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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Entre 2008 e 2012: Acidentes mataram mais de mil pessoas em Nampula

Os dados foram divulgados sábado último, pelo chefe do Departamento de Trânsito, no comando provincial da Polícia da República de Moçambique, naquele ponto do país, Francisco Raul, por ocasião da realização de uma reunião sobre segurança rodoviária, organizada pela Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA).

Francisco Raul disse que aqueles números elucidam quão preocupante é a sinistralidade nas estradas da província de Nampula, cujas principais causas são o desrespeito das regras elementares de trânsito, particularmente pelos automobilistas além de utentes das vias públicas como peões, incluindo os passageiros.

Todavia, segundo aquele responsável, a condução em estado de embriaguez, falta de domínio das regras de trânsito, a degradação de algumas infra-estruturas rodoviárias como pontes, pontecas, incluindo as próprias estradas, aliada à deficiente sinalização, constituem igualmente outros factores importantes para a ocorrência, com frequência, de acidentes de viação que também têm causado danos materiais avultados naquela parcela do país.

“Face ao aumento dos índices de sinistralidade e nós como autoridade reguladora do trânsito, temos vindo a desenvolver um grande trabalho de educação rodoviária, não somente para os automobilistas, como também os peões sobre a rigorosa observância de normas elementares de trânsito. O trabalho compreende igualmente a promoção de palestras além da fiscalização do trânsito rodoviário”, disse Francisco Raul.

Entre 2008 e 2012: Acidentes mataram mais de mil pessoas em Nampula

O chefe do Departamento de Trânsito no comando da PRM em Nampula referiu ainda que o grande desafio que a sua instituição tem e que deve ser partilhado por outras entidades como a ASTRA, é o combate à corrupção, bem como a extorsão aos automobilistas, protagonizadas pelos agentes da polícia de trânsito, que na sua óptica o seu sucesso passa necessariamente pela coordenação inter-institucional.

Por seu lado, os operadores dos transportes semi-colectivos de passageiros assim como de carga presentes no encontro, mostraram-se preocupados com o actual cenário que se vive nas estradas de Nampula, caracterizado pela ocorrência de acidentes de viação, na maior parte dos quais podiam ser evitados, se em parte a polícia de trânsito trabalhasse com seriedade na regulação da circulação rodoviária, combatendo sem tréguas, a corrupção que consideram ser demais.

Os transportadores foram unânimes em afirmar que o registo de sinistros rodoviários deve-se à falta de paragens determinadas pelas autoridades municipais, facto que se associa à desorganização da edilidade e da degradação acentuada de estradas fora da paralisação da maior dos semáforos existentes na urbe.

O presidente da ASTRA, Luís Vasconcelos, destacou a importância de que se revestiu o encontro, porquanto debruçou-se profundamente sobre a segurança rodoviária na província de Nampula, onde os índices de sinistralidade têm conhecido um aumento de acções conjuntas e coordenadas com vista a reduzi-los.

Para travar manifestações: Comissão dos Desmobilizados vai falar com Hermínio Santos

Hermínio Santos tem arrastado vários desmobilizados de guerra às terças-feiras para o parque de treino António Repinga, defronte do Gabinete do Primeiro-ministro, alegadamente para exigir uma pensão de 20 mil meticais para cada desmobilizado e outras regalias.

Trata-se de uma exigência sem fundamento, sobretudo se se considerar que a maior parte das exigências dos desmobilizados está plasmada na Estatuto do Combatente aprovado recentemente pela Assembleia da República.

Anselmo Mueleia, porta-voz da Comissão dos Desmobilizados, disse, no entanto, que o seu grupo não possui poderes para impedir Hermínio Santos e seus seguidores de se manifestarem. Todavia, enquanto membro da Comissão dos Desmobilizados pode conversar-se com ele para a necessidade de privilegiar o diálogo nas suas exigências.

Aliás, até porque a Comissão dos Desmobilizados acaba de endereçar um documento ao Ministério dos Combatentes, pedindo diálogo com as estruturas governamentais para a solução dos seus problemas.

Para travar manifestações: Comissão dos Desmobilizados vai falar com Hermínio Santos

“Dissemos bastas vezes que os desmobilizados de guerra atravessam uma situação crítica nas suas vidas. Mas a comissão está ciente de que as manifestações, sobretudo violentas, não são a solução para tais problemas. O diálogo é a única via. Produto do diálogo conseguimos a aprovação do Estatuto do Combatente e do respectivo regulamento. Não é tudo. Vamos continuar a dialogar porque as portas estão abertas”, referiu Mueleia.

O porta-voz da comissão confirmou-nos que Hermínio Santos acolhe a convocação para o diálogo sobre esta matéria e que provavelmente o mesmo teria lugar amanhã na sede da agremiação.

Refira-se que a Comissão dos Desmobilizados acaba de se reestrutura elegendo para a direcção Banito Carolina, em substituição de Evaristo Wanela, Zeca Equibal vice-presidente, Agostinho Múrias relator e Anselmo Mueleia, porta-voz.

O novo elenco aposta em contribuir para o cumprimento acelerado da implementação das decisões atinentes ao Estatuto do Combatente e respectivo regulamento.

Inhambane – Imprensa é sujeito activo no combate ao crime – considera PGR

Aquele magistrado do Ministério Público fez este pronunciamento no decurso de um encontro que manteve com os juízes daquela instituição em serviço na província de Inhambane.

Para Augusto Paulino, a relação dos artigos difundidos pela Comunicação Social com os factos do conhecimento da magistratura do Ministério Público é bastante fundamental na actividade daquela instituição da Justiça.

Todavia, Paulino reconheceu que nem tudo que é publicado na Imprensa é verídico, mas, referiu, à partida não deve ser ignorado como são os casos concretos de homicídios ou violações, entre outros que o Ministério Público precisa de trabalhar no domínio dos factos, cuja aparência parece evidente, onde não há dúvidas se se pode abrir ou não instrução preparatória em processo-crime para apurar a veracidade dos factos e determinar quem foram os autores, como o fizeram, quando e onde.

“Há outras situações que oferecem dúvidas mesmo tendo sido reportadas pela Comunicação Social. Nestes casos, podemos instaurar directamente um processo de inquérito tratando-se de crimes de corrupção, participação económica ilícita ou crimes conexos a estes, como manda a lei, ou recolhemos duma ou de outra maneira elementos indiciários à abertura de processos nos restantes casos”, afirmou o Procurador-geral da República.

 Inhambane - Imprensa é sujeito activo no combate ao crime - considera PGR

Num outro desenvolvimento, Augusto Paulino lembrou aos quadros do seu sector naquela região do país que quando alguns cidadãos conversam com os magistrados do Ministério Público aos sábados ou domingos, num aniversário de amigo ou conhecido, num casamento ou cruzamento e em outros locais públicos, nomeadamente cafés e bares, não o fazem por mera recreação, fazem-no na esperança de estarem a contribuir directa ou indirectamente para reverter algumas fragilidades da Procuradoria a todos os níveis, sobretudo no domínio da luta contra a corrupção.

