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Quarta-feira, Abril 22, 2026
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Governo não tem mais nada a dar aos Médicos

Tchamo, que falava ontem, em Maputo, em conferência de imprensa conjunta com a porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), Francelina Romão, sobre o ponto da situação da greve do pessoal da saúde, disse que o Estado só se pode endividar para realizar projectos de desenvolvimento e não para pagar salários.

Os médicos, segundo Tchamo, são os que beneficiaram da maior percentagem de reajuste salarial este ano porque no entender do Governo a sua carreira deve ser aproximada a dos magistrados judiciais em termos de salários.

`Este reajustamento, de acordo com a disponibilidade financeira, deverá ocorrer de uma forma faseada (três fases) que começou este ano com o reajuste de 15 por cento, 13 no próximo, num processo que deverá ser concluído em 2015 com o reajuste também de 13 por cento´, explicou Tchamo.

Recordou que para o reajustamento salarial do corrente ano foi acordado pela Comissão Consultiva do Trabalho (CCT) a cifra de sete por cento para todas as carreiras gerais e específicas da Função Pública.

Governo não tem mais nada a dar aos médicos

Porém, depois de analisadas algumas disfunções adoptou a medida de diferenciação salarial nas carreiras de educação, tendo reajustado os salários da Educação e da Defesa e Segurança na ordem de nove por cento.

Os médicos, a semelhança de outros funcionários, segundo reconheceu António Tchamo, beneficiam de subsídios com destaque para o de localização quando deslocados em serviço para trabalhar nos distritos, que o governo considera de pólos de desenvolvimento.

Na ocasião, a porta-voz do MISAU, Francelina Romão, disse que no início em Dezembro de 2012 foi rubricado um memorando de entendimento com a Associação Médica de Moçambique (AMM) sobre o reajustamento, um compromisso que está a ser assumido pelo Governo.

`Agora aparecem com outro caderno reivindicativo e associados a Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos (CPSU), contrariando o acordado em Dezembro último´, explicou.

Francelina Romão revelou que quando os representantes da AMM foram com o caderno ao MISAU faziam-se acompanhar por três elementos da CPSU, que carece de existência legal. Por isso, os membros do CPSU foram convidados a se retirar do encontro.

Nessa altura, segundo explicou Francelina Romão, a AMM pediu algum tempo para concertar posições. Infelizmente, a AMM nunca mais compareceu no MISAU para a análise conjunta do conteúdo do novo caderno reivindicativo.

Imensis

Buscam-se estratégias para redução do cancro em Moçambique

Para o efeito, decorre desde ontem na capital do país a reunião nacional sobre a matéria, que junta diversos actores, entre os quais líderes religiosos e comunitários, profissionais da Saúde a vários níveis, médicos tradicionais, estudantes, jornalistas, entre outros.

Na ocasião a Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, defendeu a necessidade da maximização de todos os recursos visando a melhoria da saúde dos moçambicanos, pois não se justifica que muitas mulheres e crianças continuem a morrer por doenças que podem ser prevenidas.

“Sentimo-nos profundamente honrados porque vamos hoje, de forma articulada, pelo país inteiro partilhar o conhecimento sobre problemas de saúde pública que a todos preocupam”, disse a primeira-dama.

A título de exemplo falou do cancro do colo do útero, da mama e da próstata, doenças crónicas e de início traiçoeiro que não mostram sintomas e quando aparece o primeiro sinal muitas vezes já é tarde, provocando luto na família.

“A nossa preocupação é que alguns cancros podem ser prevenidos se adoptarmos estilos de vida saudáveis… e outros cancros diagnosticados e tratados numa fase inicial podem regredir, como são os casos dos cancros do colo do útero, da mama e da próstata”, disse.

A reunião de Maputo acontece numa altura em que estatísticas mostram que cerca de oito em cada 100 novos casos dos cancros na mulher estão relacionados com o cancro da mama, enquanto 32 em cada cem novos casos estão ligados ao cancro do colo do útero, sendo este último o mais comum nas moçambicanas.

Buscam-se estratégias para redução do cancro em Moçambique

Falando na sessão de abertura da reunião, a Vice-Ministra da Saúde, Nazira Abdula, referiu que só em 2008 o país registou 945 casos novos de cancro da mama, com 512 mortes, o que significa que cerca de cinco em cada 10 mulheres com esta doença morrem.

Ainda em 2008, 3600 mulheres foram diagnosticadas o cancro do colo do útero e 2356 morreram, o que implica que cerca de seis em cada 10 perdem a vida devida à doença.

Sob o lema “Juntos Podemos Salvar Vidas”, a reunião de Maputo surge em preparação da VII Conferência sobre o Cancro do Colo do Útero e da Mama em África, evento que pela primeira vez acontece num país de expressão portuguesa, facto que, segundo os organizadores, representa um desafio para Moçambique.

O encontro, que vai decorrer de 21 a 23 de Julho, irá juntar, para além das primeiras-damas de África, ministros da Saúde, especialistas do sector, parlamentares e organizações da sociedade civil.

A governadora da cidade de Maputo, Lucília Hama, enalteceu o papel da esposa do Chefe do Estado através do seu gabinete pela sua entrega à causa da doença e considerou a realização da conferência oportuna, na medida em que visa sensibilizar todas as forças vivas da sociedade a prevenirem-se destas patologias.

O MISAU lançou uma estratégia nacional de rastreio do cancro do colo do útero e com sinais positivos, tendo em conta o nível de adesão das mulheres, acto que vem acontecendo desde 2009.

A iniciativa do rastreio é de âmbito nacional e até ao ano passado foram rastreadas 66 mil mulheres, sendo que destas cerca de 6800 apresentavam lesões iniciais precursoras do cancro do colo do útero.

Estes números, segundo Nazira Abdula, significam que em cada 100 mulheres rastreadas 10 foram positivas para lesões iniciais, um número muito alto que reafirma a dimensão do problema do cancro do colo do útero no país.

Jornal Noticias

Bielorússia quer vender máquinas a Moçambique

A informação foi tornada pública, ontem, pela Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), Setina Titosse, que falava momentos após um encontro com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Bielorússia, Valentin Rybakou.

Neste momento, segundo Setina Titoasse, há um trabalho técnico em curso ao que se seguirá a assinatura dos atinentes memorandos de entendimento entre os dois países.

