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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Governo contrata empresa para investigar contaminação do combustível

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O ministro da Energia, Salvador Namburete, revelou, ontem, que o governo contratou uma empresa privada para apurar se a qualidade do combustível está relacionada com as recentes avarias de viaturas.

Salvador Namburete, que declinou indicar o nome da empresa contratada, afirmou que o seu pelouro desconhece as razões da situação e que a importação e distribuição não têm nenhuma anomalia.

`Em termos de prazos, queríamos que os resultados fossem apresentados hoje, mas não depende de nós. A empresa prometeu divulgar os resultados em breve e vamos esperar para que possamos decidir´.

No terreno, as viaturas continuam a avariar, supostamente, devido a problemas no combustível. No sábado passado, várias viaturas pararam depois de abastecerem na zona do Hotel Polana, na cidade de Maputo.

Cidadãos burlados através de ATM’s

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Porém, estas instituições dizem que nunca, mandaram SMS para os seus clientes, para coisa alguma.

A rede de ladrões tem estado a criar transtornos aos clientes de alguns bancos comerciais que operam no país, em especial na cidade de Maputo, através do serviço de mensagens curtas (SMS), enviadas por telefones celulares.

Os larápios instruem as suas vítimas a deslocarem-se às caixas de ATM onde, seguindo instruções, acabam associando as suas contas bancárias aos números de telemóveis dos bandidos que através do `Tako Móvel´ efectuam o saque, sem nenhuma dificuldade.

Os clientes do Millennium BIM e do Banco Comercial de Investimento (BCI) são as vítimas preferenciais dos ladrões, alegadamente por terem maior volume de clientes que recebem os seus salários via banco. Para os dois bancos, o teor das mensagens enviadas pelos malfeitores aos clientes é a mesma. O `Notícias´ teve acesso a algumas dessas mensagens, através de cidadãos burladas e que contactaram o nosso Jornal para relatar o que está a acontecer, sobretudo no final do mês. Pelo que passa a transcrevê-las de seguida: `Millennium BIM – SMS, caro cliente, a sua conta está cativa. Queira por favor contactar o balcão através dos números 82 7163244 ou 84 3912202, gestor Sérgio Manhique´.

`BCI Ponto 24: Caro cliente a sua conta está cativa. Queira por favor contactar o balcão sede do BCI pelos números 82 0663326 ou 84 2231858, gestor Yuran Coreia´.

O mesmo indivíduo (Yuran Coreia) enviou outra mensagem com o mesmo teor através do número 82 0897310, no dia 13 de Setembro, às 12.15 horas, para um outro cliente do banco.

Uma das questões que os ladrões pedem é o número do celular pelo qual a vítima foi contactada por eles. Para concretizar os seus intentos, estes colocam várias perguntas à vítima dentre as quais: Há quanto tempo é cliente do BIM ou BCI? Quando foi a última vez que viu o seu saldo? Qual era o valor do saldo? A que distância você está da ATM? Podes ir à ATM para activarmos a sua conta? Quando chegares a ATM ligue-me para te dar instruções?

Para conseguirem informações de carácter pessoal, os larápios alegam problemas do sistema bancário e por essa razão, a solução do problema detectado na conta do cliente passa por usar uma ATM.

Com estes argumentos alguns clientes distraídos ou por falta de conhecimento do funcionamento dos bancos acabam `caindo´ na armadilha dos malfeitores, transferindo valores monetários para os ladrões ou associando as suas contas bancários aos números de telefones da rede de assaltantes, para logo de imediato o dinheiro ser levantado através do sistema `Tako Móvel´. Efectuada esta operação, o número é desligado, não sendo possível depois entrar em contacto com os ditos gestores bancários.

Estradas Nacionais e Regionais: Asfalto para mais de 900 quilómetros

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Integrado no Plano Económico e Social para 2013, o programa inclui a reabilitação de um total de 100 quilómetros de estradas nacionais e cinquenta de estradas regionais, incluindo 50 quilómetros do troço Macomia-Oasse, no eixo mais a norte da Estrada Nacional Número Um (EN1), e ainda vinte quilómetros da estrada Beira-Machipanda, que liga a vizinha República do Zimbabwe ao Porto da Beira.

Sobre o programa de asfaltagem, o plano para 2013 prevê obras nas estradas Mocuba-Milange (60km); Nampula-Cuamba (130km); Montepuez-Ruaça (80km); Marrupa-Ruaça (40km); Caniçado-Chicualacuala (190km); Chimoio-Espungabera (210km); e Mueda-Oasse-Mocímboa da Praia-Palma-Namoto, numa extensão aproximada de 160 quilómetros. Trata-se de estradas nacionais com muita importância económica e social, sobretudo por estabelecerem ligação entre potenciais zonas de produção e de consumo.

Relativamente às estradas regionais está agendada para o próximo ano a asfaltagem de um total de 30 quilómetros, sendo dez quilómetros para o troço Magude-Motaze, na província do Maputo; dois do eixo Mopeia-Luabo, na Zambézia; cinco quilómetros da via Ntchinga-Chitunda, no Niassa e treze na estrada Namaua-Nangade, na província de Cabo Delgado.

