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Domingo, Abril 19, 2026
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Retenção de camiões nas horas de ponta: Trânsito flui na EN4

A medida surge depois do incidente ocorrido no último fim-de-semana em que a ligação entre as cidades de Maputo e Matola, a partir da Estrada Nacional Número 4 (EN4), ficou literalmente paralisada devido a um problema no Porto de Maputo, provocando congestionamento, o que complicou a circulação de pessoas e causou falta de transporte.

Foi esta situação que fez com que a Trans African Concessions (TRAC) em parceria com o Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), o Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER), e os municípios de Maputo e Matola decidissem ensaiar a retenção de camiões em determinados pontos, nas horas de ponta, para avaliar se estes influenciavam ou não no congestionamento do tráfego.

Firmino Inguane, Chefe de Operações na TRAC, explicou que nesta fase a medida é provisória e deverá vigorar até ao final do mês, período em que as partes voltarão a se reunir para fazer o balanço do ensaio e tomar uma nova posição.

Retenção de camiões nas horas de ponta: Trânsito flui na EN4

Inguane referiu que a experiência está a ser feita no intervalo entre as 6 e 8 horas e visa aferir se a circulação de camiões de grande tonelagem concorrem ou não para os problemas de trânsito que se verificam naquela estrada às primeiras horas do dia.

`É uma experiência que está a ser feita e a medida foi tomada por um colégio depois do incidente do fim-de-semana. Pelos vistos e segundo as informações que temos recolhido parece estar a surtir os efeitos desejados´, reiterou Inguane.

Acrescentou que esta posição foi igualmente tomada porque nesse período a prioridade é garantir que os utentes da via consigam chegar aos seus postos de trabalho ou outros locais para cumprir com as suas agendas.

A fonte disse ainda que, no encontro entre os representantes daquelas instituições, ficou esclarecido que a reabertura do tráfego ferroviário poderia concorrer para a redução da quantidade de camiões que usam a EN4 para transportar mercadorias de e para o Porto de Maputo.

A nossa fonte constatou que desde a manhã de segunda-feira a situação começou a registar melhorias consideráveis com a Portagem de Maputo a ficar descongestionada antes mesmo da retirada da terceira faixa de rodagem da EN4.

Por envolvimento em diversas infracções: Estado processa 1142 funcionários

O grupo faz parte de 1142 processos disciplinares instaurados, cujas medidas culminaram com a expulsão, multas, repreensão pública, demissão, entre outros tipos de sanções.

Informações tornadas públicas após a última sessão do Conselho de Ministros realizada esta semana em Maputo, indicam que em 2012, o número de processos instaurados baixou comparativamente a 2011, período em que cerca de 1800 agentes e funcionários do Estado foram processados disciplinarmente.

Sem revelar as razões que estão por detrás desta redução, o porta-voz do Governo, Alberto Nkutumula, detalhou que, do total dos processos instaurados no ano passado, 855 foram concluídos, sendo que 48 foram arquivados e 239 estão ainda em tramitação.

Ele referiu, igualmente, que 75 por cento dos infractores em 2012, são do sexo masculino. Em Moçambique, do total dos funcionários e agentes do Estado, 67 por cento são do sexo masculino.

Sobre as penalizações aplicadas a fonte indicou que 183 funcionários foram obrigados a pagar multas, 166 funcionários passaram por uma repreensão pública, 140 funcionários por demissões e outros 140 funcionários foram expulsos.

Por envolvimento em diversas infracções: Estado processa 1142 funcionários

Quanto ao nível académico dos funcionários sancionados, 256 têm nível elementar, 280 tem nível básico, 396 têm 12ª classe e 153 têm bacharelato, licenciatura e outros cursos superiores.

Cerca de 65 por cento dos funcionários e agentes do Estado responsabilizados têm idade compreendida entre os 18 e 37 anos, o que significa que a maioria são jovens.

Em termos percentuais, avança-se que, de todos os funcionários do Estado que ascendem a 200 mil em Moçambique, 0,5 por cento são os que foram submetidos a processos disciplinares.

Ainda durante a última sessão, o Governo apreciou o Relatório Anual sobre a Evolução do Tráfico e Consumo Ilícitos de Drogas, registado no país, em 2012, a ser submetido à Assembleia da República.

O Executivo também apreciou as informações relativas à avaliação ambiental estratégica da zona costeira, os projectos de investimentos aprovados em 2012 e I trimestre de 2013 e o grau de realização do investimento aprovado.

Também passou em revista a situação financeira das empresas públicas, nos anos de 2010 e 2011. Outro ponto apreciado é o da situação da implementação dos projectos do Programa do Millenium Challenge Account (MCA) – Moçambique.

Malawi desentende-se com Madonna

O Governo do Malawi criticou duramente a cantora norte-americana Madonna por exigir ser tratada como uma estrela na sua recente viagem ao país.

De acordo com a France Press, pela primeira vez, Madonna não teve acesso à área VIP do aeroporto da capital do Malawi, Lilóngwè, e teve de passar pela área destinada aos turistas.