“Pode ser uma grande decepção para estes se notarem que caímos na resignação, o que em situação alguma deve acontecer, pois a nossa resignação é resignação de todo um Estado soberano”, defendeu Augusto Paulino.

Nesta perspectiva de abordagem, de acordo com o Procurador-geral da República, o que se exige de um magistrado do Ministério Público não é tanto, apenas se exige que seja procurador a tempo inteiro, cumpra com os seus deveres, respeite os cidadãos, seja humildade, responsável, trabalhador e que se entregue de corpo e alma à sua profissão.

“Isto significa, em conclusão, que não queremos procuradores a tempo parcial, nem precipitados que, muitas vezes, confundem o seu papel, não assumindo em consequência a direcção da instrução preparatória, relegando-a aos inspectores e agentes da Polícia da Investigação Criminal (PIC)”, anotou o Procurador-geral da República para quem a Imprensa joga um papel importante no combate à corrupção e ao crime no geral.

Inhambane – Governo tem dinheiro para pagar horas extras – garante Agostinho Trinta

“Temos dinheiro para pagar horas extraordinárias, não temos dificuldades”, afirmou Trinta, explicando que, neste momento, decorre o levantamento de todas as situações do ano passado e verificação dos mapas elaborados pelos responsáveis administrativos.

A Assembleia Provincial questionou o executivo de Agostinho Trinta sobre as dívidas de alguns meses do ano passado das horas extraordinárias. A este respeito, Trinta respondeu que não haverá nenhuma situação de dívida do ano passado que não terá solução.

“Desencadeou-se uma operação, ano passado, de verificação da fiabilidade dos mapas submetidos para o pagamento das horas extras, mas, na verdade, no terreno constatámos disparidades. Alguns nomes não existiam, alguns professores já estavam desligados do sector da Educação, entre outras situações de autêntica fraude financeira”, disse Trinta.

Como estratégia para resolver este problema das dívidas das horas extraordinárias, o governo provincial descentralizou a questão, passando da Direcção Provincial da Educação para os governos distritais.

Inhambane - Governo tem dinheiro para pagar horas extras - garante Agostinho Trinta

“Actualmente, pelo menos aqui em Inhambane, cabe ao administrador distrital autorizar o pagamento das horas extraordinárias aos professores. O responsável administrativo, depois de elaborar o respectivo mapa, antes de ir às Finanças, tem de passar pelo administrador do distrito na qualidade de gestor de recursos humanos e financeiros do distrito para autorizar essas folhas”, indicou o governador para quem, desde que foi adoptado este esquema de funcionamento, o Estado poupou muito dinheiro.

Durante o esclarecimento das preocupações apresentadas pelos membros da Assembleia Provincial, o governante de Inhambane disse também que as dívidas do ano passado derivam de cerca de 706 novos casos de professores confirmados depois do levantamento do impacto orçamental das horas extraordinárias feito por uma brigada multissectorial que integrava técnicos da Direcção Provincial da Educação e Cultura e do Plano e Finanças. Estes novos casos estão orçados em 6.090.347,84 meticais.

Os casos são resultados de substituição de 110 professoras por estarem de licença de parto, 157 membros da direcção das escolas por gozo de licença disciplinar e outros 439 professores por engano não declarados pelos respectivos directores como tendo horas extraordinárias no primeiro levantamento do impacto orçamental.

“Aquele que efectivamente trabalhou vai receber. Queremos até pedir desculpas pela demora que se verifica, estamos a tentar limpar a nossa casa e afastar professores-fantasmas. O Estado quando deve paga e vamos pagar a todos”, garantiu o governador.

Inhambane – Reparação de danos das chuvas precisa de mais de 136 milhões

O governante disse que, apesar de o perigo ter passado face ao abrandamento da queda da chuva, a reparação das infra-estruturas atingidas pelas cheias, além da necessidade de recursos financeiros que o governo não tem, vai exigir, acima de tudo, o envolvimento activo de toda a população para que a província volte ao seu ritmo normal e continue a implementar os projectos de desenvolvimento.

Do valor indicado, cerca de sete milhões de meticais serão alocados ao sector da agricultura para aquisição de cerca de 20.100 quilogramas de sementes diversas e utensílios para a recuperação da safra agrícola que viu cerca de 9416,8 hectares com culturas diversas destruídos, afectando 8891 produtores.

O Governador da província de Inhambane explicou que as enxurradas de Janeiro passado desviaram, em cerca de 50 por cento, o planificado na área de estradas e abastecimento de água. Assim, para a intervenção neste sector, o Governo estima que precisa de cerca de 130.443.864,44 meticais, dos quais mais de 52 milhões vão para as vias de acesso afectadas; 68.055,224,16 meticais para as estradas e ruas de acesso à sede do distrito de Homoíne; e 10.223.5000 meticais para a reparação do pequeno sistema de abastecimento de água daquele distrito.

Agostinho Trinta fez saber que, mercê do abrandamento da chuva um pouco por toda a província, os três centros de acolhimento das vítimas das cheias, nomeadamente, Chinjinguire, no distrito de Homoíne, Inhassune, em Panda, e Nova Mambone, em Govuro, fecharam e as pessoas retomaram a sua vida normal nas suas zonas residenciais. Referiu que a única excepção é de algumas pessoas que estavam em Chinjinguire que, segundo disse, por vontade própria, não retornaram às antigas casas. Os três centros de acolhimento tinham 911 pessoas.

Inhambane - Reparação de danos das chuvas precisa de mais de 136 milhões

Entretanto, soubemos que as regiões de Macavelane, Chivalo e Urene, no distrito de Panda, estão isoladas porque as estradas que estabelecem ligação com a sede distrital estão submersas devido à chuva que caiu semana passada.

De acordo com o delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, Fernando Dabo, a localidade de Macavelane está isolada porque o caudal das águas da lagoa de Chichococha subiu e galgou a plataforma da via terraplenada, que estabelece a ligação rodoviária com a sede do posto administrativo de Mawaela.

Por seu turno, Mawaela é também inalcançável por viaturas ligeiras porque as águas, na baixa de Chivalo, atingiram cerca de cinco centímetros na via. Por outro lado, Urene não se atinge pela rua que parte da sede do distrito de Panda (R919) porque a cadeia dos aquedutos ao longo da via, numa das baixas, foi corroída permitindo que um grande caudal de água passe por cima da via de terra batida recentemente construída por uma empresa chinesa.

Por outro lado, explicou Dabo, o trânsito rodoviário na estrada Dambo/Maxixe continua interrompido por causa da danificação da ponte sobre o rio Nhanombe. O troço Inharrime/Panda não se apresenta em melhores condições de transitabilidade requerendo perícia dos automobilistas.

O delegado da ANE acrescentou que a rede viária na província de Inhambane ainda conserva cerca de 200 quilómetros com muitas secções que ou sofreram ravinas ou fendas em resultado da chuva intensa que caiu desde a segunda semana de Janeiro passado.

