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Domingo, Abril 19, 2026
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Águas de Maputo abole pagamento via “payshop”

A medida, com efeitos imediatos, surgiu da necessidade de identificação e implementação de novos e mais eficientes serviços que possam facilitar a situação dos clientes e consumidores de água.

O “payshop” é um dispositivo electrónico móvel que permitia o pagamento de facturas em vários estabelecimentos comerciais e em outros locais, facilitando a liquidação das contas por parte dos consumidores.

Este serviço era usado pela Águas da Região de Maputo há mais de cinco anos e tinha sido adoptado como forma de reduzir as enchentes que geralmente se verificavam nos balcões de pagamento da empresa. O serviço funcionava nos supermercados, lojas, postos de abastecimento, entre outros.

José Maria, porta-voz da AdeM, disse que a medida é definitiva e a empresa está a trabalhar para encontrar uma alternativa que possa continuar a manter a situação dos consumidores facilitada.

Águas de Maputo abole pagamento via “payshop”

Deste modo, José Maria apelou para a necessidade de os clientes e consumidores de água prestarem a atenção e evitarem continuar a usar o serviço “payshop” porque a empresa não aceitará qualquer comprovativo emitido a partir deste serviço.

Esclareceu, no entanto, que o pagamento continuará a ser feito via ATM. Assim, os consumidores da AdeM vão continuar a pagar as suas facturas nos balcões da empresa, nos bancos que operam nas cidades de Maputo, Matola e no distrito de Boane.

A AdeM é gerida pelo Fundo de Investimento e Património de Abastecimento Água (FIPAG) desde finais do ano 2010 quando esta entidade, sob tutela do Ministério das Obras Públicas e Habitação, adquiriu as acções da empresa Águas de Portugal na AdeM, passando este a deter a posição de accionista maioritário, com 73 por cento das acções e a empresa moçambicana Mazi, com os restantes 27 por cento.

Com trabalho ainda por fazer: Estrada de Nkobe inaugurada amanhã

Entre os trabalhos que ficaram por fazer, destaque vai para a colocação de lancis com vista a proteger as bermas da rodovia, algo previsto no projecto.

Igualmente não foi feita a sinalização dos limites de carga, o que a não ser feito poderá concorrer para uma precoce destruição da via, tendo em conta o peso de camiões que circulam naquela área, transportando materiais de construção.

Segundo um comunicado de imprensa da edilidade, a cerimónia será liderada pelo presidente da autarquia, Arão Nhancale.

As obras, feitas em tempo recorde de dois meses, e custaram cerca de 25 milhões de meticais financiados conjuntamente pelo Fundo de Estradas e pelo Município da Matola.

Ensaia-se novo modelo de gestão de lixo

O projecto consiste no acondicionamento separado do lixo que cada família produz, num processo em que o material reciclável como plástico, papel, garrafa, lata entre outros é separado do lixo orgânico para a sua posterior utilização.

O lixo reciclável é recolhido porta a porta todas as segundas-feiras pelos catadores da cooperativa, enquanto a gestão do orgânico continua sob responsabilidade do Conselho Municipal da cidade de Maputo.

Segundo Ludite Sara, técnica de planificação na Direcção Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos e Salubridade da cidade de Maputo, a recolha selectiva, em implementação há três meses, mostra que é possível reduzir a quantidade de lixo que vai ao aterro, através da separação dos resíduos sólidos – inorgânicos e orgânicos. Neste processo, só vai à lixeira o que não é reciclável e nem aproveitável para outros fins.

“Este projecto traz ganhos na consciencialização sobre uma abordagem diferente da gestão do lixo porque implica a responsabilidade do munícipe na gestão individual dos resíduos produzidos”, acrescentou Sara.

Para José Maria C. Langa, coordenador da COMSOL para a área de catadores, todo o munícipe tem que ser responsável pelo lixo que produz e colaborar na sua separação e entrega catadores.

Ensaia-se novo modelo de gestão de lixo

Langa sublinhou que a recolha selectiva tem benefícios ambientais, pois reduz a quantidade de detritos que vai à lixeira do Hulene que neste momento está numa fase de saturação.

O material recolhido como plástico, papelão, garrafas e latas é posteriormente vendido às fábricas de reciclagem existente na cidade de Maputo.

Entretanto, um dos grandes constrangimentos enfrentados pelos catadores é a existência de poucas fábricas de reciclagem e o baixo preço estipulado pelo comprador, lesando deste modo os catadores.

Neste contexto, a representante da Associação Internacional de Voluntários Leigos em Moçambique (LVIA), Katia Ferrari, é de opinião que o país, particularmente a capital, precisa de mais fábricas de reciclagem, pois contrariamente este tipo de iniciativas pode ficar comprometido. “É preciso termos fábricas de reciclagem de forma a tornar o lixo aproveitável, reduzindo deste modo o impacto ambiental e a quantidade de resíduos sólidos que vai ao depósito final ou lixeira por não mais ser reutilizável”, afirmou Ferrari.

O projecto conta neste momento com 10 catadores para a recolha de lixo, cinco activistas para a sensibilização dos residentes de forma a colaborarem para o sucesso da iniciativa e um fiscal do Conselho Municipal da Cidade de Maputo que acompanha o processo.