A PCA do FDA disse que o próximo passo será a definição clara do que se pretende nas áreas de interesse, por exemplo, o número de técnicos a enviar para a formação e mais tarde far-se-á uma visita a Bielorússi para se assinar os memorandos de entendimento.

“Começámos a trabalhar no ano passado e fizemos uma visita de trabalho à Bielorússia e identificámos algumas áreas de interesse. Neste momento estamos a prosseguir com o trabalho”, disse Setina Titosse.

Bielorússia quer vender máquinas a Moçambique

Acrescentou que “entre os constrangimentos com que nos deparamos é a falta de ligação directa com o Governo da Bielorússia. Na altura estávamos a trabalhar com uma empresa e neste momento já temos uma embaixada aqui no país, o que possibilita um trabalho entre governos”.

Por seu turno, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da Bielorússia, Valentin Rybakou, disse que o seu país está preparado para cooperar com Moçambique.

Entretanto, decorre desde segunda-feira, no Município da Matola, uma feira de Maquinaria da Bielorússia onde estão expostos equipamentos e acessórios industriais, para a agricultura, construção de infra estruturas, exploração mineira, escavações e terraplanagem, transporte ferroviário, prestação de serviços logísticos, manutenção e assistência técnica.

A féria é promovida pela Beláfrica, uma sociedade constituída em 2012 por investidores de Moçambique e da Bielorússia, com objectivo de comercializar e alugar equipamentos agrícolas.

Segundo o Director da Beláfrica, Levy Muthemba, a empresa foi criada para fazer face ao desenvolvimento de alguns sectores como da agricultura, mineração, transportes, entre outras áreas importantes para o desenvolvimento da economia moçambicana.

Acrescentou que a Beláfrica é uma empresa que combina a experiência do mercado moçambicano e a tecnologia dos fabricantes de equipamentos da Bielorússia.

Soubemos que a Beláfrica já está a operar no mercado moçambicano e esta exposição serve para divulgar ainda mais os produtos e serviços fornecidos pela empresa.

Jornal Noticias

Manica – Todos os distritos terão energia da HCB até o próximo ano

Esta revelação foi feita há dias pelo Vice-Ministro de Energia, Jaime Himede, em entrevista a nossa fonte, em Chimoio, no final da sua recente visita de trabalho à província de Manica.

Himede disse terem sido já electrificados 110 dos 128 distritos do país e espera-se que o processo atinja os 100 por cento até 2014, segundo previsões constantes do Plano Quinquenal do Governo na componente electrificação rural.

Ao nível da província de Manica três dos dez distritos figuram na lista dos que ainda não estão electrificados, nomeadamente Tambara, Macossa e Machaze. Porém, decorrem neste momento os respectivos projectos de electrificação.

No distrito de Machaze, onde as obras estão avançadas, o processo de plantio de postes já cobriu 45 quilómetros de um total de 80, o correspondente a mais de metade da distância a ser coberta pela linha de transporte de energia que será derivada de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, província de Sofala.

Paralelamente e incluídos no mesmo projecto de electrificação, Himede revelou que serão abrangidos a partir deste ano os distritos de Marínguè e Muanza, na província de Sofala.

Manica - Todos os distritos terão energia da HCB até o próximo ano

Para aqueles projectos, que estão a ser executados pela Overseas Infraestruture Alliance, uma empresa indiana, e a EFACEC, portuguesa, o vice-ministro da Energia disse estarem disponíveis mais de 15 milhões de euros.

O governante, que esteve em Manica no âmbito de acompanhamento, monitoria e verificação do grau de execução do Plano Económico e Social (PES) no sector responsável, em entrevista a nossa fonte disse ter ficado bem impressionado pelo desempenho da província, a medir pelas estatísticas de crescimento que se estão a registar, sobretudo no capítulo da electrificação.

“Faço um balanço positivo. Os trabalhos ainda estão a ser realizados. Do relatório que me foi apresentado fiquei satisfeito, embora uma e outras coisas necessitem de ser melhoradas” – observou Himede.

O governante declarou estar esperançado que as coisas melhorem cada vez mais, porém, vincou os problemas resultantes da vandalização e roubo de equipamento eléctrico, com maior incidência para cabos, o que, na sua óptica, atrasa o processo de electrificação.

Devido aos referidos roubos Himede disse que a Electricidade de Moçambique (EDM) tem sido obrigada a desviar os meios e equipamentos destinados à expansão da rede para atender à reposição das infra-estruturas vandalizadas, o que constitui um retrocesso no processo de electrificação do país.

Jornal Noticias

Cinco escolas da cidade de Maputo terão nova imagem

Os estabelecimentos seleccionados são as escolas primárias de Inhagóia B, 1º de Junho (no bairro George Dimitrov), Unidade 6 (no Distrito Municipal KaMaxakeni), 4º Congresso (na Urbanização) e Maxaquene C.

As obras de reabilitação deverão arrancar em breve. O Conselho Municipal de Maputo lançou semana passada o concurso para a selecção dos empreiteiros, devendo o período de submissão de propostas encerrar já no próximo dia 30 de Maio.

Na mesma nota em que se solicitam propostas para a reabilitação daquelas cinco unidades de ensino, o município procura também seleccionar uma empresa a ser encarregue pelo fornecimento de carteiras à Escola Primária de Laulane, no Distrito Municipal KaMavota.

A reabilitação de estabelecimentos de ensino primário é uma das primeiras intervenções nas infra-estruturas desde que o Conselho Municipal de Maputo recebeu a gestão de unidades de ensino deste nível no âmbito da descentralização de poderes para as autarquias em curso no país.

Cinco escolas da cidade de Maputo terão nova imagem

Novas valas de Drenagem

Os bairros de Maxaquene e de Mafalala vão contar com novas valetas de drenagem de águas pluviais a serem construídas a breve trecho.

Nesse sentido, o Conselho Municipal de Maputo acaba de lançar um concurso público com vista a adjudicar as obras de edificação dos canais, projectados para escoar as águas que se acumulam após as chuvas ou resultantes de rompimento de condutas de canalização.

Tal como o concurso de reabilitação de escolas, o das valas de drenagem também acaba de ser lançado e encerra no dia 30, facto que fonte competente do município justifica com a necessidade de rapidamente se avançar com as obras.

Embora não se indique com precisão os pontos dos dois bairros a serem abrangidos pelas novas valas de drenagem, o nosso interlocutor disse que serão privilegiadas zonas com maiores problemas de acumulação de águas.

