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Domingo, Abril 19, 2026
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Levantada suspensão das actividades da fábrica de refrigerante Fizz

A Inspecção-Geral do Trabalho ordenou o reinício das actividades industriais da Fábrica FIZZ, pertencente à Empresa Mopane Internacional, no Posto Administrativo da Machava, Província de Maputo.

As actividades da fábrica estavam suspensas na sequência do acidente de trabalho que causou a morte imediata da trabalhadora Iolanda Marcela Mendes, atingida na cabeça e no pé por projécteis resultantes da explosão da máquina de produção de garrafas, bem como no ferimento de um outro trabalhador, de nome Alexandre Evaristo Filipe.

O levantamento acontece após um trabalho multissectorial intenso de inspecção, levado a cabo pelas Inspecções do Trabalho, Saúde, Meio Ambiente e das Actividades Económicas, que concluíram que a fábrica corrigiu o grosso das irregularidades detectadas e está em condições de voltar a laborar, sem perigar a saúde e a vida dos trabalhadores.

Levantada suspensão das actividades da fábrica de refrigerante FIZZ

Na ocasião, a Inspecção-Geral do Trabalho tinha recomendado ao empregador no sentido de suportar os encargos resultantes do funeral da trabalhadora sinistrada, de acordo com o número 5 do artigo 228 da Lei do Trabalho, bem como o desencadeamento da responsabilidade jurídica para os familiares da vítima, de acordo com o Regime Jurídico de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais em vigor no país.

As inspecções continuarão a monitorar as actividades da fábrica, até que se tenha a certeza de que o seu funcionamento não representa um perigo, não apenas em relação aos trabalhadores, como também das populações circunvizinhas.

Jovem moçambicano vítima de extracção de órgãos genitais vive “pobre e humilhado”

Aos 19 anos, o moçambicano Samito Jorge vive “pobre e humilhado”, ainda a sofrer as consequências da decepagem dos seus órgãos genitais, quando tinha nove anos, e depois de ter sido expulso de casa pelo pai.

“O meu pai ‘girou-me’ de casa, depois de ele ter ‘girado’ a minha mãe. Eu saí no início de 2011 para viver com minha mãe, porque ele ameaçava queimar ou destruir a casa. Mas vivemos à rasca, sem nenhuma ajuda” diz Samito Jorge.

A renda da família, resultante de pequenos negócios de revenda de fruta, é de 400 meticais (10 euros), distribuído entre o aluguer da casa, alimentação, educação e saúde.

Muitas vezes, conta, passa dias a fio, “sem ter nada de comer”.

“Não há organizações que me ajudem, na situação em que me encontro”, diz Samito Jorge, que ficou órfão de mãe na semana passada. O dinheiro que recebeu pela morte da mãe, por sentença judicial, foi usado para comprar um, mas que já está avariado na casa do pai.

Vítima do tráfico de órgãos humanos em Chimoio, Manica, centro de Moçambique, Samito Jorge caiu numa armadilha que lhe custou a extracção do seu pénis e testículos, quando, em Outubro de 2003, foi aliciado e raptado por dois homens no antigo mercado ’37mm’ para um emprego “chorudo”.

Jovem moçambicano vítima de extracção de órgãos genitais vive "pobre e humilhado"

Em 2005, com o apoio da Amnistia Internacional e da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique, Samito viajou para Portugal para uma intervenção cirúrgica de reparação dos seus órgãos no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Quatro anos depois voltou à capital portuguesa para uma outra cirurgia, de cariz estético, mas, desde então, disse, nunca mais teve acompanhamento e apoio psicossocial.

“Não posso fazer filhos, tentei fazer sexo com mulheres e não deu certo, por duas vezes. Não tenho namorada, e nunca fiquei com ninguém”, conta Samito Jorge, que se queixa de “humilhações” por parte de colegas.

“Na escola, sabem a situação que me ocorreu. Às vezes, os professores defendem-me, mas as colegas ofendem-me”, queixa-se.

As autoridades de justiça em Manica, centro de Moçambique, colocaram a província em “alerta vermelho” em Setembro do ano passado, depois que consideraram “alarmante” a subida de casos de tráfico de pessoas e de órgãos humanos.

No mesmo período, as estatísticas da Procuradoria Provincial indicavam o registo de seis casos de tráfico de pessoas e de órgãos humanos que foram encaminhados para o tribunal. Dos processos que tinham transitado de 2011, cinco foram julgados e sentenciados.

Chókwè e Baixo Limpopo – Regadios adaptados às mudanças climáticas

Nos últimos tempos, as alterações climáticas têm ocorrido com maior frequência no país, daí que se espera que com esta acção sejam resilientes, permitindo, deste modo, o aumento da produção e produtividade agrárias.

De entre os regadios ora em reabilitação, segundo o Ministro da Agricultura, José Pacheco, contam-se os de Chipembe e Nguri, na província nortenha de Cabo Delgado, e Munda-Munda e Chimunda, na Zambézia. Igualmente, decorre a construção do regadio de Paunda, em Inhambane (Sul).

José Pacheco falava quinta-feira na Assembleia da República, no decurso da sessão de perguntas ao Governo.

Tendo em vista a protecção e defesa das grandes cidades, segundo o Ministro, foram construídos sistemas de saneamento e drenagem das cidades da Beira e Quelimane.

Pacheco revelou que a estratégia para redução da vulnerabilidade, a curto prazo, inclui a reabilitação dos diques de protecção das cidades de Xai-Xai e Chókwè, as descargas de fundo da Barragem de Massingir e a reposição do funcionamento normal do sistema hidromecânico da barragem de Muecate.