Se a resposta for positiva, o projecto será alargado para outros bairros da cidade.

Tensão no país resulta da intolerância política

Os bispos católicos chegaram à conclusão de que a tensão no país resulta da intolerância política conclusão na conferência Episcopal de Moçambique, realizada em Maputo, onde, dentre vários assuntos, se pretendia analisar os acontecimentos que tiveram lugar em Gondola, província de Manica, e Muxúnguè, província de Sofala.

Os bispos da igreja católica dizem que os acontecimentos em referência são uma repetição de outros episódios e avançam ainda que são fruto da intolerância política que tem caracterizado os últimos anos, em que o partido no poder e a Renamo têm sido os protagonistas.

Os bispos, em uníssono, disseram “não à violência e à guerra” e condenaram várias situações de injustiça, de exclusão social, de arrogância, intimidação, incitamento à violência verbal e física (…).

Tensão no país resulta da intolerância política

“Podemos continuar a perguntar se não estarão ameaçadas a democracia e a paz, quando temos a impressão de assistirmos, no nosso país, a um renhido antagonismo e uma falta de diálogo e de tolerância entre os dois partidos mais fortes, com a tendência de se denegrirem reciprocamente, ao ponto de não mais poderem ver nem apreciar os aspectos positivos que acontecem no seio do outro”, lê-se na nota pastoral da conferência Episcopal de Moçambique.

Durante o encontro, o arcebispo de Maputo, Francisco Chimoio, afirmou que o melhor caminho é o diálogo e o respeito mútuo.

“Nós voltamos a reafirmar, com todo o vigor, que o diálogo, o respeito mútuo e a tolerância são a única via para pôr fim às situações como as que temos testemunhado e que desembocaram nas violências mortais de Muxúnguè”, disse.

Funcionários roubam 500 litros de combustível por dia

O Conselho Municipal da Beira (CMB) desmantelou, recentemente, uma rede composta pelos seus funcionários que se dedicava ao roubo de combustível. Os mesmos retiravam cerca de 500 litros por dia, ou seja, cerca de 500 mil meticais por mês. Trata-se de motoristas das ambulâncias, de camiões de lixo e de carros ligados aos serviços sociais.

O CMB, desconfiando do elevado gasto de combustível em algumas viaturas, iniciou um processo de investigação que culminou com a apreensão da suposta quadrilha no bairro da Manga, arredores da cidade da Beira, na residência de um particular.

Funcionários roubam 500 litros de combustível por dia

Um dos elementos da rede, Jaime José, surpreendido por uma equipa de investigação do CMB com uma viatura de lixo na residência em alusão, confessou que o esquema de roubo passava por desviar um camião de lixo, uma ambulância ou uma viatura disponibilizada para serviços sociais para a residência em causa. Com recurso a mangueiras, aqueles funcionários retiravam dos tanques de cada viatura 20 litros de combustível que eram, posteriormente, vendidos ao dono da referida casa por 500 meticais, contra 736 meticais, que é o preço oficial.

Segundo apurámos, passava pela mesma residência mais de uma dezena de viaturas por dia.

“Eu comecei esta semana a roubar combustível. Nós recebemos 100 litros de quatro em quatro dias, mas, por vezes, passamos por aqui e vendemos 20 litros ao dono desta casa. Quando isso acontece, é claro que dificilmente o combustível que sobra no tanque suporta quatro dias e temos recorrido às nossas bombas para acréscimos”, disse.

Guebuza inicia hoje presidência aberta

O Presidente da República, Armando Guebuza, inicia hoje em Pemba-Metuge, província de Cabo Delgado, a edição 2013 da Presidência Aberta.

O objectivo da visita é inteirar-se do grau de execução dos planos e acções de combate à pobreza, como são o Programa Quinquenal do Governo, o Plano Económico e Social 2012, bem como manter um contacto com a população.

Em Cabo Delgado, onde permanecerá até ao dia 23 de Abril corrente, Guebuza visitará igualmente os distritos de Montepuez, Ancuabe, Meluco e Macomia. Nestes distritos, o programa da visita contempla encontros com os governos locais, conselhos consultivos, visitas a lugares de interesse social e económico, bem como reuniões com as populações.

Nesta deslocação, o Chefe do Estado moçambicano faz-se acompanhar dos ministros dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula; para Assuntos Parlamentares, Autárquicos

Cotur ganha prémio LAM 2012

Anualmente, a LAM distingue as agências de viagens e de carga que atingem volumes de destaque de vendas a favor desta operadora.

Na edição deste ano, para a categoria de carga, foram premiadas a Portador Diário, DHL Moçambique e Sky Net. Na categoria revelação, o vencedor foi a Safe Travel e a categoria de melhor Yield (melhor tarifa média vendida) foi conquistada pela Mextur.

O prémio recebido pela Cotur junta-se a tantos outros entre nacionais e estrangeiros que a agência nacional, que já ostenta o selo Made In Mozambique, arrecadou.

A Administradora Delegada da LAM, Marlene Manave, destacou o trabalho dos agentes, que exercem um papel fundamental para o crescimento da sua companhia e frisou o compromisso em melhorar a prestação de serviço ao cliente.