Segundo a agência francesa, o Governo do Malawi divulgou um comunicado de quatro páginas no qual considera “estranho e deprimente” comprovar que a estrela norte-americana deseje que o executivo de Lilóngwè se veja obrigado “para sempre a expressar a sua gratidão” porque Madonna adoptou dois filhos malawianos.

“A bondade, no seu conceito comum, é gratuita e anónima. Se não pode ser gratuita e silenciosa, não é bondade, é outra coisa e se parece com uma chantagem”, referiu o comunicado do Governo malawiano, citado pela France Press.

De acordo com esta agência, a cantora viajou na semana passada ao Malawi, um dos países mais pobres de África, com os quatro filhos, dois deles adoptados neste país, para visitar várias escolas construídas pela sua iniciativa.

Malawi desentende-se com Madonna

“Madonna é como qualquer outro visitante do país”, afirma o comunicado oficial Malawiano.

Segundo a AFP, o Governo malawiano também criticou duramente os projectos da cantora no Malawi e exigiu que ela seja “decente e diga a verdade”.

“Que proclame aos quatro ventos que mandou construir escolas no Malawi, quando de facto apenas contribuiu para construir várias salas, isso não é compatível com a maneira de alguém que merece ser recebido oficialmente”, avança ainda o comunicado.

Segundo a France Press, Madonna abandonou há dois anos no Malawi, um projecto de construção de um colégio para meninas, calculado em 15 milhões de dólares, alegando que construiria escolas que receberiam mais crianças.

A agência francesa cita Trevor Neilson, que administra os projectos da cantora, a dizer que as escolas já estão abertas e são centros de ensino regularizados.

“Vamos continuar a financiar programas de ajuda às crianças do Malawi”, disse Neilson, que chamou Madonna de “filantropo mais importante” do país.

Energia da HCB: Moçambique ainda não definiu os valores a serem pagos pelo Malawi

O facto foi revelado pelo ministro de energia, Salvador Namburete, deixou claro que Moçambique não vai doar energia ao Malawi e avançou que os termos comerciais serão estabelecidos pelas empresas dois dois países.

Inicialmente, o Malawi precisava de cinquenta megawatts, mas presentemente as necessidades do país são maiores.

Aquele governante explicou que o que Moçambique vai fazer é colocar uma linha de quinhentos megawatts a disposição do Malawi para fazer face as restrições que enfrenta.

Salvador Namburete sublinhou que o negócio com o Malawi não significa mais uma janela de oportunidade, porque Moçambique consegue vender toda a energia de que dispõe, independentemente do interesse dos Malawianos.

Energia da HCB: Moçambique ainda não definiu os valores a serem pagos pelo Malawi

Por isso, ele esclareceu que os fornecimentos ao Malawi serão em função da disponibilidade de energia em Malawi.

Moçambique já fornece energia a África do Sul e ao Zimbabwe. Na semana finda, os governos de Lilongwe e de Maputo assinaram um acordo de interconexão eléctrica para aliviar a crise de energia no Malawi. Nos últimos anos, o Malawi está praticamente as escuras e com o parque industrial literalmente paralisado devido a escassez de energia eléctrica. Os números dizem que o país perde anualmente duzentos e quinhentos milhões de dólares devido a crise de energia.

Neste momento, a rede eléctrica apenas cobre sete por cento dos catorze milhões de Malawianos.

Noventa por cento da energia no Malawi é produzida por pequenas centrais hidro-eléctricas instaladas ao longo do Rio Chire e quase todas obsoletas.

Passageiro clandestino que caiu de um avião é moçambicano

A polícia britânica anunciou em Londres ter identificado o passageiro clandestino que caiu de um avião numa estrada nas proximidades do Aeroporto de Heathrow, em Setembro do ano passado, como sendo José Matada, um cidadão moçambicano.

Inicialmente, as autoridades britânicas pensaram que se tratava de um cidadão angolano pelo facto de Matada, 30 anos, ter sido encontrado na posse de kwanzas, dinheiro daquele país.

Ademais, o seu corpo foi descoberto numa altura em que o avião da companhia British Airways, proveniente de Luanda, baixou o trem de aterragem quando se preparava para aterrar no Aeroporto de Heathrow.

Para lograr os seus intentos, Matada escondeu-se no trem de aterragem de um avião de passageiros, mas caiu de uma altura de cerca de 750 metros quando o avião estava prestes a aterrar em Londres.

Passageiro clandestino que caiu de um avião é moçambicano

Contudo, a polícia conseguiu descobrir através do cartão SIM do seu telemóvel, encontrado na sua posse que, efectivamente, se tratava de um cidadão moçambicano.

As autoridades britânicas estão em contacto com a sua contraparte moçambicana para localizar a sua família.

A autópsia conduzida no Kingston Hospital Mortuary, a 11 de Setembro de 2012, concluiu que a morte de Matada foi resultado de múltiplos ferimentos.

África do Sul: Bens de Mandela sob batalha jurídica

O célebre advogado e amigo de Nelson Mandela, George Bizos, anunciou a sua intenção de contra-atacar em Justiça as filhas do prémio Nobel da Paz, que o desafiam o direito de administrar dois fundos de investimentos pertencentes ao ex-Presidente sul-africano.

