Em Gaza, está concluída a construção da vedação do Parque Nacional do Limpopo, no distrito de Massingir, numa extensão de cinquenta e seis quilómetros, dividindo a área faunística da área habitacional.
Trata-se de uma vedação de rede com um suporte de postes, ao longo da sua extensão, considerada consistente para travar qualquer tentativa de invasão, por parte dos animais bravios de grande porte.
Orçada em mais de cem milhões de meticais, a construção daquela vedação tem como objectivo contornar o conflito homem/fauna bravia, que nos últimos anos atingiu contornos dramáticos, principalmente nos distritos de Massingir, Mabalane e Chicuálacuala.
O administrador do Parque Nacional do Limpopo, António Abacar, disse que a conclusão da construção daquela vedação vai impulsionar o desenvolvimento sócio-económico daquela região.
Trata-se de seis automóveis do tipo “mini-bus”, marca Nissan Urvan, outros seis da marca Nissan Hardbody e um Nissan Navara avaliadas em pouco mais de 25 milhões de meticais, segundo disse o director financeiro da MotorCare, Ivan Búzi.
Búzi afirmou que para além das viaturas danificadas o incêndio, cujas causas ainda se desconhecem, destruiu parte das instalações onde funciona a oficina daquela empresa, que se dedica à venda e manutenção de viaturas de marca Nissan.
O director financeiro da MotorCare tranquilizou os clientes, afirmando que todas as viaturas destruídas parcial e completamente são propriedade da empresa, não havendo motivos de grande preocupação, ademais os veículos tinham seguro.
“Eram viaturas recém-chegadas e que por sinal não tinham ainda livretes e nem as respectivas chapas de matrícula”, reiterou Búzi.
Referiu igualmente que as chamas não provocaram danos avultados devido à intervenção do Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) apoiado pelos bombeiros da Mozal, o que evitou a destruição de mais de 200 viaturas que estavam ali parqueadas.
Entretanto, segundo disse, desconhecessem-se ainda as causas e a origem do incêndio, suspeitando-se que este tenha começado num armazém de venda de produtos altamente inflamáveis, entre os quais perfumes, que funciona atrás da MotorCare.
“Os perfumes em chama iam sendo projectados para o interior dos carros parqueados ateando fogo e, nalguns casos, conseguíamos debelar as chamas”, referiu Ivan Búzi, acrescentando que já está em curso a investigação para apurar as causas do incidente.
De acordo com o nosso interlocutor, a empresa decidiu encerrar as suas portas hoje, segunda-feira, para efectuar trabalhos de restauração às instalações, onde funciona a oficina.
O incêndio na MotorCare ocorreu no princípio da noite da sexta-feira passada e as chamas só foram controladas depois de três horas. Na ocasião chegou-se a especular que o incidente tinha causado prejuízos bastante elevados nas viaturas de clientes.
Isso fez com que dezenas de clientes daquela empresa se deslocassem àquele local para saber da situação das suas viaturas, tendo sido esclarecido que o incêndio tinha afectado uma área onde se encontravam carros novos e não de clientes.
O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela continua hospitalizado em “estado grave mas estável”, anunciou hoje a presidência sul-africana, depois de mais de 48 horas de silêncio sobre a saúde do ex-líder do país. “O ex-presidente Nelson Mandela permanece no hospital, e o seu estado não mudou”, explicou a Presidência num curto comunicado.
O presidente sul-africano, Jacob Zuma, voltou a pedir hoje aos seus compatriotas que “rezem por Madiba (nome com que é popularmente conhecido Mandela no seu país) e sua família”, acrescenta a nota oficial. Mandela, de 94 anos, deu entrada num hospital de Pretória no passado sábado devido a uma recaída de uma infecção pulmonar.
Esta é quarta internação hospitalar de Madiba desde Dezembro devido aos seus problemas respiratórios, contraídos durante a sua permanência de 27 anos numa prisão do regime de segregação racial do apartheid. No sábado, as autoridades sul-africanas qualificaram pela primeira vez de “grave” uma internação de Mandela no momento de anunciar a sua hospitalização.
Antes de a Presidência romper o seu longo silêncio sobre a saúde do herói anti-apartheid, a imprensa sul-africana publicou hoje que a família de Mandela proibiu as visitas ao hospital de todas as pessoas alheias, incluindo líderes políticos e ministros.
Citando três altas fontes governamentais, o diário The Star qualificava o estado de Mandela, de “alarmante”. Segundo o periódico, o Governo havia activado no passado fim de semana o protocolo para organizar o funeral do líder histórico.
Por outro lado, as embaixadas e governos de todo o mundo trabalham já na organização de delegações para um hipotético enterro iminente, asseguraram à agência EFE fontes diplomáticas latino-americanas.
A decisão foi tomada depois que os investigadores da PIC interrogaram familiares da jovem desaparecida a 5 de Março do ano passado, bem como o esposo da moçambicana, Altário António Nhacuongue e seus parentes com vista a apurar a verdade sobre o que terá acontecido com ela.
