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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Dhlakama furtou-se ao debate – acusa Oposição Construtiva

Falando ontem em conferência de imprensa sobre os contornos que estiveram por detrás da inviabilização do encontro com Afonso Dhlakama em Santungira, o porta-voz do grupo, Miguel Mabote, explicou que pelas 14.00 horas de quinta-feira, dia 11 de Julho corrente, o grupo recebeu uma solicitação da Renamo sobre a necessidade de formalização do pedido da audiência.

Tendo o feito, o grupo reuniu-se em Maputo com o chefe do Departamento de Administração Interna e Poder Local deste partido, Jeremias Pondeca, de quem tomou conhecimento de que Afonso Dhlakama estaria disponível a receber os partidos sábado ou domingo e que para o efeito a concentração seria na sede da Renamo em Gorongosa.

Refira-se que o grupo havia manifestado verbalmente a Jeremias Pondeca, num encontro dos partidos políticos havido dia 5 de Julho num dos hotéis da capital, o desejo de se encontrar com o líder da Renamo em Santungira para abordar questões ligadas à pacificação do país.

“O nosso espanto foi quando o senhor Jeremias Pondeca, juntamente com o assessor para as Relações Exteriores da Renamo nos aconselharam a ir a Santungira mas nunca abordarmos o assunto da desmilitarização da Renamo, porque o líder poderia ficar muito constrangido e aborrecido, ao que nós rejeitámos assumir este posicionamento, porque levávamos a mesma agenda que levámos ao Chefe do Estado. Assim, partimos na sexta-feira via terrestre, tendo chegado às 22.30 horas na vila de Gorongosa à espera do ajuntamento de todos os partidos”, disse.

Miguel Mabote revelou que na noite de sábado o grupo tomou conhecimento, através da televisão pública, que para o encontro com o líder da Renamo estavam excluídos os partidos Trabalhista, por si dirigido, o PIMO, de Yá-Qub Sibindy, PEC, de João Massango, e PANAMO, de Marcos Juma.

“Analisámos a situação e concluímos que o líder da Renamo teve medo de abordar questões nacionais profundas com estes líderes visionários, tendo optado em receber os chamados Oposição de Mãos Dadas, que por sinal são parte da coligação com a Renamo em processo de formalização”, disse.

Miguel Mabote afirmou que quem devia seguir muito formalismo na autorização duma audiência é o Chefe do Estado. Sublinhou que a audiência concedida pelo Presidente da República à oposição extraparlamentar não obedeceu a nenhuns formalismos e a mesma foi coordenada através do seu porta-voz.

Explicou que o problema que esteve por detrás da inviabilização do encontro com Afonso Dhlakama começou quando Jeremias Pondeca e o assessor para as Relações Exteriores da Renamo aconselharam para que não fosse debatida a questão da desmilitarização.

“Nós dissemos que vamos (ao encontro) revestidos de consciência própria. Dhlakama teve medo de nos enfrentar. Não tem argumento do por que é que ele continua militarizado. Não tem. Nós presenciámos o sofrimento das pessoas. Quando nós passássemos na via pública as pessoas vendiam amendoim, vendiam banana. Ficavam de longe, por causa do terror. O país não pode continuar a viver assim”, disse, acrescentando que o líder da Renamo não pode continuar a ser temido.

Miguel Mabote afirmou que o grupo dos quatro partidos não ia a Santungira fazer turismo, mas sim pelo interesse pela paz, pelo interesse dos moçambicanos. Para o presidente do Partido Trabalhista, Afonso Dhlakama escapou-se do debate.

“Eles dizem agora que vamos conversar. Nós aceitamos, mas não seja em Santungira. Tem que ser num lugar neutro. Mas uma coisa é certa. Aquele grupo que foi recebido por Dhlakama está coligado à Renamo”, disse, acrescentando que o que houve em Santungira entre Afonso Dhlakama e a chamada Oposição de Mãos Dadas foi uma concertação de ideias sobre como é que a Renamo deve actuar, não propriamente para a pacificação.

Miguel Mabote afirmou que de agora em diante o grupo vai continuar a luta pela pacificação do país. Disse que o Governo não pode usar argumentos para espezinhar a Renamo, mas também esta não tem autoridade moral nem política para sobreviver à custa da sua militarização.

“Nós vamos continuar a trabalhar no sentido de veicularmos a opinião da sociedade até à mesa do diálogo entre as duas partes. Estamos dispostos a conversar com Dhlakama, mas em pé de paridade de ideias. Ele disse que ia nos receber mas nós já não aceitamos ir a Santungira, porque a segurança lá maltrata gente. Maltrata gente em Vunduzi”, disse.

Entretanto, António Muchanga, quadro da Renamo, disse a jornalistas à margem da conferência de imprensa que o grupo dos quatro partidos avançou a Gorongosa sem ter esperado pela resposta à carta formal de pedido do encontro com Afonso Dhlakama.

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Juventude na dianteira

Falando por ocasião do fim da visita de trabalho que a brigada central da OJM (por si liderada) vinha efectuando à província de Maputo, no quadro dum périplo a nível nacional pelo novo Secretariado da organização, Feliz Sílvia disse ter notado um grande envolvimento da juventude no combate à pobreza, apesar de ainda persistirem algumas dificuldades que são impostas pelo próprio processo de desenvolvimento.

“Estamos muito felizes com o envolvimento dos jovens da província de Maputo e do país em geral no combate à pobreza. Achamos que a juventude já está a tomar a dianteira em todos os processos de combate à pobreza. Em todos os distritos que escalámos os jovens colocaram-nos algumas dificuldades que são impostas pelo próprio processo de desenvolvimento”, disse.

Segundo afirmou, em todos os locais por onde a brigada passou nos três distritos municipais da província a ilação que se tirou é que a juventude está a assegurar a dinâmica da vida através do seu envolvimento no comércio informal, formal, prática de oficinas e outros.

“São jovens que no seu dia-a-dia mostram aos outros que o caminho é o trabalho e que é com o trabalho que vão vencer as suas dificuldades”, sublinhou.