“Nós fomos mandatados para defender a recusa absoluta das alegações grosseiras proferidas pelas queixosas”, indicou o advogado de George Bizos, Michael Hart, num comunicado.

As duas filhas de Nelson Mandela, Makaziwe e Zenani, acusam Bizos, o ministro da Habitação, Tokyo Sexwale, e um outro advogado de se terem imposto como administradores da Harmonieux Investment Holdings e da Magnifique Investment Holdings, dois fundos estimados em cerca de 1,7 milhões de dólares no total.

Os três homens afirmam terem sido nomeados pelo próprio Nelson Mandela. Aos 94 anos, o ex-Presidente aparentemente não se pronunciou sobre o litígio.

Bizos está ligado a Mandela desde os anos 1960, quando o defendeu no julgamento por traição intentado pelas autoridades do apartheid. Nelson Mandela escapara então da pena de morte.

África do Sul: Bens de Mandela sob batalha jurídica

Os fundos em causa, que constituem apenas uma parte da herança do herói nacional, foram criados para gerir as receitas da venda da “mão de Nelson Mandela”, tornada uma imagem icónica do prémio Nobel da Paz por ser utilizada como logotipo que representa o próprio Mandela.

Esta imagem é encontrada em t-shirts e em inúmeros objectos comercializados na África do Sul.

Enquanto isso, Mandela lançou quarta-feira um apelo à calma à nação e apresentou calorosamente “a mão a todos os sul-africanos brancos e negros”.

Nelson Mandela lançou este apelo por ocasião da comemoração do 20º aniversário do assassinato do líder do Partido Comunista sul-africano, Chris Hani, que influenciou nitidamente o curso da história neste país.

O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder), prestou homenagem a Hani na mesma ocasião, afirmando que ele teria desempenhado um papel importante no Governo se ele sobrevivesse.

Hani foi assassinado a 10 de Abril de 1993 diante da sua casa, no subúrbio de Boksburg, perto de Joanesburgo, por um imigrante polaco de extrema-direita identificado como Janusz Walus.

Walus e o seu cúmplice, Clive Derby-Lewis, foram condenados à morte por este crime, mas as suas penas foram comutadas em prisão perpétua.

Afonso Dhlakama “é o maior político-militar do mundo”

Sem energia eléctrica, nem rede para telemóvel, mas com um cozinheiro de Inhambane que faz “qualquer prato, mesmo de Portugal”, é como desde Outubro vive o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na base de Satunjira, centro do país.

Esta quarta-feira, dia 10 de Abril, teve a visita de mais de 30 jornalistas, a maior parte moçambicanos, quase todos a visitarem pela primeira vez a praça-forte da antiga guerrilha, e, agora, maior partido da oposição no país.

Para lá chegarem, com partida na incontornável Pousada Azul, do português Eugénio Nobre, na vila de Gorongosa, os jornalistas cruzaram uma cancela aberta por soldados e percorreram uma picada com 30 quilómetros, por entre os guerrilheiros da Renamo e polícias de elite da Força de Intervenção Rápida.

Apesar disso, o ambiente não podia ser mais tranquilo, com a serra da Gorongosa sempre recortada no fundo de uma picada de terra dura e branca, entre plantações de milho e goiabeiras silvestres, percorrida por muitas pessoas, pobres, semi-nuas, descalças e sorridentes.

Afonso Dhlakama “é o maior político-militar do mundo”

Neste cenário de isolamento, num fim do mundo que suscita as maiores inquietações em Maputo, 1 500 quilómetros a sul, Dhlakama conhece os jornalistas um a um – e a maior parte nunca tinha estado ao pé dele – e lembra episódios de entrevistas, de opiniões expressas e até de partidas que lhe pregaram, como a de o declararem assassinado no último dia 01 de Abril.

A presença de tantos jornalistas torna-o desabrido: “Sou o maior político-militar do mundo”, proclama, sem se rir. E explica: “O papa, que é o papa, demitiu-se e eu, que ando há 20 anos a levar porrada, continuo e não desisto. Conhecem alguém igual?”.

Rodeado por alguns dos seus principais dirigentes, que mantêm com ele uma postura de reserva e deferência, Dhlakama recusa deixar-se fotografar com a sua guarda pessoal, dezenas de homens armados e fardados de verde escuro, mas aceita o retrato, a só, diante da sua casa de paredes de barro seco e telhado de capim. “O meu palácio”, exclama, abrindo os braços.

E o ambiente esfria um pouco quando lhe perguntam se não receia ter o mesmo fim do angolano Jonas Savimbi, da UNITA. “Não há comparação entre Savimbi e Dhlakama; Dhlakama tem a sua história”, garante, e passa à pergunta seguinte. “Outra!”

Renamo faz corredores diplomáticos com o Governo

Um dia depois de Afonso Dhlakama garantir que não haverá mais guerra em Moçambique, a Renamo já está a usar corredores diplomáticos para iniciar negociações com o Governo.
Uma comissão deste partido manteve, ontem, um encontro com a comissão europeia, para fazer eco das suas inquietações, que incluem a revisão da lei Eleitoral para garantir paridade na forma de indicação dos membros da Comissão Nacional de Eleições.