Cotur ganha prémio LAM 2012

“Nós pretendemos ser uma companhia aérea de eleição por ser percebida como uma organização que foca e orienta todos os seus recursos para exceder as expectativas dos seus clientes e parceiros”, frisou.

Falando momentos depois de receber o prémio, numa cerimónia realizada na capital moçambicana, Noor-Momade, presidente da Cotur, considerou que o segredo do sucesso da sua agência “está na capacidade de o empreendedor desenhar uma estratégia empresarial que vá de encontro com as exigências do público destinatário dos bens e serviços que oferece”.

A instituição dirigida por Noor-Momade, que considera que cada ano é um desafio para a sua empresa, recebeu no mês passado, pela 15.ª vez consecutiva, o prémio de Primeiro Lugar da Galileo.

Descoberto mais Gás na Bacia do Rovuma

A descoberta foi feita no furo de pesquisa Orca – 1, localizado na Área 1, “off shore” da Bacia do Rovuma, a aproximadamente 12 quilómetros a Oeste furo Windjammer-2 do Complexo Prosperidade e 7 quilómetros a Sudeste do Furo Atum-1 do campo Golfinho e Atum.

Um comunicado de imprensa do Instituto Nacional de Petróleo (INP) a que a nossa fonte teve acesso refere que o furo de pesquisa foi aberto no mar a 1061 metros de profundidade com a utilização do navio-sonda Belford Dolphin e atingiu a profundidade final de 4966 metros, tendo encontrado 58 metros de areias saturadas de gás natural acumulado no Paleoceno.

“Após a conclusão deste furo, as actividades de perfuração prosseguirão com a abertura dos furos Linguado e Espada, ao norte dos campos Prosperidade, Golfinho e Atum, seguidos da execução de dois furos de avaliação, para definir a extensão do campo Orca ora descoberto”, refere o INP.

Os concessionários da Área 1 são a Anadarko Moçambique, com 36,5 por cento de participações, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (15 por cento), a Mitsui do Japão (20 por cento), a Videocon e Bhrat Petroleum ambas da Índia (com 10 por cento cada) e PTT da Tailândia (8,5 por cento).

Testes confirmam que carta enviada a Obama continha veneno letal

Os Serviços Secretos dos EUA estão a investigar o conteúdo de uma carta endereçada ao Presidente Barack Obama. Os testes preliminares detectaram a presença de rícino, uma substância potencialmente mortal.

Quase ao mesmo tempo, a polícia responsável pela segurança do Capitólio, em Washington, foi chamada para inspeccionar dois pacotes em dois edifícios do Senado norte-americano.

“Uma carta endereçada ao Presidente, que contém uma substância suspeita, foi recebida nas instalações que inspeccionam o correio” da Casa Branca, disse o porta-voz dos Serviços Secretos, Brian Leary.

Segundo a NBC, os testes efectuados no local à substância detectada na carta enviada a Obama revelaram a presença de rícino. A mesma substância foi detectada numa outra carta, enviada ao senador republicano do Mississípi Roger Wicker. As autoridades avançam que ambas as cartas são “similares”, tanto em relação à substância utilizada como no texto e na assinatura.

Governo na AR em teste oral

Neste contexto, a bancada da Frelimo levanta questões que têm a ver com o sector dos transportes de passageiros, transportes ferroviários, gestão de recursos hídricos, segurança alimentar e a implementação do sistema de carreiras na administração pública.

No que concerne à área de transportes de passageiros, a pergunta da Frelimo é no sentido de obter esclarecimentos do Governo sobre as acções que está a desenvolver para minimizar os problemas que este tipo de actividade enfrenta, particularmente nos principais centros urbanos. No que tange ao transporte ferroviário, a preocupação da bancada maioritária centra-se na utilização das linhas-férreas de Sena, particularmente no que diz respeito à reabilitação do troço Cuamba-Lichinga de modo a conferir maior segurança e garantir condições de transitabilidade de pessoas e bens. Esta questão também é colocada pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

Na questão da gestão dos recursos hídricos, a Frelimo quer saber o que o Governo está a fazer para a implementação de infra-estruturas para o aproveitamento, uso e gestão integrada e sustentável destes recursos à escala nacional e, em especial, nas províncias que têm sido ciclicamente atingidas por secas, cheias e inundações.

Por sua vez, o grupo parlamentar da Renamo considera que nos últimos tempos tem havido uma manifesta e sistemática obstrução, pelo Governo, no gozo destes direitos constitucionais, com recurso às Forças de Defesa e Segurança, daí que esta bancada pretenda saber o que o Executivo pretende atingir com esta acção. Igualmente, a questão é levantada pelo MDM.

Governo na AR em teste oral

A “perdiz” na AR coloca, mais uma vez neste tipo de sessões, a sua preocupação em torno da exploração ilegal de recursos naturais, destacando o facto de se propalar o envolvimento, na exploração ilegal de madeira, de algumas figuras do Executivo, com destaque para o Ministro da Agricultura, José Pacheco.

Tal como a Frelimo, este grupo parlamentar também levanta a questão do transporte de passageiros nas cidades do país, para além das problemáticas sobre as condições de ensino-aprendizagem no sector da Educação e da assistência médica e medicamentosa no país.