Matola reforça campanhas de prevenção de acidentes

Para tal, o município assinou há dias um memorando de entendimento com a Associação Moçambicana para as Vítimas de Insegurança Rodoviária (AMVIRO), uma organização que trabalha em prol da segurança rodoviária.

Entre outras acções, o acordo vai permitir a disponibilização de apoios financeiros, material e estratégico com vista à implementação das iniciativas de sensibilização e prevenção de acidentes de viação.

O memorando visa igualmente facilitar a articulação interinstitucional para a dinamização das acções locais, nacionais e internacionais viradas para a promoção da segurança rodoviária.

Falando depois da assinatura do acordo, o Presidente do Município da Matola, Arão Nhancale, destacou a importância desta iniciativa na sensibilização dos munícipes e dos cidadãos em geral para se precaverem dos desastres nas estradas.

Matola reforça campanhas de prevenção de acidentes

Nhancale esclareceu que não se trata de uma nova parceria, mas a continuação de acções iniciadas há pouco mais de três anos com o objectivo de reduzir o número de vítimas da insegurança rodoviária.

Por sua vez, Alexandre Nhampossa, presidente do Conselho de Direcção da AMVIRO, apelou para a necessidade de se trabalhar ainda mais para se alcançar os objectivos pretendidos. “Queremos alcançar melhores resultados nos esforços tendentes a garantir a segurança rodoviária aos nossos cidadãos pelo que vamos continuar a fazer todas as parcerias necessárias”, disse Nhampossa.

Mesmo sem apresentar números, os dois interlocutores referiram que a implementação do plano naquela autarquia visava contribuir para a redução de sinistros rodoviários, cujos índices têm aumentado na Matola.

Grande parte destes acidentes ocorre na Estrada Nacional Número 4 (EN4), principalmente nas zonas onde não foram projectadas pontes para a travessia de peões, por um lado e, por outro, porque alguns munícipes não usam aquelas infra-estruturas para atravessar de uma margem da estrada para a outra.

GRIPE A – Mudança de atitude que pode evitar o pior

Mandam as regras da Saúde que ao invés de tapar a boca com a palma da mão com a qual se aperta posteriormente aos demais e/ou se entrar em contacto com objectos alheios, o ideal é recorrer à parte interior do cotovelo ou a um lenço de papel que mais tarde será deitado fora e assim evitar-se-á a propagação do vírus que causa a gripe.

GRIPE A - Mudança de atitude que pode evitar o pior

Em Maputo, já se fala de perto de uma dezena de afectados pela gripe A, dos quais houve já uma perda humana. Os restantes afectados estão fora do perigo e a Saúde afirma que a situação controlada, mas mantendo o apelo de se reforçar as medidas de prevenção para se evitar que a doença constitua problema de saúde no nosso país.

As escolas e transportes semi-colectivos de passageiros, por juntar muita gente de diversas origens, são um grande veículo para a propagação do vírus da gripe e, para fazer face a qualquer equívoco estão a beneficiar de palestras sobre a doença, sintomas e cuidados de prevenção.

“CAR WASH” – A moda que não olha a meios nem a lugares

A actividade, acompanhada de outros serviços de pequena dimensão, como troca de óleos de motor e de travões, é desempenhada, maioritariamente, por jovens que não conseguem se empregar em instituições públicas e privadas.

Nos últimos tempos, os “car wash” funcionam nos bairros suburbanos e ao longo de grandes avenidas como a de Moçambique, Lurdes Mutola, Julius Nyerere, entre outras.

Muitos dos “car wash” existentes nos bairros têm uma estrutura simples, feita de blocos ou betão, onde colocam os carros para serem lavados.

Até certo ponto as infra-estruturas são rudimentares, mas, curiosamente, muitos automobilistas aderem aos serviços.

A nossa fonte visitou, recentemente, alguns “car wash”, onde conversou sobre o negócio com os jovens empreendedores.

Valdez Magaia, proprietário de uma pequena casa de lavagem de carros, no bairro de Magoanine, disse ter iniciado o negócio há um ano e meio. Afirmou que a actividade decorre a um bom ritmo, apesar de alguns constrangimentos relacionados com o arrendamento do espaço onde trabalha.

A nossa fonte sublinhou que o negócio é mais rentável depois de dias chuvosos porque muitos cidadãos mandam lavar os chassis e motor dos seus carros, por causa da lama.

“é um negócio que exige muita paciência, porque deve ser feito de acordo com a vontade do dono da viatura”, disse Magaia.

Gito João, proprietário de um “car wash” sito na Matola, em contacto com o nosso jornal, disse que iniciou o negócio de lavagem de viaturas quando aumentou, na cidade de Maputo, significativamente o número de viaturas importadas do Japão.

Gito João confirmou que o negócio é rentável no tempo chuvoso, porque os carros sujam-se com muita facilidade e os proprietários procuram lavar os chassis e o motor dos seus veículos.

“CAR WASH” - A moda que não olha a meios nem a lugares

“Estamos a trabalhar desde 2011. Tivemos algumas paragens devido à avaria do equipamento, mas graças a Deus conseguimos comprar novos e estamos novamente no activo”, disse Gito João, tendo acrescentado que cobra preços baratos, por isso tem muitos clientes.

Nelson José, responsável por um “car wash” na Matola, disse que o negócio é rentável, mas, às vezes, ficam sem trabalho por falta de energia. Por exemplo, quando a nossa Reportagem passou pela sua garagem, por volta das 11.40 horas, ainda não tinha lavado nenhuma viatura porque não havia energia.

“A maioria dos nossos clientes pede para lavarmos os chassis e motor dos seus carros”, disse Nelson João, acrescentando que o negócio é rentável porque dá para alimentar a sua família.

Cristiano Massango, gerente de um “car wash”, no bairro Zona Verde, revelou que iniciou o negócio no ano passado e o trabalho está a decorrer razoavelmente. Disse que é um negócio que precisa de muita paciência, porque há dias em que não se faz quase nada, por falta de clientes ou energia eléctrica.

Por seu turno, André Langa, dono da “Auto Magoanine”, na cidade de Maputo, disse que é um dos pioneiros do negócio e que neste momento o trabalho está a decorrer normalmente.

Afirmou que está a desenvolver o negócio com dinheiro próprio e com ele consegue fazer a sua vida e pagar os seus três trabalhadores. Disse que não é um negócio fácil, porque tem de pagar água e electricidade, mas dá para aguentar.

O preço de lavagem de uma viatura nas instalações de Langa varia entre 270 e 1000 meticais, dependendo da viatura.

Langa acrescentou que gostaria de ampliar as suas instalações, mas por falta de fundos não o pode fazer. Enfrenta muitas dificuldades para pedir empréstimo bancário. “Neste momento tenho alguns equipamentos avariados mas não tenho dinheiro para repará-los”, disse Langa.

