22 C
Matola
Sábado, Abril 11, 2026
Site Página 2296

Registo de crianças na semana de vacinação em Cabo Delgado

O sector da saúde, em Cabo Delgado, vai vacinar 307.344 crianças menores de cinco anos na semana que inicia na próxima segunda-feira, à semelhança do que vai acontecer todo o país. A campanha, de acordo com a directora provincial, Sãozinha Agostinho, vai consistir na suplementação da vitamina A, defesa contra poliomielite, desparasitação com mebendazol, um trabalho que vai custar ao Estado cerca de nove milhões de meticais.
Registo de crianças na semana de vacinação em Cabo Delgado
Em Cabo Delgado, porém, segundo revelou a directora provincial de Saúde, a campanha que inicia na segunda-feira, vai ter uma novidade diferentemente das outras províncias, porque será aproveitada para a divulgação do registo de menores, dos zero aos 120 dias de vida, um trabalho a ser realizado em coordenação com a direcção provincial da Justiça.

“É uma coisa que achamos que vai ser especial na semana de saúde para a nossa província, vamos divulgar e registar gratuitamente crianças dos zero aos 120 dias, mas isso vai acontecer apenas nas sedes distritais, em coordenação com os nossos colegas dos registos e notariado, portanto, todos os pais que tenham crianças com esta idade devem aproveitar registar seus filhos”- disse a directora provincial.

Sãozinha Agostinho fez saber ao nosso jornal que a previsão é alcançar pelo menos 90 por cento, do programado e, para o efeito, vão ser envolvidos na campanha 2196 pessoas, entre profissionais de saúde e agentes comunitários, em 272 equipas que vão trabalhar em toda província, para o que o sector disponibilizou 47 viaturas para a deslocação do pessoal, de modo a atingir todos pontos de Cabo Delgado, havendo ainda a possibilidade de outras virem a engrossar a lista ao longo do processo.

A directora provincial acrescentou que na semana de saúde da criança, mulheres com idade fértil vão beneficiar de planeamento familiar, estando reservado à elas a escolha do tipo que pretendem, um trabalho que vai ser levado a cabo nas unidades sanitárias de níveis distritais por serem locais onde existem técnicos abalizados na matéria.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte anunciou que crianças e adultos dos distritos de Ibo, Muidumbe, Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia, vão beneficiar na mesma campanha de administração de medicamento para o tratamento de shistosomiase, doença vulgarmente conhecida por bilharziose, explicando que aquelas regiões de Cabo Delgado eram as que mais se ressentiam por aquela patologia.

Noventa e quatro casais contraem matrimónio

Noventa e quatro casais, em que pelo menos um dos nubentes é funcionário do Conselho Municipal da cidade de Maputo, contraíram matrimónio, ontem, numa cerimónia organizada pela edilidade, em parceira com os ministérios da Justiça e da Mulher e Acção Social.
Noventa e quatro casais contraem matrimónio
A iniciativa enquadra-se nas comemorações dos 125 anos da Cidade de Maputo e nos esforços da edilidade e da em criar condições para que as famílias moçambicanas, em particular os seus funcionários, vivam em harmonia e que possam oficializar as suas relações.

O evento contou com a presença de familiares e amigos dos nubentes, do presidente do município de Maputo, David Simango, esposa do presidente do Município e patrona do evento, Celestina Simango, a ministra da Mulher e Acção Social, Iolanda Cintura e da Justiça, Benvinda Levy.

Na ocasião, Celestina Simango, disse que acto significava o início de uma longa caminhada a dois, aconselhando que fosse uma vida de partilha, respeito e companheirismo.

“Nós gostaríamos que este acto não fosse apenas a concretização do sonho dos nubentes, mas sim, o início de uma relação conjugal caracterizada pelo companheirismo, respeito mútuo”, disse a patrona.
A Ministra da Justiça, Benvinda Levy, encorajou os nubentes a manterem os valores que os levaram a contrair matrimónio nomeadamente a tolerância, paciência, amizade e companheirismo para que se mantenham firmes no casamento.

“Actualmente o número de divórcios tem vindo a aumentar, não só porque as pessoas estão mais conscientes dos seus direitos, mas também porque as pessoas já não tem tanta tolerância e paciência como se tinha no passado. Daí que encorajamos os noivos a buscar harmonia na relação”, aconselhou.
Para Iolana Cintura, o acto reveste-se de grande relevância na medida em que os vários problemas de divórcio que acontecem, que muitas das vezes são as mulheres que saem prejudicadas, no que tange à questões patrimoniais, devem-se a falta de formalização das relações.