Nos 100 quilómetros de estradas nacionais por serem reabilitados em 2013 estão contemplados os eixos rio Ligonha-Nampula (20km); Namialo-rio Mecutuchi (15km); rio Mecutuchi-rio Lúrio (15km) e Macomia-Oasse (50km).

Paralelamente, o Plano Económico e Social para 2013 prevê que sejam realizadas obras de manutenção em 1250 quilómetros de estradas municipais e distritais em todo o país, sendo 150km nos municípios e 1100km nos distritos.

Estão igualmente previstos trabalhos de conservação da rede de estradas classificadas em todas províncias do país, num total de 19 mil quilómetros, sendo cinco mil em manutenção de rotina revestida, e 14 mil quilómetros de manutenção de rotina não revestida.

Na componente pontes, o programa prevê o arranque de obras de construção de cinco empreendimentos e o prosseguimento de outros cinco iniciados este ano em diversos pontos do país. Com efeito, estão projectadas pontes para os rios Zambeze, Pómpue, Muíra, Sangadze, I e Sanghadze II, Macuca, Chidje-casados, Chidje-Mangale, Tanzbule e Nhagucha.

Serão reabilitadas as pontes sobre os rios Inharrime, em Inhambane; Save, em Inhambane e Limpopo na província de Gaza. Os trabalhos de manutenção deverão abranger as pontes da Ilha de Moçambique, em Nampula; a Ponte Armando Guebuza entre Sofala e Zambézia; Lugela, na Zambézia, Rovuma, em Cabo Delgado; Samora Machel, em Tete, Incomáti, em Maputo e rio Limpopo, na região de Guijá, na província de Gaza.

Um ano depois da morte de Kadhafi: Líbia ainda longe da paz

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Um ano depois da morte de Muammar Kadhafi e do anúncio da libertação da Líbia, o país ainda está no ponto morto político, económico e de segurança, e a transição está praticamente bloqueada. A constatação é do presidente do Parlamento líbio.

Num discurso na sexta-feira, na TV, Mohamed Yusuf al-Magariaf usou as palavras “atraso”, “insatisfação”, “caos”, “desordem” e até mesmo “corrupção” para descrever a situação que vive o seu país. Apontou como grande desafio a segurança, realçando que a ausência de um Exército, da polícia e do controlo de armas é uma “negligência”.

No país há ainda milícias fortemente armadas que, embora as autoridades digam que estão filiadas às forças regulares, continuam a impor a sua lei em muitos lugares. A insegurança reina em várias cidades e os assassinatos são frequentes especialmente em Benghazi, bastião da rebelião. Um dos piores episódios foi o atentado do último dia 11 de Setembro contra a embaixada dos Estados Unidos em Benghazi, no qual morreu o embaixador, Christopher Steven, e outros três funcionários americanos. Outra pedra na roda da estabilidade e da preservação da segurança da Líbia é Bani Walid, último bastião do antigo governo, ainda refúgio de centenas de partidários de Kadhafi.

Esta cidade, situada a sudeste da capital, totalmente fora do controlo das novas autoridades, está sitiada há quase duas semanas. Violentos confrontos aconteceram nos últimos dias, com o saldo de vários mortos e feridos.

No plano político, as dificuldades são maiores, e a paralisação da administração pública tem um impacto negativo na vida quotidiana da população. Se deseja obter a confiança do Parlamento, o novo primeiro-ministro, Ali Zidan, necessitará conseguir um equilíbrio perfeito entre as diferentes forças e regiões.

A Rádio Moçambique citou ontem Mohamed Zin al-Abidin, membro do antigo Conselho Nacional de Transição (CNT), braço político da rebelião durante a revolução, a criticar a situação no seu país e a defender a aplicação de um “governo forte” para pôr a Líbia em andamento. Al-Berasi Mohamed Aisa, um líder da rebelião na cidade de Benghazi, acredita, segundo a RM, que a segurança e a paz que tanto desejam os líbios estão distantes. “Os líbios querem uma vida digna e livre, a democracia e um Estado moderno com instituições fortes, mas infelizmente um grupo de oportunistas se opõe aos objectivos da nossa nobre revolução”, lamentou.

Por sua vez, a professora Mehasen Bashir questionou a ausência de uma festa para celebrar o primeiro aniversário da libertação da Líbia, no sábado passado dia 20, comentando que os seus compatriotas ainda estão à espera para desfrutar os frutos dos sacrifícios que fizeram durante a revolução.

Arrancam obras de protecção costeira na Beira

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O Município da Beira, em Sofala, investiu, este ano, pouco mais de 13 milhões de dólares, o equivalente a 364 milhões de meticais, nas obras de protecção costeira e reabilitação do auditório municipal.

Para o efeito, já foi assinado o primeiro contrato de reabilitação do auditório municipal, com o empreiteiro Teixeira Duarte, cujas obras arrancam dentro de dias, devendo ser concluídas até finais do ano.