A Renamo diz pretender um diálogo aberto e sério com o executivo, por isso, já teve, esta quinta-feira, um primeiro encontro à porta fechada com a União Europeia.

Renamo faz corredores diplomáticos com o Governo

Saimone Macuiane, deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo, disse que, a pedido do Governo, este partido terá um encontro, hoje, com quadros seniores dos ministérios da Defesa e do Interior, cujo objectivo central é a estabilidade do país. Entretanto, Macuiane, quadro sénior do partido, prefere não falar das garantias que espera ouvir do executivo.

Refira-se que estes encontros entre o executivo e a Renamo poderão decorrer longe da imprensa, diferentemente do que aconteceu em finais do ano passado nas três rondas negociais, que acabaram fracassando.

PRM diz que não vai sair de Satunjira

Recorde-se que Afonso Dhlakama deu 48 horas para que sejam retirados os agentes da FIR que o cercam, caso contrário, haveria de os mandar atacar.

Numa altura em que se busca entendimento para evitar um conflito armado, e depois do ultimato dado pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, a apelar à retirada da Força de Intervenção Rápida que o cercou na sua base, em Satunjira, na serra de Gorongosa, bem como de Muxúnguè, o comandante provincial da PRM, Joaquim Nido, disse, ontem, ao “O País”, que a polícia vai manter as suas posições naqueles locais, em nome da garantia da ordem e segurança públicas.

Segundo Joaquim Nido, cabe à polícia garantir a segurança de quem quer que seja, em todo o território nacional, daí que, segundo ele, não há espaço para a corporação abandonar as suas actuais posições.

PRM diz que não vai sair de Satunjira

Recorde-se que Afonso Dhlakama deu 48 horas para que sejam retirados os agentes da FIR que o cercam, caso contrário, haveria de os mandar atacar.

Por outro lado, o comandante provincial da PRM, em Sofala, disse estar em curso a localização dos homens armados da Renamo que atacaram o posto policial em Muxúnguè, no passado dia 4 de Abril, resultando na morte de quatro polícias e ferimento de outros 13.

Nido referiu que o objectivo é responsabilizá-los criminalmente pelos seus actos, tendo na ocasião, garantido, sem revelar números e detalhes, que alguns já foram detidos, incluindo o que está a receber tratamentos no Hospital Central da Beira em resultado dos ferimentos contraídos na troca de tiros com a PRM.

Frelimo acusa “perdiz” de querer impor regras ao Governo

A Frelimo diz que a Renamo deve mudar a sua postura de pensar que o diálogo é impor as suas ideias para o Governo cumprir.

O partido no poder diz que viu e ouviu Afonso Dhlakama e tomou nota das suas declarações. Através do seu porta-voz, o partido no poder diz que sempre esteve aberto a dialogar com a Renamo, mas sem sucesso. Aliás, Damião José diz que o problema de Afonso Dhlakama é pretender impor a sua vontade, ao invés de manter um diálogo sério.

O porta-voz da Frelimo, Damião José, corrobora com a posição da polícia e diz que as forças de defesa e segurança devem ser mantidas no local, alegadamente para o bem do próprio líder da Renamo. Para a Frelimo, a “perdiz” é que deve mostrar que realmente ama a paz desmilitarizando todos os seus homens armados.

CSCS vê males na imprensa nacional

A invasão de privacidade, o desrespeito do bom nome de pessoas e a ausência de fontes de informação citadas são alguns males apontados pelo CSCS exto não pode hifenizar.

O Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), um órgão de fiscalização das mensagens veiculadas pela imprensa em Moçambique, apelou, ontem, à classe jornalística e a todos os cidadãos a corrigirem os “males” que afectam o sector, para que o país tenha um jornalismo profissional, sério e objectivo.

Na mensagem emitida por ocasião da passagem do trigésimo quinto aniversário da criação da Organização Nacional de Jornalistas – hoje Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) – o CSCS indica que, na sua ânsia de ganhar espaço entre o público, alguns órgãos de informação e os seus profissionais têm optado por um jornalismo sensacionalista.

CSCS vê males na imprensa nacional

A invasão a privacidade, o desrespeito do bom nome de pessoas, a ausência de fontes de informação citadas, entre outros atropelos aos princípios éticos e deontológicos básicos da profissão e à legislação são outros males apontados pelo CSCS.

“Moçambique precisa e merece um jornalismo que coloque em destaque os supremos interesses da nação e que contribua para a consolidação da unidade nacional, que defenda os interesses nacionais, lute pela preservação da democracia e promoção da justiça social”, indica a mensagem, cuja cópia a AIM teve acesso.

De igual modo, o CSCS defende que os jornalistas moçambicanos devem continuar a lutar pela melhoria da formação académica e técnico-profissional, a par dos esforços pela melhoria das condições de trabalho.

Teste do cancro da mama preocupa Primeira-Dama

O gabinete da Primeira-Dama de Moçambique manifestou, quarta-feira última, preocupação pela resistência ao diagnóstico do cancro da mama.