Contudo, a PIC mantém Altario Nhacuongue, esposo da jovem, como o único suspeito do desaparecimento da moçambicana, com quem casou em 2006 e que desde essa altura viviam juntos na Alemanha. Atelísia está desaparecida há 15 meses e nunca emitiu qualquer sinal de que eventualmente esteja viva.
Igualmente, a Polícia mantém confiscado o Passaporte, Bilhete de Identidade e de passagem aérea para Berlim (Alemanha), de Altário António Nhacuongue.
Há 25 anos a viver e a trabalhar na Alemanha, Altário Nacuongue está em liberdade, mas não se pode ausentar da cidade de Maputo. Ele está a ser interrogado desde quarta-feira pelas autoridades policiais sobre o seu alegado envolvimento no desaparecimento da sua esposa.
A família da jovem, cansada de não ter notícias da filha e sem se entender com o genro, decidiu apresentar queixa à PIC, numa altura em que na Alemanha foi aberto um processo sobre o mesmo caso.
Para a família, o único responsável do sumiço da jovem é Altário Nhacuongue.
A nossa fonte conversou com Nhacuongue que se distancia de todas as acusações que o possam ligar ao desaparecimento da sua esposa. Disse que Atelísia Cossa desapareceu de casa em Berlim sem se despedir dele, daí que não sabe dizer nada sobre o seu paradeiro, mas acredita que ela ainda esteja a viver algures na Alemanha, mesmo sem adiantar mais pormenores.
Disse que a Polícia alemã já o interrogou e revistou a sua casa, mas não encontrou nenhum vestígio ou indício que o ligasse ao desaparecimento da esposa.
Cabe agora à procuradoria investigar as denúncias e caso apure indícios suficientes irá acusar o esposo da autoria do desaparecimento da jovem, mas também se não encontrar provas irá arquivar o processo.
Mais de 1 300 pessoas com queimaduras deram entrada no Hospital Provincial de Chimoio, nos primeiros cinco meses do ano, contra cerca de 90 casos registados em igual período do ano passado. O facto está a preocupar as autoridades de saúde. O número cresceu nos últimos meses com a intensificação de frio naquela província.
A maior parte dos pacientes são crianças, mas há também casos provocados por violência entre casais. Há ainda casos cuja origem é a epilepcia. Bairros periféricos da cidade de Chimoio e os distritos de Gondola, Manica, Macossa e Guro são as regiões que mais casos registaram neste período.
As autoridades sanitárias deste ponto do país acreditam que a fraca sensibilização das comunidades pode estar por detrás deste fenómeno. As autoridades sanitárias dizem que já estão a estudar formas de reduzir os casos junto com a comunidade.
Falando após uma visita a doentes internados no Hospital Central de Maputo, Guebuza disse que o propósito da sua ida àquele lugar foi de manifestar sua solidariedade e dizer aos que pouca importância à vida humana dão, para reconsiderarem pois a vida humana é sagrada e não tem preço.
“(…) Eles devem reconsiderar e juntar-se aos seus irmãos e trabalhar. Se têm alguma dúvida, dificuldades e por qualquer motivo incompreensão devem debater, sem deixar o trabalho porque a dor não se adia”, disse.
Referiu que visitando o hospital e tendo em conta informações anteriores veiculadas pela imprensa, constatou que existem trabalhadores entre médicos, enfermeiros, serventes e administrativos e outros que se preocupam de facto com os doentes, tendo em conta que estes são seus familiares, compatriotas, seres humanos e que mesmo cansados, fazem de tudo para ajudar a recuperar a saúde dos pacientes.
Aos que têm estado a resistir perante a pressão da paralisação das actividades, o Chefe do Estado considerou-os de profissionais de referência para o país e que devem continuar a sê-lo, tendo descrito a sua entrega como um acto de heroísmo.
Numa passagem pelos departamentos de Pediatria, Ortopedia e Banco de Socorros Armando Guebuza interagiu com doentes e alguns profissionais que na altura cumpriam a sua jornada laboral.
Reconheceu o facto de alguns destes trabalhadores não reunirem a formação que era de esperar na responsabilidade que estão a ter agora, mas têm primado pela dedicação que supera, por respeitarem a vida dos seres humanos.
Ainda na esteira da visita, o Presidente Guebuza falou da importância do diálogo para se ultrapassar o diferendo que opõe os profissionais em greve, referindo que tal não significa ditar ordens do que deve ser feito, mas sim apresentar as questões existentes de maneira ordeira e procurar formas de consenso, sem prejudicar o povo.
O Chefe do Estado salientou que o dinheiro que é a causa do problema produz-se com o trabalho que é feito não somente por uma profissão, mas por um conjunto de todas as profissões, incluindo aquelas que estão a investir, tal é o caso das escolas que estão a formar pessoas para amanhã também poderem servir.
“O dinheiro que deve ser distribuído é aquele que há, sem prejudicar o investimento futuro. Não podemos prejudicar a escola, a saúde a limpeza, há o presente e o futuro e um Estado, como o nosso, tem isso em consideração”, disse.