Entretanto, algumas valas anteriormente construídas, sobretudo na Mafalala acabam por não escoar devidamente as águas por estarem assoreadas, devido em parte à má utilização destas infra-estruturas pelos residentes.

Jornal Noticias

3º Dia de Greve – Governo sem capacidade para mais reajustes salariais

No caderno reivindicativo apresentado ao Governo a AMM exige um aumento salarial de 100 por cento, o incremento do subsídio de risco de 10 para 35 por cento, a aprovação do Estatuto do Médico e a atribuição de residências aos profissionais afectos longe das suas zonas de origem.

Numa primeira resposta pública às reivindicações por detrás da greve convocada pela AMM, e que entra hoje no seu terceiro dia, o Governo sublinha que os salários pagos ao pessoal da Saúde e outros funcionários do Estado resultam dos impostos dos cidadãos e que não pode recorrer a dívidas com parceiros para suportar aquela despesa.

Falando ontem em conferência de imprensa na capital do país, António Tchamo, director de Recursos Humanos no Ministério da Função Pública, explicou que o reajustamento salarial em 15 por cento recentemente decretado para a classe médica resulta da implementação do memorando de entendimento rubricado entre o Governo e a AMM em Janeiro último, cujo alegado incumprimento é apontado pelos médicos como mote da greve.

Relativamente à aprovação do Estatuto do Médico o Executivo diz que o documento já foi depositado na Assembleia da República, órgão a quem compete agendar o seu debate e posterior aprovação.

3º Dia de Greve - Governo sem capacidade para mais reajustes salariais

Todavia, a AMM reafirma que só vai levantar a greve depois que as suas reivindicações forem satisfeitas. Segundo a agremiação, com uma melhor gestão dos recursos disponíveis o Governo pode responder melhor às exigências que, sendo agora colocadas pela classe médica, correspondem a uma preocupação que afecta a muitos moçambicanos.

Enquanto isso, ontem, segundo dia da greve, as unidades sanitárias estavam a funcionar um pouco por todo o país, apesar das dificuldades ditadas pela ausência de alguns profissionais. Esta situação, conforme testemunhou a nossa Reportagem, era particularmente mais notória na cidade e província de Maputo, regiões onde se concentra o maior número da população, de unidades sanitárias e, consequentemente, de profissionais do sector da Saúde.

Sobre isso, o Ministério da Saúde denunciou a existência de indivíduos que se aproveitam da greve para impedir o funcionamento das unidades sanitárias, referindo-se a casos de unidades que terão sido encerradas com recurso a cadeados por indivíduos mal-intencionados para impedir o acesso dos que pretendem trabalhar.

Francelina Romão, porta-voz do MISAU, disse que estes focos de desestabilização estavam centrados em unidades sanitárias das cidades de Maputo e Matola, onde portas de estabelecimentos hospitalares terão sido ostensivamente trancadas e as chaves levadas por desconhecidos para destinos incertos.

Ainda assim, segundo a fonte, na maior parte das províncias o impacto da greve continuou até ontem em níveis longe do desejado pelos promotores devido à fraca adesão dos profissionais da Saúde e ao accionamento do plano de contingência desenhado pelo MISAU.

Jornal Noticias

Diálogo Governo-Renamo: Dado primeiro passo para lá das prévias

O Governo e a Renamo, o maior partido da oposição no país, abordaram, pela primeira vez desde o início do diálogo entre as partes, o primeiro dos quatro pontos da agenda daquela formação política liderada por Afonso Dhlakama.

O facto ocorreu na terceira ronda de diálogo entre as partes havida na segunda-feira na capital moçambicana.

Falando no término do encontro, o chefe da delegação do governo, José Pacheco, disse que “desta ronda importa destacar algumas linhas de força que começam a ser consenso. A primeira linha é a necessidade de dialogarmos para a preservação e consolidação da unidade nacional, a segunda linha é a preservação e aprofundamento da paz e democracia em Moçambique e que o princípio de diálogo deve ser objecto a nortear a nossa actividade”.

Pacheco, que também desempenha as funções de ministro da agricultura, disse que o governo reiterou que as questões prévias não deveriam condicionar o diálogo entre as partes e que é chegada a hora de a Renamo avançar com pontos concretos.

Por isso, explicou Pacheco, a delegação da Renamo apresentou dois documentos, incluindo um que se assemelha a uma espécie de termos de referência sobre a posição da Renamo relativa ao formato para a condução do presente diálogo.

Sobre o referido documento, Pacheco explicou que o governo vai fazer uma avaliação do seu valor jurídico para a sua adopção total ou parcial ou, eventualmente, rejeitar a sua adopção se o mesmo entrar em conflito com a lei.

“Um segundo documento que a Renamo apresentou é, de facto, aquilo que poderíamos considerar que será o primeiro ponto efectivamente de diálogo que versa sobre as matérias do pacote eleitoral”, disse o representante do governo.

Pacheco fez questão de vincar que o governo vai analisar sobre a aplicabilidade do documento, mas que a delegação da Renamo foi advertida que há aspectos que ferem o quadro jurídico moçambicano, porque no referido documento ensaia-se resgatar o Acordo Geral de Paz (AGP) que prescreveu com a nova Constituição e com a realização das eleições gerais de 1994.

Diálogo Governo-Renamo: Dado primeiro passo para lá das prévias

Ademais, os elementos do AGP também foram inseridos na demais legislação aplicável.

“Recebemos o documento para efeitos de avaliação jurídica e certamente as matérias que não dizem respeito ao governo iremos depositar em sede própria para efeitos de análise e decisão”, disse.

Sobre o ambiente que rodeou o diálogo, Pacheco explicou que foi caracterizado pela mesma cordialidade das sessões anteriores, e “acreditamos que haverá certamente um grande entendimento a volta dos mais variados assuntos que preocupam a Renamo e certamente preocupam ao governo e o povo moçambicano como um todo de ver o desenvolvimento económico-social do nosso país a decorrer em franca harmonia”.

Questionado se a libertação dos 15 membros da Renamo que haviam sido detidos em Muxúnguè, na província central de Sofala, a 3 de Abril último e que aquele partido da oposição condicionava a sua libertação para o início do diálogo, Pacheco disse em tom peremptório que não houve nenhuma interferência porque o governo defende o princípio da separação de poderes entre o Executivo e o judiciário.