Impacto das cheias pressiona economia

No entanto, segundo o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, o impacto real das calamidades será conhecido, em breve, com a conclusão do diagnóstico e acções de reconstrução pós-cheias, documento que irá, inclusive, apresentar os níveis de investimentos necessários a curto e médio prazos, bem assim as intervenções pertinentes para a redução da vulnerabilidade do país às intempéries.

Falando ontem, na cidade de Nacala, em Nampula, na abertura do IX Conselho Coordenador do seu ministério, Aiuba Cuereneia referiu que face ao impacto das calamidades, o presente ano exigirá de todos os quadros um redobrar de esforços de forma a garantir o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Económico e Social (PES-2013).

Entretanto, no geral, o ministro referiu que o clima de negócios manteve-se bom, em 2012, tendo como corolário a aprovação de 378 projectos de investimento, no valor de 4,8 mil milhões de dólares norte-americanos e com potencialidade para a criação de 32 mil novos empregos nos diversos sectores de actividade.

Parte dos investimentos aprovados no ano passado, 22 tiveram como destino a Zona Económica Especial de Nacala, num valor equivalente a cerca de dois mil milhões de dólares, passíveis de gerar pelo menos seis milhões de postos de trabalho.

“Os resultados que acabei de mencionar resultam de esforços conjugados entre vários actores que intervêm neste domínio, tendo o Ministério da Planificação e Desenvolvimento assegurado a dinâmica das rotinas de trabalho, desempenhando o seu papel como órgão coordenador na definição dos instrumentos orientadores da política económica e social do país”, referiu o ministro.

Impacto das cheias pressiona economia

Entre as realizações relevantes em 2012, o ministro enumerou a criação da Zona Económica Especial de Manga-Mungassa, em Sofala, a operacionalização da Zona Franca Industrial de Locone e Munheuene, em Nacala-Porto, e lançamento do Projecto da Estratégia de Desenvolvimento Económico do Corredor de Nacala.

Em termos de perspectivas para 2013 destaque vai para o aumento das exportações para níveis acima de 3,5 mil milhões de dólares e a constituição de reservas bancárias para cobrir cinco meses de importação de bens essenciais.

A nível do Ministério da Planificação e Desenvolvimento as perspectivas incluem a aceleração da implementação do Programa Nacional de Planificação e Finanças Descentralizadas, incluindo a entrega de 168 viaturas a todos os distritos e capitais provinciais, bem assim a concretização do programa de apoio às finanças, visando o financiamento do estabelecimento de instituições de micro-finanças rurais e formação de grupos de poupança e crédito.

Por seu turno, a governadora de Nampula, Cidália Chaúque, disse ser do interesse da província que os impactos positivos da implementação dos megaprojectos, se reflicta no desenvolvimento das comunidades locais.

Refira-se que antes do início daquela reunião anual os participantes do Conselho Coordenador ofereceram material desportivo e didáctico às escolas primária do primeiro grau III Congresso e primária do segundo grau de Naherenke, ambos de Nacala, para além do plantio de árvores nos mesmos estabelecimentos de ensino.

Entretanto, hoje, segundo e penúltimo dia do encontro, serão debatidos temas como o impacto dos megaprojectos no desenvolvimento do país, ao passo que amanhã será discutido projecto de pólos de crescimento e o modelo de desenvolvimento baseado em zonas económicas especiais.

Corredor de Desenvolvimento de Maputo: Parceiros querem Ressano a operar 24 sobre 24 horas

A proposta tem em vista não só a facilitação do comércio, como também uma perspectiva humanitária considerando os congestionamentos que se registam na fronteira, sobretudo nos períodos de pico de tráfego.

Cerca de 250 parceiros do corredor participaram, recentemente em Kommatiport, na África do Sul, na oitava reunião da Assembleia-Geral do Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI).

O MCLI integra empresas e instituições de Moçambique, África do Sul e Suazilândia que investem no desenvolvimento de infra-estruturas e provisão de serviços na perspectiva de desenvolver o “Corredor de Maputo” e torná-lo numa rota preferencial de transporte rodoviário e ferroviário a nível da região.

Segundo dados apresentados no encontro, os atrasos e congestionamentos nos postos fronteiriços não só aumentam os custos das transacções comerciais entre os países, como também estrangulam oportunidades de crescimento e desenvolvimento dos países.

Na sua apresentação ao plenário o representante das Alfândegas sul-africanas Beyers Theron, disse que a demora na implementação do projecto de fronteira de paragem única tem a ver com a complexidade da legislação internacional sobre o comércio, nomeadamente a criação de bases para que cada Estado possa adaptar e implementar tais normas no seu território.

Corredor de Desenvolvimento de Maputo: Parceiros querem Ressano a operar 24 sobre 24 horas

No entanto, segundo ele, as Alfândegas estão presentemente a desenvolver um projecto de modernização que nos próximos meses vai conduzir a uma mudança na dinâmica de funcionamento daqueles serviços. A organização está envolvida no estabelecimento de uma ligação regional dos sistemas através das tecnologias de informação que vão permitir uma troca mais fluida de informações entre os países.

“A colaboração entre as instituições de ambos países cresceu consideravelmente nos últimos tempos, ao ponto de hoje a troca de informação ser em tempo real”, referiu.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da TRAC, concessionária da estrada com portagem Maputo-Witbank (N4), disse que há cerca de 15 anos que a sua instituição vem apelando para que a fronteira de Ressano Garcia opere 24 sobre 24 horas, objectivo que, segundo ele, continua sendo um sonho até hoje.

“Em Dezembro de 2012 testemunhamos filas enormes de viaturas na fronteira que chegaram a atingir os 15 quilómetros, com todos os constrangimentos que se podem imaginar. Para algumas pessoas a viagem entre Moçambique e África do Sul chegou a durar 48 horas…”, disse Arthur Coy, acrescentando que, com a Páscoa à porta, a situação pode vir a repetir-se.

Segundo ele, o congestionamento na fronteira já não é assunto apenas do período de festas ou dos finais de semana, registando-se um aumento significativo do tráfego que flui diariamente nas estradas.

A comunicação conjunta das empresas de caminhos-de-ferro de Moçambique e da África do Sul apresentada na ocasião, também se refere à relevância de se tratar com a celeridade necessária, a questão do funcionamento ininterrupto da fronteira de Ressano, como passo para se aumentar a eficiência operacional do corredor.

Conferências do Banco Terra em Nampula e Chimoio: Destacada a importância do agro negócio no país

Porque esta instituição financeira tem uma equipa focada neste sector de negócio, estas conferências foram também uma oportunidade para divulgar os produtos financeiros oferecidos pelo banco neste sector de negócio.

A reunião de Chimoio teve a participação de representantes de empresas tais como Beira Corridor, Verde Focus, Tecnoserve, iTC, entre outras e também a participação da Direcção Provincial de Agricultura.