As obras incluem ainda a reabilitação do terraço a jusante e a reposição da rede de estações hidro-climatológicas danificadas nas bacias de Montepuez, Lugenda, Rovuma, Lugela, Monapo, Maluli, Lúrio, Incomati e Limpopo.

“Para reduzir os efeitos cíclicos de cheias estão em curso várias acções, com destaque para a actualização das regras de operação das barragens de Massingir, Pequenos Libombos e Corrumana, com vista a conferir maior segurança às infra-estruturas, para além da construção do descarregador auxiliar na barragem de Massingir que irá aumentar a sua capacidade de encaixe”, avançou Pacheco, citado pela AIM.

Chókwè e Baixo Limpopo - Regadios adaptados às mudanças climáticas

O governante disse ainda que a vulnerabilidade ainda é maior nas bacias hidrográficas comuns, nas quais Moçambique se localiza a jusante dos rios.

Nestes locais, segundo o titular do pelouro da agricultura, a capacidade para mitigar o efeito das tempestades extremas também é fraca, facto que tem originado a desgraça de muitas famílias, sobretudo as que vivem em casas de construção precária.

“Neste caso, a cooperação com os países a montante, para a implementação de sistemas de aviso prévio da ocorrência de cheias, secas e ciclones, a elaboração de planos de contingência e a disponibilização de recursos adequados para a construção de infra-estruturas mais robustas revela-se de extrema importância”, reconheceu Pacheco.

Segundo Pacheco, as bacias hidrográficas dos rios Maputo, Incomáti, Limpopo, na região Sul; Save, Buzi, Pungue e Zambeze, no Centro; e Licungo e Messalo na região Norte, estão localizadas em zonas propensas à ocorrência de cheias que têm resultado ciclicamente em perdas avultadas para a sociedade e para a economia nacional.

A ocorrência de cheias nestes lugares está a tornar-se cada vez mais frequente e severa, impondo uma especial e harmonizada acção entre os diferentes intervenientes públicos e privados tendo em vista a redução dos efeitos negativos impostos pelas mudanças climáticas.

Marínguè terá unidade de descaroçamento de algodão

Segundo apurámos recentemente junto do director distrital do Serviço de Actividades Económicas (SDAE), Carlos Coimbra, com esta iniciativa a produção daquela cultura de rendimento será dinamizada porquanto Marínguè é o maior fomentador do “ouro branco” a nível de Sofala, para além de ser igualmente um dos potenciais em todo o país.

A empresa China África Cotton espera montar a referida unidade de descaroçamento e destilação de óleo da semente de algodão na região de Nhamapadza junto à Estrada Nacional Número Um (N1).

“A empresa China África Cotton tem tudo garantido, nomeadamente recursos, para a concretização deste empreendimento estando previsto que proximamente seja lançada a primeira pedra para o efeito” – garantiu o director distrital do SDAE de Marínguè.

 Marínguè terá unidade de descaroçamento de algodão

Coimbra disse que a concretização do projecto vai galvanizar ainda mais os camponeses, pois, para além de a referida empresa fomentar aquela cultura, também vai absorver toda a produção.

Por exemplo, na campanha agrícola 2011/2012, o distrito arrecadou mais de 18 milhões de meticais em resultado de nove mil toneladas produzidas contra quatro milhões conseguidos na safra anterior, ou seja, 2010/2011, fruto das três mil toneladas colhidas.

Com uma população de 86.738 habitantes, o distrito de Marínguè é potencialmente rico em cereais, nomeadamente milho e mapira, leguminosas, com destaque para feijões bóer e nhemba e, naturalmente, a chamada cultura-bandeira, o algodão. De um modo geral, na campanha agrícola 2011/2012, foi lavrada uma área de 62.206 hectares de um plano de 60.757, o que representa um aumento em 16 por cento em relação à campanha anterior que foi de 53.250 hectares. Segundo o director do SDAE naquela região, o aumento deveu-se ao recurso à mecanização agrícola e à intensificação do uso de tracção animal.

Governo deve aperfeiçoar mecanismos de diálogo – diz Alberto Vaquina na AR

Falando no Parlamento, Vaquina referiu que tais reivindicações alertam ainda ao Executivo para a necessidade de se promover um diálogo cada vez mais eficaz entre os trabalhadores, as populações e empresas e vice-versa.

“Foram as nossas políticas de desenvolvimento que atraíram os investimentos em curso. Para além de que a capacidade reivindicativa é uma consequência directa do aumento do nível de alfabetização das populações e das garantias de exercício da liberdade de expressão, nos termos da lei vigente”, explicou.

Observou que o Governo não tem medo do desenvolvimento, nem dos seus impactos. “Olhamos para eles como um desafio a vencer. E venceremos!”, garantiu.

Alberto Vaquina respondia, assim, as questões colocadas, particularmente pela bancada da Renamo, sobre a alegada exclusão social dos moçambicanos, sobretudo no que respeita à distribuição desigual de riqueza, o que tem estado a resultar em manifestações e outro tipo de reivindicações, maioritariamente protagonizadas por populações retiradas das zonas potencialmente ricas em hidrocarbonetos, carvão, entre outros recursos.

Destacou também a necessidade de se preservar a paz e estabilidade, elementos que considerou de essenciais para o desenvolvimento económico e social do país.