A brigada trabalhou nos distritos da província que irão acolher as eleições de 20 de Novembro próximo de 8 a 12 do mês em curso, com o objectivo primeiro de se apresentar aos órgãos de base da OJM, depois da eleição do novo Secretariado da organização em sessão extraordinária realizada na província de Manica a 31 de Maio último.

“Era também objectivo da nossa deslocação conhecermos os jovens que estão a trabalhar no terreno, apercebermo-nos de como é que a OJM está organizada, como é que funciona ao nível da base, trocarmos impressões sobre o nível do seu engajamento em acções de combate à pobreza e preservação da paz, bem como exortarmos para um maior envolvimento no movimento preparatório das eleições autárquicas, em que a vitória do Partido Frelimo e dos seus candidatos constitui um imperativo”, disse.

Durante aquele período foram dirigidas sessões extraordinárias dos secretariados distritais alargadas a outros quadros, bem como mantidos encontros com jovens estudantes. Na sequência, a brigada reuniu-se com os jovens do Instituto Agrário de Boane e da Escola Secundária local, cujo objectivo era colher as suas sensibilidades sobre a sua participação na vida política, o nível do seu envolvimento na OJM, bem como exortá-los para que se filiem à organização e ao Partido Frelimo.

Na Namaacha o trabalho foi dirigido aos jovens do bairro Germatini, que se dedicam ao processamento e venda de pedra. Aqui, a brigada persuadiu os jovens a continuarem cada vez mais engajados no trabalho e nas actividades da Organização da Juventude Moçambicana.

“Eles manifestaram-se preocupados com os sinais de retorno à guerra por parte da Renamo. Nós dissemos que o Governo da Frelimo, dentro da sua responsabilidade, está a trabalhar para que isso não aconteça”, disse.

Feliz Sílvia afirmou que a brigada tomou conhecimento de que a OJM a todos os níveis na província está a fazer de tudo para resolver os problemas que os jovens enfrentam. É assim que, a título de exemplo, na vila-sede de Boane foram distribuídos cerca de 30 talhões aos jovens num bairro em expansão.

Na cidade da Matola, disse a fonte, a brigada inteirou-se do plano de parcelamento de 523 talhões, dos quais 90 já foram entregues à juventude.

No domínio dos sete milhões, a brigada teve a oportunidade de visitar alguns projectos da juventude. “Vimos jovens engajados no trabalho e a OJM a nível local está a realizar um trabalho de monitoria e acompanhamento para que os que beneficiam dos fundos sejam exemplares na devolução”, indicou.

Na Manhiça, segundo Feliz Sílvia, a brigada manteve encontro num acampamento que alberga antigos combatentes, veteranos da luta de libertação nacional e seus filhos.

“Vimos que para lá confluem muitas etnias. Mas o espírito de unidade nacional é tão grande. Sentimos que os jovens estão engajados na preservação da unidade nacional e auto-estima”, disse, revelando que, em suma, a OJM na província de Maputo está de boa saúde.

Destacou a prática do desporto no seio da camada juvenil, através da realização de campeonatos de futebol entre bairros residenciais, como sendo grande factor que contribui não só para a saúde dos jovens mas também para a promoção e preservação de boas práticas comportamentais.

A Organização da Juventude Moçambicana na província de Maputo possui 67.368 membros filiados (com cartão) e mais de 150 mil simpatizantes, segundo apurámos.

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Malema acolhe unidade prisional para a região norte

Dados em poder do nosso Jornal apontam que o referido complexo, cujas obras terão a duração de dois anos, a cargo de uma empresa do ramo de construção civil, baseada na vizinha África do Sul, vai ocupar uma área de 3.000 hectares onde serão implantadas quatro unidades prisionais destinadas a reclusas, menores em conflito com a lei, jovens e adultos que tenham sido condenados ao cumprimento de penas superiores a três anos pelos tribunais judiciais das províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Apuramos ainda que a população em reclusão vai desenvolver actividades agrícolas e para tal foi prevista uma área dentro da parcela de três mil hectares. Para a formação dos reclusos nas diferentes áreas de serviços visando a conclusão da pena com uma profissão que garante emprego ou trabalho por conta própria, serão construídos pavilhões de oficinas industriais.

Para residência dos 800 funcionários que serão destacados para assegurar o funcionamento dos serviços prisionais no complexo integrado de Nataleia, serão construídos cinco edifícios com igual número de pisos, além de residências para acomodar os quatro directores das unidades prisionais previstas e mais uma para o director-geral.

Uma unidade bancária comercial está concebida no projecto, com o intuito de garantir não somente pagamento de salários aos funcionários da unidade prisional e servir a população de Nataleia em geral, mas também o funcionamento de vários serviços que serão implantados naquela região com potencial agrícola de Malema.

O administrador de Malema, Daúda Mussa, acrescentou que um centro infantil, dois estabelecimentos escolares para leccionar o nível básico e secundário geral, serão das infra-estruturas contempladas no projecto de Nataleia a ficarem concluídos mais cedo que as restantes, nomeadamente o centro de diversão com serviços de bar e restaurante, campos desportivos, entre outros que serão adjudicados a privados para a sua exploração.

A nossa Reportagem apurou que o edifício da cadeia civil de Nampula, que apresenta sinais de debilidade devido fundamentalmente à pressão exercida sobre a mesma em termos de população prisional que chega a superar cinco vezes mais a sua capacidade de 95 reclusos vai ser transformada para outras finalidades.

Enquanto isso a penitenciária industrial de Nampula que serve actualmente as províncias de Nampula, Niassa e Cabo Delgado, com uma capacidade de mil reclusos, passará a acolher presos em regime preventivo.

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“Rio Save” importa búfalos para Macossa

Anualmente e a partir de 2013, segundo uma fonte daquela companhia, vão entrar naquela coutada pelo menos 100 animais.

Esta informação foi tornada pública há dias no decurso da visita do ministro do Turismo, Carvalho Muária, ao Rio Save Company, um empreendimento turístico localizado no distrito de Macossa e que constitui uma das importantes referências do turismo cinegético a nível da província de Manica.