“Primeiro simboliza o amor, manifestado publicamente pelo casal, e depois em caso de dissolvência fica mais fácil tratar nos termos da lei sem deixar nenhuma das partes prejudicadas”, explicou Os nubentes mostraram-se satisfeitos com a iniciativa, uma vez que lhes deu a oportunidade de realizar mais um sonho e vincaram a necessidade de o município desenvolver mais acções do género.

Hospital provincial de Pemba tido como um dos melhores do país

O Hospital Provincial de Pemba acaba de ser classificado, pelo ministério de Saúde, como um dos melhores do país. Bom atendimento aos utentes, o melhoramento das condições de higiene, prevenção de infecções e redução da taxa de mortalidade pesaram para a pontuação, derrotando assim outras unidades sanitárias do mesmo nível, ou seja, da Beira, e Chimoio que também concorriam para o mesmo fim, cujos resultados foram anunciados recentemente numa cerimónia pública na cidade de Maputo.
 Hospital provincial de Pemba tido como um dos melhores do país

O prémio da distinção foi um diploma de mérito atribuído pelo ministério de tutela ao hospital provincial de Pemba e chegou, na passada segunda-feira, às mãos dos funcionários da considerada maior unidade sanitária de Cabo Delgado, através da directora provincial do ramo, Sãozinha Agostinho.

Para além do hospital provincial de Pemba, concorriam também os da Beira e Chimoio, tendo o da capital de Cabo Delgado ocupado o primeiro lugar, a mesma posição partilhada com o de Xai-Xai, província de Gaza.

Armando Meque, director clínico daquela unidade hospitalar, falando ao nosso jornal, após a cerimónia de entrega do diploma, acrescentou que no passado, o de Pemba havia ocupado o terceiro lugar, o que permitiu que incrementasse o cumprimento dos requisitos em avaliação, tais como, a limpeza, bom atendimento e empenho de todo pessoal ali afecto.

Meque fez saber ainda ao nosso jornal, que muita coisa melhorou naquele hospital desde o ano passado referindo que recentemente aquela unidade sanitária ressentia-se da falta de água potável, situação que não permitia uma limpeza eficaz, apesar dos esforços empreendidos pelo pessoal serventuário e não só.

“Já não temos este problema, conseguimos ultrapassar porque houve um incremento no abastecimento de água como sabe, sem água é difícil manter limpo o hospital. No que tange ao atendimento aos utentes, sempre temos lutado para servirmos de melhor forma a todas as pessoas que procuram todos serviços aqui prestados, por esta razão, digo com toda força que ganhamos por mérito o prémio”- referiu Meque.
O diploma foi entregue aos funcionários do hospital provincial de Pemba um acto orientado pela respectiva directora provincial, Sãozinha Agostinho que dedicou o galardão aos utentes daquela unidade hospital e a todo pessoal de saúde que ali trabalha. Segundo a directora, não fosse o empenho destes não seria possível a distinção.

“Até ao servente que todos os dias limpa o nosso hospital também temos que dedicar este prémio e porquê não, também, ao utente que por sua vez contribui para a existência do hospital porque se existe a infra-estrutura é porque existe a quem temos que servir, então se a satisfação no atendimento for eficiente e atenciosa sempre seremos galardoados”- considerou o director clínico do hospital provincial de Pemba, Armando Meque.

Mais empresas Made in Mozambique

Mais empresas Made in Mozambique
Quatro empresas nacionais acabam de aderir ao selo Made in Mozambique, que pretende promover o produto nacional dentro e fora das fronteiras nacionais.

As empresas aderentes são Bom Garfo, Blue Water Marine Serviços, Consultec Consultores Associados e Maribel Imobiliário” e Sépticos. Todas as empresas receberam esta quinta-feira do Ministério da Indústria e Comercio o selo Made in Mozambique.

O ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse, na ocasião, que a adesão das referidas empresas significa o crescimento da economia nacional, porque demonstra o surgimento de mais iniciativas privadas no mercado nacional.

