O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) anunciou um fortaleço nas suas operações de compra de milho na província de Tete, como medida estratégica para fazer frente aos impactos adversos do fenómeno climático El Niño.
A iniciativa surge num contexto de preocupações crescentes sobre a segurança alimentar no país, especialmente face às previsões de seca e outros eventos climáticos extremos associados ao El Niño, que podem comprometer a produção agrícola e o abastecimento de cereais.
Em declarações à imprensa, o director do ICM, Carlos Mavume, salientou a importância de garantir o acesso contínuo ao milho, dado o seu papel fundamental na alimentação da população moçambicana. “Estamos a intensificar a aquisição de milho nas comunidades locais, para podermos assegurar o fornecimento adequado e a estabilidade dos preços no mercado,” afirmou Mavume.
O ICM está a colaborar com produtores, cooperativas e associações de agricultores na região de Tete para facilitar a venda do cereal. Além disso, o organismo está a monitorar de perto a evolução das condições climáticas e a sua possível influência na colheita.
Com esta medida, o ICM espera não só assegurar reservas estratégicas de milho, mas também promover a resiliência das comunidades rurais, que são frequentemente as mais afectadas por eventos climáticos adversos. A expectativa é que a iniciativa ajude a mitigar os impactos do El Niño, promovendo a estabilidade da oferta de alimentos e o sustento das famílias moçambicanas.
