Algumas entidades presentes na conferência foram convidadas a fazerem a apresentação das suas actividades no mercado de Manica (mais propriamente na zona do corredor agrícola da Beira), nomeadamente divulgarem as suas actividades em agro-negócios, a sua área geográfica de intervenção, as principais cadeias de valor onde intervêm, as suas políticas agrárias, a provisão dos serviços e a sua ligação com os mercados, entre outros aspectos.

Para além da apresentação do banco como um todo e especificamente da área de Agro Negócios do Banco Terra, este painel de apresentações contou com a intervenção da BAGC (Beira Agricultural Growth Corridor), da Agro Investe, da USAID – Afri Futuro e da iTC (iniciativa para as terras comunitárias).

Após a abertura dos temas para discussão, surgiram questões pertinentes tais como qual será a melhor maneira de conseguir “educar o cliente bancário” no que diz respeito à área do “risco bancário”. Como conseguir que os clientes percebam melhor o que é este risco e porque é que a sua influência é tão grande quando se fala de crédito bancário.

Conferências do Banco Terra em Nampula e Chimoio: Destacada a importância do agro negócio no país

Outra questão que também foi debatida teve a ver com o processo de integração dos pequenos agricultores na concessão de créditos. Como é que os pequenos agricultores podem ter acesso a créditos, uma vez que as garantias que têm para dar são, na maior parte das vezes, insuficientes? Entre outras questões, interessou também ao painel, saber de que forma se diferencia o Banco Terra nos créditos relacionados com a agricultura, cuja resposta deixou claro aos participantes que este banco se distingue das outras instituições que oferecem este tipo de créditos porque tem uma equipa especializada em agro negócios que acompanha os clientes desde o primeiro contacto destes com a instituição e em todas as etapas da relação conjunta.

Após o encerramento do debate, uma opinião foi unânime: será necessário que se aposte na chamada “alfabetização bancária”, uma vez que este é um país onde a agricultura é maioritariamente de subsistência e, portanto, estes pequenos agricultores têm de ser instruídos e acompanhados, para que se possam tornar financiáveis. Para que isto aconteça, é imperativo que sejam aprimoradas as relações de complementaridade as instituições financeiras e as empresas parceiras envolvidas neste ramo, de tal forma que cada instituição parceira, na sua respectiva área de actuação, ajudasse a tornar financiáveis os pequenos agricultores.

De referir que o Banco Terra é uma entidade comercial, que está também focada nas áreas de Retalho e Corporate e onde a sua carteira de clientes de agro negócios ocupa sensivelmente 35%2525 da sua carteira de clientes.

“O propósito estratégico do “Public Private Partnership” é permitir que o Banco proporcione à população rural e suburbana o acesso a uma gama total de serviços financeiros de uma forma viável e sustentável. O Banco Terra pretende, a longo prazo, tornar mais fácil para os seus clientes recorrerem ao sector financeiro formal, quer seja em empréstimos, poupanças ou serviços de pagamento” – disse ao Notícias, um destacado responsável da instituição.

Para tornar este objectivo palpável, o Banco encontra-se presente em Maputo, Matola, Chókwè, Maxixe, Chimoio, Beira,Tete, Ulóngue, Nampula e Malema.

Província de Maputo: FDD gera mais de mil novos postos de emprego

Estes dados referem-se ao ano 2012 e constam de um balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado datado de Fevereiro último a que a nossa fonte teve acesso.

Dos projectos financiados 124 referem-se à área agrícola; 96 à pecuária, dois de agro-pecuária; 35 de indústria; 228 de comércio; 228 de pesca e 22 de diversos.

Beneficiaram-se do financiamento 578 cidadãos, sendo 374 homens e 205 mulheres, contemplando 193 jovens.

De acordo com o balanço, a província de Maputo recebeu em 2012 o limite global de 63.392,08 mil meticais para o financiamento de projectos de produção de comida, geração de rendimento e de emprego.

Como reembolso dos beneficiários a província recebeu 864,65 mil meticais, o que corresponde a uma realização de 9,93 porcento e um crescimento de 22,39 porcento. O valor global do reembolso dos fundos financiados nos anos anteriores totalizou 8.196,77 mil meticais, o que corresponde a uma realização de 25,4 porcento.

Província de Maputo: FDD gera mais de mil novos postos de emprego

Quanto às principais realizações o documento destaca a criação de 21.352 empregos, dos 19.672 planificados. Refere-se ainda à expansão do ensino à distância para quatro centros de aprendizagem, nomeadamente em Khongolote, Nwamatibjana, Nelson Mandela e Casa do Gaiato.

A província levou a cabo a divulgação da Política Nacional da Juventude, abrangendo em todos os distritos 4800 jovens. Igualmente, legalizou 16 associações juvenis e prestou apoio financeiro que resultou na publicação de estatutos de duas associações.

Como forma de assegurar o aumento da produção e a segurança alimentar, Maputo produziu cerca de seis milhões de toneladas de culturas diversas e ainda 41.179 toneladas de carnes diversas.

Quanto ao pescado, o relatório salienta a captura de 8822 toneladas e a exportação de 2504, representando um aumento significativo de receitas líquidas para os cofres do Estado.

Destaca igualmente a electrificação do posto administrativo de Porto Henrique, no distrito da Namaacha, através de painéis solares e a reabilitação e expansão da rede em 38 bairros, exceptuando os distritos de Magude e Marracuene. Mais de 20 mil novos consumidores de energia eléctrica foram ligados à rede nacional.

Segundo o documento, a produção mineira da província, que abarca a exploração de bentonite, diatomites, pedra de construção, calcário, argila e areia de construção totalizou 2.802.652 toneladas, o que corresponde a um crescimento na ordem de 57,2 porcento.

Em 2012 foram construídos na província de Maputo 34 estabelecimentos turísticos, cifra que corresponde a um baixo nível de realização devido ao facto de ter sido cancelado o fundo de investimento alocado pelo Ministério do Turismo, através do Instituto Nacional do Turismo.

Contra Arão Nhancale: Frelimo aprova moção de censura

Fontes citadas pelo semanário “domingo” explicaram que o acto expressa a crise de relacionamento que se vem arrastando de algum tempo a esta parte entre Nhancale e a maioria dos membros que integram o Comité da Cidade do partido no poder.

Uma das fontes chegou mesmo a referir que a atmosfera que se vive naquela autarquia não é das melhores, onde “o Comité da Cidade e o presidente do município entraram em rota de colisão”.

O secretário-geral da Frelimo, de visita à província de Maputo desde a semana passada, é também citado como tendo classificado o gesto tomado pelos militantes como sendo a expressão inequívoca do “seu descontentamento em relação à maneira como está sendo gerida a autarquia.

Porém, ele ressalvou que esta moção de censura não tem efeitos vinculativos, uma vez que o presidente do município da Matola, Arão Nhancale, foi efeito pelos munícipes, embora tenha admitido que a moção em questão acabe beliscando a confiança que havia sido depositada no edil.