Com a adesão do Bom Garfo Blue, Blue Water Marine Serviços, Consultec Consultores Associados e Maribel Imobiliário e Serviços, o número das empresas que usa o selo Made in Mozambique passou para 248.

Neste momento uma das condições para ser atribuído o selo Made in Mozambique, é cumprir com as obrigações de segurança social, pagamento de salários em dia aos trabalhadores e incorporação de uma determinada percentagem da matéria-prima nacional no processo de produção e ter trabalhadores moçambicanos no seu quadro pessoal.

Oito funcionários do Estado julgados por desvio de fundos

Oito funcionários do Estado julgados por desvio de fundos

Oito funcionários do Estado estão a ser julgados desde o passado dia 19 de Novembro corrente, acusados de desvio de fundos públicos, no valor de 856 mil meticais. Deste grupo, foi possível apurar que 5 são funcionários afectos à Direcção Provincial do Trabalho de Maputo.

No primeiro dia do julgamento, segunda-feira, a juíza da quinta secção do Tribunal Judicial da Província de Maputo ouviu três réus, faltando agora ouvir os restantes cinco réus, a partir do dia 28 de Novembro.

Entre os acusados consta uma ré detida, e que na altura dos factos estava afecto ao sector do Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE) na Direcção Provincial do Trabalho. O grupo terá desviado fundos através de processos fraudulentos que consistiu em efectuar pagamentos a funcionários e serviços inexistentes.

“O julgamento começou na segunda-feira e foi suspenso no mesmo dia. Até aqui foram ouvidos três réus dos oito em julgamento. Vai continuar próxima semana. Devido ao elevado número de implicados, as audições serão feitas em fases. Não se sabe quando é que será lida a sentença”, disse a nossa fonte sublinhando que quando se começou com as investigações muitos implicados passaram de arguidos a declarantes.
Do grupo, apenas uma ré é que está detida, os restantes estão a responder o processo em liberdade.

Pagamento aos professores: Horas extras mais céleres

Pagamento aos professores: Horas extras mais céleres
Na óptica do Ministro da Educação, Augusto Jone, o espírito do despacho conjunto, assinado entre as duas instituições, é de que os professores com horas extras devidamente comprovadas sejam pagos a tempo e hora.

Falando no Parlamento na sessão de perguntas ao Governo que ontem terminou, Augusto Jone deu conta que tudo está a ser feito para que o processo de fiscalização não penalize os professores honestos e dedicados, que são a maioria.

Segundo justificou, o pagamento relativamente tardio deste subsídio prende-se, por um lado, com os mecanismos de controlo instituídos para eliminar o pagamento de horas indevidas. Por outro, o processo de pagamento é antecedido pela elaboração do impacto orçamental que acontece depois do levantamento estatístico de 3 de Março, altura em que os horários dos professores podem ser considerados definitivos.

Com base nos horários definitivos, de acordo com o ministro da Educação, inicia-se o processo de elaboração dos mapas de horas extras na escola, para a verificação nos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia, de autorização pelo administrador do distrito, seguida da verificação pela Direcção Provincial do Plano e Finanças.

Nos últimos anos, visando combater possíveis fraudes, o início do pagamento de horas extras, acontece depois da reconfirmação das cargas horárias nas escolas, pela brigada mista, constituída pelos técnicos das Finanças e Direcção Provincial de Educação e Cultura.

No que tange ao pagamento de salários e subsídios de localização dos professores, o ministro da Educação, esclareceu que os dois ordenados são pagos em simultâneo e os professores têm recebido com regularidade.

“Neste sentido é importante frisar que se deu um salto qualitativo. Hoje o professor recebe com regularidade o seu salário. Porém, a inexistência de agências bancárias em todos os distritos tem contribuído para o levantamento tardio dos ordenados já processados e depositados no banco”, disse.

Todavia, o pagamento de salários e subsídios de localização aos professores recém-graduados está condicionado a tramitação do expediente, nomeadamente desde a aprovação do cabimento orçamental, contratação, visto do tribunal administrativo, entre outros procedimentos que tem concorrido para relativo atraso.

Na sua óptica, a instalação dos tribunais administrativos nas províncias vai permitir que o processo se torne ainda mais célere.

Segundo Augusto Jone, se por um lado o sistema educativo se expandiu, por outro, trouxe consigo outros desafios, nomeadamente a necessidade de mais recursos financeiros e humanos, mais salas de aula, carteiras, bem como maior capacidade institucional para gerir um sistema em constante crescimento.