Referiu que, contrariamente ao que alguns parlamentares da oposição afirmam, o Executivo tem um plano e uma meta a atingir e não está desnorteado. “Quem governa com politicas, estratégias e planos, sabe para onde vai, pelo que não fica desnorteado. Este Governo e o povo moçambicano têm destino que é alcançarmos o dia em que todas as crianças terão comida, vestuário, calçado, educação, vacinação completa, cuidados de saúde adequados e cada vez mais próximos do cidadão”, sublinhou.

Governo deve aperfeiçoar mecanismos de diálogo – diz Alberto Vaquina na AR

Antes da intervenção do Primeiro-Ministro, deputados das três bancadas intervieram, tendo os parlamentares da Frelimo se mostrado satisfeitos com a qualidade das respostas dadas pelos membros do Conselho de Ministros. Entretanto, as duas bancadas da oposição, nomeadamente Renamo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM) defenderam que as respostas do Executivo não foram convincentes.

Na quinta e sexta-feira o Governo, encabeçado pelo Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, interagiu com os deputados da Assembleia da República, na habitual sessão de perguntas ao Governo. Neste sétimo encontro do género, da presente legislatura, as três bancadas levantaram questões sobre o transporte de passageiros nos centros urbanos, comercialização agrícola, reabilitação da linha férrea de Sena, actuais condições de assistência aos cidadãos nos sectores da Saúde e Educação, exercício da actividade política no país, com destaque para os partidos da oposição, situação de segurança alimentar, entre outros assuntos da vida nacional.

A este rol de questões, os ministros explicaram que acções têm estado a ser desenvolvidas para se colmatar as dificuldades que cada sector enfrenta, sublinhando os feitos, particularmente na área da agricultura, onde está-se a incentivar a construção de silos para o armazenamento de excedentes agrícolas e sua posterior comercialização; reabilitação de vias de acesso rodoviárias e ferroviárias, para garantir cada vez maior transporte de pessoas e bens; criação de condições de cada vez maior acesso da população para os cuidados de saúde, incluindo aos medicamentos; introdução de uma cada vez maior fiscalização para os sectores de exploração de recursos naturais, com destaque para o corte e exploração de madeira, entre outras.

Governo na AR – Bancadas desencontradas

As três bancadas levantaram questões sobre o transporte de passageiros nos centros urbanos, comercialização agrícola, reabilitação da linha-férrea de Sena, as actuais condições de assistência aos cidadãos nos sectores da Saúde e Educação, exercício da actividade política no país, com destaque para os partidos da oposição, situação de segurança alimentar, entre outros assuntos da vida nacional.

A este rol de questões o Executivo, através dos ministros dos vários pelouros, afirmou que acções têm estado a ser desenvolvidas para se colmatar as dificuldades que cada sector enfrenta, sublinhando os feitos, particularmente na área da Agricultura, onde se está a incentivar a construção de silos para o armazenamento de excedentes agrícolas e sua posterior comercialização; reabilitação de vias de acesso rodoviárias e ferroviárias para garantir cada vez maior transporte de pessoas e bens; criação de condições de cada vez maior acesso da população para os cuidados de saúde, incluindo aos medicamentos; introdução de uma cada vez maior fiscalização para os sectores de exploração de recursos naturais, com destaque para o corte e exploração de madeira, entre outras.

CTGC desactiva alerta laranja

O CTGC recomendou ao Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), ao Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e a Direcção Nacional de Águas (DNA) para continuarem a vigiar rigorosamente quaisquer fenómenos susceptíveis de perigar a vida das comunidades e das infra-estruturas.

Igualmente, os Comités Locais de Gestão de Risco de Calamidades foram instruídos a se manterem permanentemente atentos as informações que forem veiculadas pelo CENOE, INAM e DNA.

Com efeito, a avaliação detalhada do cenário meteorológico nacional constatou-se que a época chuvosa e de ciclones no país, está praticamente no fim e, actualmente, em toda a África Austral, há um abrandamento generalizado da precipitação ao mesmo tempo que começam a ocorrer fenómenos típicos do Inverno (céu pouco nublado, frio matinal e nevoeiros, particularmente nas zonas altas).

CTGC desactiva alerta laranja

Os dados apresentados pelo INAM ao CTGC indicam que o estado do tempo que se regista neste período do ano em Moçambique (transição gradual do Verão para o Inverno) não tem nenhum impacto sobre o sistema nacional de gestão e redução do risco de calamidades naturais.

Relativamente ao cenário hidrológico nacional, a Direcção Nacional de Águas (DNA), informou que a situação é estável em todo o país, encontrando-se todas as bacias hidrográficas abaixo do nível de alerta, devido à redução do volume dos caudais face ao abrandamento das chuvas.

A desactivação do Alerta Laranja Institucional, permitirá ao INGC virar as suas acções para a implementação das actividades constantes no Plano-Director de Prevenção e Mitigação de Calamidades Naturais. Numa situação de normalidade, os funcionários do INGC trajam colectes verdes.

Ainda na sessão de ontem, o CTGC decidiu que a assistência alimentar gratuita para as vítimas das calamidades vai terminar no final do corrente mês de Abril e, a partir de Maio a ajuda será com base no princípio comida pelo trabalho, também conhecido por Acção Social Produtiva, sob a coordenação do Instituto Nacional de Acção Social (INAS).

O CTGC considera que o princípio comida pelo trabalho (Acção Social Produtiva) é bastante útil para estimular a auto-estima na fase de reconstrução e rápida recuperação pós-calamidades.