Entretanto, ontem o Parlamento aprovou, por consenso, a proposta de Revisão da Lei de Pescas, cujo objectivo é enquadrar o dispositivo legal aprovado em 1990 à nova realidade social e económica do país.

O documento, apresentado pelo Ministro do sector, Victor Borges, traz como principais inovações a protecção dos pescadores nacionais, sobretudo os do sector familiar e artesanal, para além de criar um espaço para a pesquisa científica de recursos aquático, com vista à sua exploração sustentável.
Esta protecção, segundo o articulado da Lei e as recomendações dos deputados, reflecte-se no licenciamento de pescadores nacionais e estrangeiros, onde se dá maior primazia aos “cá da terra”, condicionando-se a concessão de licenças de operadores estrangeiros de grande escala à pareceria com empresas ou cidadãos nacionais.

Artistas pedem a Guebuza ajuda na luta contra pirataria

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu hoje, em Maputo, os representantes da Associação Moçambicana de Autores (SOMAS). O encontro tinha como objectivo partilhar as realizações da SOMAS e fazer uma reflexão sobre a questão dos direitos do autor no país.

Falando minutos após o término do encontro, o Secretário-geral da SOMAS, Jaime Guambe, disse ter apresentado ao Chefe de Estado vários problemas que enfrentam os seus membros, particularmente a questão da pirataria.

“No nosso país tem-se feito muita pirataria e o que nós queremos é o cometimento do Governo em todas as matérias que fazem parte dos direitos do autor, desde o processo da revisão da própria lei dos direitos do autor em curso, e o combate a pirataria”, referiu.

Guambe disse ainda que a criação da SOMAS, uma iniciativa dos próprios autores, revela a sua consciência de que a gestão colectiva dos direitos do autor proporciona a protecção adequada, em melhores condições de eficácia, dos direitos autorais.

Artistas pedem a Guebuza ajuda na luta contra pirataria

“Mas não basta a consciência dos autores sobre a importância e vantagens de um sistema de gestão colectiva de direitos de autor para que tudo ande como manda a lei. É preciso uma campanha de sensibilização de toda a sociedade, desde os utilizadores até ao público em geral”, explicou.

“Neste momento existe uma legislação aplicada para reduzir a situação da pirataria no país, pois não só afecta aos autores mas também o Estado moçambicano na arrecadação das receitas”, acrescentou.

Criada em 2000, a SOMAS é uma Associação de autores de diferentes áreas artísticas como a música, literatura, teatro, dança e produções audiovisuais.

Actualmente está envolvida numa campanha para o respeito e valorização dos direitos do autor.

Estrada Malema–Cuamba: Reabilitação atrasada por desembolsos tardios

Num encontro havido há dias em Mutuali, no distrito de Malema, entre o empreiteiro de origem portuguesa da obra a “Gabriel Couto” e a governadora de Nampula, Cidália Chaúque, a nossa Reportagem soube que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a Agência Internacional Japonesa para Cooperação (JICA), e o Exim Banc da Coreia do Sul, financiadores do empreendimento onde o Governo também tem a sua quota, não estão a canalizar os fundos dentro do cronograma previamente estabelecido no acordo de financiamento.

Nuno Azevedo, representante do empreiteiro, revelou que a atitude dos financiadores, que não está a encontrar justificação plausível através dos canais apropriados, coloca a sua empresa numa posição de incertezas e consequentemente desconfortável a nível das relações com os fornecedores de materiais de construção, porque não cumpre as suas obrigações no que ao levantamento dos mesmos diz respeito no prazo de fornecimento acordado.

Estrada Malema–Cuamba: Reabilitação atrasada por desembolsos tardios

“Fazemos esforços no sentido de não comprometer o pagamento dos salários e outras remunerações aos 144 trabalhadores entre os quais 107 de nacionalidade moçambicana, mas não conseguimos contornar a escassez de materiais de construção além de combustíveis e lubrificantes para garantir a execução das nossas obrigações contratuais em relação a este eixo rodoviário cujo prazo de execução expira em Abril de 2015” – lamentou Nuno Azevedo, para quem o nível de execução da obra, desde que arrancou há cerca de um ano se situa em 17 por cento, um nível de execução considerado baixo.

Outro aspecto que inquieta o empreiteiro da obra, que faz parte do lote três do percurso ligando as cidades de Nampula e Cuamba, com 310 quilómetros, relaciona-se com a incapacidade das fábricas de cimento localizadas na cidade portuária de Nacala, de garantir a oferta do seu produto no mercado e, de acordo com Nuno Azevedo, a solução viável para contornar esse facto está na importação nos países que apresentam facilidades e qualidade daquele material. Esta posição encontra aplausos do Governo que está preocupado em ver cumpridos os prazos de execução da empreitada dentro do prazo contratual.

A governadora de Nampula, Cidália Chaúque, considerou na ocasião importante a conclusão da obra nos prazos previamente estabelecidos porque o desenvolvimento socioeconómico dos distritos que se situam ao longo dos troços abrangidos pelo empreendimento, está em parte dependente das mesmas. “Não podemos duvidar o papel dinamizador que as vias de acesso jogam no processo de circulação de pessoas e bens, comercialização dos excedentes agrícolas, atracção de turistas para as estâncias, entre outros benefícios” – salientou Cidália Chaúque.

