Igualmente conhecido como carvão de papel, o mesmo é produzido com recurso a jornais ou qualquer outro tipo de papel, sendo que depois misturam-se extercos de gado bovino, caprino ou mesmo de suíno.
Para a produção do carvão pega-se no papel e despedaça-se, adicionando-se depois água ao mesmo tempo que se unta o papel já molhado com os extercos, secos do gado, pondo-se depois a secar ao sol.
A intenção desta iniciativa é redimensionar o uso do carvão vegetal, ao mesmo tempo que se reduz o abate indiscriminado de árvores e a emissão da biomassa para a atmosfera, com todos os benefícios ambientais daí resultantes.
O projecto está a ser desenvolvido pela Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA) e para viabilizar a iniciativa já foram contactadas algumas instituições que trabalham com o papel de modo a fornecerem o seu refogo para que seja aplicado naquele projecto.
Fonte daquele organismo governamental explicou que após a formação deste grupo de mulheres, as mesmas terão a missão de replicar o conhecimento para as das outras comunidades.
A aposta nelas tem a ver com o facto de serem as que mais utilizam estes recursos naturais.
A comunidade de Mafuiane aprendeu igualmente a produzir fogões e fornos com recurso ao barro e argila. Estes fogões trazem múltiplos benefícios ao ambiente na medida em que poupam a lenha e o carvão e ardem por muito tempo.
Paralelamente ao desenvolvimento deste projecto está em curso o plantio de árvores de diversos tipos, como forma não só de repor o verde, já desaparecido, mas também para mostrar a importância que estas têm no equilíbrio ambiental, bem como para a saúde da própria comunidade.
“Para além disso, temos estado a ensinar a esta comunidade as técnicas de corte de árvores, nas algumas matas que ainda sobram, para permitir a sua germinação. O que acontece é que as pessoas cortam árvores de qualquer maneira e depois destroncam a raiz. Por isso, estamos a trabalhar com elas e incentivando-as a plantarem árvores para criarem a sua floresta comunitária no âmbito da iniciativa presidencial ‘Um líder comunitária, uma floresta’.
Mesmo nos locais onde estamos a extrair a argila depois colocaremos água e faremos piscicultura”, disse, sublinhando o facto de ambientalmente ser saudável quando todas as áreas estão cobertas de algo que beneficia a população, com benefícios económicos para as comunidades.
A intenção é fazer com que as comunidades reduzam a pressão sobre os produtos florestais, no caso o abate de árvores para a produção da lenha e do carvão vegetal.
Espera-se ainda reduzir a emissão da biomassa para a atmosfera que advém do exercício da queima do carvão, ao mesmo tempo que se mantêm as florestas em pé, com todos os benefícios para o ambiente e as comunidades, respectivamente.

