Hospital de Chamanculo: Aumento da procura causa escassez de medicamentos

Fazem parte da lista desses medicamentos a amoxicilina, o salferoso com ácido fólico, os anti-retrovirais e o paracetamol que, habitualmente, esgotam, na farmácia daquele hospital que fornece igualmente a quatro centros e dois postos de Saúde.

Como resultado disso, a farmácia daquela unidade sanitária tem registado longas filas de pacientes à espera da sua vez para comprar o medicamento receitado na consulta médica.

Nalguns casos, os pacientes acabam saindo daquela unidade sanitária sem os fármacos desejados, restando àqueles procurar solução noutras farmácias, quer públicas, quer privadas.

Sobre o assunto, a directora clínica do “Chamanculo”, Maria dos Anjos, explicou que o hospital recebe medicamentos nas quantidades requeridas, mas o aumento do número de pacientes tem acelerado o seu esgotamento.

Hospital de Chamanculo: Aumento da procura causa escassez de medicamentos

“No final de cada exercício mensal fazemos requisições baseadas no número de pacientes atendidos e duplicamos as quantidades, mas o que tem se verificado é que cada tempo que passa aumenta o número de pacientes que procuram o hospital”, disse dos Anjos.

De igual modo, segundo Maria dos Anjos, a farmácia daquela unidade sanitária é regularmente abastecida consoante as suas necessidades e em caso de atraso na reposição de stocks a situação só pode derivar do processo de empacotamento.

Em relação à gestão dos fármacos, a chefe do Depósito do Chamanculo, Ketna Geentilal, referiu que foi estabelecido um mecanismo de controlo que permite saber o tipo de fármacos que esgotam com facilidade para efeitos da sua reposição.

“Temos listas onde são registadas as entradas de medicamentos recebidos e em caso de saídas damos baixas para feitos de maior controlo e reposição em caso de esgotamento”, reiterou Geentilal.

Acrescentou ainda que este mecanismo também serve para controlar casos de roubo, uma vez que os responsáveis pelo depósito são obrigados a encontrar uma explicação para esclarecer a eventual falta de medicamentos sem que a sua saída tenha sido registada.

Referiu que a farmácia daquela unidade sanitária é abastecida semanalmente e a reposição é feita sempre que necessário. O hospital é abastecido trimestralmente a um nível de mais de 70 por cento das solicitações efectuadas.

Produção de açúcar em Moçambique atingiu máximo histórico em 2012

Moçambique atingiu em 2012 o seu máximo histórico nas exportações de açúcar, vendendo ao exterior cerca de 244 mil toneladas, que renderam ao país 96,5 milhões de euros, indicou o organismo governamental ligado ao sector.

Dados do Centro para a Promoção da Agricultura (CEPAGRI) referem que o volume de vendas de açúcar alcançado por Moçambique no ano passado corresponde a um incremento de 23 por cento comparativamente a 2011, ano em que foram exportadas pouco mais de 198 mil toneladas.

O mercado da União Europeia (UE) absorveu todo o açúcar exportado por Moçambique em 2012, no âmbito do mecanismo Tudo Menos Armas (EBA, na sigla em inglês), que encoraja trocas comerciais de produtos não bélicos com países menos desenvolvidos, diz o CEPAGRI.

Segundo o CEPAGRI, no total, Moçambique produziu cerca de 397 mil toneladas de açúcar, colheu 3,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cultivada numa área de cerca de 46 mil hectares.

“Não sou contrabandista” – Ministro José Pacheco

O Ministro Moçambicano da Agricultura, José Pacheco, desmentiu na Assembleia da Republica (AR), informações postas a circular por alguns órgãos de comunicação social em Maputo, dando conta do seu envolvimento no negócio de exploração florestal e contrabando de madeira.

Falando na sessão de perguntas ao Governo, terminada hoje em Maputo, Pacheco disse que as notícias que circulam sobre o seu relacionamento com operadores de madeira chineses são uma “pura e grosseira mentira” porque ele nunca teve, não tem e nem tenciona fazer negócio de exploração florestal.

“Se eu tiver necessidades de madeira compro nos estabelecimentos existentes, por isso distancio-me de todo o tipo de intrigas propaladas sobre o meu envolvimento nesse tipo de negócio, disse Pacheco, manifestando a sua disposição para qualquer tipo de investigação para esclarecer o caso.

Desta forma, Pacheco respondia a pergunta da Renamo sobre “qual e o posicionamento do Governo com relação ao envolvimento do cidadão José Pacheco no negócio ilegal de madeira enquanto membro do Executivo ainda em exercício”.

Sobre esta matéria, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, que chefiou a delegação do Governo presente nesta sessão, disse que Moçambique é um Estado de Direito Democrático, baseado no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais do Homem, o que significa que a sua actuação baseia-se no respeito de todos os direitos consagrados na Constituição.

"Não sou contrabandista" - Ministro José Pacheco

“Todo o cidadão tem direito a honra, ao bom nome, a reputação, a defesa da sua imagem pública e a reserva da sua vida privada. Esta norma aplica-se a todos os cidadãos sem excepção. Não podem afirmar tal como o fizeram, que um membro do Governo ou qualquer outro cidadão está envolvido em actos ilícitos sem apresentarem qualquer prova valida”, disse Vaquina.

A Constituição da República, segundo Vaquina, consagra que todo o cidadão, sem excepção, goza do direito a presunção de inocência, o que significa que enquanto não houver um processo judicial com provas que culminem com sentença condenatória transitada em julgado, proferido por um órgão competente o cidadão é inocente.

“Estas normas foram aprovadas por esta Magna Casa. Surpreende-nos que algumas das pessoas que aprovaram a Constituição vigente estejam a violá-la de forma tão elementar”, disse Vaquina.

