O evento, cuja abertura será presidida pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina, terá como pano de fundo uma abordagem transversal da indústria energética, a conferência CEI – Challenges in the Energy Industry – e juntará em painéis diversificados as empresas de referência do gás, do petróleo, electricidade, transportes, logística e formação profissional.

Trata-se de uma iniciativa da agência PSO MZ Design e Comunicação, e nela participarão representantes da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Electrotec (Grupo Visabeira), KPMG, Powervia, TV Cabo, SPTEC, Intelec, Efacec, ENI, Odebrecht, Vale, Mozope, Instituto Nacional do Petróleo, Aeroconsult, entre outros.

Um comunicado de imprensa da PSO MZ Design e Comunicação refere que para além do ministro da Energia, Salvador Namburete, e de representantes dos ministérios dos Recursos Minerais, da Planificação e Desenvolvimento e dos Transportes e Comunicações, a CEI contará também com a presença de representantes do Millennium bim e do Moza Banco, bem como da Abreu Advogados, onde a temática do investimento terá um papel de destaque.

Anabela Chambuca, presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, é citada no comunicado de imprensa da PSO MZ design e Comunicação, a que tivemos acesso, como tendo dito que o país está interessado e disponível para receber quem queira investir e gerar riqueza.

Maputo acolhe conferência internacional sobre energia

Atendendo à necessidade de investimento também na formação de quadros, haverá um painel vocacionado para a formação profissional, contando com a presença do Instituto Superior Técnico, da Universidade Eduardo Mondlane, da Jason Associates e da Baker Tilly.

Com a CEI, a organização pretende levar a Maputo quadros superiores de empresas não só portuguesas e moçambicanas, mas também francesas, italianas, americanas, canadianas e do Médio Oriente, estimando cerca de 150 participantes, e vários correspondentes de órgãos de comunicação social internacionais.

O evento ocorre num momento em que informações dão conta que o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique será igual ou superior ao de Angola.

As conclusões são da SPTEC Advisory – consultora independente na indústria do petróleo e gás natural em África e no Médio Oriente -, que estima que as reservas de gás natural e de carvão vão tornar Moçambique numa das referências mundiais do sector energético nos próximos 10 anos.

Em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos). As reservas de carvão rondam as 23.000 milhões de toneladas.

“Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo actual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos”, afirma Roger Carvalho, CEO da SPTEC Advisory.

Jornal Noticias