A directora do Gabinete da Primeira-Dama, Flávia Cuereneia, aponta, entre as principais causas que contribuem para que tal aconteça, a pouca informação sobre a doença.

“Não se tem falado muito sobre o cancro de mama. As pessoas devem ser informadas sobre a existência desta doença, para que se preparem e dirijam-se aos hospitais para fazer o teste”, disse Cuereneia, citada pela AIM.

Teste do cancro da mama preocupa primeira-dama

A directora falava numa conferência de imprensa em que se anunciou a realização, entre os dias 21 e 27 de Julho próximo, em Maputo, da VII Conferência Internacional sobre o Cancro da Mama, uma iniciativa do Fórum das Primeiras-Damas africanas Contra o Cancro da Mama, que visa a redução do impacto desta doença no continente.

Em Moçambique, cerca de três mil mulheres são oficialmente conhecidas como possuindo este tipo de cancro. Para a fonte, o facto de muitas mulheres não fazerem o rastreio faz crer que existem muitas outras que padecem desta doença.

“TOCA-TE” será o lema da conferência, que contará com a presença das primeiras-damas africanas, cientistas, e presidentes parlamentares. O encontro vai ainda discutir aspectos relacionados com o cancro do colo do útero, entre outros problemas.

Reabilitada em menos de um ano: Outra vez os buracos na Avenida da ONU

O problema não é novo nas estradas da capital, uma vez que afecta a maior parte delas, mas o caso da “ONU” merece mais atenção e preocupação, uma vez que não passa um ano depois que foi alvo de reabilitação.

A via é usada por automobilistas que pretendem chegar à zona da Baixa ou ao centro da cidade em menos tempo. Tal como em ocasiões anteriores, os buracos aparecem em zonas localizadas e com o tempo vão-se alargando, atingindo quase toda a largura da estrada, o que dificulta a normal circulação de viaturas.

Reabilitada em menos de um ano: Outra vez os buracos na Avenida da ONU

O problema vivido pelos automobilistas na Avenida da ONU não pode não ser do conhecimento das autoridades municipais, tanto é que funciona ali perto uma direcção da edilidade que responde pela área de Salubridade.

Os buracos ressurgiram depois das chuvas que caíram com intensidade em Janeiro e Fevereiro últimos, voltando a colocar a nu o crónico problema de transitabilidade naquela estrada.

A pouco e pouco, os buracos foram crescendo e hoje constituem um grande perigo para a vida dos automobilistas que circulam na via, uma vez serem obrigados a fazer gincanas para os esquivar. Por outro lado, concorrem para a danificação de viaturas. A ameaça é maior porque os buracos ficam dissimulados em águas dos colectores que escorrem, inundando a estrada.

Gás natural canalizado em Maputo: Obras arrancam dentro de dias

O projecto foi oficialmente lançado a 14 de Março e prevê-se que a partir de Fevereiro do próximo ano instituições e famílias localizadas na baixa da capital e ao longo das avenidas do Trabalho, Eduardo Mondlane, Julius Nyerere, Kenneth Kaunda, Joaquim Chissano e de Moçambique tenham gás natural canalizado.

Esperam-se ainda derivações para Costa do Sol a partir da intersecção entre as avenidas Julius Nyerere e Kenneth Kaunda, e outra em direcção a Zimpeto através da Avenida de Moçambique, que deverá estender-se por 13 quilómetros.

De acordo com Paulino Gregório, administrador da área de Projectos da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), que juntamente com a sua congénere da Coreia, Kogas, e o Conselho Municipal de Maputo, lideram a iniciativa, o gás natural é mais seguro e barato que o acondicionado em botijas, pelo que não há grandes perigos nem implicações financeiras na sua utilização.

Aquele combustível é muito mais leve que a mistura do propano e butano, mais conhecida como gás de cozinha, pelo que em caso de fuga se evapora e não se acumula, criando perigo de explosões, segundo o administrador.

Gás natural canalizado em Maputo: Obras arrancam dentro de dias

Acrescentou que a pressão a que chegará às residências é baixa e não constituirá perigo durante a sua utilização.

Em média, uma família usa uma botija ou uma e meia num mês, o que corresponde a gastos entre 600 a mil meticais. Usando gás natural canalizado, os custos de combustível na cozinha baixam para 400 ou 500 meticais, de acordo com dados apresentados há dias.

O projecto de canalização do gás natural na cidade de Maputo, com uma segunda fase para a vila de Marracuene, integra ainda uma central de controlo que terá detectores de fugas, podendo cortar o fornecimento numa determinada área sempre que necessário.

A fonte garantiu que a instalação do gasoduto do parque industrial de Beluluane para a Central Térmica da Electricidade de Moçambique, ex-SONEF, bem como as suas derivações para a cidade de Maputo não irão movimentar famílias, excepto umas 10 localizadas nas imediações da Portagem de Maputo, cujas partes das casas serão afectadas.

