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Quarta-feira, Abril 22, 2026
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Moçambicano Jaco Maria lança CD “Story Teller”

O músico moçambicano Jaco Maria, que alcançou um grande sucesso no sul de Moçambique após a independência, em 1975, lançou na quinta-feira o seu primeiro álbum da carreira, “Story Teller”, para contar “as fortunas e sofrimento de África”.

Em declarações à Lusa, a partir da África do Sul, Jaco Maria diz que sempre contou histórias ao longo dos seus cerca de 40 anos de carreira, mas em “Story Teller” fá-lo com “maturidade”, ao nível da “confiança que África conquistou, muitos anos depois da independência”, mas “com a incerteza de usar as suas fortunas contra as desgraças”.

O músico, com 55 anos, considera estar mais confiante e maduro, “mas, ao mesmo tempo, com incertezas, por causa do sofrimento, apesar das fortunas que se estão a descobrir no continente”, afirma Jaco Maria, referindo-se, em concreto, aos recursos naturais que começaram a explorados recentemente em Moçambique.

Cantado para África, “mas, também, para o mundo”, o CD explora em 16 obras, 14 das quais inéditas, o afro-jazz, afro-pop e ritmos latinos, mantendo a fidelidade do músico à polivalência rítmica.

Produto do seu percurso pessoal, de Moçambique, onde nasceu, à Swazilândia, o seu primeiro destino de emigração, e à África do Sul, onde está radicado há 29 anos, “Story Teller” é cantado em inglês, português, bitonga, zulu e xhosa.

Moçambicano Jaco Maria lança CD “Story Teller”

“É difícil a um pai dizer que prefere este ou aquele filho, mas a música ´A Chegada` é a mais marcante, porque conta a emoção do meu primeiro regresso a Moçambique, após muitos anos de ausência na África do Sul”, afirma Jaco Maria, ciente de estar a quebrar o tabu de os músicos nunca revelarem as suas preferências entre os seus trabalhos.

Mas há também o “Nayo Naye”, ou “É respeitador”, na língua natal, bitonga, da província de Inhambane, sul de Moçambique, porque “nem tudo está perdido entre os miúdos, há muitos com conduta, respeitadores”.

Para estar à altura da universalidade que tenta timbrar nos seus trabalhos, o músico chamou para a gravação do “Story Teller” um percussionista de Israel, quatro instrumentistas moçambicanos e alguns músicos sul-africanos.

Produzido pela moçambicana Mafalala Records, o álbum será apresentado em Maputo em novembro, depois de ter sido lançado esta semana, na Cidade do Cabo, na África do Sul.

“Estou muito satisfeito, é uma grande emoção, porque, incrivelmente, com cerca de 40 anos de carreira, será o meu primeiro álbum, depois de o álbum “Verão” não ter sido divulgado, devido a algumas coisas que se passaram”, disse Jaco Maria.

O “Verão” não chegou a sair do estúdio da casa do músico no Cabo, África do Sul, devido à morte do seu produtor sul-africano, mas muitos temas desse disco entraram “quase clandestinamente nas rádios através de amigos muito chegados”, diz Jaco Maria, que tem feito de trabalhos como acompanhante de músicos sul-africanos.

RM

África vai vencer – Guebuza na Etiópia

O Presidente da República, Armando Guebuza, destacou hoje, em Addis Abeba, a importância da solidariedade dos países africanos para a libertação do continente, tendo igualmente sublinhado o papel desempenhado por Moçambique na região.

Falando num debate sobre “Pan-Africanismo e Renascimento Africano”, inserido nas celebrações da passagem de 50 anos da criação da Organização da Unidade Africana (OUA) – hoje União Africana (UA), Guebuza falou do papel desempenhado por Moçambique numa altura em que o pais também lutava pela sua libertação do jugo colonial português.

“Retribuindo a solidariedade que recebemos, acolhemos nas zonas libertadas em Moçambique – quando também ainda lutávamos pela independência – movimentos de libertação que connosco vinham aprimorar os fundamentos da guerra de guerrilha”, disse o estadista moçambicano.

Depois da independência nacional, Moçambique continuou a prestar solidariedade aos povos irmãos, acolhendo cidadãos perseguidos por se oporem aos regimes ditatoriais que vigoravam nos seus respectivos países.

“Hoje, o nosso espírito solidário com outros povos constitui um dos cânones centrais da nossa política externa e a nossa auto-estima é o fermento para a paz, unidade e cultura de trabalho”, disse Guebuza, sublinhando que com estes valores “acreditamos que a nossa mãe África vai vencer. Por isso, a luta continua”.

África vai vencer – Guebuza na Etiópia

Guebuza foi um dos vários intervenientes neste debate, que teve um painel constituído pelo Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka, o antigo Primeiro-Ministro da Jamaica, P.J. Patterson, a académica e escritora nigeriana Amina Mama e a secretária-geral da União da Juventude Pan-Africana, Tendai Wenyika.

As apresentações destes foram seguidos de debates pelos diversos Chefes de Estado e de Governo da UA – que só foram limitados pelo reduzido tempo – mas mesmo assim, os lideres do continente reiteram o seu posicionamento sobre os passos necessários para o desenvolvimento de África.