Para além de Macossa e durante os três dias que esteve na província de Manica, o ministro do Turismo, Carvalho Muária, trabalhou no distrito de Sussundenga e cidade de Chimoio, algumas das regiões mais povoadas de empreendimentos e potencialidades turísticas a nível da província.

Falando em Macossa ao ministro Muária, o Presidente da Rio Save Company, Adamo Assane Valy, explicou ser objectivo da iniciativa aumentar e diversificar a população animal na coutada em referência e permitir que nas suas visitas, os turistas tenham mais opções e diversidade animal para a sua contemplação.

Os referidos animais, de acordo com a fonte, serão importados de uma das reservas zoológicas não identificadas da República do Zimbabwe, tendo sido concluídos os contactos para a translocação do primeiro grupo de búfalos a entrar em Macossa antes do fim deste ano.

Ainda na sua política de povoamento animal e de introdução de novas e variadas espécies, Adamo Valy disse ter já sido assinado um contrato com Parque Nacional da Gorongosa, na província de Sofala, que consiste na troca de espécies entre as duas entidades.

Com o povoamento da coutada e com o processo de introdução de novas espécies animais e protecção das existentes, a Rio Save pretende garantir também que os turistas possam ter facilidade de visualizar com os animais nas coutadas, o que outrora não era possível pelo facto de estes serem ainda poucos, como consequência da caça furtiva.

A Rio Save Company opera desde há sete anos no distrito de Macossa, sendo concessionária das coutadas quatro, cinco e nove, todas localizadas naquele distrito. Desde a sua instalação em 2006, a Rio Save Company já investiu naquela área de conservação, mais de três milhões de dólares norte-americanos.

Com este montante, de acordo com Adamo Valy, a Rio Save Company procedeu a compra de novos animais sobretudo de novas espécies, abertura de vias de acesso, zoneamento da área, construção de acampamentos, abertura de pequenas represas para o abeberamento dos animais e na compra de aparelhos de captação de energia solar que alimentam os acampamentos turísticos e outros empreendimentos da coutada.

Entre os animais adquiridos ao longo destes anos, a nossa fonte lembrou os 12 leões translocados da África do Sul, numa iniciativa que visava, entre outros objectivos, travar o ímpeto da caça furtiva, servindo os felinos como um meio para desencorajar a penetração de caçadores ilegais na área de conservação.

Para além da coutada nove, o ministro do Turismo, Carvalho Muária, visitou as coutadas quatro e cinco que estão a ser exploradas pela Rio Save Company no distrito de Macossa. Naquele último local, o governante confessou ter ficado bem impressionado pelo trabalho que vendo sendo levado a cabo pela Rio Save Company na promoção da caça desportiva, por sinal um tipo de turismo que em Moçambique está ainda numa fase embrionária.

A Rio Save Company é detida por um grupo de quatro sócios. Desde que começou a operar naquele distrito, os sócios dizem sentir-se satisfeitos pelas conquistas e resultados obtidos, por um lado, e, por outro, preocupados pelas ilegalidades prevalecentes naquela região, com maior incidência a caça furtiva e a proliferação de armadilhas para a captura de animais.

Para além da caça furtiva, o abate ilegal de árvores pelos madeireiros e a mineração ilegal nas zonas de conservação, são outros constrangimentos que minam o desenvolvimento e o bom ambiente turístico da província.

Não obstante a estas contrariedades, o representante da Rio Save Company afirmou que a instância turística que superintende já tem pés para andar. Visitam aquelas coutadas uma média de cinco turistas por mês e a cada um deles é cobrado o valor de cinco mil dólares norte-americano por uma estadia de 10 dias, que é o tempo mínimo definido por aquela instituição.

No entanto, Adamo Valy afirmou estar preocupado pelos baixos níveis de exploração do turismo sinergético na província que, na sua óptica, continua muito aquém do desejável, sublinhando que a província de Manica possui um enorme potencial no tipo de turismo em referência.

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Marcelino dos Santos abre hoje ao tráfego

A estrada, que parte do mercado Fajardo até a rua Gago Coutinho, num troço de aproximadamente dois quilómetros, foi construída de pavêt e tem agora faixas de rodagem ampliadas.

A cerimónia de inauguração da rua Marcelino Dos Santos será dirigida pelo presidente do município de Maputo, David Simango, que hoje retoma a sua visita de trabalho ao distrito municipal depois de uma interrupção de quase uma semana.

A restauração desta rodovia, considerada alternativa à Avenida do Trabalho para a entrada e saída do centro da cidade e, por essa via, descongestionar o trânsito, enquadra-se no projecto de requalificação do bairro de Chamanculo, em curso desde 2011.

Para tal, foram abrangidas 204 famílias que ficaram com as casas e os estabelecimentos comerciais parcial e completamente destruídas, o que deu lugar ao pagamento de compensações e ao reassentamento noutros bairros residenciais da capital.

Para além da demolição de residências foi necessária a retirada de alguns postos de transporte de energia ao longo da via. Foram igualmente retirados alguns condutores de água que tinham sido implantados no traçado da mesma.

Informações do Concelho Municipal de Maputo (CMCM) indicam que todas estas operações custaram aos cofres da Edilidade 200 milhões de meticais.

Este processo de compensação e reassentamento não foi do agrado de todos os visados, alguns dos quais consideraram o valor irrisório para a construção de uma residência, tal como as que tinham erguido no Chamanculo.

Na ocasião, o presidente do município, David Simango, explicou que a demolição e/ou afastamento das casas e quintais foi antecedido de um trabalho de sensibilização das famílias sobre a importância da estrada.

Ainda no distrito municipal Nlhamankulu, Simango deverá visitar algumas infra-estruturas que beneficiaram de reabilitação e ampliação, com destaque para a maternidade do Centro de Saúde de Xipamanine.

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Congestionamento um sofrimento sem fim

Mais uma vez, esteve na origem do engarrafamento a avaria de um camião de grande tonelagem que àquela hora (17 horas) circulava no sentido Maputo/Matola, tendo, de repente, registado problemas mecânicos nas proximidades da ex-Maquinag, no Bairro Luís Cabral, em Maputo.