“Respeitamos na totalidade a decisão que foi tomada pelos órgãos da administração que são competentes para deliberar sobre essa matéria”.

Na última sexta-feira, o Tribunal Provincial de Sofala libertou 13 dos 15 homens da Renamo que haviam sido detidos, pelo facto de a Procuradoria Provincial ter decidido se abster de acusá-los.

Por seu turno, o chefe da delegação da Renamo, Simon Macuiane, explicou que o primeiro ponto da agenda de diálogo do governo assenta em questões relacionadas com a legislação eleitoral, incluindo o princípio de paridade na Comissão Nacional de Eleições, necessidade da criação de tribunais eleitorais, entre outros aspectos.

Esta paridade, segundo Macuiane, que também é deputado na Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, é extensiva ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

“Entendemos, nós como a Renamo, que demos um passo importante para que havendo vontade das partes e também com o apoio da sociedade moçambicana possamos encontrar um compromisso no que diz respeito os princípios basilares que vão orientar eleições livres e transparentes.

Refira-se que agenda da Renamo para discussão com o governo inclui quatro pontos, nomeadamente a revisão do pacote eleitoral, despartidarização do aparelho do Estado, defesa e segurança e questões económicas.

RM

Governo expõe “crimes” de Nhancale a Guebuza

Um relatório de sindicância realizado por uma equipa do Ministério da Administração Estatal (MAE), por recomendação do chefe de Estado, Armando Guebuza, traz a nu os “pecados” de Arão Nhancale e seu elenco no bairro de Intaka. O documento do Governo descreve, de entre vários assuntos, a usurpação de terrenos dos nativos pelo município, a indiferença do município face aos problemas dos moradores do bairro, entre outros.

A iniciativa da realização de sindicância foi do chefe de Estado, depois de receber uma exposição dos moradores de Intaka, relatando vários problemas no bairro, promovidos pelas autoridades locais e municipais. O documento foi entregue a Guebuza em 2012.

Para a realização de sindicância, uma equipa de inspectores constituída por Victor António e Eunice Monjane, ambos da Inspecção da Administração Local (IAL), acompanhados pela senhora Amélia Bernardo Bambu – Inspectora Administrativa da Província de Maputo, realizou sindicância entre os dias 13 e 14 de Fevereiro de 2012.

 Governo expõe “crimes” de Nhancale a Guebuza

A informação encontrada, nada abonatória para Nhancale, foi entregue a Guebuza e mantida em segredo, mas certamente pesou para a decisão do partido Frelimo de afastar Nhancale da gestão autárquica.
Das constatações apuradas no bairro emergente da Matola, que conta com mais de 18 mil habitantes, destaque vai para casos de venda de terra pelos funcionários municipais.

Constatou-se, ainda, a “realização de parcelamentos clandestinos e não sequenciados de terrenos/talhões das terras pertencentes aos nativos, bem como aquelas consideradas reservas do município para cemitérios e mercados que posteriormente são vendidos em nome do Governo local”, lê-se numa das passagens do relatório encomendando pelo chefe de Estado e a ele entregue. Leia, na íntegra, as constatações e conclusões do relatório na próxima edição do semanário Canal de Moçambique.

Canalmoz

Ban Kim-moon aconselha Moçambique a maximizar oportunidades

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse haver uma forte necessidade de maximizar as oportunidades para minimizar as adversidades económicas e sociais que Moçambique continua a enfrentar, não obstante os progressos assinaláveis que o país alcançou nos últimos 20 anos.

Ban Ki-moon falava na conferência de imprensa conjunta havida na manhã desta terça-feira no final da audiência concedida pelo Chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, que teve como tónica dominante a revisitação do percurso do país, desde a assinatura, em 1992, do Acordo Geral de Paz e questões de ordem regional e internacional.

Segundo o Secretário-Geral, Moçambique figura entre as 10 economias de crescimento rápido no mundo, um feito digno de realce, porém tem ainda muitos obstáculos e desafios como é o caso da pobreza em índices ainda bastante elevados. Aliás cerca de 50 por cento da população vive abaixo da linha da pobreza com menos de um dólar por dia.

Todavia, o país possui os recursos que podem alimentar as expectativas dos moçambicanos a longo prazo, devendo, desta feita, maximizar esses recursos para minorar as vicissitudes nos domínios social e económico.

A fonte relembrou o início, em Abril último, da contagem decrescente rumo a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), daí a importância e a necessidade de os países renovarem as suas energias com vista a consumação das metas preconizadas.

“Estamos a menos de 100 dias até a data limite para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e, como sabem, anunciamos em Abril a contagem decrescente”, disse Ban Ki-moon, anotando que os governos devem intensificar as suas acções com vista a sua concretização.

Ban Kim-moon aconselha Moçambique a maximizar oportunidades

No capítulo dos ODM, o Secretário-Geral da ONU enalteceu os progressos registados pelo país nos domínios da promoção da educação, equidade do género e empoderamento, traduzidos no aumento do acesso para mais moçambicanas nos últimos anos.

Aliás, é fruto das conquistas nestes domínios que Ban Kin-moon convidou Armando Guebuza para emprestar a sua liderança na promoção da educação, convite aceite pelo estadista moçambicano.

Na ocasião, ele enalteceu os progressos assinaláveis que o país está a registar desde 1992, altura em que o país assinou o Acordo Geral de Paz, que a ONU desempenhou um papel de relevo para o seu alcance, pondo termo ao conflito armado que durou 16 anos.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, anfitrião da conferência de imprensa, disse que a preocupante questão do Madagáscar, em face do recente retrocesso, e a RDCongo também mereceram atenção no encontro entre as partes.

A RDCongo registou um reatamento das hostilidades no leste, protagonizados pelo M23, grupo armado que actua no leste e atacou recentemente a cidade de Goma.

Desta feita, quer durante a próxima cimeira da União Africana (UA), a ter lugar em Adis Abeba, quer em ocasiões posteriores, encontros visando dar um novo impulso a situação na RDCongo terão lugar.

Aliás, em relação ao assunto da RDCongo, o chefe da diplomacia moçambicana disse, por outro lado, que o país poderá enviar tropas para aquele país, estando num processo de equação das modalidades que vão nortear, mais tarde, o envio de “capacetes azuis”.