As intervenções defenderam a necessidade de se acelerar a integração de África, a promoção do comércio intercontinental, desenvolvimento de infra-estruturas, geração de empregos bem como a apropriação do continente na tomada de decisões.

Contudo, para a maioria desses desafios, os lideres africanos reconhecem a necessidade de investimentos.

Refira-se que igualmente que a União Africana pretende tornar estas celebrações do seu jubileu do 50º aniversário para reflectir sobre os últimos cinquenta anos de esforços em direcção a unidade africana com a intenção de definir o pan-africanismo para as futuras gerações.

Igualmente, o evento também serve como uma plataforma para lançar as bases de discussão do plano estratégico da UA para os próximos 50 anos, ou seja até 2063.

O estadista moçambicano deverá ainda discursar no evento, na sua qualidade de Presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Depois destas celebrações dos 50 anos da OUA/UA, Guebuza deverá participar na 21/a cimeira da organização a ter lugar no Domingo e Segunda-feira.

RM

África tem de admitir que ainda está atrasada – Carlos Lopes

O secretário-geral adjunto das Nações, Carlos Lopes, considera que África tem de ser a primeira a admitir que, apesar dos progressos registados nos últimos 50 anos, ainda há muito por se fazer para o desenvolvimento do continente.

Lopes, que é igualmente secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas (ECA) para África, defendeu essa ideia durante as celebrações dos 50 anos após a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA) – hoje União Africana (UA), cujas cerimónias centrais decorrem em Addis Abeba e que contam com a participação do Presidente moçambicano, Armando Guebuza.

Falando na moderação dum seminário com o tema “Pan-Africanismo e Renascimento Africano”, Lopes apontou, como exemplo, que a integração africana continua incompleta, os desafios de desenvolvimento abundantes, a paz e segurança são ainda bens escassos em muitas partes do continente e a história de África continua sendo muito gerada fora do continente.

África tem de admitir que ainda está atrasada - Carlos Lopes

“É necessário formular uma visão comum e um roteiro”, disse o secretário executivo da ECA, instituição com sede na capital etíope, acrescentando que “este é o significado do renascimento africano. É o que, de certeza, constitui o tema do projecto da Visão Africana 2063”.

Lopes disse que, com estas celebrações, África está a comemorar as suas realizações dos objectivos fundamentais dos fundadores do Pan-Africanismo, incluindo a liberdade, descolonização e o fim da dominação racial.

Igualmente, este é um momento de comemorar os feitos dos heróis africanos bem como os progressos sociais e económicos registados pelo continente desde 1963, não obstante as dificuldades.

Refira-se que a União Africana pretende tornar estas celebrações do seu jubileu do 50/o aniversário para reflectir sobre os últimos cinquenta anos de esforços em direcção a unidade africana com a intenção de definir o pan-africanismo para as futuras gerações.

Igualmente, o evento também serve como uma plataforma para lançar as bases de discussão do plano estratégico da UA para os próximos 50 anos, ou seja até 2063.

RM

Jovem é presa por inventar estupro para conquistar namorado

Uma jovem americana foi presa na localidade de Pleasant Grove, no estado do Alabama, após inventar um estupro na tentativa de reconquistar seu ex-namorado.

A polícia encontrou Kayla Earl, de 19 anos, perto de um cemitério de Pleasant Grove, Alabama, por volta das 5h de terça-feira.

Kayla informou aos agentes que estava lá para visitar o túmulo de um amigo, quando um homem desconhecido a agarrou, colocou um saco plástico na cabeça e tentou viola-la sexualmente, apara depois jogá-la numa vala.

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No entanto, durante a investigação, a jovem forneceu informações contraditórias aos investigadores. E depois de algum tempo ela acabou admitindo que havia inventado a história.

Após o caso ganhar repercussão na cidade, ela pediu desculpas. Kayla Earl trabalha como modelo de lingerie e biquíni.

G1

Comunicado da MONASO em relação à greve dos médicos e pessoal da saúde

Leia abaixo o comunicado enviado à nossa redacção pela Rede Moçambicana de Organizações Contra o SIDA (MONASO) em relação à actual greve dos médicos e do pessoal da saúde em Moçambique.

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“Verdes” em conferência da África Austral em Maputo

João Amassando, presidente do Partido Ecologista (PEC) – Movimento da Terra, que nos facultou esta informação, disse que a conferência de Maputo resulta da III conferência da Global Greens realizada em Dakar, no Senegal, em 2012, encontro em que participou na qualidade de membro.

O encontro de Dakar, segundo a fonte, definiu sub-regiões para a realização destas conferências, tendo cabido à cidade de Maputo acolher a reunião da África Austral.

Para já, segundo Massango, estão confirmadas as presenças de delegações da África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia, Lesotho e Angola, incluindo Moçambique.

Presente estará também o Presidente da Federação Africana dos Partidos Verdes, Frank Habineza, a residir em Burkina Fasso.

“Verdes” em conferência da África Austral em Maputo

As delegações à conferência deverão chegar no próximo sábado à cidade de Maputo, sendo que o encontro terá a duração de dois dias.

São objectivos da reunião fortalecer os partidos “Verdes” a nível da região; definir uma visão sobre o desenvolvimento dos recursos naturais e referir-se à participação desta família em processos eleitorais. O encontro ganha uma atenção especial quando se sabe que Moçambique vai acolher este ano as quartas eleições autárquicas em que o PEC deseja tomar parte.