 O presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Daviz Simango, disse que o auditório municipal daquela urbe vai beneficiar de reabilitação da sua cobertura e o sistema de iluminação.

Relativamente à protecção costeira, Daviz Simango disse que se prevê, para esta semana, a assinatura de mais um contrato com a empresa que vencer o concurso para a adjudicação da obra, que é financiada pela cooperação suíça.
O edil da Beira, Daviz Simango, disse que estas e outras obras vêm para melhorar a qualidade da vida dos munícipes.

 Os trabalhos consistirão na reabilitação ou construção de 20 esporões, partindo da Ponta-Gêa, mais concretamente no espaço paralelo ao Palácio dos Casamentos, até à zona do Estoril.

Arranca construção da Academia Aga Khan

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Os representantes das Academias Aga Khan e da Rede Aga para o Desenvolvimento assinalaram, última quinta-feira, o início da construção da primeira fase da academia Aga Khan, na cidade da Matola. Para o efeito, foi assinado um acordo entre a fundação Aga Khan Moçambique e a casais Engenharia e Construção, um dos maiores empreiteiros portugueses.

O contrato define a construção inicial de salas de aula, uma área administrativa e uma área exterior de jogos para crianças e permitirá a academia abrir suas portas às crianças do ensino primário (a partir dos cinco anos) a partir de Agosto de 2013. O design para às fases subsequentes de construção encontra-se em andamento. Juntamente com às actividades de planeamento e design, a academia têm-se focado, nos últimos anos, em providenciar formação para professores e em liderança escolar através do seu centro de desenvolvimento profissional. Desde 2009 que 14 escolas públicas locais têm vindo a beneficiar do apoio e colaboração sustentada, facilitada por especialistas de África e do exterior.

A academia Aga Khan Maputo é a terceira de uma rede integrada de escolas residenciais dedicadas à expansão do acesso à educação de um padrão internacional de excelência para meninas e meninos excepcionais, independentemente da sua condição financeira. Localizadas em África, na Ásia Central e do Sul, e no Médio Oriente, os valores fundacionais da academia Aga Khan incluem a meritocracia, o pluralismo e a sociedade civil.

Exclusivamente, a Academia Aga Khan Maputo irá proporcionar aos alunos uma aprendizagem dupla em inglês e português. Esta nova academia adopta o modelo de grande sucesso estabelecido pelas duas primeiras Academias, que abriram em Mombassa, no Quénia, em 2003, e em Hyderabad, na Índia, em 2011.

20 estrangeiros interditos de entrar no país

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz que foi interdita, no aeroporto internacional de Maputo, a entrada de 20 estrangeiros de nacionalidades somalis, paquistanesa, bengali e nigeriana, dos quais, cinco, por possuírem vistos de entrada falsos, e outros 15 por não esclarecerem, com exactidão, o local de alojamento, bem como os reais motivos da entrada no país. Esta situação brigou, à luz da legislação nacional, o governo a repatria-los para os seus países de origem.
Fazendo o balanço das acções criminais da semana passada, a PRM registou um total de 19 acidentes de viação, contra 10 no igual período do ano passado, dos quais, resultaram em quatro óbitos. A PRM deteve ainda 66 indivíduos que se dedicavam a roubos em residências e assaltos a pessoas na via pública.

Frelimo denuncia intolerância e ameaças à paz

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A Frelimo, partido no poder em Moçambique, diz que a intolerância e as ameaças sistemáticas à paz são atitudes “indignas” tomadas pela liderança da Renamo, a maior formação política da oposição.

Segundo a chefe da bancada parlamentar da Frelimo, Margarida Talapa, cabe aos signatários do Acordo Geral de Paz (AGP), rubricado a 4 de Outubro de 1992, a responsabilidade na construção de discursos, adopção de gestos e práticas que mobilizem os moçambicanos para preservarem a paz.

“A intolerância e as ameaças sistemáticas à paz, demonstrações de incoerência da prática quotidiana, são atitudes indignas de quem a história reserva a qualidade de signatária do AGP”, disse Talapa, falando hoje, em Maputo, na abertura da VI sessão Ordinária do parlamento.

Ela referia-se claramente as ameaças do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que apregoa a instalação de “uma nova ordem política” em Moçambique. Para o efeito, Dhlakama instalou-se, semana passada, na sua antiga base militar em Gorongosa, centro do país.

A Frelimo e o maior partido da oposição, a Renamo, são os únicos signatários do AGP.
Enquanto Talapa dizia que a paz é um ganho precioso que deve ser consolidado, a Chefe da Bancada da Renamo, Angelina Enoque, afirma que “apesar do silenciar das armas, o país ainda não está em paz”.

Segundo Enoque, houve um recuo no cumprimento dos princípios do AGP e que a população moçambicana está vivendo um clima “de terror”. Para Enoque, não pode haver paz sem “reconciliação, diálogo, tolerância e inclusão”.