IVA e ISPC: Cobrança electrónica arranca em Outubro

A medida tem por objectivo incrementar a cobrança das receitas, através da simplificação dos procedimentos administrativos para a declaração e/ou pagamento das obrigações fiscais por parte dos contribuintes.

Segundo foi tornado público terça-feira, na cidade de Nampula, no decurso da primeira reunião provincial de auscultação do sector privado sobre a inovação, o acesso àquele serviço poderá ser feito a partir de qualquer ponto da província e do país.

Numa primeira fase, segundo foi dado a conhecer no referido encontro, o mecanismo abrangerá todas as transacções efectuadas pelo contribuinte.

Alguns participantes ao encontro começaram por congratular-se com as inovações que têm sido feitas pela Autoridade Tributária (AT), visando a flexibilização do processo de colecta dos impostos e outro tipo de taxas, tendo de seguida feito alguns questionamentos.

Mohamed Yunuss, da Gani Comercial (AGT) e presidente da Associação dos Industriais do Sector de Caju (AICAJU), procurou saber se a introdução do sistema electrónico de tributação, não implicaria a reestruturação do funcionamento das empresas e, consequentemente, representar encargos financeiros adicionais.

IVA e ISPC: Cobrança electrónica arranca em Outubro

Sobre a matéria, o esclarecimento dado foi de que o e-tributação não carece de qualquer tipo de reestruturação dos serviços do contribuinte, sendo que o requisito fundamental será o acesso à internet e dispor de um computador e telefone.

À semelhança do que acontece com as instituições bancárias, onde o cliente pode aceder à sua conta e realizar operações, o e-tributação estará igualmente dotada de dispositivo electrónico que permitirá efectuar pagamento dos impostos acima referidos e fornecer justificativos por e-mail.

De referir que maior parte dos 21 distritos da província de Nampula possuem rede de telefonia fixa e/ou móvel para além de electricidade, serviços básicos para a introdução de tributação electrónica.

Entretanto, a ausência da maior parte dos empresários que opera na cidade de Nampula, foi apontada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) – Antena Regional Norte – como uma nota negativa e que tudo será feito de forma a mobilizar os operadores económicos a aderirem a este tipo de seminários e outros de natureza económica.

Manifestantes paralisam minas de carvão de Moatize

Os amotinados, que praticavam a produção de tijolos maciços na área operacional da Vale, estão a reivindicar a correcção do valor já pago nos princípios do ano passado, de compensação pela paralisação em 2008, da produção de tijolos de barro dentro da zona operacional daquela empresa.

A acção levou a Vale a paralisar por completo o trabalho em todos sectores durante todo o dia de ontem (quarta-feira) porque nenhum operário foi permitido pelos protagonistas a entrar nas instalações provocando prejuízos avultados para aquela companhia mineradora.

Em contacto com a nossa Reportagem, os reivindicadores afirmaram que estão a protestar contra o valor insignificante atribuído no ano passado pela Vale para a indemnização das suas actividades porque segundo eles, não corresponde ao período da concessão da empresa autorizada pelo Governo.

“Os tijolos são a fonte de receita para a nossa sobrevivência. Há décadas que vivemos desta actividade e hoje apareceu a Vale que depois de um cadastramento informaram-nos que receberíamos uma indemnização” – disseram em coro os amotinados concentrados na entrada principal dos escritórios e da mina da Vale, no cruzamento de Capanga.

Os protagonistas confirmaram terem recebido um valor de 60 mil meticais cada um dos cerca de 800 oleiros, devidamente registados nas áreas concessionadas à Vale, em Chipanga e Nhacolo, no Município da Vila de Moatize, o que consideram valor irrisório.

Manifestantes paralisam minas de carvão de Moatize

Entretanto, a administradora do distrito de Moatize, Elsa da Barca, diz não haver mais nada a pagar aos oleiros porque tudo foi devidamente encaminhado e bem encerrado, tendo acrescentado que “não vejo as razões do motim porque na tarde do dia 16 de Abril, em reunião com os oleiros expliquei-os, detalhadamente, o processo que culminou com a entrega dos valores de compensação pela sua retirada das áreas de produção da Vale”.

Por seu turno, a Vale explica em comunicado recebido na nossa Redacção que os processos de indemnização das olarias existentes na área onde foi implantado o projecto carvão de Moatize, transcorreram no período de 2010 a 2012.

Este processo foi monitorado pela Comissão de Reassentamento e ocorreu ao abrigo do PAR – Plano de Acção do Reassentamento, sob coordenação e supervisão do Governo de Moatize e através de uma ampla consulta às partes interessadas.

O valor estabelecido para esta indemnização foi de 60 mil meticais por proprietário de olaria, mantendo-se o direito de cada oleiro retirar da área a sua última produção de tijolos para posterior venda.

Nestes termos, a Vale indemnizou até 2012, 785 olarias, no valor de 47 100 000,00Mt. Os pagamentos foram feitos directamente aos beneficiários cadastrados. Entretanto, até ao final da tarde de ontem, as principais entradas da Vale ainda estavam bloqueadas. Os amotinados usaram viaturas, troncos e pedras para barrar o acesso à empresa, quer por via rodoviária quer ferroviária.