Relembrou que a população moçambicana é composta por mais de 22 milhões de pessoas que estão à espera da mesma atenção e, “ao agirmos temos que ter em conta esse aspecto”, disse.
Os profissionais de saúde, especialmente a direcção da Associação Médica de Moçambique, liderada por Jorge Arroz, contam com um apoio de peso. Trata-se do médico e antigo primeiro-ministro, Pascoal Mocumbi, que tomou a iniciativa de liderar a elaboração de uma carta aberta ao Presidente da República, Armando Guebuza.
A carta deste antigo governante e membro do Comité Central do partido Frelimo foi subscrita por 84 médicos, maior parte dos quais fundadores do actual Sistema Nacional de Saúde (SNS). São os casos do primeiro ministro da Saúde de Moçambique independente, Hélder Martins, bem como de Fernando Vaz, que também dirigiu o pelouro.
Na carta a Armando Guebuza, estes profissionais de saúde lembram que o SNS é uma conquista do povo moçambicano e da independência de Moçambique e foi criado para dar a cada moçambicano o direito à saúde, ao abrigo da Constituição da República. “Ao longo dos anos, o SNS foi crescendo, novos quadros foram formados, tornando o acesso à saúde uma realidade antes não consentida para muitos moçambicanos. Porém, esta conquista só foi possível graças ao trabalho e dedicação de muitos profissionais da saúde, tendo-se tornado estas vitórias o espelho das conquistas da Frelimo e a imagem de um Governo preocupado em servir o povo”, lê-se na carta.
Aquela classe trabalhadora exige um esclarecimento sobre como será aplicado o programa Prosavana. “Nós estamos a pedir um esclarecimento sobre como será o modelo de execução deste programa, não queremos um modelo igual ao do Brasil, em que as pessoas foram retiradas das suas terras e ficarão sem terra”, disse o coordenador executivo da plataforma das Organizações da Sociedade Civil de Nampula.
Na verdade, o que está a acontecer é que os camponeses estão receosos em relação ao impacto do programa ProSavana, um projecto a ser implementado em Moçambique pelo Governo da República de Moçambique, em parceria com os governos da República Federativa do Brasil e do Japão, lançado, oficialmente, em Abril de 2011.
Numa carta endereçada ao Presidente da República, Armando Guebuza, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff e ao primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, os camponeses dizem que o programa Prosavana trará impactos negativos irreversíveis para as famílias camponesas, tais como: o surgimento de famílias e comunidades sem terra em Moçambique, como resultado dos processos de expropriações de terras e consequentes reassentamentos; frequentes convulsões sociais e conflitos sócio-ambientais nas comunidades ao longo do Corredor de Nacala e o agravamento e aprofundamento da miséria nas famílias das comunidades rurais e redução de alternativas de sobrevivência e existência.
O condicionamento da circulação de veículos na Avenida de Moçambique (EN1), no período das 6:00 às 08 horas, a partir do bairro George Dimitrov (Benfica) até Inhagoia, devido ao congestionamento que diariamente se regista na via, iniciou, há poucos dias, com sucesso. As três faixas de rodagem, no sentido Norte/Sul, só servem para escoar o trânsito em direcção ao centro da capital moçambicana. Todavia, a sinalização nos bairros intermediários é ineficaz, o que faz com que haja atropelamentos.
Por um lado, poucos peões sabem que na Avenida de Moçambique, no período das 6:00 às 08 horas, as viaturas circulam unicamente em três faixas de rodagem e não em duas conforme acontecia outrora. Por isso, essas pessoas, incautas, atravessam sem prestar atenção aos carros que vêm em direcção à cidade.
Os automobilistas, como sempre, não respeitam os transeuntes e, para além de conduzirem a uma velocidade excessiva, fazem ultrapassagens irregulares, principalmente os operadores de transporte público de passageiros, vulgo “chapa 100”. Estes problemas acontecem, em parte, porque não houve divulgação da entrada em vigor da nova modalidade de escoamento de veículos, nem sensibilização dos utentes do troço em alusão.
Como resultado dessa situação, na manhã do dia 29 de Maio, por volta das 07 horas e 15 minutos, uma senhora, com um bebé no colo, foi atropelada na paragem da “carcaça” por ter travessado a estrada sem se precaver dos carros que vinham do seu lado direito, no trajecto Oeste/Este. A vítima, que não estava informada sobre a nova realidade de condução na EN1 nas primeiras horas, entre George Dimitrov (Benfica) e Inhagoia, prestou atenção somente às viaturas que vinham no sentido Sul/Norte.
O @Verdade esteve no local para se inteirar das circunstâncias em que o sinistro se deu. Segundo os nossos entrevistados, o sistema de sinalização do trânsito através de cones, na terceira faixa de rodagem, “não oferece segurança aos cidadãos porque ninguém foi informado sobre o que está a acontecer para que pudesse estar precavido”.