Para a fonte, “o diálogo não é uma sequência de reuniões e apertos de mão, sem produzir nada”.
Ela afirmou que Dhlakama está em Gorongosa por causa da pressão dos desmobilizados da Renamo e de toda a população que, alegadamente, exigem o respeito dos seus direitos fundamentais para os quais a Renamo “lutou durante 16 anos”.

Zimbabweano baleado mortalmente em Manica

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Agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) balearam mortalmente um cidadão de nacionalidade Zimbabweana no Distrito de Báruè, província de Manica. O caso deu-se este domingo (21), por volta das 21horas, no Bairro Futuro Melhor, na Vila de Catandica.
A vítima, de 24 anos de idade, chamava-se Tawanda e morava na Vila onde encontrou a morte há mais de quatro anos.

Segundo a Rádio Catandica, o comandante distrital substituto da PRM em Báruè, Januário Banda, confirmou o incidente e disse que os agentes nele envolvidos estavam em serviço. O malogrado teria tentado, sem sucesso, apoderar-se da arma de fogo de um dos policiais. Ele trazia consigo uma faca.

Segundo um membro a Polícia Comunitária, que na altura também estava em serviço na mesma zona, os membros da PRM intersectaram o jovem e exigiram-lhe Bilhetes de Identidade (BI), o qual não portava. Perante as exigências dos agentes da PRM pós-se em fuga e um deles disparou directamente no alvo dois tiros, dos quais um foi fatal.

O mesmo membro da Polícia Comunitária rebate a versão a Polícia, segundo a qual o malogrado trazia uma faca. Tratou-se de negligência dos membros da PRM. De acordo com o mesmo, é frequente, em Báruè, alguns agentes da PRM fazerem cobranças ilícitas àqueles cidadãos que são interpelados na via pública sem BI.

PRM identificou suspeitos de matar antigo director de um banco do Ruanda

Bandido pistola

A Polícia moçambicana (PRM), ao nível da cidade de Maputo, diz ter identificado indivíduos suspeitos que poderão estar envolvidos no assassinato de Theogene Turatsinze, um cidadão ruandês e cujo corpo foi encontrado na semana passada a flutuar numa das praias do país.

Antigo director do Banco de Desenvolvimento de Ruanda (RDB), Turatsinze era, até à data da sua morte, vice-reitor da Universidade São Tomás de Moçambique (USTM), uma instituição pertencente a Igreja Católica.

A sua morte foi inicialmente reportada pela Embaixada do Ruanda em Pretoria, na vizinha África do Sul. Na quinta-feira última, a PRM confirmou ter encontrado o corpo de Turatsinze, mas disse não saber o autor e nem as motivações do crime.

Falando hoje no habitual briefing semanal a imprensa, o porta-voz do Comando da PRM na cidade de Maputo, Orlando Mudumane, disse não haver detidos, mas que já identificou alguns indivíduos suspeitos com o caso.

“Há suspeitos, mas ainda estamos a trabalhar na investigação deste caso”, disse Mudumane, sem avançar detalhes sobre a identidade dos suspeitos para não prejudicar o curso das investigações.

Mudumane também escusou-se a revelar a nacionalidade dos suspeitos.
Um jornal ruandês escreve que, em 2011, os serviços de inteligência britânicos advertiram dois ruandeses sobre um plano para o seu assassinato e que estaria a ser preparado pelos “esquadrões da morte de Kagame”.

“Mais ruandeses estavam à espera que o regime de Kagame estivesse mais ocupado em encontrar soluções para a sobrevivência devido aos cortes nos pacotes de ajuda externa e não conspirar para matar mais pessoas. Esta visão pode estar errada, especialmente quando se olha para as circunstâncias da morte do antigo director do Banco de Desenvolvimento da Ruanda, Theogene Turatsinze”, acrescenta o jornal local “Umuvugizi”.

Contudo, no Ruanda e ao nível internacional acredita-se que a morte de Turatsinze poderá estar associada com uma conspiração política, pois ele era portador de informações importantes sobre um desfalque financeiro perpetrado pelo partido no poder Frente Patriótica Ruandesa (RPF), no RDB, onde ele foi director entre 2005 e 2007.

Instituto de bolsas de estudo serve 2.760 bolseiros moçambicanos

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O Instituto de Bolsas de Estudo, um órgão tutelado pelo Ministério da Educação (MINED), disse haver um total de 2.760 estudantes a beneficiar de bolsas de estudo dentro e fora de Moçambique, número que deverá crescer nos próximos anos, em função da oferta de recursos para o efeito.

O facto foi revelado por Octávio de Jesus, director do Instituto de Bolsas de Estado, à margem da 3/a Reunião do Conselho Nacional de Bolsas de Estudo, encontro havido hoje em Maputo e que junta quadros de vários ministérios, incluindo parceiros de cooperação, para, dentre vários temas, apreciar os critérios de atribuição, coordenação e gestão das bolsas de estudo.

No encontro, de apenas um dia, segundo a fonte, serão igualmente delineadas as prioridades do sector para os próximos anos.