Eleições Autárquicas: Candidatos da Frelimo serão eleitos pelas bases – diz Carvalho Muária

“Nós na Frelimo não apontamos os candidatos a dedo; é a base que os recomenda. Os candidatos vão ter de dizer aos membros da Frelimo, a nível da base, aquilo que vão fazer se forem eleitos presidentes dos conselhos municipais ou membros das assembleias municipais”, esclareceu, para mais tarde defender que o seu partido é ganhador, sendo que os candidatos a serem eleitos também devem ter o espírito ganhador.

Em visita de trabalho com a duração de uma semana, Carvalho Muária vai instalar e oficializar o Gabinete Provincial de Preparação das Eleições Autárquicas. Este gabinete será responsável pela oficialização dos gabinetes distritais e de cidade, sendo que a divulgação dos nomes dos candidatos, os quais só serão conhecidos depois da conclusão de todo o processo. Actualmente, na província do Niassa, existem quatro municípios, nomeadamente os de Lichinga, Cuamba, Marrupa e Lago.

Eleições Autárquicas: Candidatos da Frelimo serão eleitos pelas bases - diz Carvalho Muária

Falando especificamente a jornalistas, Carvalho Muária disse que o povo moçambicano deve repudiar a violência desencadeada por determinados sectores com agendas políticas obscuras.

Muária referia-se aos recentes ataques levados a cabo por homens armados contra uma esquadra da Polícia em Muxúnguè e contra cidadãos civis inocentes, os quais resultaram na morte de várias pessoas e ferimentos, para além da destruição de bens.

Muária classificou os ataques de Muxúnguè de intoleráveis, afirmando que o país vive em paz há mais de 20 anos, sendo o seu compromisso da actualidade o desenvolvimento. “O país está a desenvolver-se e nós temos de nos unir em defesa da paz para que esse desenvolvimento seja muito mais rápido”, defendeu aquele dirigente, para quem o diálogo e a tolerância devem estar à frente dos interesses de cada um.

Vanduzi: Renamo acusada de manter reféns cidadãos

Contactado o chefe de informação da Renamo na sede nacional, Jerónimo Malagueta, disse não ter nenhum conhecimento sobre o assunto, acrescentando que “coisas de Vunduzi começam e terminam lá mesmo”.

“É assunto dos chefes. Lamento, mas não tenho informação”, afirmou.

Amélia Ângelo Ndzangue, mãe de Samuel Gujamo, contou que o seu filho foi raptado pela Renamo em Gorongosa, juntamente com Chico Manuel Filipe, seu amigo, em Janeiro do ano em curso.

Em mensagem enviada à sua esposa no dia 13 de Fevereiro último, via celular, Samuel Gujamo informava-a de que havia sido preso em Gorongosa, suspeito de ser espião da Frelimo, e que havia sido levado a Vunduzi. Na mensagem, Samuel Gujamo pedia à sua mulher que o ajudasse a sair daquela situação.

Tendo tomado conhecimento da ocorrência, a mãe e o sogro de Samuel Gujamo partiram de Maputo rumo a Gorongosa, de onde se dirigiram a Vunduzi.

Chegados àquele posto, contactaram o respectivo chefe, que lhes recomendou que fossem expor o assunto à Renamo. Conta Amélia Ndzangue que quando chegaram ao quartel da Renamo em Vunduzi foram recebidos por guerrilheiros da “perdiz”, a quem disseram que estavam à procura de Samuel Gujamo.

Os guerrilheiros da Renamo, supostamente guardas, ainda perguntaram a Amélia Ndzangue se tinha a certeza de que o seu filho se encontrava ali. Como prova, Amélia Ndzangue mostrou-lhes a mensagem que o filho havia enviado à sua mulher via telefone celular. Foi então que um outro guerrilheiro, hierarquicamente superior àqueles guardas, apareceu na circunstância e disse que Samuel Gujamo não estava naquele quartel.

Após aquele guerrilheiro ter-se retirado do local, segundo Amélia Ndzangue, os guardas da Renamo em Vunduzi confidenciaram-lhe que realmente haviam dado entrada no quartel três jovens, sendo dois provenientes de Maputo e um da cidade da Beira, mas que não devia, em nenhum momento, dizer isso aos superiores da “perdiz”.

Vanduzi: Renamo acusada de manter reféns cidadãos

Amélia Ndzangue e o sogro de Samuel Gujamo foram acompanhados ao chefe do posto de Vunduzi. De lá foram recomendados para que se dirigissem à esquadra policial de Gorongosa para expor o caso, sendo portadores de um bilhete alegadamente passado por elementos da Força de Intervenção Rápida.

Após receber o bilhete, segundo contou, o comandante da esquadra de Gorongosa encaminhou-o à cidade da Beira. Amélia Ndzangue e o sogro de Samuel Gujamo tiveram de seguir as “peugadas” daquele bilhete na cidade da Beira, de onde receberam das autoridades policiais locais o número de telefone do comando distrital de Gorongosa para, de quando em vez, se inteirarem do ponto de situação do caso. Essa “maratona” durou uma semana e meia.