A fila de carros, que seguia em marcha muito lenta, começava na zona do Museu da Revolução, na Avenida 24 de Julho, passando a rotunda localizada na Toyota, isto no Bairro da Malanga. Um outro corredor de viaturas seguia pela OUA e se ligava com a da “24 de Julho”, dirigindo-se, posteriormente pela chamada EN4.

O que é de estranhar aqui já não são os “entupimentos” a que, invariavelmente, os automobilistas têm que se sujeitar que fazem com que uma viagem de Maputo a Matola que, regra geral, devia ser feita em pelo menos meia hora, leve entre duas a três ou mais horas, mas sim a aparente falta de solução para esta situação por parte da concessionária sul-africana, a TRAC, a gestora daquela via.

A imagem do nosso colega Juma Capela ilustra o drama vivido pelos automobilistas ainda na Avenida OUA.

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Impacto ambiental preocupa no carvão

Embora haja responsabilidade individual das companhias na gestão ambiental, o presidente da Associação para o Desenvolvimento do Carvão, Casimiro Francisco, explica que há determinados aspectos cuja administração deve ser feita de forma conjunta.

A preocupação dos operadores e do Governo moçambicano em relação aos efeitos ambientais cumulativos surge do facto de em Tete estarem a operar mais de 20 empresas, entre pequenas, médias e grandes, na exploração de carvão, num raio não superior a 50 quilómetros, o que significa que a conjugação dos efeitos acaba, de certa forma, criando danos maiores.

“Operando cinco ou seis empresas mineiras num espaço limitado, há impactos ambientais que não são da responsabilidade nem de um nem do outro operador. São problemas que têm que ser tratados a outros níveis”, frisou Casimiro Francisco, acrescentando que “estamos a sensibilizar várias entidades, incluindo o Governo, e as empresas mineiras para juntarem esforços e tratar dos problemas”, acrescentou.

Os estudos de impacto ambiental realizados pelas empresas no âmbito da implementação dos empreendimentos mineiros não incluíram os efeitos cumulativos da actividade, daí a necessidade de reverter o cenário.

Entre os efeitos cumulativos possíveis, citam-se como exemplos os prejuízos que podem ser causados pelos camiões de transporte de carvão às linhas de água e a exposição a poeiras de áreas localizadas nas proximidades dos corredores usados para o escoamento. Casimiro Francisco destaca ainda a pertinência da produção de planos de ordenamento territorial não apenas a nível de Tete, que acolhe as minas de carvão, como também em todas as províncias abrangidas pelos corredores usados no escoamento daquele recurso energético.

Tendo em conta a sua delicadeza, os estudos a serem feitos não são da inteira responsabilidade dos operadores mineiros, havendo necessidade de intervenção do Governo, segundo o presidente da Associação para o Desenvolvimento do Carvão.

“Teremos três corredores que vão à costa, linhas de transporte de energia eléctrica e estradas. É preciso planificar como é que estas infra-estruturas vão ser estabelecidas, como forma de prevenir eventuais conflitos em caso de necessidade de reassentamento da população”, frisou numa entrevista concedida recentemente ao nosso Jornal.

Refira-se que no ano passado, com o argumento ambiental, o Governo rejeitou a utilização do rio Zambeze como alternativa para as operações de exportação de carvão mineral, uma proposta que havia sido avançada pela mineradora anglo-australiana, Rio Tinto.

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Naco de carne mata idoso no mercado central da cidade de Inhambane

Um ancião de cerca de setenta anos de idade morreu por volta das quinze horas de ontem, segunda-feira, em plena refeição, numa das bancas do mercado central da cidade de Inhambane.

Suspeita-se que tenha ficado engasgado por um pedaço de carne de vaca pois, momentos antes de perder a vida, pediu a servente que lhe batesse nas costas, porquanto estava a ficar asfixiado.

O agente da Polícia de Investigação Criminal, Leonardo Simão, disse ser prematuro e difícil apurar as reais razões que ditaram a morte do ancião.

Raúl Alexandre Faife, residente no bairro Liberdade-3, é a identificação que consta na factura de água achada nos bolsos do finado.

Na altura em que a reportagem da Rádio Moçambique deixou o local, técnicos de saúde e da Polícia de Investigação Criminal continuavam a trabalhar com vista a descobrir as causas que teriam originado a morte do ancião.

RM

Investidos em Nacala 1,6 bilião de dólares

Com a criação e implementação da Zona Económica Especial, assiste-se em Nacala e no distrito de Nacala-à-Velha, ao estabelecimento de novas e grandes unidades industriais, empreendimentos turísticos, empresas de prestação de serviços, entre outras actividades económicas.

O estabelecimento das novas unidades aumentou a pressão sobre as infra-estruturas, incluindo as de provisão de serviços básicos como água, electricidade e telecomunicações.

Tendo em conta a demanda não satisfeita, o Governo está a implementar diversos projectos, com destaque para a reabilitação e ampliação da barragem de Nacala, expansão do sistema de abastecimento de água à cidade, construção do aeroporto internacional e do terminal de carvão em Nacala-à-Velha, expansão do porto e reabilitação de emergência do terminal de contentores.

Estes dados foram avançados pelo ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, durante o 3.º fórum de reflexão sobre a implementação dos projectos da ZEEN.

Fruto dos investimentos em curso, Nacala registou uma expansão do sector bancário, passando a contar com 10 agências, facto que, segundo o governante, aumentou a capacidade de captação de poupanças dos cidadãos e a sua canalização para o financiamento da economia.

Os encontros de reflexão sobre ZEEN passam a ser anuais, constituindo-se num fórum de diálogo entre entidades envolvidas na sua implementação. Pretende-se é avaliar o grau de implementação corrigindo, o que estiver errado.

“Temos a plena consciência de que apesar dos avanços, temos muitos obstáculos por transpor. Aliás, é ultrapassando obstáculos que nos tornaremos mais fortes e confiantes no caminho que estamos a seguir”, anotou Aiuba Cuereneia.