Octávio de Jesus disse que o instituto tudo fez para assegurar um bom desempenho, que se traduz na consumação das metas e aspirações preconizadas para os 2.760 estudantes, dentro e fora do país, sendo a República Popular da China o país que maior número absorve em cursos superiores e pós-graduação.

O Ministério da Educação (MINED), na qualidade de entidade que tutela o Instituto de Bolsas, está, segundo a fonte, a realizar um estudo global sobre formas de aperfeiçoar ou reverificar todo o sistema de apoio aos bolseiros para ver a pertinência ou não da bolsa.

Só no biénio 2010/11, o Instituto conseguiu, através dos vários programas de bolsas, atribuir mais de 700 bolsas, a nível nacional, feito que teve uma influência bastante positiva para os estudantes que tanto necessitavam dessas mesmas bolsas de estudo.

Desta feita, segundo a fonte, importa planificar, monitorar e avaliar num processo metódico, cíclico e que permita recolher sistematicamente os resultados alcançados pelo sistema de atribuição de bolsas de estudo.
A fonte apontou, por outro lado, que o valor atribuído para o efeito ainda não é satisfatório. Aliás, o montante ideal seria cerca de 200 milhões de meticais (cerca de sete milhões de dólares norte-americanos). O orçamento para o corrente ano rondou os 170 milhões, para atender a todos os bolseiros, dentro e fora do país.

A fatia orçamental permitiria garantir uma melhor cobertura e assistência aos programas que se apresentam, tanto mais que há questões como o transporte do estudante do país de origem para onde vai estudar, a sua preparação, os subsídios atribuídos até que ele chegue ao final dos cinco anos da sua formação.

O Instituto de Bolsas de Estado usa como critérios o mérito do estudante, traduzido no bom aproveitamento apresentado. A declaração que informa sobre a necessidade de merecer a bolsa, a questão da orfandade e vulnerabilidade são outros factores de ponderação que concorrem para a elegibilidade do interessado.

Zimbabwe: Mugabe e Tsvangirai primam pela discussão pacífica da Constituição

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O presidente do Zimbábue  Robert Mugabe e o Primeiro-ministro Morgan Tsvangirai vão primar por uma discussão pacífica no projecto final da nova Constituição, em vésperas das eleições marcadas para 2013.

“Vamos ter um comportamento pacífico”.”Estou totalmente comprometido com o serviço deste processo constitucional, o seu sucesso e à sua conclusão pacífica ” disse hoje (segunda-feira) Mugabe na presença de mil delegados dos partidos, ZANU-PF (no poder) e MDC (oposição).

Delegados da ZANU – PF e do MCD, ao contrário da violência que os caracterizou há vários anos,  foram divididos em grupos de trabalho temáticos, para debater e resolverem terça-feira os  seus diferendos sobre a projecto da constituição.
O processo de elaboração da Constituição foi intercalado com vários incidentes e paragens. Está com um atraso de  mais de dois anos. Em finais de Agosto, fez-se uma adopção ao texto constitucional.

O Partido ZANU – PF de Robert Mugabe – no poder desde a independência em 1980 – quer restaurar alguns dos poderes do presidente, acrescentando uma cláusula que proíbe explicitamente o casamento homossexual e a dupla nacionalidade.

Caso não haja consenso, o texto constitucional será submetido a um referendo.
Robert Mugabe, de 88 anos,  trabalha para a realização de eleições em Março de 2013, na esperança de obter um novo mandato para terminar a coabitação com Tsvangirai, primeiro-ministro desde 2009. Um Acordo de partilha de poder foi imposto, após a eleição Presidencial de 2008.

Lago Niassa: Estamos prontos para a guerra – avisa ministro da defesa do Malawi

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O  ministro malawiano da Defesa, Ken Kandondo, declarou que as forças armadas do seu país estão preparadas para fazer face a uma eventual agressão da Tanzânia, em torno da disputa do lago Niassa.
Ken Kandondo reagia ao recente pronunciamento do Primeiro-Ministro da Tanzânia  Mizengo Pinda, que advertiu ao Malawi para que se concentre apenas na exploração do petróleo e de gás natural nas suas águas territoriais e não em todo o Lago Niassa, porque este não só  “pertence aos malawianos mas também aos tanzanianos”.

Mizengo Pinda também avisou aos malawianos para cessar a pesca no lado tanzaniano, sob pena de serem detidos e julgados por pesca ilegal.  
O lago Niassa, considerado o terceiro maior da África, banha três países, nomeadamente, Moçambique, Tanzânia e o Malawi.

O ministro malawiano da Defesa desafiou ainda a Tanzânia para provar a sua reivindicação sobre a partilha do lago Niassa e sublinhou que o  Malawi não vai hesitar em fazer tudo dentro dos seus poderes para defender as fronteiras que o país herdou aquando da independência em 1964.
Aquele governante reiterou aos malawianos vivendo na zona fronteiriça com a Tanzânia para não terem medo, afirmando que o governo está pronto a defendê-los de uma eventual agressão tanzaniana.    
Ken Kandondo (na imagem acima) assegurou aos malawianos, principalmente aos pescadores e aos comerciantes locais, que por enquanto a situação está controlada e garantiu que o governo fará tudo ao seu alcance para que continuem a viver pacificamente.