Ainda na manhã de hoje, o Secretário-Geral da ONU manteve um encontro com a Comissão Nacional dos Direitos Humanos, visitou a Escola Secundária Mateus Sansão Muthemba e no período de tarde será orador numa palestra subordinada ao tema “Adolescentes, Educação e a Preparação para o Futuro”.

RM

Empresa chinesa inicia construção de fábrica de processamento de algodão em Subué

A empresa China África Cotton procedeu na semana passada ao lançamento da primeira pedra da fábrica de descaroçamento de algodão na localidade de Subué, na província de Sofala, de acordo com o diário Notícias, de Maputo.

Esta unidade industrial, em que vão ser aplicados 6 milhões de dólares, terá capacidade para processar 30 mil toneladas de algodão caroço e produzir ainda 3 mil litros de óleo alimentar por ano, disse ao jornal Hu Xiuxiang, representante dos investidores chineses.

Empresa chinesa inicia construção de fábrica de processamento de algodão em Subué

Na cerimónia de lançamento da primeira pedra, Hu salientou que a China África Cotton está presente em outros países africanos e disse ainda ter sido o aumento da produção de algodão naquela região que levou a administração da empresa a decidir construir uma unidade para o processamento de algodão caroço.

Na sua intervenção, Hu Xiuxiang solicitou ao ministro de Agricultura, José Pacheco, presente na cerimónia, a ligação, tão rápida quanto possível, da localidade à rede nacional de energia eléctrica para garantir o funcionamento da fábrica a ser construída.

RM

Universidade Aberta será expandida para mais cinco províncias moçambicanas

Um acordo assinado na segunda-feira prevê a ampliação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em Moçambique. A partir de 2015, serão ofertadas mais 2 mil vagas nos cursos de ensino da matemática, da biologia, pedagogia e administração pública. O documento foi assinado pelo ministro brasileiro da Educação, Aloizio Mercadante, durante reunião com líderes de países africanos de língua portuguesa.

A consolidação e expansão da UAB em Moçambique deve ocorrer em mais cinco províncias moçambicanas, além das três que já participam no programa. O acordo prevê que, até 2015, a UAB em Moçambique vai ajustar a sua infraestrutura para poder expandir.

Universidade Aberta será expandida para mais cinco províncias moçambicanas

As actividades na UAB em Moçambique tiveram início em 2011. Actualmente, tem 630 alunos. Os primeiros formados sairão no ano que vem.

A UAB conta com a participação das universidades parceiras, como a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Universidade Federal de Goiás (UFG), além da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

RM

Maputo acolhe conferência internacional sobre energia

O evento, cuja abertura será presidida pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina, terá como pano de fundo uma abordagem transversal da indústria energética, a conferência CEI – Challenges in the Energy Industry – e juntará em painéis diversificados as empresas de referência do gás, do petróleo, electricidade, transportes, logística e formação profissional.

Trata-se de uma iniciativa da agência PSO MZ Design e Comunicação, e nela participarão representantes da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Electrotec (Grupo Visabeira), KPMG, Powervia, TV Cabo, SPTEC, Intelec, Efacec, ENI, Odebrecht, Vale, Mozope, Instituto Nacional do Petróleo, Aeroconsult, entre outros.

Um comunicado de imprensa da PSO MZ Design e Comunicação refere que para além do ministro da Energia, Salvador Namburete, e de representantes dos ministérios dos Recursos Minerais, da Planificação e Desenvolvimento e dos Transportes e Comunicações, a CEI contará também com a presença de representantes do Millennium bim e do Moza Banco, bem como da Abreu Advogados, onde a temática do investimento terá um papel de destaque.

Anabela Chambuca, presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, é citada no comunicado de imprensa da PSO MZ design e Comunicação, a que tivemos acesso, como tendo dito que o país está interessado e disponível para receber quem queira investir e gerar riqueza.

Maputo acolhe conferência internacional sobre energia

Atendendo à necessidade de investimento também na formação de quadros, haverá um painel vocacionado para a formação profissional, contando com a presença do Instituto Superior Técnico, da Universidade Eduardo Mondlane, da Jason Associates e da Baker Tilly.

Com a CEI, a organização pretende levar a Maputo quadros superiores de empresas não só portuguesas e moçambicanas, mas também francesas, italianas, americanas, canadianas e do Médio Oriente, estimando cerca de 150 participantes, e vários correspondentes de órgãos de comunicação social internacionais.

O evento ocorre num momento em que informações dão conta que o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique será igual ou superior ao de Angola.

As conclusões são da SPTEC Advisory – consultora independente na indústria do petróleo e gás natural em África e no Médio Oriente -, que estima que as reservas de gás natural e de carvão vão tornar Moçambique numa das referências mundiais do sector energético nos próximos 10 anos.

Em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos). As reservas de carvão rondam as 23.000 milhões de toneladas.

“Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo actual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos”, afirma Roger Carvalho, CEO da SPTEC Advisory.

Jornal Noticias

Inhambane – Fiscais florestais destroem acampamento de furtivos no PNZ

Em conexão com a caça e corte de madeira ilegais foram remetidos, no ano passado, 20 processos crimes às autoridades judiciais para os devidos efeitos, ao mesmo tempo que tantos outros, cuja solução é de carácter local, foram traduzidos em multas que, entretanto, se esperam que sejam liquidadas pelos envolvidos, segundo apurou a nossa Reportagem junto do administrador do Parque Nacional de Zinave, Amândio Nkavando.

No entanto, o nosso interlocutor manifestou preocupação pelo facto de volvidos 15 dias estabelecidos pela lei nenhum dos visados tenha se apresentado na direcção do parque para a liquidação das referidas multas.

Nas operações desenvolvidas pelos fiscais florestais, ainda de acordo com a nossa fonte, foram apreendidas, no ano passado, 65 flechas, três machados, 25 catanas, 61 zagaias, quatro mil cabos de aço, duas motorizadas, 25 bicicletas, uma ratoeira, 19 lanternas, um tambor com capacidade de 210 litros, entre outros bens. Neste período foram também destruídos 1.300 metros de cabo de aço.

Dos estragos constatados, de acordo com informações prestadas ao governador da província de Inhambane, Agostinho Trinta, que trabalhou há dias naquele local de conservação, com objectivo de se inteirar do conflito entre as comunidades locais e o Parque Nacional de Zinave contabilizam-se abates de búfalos, cudos, um número não identificado de inhalas, macacos, zebras e gazelas.