As obras e operacionalização das infra-estruturas, que comportam 60 quilómetros de extensão, excluindo as ligações aos consumidores, estão avaliadas em 38.2 milhões de dólares norte-americanos a serem desembolsadas pela KOGAS, detida na sua totalidade pelo Estado coreano.

Na sua segunda fase, o projecto chegará à vila de Marracuene, a 30 quilómetros do centro da capital, aumentando-se o ramal a partir de Zimpeto. Entretanto, a reactivação das fábricas paralisadas naquela zona, como Riopele e Mabor, e o interesse pelo combustível por parte de outras unidades como Hospital Psiquiátrico de Infulene, joga um papel fundamental para a expansão da rede naquela direcção.

Em conferência de imprensa na Gorongosa: Dhlakama revela passos de diálogo

Em presença destas propostas de diálogo, o líder da Renamo disse que reagiu positivamente, endereçando também uma outra mensagem ao Chefe do Estado que, na prática, ditou o fim do clima de violência, traduzida no ataque ao posto policial de Muxúnguè e no assassinato de civis ao longo da Estrada Nacional Número Um.

Entretanto, ainda não há pronunciamento oficial da existência da troca de correspondência com o Presidente da República.

Apesar dos ataques armados protagonizados recentemente pelos seus homens e que custaram já oito mortos, Afonso Dhlakama reiterou que a Renamo não mais voltará à guerra.

Na correspondência entre as partes, segundo Dhlakama, o Chefe do Estado terá solicitado à Renamo para abandonar o discurso belicista de incitação à violência usado nos últimos dias pelo secretário-geral daquele partido, Manuel Bissopo. Igualmente referiu que foi proposto a constituição de três grupos de trabalho para diálogo com o Governo visando uma eventual revogação da Lei Eleitoral.

Afonso Dhlakama disse também a jornalistas que pediu a libertação incondicional e imediata dos 15 membros da Renamo detidos pela PRM em Muxúnguè, a retirada de toda a força governamental, estacionada sobretudo nos arredores da serra da Gorongosa, em Nhamaphaza e proximidades das suas sedes, em Muxúnguè e em Nampula, incluindo a eliminação da acção do reforço da presença policial na zona centro.

Em conferência de imprensa na Gorongosa: Dhlakama revela passos de diálogo

Falando à comunicação social na sua base em Satungira, posto administrativo de Vunduzi, onde se encontra aquartelado desde Outubro, região que dista a 30 quilómetros da vila de Gorongosa, o líder daquela maior formação política da oposição revelou que o Reitor do Instituto Superior Politécnico (ISPU), Lourenço do Rosário, é o intermediário deste contacto entre ele e o Presidente da República.

Num outro passo da sua declaração, Dhlakama observou que se tal diálogo constituir mais uma “aldrabice”, tal como aconteceu em Nampula, a Renamo não vai participar e nem haverá eleições no país. Realçou que o seu interesse foi sempre de lutar pela democracia em Moçambique a partir dos seus 22 anos de idade até agora que completa os 60.

Pronunciando-se sobre o que resultou para si do caso das hostilidades entre os seus homens armados e a Força de Intervenção Rápida, ele afirmou que depois da dispersão dos membros da Renamo pela Força de Intervenção Rápida em Muxúnguè, na passada quarta-feira, recebeu pressões dos seus antigos guerrilheiros para demitir-se imediatamente da liderança do partido sob risco de ser morto, caso não autorizasse uma acção de resposta.

Disse que em consequência disso, e para salvaguardar a sua vida, a única solução que teve foi de dar ordens aos seus homens para responderem pela mesma medida, atacando o posto policial. Relativamente aos ataques a viaturas, assassinatos de civis e saque de bens de viajantes registados na EN-1, na passada quinta-feira, classificou-os como tendo sido acidentes de percurso. Acrescentou, contudo, que lamenta a ocorrência das mortes e aproveitou o momento para transmitir, via Imprensa, os seus pêsames às famílias enlutadas.

Ainda durante a conferência de Imprensa, Dhlakama disse que para se garantir uma verdadeira democracia em Moçambique há toda uma necessidade de a comunidade internacional e a sociedade civil moçambicana agirem a favor deste Direito Constitucional e não apenas contra o seu partido, considerando que a Renamo viveu 20 anos de humilhação e assassinatos sob um silêncio cúmplice de todos.

Hoje: Renamo vai ser recebida pelo Governo

Quadros seniores dos Ministérios da Defesa Nacional e do Interior recebem, em audiências separadas, hoje e amanhã, respectivamente, uma delegação da Renamo que solicitou encontros de cortesia com estas duas instituições para discutir a situação tensa que se vive no centro do país devido aos incidentes de Muxúnguè.

O primeiro encontro tem lugar hoje nas instalações do MDN, quando oficiais seniores receberem um grupo indicado pela Renamo, chefiado pelo presidente do Conselho Jurisdicional do Partido Renamo, Saimone Macuiana (na imagem). Já amanhã, nas instalações da messe da PRM, quadros do Ministério do Interior, recebem o mesmo grupo.