“Malawianos vivendo ao longo do Lago Niassa devem sentir-se à vontade e continuar com o seus negócios porque o ministério dos negócios estrangeiros está a tratar cuidadosamente o conflito fronteiriço com a Tanzânia e brevemente o caso será resolvido”, asseverou o ministro malawiano

Nos últimos meses, alguns dirigentes tanzanianos e malawianos tem vindo a recorrer a linguagem belicista na sua reivindicação sobre a partilha do Lago Niassa, apesar dos dois governos defender uma solução diplomática e pacifica.

Tanto o Malawi como a Tanzânia  quando se encontram nas suas rondas negociais, defendem uma solução pacífica do conflito em torno do lago Niassa, mas depois dos encontros que quase sempre terminam em fracasso, alguns oficiais tanzanianos e malawianos começam a lançar ameaças de guerra a partir das  respectivas capitais.

Há dias, a Grã-Bretanha, antiga potência colonizadora do Malawi e Tanzânia  afirmou que se distancia do conflito entre os dois países em torno da partilha do Lago Niassa, e avançou que a solução caberá aos governos malawiano e tanzaniano.
O Malawi e a Tanzânia são membros da SADC e da Commonwealth.

Inhambane: Guimino promete desmascarar funcionários corruptos esta semana

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O Presidente do Conselho Municipal da cidade de Inhambane, Benedito Guimino, promete desmascarar, esta semana, todos os funcionários corruptos da edilidade que dirige, porque, segundo assegurou, já tem a lista dos mesmos, escreve o jornal Notícias na sua edição de hoje, terça-feira.

Eleito nas eleições intercalares de Abril passado, em substituição de Lourenço Macul, falecido vítima de doença, Guimino revelou que já chegou a hora de colocar os pontos nos “is” e traços nos “tês”, mostrando ao público, particularmente aos munícipes da chamada “Terra de Boa Gente”, algumas pessoas que comprometem o bom desempenho da edilidade.
Segundo ainda o Notícias, o edil de Inhambane não avançou nomes, muito menos os cargos desses funcionários que minam, através das suas acções, o normal funcionamento do executivo municipal. No entanto, disse que as reclamações populares que davam conta do enriquecimento ilícito de alguns funcionários municipais, obrigou a que o seu executivo levasse a cabo um trabalho de investigação cujos resultados deverão ser divulgados dentro em breve.

Sabe-se que Guimino está na posse de provas inabaláveis que implicam três quadros seniores do município desempenhando funções de chefia, como sendo promotores do descaminho de receitas municipais, através de falsificação de mapas das cobranças dos fiscais. A este respeito,  não confirmou nem desmentiu dizendo, no entanto, que qualquer acusação que é feita contra qualquer um dos funcionários, só é falada quando acompanhada de respectivas evidências.

Entretanto, segundo aquele edil, as várias denúncias dos munícipes, principalmente jovens, sobre o alegado enriquecimento ilícito de alguns funcionários municipais, com destaque para os afectos aos Serviços Urbanos, só pecam por ausência de provas.

“Mas nós não fizemos ouvidos de mercador. Valorizamos todas as informações que recebemos dos munícipes porque esses são parte integrante da nossa governação, razão pela qual, partimos dessas denúncias e lançamos ofensivas em todos os sectores do Conselho Municipal e já temos pistas e fortes indícios da existência de algo que, em devido momento, vamos dar resultados porque o público está interessado”, prometeu Guimino.

Enquanto a edilidade se desdobra em busca de provas do alegado enriquecimento ilícito de funcionários municipais, residentes da capital provincial de Inhambane, incentivam Benedito Guimino a não recuar no trabalho que está a desenvolver com vista a desmantelar funcionários corruptos no município.
Em várias esquinas da cidade de Inhambane é comum ouvir comentários desabonatórios contra alguns quadros com cargos de chefia naquela autarquia que alegadamente em tão pouco tempo acumularam riqueza como, por exemplo, três a quatro residências e também mudam de viaturas quase todos os dias.

Na opinião dos munícipes de Inhambane, as disputas de terrenos nas zonas nobres da cidade, nomeadamente nas praias de Tofo, Barra, Tofinho e da Rocha; as construções desorganizadas que se verificam nos bairros de Inhapossa, Malembuana, Guitambatuno, Chamane e Marrambone; o incumprimento do plano de estrutura da cidade, entre outras arbitrariedades que são o pão de cada dia naquela urbe, resulta de compromissos de alguns funcionários municipais que legalizam as ilegalidades em troca de favores ocultos.

Para acabar com estas arbitrariedades, os munícipes de Inhambane estão esperançados em ver a mão dura do novo edil, chamando à responsabilidade os sectores visados dessas irregularidades e pôr ponto final à indisciplina e saque das receitas fiscais.