Segundo explicou, o mesmo se pode dizer relativamente ao Governo de Moçambique, que a luz da Constituição da República não pode tomar posicionamentos em ralação a uma declaração feita por um cidadão ou pelos órgãos de comunicação social sem qualquer prova material, sob risco de agir contra a lei.

“De qualquer modo e sobre este assunto, gostaríamos de afirmar que em Moçambique todas as questões são tratadas nos termos da lei e pelos órgão competentes”, destacou o Primeiro-Ministro.

Directora do FMI vai prestar declarações em tribunal sobre caso de venda da Adidas

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional vai em Maio a um tribunal francês, depor sobre o chamado “caso Tapie”. As autoridades estão a investigar eventuais irregularidades, incluindo um possível desvio de fundos públicos, no desfecho de uma disputa judicial em que Christine Lagarde teve um papel fundamental.

Lagarde, que já negou qualquer procedimento ilegal e afastou a hipótese de demissão, afirmou nesta quinta-feira, no final de uma conferência de imprensa, que o depoimento perante o juiz não é novidade. “Desde 2011 que sei muito bem que seria ouvida pela comissão de investigação do tribunal de justiça”, afirmou, citada pela BBC. “Terei todo o gosto em viajar para Paris por alguns dias, mas isso não vai mudar o meu foco, a minha atenção e o meu entusiasmo em fazer o trabalho que faço”.

Em Março, a casa de Lagarde em Paris foi alvo de buscas por parte da polícia. Os investigadores estão a escrutinar os contornos de uma disputa judicial sobre a venda da empresa de equipamento desportivo Adidas, levada a cabo em 1993 pelo banco Crédit Lyonnais, parcialmente detido pelo Estado francês.

Directora do FMI vai prestar declarações em tribunal sobre caso de venda da Adidas

O empresário Bernard Tapie, dono de uma participação maioritária na Adidas, disse ter sido enganado e lesado pelo banco no negócio. O caso arrastou-se na justiça entre 1993 e 2007, ano em que Lagarde, então ministra das Finanças de Nicolas Sarkozy, interveio para que o caso fosse decidido por um tribunal arbitral.

O tribunal acabou por determinar, em 2008, que Tapie tinha direito a uma indemnização que, com juros, totalizou 400 milhões de euros, pagos com dinheiro público. Os críticos da sentença, e da decisão de Lagarde, afirmaram então que o tribunal não tinha competência para julgar o caso e que Tapie recebera mais dinheiro do que conseguiria noutros tribunais. Entretanto, ainda em 2007, o multimilionário, que tinha um historial de envolvimento político, decidira apoiar a candidatura presidencial de Nicolas Sarkozy.

O mandato de Lagarde terminará em 2016 e o FMI já manifestou o apoio à directora-geral, que não está sob qualquer acusação formal.

Estradas de Acesso ao Porto de Maputo – Parque de espera vai controlar tráfego

A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), concessionária do porto, já está a negociar com o município da Matola, a obtenção de espaço para implantar o empreendimento, segundo informação tornada pública terça-feira em Maputo, pelo presidente do Conselho de Administração daquela firma, Osório Lucas.

Intervindo na gala por ocasião dos 110 anos do porto e dez de concessão daquela infra-estrutura ao MPDC, Osório Lucas explicou que o parque em causa não só vai oferecer espaço para o estacionamento de camiões com carga destinada ao Porto de Maputo, como também vai permitir que pequenas e médias empresas nacionais possam lá se implantar para fornecer variados serviços de apoio aos camionistas.

Aliás, segundo Osório Lucas, o desenvolvimento que se regista nos últimos anos no Porto de Maputo, é resultado não só dos investimentos realizados ao abrigo do contrato de concessão, mas também da parceria do sector privado que vai participando com um cada vez maior número de nacionais nos negócios do porto.

O aumento das importações e exportações dos países vizinhos através do Porto de Maputo tem resultado num aumento exponencial do tráfego rodoviário, particularmente na N4, principal via de acesso rodoviário ao porto. Ainda devido ao aumento dos volumes de carga destinada ao porto, associado à insuficiência de meios circulantes operados pelas companhias transportadoras, a via ferroviária também não tem conseguido dar resposta à altura da demanda, acabando por remeter às estradas, parte da carga que devia ser transportada em comboios.

Estradas de Acesso ao Porto de Maputo - Parque de espera vai controlar tráfego

Presentemente, segundo a fonte, o Porto de Maputo faz hoje 41 por cento de carga rodoviária, sendo que um equilíbrio entre as rodovias e ferrovias pressupõe a realização de grandes investimentos nas linhas férreas, um exercício que já está a ser feito com envolvimento não só do MPDC como também das três companhias ferroviárias de Moçambique (CFM), da África do Sul (Transnet) e da Suazilândia, a (Swazi Rail).

“O esforço empreendido ao longo dos dez anos da concessão reflecte-se, por exemplo, no crescimento dos volumes de carga manuseada em mais de 200 por cento cumulativos. Em 2012 atingiu-se o máximo histórico de 15 milhões de toneladas manuseadas, números que, para nós, representam o desafio de fazer mais e melhor. É por isso que estamos a investir na construção de novas infra-estruturas, nomeadamente o novo terminal de carga a granel, os novos silos de cereais e o terminal intermodal, neste último caso em busca de uma maior flexibilização na importação e exportação de carga contentorizada”, disse.