Contra Arão Nhancale: Frelimo aprova moção de censura

“A atitude expressa a democracia vigente no partido. Aliás, foi o próprio Comité que lançou o seu nome (Arão Nhancale) e suportou a campanha até ele ser eleito pelos munícipes. Não tem efeitos suspensivos, mas não é bom sinal, uma vez que acaba beliscando a sua reputação”, referiu Paúnde.

O secretário-geral da Frelimo disse ser prematuro tecer considerações sobre que decisão a direcção do partido iria tomar em face do sucedido, uma vez que ainda não havia se reunido com o comité local.

Refira-se que no passado dia dois do mês em curso o Comité da Cidade da Matola reuniu-se para avaliar o nível de cumprimento do manifesto eleitoral do edil daquela cidade. Na circunstância, as bases do partido lançaram fortes críticas à governação de Arão Nhancale.

Alguns dos intervenientes sugeriram que Nhancale precipitasse a sua queda, em razão do seu mau relacionamento com os membros do Comité de Cidade e pelo alegado mau desempenho do seu elenco.

Eles entendem que o edil já perdeu a confiança dos seus camaradas, tudo indicando que o mesmo poderá não ser reconduzido ao cargo nas próximas eleições locais de 20 de Novembro próximo.

Função Pública elege comissão local de ética

A Comissão de Ética da Função Pública é composta por Jorge Muanahumo e Rui Nanlipa, eleitos pelo colectivo dos funcionários do ministério, num escrutínio em que concorreram nove quadros cuja candidatura foi livre e independente.

O órgão ontem eleito também deverá ajudar no estabelecimento da transparência no desempenho das funções diárias dos funcionários do ministério, garantindo, deste modo, a valorização do princípio de bem servir.

Falando na ocasião, a Ministra da Função Pública, Vitória Dias Diogo, referiu que, para além desses objectivos, os membros da comissão local de ética devem defender apenas os interesses do Estado e não privilegiar a busca de proveitos individuais.

Função Pública elege comissão local de ética

“Queremos uma comissão de ética ministerial que consiga responder à transparência no desempenho das funções do servidor público”, apelou Vitória Diogo.

Por sua vez, o presidente da comissão de eleições daquele ministério, Luís Mandlate, explicou que a eleição deste órgão é réplica da Comissão Central de Ética, uma acção que deverá ocorrer em todos os órgãos centrais do Governo.

“Não posso garantir se o Ministério da Função Pública é o primeiro a criar uma comissão local, mas a directiva da lei indica que todos os ministérios devem criar seus órgãos locais para ajudar a dirimir conflitos de interesse”, acrescentou.

Aprovada a 11 de Maio do ano passado e promulgada em Julho pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, a Lei da Probidade Pública foi submetida ao Parlamento pelo Governo em Outubro de 2011, como parte integrante do pacote anti-corrupção que, entre vários instrumentos, também inclui a Lei de Protecção de Vítimas, Denunciantes e Testemunhas nos casos de crimes de corrupção e a revisão do Código Penal.

Um dos artigos mais polémicos desta lei é o que versa sobre a proibição de qualquer funcionário do Estado de receber de outras instituições públicas ou empresas em que o Estado tenha participação outras remunerações, seja em forma de salário, senhas de presença ou honorários.

Esta proibição não se aplica quando as remunerações são provenientes do exercício da docência, nem os que resultem de fazer parte de delegação oficial nem as que são produto do desempenho de cargos em instituições de beneficência.

Gaza – Saneamento do meio na ordem das prioridades

O último ciclo de formações levadas a cabo pela Visão Mundial terá lugar a partir de hoje e com duração de dois dias na cidade de Chibuto.

Pretende-se com esta iniciativa dotar aquele grupo de noções sobre água, saneamento e higiene individual e colectiva, de forma a se garantir que nos novos assentamentos populacionais criados para acomodar as vítimas recentemente atingidas pelas cheias possam iniciar a vida num ambiente são e sem ameaças de ocorrências de doenças de origem hídrica.

Segundo Fernando Davane, coordenador do Programa de Água e Saneamento na Visão Mundial em Gaza, os 80 voluntários treinados para os diversos locais abrangidos pelos programas de assistência daquela organização não-governamental deverão a partir desta semana levar a cabo um trabalho em equipas que irão privilegiar, nas suas actuações, contactos porta-a-porta para se garantir que aqueles cidadãos observem, de forma escrupulosa, regras de saneamento, tratamento e conservação de água em condições seguras, depois da realização de um exercício similar em Guijá.

Gaza - Saneamento do meio na ordem das prioridades

De forma a se viabilizar a assistência aos reassentados, a Visão Mundial garante um “kit” de higiene constituído, entre outras coisas, de baldes, produtos de purificação da água e sabão.

“As pessoas, por recorrerem ainda aos poços para a obtenção de água, aos nossos voluntários cabe a responsabilidade de ajudar as populações a usarem correctamente os purificadores de água que temos estado a disponibilizar para que não corram perigo de contrair doenças derivadas do consumo de água imprópria”, disse Davane.

A Visão Mundial, ainda neste âmbito, está envolvida na abertura de pelo menos oito furos para servir às populações reassentadas em Guijá e Chibuto, uma intervenção que conta com o envolvimento do Departamento de Água e Saneamento na Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação.

No mesmo quadro, segundo Davane, a zona de Marien N’Gouabi “B”, criada pelas autoridades municipais da cidade de Xai-Xai para reinstalação de pouco mais de 600 famílias, foi contemplada por um total de cinco tanques com capacidade para reserva de 25 mil litros de água.

A decisão surge, segundo a nossa fonte, para se fazer face aos períodos em que a FIPAG não poder garantir aquele precioso líquido, particularmente quando ocorrem cortes prolongados de fornecimento de energia eléctrica por parte da EDM.

Aquele local de reassentamento, ainda de acordo com Davane, recebeu recentemente um total de 300 lajes de betão para a construção de latrinas.

Recorde-se que a Visão Mundial está igualmente envolvida na assistência alimentar a mais de 100 mil pessoas atingidas pelas cheias em Chókwè, Guijá.

IDH em rápido crescimento no país

Comentando o relatório divulgado quinta-feira passada, a coordenadora-residente da ONU e Representante do PNUD em Moçambique, Jennifer Topping, disse que o país teve um índice inicial baixo (legado do prolongado conflito), daí que o IDH de 2012 continua relativamente baixo (0.327), colocando Moçambique na posição 185 de 187 países.

Segundo a representante-represente do PNUD, apesar desta baixa classificação, o crescimento robusto do IDH nas décadas recentes, adicionado às experiências de muitos países em desenvolvimento sublinhadas no relatório devem servir de encorajamento para que Moçambique acelere os esforços sobre os investimentos direccionados à redução da pobreza, protecção social, acesso à educação e saúde.

Na África Subsahariana o valor médio situa-se em 0,475, sendo o mais baixo de entre as regiões, mas o ritmo de melhoria é crescente. Entre 2000 e 2012 a região registou um crescimento anual médio de 1,34 porcento no valor do IDH, colocando-a em segundo lugar, logo após a Ásia do Sul, tendo a Serra Leoa (3,4 porcento) e a Etiópia (3,1porcento) apresentado o crescimento mais rápido.