Amândio Nkavando explicou que conflito que se regista entre a comunidade e a estrutura do parque, acontece pelo facto de o PNZ se encontrar inserido no meio das populações e, devido à escassez de chuvas, a caça tem sido alternativa para a sobrevivência das comunidades.

“Temos estado a sensibilizar as comunidades locais para respeitarem os animais na reserva, explicando que o Governo protege mas devido à exiguidade de recursos materiais e financeiros, vezes sem conta, perdemos a guerra com as comunidades porque há caça e corte de madeira ilegalmente”, disse Nkavando.
O administrador do Parque Nacional de Zinave disse que a sua instituição conta com cinco viaturas em bom estado mas que não circulam por falta de combustível, um efectivo de 38 fiscais florestais, número a quem das necessidades para uma área de 3.600 quilómetros quadrados.

No quadro de repovoamento daquela reserva, foram introduzidos, no ano passado, 58 zebras, 78 bois cavalos e cerca de 100 girafas. Estes animais, segundo Amândio Nkavando, estão num santuário precisamente para evitar o seu abate por caçadores furtivos que chegam a instalar acampamentos no interior do parque.

Inhambane - Fiscais florestais destroem acampamento de furtivos no PNZ

NÃO CONFRONTAÇÃO COM OS GUARDAS

Entretanto, o governador da província de Inhambane apelou às populações residentes no Parque Nacional de Zinave para não entrarem em confrontação com os fiscais florestais, nem mesmo exercer actividades proibidas por lei porque, segundo disse, os recursos florestais e faunísticos ali existentes são protegidos pela lei.

Agostinho Trinta fez esta mobilização na sequência das queixas levantadas pelas populações, durante o comício realizado na localidade de Tanguane, segundo as quais os fiscais florestais agridem e confiscam bens dos populares que são encontrados na reserva, mesmo sem praticar actividades ilícitas.

Zacarias Chirindza, Samuel Acácio e Aminosse Chivaningo queixaram-se ao governador provincial de terem sido alvos de agressões físicas alegadamente protagonizadas pelos fiscais florestais. Na ocasião apresentaram varas e paus que teriam sido usados pelos fiscais na agressão bem como peças de roupa rasgadas durante a tortura de que teriam sido alvos.

Sobre o facto, o governador provincial disse que é necessário que as comunidades e os funcionários de Estado afectos ao parque de Zinave respeitem-se mutuamente. “Vamos trabalhar de acordo com a lei, a violência não faz parte do funcionalismo público. Não é com chamboco que vamos resolver os problemas aqui ou em qualquer outra parte”, observou Agostinho Trinta.

Entretanto, informações em nosso poder dão conta que Samuel Acácio, que teria sido violentamente espancado pela guarda-fiscal da reserva, é um foragido do policiamento comunitário, sendo que trabalhava com os fiscais no combate à caça furtiva. Na sequência disso, conhecia os planos operativos da guarda e, a dado momento, desapareceu e fundou uma força paralela para caçar em locais onde sabia que os fiscais não chegavam.

Jornal Noticias

Seguranças vandalizam viaturas – acusam residentes

O “Notícias” apurou junto de algumas vítimas que a sabotagem visa forçar os automobilistas a parquearem os seus carros nas instalações da EDM e pagarem aos vigilantes que guarnecem aquele local, num negócio que acontece sem o conhecimento da empresa proprietária do espaço.

A ideia é os automobilistas estabelecerem contratos com os vigilantes que os permitam guardar os seus veículos no parque da EDM só a partir das 20:00 horas e retirá-las até às 5:00 horas da manhã seguinte, pagando no final de cada mês uma quantia de 1500,00 meticais.

No entanto, como nem todos conseguem pagar esse valor, muitos residentes do bairro da Maxaquene B, onde se localiza o parque, parqueiam as viaturas na Avenida Milagre Mabote, defronte das instalações da EDM, na expectativa de estas não serem vandalizadas, dada a presença de vigilantes.

Mas debalde, porque é neste mesmo local onde os veículos acabam ficando sem alguns acessórios, como espelhos, faróis e até pneus vazios. Na maioria dos casos os principais indiciados destes actos têm sido os guardas envolvidos no negócio.

As sabotagens têm sido frequentes naquele local e uma das últimas vítimas foi Basílio Langa, residente naquele bairro que, tal como é habitual, deixou o seu carro no local e na manhã seguinte este já estava com os pneus vazados.

“Deixei o carro em forma e na manhã seguinte estava com os pneus vazios e no local haviam pegadas de botas dos guardas afectos ao parque da EDM”, narrou o visado.

Seguranças vandalizam viaturas – acusam residentes

“Não é a primeira vez que isso acontece, alguns vizinhos perderam acessórios por não terem negociado com os guardas. Pior é que quando estes são questionados respondem que nada podem fazer porque não somos seus clientes”, acrescentou.

No entanto, a Electricidade de Moçambique, através da sua assessora de Imprensa, distanciou-se das artimanhas usadas pelos vigilantes da Macro Segurança para guardar viaturas alheias nas suas instalações. A instituição garantiu que medidas serão tomadas nos próximos dias para resolver a situação.

A empresa Macro Segurança presta serviços à EDM e por via da relação contratual existente entre as duas instituições a resolução dessa situação passa por a empresa de segurança responder por eventuais actos praticados pelos seus agentes.

No local dos factos a nossa Reportagem conversou com um dos chefes de turno da Macro Segurança que não se quis identificar. Ele confirmou a existência de vários casos dessa natureza mas não com o envolvimento dos seus colegas.

Jornal Noticias

Estudante corria risco de cegueira: Natércia será submetida à 2ª intervenção cirurgia

A córnea é a parte transparente e protectora do olho que permite a entrada da luz.

A intervenção cirúrgica será realizada gratuitamente na Clínica Rementeria de Madrid, Espanha, segundo informações prestadas numa conferência de imprensa realizada há dias na ECA com o objectivo de dar a conhecer o ponto de situação da primeira fase da intervenção cirúrgica à vista daquela discente.

O primeiro transplante foi feito no olho esquerdo em Agosto do ano passado, graças a uma campanha de angariação de fundos levada a cabo por colegas e professores da Natércia na Escola de Comunicação e Artes da UEM. O movimento “Juntos pela Visão da Natércia” conseguiu então apoios em passagens áreas, alojamento e operação grátis naquela mesma clínica.

