Os bispos católicos chegaram à conclusão de que a tensão no país resulta da intolerância política conclusão na conferência Episcopal de Moçambique, realizada em Maputo, onde, dentre vários assuntos, se pretendia analisar os acontecimentos que tiveram lugar em Gondola, província de Manica, e Muxúnguè, província de Sofala.

Os bispos da igreja católica dizem que os acontecimentos em referência são uma repetição de outros episódios e avançam ainda que são fruto da intolerância política que tem caracterizado os últimos anos, em que o partido no poder e a Renamo têm sido os protagonistas.

Os bispos, em uníssono, disseram “não à violência e à guerra” e condenaram várias situações de injustiça, de exclusão social, de arrogância, intimidação, incitamento à violência verbal e física (…).

Tensão no país resulta da intolerância política

“Podemos continuar a perguntar se não estarão ameaçadas a democracia e a paz, quando temos a impressão de assistirmos, no nosso país, a um renhido antagonismo e uma falta de diálogo e de tolerância entre os dois partidos mais fortes, com a tendência de se denegrirem reciprocamente, ao ponto de não mais poderem ver nem apreciar os aspectos positivos que acontecem no seio do outro”, lê-se na nota pastoral da conferência Episcopal de Moçambique.

Durante o encontro, o arcebispo de Maputo, Francisco Chimoio, afirmou que o melhor caminho é o diálogo e o respeito mútuo.

“Nós voltamos a reafirmar, com todo o vigor, que o diálogo, o respeito mútuo e a tolerância são a única via para pôr fim às situações como as que temos testemunhado e que desembocaram nas violências mortais de Muxúnguè”, disse.