“Vamos aproveitar o encontro de Maputo para estudar a relação que os partidos ‘Verdes’ devem ter com os governos dos respectivos países e também com o mundo. Deseja-se, pois, uma relação construtiva”, explicou.

João Massango disse ainda que a presente sessão vai eleger o presidente regional da família “Verdes” assumindo-se o seu partido como potencial candidato.

Jornal Noticias

Greve na Saúde – Aro-Moçambique apela ao regresso ao trabalho

“Apoiamos o diálogo entre o Governo e a classe médica. Julgamos que a resposta do Executivo tem de ser conjuntural e integrada, olhando para toda a classe dos profissionais da Saúde, nomeadamente serventes, enfermeiros, técnicos de medicina, de laboratório, entre outros”, disse.

Policarpo Tamele afirmou que a organização que dirige apoia os esforços do Governo moçambicano para a melhoria das condições salariais não só dos médicos mas de todos os profissionais da Saúde, deixando, entretanto, claro que o problema só será completamente resolvido com o aumento da produção e da produtividade.

Referiu-se ao plano do Executivo de reajustar o salário dos médicos até 2015, num esforço que tem em vista equipará-lo ao dos magistrados judiciais.

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“Para nós, isso demonstra a abertura do Governo. Apelamos à classe dos profissionais da Saúde para voltar aos seus postos de trabalho. Eles devem assumir o espírito de patriotismo e, sobretudo, olhar para a ética e deontologia profissional que norteiam o exercício da profissão”, disse, lembrando que o problema salarial não só afecta a classe dos profissionais da Saúde mas também aos professores, forças de defesa e segurança, entre outros grupos sócio-profissionais.

Policarpo Tamele apelou aos profissionais da Saúde para que tenham paciência, pois o Governo já deu indicações de que o problema será resolvido.

“Estamos a sentir que há interferências internas e externas neste processo de greve dos profissionais da Saúde. Mas o nosso apelo é que devemos todos ser vigilantes contra oportunistas. Estamos satisfeitos com as informações que dão conta que nas províncias os médicos estão a regressar ao trabalho”, indicou.

Em todo este processo, segundo Policarpo Tamele, os moçambicanos devem, acima de tudo, preservar a unidade nacional, a paz e a tranquilidade, condimentos fundamentais para o progresso do país. Lançou duras críticas a alguns sectores da sociedade, incluindo partidos políticos, que atiram culpas ao Governo sem, no entanto, apresentarem soluções para os problemas.

Jornal Noticias

Zambézia – Assistência social chega a 25 mil desfavorecidos

A assistência inclui a provisão de alimentos, assistência medicamentosa e atribuição de subsídios para suprir outras necessidades sociais.

Estas informações foram reveladas há dias pela directora provincial da Mulher e Acção Social na Zambézia, Juliana Zilhão, no final de uma vista efectuada esta semana àquela instituição pelo governador Joaquim Veríssimo.

De acordo ainda com Juliana Zilhão, este ano cinco mil crianças e jovens com vários tipos de deficiência foram integrados no ensino especial. Daquele número, 74 estão no ensino especial e outros 3800 estão no ensino inclusivo, uma das formas para dar oportunidade de aprendizagem às crianças, independentemente da sua condição.

Entretanto, dois novos centros comunitários abertos estão sendo construídos na província da Zambézia para acolher crianças vulneráveis, através do Programa de Assistência Social da Direcção Provincial da Mulher e Acção Social. Juliana Zilhão disse que os centros estão a ser construídos nos distritos de Morrumbala e Inhassuge e ainda este ano poderão entrar em funcionamento.

Zambézia - Assistência social chega a 25 mil desfavorecidos

O governador da província da Zambézia, Joaquim Veríssimo, mostrou-se satisfeito com o trabalho que está sendo realizado na assistência social aos desfavorecidos, mas orientou para a necessidade da Direcção Provincial da Mulher e Acção Social apostar mais nos projectos de geração de rendimento.

Entretanto, 300 novos beneficiários do subsídio de alimentos poderão ser integrados no programa até 30 de Dezembro próximo em cinco distritos da província da Zambézia. Através deste programa, o Instituto Nacional de Assistência Social (INAS) no norte da Zambézia assiste actualmente cinco mil pessoas, entre os quais idosos e mulheres chefes de agregados familiares.

O delegado do INAS, no Gúruè, Carlos Chico, disse ao nosso Jornal que, além deste programa, está em curso um outro de Apoio Social Directo que cobre 1492. Maior parte dos beneficiários deste programa são crianças recém-nascidas, órfãs, doentes crónicos e petizes com problemas nutricionais.

Dados em nosso poder indicam que até ao momento o INAS na região norte da Zambézia já investiu neste programa mais um milhão de meticais. Os beneficiários recebem produtos alimentares como arroz, óleo alimentar, outros suplementos alimentares bem como produtos de higiene.

Jornal Noticias

OMS aprova plano para reduzir cegueira

Segundo a organização, se forem aplicadas as recomendações contidas no plano a redução prevista será de, pelo menos, 25 por cento.

As últimas estimativas mundiais indicam que 285 milhões de pessoas sofrem de alguma deficiência visual e, destas, 39 milhões são cegas.