Júlio Carlos, residente no bairro do Bagamoyo, é comerciante nas proximidades do local onde a senhora cujo nome não apurámos foi atropelada. Disse à nossa Reportagem que “a vítima ao atravessar as duas faixas de rodagem habituais, indo do lado Oeste para o pôr-do-sol, olhou para a sua direita, parou no passeio central da via, controlou apenas os veículos que vinham à sua esquerda, mas quando tentava entrar na faixa recém-criada foi colhida de surpresa por um carro que seguia em direcção Benfica/Baixa. Depois do incidente, a automobilista estacionou o seu carro e prestou socorro, uma vez que a Polícia de Trânsito ainda não estava no local”.
Desde a altura em que o novo sistema de escoamento de viaturas na Avenida de Moçambique entrou em vigor, houve registo de pelo menos cinco acidentes rodoviários envolvendo peões e em situações em que a Polícia não estava no local para intervir, de acordo com os nossos entrevistados.
João Mipato vive no bairro 25 de Junho, um bairro atravessado pela EN1. Considera que o município de Maputo ignorou a segurança dos peões por não ter informado com antecedência que os carros passariam a circular em três faixas.
“Na semana passada, numa manhã, pensei que o uso da terceira faixa fosse uma transgressão do Código da Estrada porque temos muitos condutores indisciplinados. Procurei ter esclarecimento de um colega que ia ao serviço comigo mas ele também não sabia de nada, mas mais tarde li num jornal que das 6:00 às 08 horas os automobilistas passariam a conduzir nas actuais condições que temos visto”.
“Os perigos dessa nova medida são notórios e o agravante é que nos cruzamentos, tais como 25 de Junho, OpWay (vulgo paragem da ópica) e Bagamoyo, nem sempre existem agentes da Lei e Ordem por perto, e em número suficiente, para acompanhar os problemas que têm ocorrido neste troço. E nesta zona da “carcaça” tem havido muitos sinistros rodoviários e acredito que vão crescer devido a essa nova forma de condução”, disse Mipato.
Num outro desenvolvimento, o nosso entrevistado perguntou: “Será que as pessoas que tomam as decisões sobre o trânsito rodoviário pensam na segurança dos peões ou somente se preocupam com aqueles indivíduos que andam de carro? Eu não tive nenhuma comunicação sobre o uso de três faixas de rodagem na EN1, o que, nalgumas vezes, confunde os munícipes quando atravessam de um lado para o outro”.
Enquanto isso, alguns automobilistas interpelados pela nossa Reportagem afirmaram que um dos erros da edilidade e do Governo quando tomam medidas que afectam o povo é a ausência de informação sobre o que se pretende que seja de domínio público.
Em relação às vítimas de atropelamento na Avenida de Moçambique, os nossos interlocutores declararam que a situação foi causada pelo desconhecimento de que nas manhãs os carros circulam em três partes da mesma estrada de Benfica para o centro da cidade de Maputo e a sinalização é deficitária.
O consulado de Portugal em Maputo lançou, ontem, um novo sistema de concessão de vistos, que vai reduzir consideravelmente o tempo de espera para a autorização de entrada de cidadãos moçambicanos naquele país. O mesmo consiste na recolha e centralização de dados biométricos, os quais serão arquivados e permitirão a concessão de vistos de curta duração em muito menos tempo.
A lei impõe 15 dias para a autorização de entrada neste país, mas o sistema vai reduzir para 1 ou 2 dias. Para além da redução do tempo, o novo sistema vai evitar a usurpação de identidade em caso de roubo de passaporte, a localização de pessoas desaparecidas, procuradas pela justiça, de objectos perdidos, roubados ou usados em crimes transnacionais.
“O sistema já está operacional e já utilizámos com alguns cidadãos que pretendiam ter o visto, e já se está a mostrar eficiente para aquilo que estávamos a imaginar. Apesar de estar previsto um período de 15 dias para autorização do visto, agora nós concedemos em três ou cinco dias e isto poderá reduzir substancialmente até 24 ou 48 horas”, explicou Gonçalo Teles Gomes, cônsul geral de Portugal.
“Caso o regulamento que o Governo está a preparar sobre os fornecedores privados de água seja aprovado tal como está, será o fim da nossa actividade”
O Ministério das Obras Públicas e Habitação, MOPH, através da Direcção Nacional de Águas, está a preparar um regulamento do licenciamento da prestação de serviços de abastecimento de água por fornecedores privados. Ontem, em Maputo, organizou o primeiro encontro para a auscultação pública, com o objectivo de colher subsídios para o enriquecimento do documento.
É um regulamento bastante contestado pelos operadores privados de água. A Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique, Aforamo, diz que caso o mesmo seja aprovado assim como está, é o fim da actividade deles, sobretudo os que operaram de forma independente, nas zonas urbanas.
É que o número 2 do artigo 5 do draft do regulamento em causa determina que já não se pode licenciar privados de classe I, II e III nos centros urbanos. Ou seja, “não podem ser licenciados fornecedores privados de água para as classes I, II e III dentro das áreas públicas de serviço e dentro das áreas de serviço delegado”, lê-se no documento em causa que o nosso jornal teve acesso.