Novos contratos: OE vai arrecadar mais dos megaprojectos

Novos contratos: OE vai arrecadar mais dos megaprojectos

Segundo o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, a decisão enquadra-se no âmbito dos ajustamentos que o Executivo tem vindo a fazer à legislação, de modo a que os grandes projectos contribuam com um peso mais significativo no Orçamento do Estado.

Os megaprojectos passam a ter a obrigatoriedade de pagar o Imposto sobre os Rendimentos de Pessoas Colectivas, cuja taxa é de 32 por cento, dado que anteriormente estas grandes empresas tinham os seus rendimentos isentos de qualquer obrigação fiscal.

Os únicos incentivos de que os megaprojectos beneficiam agora são os previstos na Lei 13/2007, de 27 de Junho e que apontam apenas a isenção, por um período de cinco anos, de direitos para a importação e utilização de laboratórios, camiões e outro tipo de maquinaria usada em pesquisas.

No entanto, Alberto Vaquina, que intervia ontem, em Maputo, na plenária da Assembleia da República por ocasião da sessão de perguntas ao Governo, reafirmou ainda que a alteração das condições contratuais negociadas previamente com os megaprojectos já implantados no país, não pode ser feita de forma precipitada.

“Estamos a dizer exactamente que antes de mais nada, temos de verificar o enquadramento legal das alterações a efectuar e avaliar os possíveis impactos de tais medidas na imagem internacional de Moçambique, bem como nos esforços que o nosso Governo tem estado a levar a cabo para a criação de cada vez mais emprego”, disse o Primeiro-Ministro.

Ainda ontem, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, debruçou-se exaustivamente sobre uma questão colocada pela bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), sobre as medidas que estão a ser tomadas pelo Governo para assegurar o alcance do objectivo do combate à pobreza, conforme o plasmado nos diversos planos governamentais.

O ministro Cuereneia reportou avanços nos sectores da Educação, onde se registou um aumento da taxa líquida de escolarização de 66.8 por cento em 2003, para 71.8 por cento em 2012; a construção dos regadios de Paúnde e Chimunda, na província de Inhambane e Nante, na Zambézia; bem como a e reabilitação do Regadio do Baixo Limpopo, em Gaza.

Aiuba Cuereneia destacou ainda o facto de desde que o Governo criou o fundo dos 7 milhões de meticais destinados a apoiar o desenvolvimento nos distritos, em 2006, terem sido já criados mais de 300 mil empregos.

“Nesta perspectiva, consideramos que o combate à pobreza não se faz só por aumentar o dinheiro no bolso. É impulsionando e apoiando as famílias a aumentar a produção de alimentos, é provendo saúde suficiente para manter energia e força para o trabalho, é educando o povo que se coloca a semente na terra para a criação da riqueza”, disse Aiuba Cuereneia.

Governo vai receber quadros séniores da Renamo

Governo vai receber quadros séniores da Renamo

O Conselho de Ministros reuniu-se ontem, em Maputo, na sua 3ª sessão extraordinária para apreciar o pedido da Renamo, dirigido ao Presidente da República, Armando Guebuza, solicitando uma audiência ao Governo para quatro quadros seniores da Renamo, nomeadamente Manuel Bissopo, Eduardo Namburete, Meque Brás e Abdul Magid Ibraimo.

Em declarações à Imprensa, o porta-voz do Conselho de Ministros, Henrique Banze, afirmou que o Governo aceitou o pedido de audiência, tendo decidido que os referidos quadros da Renamo serão recebidos por uma delegação chefiada pelo Ministro da Agricultura, José Pacheco, e que integra, entre outros, os Vice-Ministros da Função Pública e das Pescas, respectivamente, Abdurremane Lino de Almeida e Gabriel Muthisse.

A audiência, segundo a fonte, terá lugar em Maputo, a capital da República de Moçambique, em data e hora a serem comunicadas à Renamo.
“O Governo realça que em momentos anteriores a Renamo já solicitou encontros com a Frelimo e não com o Governo, contrariamente ao que vem referido no pedido em apreço”, disse Henrique Banze.

Alberto Vaquina ataca oposição

Alberto Vaquina ataca oposição
No segundo e último dia da sessão de perguntas ao Governo, no Parlamento moçambicano, o Primeiro-ministro Alberto Vaquina aproveitou o seu discurso para fazer um ataque a oposição.