A nível global, catorze países registaram impressionantes ganhos de IDH (acima de 2 por cento ao ano) desde 2000. Em ordem dos níveis de progressos situam-se o Afeganistão, Serra Leoa, Etiópia, Ruanda, Angola, Timor-Leste, Mianmar, Tanzania, Libéria, Burundi, Mali, Moçambique, República Democrática do Congo e Níger.

Em média, os países com IDH mais elevadas também registam crescimento desde 2000, mas foram mais baixos em termos absolutos do que os dos países de baixo índice.

IDH em rápido crescimento no país

A tendência geral, a nível mundial, aponta no sentido de uma melhoria contínua do desenvolvimento humano. Na verdade, nenhum país apresenta actualmente um valor de IDH mais baixo do que tinha em 2000.

O Relatório de 2013 mostra também o alargamento das relações comerciais entre os países em desenvolvimento, as tendências de imigração, a crescente ligação às tecnologias, a satisfação das populações com os serviços públicos e ainda a qualidade de vida individual em diferentes países.

Cerca de 40 países em desenvolvimento registaram ao longo das últimas décadas progressos mais significativos do que seria de prever, resultado de investimento sustentado na educação, nos cuidados de saúde e nos programas sociais, bem como a um relacionamento mais aberto com um mundo cada vez mais interligado.

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano, “nunca, na História, as condições de vida e as perspectivas de futuro de tantos indivíduos mudaram de forma tão considerável e tão rapidamente. Pela primeira vez, em muitos séculos, o Sul, no seu conjunto, é o motor do crescimento económico global e das mudanças sociais.

Este progresso histórico, indica, abre oportunidades a novas formas de colaboração entre o Sul e o Norte, que visam a promoção do desenvolvimento humano e a resposta a desafios comuns, como as alterações climáticas.

No relatório de 2013 a Noruega, a Austrália e os Estados Unidos lideram a classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países e territórios, enquanto a República Democrática do Congo (dilacerada por conflitos) e o Níger (assolado pela seca) apresentam os valores mais baixos do IDH.

Nas últimas décadas todos os grupos e regiões têm assistido a uma melhoria assinalável nos IDH, sendo que o mundo começa a tornar-se menos desigual.

Gaza – Bilene procura investidores para sistemas de irrigação

Actualmente, do total da área disponível, estimada em mais de 12 mil hectares, apenas três hectares estão sendo aproveitados de forma isolada e incipiente e com rendimentos muito aquém do que seria o ideal.

Não obstante os referidos locais serem esporadicamente visitados por alguns interessados, para a infelicidade do distrito, nunca se passou de meras promessas de execução dos empreendimentos que, segundo a nossa fonte, em muito poderiam contribuir para a promoção de um desenvolvimento rápido e sustentável.

“As áreas estão numa situação de subaproveitamento, o que nos deixa deveras preocupados, dado o potencial que estas terras representam. Os nossos pequenos produtores realizam intervenções visando apenas o seu auto-sustento e comercialização de excedentes em pequena escala”, disse Sara Guambe.

Gaza - Bilene procura investidores para sistemas de irrigação

Devido ao facto, a nossa fonte apelou aos homens de negócios para que se aproximem junto das autoridades locais do distrito de forma a se informarem do enorme potencial que representam as terras de Mangol, Magul e Mandzir, onde podem ser feitos investimentos com grande viabilidade económica e social.

Refira-se que o distrito do Bilene aumentou as áreas de cultivo na última temporada agrícola de pouco mais de 100 mil hectares para 150 mil em 2012, tendo registado uma produção global na ordem das 522 mil toneladas.

A assistência técnica aos camponeses, através da rede de extensionistas, num total de nove destacados pela Direcção Distrital das Actividades Económicas, permitiu ao longo do ano passado a transmissão de programas de transferência de tecnologias agrárias com base em demonstrações práticas feitas nas machambas daqueles técnicos, para além de terem sido, igualmente, transmitidos conhecimentos sobre avicultura.

“Este programa possibilitou a melhoria na transmissão e adopção de mensagens através de demonstrações realizadas no terreno e consequentes resultados que ajudam muito na adopção por parte dos camponeses de novas tecnologias visando o aumento da produção e da produtividade”, disse a administradora Sara Guambe.

Ainda de acordo com a nossa fonte, o Governo Distrital está neste momento a trabalhar no sentido de, o mais rapidamente possível, encontrar formas de melhorar o acesso a algumas zonas de produção servidas pelo rio Munhuana, um dos afluentes do Limpopo, no posto administrativo de Chissano.

Para além da terraplanagem da via, há uma necessidade urgente de se reabilitar um total de quatro pontecas que desabaram recentemente devido às cheias, de forma a se facilitar o escoamento de grandes quantidades de milho, arroz e batata-doce produzidas naquelas zonas.

Gaza: Há riscos de eminente caos no seio da juventude – afirma José Neto sobre consumo de drogas

Com quase dois metros de altura, José da Silva Neto jogou basquetebol no clube do seu coração de sempre, o Clube de Gaza, colectividade que sob a direcção do seu grande amigo e confidente Mansur Daúde atingiu altos patamares na arena desportiva nacional que ao nível das outras disciplinas desportivas incluem, entre outras distinções, a conquista da Taça de Moçambique em futebol na década 90, na altura treinado por Joaquim Alói.

Há dias Neto acedeu receber-nos para uma conversa no seu gabinete de trabalho, onde são forjadas as grandes decisões para as mais diversificadas e inúmeras actividades que o “bom gigante” tem que dar respostas, pois ao longo das últimas seis décadas de vida aprendeu a lidar-se com elas, designadamente nas áreas comercial, de mineração, de consultoria jurídica, no desporto, no associativismo e na actividade política onde, actualmente, responde pela Comissão dos Assuntos da Legalidade, Ordem e Segurança Públicas na Assembleia Provincial.

A conciliação de todo este rol de actividades, que lhe obrigam a trabalhar horas a fio, exige da sua parte e dos seus colaboradores, que incluem a sua família, nomeadamente esposa, filhos, amigos, entre outros, uma disciplina rigorosa, uma organização e muita planificação, características que também o fazem admirar, sobretudo no seio dos gazenses.

O nosso entrevistado disse ter aprendido muito nos tempos áureos da Revolução de Moçambique, fruto da proclamação da independência nacional em 1975, período em que esteve bastante envolvido na implantação da nova ordem política, económica, social e cultural no país.

“Nessa altura tive o privilégio de fazer parte de uma vasta equipa que trabalhou para o intervencionamento do Estado moçambicano em diversas empresas então abandonadas pelos portugueses. Criámos, na altura, a Unidade de Gestão do Baixo Limpopo, a Algodoeira, Socas, Lezírias e, dentre outras responsabilidades, fomos chamados a responder pelas antigas Lojas do Povo. Foi um momento único de aprendizagem e de orgulho de ser moçambicano”, disse José Neto.