Referiu ainda que a ZEEN não é uma iniciativa isolada do contexto do país e nem pretende criar um enclave onde tudo acontece em detrimento de outras regiões. Pelo contrário, explicou, pretende impulsionar o desenvolvimento de todas a área circundante e, quiçá, de zonas longínquas.

Apontou como exemplo o projecto Pro-Savana, uma iniciativa do Governo em parceria com o Japão e Brasil, que pretende criar condições para o desenvolvimento duma agricultura virada para o mercado mais com forte envolvimento das comunidades e dos pequenos agricultores.

O Prosavana terá na ZEEN uma base para a transformação industrial dos seus produtos e que terá o porto de Nacala uma saída preferencial para os mercados internacionais.

“O aeroporto internacional de Nacala jogará papel importante não somente para o crescimento da Zona Económica Especial, como também para a zona norte e países vizinhos. A sua utilização por aeronaves e cidadãos nacionais e estrangeiros será o reflexo da actividade económica que ocorrer em seu redor”, disse.

Como desafio, Aiuba Cuereneia recordou que nos diversos contactos mantém com vários operadores económicos na ZEEN a escassez de mão-de-obra qualificada tem sido abordada com alguma regularidade.

O 3.º fórum de reflexão sobre implementação de projectos na ZEEN juntou diversas sensibilidades em representação dos vários sectores da actividade económica.

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Ninguém quer a guerra no país – diz a UASP

Nhamizinga prestou tais declarações depois de no último domingo ter integrado um grupo de partidos políticos da oposição que se deslocou a Sandjundjira, no distrito de Gorongosa em Sofala, para um encontro com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, no quadro da aproximação de posições entre esta organização e o Governo, sobre várias assuntos da actualidade política, económica e social.

José Nhamizinga disse que a sua mensagem no encontro com Afonso Dhlakama, foi no sentido deste continuar a apresentar as suas exigências ao Governo, tendo sempre presente a necessidade de manutenção da paz e da democracia em Moçambique. Com Dhlakama, estes partidos falaram sobre a necessidade da desmilitarização da Renamo e manifestaram o desejo de ver revisto o pacote eleitoral.

Ainda segundo José Nhamizinga, os partidos presentes conversaram com Afonso Dhlakama sobre a necessidade deste se encontrar com o Chefe do Estado, Armando Guebuza, para um diálogo que vise amainar os ânimos políticos e que conduza a uma verdadeira paz e fortalecimento da democracia.

“Depois de termos conversado há algumas semanas com o Presidente da República sobre esta maneira, encontramos também no líder da Renamo uma disposição para o diálogo entre ambos. Restam agora, quanto a nós alguns pormenores por acertar para que o diálogo aconteça. Mas de uma coisa temos a certeza: ninguém quer a guerra em Moçambique”, disse José Nhamizinga, salientando que esta percepção não foi colhida apenas no encontro com o Presidente da República e com o líder da Renamo.

“Enquanto viajávamos a Sandjundjira lemos isso na face dos militares quer do Governo como da Renamo. Lemos igualmente na face da população que está preocupada em lutar pelo bem-estar, o que só pode ocorrer se o país estiver em paz”, afirmou José Nhamizinga.

O presidente da UASP descrever a reunião com Afonso Dhlakama como tendo decorrido num clima de confiança e que os partidos políticos presentes podem-se orgulhar de ter estado em Sandjundjira pois terão dado o seu valioso contributo para a manutenção da paz em Moçambique.

Nhamizinga diz que este grupo continuará a trabalhar neste sentido e que em breve poderá retornar a Sandjundjira para informar ao líder da Renamo sobre que passos estão a ser dados no tocante à resolução das reivindicações apresentadas pelo seu partido.

“Não tememos nada e em breve poderemos voltar a Gorongosa. Tudo o que fazemos é a bem da paz, da unidade nacional, do desenvolvimento de Moçambique e da democracia”, referiu a fonte.

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Dhlakama condiciona desmilitarização

Na circunstância, ele voltou a condicionar a desmilitarização dos seus homens armados ao que chamou de cumprimento dos protocolos quatro e cinco do caduco Acordo Geral de Paz (AGP), nomeadamente sobre a integração dos seus ex-militares no Exército e na Polícia.

Segundo apurámos junto de Francisco Campira Momboya, líder do referido grupo, o encontro com Dhlakama surge na sequência da audiência por estes solicitada no âmbito dos esforços que vêm sendo feitos no país com vista a amainar a tensão político-militar prevalecente e que já provocou a perda de vidas humanas e destruição de bens materiais.

“Também abordamos sobre a desmilitarização da Renamo, Dhlakama entendeu tal necessidade, mas, segundo ele, para que isso ocorra, é necessário que se cumpram os protocolos 4 e 5 do AGP, nomeadamente sobre a integração dos seus ex-militares no Exército e na Polícia que foi feita mas não na sua totalidade. Dhlakama também defendeu que a FIR não continue a ser uma ala do partido no poder, mas sim uma forca que sirva, de facto, os interesses do bem-estar e tranquilidades publicas” – afirmou o líder da oposição “Mãos Dadas”.

Campira disse que era intenção do grupo que dirige apresentar ao líder do maior partido da oposição no país a preocupação dos dirigentes políticos da oposição sem assento no Parlamento para que entre ele e o Presidente da República, Armando Guebuza, se alcance um entendimento quanto às actuais diferenças que motivam o clima de tensão político-militar e instabilidade que prevalecem.

Sem revelar os nomes, Francisco Campira disse que o grupo que chefiava, tinha mandato para dialogar com o líder da Renamo sobre alguns aspectos atinentes à boa convivência política no país e a busca de soluções para desanuviar o actual clima de tensão que preocupa os moçambicanos.

“O que queremos é encontrar junto do líder da Renamo a sua abertura para que se possa respirar um clima de paz no país tal como o Presidente da República também o deseja. Também falamos sobre diversos aspectos desde a inclusão socioeconómica, despartidarização do Aparelho do Estado, estatuto da oposição, paridade na CNE e STAE. Fora disso, confrontamos ao líder da Renamo sobre a nossa disponibilidade em juntarmo-nos às suas causas, sobretudo a retirada das forças que cercam Sandjundjira, financiamento aos partidos políticos da oposição, entre outros aspectos” – disse Campira.