Estudante corria risco de cegueira: Natércia será submetida à 2ª intervenção cirurgia

A situação da estudante antes da primeira intervenção cirúrgica era bastante crítica, sendo que ela estava a perder a visão de forma bastante acelerada, facto que sensibilizou os colegas da turma do 3º Ano de Jornalismo. Estes juntaram-se e promoveram a campanha a seu favor.

Natércia Lázaro disse ao nosso Jornal que a operação superou as expectativas. “Antes eu via um nublado e o olho fazia muita comichão, não conseguia ver as pessoas à distância. Atravessava a estrada com muitas dificuldades, o mesmo acontecendo em relação à leitura”, lembrou-se a jovem estudante.

Natércia já não acreditava mais no futuro. “Vivia sem muita esperança, pois a qualquer momento seria obrigada a abandonar a universidade por causa da cegueira. Agora já consigo ver bem com o olho operado”, sublinhou Natércia.

Jornal Noticias

União Africana já comemora 50º aniversário

As comemorações do 50º aniversário da União Africana (UA), que se estendem por um ano, arrancaram domingo na capital etíope, Addis Abeba, no quadro da reunião preparatória do Comité dos Representantes Permanentes (COREP), segundo o calendário oficial divulgado sábado pela Comissão da UA.

Para além dos eventos desportivos e culturais, as celebrações compreenderão uma Cimeira Extraordinária Comemorativa que vai decorrer a 25 de maio sobre o tema “Pan-africanismo e Renascimento Africano” e a 21ª Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da UA que terá lugar de 26 a 27 de maio de 2013.

Vários eventos paralelos estão previstos para 19 a 27 de maio, nomeadamente um fórum intergeracional das crianças e da juventude que vai registar a presença dos antigos Presidentes Kenneth Kaunda da Zâmbia e Sam Nujoma da Namíbia.

Também interações entre a sociedade civil e as populações serão organizadas à margem de um diálogo sobre o tema “Assegurar o Resnascimento de África: o Papel do Sector Privado nos Próximos 50 Anos”, que terá lugar a 24 de maio e que é organizado pela Câmara Pan-africana de Comércio e Indústria (PACCI).

União Africana já comemora 50º aniversário

“Para assegurar celebrações e uma cimeira comemorativa transparentes e abertas a todos, a UA acreditou, até agora, 450 jornalistas provenientes de África e do Estrangeiro, que vão receber informações em direto sobre todos os trabalhos através da web e duma TV etíope”, declarou a CUA.

O Fórum da Juventude, que vai decorrer no Centro de Conferências da UA e no Hall de África (onde a OUA foi fundada há 50 anos) na Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA), está previsto para 22 a 24 de maio.

Cerca de 15 mil convidados assistirão às celebrações, na tarde de 25 de maio, que serão marcadas por espetáculos apresentados por grupos culturais e pela prestação de artistas de renome internacional como Salif Keita (Mali), Papa Wemba (Congo Kinshasa), Steel Pulse e Soweto Gospel Choir (Africa do Sul).

A Confederação Africana de Futebol (CAF) organizou um jogo de exibição entre dois dos seus quatro membros fundadores, designadamente a Etiópia e o Sudão.

A 21ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da UA vai decorrer de 26 a 27 de maio em sessão pública e adotará uma proclamação “histórica”.

RM

Confirmado: José Mourinho já não é treinador do Real Madrid

O técnico português José Mourinho não comandará mais o Real Madrid na próxima temporada, anunciou nesta segunda-feira o presidente do clube espanhol, Florentino Pérez, que encerrou uma parceria das mais conturbadas, com várias tensões no vestiário.

“Após conversarmos com o nosso técnico, chegamos a uma acordo para dar por finalizada a nossa relação contratual no término desta temporada”, afirmou o dirigente numa conferência de imprensa.

No Real desde 2010, Mourinho tinha inicialmente um contrato até 2016.

“Esta decisão foi tomada por vários motivos. Acho que existe um certo nível de pressão e que três anos são suficientes”, explicou Pérez.

Pérez ainda informou que não havia chegado “a um acordo” com outro treinador.

“Quero declarar que não fechamos acordo algum ou um pré-contrato com outro técnico, é um trabalho que faremos nos próximos dias”, completou o presidente do Real.

Um dos nomes mais cotados é o italiano Carlo Ancelotti, que no último sábado declarou publicamente que queria sair do Paris Saint-Germain.

No entanto, os dirigentes do clube parisiense deixaram claro que não pretendiam libertá-lo antes do fim do seu contrato, que vai até 2014.

Para tirá-lo do PSG, Pérez deve ter negociações pesadas com o proprietário qatariano do actual campeão francês e pode precisar desembolsar 7,5 milhões de euros, valor dos salários do italiano para o seu último ano de contrato.

Ainda não se sabe qual será o destino de Mourinho, mas ele pode voltar ao Chelsea, clube que já treinou de 2004 a 2007.

Com o clube ‘Merengue’, o português conquistou três títulos em três anos: a Copa do Rei em 2011, o Campeonato Espanhol e a Supercopa da Espanha em 2012. Mas ele não cumpriu o seu maior objectivo, que era a conquista do décimo troféu do clube na Liga dos Campeões.

Na sua última temporada à frente da equipa, Mourinho amargou os vice-campeonatos da Liga Espanhola e da Copa do Rei, além de ter visto o seu clube ser eliminado pelo Borussia Dortmund nas semifinais da ‘Champions’.

O português teve a sua relação com vários jogadores desgastada, principalmente com os espanhóis Iker Casillas e Sergio Ramos.

Confirmado: José Mourinho já não é treinador do Real Madrid

Casillas, capitão e ídolo da torcida, perdeu a vaga de guarda-redes titular para o recém-contratado Diego López, o que deixou outros atletas revoltados, inclusive o brasileiro naturalizado português Pepe, que era considerado um dos poucos apoios do treinador dentro da equipa.

Após a derrota por 2 a 1 para o Atlético de Madrid na final da Copa do Rei, na última sexta-feira, o próprio Mourinho reconheceu que esta tinha sido “a pior temporada” da sua carreira.

No seu estilo caraterístico, o luso não perdeu a oportunidade de demostrar a sua famosa empáfia ao disparar: “O que para muitos seria uma óptima temporada, para mim é a pior”.