Do total de casos até 80 por cento podem ser evitados, segundo os especialistas.

As principais causas das deficiências visuais são erros de refracção não corrigidos e as cataratas, que representam 42 por cento e 33 por cento dos casos, respectivamente, embora em todos os países existam intervenções efectivas para a redução destes dois problemas.

O plano aprovado servirá para que cada país melhore o acesso das pessoas afectadas aos serviços de reabilitação e tenham programas de controlo das doenças oculares como parte dos seus sistemas de saúde.

OMS aprova plano para reduzir cegueira

De maneira geral, o objectivo é de que, entre 2014 e 2019, sejam reduzidas em um quarto as doenças oculares que se podem prevenir.

Para conseguir o objectivo, os países concordaram em recolher dados que permitam entender a magnitude do problema, as suas causas e as tendências, assim como tomar as melhores decisões na alocação de recursos financeiros e humanos.

Nessa linha, considera-se fundamental determinar o número de oftalmologistas e de cirurgias de cataratas por cada milhão de habitantes.

A OMS considera que se houver um avanço no controlo dessas doenças poderia reduzir-se consideravelmente a sua incidência entre os maiores de 50 anos, faixa de idade – segundo as estimativas actuais – na qual se concentram 84 por cento dos casos até 2019.

Os dados mais recentes da OMS indicam que 82 por cento dos cegos e 65 por cento das pessoas com cegueira parcial ou grave estão acima dos cinquenta anos.

Por outro lado, o plano da OMS insta os países a lidarem com os factores de risco de cegueira, como certos tipos de diabetes, o tabagismo, os nascimentos prematuros, a deficiência de vitamina A e a rubéola.

Jornal Noticias

Continua importação de vegetais da RAS sem obedecer as exigências fitossanitárias

Equipas do ministério da Agricultura dizem ter se deslocado à fronteira de Ressano Garcia, onde confirmaram denúncias feitas sobre a importação de produtos frescos sem a apresentação da licença de sanidade vegetal e o certificado de inspecção fitossanitária que devem acompanhar os produtos à chegada ao Posto de Inspecção Fitossanitária na fronteira.

A directora nacional de Serviços Agrários, Carla Albino, alerta que as importações feitas à margem da legalidade são um risco iminente para a província de Maputo, que é considerada até ao momento livre da mosca da fruta, dado que uma eventual infestação pode causar a podridão e queda prematura entre 80 e 100 por cento dos frutos atacados.

“Essa situação pode levar à interdição de exportação de produtos de origem vegetal e, consequentemente, cerca de 100 mil postos de emprego estão em risco na região do Sul do Save”, disse.

Falando na cidade da Matola, província de Maputo, durante um encontro entre alguns responsáveis da Direcção Provincial de Agricultura de Maputo e importadores, com objectivo de divulgar os procedimentos a observar na importação de produtos de origem animal e vegetal, Carla Albino disse ainda haver uma fraca percepção dos importadores informais sobre a problemática da praga.

Continua importação de vegetais da RAS sem obedecer as exigências fitossanitárias

“Os importadores estão a ter dificuldades em obter o Certificado Fitossanitário de Origem do lado sul-africano, pois a maior parte deles não sabe onde se dirigir para o efeito. Nesse contexto, os produtores solicitaram o apoio do Governo moçambicano para intervir junto da África do Sul, de modo a garantir a aquisição de certificados em locais próximos das zonas onde se localizam as farmas”, frisou.

A fonte afirmou ainda estar marcada uma reunião, hoje, em Komatipoort, para a discussão e melhoramento de alguns procedimentos de trânsito de produtos de origem animal entre os dois países e que o Posto de Inspecção de Ressano Garcia passou a emitir temporariamente as licenças de importação fitossanitárias na fronteira desde o dia 8 de Maio corrente.

Entretanto, em declarações a nossa fonte, o presidente da Associação dos Micro-Importadores de Moçambique, Fernando Matusse, mostrou-se a favor das medidas de vigilância adoptadas pelo Governo, lamentando, contudo, a tardia divulgação da obrigatoriedade da apresentação dos documentos exigidos para a importação no posto de inspecção junto à fronteira.

Entretanto, estudos feitos até hoje, demonstram que o consumo da fruta afectada pela mosca não apresenta riscos para a saúde humana.

Jornal Noticias

Economia de Nicoadala cresce 12 milhões de meticais

Dados revelados há dias pelo administrador distrital, Costa Chirembue, durante a sessão extraordinária do executivo local por ocasião da visita de trabalho que o governador Joaquim Veríssimo efectuou àquele ponto da província da Zambézia, dão conta que o distrito tinha como meta a colecta de 8.5 milhões de meticais de receitas diversas.

No entanto, devido ao fluxo das transacções comerciais e o relançamento da rede comercial o volume de impostos acabou sendo superado na ordem de 29.9 por cento do planificado.

De acordo com Costa Cherembue, os sectores que mais contribuíram são os da agricultura, com mais de 4.4 milhões de meticais, e das pescas com 2.5 milhões, o que corresponde respectivamente a 38 e 21 por cento de contribuição sectorial.