No caso da exploração dos recursos naturais, o Primeiro-ministro moçambicano disse que o Governo tem procurado guiar-se por políticas públicas que asseguram a geração de receitas fiscais a favor do Estado.

«Neste sentido, importa reiterar que o Governo tem vindo a fazer os necessários ajustamentos à Lei, de modo a que estas empresas contribuam com um peso mais significativo no Orçamento do Estado, tendo inclusivamente, para os novos contratos, eliminado os incentivos que inicialmente foram praticados», referiu o Chefe do Executivo.

Num outro desenvolvimento, Alberto Vaquina disse que «quando afirmamos que o Governo não pode precipitadamente alterar as condições previamente negociadas, estamos a querer dizer que, antes de mais, temos que verificar o enquadramento legal das alterações a efectuar e avaliar os possíveis impactos de tais medidas na imagem internacional de Moçambique, bem como nos esforços que o nosso Governo tem feito para a criação de mais empregos para os jovens e mulheres do nosso país».

Para Alberto Vaquina, o Governo reage com políticas: «Embora devamos ouvir e ter em conta todas as contribuições e críticas, como Governo, não podemos mudar de direcção sempre que alguém critica ou apresenta uma opinião diferente. Não é assim que se governa», reiterou.

O Primeiro-ministro explicou aos deputados da oposição que governar exige responsabilidade nas decisões e nas suas consequências. Disse ainda que, no dia em que tomar decisões inadequadas, induzido pela crítica, que possam vir a reduzir os empregos existentes, não será a oposição a explicar isso ao povo.

«Governar significa ter a serenidade suficiente para explicar o já explicado, como é o caso da questão da renegociação dos contratos. Significa ainda ter capacidade de continuar a construir estradas que são usadas por todos, e mesmo pelos que dizem que não há estradas, e desenvolver actividades sociais, económicas e políticas, usando infraestruturas que dizem não existir», referiu Alberto Vaquina.

Para o Executivo da Frelimo, nas palavras do Primeiro-ministro, governar significa criar condições para haver mais escolas «e ouvir com paciência, dizer que as escolas onde os académicos, cientistas e mesmo os políticos estudam não têm qualidade. Significa ainda dar oportunidade de educação a todos, mesmo sabendo que algumas pessoas apenas assimilarão a instrução e usarão os seus elevados conhecimentos e sua afinidade retórica para insultar a dignidade do seu próximo e do seu povo», acusou.

De referir que as palavras do Primeiro-ministro foram dirigias à bancada parlamentar da Renamo que, na sua intervenção, levantou questões acerca da falta de condições básicas nas escolas, centros de saúde, estradas e infraestruturas sociais em Moçambique. Alberto Vaquina disse ainda que «governar significa ouvir com serenidade os verdadeiros ´mentirosos´ tratando-nos por mentirosos. Significa abrir espaço para haver órgãos de comunicação social, como rádios, televisões e jornais, e ouvir a oposição, através desses órgãos que existem para todos, dizer que não há liberdade», concluiu o Primeiro-ministro.

Diabetes: Conheça principais factores de risco e como evitar a doença

Diabetes: Conheça principais factores de risco e como evitar a doença

Estudos científicos mostram a importância que os alimentos exercem no controle da glicemia de pacientes portadores de diabetes. Uma pesquisa recente realizada na Universidade de Toronto e divulgada na revista Archieves of Internal Medicine mostrou que a presença de legumes  na alimentação ajuda no controle da glicemia em pacientes com diabetes do tipo 2 (DM2).

Um estudo clássico sobre diabetes, o Diabetes Prevention Program (DPP), demonstrou redução de 58% na incidência de novos casos da doença através do estímulo da prática de actividade física e da adesão à uma alimentação saudável. A Organização Mundial de Saúde divulgou em maio deste ano que um em cada 10 adultos tem diabetes.

É importante lembrar que não é possível evitar completamente o desenvolvimento do DM2, mas é possível mesmo na presença do factor genético, diminuir os seus riscos, através da mudança do estilo de vida, controle do peso corporal e da prática regular de actividade física.

Os principais factores de risco:

Os factores de risco podem ser classificados em não modificáveis (idade, herança genética) e comportamentais/modificáveis (atividade física, alimentação, consumo de álcool).