Com a saída do omnipotente Mourinho, Pérez espera mostrar quem manda de verdade na ‘casa branca’, a poucos meses de disputar a reeleição, em julho deste ano.

Existe também uma grande incerteza em torno do futuro do craque português Cristiano Ronaldo, que pode seguir os passos do compatriota.

Para evitar que isso aconteça, Pérez pretende oferecer uma renovação com aumento de salário a CR7, que tem vínculo com o Real até 2015.

José Mourinho em números
+ Data de nascimento: 26 de janeiro de 1963
+ Local de nascimento: Setúbal (Portugal)
+ Clubes: Sporting Portugal (POR/1992-1994*), FC Oporto (POR/1994-1996*), Barcelona (ESP/1996-2000**)

** assistente de Robson até 1997 e de Louis van Gaal (HOL) até 2000

+ Benfica (POR/2000-2001), União Leiria (POR/2001-2002), Porto (POR/janeiro 2002-2004), Chelsea (ING/2004-setembro 2007), Inter de Milão (ITA/2008-2010), Real Madrid (ESP/2010-2013).

RM

Trabalhadores da TELCABO Moçambique paralisam actividades

Prossegue a greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da empresa TELCABO (Telecomunicações e Electricidade), sita na avenida das FPLM, na cidade de Maputo.

Os trabalhadores, entre outras reivindicações, exigem o pagamento de seus meses de salários em atraso e a devolução do dinheiro de três anos descontado para efeitos de Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), mas que não foi canalizado àquela instituição.
Segundo soube a nossa fonte, o caso se arrasta de Outubro do ano passado, mas até agora não teve desfecho. O assunto foi submetido pelos trabalhadores ao Ministério do Trabalho, que, por sua vez, devido à incapacidade de arbitrar, remeteu ao Tribunal da Cidade de Maputo, onde aguarda desfecho.

Segundo os trabalhadores, a empresa está numa situação de insolvência e de inoperacionalidade devido a má gestão. A firma, ainda de acordo com as fontes, está com dívidas insanáveis com a banca e os seus fornecedores decidiram fazer o corte no fornecimento de materiais e serviços.
O director da empresa, Arvindo de Sousa, quando interpelado pela Reportagem da nossa fonte na tarde da última sexta-feira declinou-se a falar da greve e das causas, limitando-se a dizer que “o assunto está no Ministério do Trabalho e só depois da decisão do Ministério do Trabalho é que podemos nos pronunciar”.

Por outro lado, a direcção da empresa afirma que os atrasos no pagamento dos salários, bem como a paralisação das actividades por falta de material, deriva da falta de pagamento dos seus clientes pelos serviços prestados.
A TELCABO (Telecomunicações e Electricidade) é uma firma pertencente aos irmãos De Sousa, nomeadamente Ragendra de Sousa e Arvindo de Sousa.

Canalmoz

Moçambique está no bom caminho – Ban Kim-moon

O secretário-geral das Nações Unidas defendeu hoje que Moçambique “está no bom caminho”, durante uma mesa redonda em Maputo sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, na qual ouviu críticas à situação de direitos humanos no país.

Ban Ki-moon chegou hoje a Maputo para uma visita oficial de dois dias, a convite do governo moçambicano, antes de participar, em Adis Abeba, na comemoração dos 50 anos da União Africana.

“Moçambique está no caminho certo, e as Nações Unidas estão comprometidas em caminharem convosco, lado a lado, de mão dada”, disse Ban ki-moon, num discurso lido perante centenas de pessoas no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

“Por toda a a África, vemos crescimento. Economias estão a crescer. Liberdade e boa governação estão a crescer. A confiança está a crescer. Isto é o que eu vejo em Moçambique. Um país renascido, uma nação em movimento, um povo com confiança no futuro”, disse o secretário-geral da ONU.

No seu discurso, Ban ki-moon alertou para o perigo das alterações climáticas, que, disse, estão a acontecer “mais depressa do que se previa”, e recordou que Moçambique “é um dos países mais vulneráveis ao fenómeno”.

Falando sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, Ban ki-moon reconheceu que a crise financeira internacional, nomeadamente na União Europeia, pode causar dificuldades.

Moçambique está no bom caminho - Ban Kim-moon

“É importante que que não permitamos que dificuldades orçamentais desgastem” o processo, disse, concluindo: “continuaremos a batermo-nos para que os países alcancem 0,7 do objectivo da Assistência Oficial de Desenvolvimento”, disse.

Na discussão que se seguiu, o secretário-geral da ONU ouviu representantes da sociedade civil afirmarem que, no campo de alguns direitos humanos, a situação está longe de ser perfeita.

“Moçambique é a o país (da África Austral) com a maior taxa de casamentos prematuros, cerca de 54 por cento”, disse Albino Francisco, do Forum das Organizações dos Direitos das Crianças.

Em consequência, “milhares de crianças são, todos os anos, postas fora da escola e fora das suas famílias”, disse Francisco, que denunciou ainda situações de trabalho infantil e de tráfico de menores.

Frida Gulamo, da Associação de Pessoas Vivendo com Deficiência, descreveu a “extrema pobreza” em que vive a maioria dos deficientes, “que não beneficiam de apoios médicos e não têm os mesmos direitos dos outros cidadãos” de Moçambique.

RM

Helena Taipo preside pelouro do Trabalho da SADC

A ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, é desde sexta-feira passada presidente do Pelouro do Trabalho da SADC, eleita na Reunião Anual dos Ministros do Trabalho, Emprego e Segurança Social e dos Parceiros Sociais da Conferência para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorreu em Maputo.

Taipo foi empossada como a nova Presidente do Comité de Ministros da área, a nível da África Austral, exercício que estava nas mãos da Angola, desde a reunião anterior, realizada em Luanda em 2012.

Helena Taipo preside pelouro do Trabalho da SADC

Segundo o Ministério do Trabalho, a “Presidência moçambicana começa logo com uma missão considerada de muita responsabilidade, que está relacionada com a escolha de um representante regional para integrar a estrutura directiva da Organização Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, na Suíça, bem como no “lobby” que deverá encetar visando a entrada de países da região no Conselho de Administração deste organismo das Nações Unidas especializado em assuntos sócio laborais, cujas eleições estão agendadas para Junho de 2014”, refere uma nota do ministério.

Canalmoz

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