O administrador distrital afirmou que a produção agrícola naquele distrito registou também um crescimento no período em alusão de sete por cento sendo que, dum plano de produção de 94.480 hectares foram lavrados 97.660 hectares de terra agricultáveis, o que resultou na produção de 328.260 toneladas de culturas diversas, afastando qualquer espectro de insegurança alimentar.

O governador da província da Zambézia, Joaquim Veríssimo, que dirigiu a Sessão Extraordinária do Governo Distrital de Nicoadala, disse que o alcance das metas naqueles sectores surge no âmbito dos esforços empreendidos pelo eExecutivo local, no alcance do Plano Quinquenal do Executivo Provincial. Veríssimo pediu, na ocasião, para que o Executivo local continue a implementação de várias acções de forma a melhor a vida das populações.

Economia de Nicoadala cresce 12 milhões de meticais

POPULAÇÃO CLAMA POR INFRA-ESTRUTURAS SOCIAIS

Entretanto, a população do povoado de Mucelo Novo, ainda naquele distrito, clama pela abertura de mais fontes de água, expansão da corrente eléctrica, assim como a construção de uma escola que lecciona o Ensino Secundário Geral.

Os residentes locais afirmaram que após a conclusão do nível primário do segundo grau os seus educandos se vêem obrigados a percorrer mais de 12 quilómetros para terem acesso ao Ensino Secundário Geral na vila-sede de Nicoadala ou no posto administrativo de Licuar, o que faz com que os jovens estudantes abandonem antes de concluírem o nível.

O povoado de Licuar foi fundado há 34 anos após as cheias históricas de 1972 e actualmente conta com sete mil habitantes que se debatem com vários problemas, desde a falta de fontes de água, estabelecimentos comerciais, unidades sanitárias e vias de acesso para escoar os seus excedentes agrícolas.

O governador da província da Zambézia, Joaquim Veríssimo, disse que todas as preocupações são legítimas, tendo afirmado que o Governo está a trabalhar de forma a resolver estas e outras preocupações com vista a melhorar o nível de vida das populações do povoado de Mucelo Novo, em particular, e do distrito, em geral.

Veríssimo pediu na ocasião à população para apostar na segunda safra agrícola, uma vez que, devido às cheias que se abateram nos princípios deste ano, ficaram destruídas as culturas de arroz, milho, mandioca e hortícolas. Joaquim Veríssimo disse que o Executivo que dirige vai distribuir semente para a segunda época agrícola e apelou à população para a necessidade de alargar mais as suas áreas de cultivo de forma a garantir a sua dieta alimentar e a sua renda familiar, através da comercialização de excedentes.

Jornal Noticias

Pescas: Borges desafia Nampula para incrementar produção

No ano passado a província de Nampula capturou, segundo Borges, 33 mil toneladas de pescado diverso.
O ministro, que se encontra de visita à região, revelou em contacto com o nossa fonte que investimentos significativos serão feitos visando promover a construção de infra-estruturas de estradas, electrificação de regiões costeiras através da energia da rede nacional de energia ou produzida por painéis solares.

De acordo com o governante, a iniciativa tem como propósito promover as condições indispensáveis para o incremento dos volumes de pescado e sua conservação para escoamento para os mercados do interior onde a procura é maior.

“As populações do interior da província ainda não beneficiam do pescado nacional e o governo está focado na satisfação das necessidades das populações, tendo em conta que os produtos pesqueiros fazem parte de uma boa dieta”- disse Victor Borges, para depois acrescentar que a preocupação das províncias deve aliar a captura de pescado em qualidade e quantidade, reconhecendo que abre espaço para a promoção do auto-emprego e arrecadação de receitas por parte das comunidades.

Pescas: Borges desafia Nampula para incrementar produção

Num outro desenvolvimento, o governante destacou que o seu sector vai interessar os pescadores através de mecanismos que privilegiam a sensibilização e treinamento, no sentido de adoptar as novas tecnologias de construção de embarcações cujo uso provou maior desempenho em termos de quantidade de pescado capturado.

No entanto, o titular da pasta das pescas mostrou alguma preocupação face ao fraco desempenho da província no que tange a aquacultura. Nampula capturou ao longo do ano passado cerca de dez toneladas de peixe produzido em tanques piscícolas que, Victor Borges disse ser volumes que não correspondem a capacidade instalada da província para desenvolver aquela actividade.

O ministro das pescas escala hoje o distrito de Moma, depois de ter se inteirado ontem das actividades que as comunidades desenvolvem no que toca a aquacultura no vizinho de Mogovolas. Tem previstos encontros com pescadores e representantes das empresas de pesca ao nível local, bem assim em Angoche no próxima sábado.

Jornal Noticias

Recursos naturais ainda não são solução – considera Vaquina a-propósito da greve na Saúde

Reagindo ao cenário de greve no sector da Saúde, que hoje entra no seu quinto dia consecutivo, Vaquina disse que é preciso saber que mesmo com os recursos naturais disponíveis a parte que cabe ao Estado é apenas o correspondente aos impostos devidos pela exploração, não exactamente tudo aquilo que são os rendimentos que as empresas privadas conseguem auferir.

Falando a jornalistas à margem de uma visita ao Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Vaquina acrescentou que apesar de o Orçamento do Estado estar dividido em rubricas o dinheiro sai de um bolo único, sendo desse mesmo bolo que se tira dinheiro para construir escolas, centros de Saúde, estradas, comprar medicamentos, assistir aos idosos, entre outras despesas.