– Hereditariedade: se houver familiares (pai, mãe ou irmãos) com diabetes já existem chances do desenvolvimento da doença.
– Obesidade (80-90% dos casos).
– Idade superior a 45 anos.
– Aumento da relação cintura-quadril.
– Triglicérides alto (superior a 250mg/dl) e HDL colesterol baixo.
– Presença de esteatose hepática não alcóolica.
– Alimentação: alto consumo de calorias, fontes de gordura saturada.
– Sedentarismo.

Algumas directrizes para fazer escolhas alimentares saudáveis e promover saúde:

Procure manter o peso ideal, atenção no equilíbrio do consumo alimentar e do gasto energético.
O que evitar:

– Alimentos refinados e a versão branca de (pão, arroz, macarrão).
– Consumo excessivo de carnes vermelhas, frios e embutidos.
– Alimentos com gordura trans (bolachas, biscoitos e sorvetes).
– Doces e açúcares simples.
– Bebidas alcoólicas.
– Alimentos ricos em calorias e pobres em nutrientes (refrigerantes, bolachas, balas, salgadinhos, fast food em geral).

O que escolher:

– Alimentos in natura, pois são ricos em vitaminas, minerais e fibras.
– Verduras (se possível cruas).
– Legumes e frutas.
– Peixes, pelo menos duas vezes na semana.
– Alimentos integrais (pães, macarrão, arroz).
– Frutas oleaginosas (castanhas, nozes, avelãs).

Um estilo de vida saudável:

– Reduzir o  sedentarismo.
– Ser fisicamente activo.

A chave é a prevenção.

População aguarda pelo reassentamento, mas a vida não pára

População aguarda pelo reassentamento, mas a vida não pára
Passam sensivelmente dois meses desde que o Presidente Armando Guebuza lançou, a 20 de Setembro, a primeira pedra para a construção da ponte sobre a baía de Maputo, incluindo as estradas KaTembe/Ponta D’Ouro e Bela Vista/ Boane. A construtora chinesa CRBC ainda não iniciou com as obras, pois o município de Maputo e a empresa pública Maputo Sul ainda não lograram transferir uma única família cuja casa está abrangida pelo traçado do projecto orçado em USD 725 milhões, 85% financiados pelo Exim Bank da China.

A maior parte das famílias que viu as suas casas dentro do perímetro do projecto vive no assentamento informal que se ergue sobre as barreiras de protecção da Malanga.

O projecto da ponte, exactamente naquela zona, constitui a parte norte do mesmo. Porém, o atraso no início do reassentamento põe em causa a seriedade das autoridades moçambicanas, pois o empreiteiro sempre insistiu na necessidade de ter toda a área do projecto livre de residências e outro tipo de propriedades.

Cabe ao executivo (através da empresa pública Maputo Sul, subordinada ao Ministério das Obras Públicas), em coordenação com o Conselho Municipal de Maputo transferir para novos bairros 4500 famílias, incluindo o pagamento das devidas compensações.

As despesas de reassentamento serão suportadas pelo executivo central, através da sua comparticipação no projecto, que corresponde a 15% do orçamento total (USD 725 milhões).

Do total das famílias por reassentar, 4000 vivem na parte norte do projecto, mais concretamente na Malanga. Os 500 remanescentes estão na parte sul e destes nenhum será deslocado para fora da KaTembe, sua zona residencial actual.

Residentes aguardam pelo reassentamento, mas a vida não pára

Otília Machaieie, 50 anos, vive nas barreiras da Malanga, onde chefia uma família de cinco membros. O seu espaço não está delimitado, mas pode-se estimar 15 metros de comprimento e 10 de largura.

Nele cabe uma casa de três quartos e uma sala feita de blocos e chapas de zinco, um quarto geminado que é arrendado a vendedores ambulantes da Malanga a 500 meticais por mês.

A família da Otília Machaieie partilha a mesma latrina sem cobertura feita de lonas e sacos plásticos com os três jovens arrendatários. Ao lado, fica o fogão de carvão vegetal, a cozinha familiar.

Quando a nossa equipa entrou na sua residência, há duas semanas, ela torrava amendoim para vendê-lo na baixa da Cidade de Maputo. “Já vieram pessoas para nos informar que havemos de sair, fizeram levantamentos das nossas casas, mas até aqui ainda não sabemos quando”, conta.

