O município de Maputo anunciou um investimento de 15,5 milhões de meticais na aquisição de camiões destinados à recolha de lixo. Contudo, a decisão de compra tem gerado polémica, uma vez que os veículos adquiridos foram classificados como “sucatas” e considerados inadequados para as exigências do serviço.
A aquisição foi realizada no âmbito de uma tentativa de revitalizar o sistema de gestão de resíduos urbanos na capital moçambicana, que enfrenta desafios significativos relacionados à limpeza e manutenção do espaço público. A escolha por este tipo de camiões, segundo alguns especialistas, levanta questões acerca da eficácia do investimento, considerando a necessidade de introdução de equipamentos mais modernos e funcionais.
Entidades da sociedade civil expressaram preocupações sobre a sustentabilidade da gestão de resíduos na cidade, ressaltando que veículos em más condições podem comprometer a eficiência do serviço, resultando em acúmulos de lixo e agravamento dos problemas ambientais. O município, por sua vez, defendeu a decisão, afirmando que a manutenção dos camiões será regularmente supervisionada com o intuito de garantir que o serviço de recolha ocorra de forma adequada.
A situação coloca em evidência a necessidade de um planeamento mais robusto e transparente na alocação de verbas públicas, especialmente em áreas tão cruciais como a gestão de resíduos sólidos, que impacta directamente a qualidade de vida dos cidadãos e a saúde pública em Maputo.

