São de classe I os que estão nos centros urbanos e possuem 500 ou mais ligações e a operar de forma independente. São de classe II os que têm menos de 500 ligações nos centros urbanos, que também estão a trabalhar independentes. Refere-se a classe III aos investidores independentes que operam também nos centros urbanos sem referência do número das ligações que possuem. Para os operadores privados, este artigo representa um sinal claro de que o Governo pretende acabar com a sua actividade.
O Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) promete, nos próximos 40 dias, remeter as autoridades competentes o processo de fraude financeira denunciado recentemente no Ministério da Educação (MINED).
Bernardo Duce, procurador e porta-voz do GCCC, que falava ontem em conferência de imprensa havida em Maputo, disse que o processo está numa fase muito avançada e já foram, inclusive, identificados alguns arguidos, que além de funcionários públicos estão envolvidas igualmente pessoas que nada têm a ver com o Aparelho de Estado.
`O que eu quero pedir é um pouco de paciência, estamos agora a terminar a tramitação do processo. Asseguro-vos que dentro dos próximos 40 dias esse processo já não estará connosco, porque terá sido remetido as entidades competentes para os termos subsequentes´, disse Duce.
No encontro, que visava prática e fundamentalmente apresentar uma radiografia detalhada relativa aos processos de corrupção em tramitação judicial desde o mês o Maio último, Duce disse, por outro lado, que as pessoas que foram chamadas estão ainda em liberdade, daí ter julgado imprudente adiantar o número de funcionários envolvidos.
`Os colegas que trabalham no processo estão a fazer tudo ao seu alcance para assegurar que o processo saia em condições de ser recebido pelo tribunal´, sublinhou a fonte.
Na ocasião, a fonte disse que no mês em referência registou-se, na província central da Zambézia, um caso em que um Chefe do Posto Administrativo foi contactado por um cidadão interessado em explorar uma mina de pedras preciosas no distrito de Ilé.
O chefe do posto, segundo o porta-voz, autorizou verbalmente o cidadão a quem pediu em troca um valor igual a 75 mil meticais, contrariando as normas vigentes no país, pois, no acto de licenciamento das actividades, é preciso contactar as Direcções Provinciais de Recursos Minerais ou através das suas representações a nível dos distritos.
Na província meridional de Inhambane, há um processo a correr contra um professor que foi contactado por sete indivíduos interessados em assinar contratos para o exercício de docência.
O professor em questão assegurou que podia tratar do assunto e cobrou, a cada um dos envolvidos, um montante estimado em oito mil meticais (cerca de 250 dólares americanos) e prometeu integrar os supostos candidatos para o exercício da função.
Aliás, as pessoas chegaram a assinar um suposto contrato, mas como não se trata de nada formal, pois não partida da escola onde estavam interessadas em exercer a actividade…
A cinco meses da realização de eleições municipais, António Matlava, que assume interinamente a presidência da Matola, decidiu fazer mexidas em várias direcções do município da Matola.
As mexidas feitas em várias direcções tiveram enfoque para os seguintes pelouros: Xadreque Lumbandali, vereador para área de Finanças e Património; Inês Gonçalo Chilundo, vereadora de Planeamento Territorial e Urbanização; Laitone Melo, vereador para Obras e Infra-estruturas; Amade Miquidade, vereador da Administração Municipal e Desenvolvimento Institucional; Jaime Langa é reconduzido, cerca de dois anos depois de ter sido afastado por Arão Nhancale, ao pelouro de Actividade Económicas e Serviços; Emelinda Berta José, vereadora dos Mercados, Feiras, Desenvolvimento Rural e Águas; e Élio Langa, vereador de Cultura, Juventude e Desportos.
As exonerações abrangeram outros sectores do Município da Matola, como o Gabinete do Presidente, com enfoque para a saída de Emília Muchate, que anteriormente exercia a função de chefe do Gabinete.
Esta medida surge 20 dias depois de António Matlava assumir, interinamente, os destinos da Matola. Para o edil da Matola, estas mexidas têm em vista a reestruturação do município no sentido de imprimir nova dinâmica: `O desenvolvimento da nossa autarquia e o pleno cumprimento dos planos em vista são considerados factores fundamentais para a criação de mecanismos de impacto aceitável e real das nossas pretensões. É importante que vejamos o processo de mobilização de quadros como um processo contínuo, na prossecução dos nossos objectivos e do compromisso. A nossa perspectiva é tornarmos a prestação de serviços célere e satisfatória, em todas as áreas, com enfoque para os pelouros de planeamento territorial, salubridade, vias e obras, transportes e finanças´, esclareceu o dirigente.
A Associação Médica de Moçambique (AMM) afirma que estão já criadas as condições para o reinício do diálogo com o Governo para a solução da greve dos médicos e outros profissionais da Saúde, que se prolonga desde o dia 20 de Maio último.
Esta posição foi apresentada face à resposta do primeiro-ministro ao pedido da AMM, de indicar membros integrantes da equipa de diálogo do Governo com poder de decisão em relação aos aspectos que constam do caderno reivindicativo.
A AMM, através do seu Gabinete de Comunicação, informa que a indicação pelo primeiro-ministro, de figuras do Governo já é um bom sinal de interesse para a solução deste impasse porque nas ocasiões anteriores a comissão era apenas composta por quadros do Ministério da Saúde.