Mas ela está indiferente com os atrasos no início do reassentamento. Apesar da zona não reunir as mínimas condições de habitação, Otília Machaieie vê vantagens em permanecer nas barreiras da Malanga: “é perto da cidade”. Na verdade, a zona está na cidade, mas ela não faz parte da cidade.

É um mundo a parte, com as suas próprias características. Muitos residentes locais vivem do comércio informal e este, como é comummente sabido, floresce com rentabilidade nos centros urbanos. Outros fazem a vida nos terminais portuários de Maputo como estivadores sazonais.

A baixa da cidade fornece clientela para o amendoim torrado da Otília, o sustento da família que perdeu o pai há anos. “Na última reunião disseram que íamos ser transferidos Costa do Sol, KaTembe, Boane e Marracuene”, conta, acrescentando que ela prefere estar no bairro mais próximo da cidade. E prefere que as autoridades construam casa para ela e não que dêem dinheiro.

Laura Mundhluvo é vizinha da Otília. Tem em comum o facto de serem viúvas e, por via disso, tomarem conta das respectivas famílias. Partilham também o motivo que as levou a fixar residência na cidade de Maputo: guerra civil. Aliás, o conflito armado que durou 16 anos no país foi a principal causa para o surgimento do assentamento informal da Malanga.

Actualmente, concorre para a fixação de mais pessoas naquela zona, o desemprego que campeia nas zonas rurais.

A cidade também não oferece empregos, mas um vasto leque de tácticas de sobrevivência, desde o comércio informal até ao roubo permitem o superpovoamento das barreiras da Malanga. Mundhlovo não sabe precisar a sua idade, vive com dois menores de idade, seus netos. Ela também arrenda um quarto encostado à casa principal de quarto e sala, um emaranhado de blocos com cobertura de chapas de zinco.

Contrariamente à sua vizinha Otília, ela prefere receber casa fora da cidade. “Preciso de ter um terreno para praticar agricultura, aqui não é possível. O dinheiro de renda (500 meticais mensais) não chega para me alimentar”, lamenta.

Trabalhar com a terra é a única coisa que aprendeu na vida, desde a infância em Chibuto. “Quero que eles construam a casa. Eu já não aguento, não tenho forças para controlar uma obra”, diz. A demora é lhe indiferente, afinal ela poderá não usar a ponte para KaTembe.

“Estamos a rectificar alguns erros” – administrador da Ka-Tembe

O administrador municipal da KaTembe, Luís Matsinhe chefia a comissão de reassentamento. Sobre a demora no início do processo de transferência das famílias, ele disse que, neste momento, decorre a correcção dos eventuais erros que terão surgido durante o levantamento.

Findo este trabalho, avança-se para a fase das compensações. As zonas para onde serão reassentadas as famílias que vivem na Malanga ainda não foram definidas. Sabe-se porém que kaTembe e Marracuene são as principais apostas das autoridades.

Mas para os residentes da KaTembe, Matsinhe não tem dúvidas: “ninguém há-de sair da KaTembe. Todas as famílias serão transferidas para o interior da KaTembe”.

Para não pôr em causa os planos e prazos, os trabalhos estão a ser feitos em coordenação com o empreiteiro chinês CRBC.

Sobre as queixas que amiúde têm sido apresentadas por alguns residentes da KaTembe segundo as quais o empreiteiro estaria a invadir as suas machambas e residências para fazer demarcações e perfurações geotécnicas, o administrador municipal da KaTembe fez notar que tudo se deve à falta de colaboração por parte de alguns munícipes.

“Alguns munícipes não deixam o empreiteiro fazer o seu trabalho e isso faz com que os técnicos entrem forçosamente nas casas e machambas para poder fazer as respectivas demarcações”, explicou.

Reabilitação das estradas na Matola é um fiasco

Reabilitação das estradas na Matola é um fiasco
Algumas vias de acesso do Município da Matola tiram sono aos munícipes daquela urbe devido ao seu mau estado para a transitabilidade. Os citadinos apontam o dedo acusador à edilidade alegadamente porque ao invés de optar pelas intervenções de raiz, refugia-se em reabilitações improvisadas, como é o caso do tapamento de buracos e colocação de areia, o que no lugar de minimizar a situação só piora, sobretudo nos dias chuvosos.