Entre os grandes projectos em curso no porto, o PCA do MPDC referiu-se à conclusão, este ano, de uma das fases importantes da expansão do Terminal de Carvão da Matola, que passará dos actuais seis milhões para 7.2 milhões de toneladas de capacidade instalada. O caminho, segundo ele, é atingir as 30 milhões de toneladas.

Minerva Central lança 78ª Feira do Livro

A Minerva Central, a maior livraria do país e que conta com 105 anos de existência, abriu quinta-feira, em Maputo, a 78ª Feira do Livro, um evento que foi marcado pelo lançamento de um livro que narra a sua história.

A abertura da Feira do Livro, que encerra a 4 de Maio próximo, contou com a presença do Ministro da Cultura, Armando Artur, e do escritor Bernardo Honwana, autor da obra “Nós Matamos o Cão Tinhoso” e que será homenageado durante a Feira.

A Feira será marcada por outros eventos, tais como lançamento de obras, debates e actividades literárias.

Falando durante a cerimónia, Artur disse que o livro é um instrumento poderoso que contribui para a libertação da inteligência humana.

Por isso, louvou a iniciativa da Minerva Central que se tornou um hábito dos moçambicanos, pois, ela reúne muitos escritores de todo país.

Minerva Central lança 78ª Feira do Livro

Artur defendeu que a Feira do Livro constitui o testemunho de um arrojado e persistente desafio na promoção do gosto pela leitura, no incremento do acervo bibliográfico a nível individual e institucional, contribuindo em certa medida para o reforço da literacia dos cidadãos.

“Foi na Minerva que muitos dos nossos cidadãos começaram a se sentir leitores permeáveis às sensações mais subtis da vida, descobrindo palavras, que então se revelam novas, e debruçando-se sobre o mérito e a originalidade de certos vocábulos e imagens que resumam da magia de livros”, afirmou o Ministro.

O dirigente frisou que é um dever do Governo e da sociedade em geral reconhecer o contributo da Minerva no aprofundamento de saberes e competências de diversos matizes dos moçambicanos.

Aliás, foi em reconhecimento à relevância do livro no processo de formação do homem e do desenvolvimento da sociedade que o Governo de Moçambique aprovou, em 2011, a política e estratégia de implementação.

Por isso, disse o Ministro, “espero que nesta feira, os livros aqui expostos espantem os espíritos da ignorância, do medo ao livro, da pobreza cultural, e que signifiquem celebração da melhor sinergia da humanidade: a criatividade”.

Greve no VIP Maputo

Cerca de 140 trabalhadores do Hotel VIP, na cidade de Maputo, paralisaram a actividade ontem, exigindo aumento salarial e o fim do que consideram maus-tratos.

Os alegados maus-tratos, segundo os grevistas, caracterizam-se em insultos e despedimentos sem justa causa, situações essas protagonizadas pelo director daquele estabelecimento hoteleiro, Raul dos Santos.

Os trabalhadores disseram que a direcção tem feito violações ao ponto de obrigar os trabalhadores do hotel a fazerem trabalhos como o descarregamento de materiais de construção para a reabilitação das infra-estruturas, tarefa que não consta do seu contrato de trabalho, entre outras coisas.

Greve no VIP Maputo

Afirmaram estar a auferir baixos salários e que há mais de três anos que não há aumento do ordenado. A reportagem do “Notícias” soube que a massa laboral do Hotel VIP exige o aumento salarial de 3500 para 9000 meticais, dadas as múltiplas tarefas que diariamente têm realizado, até as que não estão previstas nos contratos de trabalho.

Perseguições de trabalhadores com mais de cinco anos de serviço, estruturação de processos sem justa causa e descontos inexplicáveis fazem parte da lista dos problemas levantados que os querem ver resolvidos.

Tentativas da nossa Reportagem de contactar a direcção do hotel redundaram num fracasso.

FIR prende Bissopo e Milaco

O secretario-geral da Renamo, Manuel Bissopo, juntamente com o secretário nacional de Mobilização da Renamo, Arlindo Milaco, foram detidos ontem, no distrito de Gorongosa, pela Força de Intervenção Rápida, FIR, estacionada naquele distrito para vigiar os movimentos de Afonso Dhlakama. Tanto Manuel Bissopo assim como Arlindo Milaco são deputados da Assembleia da República e não podem ser detidos sem autorização expressa da Assembleia da República senão em casos de flagrante delito.

Em contacto telefónico com “O País” a partir de Gorongosa, Manuel Bissopo disse que a sua detenção pelos homens da Força de Intervenção Rápida aconteceu por volta das 13h00 de ontem. “Fomos abordados por agentes da FIR numa das cancelas à saída da nossa base. Estávamos no carro com destino à vila sede de Gorongosa para comprar mantimentos.

FIR prende Bissopo e Milaco

O nosso carro foi cercado pelos agentes da FIR e disseram que tinham ordens superiores para vasculhar o carro. Nós alegámos que temos imunidade parlamentar e, por isso, exigimos um mandado específico de um juiz. Eles disseram que tinham ordens superiores para calar o Bissopo por incitar à violência.

Nós recusámos que revistassem os nossos carros e daí fomos levados ao Comando da Polícia”, contou o número dois da Renamo, acrescentando que “ficámos duas horas detidos e depois fomos libertados sem que tenha havido algum contraditório. Depois, o comandante pediu desculpas e disse que houve excesso de zelo dos agentes da FIR”, disse Bissopo.

Na verdade, vários altos comandantes da polícia tem vindo a defender a detenção de Bissopo, alegadamente, por ele estar a andar pelo país a agitar as populações para não permitirem eleições autárquicas deste ano.