“Como Primeiro-Ministro, devo dizer que o Estado moçambicano, nos termos dos ajustamentos salariais, decidiu aumentar aos vários profissionais, entre os quais aos médicos, de acordo com aquilo que era possível. Por outro lado, é importante referir que os médicos são a classe que nas condições dos aumentos salariais que houve em Moçambique tiveram o maior aumento possível. Infelizmente, este Estado não tem capacidade de dar mais do que aquilo que tem estado a dar a todos os profissionais porque este é um país que está em formação”, disse Alberto Vaquina.

Recursos naturais ainda não são solução – considera Vaquina a-propósito da greve na Saúde

Segundo o Primeiro-Ministro, a importância e o prestígio do médico vêm do respeito da sociedade, que deve olhar para ele como uma referência. “Eu não preciso de gritar que sou médico para ser respeitado. Os meus doentes, aqueles para quem eu trabalho, esses, através do meu comportamento e da minha competência, saberão valorizar-me como médico”, acrescentou.

Enquanto isso, o funcionamento das unidades sanitárias continuou ontem a ser marcado por altos e baixos, com algumas permanecendo fechadas e outras a operar debaixo de dificuldades devido à exiguidade de pessoal médico disponível para o trabalho.

Na cidade de Maputo os grevistas liderados pela Associação Médica de Moçambique (AMM) escolheram a zona da praia da Miramar para se concentrar durante a manhã de ontem, sempre vigiados por unidades da Polícia da República de Moçambique.

Não há registo de tumultos nem de confrontos entre a Polícia e os manifestantes.

Ainda ontem o Ministério da Saúde convocou a imprensa para reiterar a sua disponibilidade para retomar o diálogo com os grevistas, mas mantém a sua posição segundo a qual as negociações só podem decorrer com a AMM, na ausência dos representantes da Comissão de Profissionais de Saúde Unidos (PSU).

Por seu turno, a AMM finca-pé na ideia de que só pode haver diálogo caso o mesmo se estenda aos PSU que, segundo a classe médica, representam uma franja considerada de profissionais da Saúde também prejudicados pelas actuais condições de trabalho e salário oferecidas pelo sector.

Jornal Noticias

Cerca de 18 mil crianças já beneficiaram de educação em segurança rodoviária

A 3ª edição da Campanha Nacional de Segurança Rodoviária, organizada pelo Millennium Bim, terminou no passado dia 21 de Maio, na Escola Unidade 25, em Maputo. O balanço revela que nas suas três edições, pelo menos 18 mil crianças beneficiaram da educação em matéria de segurança rodoviária.

Nesta terceira edição, a iniciativa contou com o apoio da Seguradora IMPAR, que se constituiu como um dos principais parceiros deste projecto, a par da PRM e da Top Produções.

O projecto, integrado no Programa de Responsabilidade Social “Mais Moçambique para Mim”, vai na sua 3ª edição, passando por várias instituições de ensino com o objectivo de alertar e sensibilizar crianças e jovens para o comportamento responsável nas estradas.

Cerca de 18 mil crianças já beneficiaram de educação em segurança rodoviária

A campanha contou com diversas acções de consciencialização, inovando na forma de enraizar uma cultura de segurança no quotidiano dos mais novos, desde a oferta de brindes e material relacionado com segurança rodoviária à formação de professores, no sentido de darem continuidade ao tema, nas suas aulas.

“É muito importante explicar às crianças e aos jovens quais os principais cuidados a ter nas estradas. Eles serão os condutores de amanhã. Existe uma necessidade urgente de os educar nesse sentido, uma vez que a sinistralidade rodoviária é uma das principais causas de morte em Moçambique. A necessidade de criar medidas que se destinem a evitar os acidentes rodoviários e sensibilizar estas crianças para uma conduta responsável, aumentando a segurança rodoviária, é uma preocupação da nossa Seguradora.” Afirmou Curratilaine Remane Administrador da IMPAR.

Canalmoz

Tribunal de Tete absolve três manifestantes contra Vale

O Tribunal Judicial de Tete absolveu, ontem, por insuficiência de provas, os três réus acusados de serem os rostos e mentores das barricadas que paralisaram a circulação de comboios da multinacional brasileira Vale, nos passados dias 12, 13 e 14 de Maio em curso.

Trata-se dos três cidadãos Refo Agostinho, Isac António Sampanha e Chaibo Charifo, detidos, arbitrariamente, pela Polícia da República de Moçambique, quando eram 05h00 da manhã do dia 14 de Maio, junto à linha-férrea que dá acesso à mina.

Tribunal de Tete absolve três manifestantes contra Vale

A Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais – ADECRU considera que a acção da polícia constitui “actos continuados de intimidação e perseguição levados a cabo pela Polícia da República de Moçambique, em conivência e em resposta à solicitação da Vale”.

Trata-se de famílias vítimas do “Projecto de Carvão Moatize”, ora em conflito permanente com a multinacional brasileira Vale. As intimidações e perseguições, segundo ADECRU, culminaram com a detenção arbitrária e julgamento sumário de três importantes representantes de oleiros e líderes destacados das 1 365 famílias e comunidades atingidas e reassentadas pela Vale na região de Cateme e Unidade 6 do bairro 25 de Setembro, no distrito de Moatize, na província de Tete.