`É para nós uma resposta positiva porque a partir de agora sabemos quem são as figuras que vão compor a equipa do Governo nesse diálogo e não haverá mais espaço para que o diálogo ocorra com qualquer outra pessoa´, refere o Gabinete de Comunicação da AMM.
A Associação vai se reorganizar face a este posicionamento de modo que a qualquer momento retome o diálogo para se encontrar uma solução para as reivindicações do pessoal da Saúde.
O Gabinete de Comunicação da AMM afirma ainda que as figuras apresentadas na carta-resposta do primeiro-ministro garantem que a partir de agora o diálogo será efectuado com entidades mais sérias e com mandato para dialogar no concernente à presente paralisação laboral.
O Ministério da Saúde reiterou a necessidade imediata do diálogo com vista à normalização do funcionamento de todas as unidades sanitárias do país, com o regresso ao trabalho dos profissionais da Saúde ora em greve.
A carta-resposta do Gabinete do Primeiro-Ministro, à solicitação da substituição dos membros do Governo no diálogo com os médicos, refere que a equipa liderada pelo Ministério da Saúde, integrando representantes dos ministérios da Função Pública, Finanças e Justiça tem mandado para, em nome do Executivo, dialogar com a Associação Médica de Moçambique, no concernente à presente paralisação laboral.
A referida equipa integra o secretário permanente, inspector-geral da Saúde, director nacional dos Recursos Humanos, director nacional da Administração e Finanças, director nacional de Assistência Médica e assessores jurídicos e de assistência médica, todos do Ministério da Saúde. A Função Pública é representada pelo director nacional de Gestão Estratégica, dos Recursos Humanos do Estado e pelo director nacional da Organização e Desenvolvimento da Administração. Das Finanças está o director nacional do Orçamento, enquanto da Justiça está a directora nacional-adjunta dos Estudos, Legislação e Assessoria…
Um grupo de agentes económicos portugueses esteve, há dias, na cidade da Beira, capital provincial de Sofala, em busca de oportunidades de negócios.
Trata-se de empresários do ramo de exploração de gás natural, indústria e comércio alimentar, segurança electrónica, gestão ambiental e construção civil.
Membros da Associação Empresarial da Região de Lisboa (AERLIS) e que representam mais de 70 mil outros agentes económicos daquele país europeu afirmaram a jornalistas que apostam na parceria com o empresariado moçambicano com o intuito de acompanhar o desenvolvimento económico que se está a registar no país.
De acordo com o presidente da AERLIS, João Martins, os empresários portugueses têm “know how” para partilhar com os moçambicanos. “Nós trazemos a experiência que acumulámos ao longo destes anos e pretendemos criar parcerias que sejam potencialidades de desenvolvimento empresarial”, disse para depois referir que tem informações sobre um bom ambiente de negócios em Moçambique.
Entretanto, o presidente da Associação Comercial da Beira (ACB), Prakash Prehlad, referiu que tanto os empresários portugueses como os moçambicanos têm de aprender uns dos outros, por isso aposta-se nas parcerias.
Prehlad, que cumpre o segundo mandato na ACB, tem nos últimos anos estado a convidar várias missões empresariais de países europeus e asiáticos. No caso da missão proveniente de Lisboa, aquele dirigente de agentes económicos afirmou esperar um contributo mais elevado dos “lisboetas”.
Para além de contactos directos, os empresários portugueses tiveram um seminário no qual perfilaram vários especialistas, entre os quais do Centro de Promoção de Investimentos (CPI), na pessoa do seu delegado provincial, Emiliano Bento, que expôs aos presentes as facilidades que o Governo moçambicano criou para os investidores.
O “Hospital de Olhos Dr. Agarwal’s” procedeu nesta quarta-feira em Maputo a primeira cirurgia de retina do olho, uma técnica de ponta que vem solucionar várias das patologias de fórum oftalmológico que até então não era possível realizar no País.
A cirurgia, a primeira que se realiza País, foi feita pelo Dr. Nilesh Kanjani, médico-cirurgião de retina de nacionalidade indiana, tendo sido a primeira paciente a ser assistida, Carmelina Mamade, de 48 anos. Também o engenheiro Martins, antigo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Águas da Região de Maputo, foi ontem submetido a essa cirurgia.
Doravante, quatro a cinco cirurgias serão efectuadas por dia e cada uma poderá durar duas ou três horas, segundo deu a conhecer a directora clínica daquela unidade sanitária privada.
A retina, segundo disse a directora clínica daquele hospital, Dra. Amélia Buque, numa conferência de Imprensa que antecedeu a operação, é a membrana mais interna do globo ocular que tem por função transformar o estímulo luminoso em impulsos nervosos.
De acordo com a explicação dada por aquela médica, a retina é formada por 10 camadas das quais se destacam o epitélio pigmentar da retina, a camada mais externa e a camada sensorial de fotorreceptores.
Por isso, segundo a fonte, aquela cirurgia de retina é bastante complexa.