O líder da oposição “Mãos Dadas” referiu ainda que durante o encontro foi reiterada a necessidade da prevalência da paz e que o PR deve criar condições para que haja, de facto, a promoção desse desejo.

Disse ainda que Dhlakama ficou sensibilizado quanto às preocupações apresentadas pelo grupo “Mãos Dadas”, concretamente sobre a necessidade de haver o financiamento aos partidos da oposição para que a lei, segundo disse, não abra espaço para fraudes, estatuto da oposição, entre outros aspectos.

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Alto Molócuè: Acidente de viação faz sete mortos e 27 feridos

Dos feridos graves no sinistro rodoviário, os quais foram evacuados de emergência para o Hospital Rural local, encontram-se duas crianças sem os respectivos acompanhantes.

A chefe da Secção de Imprensa no Comando Provincial da Policia da República de Moçambique na Zambézia, Elsídia Filipe, esclareceu a jornalistas que o sinistro envolveu um camião de transporte de toros de madeiras e um autocarro de passageiros da companhia Nagy Investimento. Segundo explicou, as duas viaturas transitavam no sentido Nampula-Zambézia e o condutor da viatura que transportava toros de madeira e que seguia em frente, não conseguiu dominar a curva e subida, tendo recuado e de seguida colidido com o autocarro que vinha atrás a grande velocidade para suplantar a mesma subida. Depois da colisão, descreveu ainda a nossa fonte, o autocarro capotou tendo provocado para além das vítimas humanas e danos materiais avultados nas duas viaturas e paralisação temporária do tráfego rodoviário na Estrada Nacional Número Um (EN1).

Informações disponíveis indicam que o condutor do camião pôs-se em fuga e a Polícia está no seu encalço para capturá-lo de forma a assumir as suas responsabilidades.

Entretanto, para além desta ocorrência, a província da Zambézia, registou durante o fim-de-semana mais dois óbitos como resultados de acidentes de viação ocorridos no distrito de Alto Molócuè e Mopeia. Trata-se de acidentes do tipo atropelamento viatura/peão que ocorreu no distrito de Alto Molócuè e viatura/ciclista em Mopeia.

A Polícia da Republica de Moçambique na província da Zambézia mostra-se preocupada com o aumento de acidentes de viação na estrada centro-norte que compreende os distritos de, Mopeia e Alto Molócuè. A chefe de Secção de Imprensa na PRM, afirmou que nos últimos dois meses o número de acidentes de viação aumentou e as razões que estão origem destes casos são erros humanos que podem ser evitados, nomeadamente excesso de velocidade e má travessia de peões.

O trajecto é frequentado por camiões com carga diversa e viaturas que transitam no sentido norte-sul. Os condutores dos camiões são que maior “indisciplina” rodoviária cometem, desde desrespeito à prioridade, encadeamento e outras infracções que muitas vezes causam acidentes de viação.

Entretanto, ainda ontem o Governo Provincial das Zambézia, emitiu um comunicado lamentado a tragédia em que pereceram sete pessoas e outras 27 ficaram feridas, apelando ainda aos utentes da EN1 para maior cautela na condução de modo a evitar acidentes.

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Melhoradas condições na escola de Matalane

Com efeito, o Ministro do Interior, Alberto Mondlane inaugurou, ontem, um dormitório composto por 68 quartos já reabilitados e apetrechados, com capacidade para albergar 816 alunos.

As obras de reabilitação do edifício foram financiadas pela União Europeia e Portugal, no valor de oito mil e oitocentos euros, e enquadra-se no âmbito do Projecto de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Ministério do Interior.

Segundo Alberto Mondlane, a reabilitação deste dormitório é uma mais-valia para a sua instituição porque demonstra que o Governo está engajado na criação de condições para formação dos futuros polícias.

“Esta reabilitação é um ganho para nós, porque os nossos formandos passarão a dormir em melhor condições e isso vai contribuir positivamente para o seu desempenho durante o exercício da formação”, disse Mondlane.

O ministro acrescentou que a reabilitação daquele edifício foi possível graças a colaboração de parceiros, na criação de condições de formação dos alunos da Escola Prática de Matalane.

Mondlane disse na Escola Prática de Matalane ainda há muitas necessidades, mas gradualmente os problemas poderão ser resolvidos com apoio de parceiros e de fundos do Governo.

“Nós temos a plena consciência de que ainda há muitas necessidades aqui em Matalane, mas pouco a pouco vamos procurar formas de resolver todos os problemas”, disse Alberto Mondlane.

Por seu turno, o embaixador da União Europeia, Paul Malin disse que a sua instituição apoiou na reabilitação do edifício porque está a contribuir no processo de formação dos futuros polícias.

Sabe-se que para além da intervenção nas infra-estruturas, o projecto incide ainda na área do desenvolvimento organizacional e pedagógico da Escola Prática de Polícia de Matalane.

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Transitabilidade rodoviária a bom ritmo em Mecuburi

Tais vias encontravam-se degradadas devido à falta duma manutenção regular, facto que transtornava também as populações e as próprias autoridades administrativas daquele distrito.

“No passado, circular aqui era um autêntico martírio, nem digo em tempo chuvoso. Agora que há um trabalho de manutenção a via está em boas condições de circulação. Já consigo escoar a minha mercadoria da vila-sede distrital para o posto administrativo de Milhana, onde desenvolvo o meu negócio de venda de sabão, açúcar, sal, peixe e bacias de plástico”, disse Anselmo Baltazar, comerciante de Milhana.

Para ele, o mais importante é que o Executivo local não deixe de prestar assistência a estrada que liga a vila-sede distrital àquele posto, garantindo sempre a sua manutenção de rotina, de modo a facilitar a circulação de pessoas e bens.

Um outro comerciante, Manuel Silvério, do posto administrativo de Namina, disse ao nosso jornal que graças ao melhoramento das vias de acesso, este ano conseguiu, com facilidade, escoar o seu algodão para os mercados de venda.

