O Papa Leão XIV manifestou a sua firme oposição à legalização do aborto e da morte medicamente assistida durante uma cerimónia no Accueil Notre-Dame, em Lourdes, França, este domingo.
Durante a sua intervenção, o líder da Igreja Católica enfatizou a necessidade de rejeitar a tentação de pôr fim a uma vida sob o conceito de uma “falsa compaixão”.
O Papa sublinhou que “é impossível considerar normal o ato de pôr fim a uma vida”, acrescentando que “o que é legal não é necessariamente moral”. Esta declaração surgiu no terceiro dia da sua visita a França, um país que recentemente aprovou a lei que garante o direito à morte assistida a doentes em estado terminal.
Lourdes, reconhecida como um local sagrado desde as aparições de Nossa Senhora em 1858, acolhe milhões de peregrinos todos os anos, muitos dos quais são doentes à procura de cura através das águas da famosa gruta.
No seu discurso, Leão XIV referiu que, para os que enfrentam doenças graves e dor intensa, “o horizonte pode parecer sombrio, incerto, sem saída”. Porém, reiterou que “nenhuma lei deve apagar a certeza da dignidade humana” e que a vida deve ser resguardada com base nesse princípio inalienável.
Dirigindo-se aos profissionais de saúde presentes, o Papa recordou-lhes o significado profundo da sua vocação: “cuidar de uma pessoa que sofre e não eliminá-la”. Em mensagens anteriores, insistiu na impossibilidade de se decidir sobre a vida de um embrião ou de uma pessoa idosa com base em criteriosos científicos, uma ideia que preconiza um valor intrínseco da vida humana.
O líder religioso reiterou que a medicina nunca deve tornar-se serva da morte programada, rogando pela criação de estruturas de cuidados paliativos adequadas, assim como por um acompanhamento carinhoso aos doentes em sofrimento, como se faz em Lourdes. No seu parecer, os profissionais de saúde são vistos como “o coração palpitante da nossa humanidade e um tesouro precioso para a Igreja”.