Em Gorongosa, Amélia Ndzangue e o sogro de Samuel Gujamo foram acolhidos por um irmão da igreja, enquanto faziam diligências para saberem sobre a situação do seu parente.

Sexta-feira passada, alguém terá ligado para Amélia Ndzangue, que já se encontrava em Maputo, usando um número privado, a perguntar se tinha informações sobre o seu filho, ao que disse não. A pessoa não chegou a identificar-se e desligou.

“O que eu suplico é que libertem o meu filho. Ele não é nenhum espião. Ele vende produtos que eu compro na África do Sul. É pai de um menor de três anos que neste momento está a precisar muito do pai”, disse.

Por seu turno, Regina João Rodrigues Filipe, esposa de Chico Manuel Filipe, também suplicou pela libertação do seu marido. “O meu marido não é nenhum espião. Precisamo-lo de volta, pois faz-nos muita falta em casa. Neste momento estou sozinha com uma criança de um ano e não temos como nos sustentarmos”, disse.

Ninguém vai perder suas terras – garante a Governadora de Nampula a propósito do ProSavana

A governante fez este pronunciamento num encontro popular que orientou na localidade de Nioce, distrito de Malema, inserido na visita que efectua àquela região potencialmente produtiva.

Na ocasião, Cidália Chaúque referiu que o Governo promove neste momento o processo de legalização, que culmina com a atribuição aos camponeses pelos serviços competentes de títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT), o que constitui uma clara demonstração do reconhecimento da sua posse em relação ao recurso, para que constitua uma alavanca para o desenvolvimento de actividades agrárias, sem interferências de qualquer natureza maléfica.

“A terra pertence ao Estado e é legítimo titular aquele que neste momento faz a sua exploração sustentável, e pelo reconhecimento do Governo do direito de a população desfrutar do seu uso está-se a acelerar o processo de atribuição do DUAT a esses camponeses”- reiterou a governante, apelando em seguida aos produtores para se organizarem em associações.

Ninguém vai perder suas terras - garante a governadora de Nampula a propósito do ProSavana

Na sua óptica, a formação de associações nas zonas cobertas pelo ProSavana, um programa que entre vários objectivos visa promover o crescimento agrícola e rural na região do Corredor de Nacala, da qual fazem parte as províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, com o objectivo de melhorar a competitividade do sector, em termos de segurança alimentar, aumento da produtividade dos pequenos e médios produtores e a geração de excedentes agrícolas exportáveis, tem vantagens no capítulo de transferência de tecnologias agrárias.

O ProSavana, que abrange uma das seis regiões definidas como prioritárias no Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário no país (PEDSA), tem várias componentes, sendo uma delas, o treinamento da classe dos produtores no uso das novas tecnologias de produção visando o alcance de índices promissores.

O financiamento para a prossecução do ProSavana, iniciativa que pertence aos governos moçambicano, brasileiro e japonês, está sendo garantido através de agências públicas e privadas, nomeadamente da Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

No diálogo com a população de Nioce, Cidália Chaúque pediu aos mutuários do Fundo de Desenvolvimento Distrital que reembolsem os fundos que beneficiam daquela iniciativa do Governo, pois os resultados esperados aquando da sua criação estão a surtir os efeitos desejados, pelo menos no distrito de Malema, onde a rotatividade dos montantes pode trazer maiores vantagens no que aos esforços de combate a pobreza diz respeito.

A governante constatou que no meio rural aumenta o acesso por parte das comunidades aos serviços prestados pela pequena indústria transformadora, que garante o processamento dos cereais, acrescentando valor aos cereais e tubérculos, bem assim de estabelecimentos comerciais onde os produtores têm o benefício de comercializar os seus excedentes que são armazenados em instalações afins, cuja construção foi objecto de financiamento dos vulgos “Sete Milhões”.

Camião periga vida de peões na FPLM

Compreendemos que nalguns casos pode ser por falta de espaço, precisamente numa altura em que o parque automóvel cresceu sem que o fenómeno fosse acompanhado pela criação de parques públicos para o efeito. Sabe-se contudo que o estacionamento destes carros é feito temporariamente (e nem por isso deixa de ser violação), mas há aqueles que permanecem nos passeios uma “eternidade”, chegando até a transformar-se nestes lugares em sucatas…e durante todo esse tempo que o carro fica ali, são incalculáveis os transtornos causados.

Vem isto a propósito de um camião-cavalo, marca “Mercedez-Benz” que está a obstruir a passagem de peões que usam um dos passeios da Avenida das FPLM, concretamente defronte do espaço onde funcionava a empresa de Transportes Namarroi.

Camião periga vida de peões na FPLM

O camião, por sinal pertencente a essa mesma empresa (a julgar pelo logótipo estampado numa das portas do veículo) já está a transformar-se em sucata e tudo indica que os proprietários não estão preocupados em removê-lo dali, porque até já ficou sem as rodas na plataforma.

Esta situação que perdura sem que ninguém faça algo, especialmente a Polícia Municipal da cidade de Maputo, leva a que as pessoas que transitam naquele troço, ao chegarem junto do camião, se vejam na obrigação de usar a faixa de rodagem, com todas as consequências que daí podem advir.