Concurso premia melhores fotógrafos de vida selvagem

A prestigiosa competição Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, organizada pelo Museu de História Natural de Londres e pela BBC Wildlife Magazine, está na sua 48ª edição. Veja algumas imagens:


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1 – Esta foto de pinguins imperadores na Antárctida foi a grande vencedora do concurso. Para captar a cena, o canadiano Paul Nicklen teve de esperar a passagem dos pinguins mergulhado na água congelante, usando um snorkel para respirar.


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2 – O americano Steve Winter foi o vencedor na categoria foto-jornalismo  O animal retratado é um dos menos de 500 tigres de Sumatra selvagens. Steve instalou uma câmara automática para capturar a imagem. Ele teve a ajuda de um ex-caçador, hoje convertido em guarda florestal.


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3 – Gregoire Bouguereau, da França, venceu na categoria Comportamento: Mamíferos como esta imagem de filhotes de chita a correr atrás de um filhote de gazela que a sua mãe havia capturado, mas não havia matado. O fotógrafo conta que, no início, os filhotes de chita não deram bola para a gazela, mas, quando ela tentou se levantar e fugir, os instintos predatórios naturais falaram mais alto.


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4 – O sul-africano Kim Wolhuter venceu na categoria de Espécies Ameaçadas. Ele passou mais de quatro anos a filmar cães selvagens na Reserva Malilangwe, no Zimbábue  Ele conhece intimamente o grupo de animais. ‘Eu viajei com eles, à pé, dentro da matilha, correndo com eles enquanto eles caçavam’, conta.


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5 – Luciano Candisani, do Brasil, foi o vencedor na categoria Comportamento: Animais de Sangue-Frio. A sua imagem mostra um jacaré de tocaia nas águas rasas e turvas do Pantanal.

Damião José cede funções de porta-voz da bancada da Frelimo a Edmundo Galiza Matos Jr.

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O deputado Damião José já não é porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo. Para o seu lugar, foi indicado o jovem deputado Edmundo Galiza Matos Jr.

A decisão foi anunciada esta sexta-feira pela chefia da bancada durante a reunião de preparação deste grupo parlamentar para a sessão que hoje inicia. A mesma decorre da eleição de Damião José ao cargo de secretário do Comité Central para Mobilização e Propaganda e, cumulativamente, porta-voz da Frelimo.

Segundo fontes do partido, a direcção do partido achou por bem aliviar o deputado destas funções para se concentrar nas suas funções a nível central do partido.

Em contacto com a nossa fonte, Damião José, que esteve como porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo por dois anos e meio, disse sair com sentimento de missão cumprida e com vontade de servir cada vez melhor o partido a nível central.

França: filho de Kadafi é envolvido em processo por prostituição

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Dois homens e uma mulher compareceram nesta segunda-feira a um tribunal de Marselha (sul da França) para um processo por prostituição em grandes hotéis da Costa Azul destinada a “ricos clientes do Médio Oriente”, entre eles um filho do falecido líder líbio Muammar Kadafi.

Das oito pessoas convocadas pela justiça, cinco estão foragidas, entre elas Elie Nahas, um libanês de 48 anos e acusado de dirigir esta rede, que organizava “festas” no hotel Carlton de Cannes, em iates ou em diversas capitais.
Nahas organizou em 2004 a festa de aniversário de Moatasem Kadafi, que custou mais “de US$ 1,5 milhão” e na qual participaram estrelas e “cerca de 20 modelos”. Em 2007 levou ao Carlton de Cannes uma actriz americana de cinema pornográfico que havia interessado o filho de Kadafi.

As três pessoas que compareceram ao tribunal são uma “escort girl” francesa, Sabrina Samari, que admitiu o seu papel de informante; Félix Farías, um venezuelano de 35 anos e “director da sucursal da agência de modelos” de Nahas na Venezuela, e Antoine el Jury, libanês considerado um pequeno intermediário.
As autoridades francesas impediram a entrada de Farías no país pelo aeroporto parisiense de Roissy em maio de 2007 (por ocasião do Festival de Cannes), aonde chegou acompanhado por oito mulheres, uma delas menor de idade.

Este incidente “causou pânico” em Cannes, já que as mulheres eram esperadas num iate de “136 metros de comprimento” e “alugado por 350 mil euros por semana”, disse o presidente da 7ª câmara do tribunal de Marselha, Patrick Ardid, classificando o caso de gigantesco.

Governo adquiriu cinco por cento das acções da mineradora Vale Moçambique

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O Governo moçambicano adquiriu, no primeiro semestre deste ano, cinco por cento das acções da mineradora Vale Moçambique, dando fim a várias negociações levadas a cabo desde a implantação da companhia no país, disse em Tete o director das operações da companhia.
Além dos cinco por cento, estão ainda na mesa das negociações a aquisição de mais dez por cento para os investidores locais.

Para este passo, o Governo está ainda a estudar as estratégias que determinarão a transferência dos dez por cento para os grandes investidores e para o mercado das acções de Moçambique, segundo o director das operações da Vale Moçambique, Altiberto Brandão.