Hoje: Renamo vai ser recebida pelo Governo

Recorde-se que Afonso Dhlakama disse ontem, numa antiga base da Renamo na Gorongosa, que estão a ocorrer contactos com o Presidente Armando Guebuza, intermediados por um académico moçambicano, na sequência dos ataques da semana passada, que provocaram pelo menos oito mortos.

Nas negociações que estão a decorrer com o Governo, o líder da Renamo revelou que exigiu a retirada dos efectivos policiais que, disse, o estão a cercar na serra da Gorongosa e a libertação de 15 militantes da Renamo detidos na última semana em Muxunguè.

Dhlakama disse ainda que haveria abertura da Frelimo para uma alteração à lei eleitoral, que a Renamo contesta.

“As coisas estão a andar”, disse.

“Não haverá mais guerra em Moçambique”

O líder da Renamo revelou ainda que está a conversar com o Chefe de Estado, Armando Guebuza, que lhe propôs um frente-a-frente, mas ele recusou por entender que “vai dar no mesmo do passado”. Todavia, as comissões da Renamo e do Governo vão voltar a dialogar.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, chamou ontem a imprensa para reafirmar que o seu partido nunca mais vai ser protagonista de uma guerra civil em Moçambique. No entanto, Dhlakama diz que o seu partido vai continuar a retaliar com violência os ataques da polícia aos seus ex-guerrilheiros e ou às suas instalações.

O líder da oposição considera-se o melhor político-militar do mundo, porque durante 20 anos tolerou ataques violentos, perseguições protagonizadas pela Frelimo, através da Força de Intervenção Rápida, sem retaliar, facto que, segundo ele, é raro no mundo.

Para retaliar o ataque da semana passada à sua sede, Dhlakama disse que teve que autorizar os seus ex-guerrilheiros porque os mesmos ameaçaram demiti-lo ou assassiná-lo, alegando que se recusasse que eles atacassem a polícia, seria sinal de que recebe dinheiro do governo.

Vendo-se num beco sem saída, refere Dhlakama, deu aval aos seus homens para avançarem. No entanto, solidariza-se com as famílias dos polícias mortos e lamenta o sucedido, por considerar que são jovens mancebos, sem experiência militar, que foram mortos por uma divergência que podia ser resolvida na mesa do diálogo. Dhlakama diz que se não fosse a arrogância da Frelimo, não teriam acontecido episódios de violências em Muxúnguè.

“Não haverá mais guerra em Moçambique”

Por isso, para que situações daquelas não se repitam, a Renamo diz ter exigido ao governo que retire os polícias e militares que cercaram a sua base em Satungira, onde o seu líder vive desde Outubro do ano passado, a retirada dos agentes da FIR que ocupam desde Março do ano passado a sede provincial da Renamo em Nampula e saída dos agentes que povoaram Muxúnguè. Caso estas exigências não sejam cumpridas dentro de alguns dias, Afonso Dhlakama promete atacá-los.

No entanto, em resposta, Dhlakama diz que Armando Guebuza disse “vou reunir com os ministros da Defesa e do Interior para mandar retirar os polícias”. “Desde ontem – prossegue Dhlakama – vimos que alguns já saíram, resta saber se é porque vocês vinham para aqui”, acrescentou.

Por outro lado, o líder da “Perdiz“ diz que o Presidente da República, Armando Guebuza, através do reitor da Universidade A Politécnica, Lourenço do Rosário, enviou uma mensagem, pedindo o fim das hostilidades e o regresso à mesa de negociações. Aliás, segundo Dhlakama, Guebuza pediu com carácter de urgência uma reunião entre os dois, mas que recusou por considerar que não há nada a falar com o Chefe de Estado, pois, desde o último encontro, nada do que conversaram foi cumprido, daí que não pode ir a uma reunião só por ir. “é para vocês depois dizerem que fui lá pedir dinheiro, como alguns escreveram?”, indagou Dhlakama.

Mais adiante, Dhlakama disse que aceitou retomar as conversações entre uma comissão do seu partido e outra do governo. Segundo suas palavras, Guebuza disse que, desta vez, as negociações deverão ser conduzidas por comissões sérias, ao que Dhlakama terá respondido que as comissões da Renamo que iniciaram o diálogo ano passado eram sérias e estão prontas para mais uma ronda negocial.

Preocupações da Renamo

A resposta que Afonso Dhlakama diz ter enviado ao presidente da República inclui assuntos que este partido já vem apresentando ao executivo sem que sejam atendidos. Referiu-se à revisão do Pacote Eleitoral, que segundo ele, a Comissão Nacional de Eleições deve ser constituída por membros dos partidos políticos com assento na Assembleia da República em igual número e não de acordo com a proporcionalidade parlamentar, como sucede agora.

Sociedade civil propõe personalidades para CNE

A comissão ad hoc da Assembleia da República para a selecção dos candidatos da sociedade civil a membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE) garante que até ao próximo dia 25 de Abril irá concluir o processo de análise das candidaturas para este efeito.

Das propostas entregues à comissão ad hoc, serão eleitos três membros efectivos da CNE e os respectivos suplentes, os quais serão chancelados pelo plenário da Assembleia da República.