Dada a sua localização, usa-se para a operação um oftalmoscópio, um processo denominado fundo de olho que é muito importante na prevenção de várias doenças. Por outro lado, o fundo do olho serve para detectar doenças que tenham relação com veias, artérias e nervos, como, por exemplo, a hipertensão arterial, a diabetes Mellitus.
A mesma cirurgia está indicada em situações de descolamento da retina, hemorragias da retina e do vítreo, buraco molecular e membranas epiretinianas, para além de remoção de corpos estranhos e lente intraoculares luxadas.
No âmbito das melhorias da saúde ocular em Moçambique, aquela entidade hospitalar compromete-se a disponibilizar conhecimentos técnicos e científicos, garantindo qualidade assistencial, disponibilização de recursos humanos qualificados e tecnologia de ponta.
Operação de difícil acesso
Em termos de custos, na verdade não é acessível, dado que esta operação custa na vizinha África pouco mais de 100 mil randes, enquanto em Moçambique, segundo Amélia Buque, vai custar cerca de 4 mil dólares norte-americanos.
O colectivo de médicos deu a conhecer também que habitualmente a retina deve ser feita o mais breve possível.
Neste momento, encontram-se no País dois cirurgiões indianos, mas, de acordo com a directora clínica, Moçambique vai obter dentro de um mês um cirurgião permanente de retina.
Em termos de alcance tendo em conta o poder dos moçambicanos, o hospital diz possuir uma parte de responsabilidade social.
“Dentro de seis meses ou um ano, podemos oferecer cirurgias a indivíduos mais jovens para poderem beneficiar da visão”, disse a directora clínica do “Hospital de Olhos Dr. Agarwal’s”, Amélia Buque, dando a conhecer que “100 a 120 doentes de cataratas são assistidos por ano”, ao abrigo de um memorando assinado com o Ministério da Saúde.
“Fazemos rastreio oftalmológico gratuito em crianças nas escolas moçambicanas, de modo a termos lentes ou óculos”, acrescentou Amélia Buque.
O hospital conta com infra-estruturas numa área de 650 metros quadrados no bairro do Sommershield II, com facilidades como bloco operatório, exames complementares de diagnósticos altamente qualificados, para além de gabinetes de consulta e óptica com uma vasta gama de lentes, o que torna a única solução para um cuidado completo de olho.
A ascensão de complicações relacionadas à retina, tende a subir em doença como Diabetes Mellitus e Hipertensão Arterial.
Os serviços abrangentes para o cuidado do olho incorporam cirurgia da catarata em alta tecnologia, Glaucoma, correcção dos erros de refracção, estraismo e oculoplastia, oftalmologia pediátrica, desordens corneanas, síndrome do olho seco, pterígio e transplante corneano.
O “Hospital de Olhos” estabeleceu-se em Moçambique em Dezembro de 2012, mas a sua existência no mundo conta desde 1957, especificamente na Índia e em África, mormente no Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, Botswana, Swazilândia e África do Sul.
Os próximos passos serão a expansão dos serviços para as cidades de Nampula e Beira, nas regiões norte e centro do País.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, mostrou-se visivelmente agastado com o relatório das actividades realizadas no âmbito das recomendações deixadas na última visita realizada no ano passado, no distrito Municipal Ka-Maxaquene.
É que das 23 recomendações deixadas no ano passado, segundo o relatório na posse do Canalmoz, apenas 8 é que foram realizadas cabalmente. Os restantes 15 ainda estão por se realizar. Simango não gostou, mas talvez para não deixar mal, a vereadora Celina Cossa, perante os seus directores e secretários de bairros, preferiu usar o termo “as metas planificadas não foram cumpridas, mas estão de parabéns pelo trabalho realizado”.
Algumas recomendações por realizar
A vereadora do distrito Municipal Ka-Maxaquene, Celina Cossa, disse que na recomendação de alocação de transporte semi-colectivo para os bairros de Ka-Maxaquene, o assunto ainda está em estudo na vereação dos Transportes e Trânsito. No que toca à criação de espaços para o estacionamento, disse que os poucos espaços existentes carecem de estudos por esta vereação. Quanto à limpeza de sanitários no Mercado Carimo, disse que a actividade estava a ser realizada. No combate a cobranças ilegais pelas microempresas no processo de recolha de resíduos sólidos. Disse que o trabalho estava em curso num trabalho conjunto entre a administração, os responsáveis das microempresas e as estruturas do bairro. Sobre a colocação de barreiras na vala de drenagem nas avenidas Milagre Mabote e Acordos de Lusaka, disse que era uma tarefa ainda por realizar.
O que foi realizado
Consta entre as actividades realizadas, a reabilitação da Avenida de Angola no troço entre a fábrica de gelo Fager, até à zona da Cetraco. A colocação de travessias ao longo da vala para servir aos alunos e residentes próximos da Escola Primária Unidade 24. A sensibilização dos munícipes afectados pela reabilitação da Avenida Julius Nyerere com vista a evitar constrangimentos. Esta tarefa foi realizada com sucesso e os munícipes estão sensibilizados e as obras estão em curso.