Gaza: Há riscos de eminente caos no seio da juventude - afirma José Neto sobre consumo de drogas

Exigente Comigo Próprio
Com o desmantelamento das Lojas do Povo, o nosso entrevistado decidiu, em 1979, dedicar-se à actividade comercial, em Xai-Xai, um trabalho que ao longo do tempo foi realizando com as funções de juiz eleito no Tribunal Judicial de Gaza.

“Dou-me tempo para organizar as minhas coisas. Sou bastante exigente para comigo próprio. Aprendi que tudo se consegue com base em muito trabalho, honestidade e entrega abnegada ao trabalho. Infelizmente, uma maneira de ser que não está sendo seguida particularmente pelos jovens que hoje querem ver tudo realizado num ápice, sem nenhum esforço para tal. Olha para a sociedade que estamos a assistir hoje. A preocupação da nossa juventude é de ter bom carro, boa discoteca, álcool e, pior ainda, o consumo generalizado de drogas pesadas. Estamos a assistir impotentes à destruição de uma geração que muito dela esperamos para dar prosseguimento ao que foi conquistado com muito esforço e sacrifício”, lamentou Neto.O nosso entrevistado disse, contudo, estar muito bem impressionado com aquilo que tem vindo a assistir, particularmente no campo, onde as evidências de se acabar com a pobreza são uma realidade nua e crua.
Segundo Neto, é lindo hoje chegar a zonas como Chicualacuala, Guijá, Massangena, Mandlakazi e noutros pontos recônditos e constatar que a vida está, efectivamente, a mudar para o melhor, graças ao financiamento dos “sete milhões” de meticais a empreendedores que estão a contribuir para o crescimento da rede comercial, pequena indústria, criação de animais de pequeno porte e produção agrícola.

“Ainda bem que foi dada esta oportunidade às pessoas e incutidas nelas a auto-estima porque, efectivamente, ninguém nasceu predestinado a ser pobre. O que falta na maior parte das vezes são oportunidades e quando elas surgem, desde que as pessoas se entreguem com determinação, os resultados obviamente que irão aparecer”, assegurou José Neto.

Khongolote: Criminalidade em alta

A nossa fonte escalou na semana finda aquela zona residencial, onde constatou que os crimes mais frequentes são assaltos na via pública, violações sexuais de mulheres e roubos a residências.

Em contacto com os residentes, soubemos que tais crimes são protagonizados por indivíduos desconhecidos e com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes, como facas, chaves de fendas e catanas, que variadas vezes são usados para ameaçar as suas vítimas.

Segundo os nossos entrevistados, todas as ruas que dão acesso ao bairro de Khongolote com destaque para as ruas da Mafureira, Mulombela e de Drive in já registaram casos criminais como assassinatos.

Afirmaram ainda que na calada da noite, os bandidos escondem-se ao longo das vias à espera de cidadãos que regressam dos seus locais de trabalho ou escolas, de onde são ameaçados e despojados dos seus bens.

Eva Mavoco, residente em Khongolote, disse-nos que os assaltos são cada vez mais preocupantes porque mesmo em plena luz do dia, é normal os marginais entrarem numa casa e roubarem.

Khongolote: Criminalidade em alta

“A onda de criminalidade no nosso bairro aumentou e pedimos intervenção de quem de direito para estancar o problema. È normal em plena luz do dia, os bandidos arrombarem uma casa e roubarem”, desabafou Mavoco.

Por seu turno, Angelina Comé, também residente naquela zona, precisou que a acção dos criminosos piorou e que os moradores e os agentes da Polícia que patrulham o bairro não conseguem travar a acção dos malfeitores.

“Estamos a passar maus momentos por causa dos criminosos que actuam no nosso bairro. Há assaltos a residências, roubos de diversos bens, violações sexuais e ainda assassinatos”, queixou-se.

Eduardo Cunhane, igualmente morador de Khongolote, acrescentou que a resolução do problema de criminalidade que se faz sentir no seu bairro passa, necessariamente, por um trabalho árduo dos agentes da lei e ordem.

“Nós como população não temos muito a fazer de forma a combater a criminalidade nesta zona. Pedimos socorro porque estamos cansados”, disse Cunhane.

Millennium Challenge Account: Moçambique elegível a um segundo programa

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, que manifestou tal optimismo, reconheceu que, primeiramente, houve alguns constrangimentos na componente de obras públicas, particularmente nas estradas e sistemas de drenagem, mas que tais problemas acabaram sendo superados.

“Primeiramente tivemos problemas na componente de obras mas, felizmente, agora as coisas estão a correr bem e acreditamos que até Junho vamos ter as obras concluídas”, assegurou Aiuba Cuereneia à sua chegada a Nampula, a caminho de Nacala onde vai dirigir, a partir de hoje, o IX Conselho Coordenador do seu ministério.

Na ocasião, explicou que uma das condições de elegibilidade para se aceder a um novo financiamento é ter todos os projectos concluídos dentro do período de vigência do programa que, no caso de Moçambique é a até Setembro. O outro pressuposto de elegibilidade é o cumprimento de alguns indicadores estabelecidos, cuja avaliação é feita pelo financiador no fim do compacto. Entre tais aspectos constam o combate à desnutrição e o impacto do programa na luta contra a pobreza.

Recentemente, esteve de visita a Moçambique o vice-presidente do MCC – Millennium Challenge Corporation que é a entidade financiadora do programa. Segundo o ministro, ele considerou o país como tendo condições de concorrer a um segundo compacto, sendo que a decisão sobre a matéria só poderá ser tomada em Dezembro.

Millennium Challenge Account: Moçambique elegível a um segundo programa

Em Setembro de 2008, o Governo dos EUA aprovou um compacto no valor de 506,9 milhões de dólares montante a ser aplicado em cinco anos em programas de impacto no combate à pobreza, nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia. Entre as iniciativas beneficiárias deste financiamento destacam-se a reabilitação de estradas, sistema de abastecimento de água e saneamento, gestão de terras e melhoramento de renda na agricultura.

Entretanto, decorre de hoje até quarta-feira, na cidade de Nacala, o XI Conselho Coordenador do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, evento que deverá fazer a avaliação do impacto das zonas económicas especiais, ganhos dos megaprojectos e as suas ligações com as pequenas médias nacionais.

Neste momento, tal como avançou o ministro, está em curso um estudo para a identificação de novas zonas económicas especiais noutras províncias para a proposta ser posteriormente submetida ao Conselho de Ministros para efeitos de aprovação.

Outros temas a serem debatidos são o relatório/balanço das actividades desenvolvidas pelo ministério, distribuição da riqueza e crescimento inclusivo, a estratégia de desenvolvimento do Vale do Zambeze, processo de coordenação e eficácia da ajuda, entre outros assuntos de extrema importância para o país.

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