequência das últimas chuvas que caíram em Maputo, a situação na lixeira de Hulene deteriorou-se e as vias de acesso para o interior da mesma, por parte dos carros que transportam o lixo, estão limitadas. Deita-se os resíduos sólidos na parte frontal, razão pela qual o lixo atinge uma altura de cinco metros acima do muro de vedação.

A edilidade improvisou outra entrada que, no entanto, não permite chegar ao interior da lixeira. A entrada improvisada tem provocado um autêntico congestionamento de viaturas que circulam naquela avenida, pois os carros que transportam lixo se têm aglomerado naquela zona,  dificultando a circulação de outras viaturas.
A  lixeira de Hulene está a criar mal-estar às famílias residentes naquele bairro.  Os residentes são obrigados a inalar o cheiro nauseabundo e conviver com a imundície.

Há muito que viver nas zonas circunvizinhas da lixeira de Hulene, arredores da capital moçambicana, Maputo, constitui um contínuo atentado à saúde pública. E, ao que tudo indica, a situação vai continuar, na próxima meia década, a avaliar pela previsão do Conselho Municipal da Cidade de Maputo no que concerne ao encerramento daquela lixeira, concebida numa altura em que a zona estava livre de habitações, mas que hoje a realidade é outra.

Os residentes daquele bairro e os automobilistas que por alí passam são obrigados a conviver com tal situação e não têm outra saída. “Nós estamos a passar mal. Aqui cheira muito mal, principalmente depois das últimas chuvas que caíram em Maputo. Mas não temos outra saída, comemos dentro das casas, mas as moscas estão sempre presentes e o cheiro também”, desabafou Alcinda Chambule, residente do Bairro de Hulene há mais de sete anos. Chambule acrescentou que “os meus filhos passam todos os dias por aqui quando vão à escola e, há dias, o meu filho mais novo ficou doente”.

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