O País

Polícia fortemente armada proíbe reunião de grevistas em Maputo

O Governo de Moçambique, como sempre, mostrou a sua incapacidade de dialogar pacificamente sem recorrer ao uso da força e respeito aos direitos humanos. Ao terceiro dia da greve, os médicos e outros profissionais da Saúde foram brutalmente escorraçados do Jardim Dona Berta, cruzamento entre as avenidas Maguiguana e Vlademir Lenine, na cidade de Maputo, por um forte contingente policial munido de diversos tipos de armas de fogo.

Os grevistas, cerca de duas centenas, foram abordados pela Polícia fortemente armada quando se preparavam para uma reunião de balaço da greve que está a decorrer.

O contingente policial, composto por cerca de duas dezenas de agentes da Polícia de protecção civil e alguns polícias de trânsito, chegou por volta das 08 horas e logo introduziu-se pelo jardim adentro e obrigou os médicos e outros profissionais da Saúde a se retirarem do local.
Assustados, todos os grevistas abandonaram o local, tendo posteriormente se amotinado num dos passeios, nos arredores do Jardim Dona Berta, no cruzamento entre Avenidas Maguiguana e Vlademir Lenine, na cidade de Maputo.

No local os grevistas decidiram que a reunião interditada fica adiada para uma outra data e local ainda por decidir, mas reiteraram a decisão de continuação da greve.

Polícia fortemente armada proíbe reunião de grevistas em Maputo

Não obstante a situação, nenhum dos grevistas foi agredido tendo apenas sido ameaçados.
Falando à Imprensa, o presidente da Associação Médica de Moçambique, Jorge Arroz, lamentou e criticou a atitude da Polícia e disse que a mesma representa uma intimidação. Para Arroz, esta é a altura de as pessoas perceberem o grau de ameaças que os médicos e outros profissionais da Saúde têm estado a sofrer desde a eclosão da greve, na segunda-feira.

A fonte garantiu que de momento não há condições de negociações com o Governo, enquanto este continuar com intimidações aos grevistas.
“Este é um espaço público, pois não vemos a razão de sermos proibidos de nos reunir. Isto é violação dos nossos direitos e intimidação”. Disse o presidente da Associação Médica de Moçambique.

Ameaças e intimidações despertam mais raiva aos grevistas

Arroz descarta a hipótese de suspender a greve devido ao nível de ameaças que os grevistas têm vindo a sofrer. A fonte disse que muito pelo contrário, as intimidações estão a despertar ainda mais o sentimento de revolta no seio dos grevistas e aos profissionais de outros sectores que também estão a ser marginalizados pelo Governo.

Refira-se que esta é a segunda greve dos médicos sendo que a primeira ocorreu em Janeiro. A mesma que conta desta vez com outros funcionários da Saúde (serventes, entre outros) foi reactivada na última segunda-feira, semanas depois ter feito um reajusto salarial de 15 por cento, ao que os grevistas consideram exíguo e que, segundo eles, não correspondia ao acordo firmado com o Governo aquando da suspensão da primeira greve, em Janeiro último.

Canalmoz

Parlamento altera prazos de marcação da data das eleições gerais

A Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou hoje, em Maputo, a alteração dos prazos de marcação da data da realização das próximas eleições presidenciais e dos deputados da magna casa.

A medida, que visa garantir a realização das eleições gerais de 2014, refere que “a marcação da data das eleições presidenciais e legislativas de 2014 é feita com antecedência mínima de doze meses, em data a definir pelo Presidente da República, por proposta da Comissão Nacional de Eleições (CNE)”.

RM

Director do CIP revela detalhes secretos dos contratos de mega-projectos

O director do Centro de Integridade Pública (CIP), Adriano Nuvunga, revelou ontem detalhes até aqui desconhecidos por muitos moçambicanos relativos aos contratos de exploração dos recursos naturais no País.

Falando na Conferência Internacional sobre Governação da Economia Extractiva (n.d.r. ver outra peça nesta edição), Nuvunga disse, que de acordo com os contratos – que são confidenciais – todo o investimento que está a ser feito pela Anadarko na Bacia do Rovuma, será reposto quando a exploração começar. Nessa altura, o Estado na condição de accionista, com 15 por cento, deverá pagar a dívida.

“O financiamento da dívida está incluso na recuperação de custos. Os custos dos empréstimos poderão aumentar os custos totais do projecto entre 2 e 3 biliões de dólares norte-americanos”, disse.

O director do CIP advertiu que os investimentos até agora feitos pela Anadarko mostram até que ponto o Estado moçambicano está carregado no colo por esta companhia americana de petróleos, a operar na área do bloco 1, na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Director do CIP revela detalhes secretos dos contratos de mega-projectos

Segundo Nuvunga, se a companhia diz que por perfurar um metro gasta 100 milhões de dólares e todas as despesas são suportadas pela Anadarko, significa que o Estado parcialmente está no colo da empresa, pois reconhece os gastos e vai reembolsar quando a exploração começar.

“Neste negócio, Moçambique está no pior extremo. E como tudo foi secreto, ninguém sabe de nada. As empresas estão a se preparar para se beneficiar através de todos esquemas. Temos o caso da SASOL que o Estado assiste o pipeline a passar para África do Sul”, disse.