Lourenço Manuel é também comerciante, desta feita do sector informal no posto administrativo de Muite. Ele afirmou que agora é fácil chegar ao mais longínquo posto administrativo de Mecuburi, Muite. Segundo explicou, no passado, viajar da vila-sede distrital àquele posto podia durar um dia ou mais.

O nosso entrevistado revelou que em épocas anteriores já perdeu grandes quantidades de algodão, por ter se deteriorado na zona de produção, devido ao estado de degradação acelerada em que se encontrava na altura a estrada Namina|Mecuburi, facto que tornou impossível o seu escoamento.

O administrador do distrito de Mecuburi, Anapacala Hilário, falando recentemente a jornalistas sobre os actuais trabalhos de manutenção das vias de acesso no seu distrito, considerou de satisfatório o actual ritmo das obras, não obstante a exiguidade dos fundos para novas intervenções.

Governo está empenhado em massificar piscicultura

O sector das pescas em Gaza, segundo Borges, deve redobrar esforços tendo em vista o crescente envolvimento dos diversos actores, porque a massificação desta actividade constituir uma das estratégias privilegiadas do seu ministério, no combate à fome e na produção de riqueza.

Contudo, aquele governante mostrou-se preocupado pelas interferências negativas impostas à actividade da aquacultura não só em Gaza, como também noutros pontos do país que no início deste ano foram fustigados pelas cheias, comprometendo desta feita os planos que haviam sido traçados.

“Na aquacultura seguramente não vamos alcançar a produção planificada e não vamos porque houve factores adversos já no primeiro semestre, e mesmo a província de Gaza sofreu com isso, pois o plano de produção da província previa 120 toneladas, tendo sido revisto para cerca de metade, exactamente devido às perdas que ocorreram nos locais onde a aquacultura é desenvolvida.

O mesmo vai acontecer ao nível nacional, não só pelas calamidades e enxurradas, mas também devido à doença da mancha branca que ocorreu em 2011. As empresas de processamento de camarão, por exemplo, ainda não se lançaram numa produção significativa”, disse Borges.

Aquele governante, para além de ter-se reunido com a Direcção Provincial de Pescas em Gaza, trabalhou ainda nos distritos de Xai-Xai, Bilene -Macia, e Chókwè, onde teve a oportunidade de se inteirar da actividade piscícola naqueles pontos de Gaza.

Sabe-se entretanto que a produção global pesqueira registou no ano passado uma baixa produção, decorrente da redução de capturas na albufeira de Massingir que contribui com cerca de 40 porcento da total produção na província.

Conforme indica um documento em nossa posse, as causas desta baixa de produção tem a ver com a subida do caudal da albufeira no período em referência, facto que provocou a migração de muitos pescadores à procura de melhores oportunidades de faina em Bilene-Macia.

Informações em nosso poder dão conta ainda que a Direcção Provincial de Pescas de Gaza, levou a cabo ao longo do ano passado a divulgação técnicas melhoradas de construção de artes de pesca, beneficiando mais de 100 pescadores dos distritos de Bilene e Mandlakaze.

O sector desenvolveu, por outro lado, actividades de demonstração de boas práticas de manuseamento e conservação de produtos da pesca e aquacultura.

A instituição, refere o documento que temos estado a citar, levou ainda a cabo iniciativas visando a melhoria das condições de vida das comunidades de pescadores artesanais e aquacultores de pequena escala.

Para o efeito, foram capacitadas dentre outros beneficiários membros de grupos associativos, uma acção que se estendeu igualmente ao acompanhamento técnico em 91 tanques piscícolas.

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Turismo com mais quadros qualificados

De acordo com José Leopoldo Nhampossa, director de registo académico na Universidade Eduardo Mondlane, o lançamento ao mercado de quadros qualificados para o turismo, acontece pela sexta vez desde a instalação da escola superior naquela região do país, em 2003.

José Nhampossa disse na ocasião que o fim da sua formação é apenas o fim de um ciclo e princípio de outro, particularmente a implementação nos diversos sectores de actividade dos conhecimentos adquiridos durante a sua formação.

Nhampossa explicou também que o fim da formação superior em Turismo ou qualquer outra área, não significa a entrada automática no mercado do trabalho, sendo necessário que os graduados encontrem uma forma de provar o seu valor exteriorizando as ferramentas adquiridas durante a formação.

O Turismo em Moçambique constitui ainda um grande desafio no que tange a realização de acções que atraíam os investidores e aos turistas.

Contudo, ainda são reportados um pouco por todo o país irregularidades que se caracterizam no incumprimento das normas do sector, nomeadamente construções em locais proibidos, admissão de estrangeiros nas estâncias turísticas sem permissão pelo Ministério de Trabalho, a falta ainda do treinamento e profissionalismo do pessoal em serviços em estabelecimentos turísticos, conflitos de terra para exploração turística, a transformação de casas de férias em estâncias turísticas, o incumprimento por parte dos turistas dos compromissos assumidos com as comunidades locais relativamente à responsabilidade social, bem como a fuga ao fisco por parte dos operadores turísticos.

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Tráfego intenso causa prejuízos a EMTPM

Os prejuízos financeiros, avaliados em 21 por cento do total da receita, fazem com que a empresa não consiga cumprir na efectividade todas as suas obrigações.

De acordo com Lourenço Albino, administrador para a área de Projectos na EMTPM, a redução nas receitas está a ter implicações na aquisição de combustíveis, peças para a manutenção de autocarros bem como no pagamento de outras despesas administrativas.

Lourenço Albino disse que o problema de congestionamento na via pública não só se faz sentir sobre as receitas, mas também sobre todos os outros aspectos relacionados com a operatividade da empresa. “Os congestionamentos reduzem a média diária de trajectos por carreira. Este facto influencia a redução da distância percorrida e consequentemente o número de viagens por carreira e de passageiros transportados”, afirmou Albino.

Em termos percentuais, a distância percorrida reduziu em 40 por cento, o número de viagens por carreira baixou para 32 por cento e o número de passageiros transportados caiu para 38 por cento.