Brandão afirmou que o crescimento do projecto de carvão mineral de Moatize é que vem sustentar estas transferências das acções para o Governo e alguns potenciais investidores locais.
Além da província de Tete, a Vale Moçambique, está a fazer pesquisa e prospecção de recursos minerais na província do Niassa e Nampula.

Carvão e transportes garantem crescimento anual de 8% até 2017 em Moçambique

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A economia moçambicana vai crescer 8% ao ano até 2017, apoiada pelo sector do carvão e pela construção de novas infra-estruturas de transportes, segundo a Economist Intelligence Unit.
Nas suas novas previsões para 2013-2017, divulgadas este mês, a EIU afirma que o crescimento médio, uma aceleração face aos 7,4% previstos para este ano, será ainda apoiado por uma “retoma moderada na economia global” e pelo aumento dos fluxos de investimento estrangeiro.
Este investimento está relacionado com a criação de infra-estruturas de exportação de gás natural no mar moçambicano, embora a produção não deva começar antes de 2018.

No período, o melhor ano será mesmo 2013, com um crescimento de 8,2%, abrandando para 8% nos dois anos seguintes e 7,8% em 2016 e 2017.
O governo moçambicano prevê que dentro de três anos Moçambique tenha capacidade para escoar cerca de 50 milhões de toneladas de carvão por ano.
Tal implica um investimento de 5280 milhões de dólares na linha de caminho-de-ferro Moatize-Nacala e um montante de igual dimensão para fazer com que a linha do Sena possa transportar anualmente pelo menos 18 milhões de toneladas, o triplo da capacidade actual.

Em fase avançada de preparação encontra-se a planificação de um investimento de 3521 mil milhões de dólares para a construção da linha de caminho-de-ferro de Mutuali, que ligará Moatize ao Corredor de Nacala sem passar pelo Malawi e em fase preliminar está a linha de Macuse que ligará o centro carbonífero ao futuro porto de Macuse, na província da Zambézia.
De acordo com previsões feitas pelas empresas mineiras, estima-se que em 2025 a produção anual de carvão seja de 100 milhões de toneladas.

Mas, segundo a EIU, também os sectores tradicionais deverão registar um bom desempenho nos próximos 5 anos, com a agricultura a beneficiar do investimento em colheitas comerciais, incluindo por empresas agro-industriais “crescentemente dinâmicas” e igualmente nas explorações tradicionais de mais pequena dimensão.
Transportes, Telecomunicações, Turismo e Serviços Financeiros “continuarão a crescer fortemente”, refere a EIU.

Os riscos sobre a previsão resultam de potenciais choques na economia global, embora as autoridades se tenham comprometido a aplicar políticas monetárias e orçamentais contra-cíclicas.
Um atraso no desenvolvimento dos caminhos-de-ferro ou infra-estruturas portuárias poderia também atrasar a expansão do sector do carvão, adianta a EIU.

Quanto à inflação, a expectativa é de flutuação “em linha com os preços globais de alimentação e combustível”, depois de ter recuado para 3% em 2012, graças a maior controlo monetário e preços favoráveis dos produtos alimentares.
O índice de preços no consumidor deverá assim subir para 6,3% no próximo ano, 6% em 2014 e 6,7% em 2017, diz a EIU.

As perspectivas para as contas do governo são favoráveis, apontando para uma descida do défice orçamental quase contínua, de 6,7% do PIB em 2013 para 4,9% em 2017, devido às receitas provenientes das licenças mineiras e de recursos naturais.
O défice corrente deverá ampliar-se em 2012-14, atingindo 21,7% do PIB devido a um crescimento das importações relacionado com os projectos de investimento, recuando depois devido às exportações carboníferas em 2015-17, para próximo de 15% do PIB.

EUA: menina de 10 anos vai a julgamento por morte de bebé

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Está marcada para esta segunda-feira a primeira audiência no julgamento de uma menina de 10 anos do Estado americano do Maine acusada de matar um bebê de apenas três meses de vida. Ela foi formalmente acusada de matar Brooklyn Foss-Greenaway, quando esta passava a noite sob os cuidados da sua mãe na localidade de Faifield. As informações são da rede de notícias CBS News.

A mãe da menina chamou a polícia no dia 8 de Julho para reportar que o bebé não estava a respirar, segundo as autoridades. A recém-nascida dormia num berço no quarto da menina de 10 anos, segundo Nicole “Nicki” Greenaway, mãe da vítima. A causa da morte não foi revelada oficialmente, mas Greenaway afirmou que a sua filha ingeriu medicação e foi sufocada.

O departamento estadual de Saúde e Serviços Humanos do Maine, que removeu a jovem suspeita da sua casa, culpa a babá por deixar o bebé no quarto com a menina. Em nota, uma agente do departamento diz que a menina de 10 anos tinha problemas comportamentais que a tornavam incapaz de cuidar da recém-nascida.

A Justiça local optou por não julgar a menina como um adulto, o que representa que, em caso de condenação, ela será mantida presa no máximo até os 21 anos. A acusada é a mais jovem a enfrentar acusações de homicídio no Estado em pelo menos 30 anos, segundo a CBS.

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