A Comissão recebeu, até ontem (último dia para submeter candidaturas), 24 candidaturas de organizações da sociedade civil, nas quais se inclue a da Confederação Nacional dos Sindicatos Livres e Independentes de Moçambique, Conselho Cristão de Moçambique, Associação para a Conservação e Desenvolvimento da Natureza e a Associação Instituto Martin Luther King.

Deste número, o parlamento recebeu um total de 16 candidaturas submetidas pelo Observatório Eleitoral, uma coligação de organizações da sociedade civil com interesses em matérias eleitorais.

Sociedade civil propõe personalidades para CNE

Trata-se, entre outros, do jornalista Salomão Moyana; João Carlos Trindade (jurista e antigo conselheiro do Tribunal Supremo); Gilles Cistac (docente e constitucionalista); Ivete Mafundza (docente e activista de direitos humanos); Paulo Cuinica (membro da CNE indicado em 2007 pela sociedade civil); Jorge de Oliveira (escritor e antigo secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos).

No âmbito da nova lei da CNE, este órgão é constituído por 13 membros, três dos quais provenientes de organizações da sociedade civil. Os outros são indicados pelos partidos políticos com assento parlamentar, sendo cinco pela Frelimo, dois pela Renamo e um pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM); além de um juiz eleito entre os membros do Conselho Superior da Magistratura Judicial e um procurador indicado pelo Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público.

O presidente da CNE, determina ainda, é eleito pelos seus membros dentre as personalidades apresentadas pelas organizações da sociedade civil.

Transportadores “parados” em Nampula e Tete

Três das seis companhias de transporte de passageiros que operam na rota Nampula/Maputo paralisaram as suas actividades, por tempo indeterminado, na sequência dos recentes tumultos ocorridos recentemente na região de Muxúnguè, distrito de Chibabava, em Sofala.

O facto foi confirmado por Luís Vasconcelos, presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA), que se mostrou preocupado com as implicações económicas da paralisação daquele tipo de actividade, quer para os próprios operadores, quer para o cidadão que tem no transporte terrestre a sua melhor opção.

Transportadores “parados” em Nampula e Tete

Vasconcelos disse que os operadores dos transportes recusam-se a meter as suas viaturas na via publica, com receio de serem assaltadas por malfeitores, à semelhança do que aconteceu há dias na região Centro do país. Segundo a fonte, estima-se que 16 autocarros que operam na rota Nampula/Maputo tenham deixado de circular, desde o princípio desta semana.

Dentre as empresas que não querem arriscar por estes dias de tensão política, destaca-se a Maningue Nice, que ontem se viu obrigada a dispensar os seus passageiros, sob alegação de que iria levar os seus autocarros a uma revisão mecânica.

Segundo a fonte, a ASTRA tem informações segundo as quais outros operadores de rotas inter-distritais paralisaram as suas actividades, mas disse tratar-se de uma questão ainda por confirmar.

Moçambicanos na Itália pedem que se preserve a paz no país

Os que estão a criar terror em Muxúnguè devem ser responsabilizados judicialmente, adverte o primeiro-ministro. Entretanto, os transportadores de várias províncias do país anunciaram a paralisação de actividades devido à tensão em Muxúnguè.
A comunidade moçambicana residente na Itália revelou-se profundamente preocupada com os sinais de retorno à guerra civil no país, emitidos nos últimos dias, e apela ao governo a uma gestão prudente do assunto.

Esta mensagem de apreensão foi transmitida ao primeiro- ministro, Alberto Vaquina, na noite desta terça-feira, no encontro que manteve com os nossos compatriotas, no quadro da visita que efectua àquele país europeu.

A comunidade moçambicana, constituída na sua maioria por académicos e padres católicos, considera haver em Moçambique intolerância política que poderá destruir o país se os principais actores políticos não privilegiarem o diálogo e tolerância em questões de relevância nacional.

Moçambicanos na Itália pedem que se preserve a paz no país

Lagio Afonso, académico e padre católico moçambicano residente naquele país, que leu a mensagem da comunidade moçambicana, lembrou que “o fim da guerra civil, para além de ter libertado o povo moçambicano do drama de massacres e barbaridades cometidas por filhos da mesma terra, permitiu também que o país avançasse para o desenvolvimento”.

“Estamos apreensivos com os últimos acontecimentos políticos e militares que perigam a democracia e a paz”, prosseguiu Afonso, para quem “as campanhas de intolerância partidária registadas concretamente no Chókwè, Manjacaze, Xai-Xai e Gondola, e de forma crítica em Muxúnguè, são inaceitáveis”.

O académico moçambicano alertou, igualmente, que os recursos energéticos podem tornar o país um dos destinos mais procurados dos antigos e novos conquistadores. “Os exemplos que chegam dos outros países do nosso continente ensinam-nos que a violação das regras democráticas, a má gestão dos recursos económicos e o recurso a armas são usados pelos exploradores para justificar as suas intervenções em lugares estratégicos.

A mensagem dos moçambicanos na Itália termina apelando ao sentimento patriótico e respeito pelos valores humanos, para se encontrar uma resolução pacífica para a instabilidade que se vive no país.

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