PRM reprime manifestação pacífica do MDM

Uma marcha de repúdio à má actuação da polícia acabou em confrontos entre agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) e militantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade de Maputo.

Alguns agentes da polícia impediram o início de uma manifestação do MDM contra a má actuação da PRM nos pleitos eleitorais, em especial nas eleições intercalares de Inhambane.

A manifestação tinha como objectivo apelar a polícia a não ser protagonista nos processos políticos do país, através do uso da força. Entretanto, a PRM mandou um contingente de dezenas de agentes fortemente armados para dispersar os manifestantes que, curiosamente, tinham documentos que comprovam ter comunicado as autoridades sobre a referida marcha.

Sem qualquer explicação plausível, a polícia usou a força para retirar os membros do MDM da Avenida Eduardo Mondlane, próximo da Estátua, onde a marcha da manifestação iria arrancar.

PRM reprime manifestação pacífica do MDM

“Nós fomos comunicar as autoridades, no dia 12, sobre a manifestação, e hoje, estranhamente, dizem que a mesma foi indeferida. Mas a lei é clara, a manifestação não é autorizada e basta comunicar as autoridades para garantirem segurança aos manifestantes. Contrariamente, a polícia está a agredir-nos, como estão a ver”, disse uma das manifestantes.

Os membros deste partido defendem que a polícia continua repreensiva no país, o que mostra que a Frelimo não quer a democracia e prefere ganhar as eleições com recurso às forças de defesa.

“A polícia continua arrogante, repreensiva, o que, na verdade, só vem provar o que se diz todos os dias que esta é usada para impedir o exercício das actividades políticas da oposição. Isto mostra ainda que a Frelimo ainda não é pela democracia neste país e só quer matar os moçambicanos e acabar com os partidos políticos”, afirmou Armando, um dos líderes da marcha.

Da avenida Eduardo Mondlane, os militantes do MDM foram escoltados pelos agentes até à sua sede na avenida de Angola.

Concessionadas obras de construção do porto de Techobanine

O Primeiro-ministro moçambicano, Alberto Vaquina, anunciou ontem que o governo já concessionou as obras de construção do porto de águas profundas de Techobanine, no distrito de Matutuíne, na província de Maputo.

Vaquina, que falava durante a 3ª Conferência Anual do Porto de Maputo, não revelou o nome da entidade que vai executar as obras de construção do porto, mas sabe-se que o mesmo deverá estar concluído em 2015.

O projecto está orçado em mais de sete biliões de dólares, que serão desembolsados pelos governos de Moçambique e Botswana.

″O Complexo Portuário de Techobanine visa a construção, de raiz, de um porto de águas profundas para navios de grande calado, complementando o Porto de Maputo, bem como a construção de uma linha férrea ligando Techobanine ao Botswana, via Chicualacuala e Zimbabwe e um complexo industrial″, sublinhou.

Concessionadas obras de construção do porto de Techobanine

O Complexo Portuário terá uma capacidade instalada para manusear 100 milhões de toneladas por ano e poderá constituir uma importante reserva estratégica regional de combustíveis e uma infra-estrutura ideal para exportação de minerais diversos de países como Botswana, Africa do Sul, Zimbabwe, entre outros.

″A implantação do Porto Techobanine constitui um desafio ao nosso sector de Educação, particularmente no ensino técnico profissional, que deverá assegurar a formação de quadros para integrar o sector portuário”, explicou.

O Porto de águas profundas de Techobanine reveste-se de uma importância estratégica, devido ao seu potencial para servir toda a região da África Austral.

Para além de atender ao Botswana, que pretende encontrar uma saída mais rápida para o escoamento dos seus minérios, particularmente o carvão, a infra-estrutura deverá servir outros países, como a África do Sul, a Suazilândia e o Zimbabwe.

Para que o projecto se torne viável, o mesmo deverá manusear no mínimo 43 milhões de toneladas de carga por ano e que já foram identificadas ao longo do percurso da linha férrea.

Directora da Vale repudia bloqueio da mina de Moatize

Vânia Somavila diz que a mineradora está sempre aberta a conversar com a sociedade, mas ressalva que o bloqueio não é o melhor caminho para uma solução.

A directora executiva da Vale, Vânia Somavila, repudiou a forma como foi conduzido o protesto em Moatize, na província de Tete. Centenas de manifestantes bloquearam a entrada da mina para exigir compensações pelas perdas decorrentes do encerramento da fábrica de tijolos na área actualmente ocupada pela mina da Vale.

Directora da Vale repudia bloqueio da mina de Moatize

Citada pelo “Estadão”, um dos principais jornais brasileiros, Vania Somavila diz que a mineradora está sempre aberta a conversar com a sociedade, mas ressalva que o bloqueio não é o melhor caminho para uma solução. A executiva participou esta quarta-feira, 17 de Abril, na assembleia de accionistas da Vale. No evento, a questão sócio ambiental dominou a pauta, com os accionistas a cobrar maior participação da companhia nas comunidades próximas das unidades da Vale no Brasil e no exterior.

Os oleiros concentraram-se desde a noite de terça-feira na mineira Vale Moçambique, em Moatize, para exigir o pagamento da segunda parte da indemnização pela sua saída de locais onde, há três anos, trabalhavam.

Em declarações à “Lusa”, alguns oleiros disseram que haviam acordado, em 2010, que a Vale lhes pagaria uma indemnização de cento e vinte mil meticais (cerca de três mil euros), pela sua saída daqueles locais, mas receberam apenas metade.