David Simango
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, depois de acompanhar atentamente a apresentação do informe, disse que o maior número dos pontos arrolados constam das recomendações deixadas na última visita. Disse que tudo que se diz que está em curso ainda não foi acabado.
“Todas as partes do relatório das actividades que vem trabalho por realizar, actividade está a ser realizada, concurso da empreitada ainda está a decorrer, tarefa em curso, trabalho ainda em fase de realização, matéria em estudos, quer dizer, as metas planificadas não foram alcançadas”, disse.
O distrito Municipal de Ka-Maxaquene tem 223.688 habitantes distribuídos em oito bairros e 430 quarteirões. O bairro mais populoso é Polana Caniço “B”, com 46.184 habitantes e o menos populoso é Urbanização, com 15.789 munícipes.
A visita continua hoje, quinta-feira, com a reunião com os directores das escolas primárias do 1º e 2º grau do distrito. Visitas dos projectos do PERPU da Associação Txivikeni, encontros com mulheres, jovem.
A alegada corrupção no tribunal comunitário de Mave, interior de Mossurize, Manica, “desacredita a justiça” e leva pessoas a recorrer à “sábios” da região ou a curandeiros, acusaram populares citados pela agência de notícias Lusa. “A população está a dispensar os tribunais comunitários, porque nestes tribunais a pessoa pode pagar três vezes a multa do mesmo problema, o que nos inquieta.
As pessoas recorrem ao régulo ou a curandeiros para resolver problemas”, disse à Lusa David Simango, residente em Mossurize. Num comício popular naquela localidade, Simango leu uma carta dirigida à governadora de Manica, Ana Comoane, que se encontrava presente. Segundo disse, algumas vezes os juízes comunitários não se guiam pela lei, hábitos e costumes da população, abrindo espaço para “actos de corrupção”, o que inibe os habitantes de recorrerem à justiça informal.
No ano passado, o governo de Manica reforçou a capacitação sobre direitos humanos aos agentes da justiça informal, que absorvem mais de 50 por cento de casos processuais nas comunidades. A iniciativa ocorreu depois de, em 2011, um colectivo de juízes do tribunal de Chirere, sudeste de Mossurize, ter sentenciado um cidadão acusado de roubo a açoites, amarrado a uma árvore, após adivinhação dum curandeiro.
A vítima viria a morrer devido a uma fratura da coluna e dois juízes foram julgados. “As pessoas recorrem aos régulos porque garantem que os problemas terão fim e solução”, precisou David Simango, arrancando aplausos durante um comício popular.
É a primeira vez que o Chefe do Estado, Armando Guebuza, pronuncia-se sobre a greve dos profissionais de saúde, desde que a mesma começou a 20 de Maio último. O estadista moçambicano diz que os médicos estão a pressionar o Governo a dar-lhes dinheiro que o Estado não tem.
“Os profissionais de saúde optaram pela greve para forçar o Governo a dar-lhes mais dinheiro, numa altura em que o Orçamento do Estado ainda depende de contribuições de parceiros externos, na ordem de 30%”. Para o Chefe do Estado, não são apenas os profissionais de saúde que têm problemas salariais no país.
“A questão salarial é um problema geral e não apenas da classe médica”, indicou o Presidente Guebuza, para quem seria uma injustiça tratar os médicos de forma exclusiva.
“Esperamos que esta classe de trabalhadores se junte à família moçambicana para tratar de doentes e evitar mortes de pessoas que procuram cuidados de saúde e que se estivessem a trabalhar as mesmas (mortes) poderiam ser evitadas”.
Trata-se de uma contratação de rotina. Ou seja, acontece anualmente quando as universidades lançam para o mercado os seus graduados na área de medicina e já estavam previstos no Plano Económico e Social”.
O Ministério da Saúde vai contratar perto de 100 novos médicos, revelou, ontem, a porta-voz do Ministério da Saúde, Francelina Romão. São cerca de 60 médicos recém-graduados pela Universidade Eduardo Mondlane e 30 pela Universidade Católica de Moçambique. Francelina Romão explicou, entretanto, que esta contratação não tem nenhuma relação com a greve do pessoal de saúde, que vem se registando desde o dia 20 de Maio último.
“Trata-se de uma contratação de rotina. Ou seja, acontece anualmente quando as universidades lançam para o mercado os seus graduados na área de medicina e já estavam previstos no Plano Económico e Social”. Com estes pronunciamentos, Francelina Romão esclarece alguns equívocos, segundo os quais os 100 médicos fariam face aos problemas causados pela greve dos médicos.
Aliás, para além destes, Francelina diz que ainda se vai contratar outro pessoal de saúde, em Junho, quando os institutos de saúde lançarem para o mercado os seus graduados. Serão maioritariamente enfermeiros, mas também alguns técnicos de laboratório. “Todos os anos absorvemos todos os graduados neste sector. Foi assim ano passado e será assim no próximo ano”, explicou, acrescentado que o processo de contratação deste pessoal iniciou na semana passada e já está numa fase avançada, o que significa que nos próximos dias já estarão no sistema a trabalhar.
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