A fonte afirmou que a companhia já identificou uma solução que pode ser implementada a curto prazo e sem necessitar de grandes investimentos financeiros.

“Uma das soluções para o problema passa pela introdução de faixas dedicadas aos transportes públicos, o que poderia contribuir para a redução do tempo que os autocarros levam a ligar dois terminais.

No entanto, apesar desse constrangimento a empresa afirma estar a registar melhorias noutros aspectos, nomeadamente na redução do tempo de espera nas paragens intermediárias, passando de 45 para 25 minutos. Isto fica a dever-se à abertura de novas linhas de exploração entre as cidades de Maputo, Matola e os distritos de Boane, Manhiça e Marracuene, ambos na província de Maputo.

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Aumenta a capacidade da morgue da KaTembe

Para o efeito, foram investidos cerca de dois milhões e setecentos e cinquenta mil meticais, montante considerado razoável pelas autoridades locais, tendo em conta a utilidade da infra-estrutura para os moradores daquele distrito municipal da cidade de Maputo.

O novo sistema de frio já foi instalado, estando-se agora na fase de conclusão dos trabalhos complementares de vedação da parte frontal da morgue.

Luís Matsinhe, vereador da KaTembe, garantiu ao nosso Jornal que até ao fim desta semana, a construção do muro frontal estará concluída, o que permitirá a reabertura da unidade de conservação de corpos e consequente fim da dependência daquela parte da cidade no que a estes serviços diz respeito.

O distrito municipal da KaTembe está sem morgue, o que faz com que em caso de morte se apresse na realização do funeral mesmo com ausência de alguns familiares. Caso não, a alternativa é atravessar com o corpo para o lado do centro da cidade em busca de condições de conservação, com todos encargos e transtornos de vária ordem.

Antes das obras, ora praticamente terminadas, aquela morgue tinha capacidade para conservar apenas três corpos, devendo passar a suportar nove.

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Governo e Renamo alcançam consenso parcial

A décima primeira ronda do diálogo entre o Governo e a Renamo, que hoje teve lugar hoje, em Maputo, depois de sucessivos impasses nas rondas anteriores, logrou registar consensos parciais em matérias que dizem respeito as questões sobre o pacote eleitoral.

José Pacheco, ministro da Agricultura, que chefia a delegação governamental neste diálogo, disse a imprensa que sobre esta matéria a Renamo levou a mesa 12 pontos com 19 alíneas que o Governo considera importantes e pertinentes para o bem da democracia e cultua de paz em Moçambique.

Trata-se de pontos que tem a ver com a composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE), do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (CNE), Recenseamento Eleitoral, Campanha Eleitoral e tratamento dos órgãos de comunicação social públicos e privados, Assembleias de Voto, Delegados de Candidatura, Boletins de Voto, Contagem e sobre o Contencioso Eleitoral.

Destes pontos, o Governo, em sede do diálogo, concordou com alguns, havendo outros em que concorda ou discorda com algumas alíneas.

Nos pontos e ou alíneas que não colheram consenso, segundo Pacheco, o Governo recomendou a Renamo para aprofunda-las e fazer o ajustamento de outras preocupações. A recomendação do Governo foi aceite, mas Renamo pediu tempo para seguir tais procedimentos.

No que respeita as actas, resultantes do diálogo que as partes têm vindo a realizar, que a Renamo recusou-se a assinar, Pacheco disse que o Governo enviou – as à sede deste partido, via Correios, para que a contraparte possa reexamina-las. “Tudo leva a crer que as condições estão criadas para que sejam assinadas”.

“Esperamos que na próxima ronda poderemos fechar as actas”, disse Pacheco.

Para esta ronda, segundo Pacheco, o Governo insistiu na questão do desarmamento dos homens armados, tendo em conta o interesse nacional de preservação da paz, unidade nacional e a democracia. Sobre esta matéria, a Renamo propõe que seja tratado ao nível das Forças de Defesa e Segurança.

“No que diz respeito ao encontro entre o Presidente da República, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, a Renamo pretende que esta matéria seja tratada depois de esgotadas as questões sobre o pacote eleitoral”, disse Pacheco, manifestando a disponibilidade do Governo de que o mesmo tenha lugar em Maputo.

Por seu turno Saimone Macuiane, Chefe da delegação da Renamo, disse que seu partido sugeriu alterações a algumas actas e que o Governo concordou como o documento proposto na generalidade, mas discorda com alguns aspectos na especialidade e “nós pedimos para que especificasse”.

“Entre as partes prevalece o bom censo para que se possa chegar ao consenso nas questões fundamentais. Nesta ronda, nós não assinamos nenhuma acta e vamos subscreve-la na próxima ronda”, disse Macuiane.

Macuiane disse que a Renamo, na sua proposta sobre o pacote eleitoral, pretende fazer reflectir a questão da paridade na CNE e no STAE.

Quanto ao encontro entre o Presidente da República e o líder da Renamo, Macuiane avançou que tudo está condicionado a retirada das forças que cercam Gorongosa e, caso contrário, o encontro poderá ter lugar na sede do distrito de Gorongosa, lugar com condições favoráveis para segurança das duas partes.

RM

Montepio (Portugal) compra Banco Terra em Moçambique

A Caixa Económica Montepio Geral adquiriu uma participação financeira no Banco Terra, com sede em Maputo. Os membros da Assembleia Geral vão deliberar sobre esta aquisição numa sessão extraordinária a realizar no dia 30 de Julho.

O moçambicano Banco Terra tem como accionistas o Rabobank, com sede na Holanda, a GAPI-SI, e o Norfund, também conhecido como Fundo de Investimento Norueguês para os Países em Desenvolvimento.

O Banco Terra dedica-se especialmente ao sector agro-pecuário, e ao financiamento de toda a cadeia de valor, incluindo agricultores, criadores emergentes, associações e processadores. Outro foco vai para a potencialização das pequenas e médias empresas.

O Montepio integra o Finibanco Angola, constituído em 2007, com uma participação de 60% no capital social da Finibanco Holding SGPS-SA.

RM

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