Linha de Sena concluída este mês – assegura Governo no parlamento

Com esta conclusão, a linha que liga os centros de escoamento de carvão de Moatize ao Porto da Beira, vai atingir uma capacidade de 6 milhões de toneladas por ano, contra os actuais 4.5 milhões.

Falando ontem, durante a sessão de perguntas ao Governo, na Assembleia da República, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula explicou que a contribuição dos transportes na economia está a registar um crescimento assinalável como resultado da implementação de uma estratégia desenhada para o desenvolvimento do sector.

Segundo o governante, a referida estratégia permitiu que, por exemplo, no Porto da Beira, fosse ultrapassado o obstáculo do canal de acesso, o que permitiu que a capacidade de navios que escalam aquela infra-estrutura passasse de 30 mil para 60 mil toneladas.

No Porto de Maputo, as cargas manuseadas passaram de 7.5 milhões de toneladas em 2008 para 15 milhões, no ano passado.

Para além dos dois portos, Zucula afirmou que foram também reabilitados o de Quelimane, construídos ou reabilitados 1332 quilómetros de estradas, 15 pontes, aeroportos de Maputo e de Vilankulo e adquiridas embarcações, autocarros, aviões e carruagens de passageiros.

Linha de Sena concluída este mês - assegura Governo no parlamento

“O impacto destes investimentos já está a produzir os seus efeitos na economia nacional e na sociedade moçambicanas”, disse.

Por seu turno, o Ministro da Agricultura, José Pacheco, respondendo a uma pergunta da bancada parlamentar da Frelimo, sobre os resultados esperados da campanha agrícola em curso, afirmou perspectivar-se uma produção de cerca de 15 milhões de toneladas de produtos diversos.

O governante fez ainda referência ao recentemente lançado Plano de Investimento do Sector Agrário, que visa a implementação de iniciativas para o desenvolvimento do sector, privilegiando a transformação dos produtores de subsistência em comerciais.

A Renamo, por seu turno, questionou ao Governo sobre medidas que este está a adoptar para garantir a assistência médica e medicamentosa aos moçambicanos, bem como para melhorar as condições de trabalho do pessoal da Saúde, em especial aos médicos, enfermeiros e serventes.

Na resposta, o ministro do pelouro, Alexandre Maguele afirmou que o Serviço Nacional da Saúde dispõe de medicamentos essenciais para o tratamento das doenças que fazem parte do perfil epidemiológico no país.

Próximos 10 anos: Rioforte prioriza agricultura

A sociedade, de acordo com a fonte, terá como uma das suas primeiras prioridades concentrar os seus esforços no crescimento da primeira subsidiária directa do seu portfólio, a Mozaco – Mozambique Agricultural Corporation, em parceria com o Grupo moçambicano João Ferreira dos Santos, um dos expoentes da agricultura do nosso país, para além de ser reputado grupo empresarial em Moçambique.

O plano de negócios da operação agrícola da Mozaco em Moçambique prevê a plantação de 220 hectares de soja e 240 hectares de algodão em 2013. Manuel Fernando Espírito Santo afiançou-nos que em termos operacionais, já estão actualmente cultivados 66 hectares de soja e dois hectares de algodão num projecto-piloto implantado precisamente em Malema.

A primeira fase deste empreendimento (5 anos) o investimento será de 5 milhões de dólares norte-americanos.

Soubemos que no quinto ano, pretende-se ter plantado 2000 hectares principalmente para a produção de soja (algodão, milho e girassol serão também plantados para recuperação das terras) e produzir 3 mil toneladas de soja e empregar 150 pessoas.

Foi desenhada uma segunda fase (de 5 a 10 anos), período em que estão previstos investimentos na ordem de 45 milhões de dólares. “No décimo ano, pretende-se ter plantado os 20000 hectares de terra, produzindo cerca de 20 mil toneladas de soja” – disse a fonte.

Próximos 10 anos: Rioforte prioriza agricultura

Nos primeiros dois anos estima-se que o projecto chegue a perto de 600 hectares, que crescerão progressivamente até atingir cerca de 2000 hectares. Desta forma, segundo o PCA da Rioforte, “o grupo pretende confirmar os pressupostos do seu business plan, de forma a aprofundar conhecimentos antes de avançar para o projecto completo, que deverá atingir 20000 hectares de exploração no médio prazo”.

Um dos casos mais interessantes aplicados no Paraguai, onde a Rioforte mantém presença e que pretende desenvolver em Moçambique, tem a ver com a criação de uma base de empresariado local especializada, por exemplo estimulando trabalhadores a adquirirem equipamento e estabelecerem-se por conta própria com contratos de fornecimento de serviços e de financiamento promovidos pela própria companhia. “Esta iniciativa construiu hoje um núcleo de pequenos empresários que trabalham não só para as fazendas desta empresa no Paraguai, mas para herdades vizinhas, estimulando economias de escala, criando postos de trabalho e riqueza e promovendo a ascensão económica e social da população”.

Ainda na entrevista com Manuel Fernando Espírito Santo, foi-nos dito que a empresa construtora Opway, pertencente ao Grupo Espírito Santo, “é outro expoente de relevo onde a Rioforte vai prestar apoio dinâmico e com vista à aceleração do crescimento daquela que é uma das mais antigas construtoras de origem portuguesa a operar em Moçambique”. Ela detém um “invejável” aliado a um conjunto de parcerias internacionais e relações crescentes com outras construtoras e grandes investidores internacionais no nosso país.

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