De referir que a Avenida das FPLM é uma das mais movimentadas, pois é usada pelos transportadores semicolectivos para as zonas periféricas da cidade, fazendo o trajecto Anjo Voador -Praça dos Combatentes, Magoanine-Baixa ou então Hulene-Anjo Voador.

Assim como está o “Mercedez-Benz” constitui um grande perigo, podendo ocasionar atropelamentos, quando se podia evitar mortes removendo-o para uma oficina ou outro espaço onde merece estar.

A foto do nosso colega J.Capela mostra um momento em que um peão se viu forçado a passar pela faixa de rodagem devido ao “camião Namarroi” que impede a normal circulação de pessoas naquele passeio da FPLM.

BM prudente para estabilizar economia

Esta é uma decisão do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, realizado recentemente em Maputo, para analisar a conjuntura económica internacional e doméstica; as perspectivas de curto e médio prazos da inflação e de outros indicadores macroeconómicos de Moçambique.

Uma das constatações feitas pelo Banco Central, segundo um comunicado de imprensa daquela instituição financeira, a que a nossa fonte, teve acesso, é que os indicadores macroeconómicos apontam para uma relativa estabilidade nos próximos meses, não obstante o País estar ainda a recuperar dos efeitos das cheias.

“Atento aos riscos prevalecentes, o Comité de Política Monetária do Bano de Moçambique deliberou intervir nos mercados interbancários de forma a garantir que o saldo da base monetária não expanda para além de 39.005 milhões de Meticais, no final de Abril de 2013”, refere o comunicado.

BM prudente para estabilizar economia

O Banco de Moçambique decidiu ainda manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência em 9,5 por cento; manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos em 2,25 por cento; e manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias em 8,0 por cento.

Dados preliminares do Banco de Moçambique apontam também que o saldo das Reservas Internacionais Líquidas no final de Março foi de 2.290,9 milhões de dólares norte-americanos, o que representa um desgaste mensal de 98,6 milhões de dólares, após um desgaste de 94,5 milhões de dólares no mês de Fevereiro.

Este saldo afastou-se das previsões feitas para o período em 253,1 milhões de dólares. O desgaste das reservas internacionais reflectiu, essencialmente, a venda líquida de divisas efectuada pelo BM, no Mercado Cambial Interbancário (MCI), no valor de 128,7 milhões de dólares, dos quais 86,5 milhões de dólares para suportar a factura de importação de combustíveis líquidos.

O desgaste de reservas internacionais foi amortecido pelos desembolsos de fundos de ajuda externa sob forma de donativos, no montante de 25,3 milhões e pela entrada de divisas para projectos do Estado, no montante de 18,5 milhões de dólares.

“Em termos de reservas internacionais brutas, o saldo provisório do mês de Março equivale a 5,3 meses de cobertura de importações de bens e serviços não factoriais”, frisa o comunicado de imprensa do Banco Central.

Agente da Polícia morto no assalto a uma esquadra

Os malfeitores, que se faziam transportar em duas viaturas de marca Toyota Prado, alvejaram ainda um outro agente, provocando-lhe ferimentos.

O incidente, que causou pânico naquela zona, deu-se cerca das 20.00 horas quando o malogrado Leonardo João Mazul, guarda da Polícia afecto àquele posto, se encontrava a desempenhar as suas funções na companhia de outros membros da corporação em número não especificado.

Segundo Elina Matavel, residente na área próxima do Posto Policial, a operação levou pouco menos de 15 minutos, tendo acompanhado a troca de tiros entre um dos agentes e os bandidos.

“Passavam das 20.00 horas quando se ouviram tiros de um e de outro lado. Espreitei da janela e vi duas viaturas a grande velocidade e um agente do posto a perseguir e disparar contra eles”, disse Elina.

Um outro morador, identificado por António Muiambo, conta ter passado por momentos de incerteza sem saber o que fazer naquele momento de troca de tiros, receando ser atingido por balas perdidas. “O mais preocupante para mim era o facto de o local que se supunha ser seguro estar a ser atacado como se de uma casa se tratasse”, disse algo incrédulo.

Agente da Polícia morto no assalto a uma esquadra

“É a primeira vez que um caso desta natureza acontece neste posto policial. Apanhamos um grande susto. Agora, se os bandidos podem assaltar uma esquadra, que será de nós os cidadãos normais”, questionou.

Informações avançadas por Raul Freia, do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), dão conta que o assalto tinha como objectivo o roubo de armas de fogo, para posterior utilização no crime organizado.

“Ao que a corporação apurou nas investigações preliminares, a quadrilha queria armas, mas como não encontrou alvejou mortalmente Leonardo, apoderou-se de um colete anti-bala do malogrado e pôs-se em fuga”, explicou Freia.

De acordo com um comunicado de Imprensa do Comando-Geral da PRM enviado à nossa Redacção, investigações estão em curso nas diferentes forças da Polícia e uma equipa multissectorial está a trabalhar para a neutralização dos autores do crime.

“Neste momento, decorrem diligências com vista ao esclarecimento da ocorrência e detenção dos criminosos de forma a responderem por este delito e, não só, como também as circunstâncias vulneráveis que terão concorrido para actuação da quadrilha”, lê-se no documento.

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