De referir que o consórcio que opera na área 1 do bloco é liderado pela Anadarko, com 36,5 por cento das acções, sendo os outros accionistas a japonesa Mitsui, com 20 por cento, a BPRL Ventures e Videocon (ambas da Índia), com 10 por cento cada, e a companhia estatal tailandesa PTTEP, com 8,5 por cento. A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) representa o Estado moçambicano com 15 por cento das acções.

Canalmoz

Greve dos médicos: Comissão Política da Frelimo apela ao diálogo

A Comissão Política da Frelimo, partido no poder em Moçambique, exorta os profissionais da saúde grevistas a pautar pelo diálogo, e a retomar os seus postos de trabalho, cumprindo com a sua nobre missão de salvar vidas humanas.

Reunida na Quarta-feira, em Maputo, na sua V sessão extraordinária, a Comissão Política analisou, entre várias matérias, a situação da greve de alguns profissionais da saúde.

Na ocasião, a Comissão Política saudou a postura de profissionalismo e de humanismo dos profissionais de saúde que têm garantido o funcionamento das unidades hospitalares, “atendendo os pacientes, salvando vidas humanas, evitando deste modo o caos que a situação iria criar”.

“A Comissão Politica saudou o Governo pelos esforços realizados na resolução das questões apresentadas pelos profissionais da saúde, e encoraja o Governo a prosseguir com o diálogo com os profissionais da saúde”, afirma a Comissão Política em comunicado de imprensa recebido hoje pela AIM.

Entretanto, a Comissão Política condena veementemente os actos de intimidação praticados por alguns profissionais de saúde, bem como “as tentativas desumanas de obstrução do funcionamento de serviços vitais da saúde e de impedimento dos agentes de saúde de desempenharem a sua nobre missão de servir o Povo, pondo em causa os mais elementares valores éticos e profissionais”.

Para o partido no poder, os mentores da paralisação dos serviços da saúde pretendem desviar os moçambicanos da agenda nacional de luta contra a pobreza e retroceder o desenvolvimento do nosso País.

Greve dos médicos: Comissão Política da Frelimo apela ao diálogo

Durante a sessão, dirigida pelo presidente do Partido, Armando Guebuza, a Comissão Política também analisou a situação política, económica e social do país.

Neste contexto, para além da situação da greve dos profissionais da saúde, analisou igualmente o estágio do diálogo entre o Governo e a Renamo, tendo saudado a postura assumida pelo Executivo, encorajando-o a prosseguir com o diálogo, com vista “a consolidação da Unidade Nacional, a preservação da Paz e Harmonia Social, factores fundamentais para o desenvolvimento do nosso País”

A Comissão Política analisou e aprovou, na mesma reunião, a proposta da directiva para a eleição dos candidatos a membros dos órgãos autárquicos.

“A Comissão Política considera que as eleições internas devem constituir um momento de festa, de reforço da democracia interna no seio do Partido, de consolidação do espírito de camaradagem, da Unidade e da coesão interna no seio do Partido”, indica o comunicado.

Aquele órgão do partido foi informado sobre o decurso dos trabalhos da Assembleia da República (AR), o parlamento, tendo elogiado o trabalho realizado pelos deputados da Bancada Parlamentar da Frelimo, nas comissões especializadas e nas sessões plenárias, encorajando-os a continuarem a honrar o mandato que o povo lhes confiou.

“Não tendo sido possível esgotar todas as matérias previstas para a presente Sessão, a Comissão Política orienta a Bancada da Frelimo para a necessidade de realização de uma Sessão Extraordinária da Assembleia da República com vista a tratar das matérias remanescentes”, refere a nota.

A Comissão Política exortou ao povo moçambicano a participar, activamente, no processo de recenseamento eleitoral de raiz que terá lugar de 25 de Maio a 23 de Junho de 2013, condição para o exercício do direito de eleger e de ser eleito nas eleições autárquicas, marcadas para o dia 20 de Novembro de 2013.

Ela saudou as Forças de Defesa e Segurança, pelo trabalho que têm realizado na garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas, factores fundamentais para o combate a Pobreza.

RM

Governo aprova lei de insolvência e de recuperação de empresários comerciais

O Conselho de Ministros, reunido na sua 15.ª sessão ordinária, apreciou e aprovou o Decreto-Lei que aprova o regime jurídico da insolvência e da recuperação de empresários comerciais.

Segundo o Governo, o instrumento visa aumentar a eficiência económica e adequar o instituto de falência e de insolvência à dinâmica do desenvolvimento económico, à premência do melhoramento de negócios no País, bem como à segurança jurídica e celeridade processual.

Governo aprova lei de insolvência e de recuperação de empresários comerciais

“Em caso de insolvência, em vez de garantir o valor do credor, deve procurar-se recuperar a empresa de modo a garantir que não só os credores vejam os seus créditos garantidos, mas que os trabalhadores vejam os postos de trabalho mantidos”, disse Alberto Nkutumula, porta-voz do Governo.

O executivo aprovou, igualmente, o regulamento do licenciamento de actividades comerciais.
O regulamento vai adequar os vários requisitos e procedimentos de licenciamento previstos na legislação em vigor à actual situação socioeconómica do País, com vista à melhoria do ambiente de negócios.

Canalmoz

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