António Machava mora no bairro da Machava-Sede. O Conselho Municipal local, pouco ou quase nada faz para melhorar as vias de acesso. Por isso, a cada dia que passa a degradação piora. É difícil encontrar uma avenida que não tenha buracos. Para além dos transeuntes passarem mal, as viaturas danificam-se.

Os encurtamentos de distâncias regulamentares, vulgo encurtamento de rotas, e a especulação da tarifa de passagem são uma das consequências do mau estado das vias de acesso.

“Estamos perante um município indiferente e inoperante. Desde que este elenco ascendeu ao poder vemos obras improvisadas, tapamento de buracos com recurso a pedras e areia. Penso que Arão Nhancale devia colocar o seu lugar à disposição porque nada do que prometeu durante as eleições cumpriu. O pelouro de infra- -estruturas não melhorou os problemas existentes, disse António Machava.

Por sua vez, Elsa Sumaíla, residente no bairro da Matola “A, manifestou-se agastada com aquilo que considera precariedade das vias de acesso porque não beneficiam de manutenção de rotina.

A Estrada Velha, que parte da Machava-Socimol até Nkobe está um martírio para os condutores e passageiros que diariamente usam o troço. Agudiza o dilema de transporte, contribui no aumento das horas da viagem e no agravamento do preço de passagem. Os carros não chegam ao destino por causa da intransitabilidade desta via.

Na óptica da Elsa Sumaíla, a inércia do município na melhoria das condições de transitabilidade daquela vias e de tantas outras, convida os operadores dos transportes semi-colectivos de passageiros a encurtarem as rotas.

“Somos obrigados a pagar o dobro do preço de passagem porque somente desta maneira os transportadores aceitam levar-nos ao destino. O município deve deixar de pôr areia e pedras nos buracos e colocar asfalto real porque o material com o qual tapam os buracos em causa é arrastado pela água e pelos camiões de grande tonelagem”.

Julião Nhantumbo vive na cidade da Matola. Ele disse que não encontra motivos para a não reabilitação de estradas uma vez que os munícipes pagam impostos e o município tem um orçamento interno para esse tipo de trabalho. Em caso de buracos, as vias de acesso da Matola são emendas. A edilidade prefere gastar dinheiro só para assegurar a circulação temporária.

“As nossas vias de acesso precisam de reabilitações de um padrão de reabilitação e reconstrução que garanta durabilidade. Precisamos de estradas que suportem as viaturas de grande tonelagem e que resistam aos fenómenos naturais como a chuva, pediu Nhantumbo, para quem a vereação de infra-estruturas continua a improvisar as intervenções sobre as estradas, como o fez na Avenida União Africana, vulgo estrada velha, que apenas deitaram pedras como forma de amainar a fúria dos transportes semicolectivos que decidiram paralisar a sua actividade.“Duas semanas depois a estrada voltou a estaca zero”.

Ele referiu ainda que a incapacidade do Município da Matola é maior de tal forma que nem conseguiu construir uma vala de escoamento das águas das chuvas que constantemente inundavam a Avenida Josina Machel. A Administração Nacional de Estradas teve que intervir para garantir a transitabilidade naquela via.

“O problema não tem uma solução definitiva porque falta dinheiro” – vereador de infra-estruturas na Matola.

O vereador de infra-estruturas no Município da Matola, Laitone Melo, disse que as inquietações que os munícipes levantam não têm ainda uma solução definitiva à vista porque falta dinheiro para realizar obras de raiz.

O que está a ser feito actualmente são trabalhos de rotina através do tapamento de buracos nas estradas asfaltadas e terraplanagem nas estradas de terra batida, de modo a minimizar a situação e garantir a transitabilidade.

Segundo Laitone Melo, a edilidade só dispõe de cerca de 50 milhões de meticais anuais para reabilitar as vias de acesso. Porém, o valor é irrisório porque grande parte dessas mesmas vias está cansada. Ao invés de uma reabilitação, precisam de uma reconstrução. “Este é que é o maior desafio”.

Acrescentou que está em curso um trabalho no sentido de encontrar estratégias para a realização de obras de grande envergadura e mobilizar os parceiros a financiar intervenções na grande parte da rede rodoviária daquela urbe em péssimas condições de conservação.

Em relação à Estrada Velha, explicou que a sua camada encontra-se saturada e seria necessário removê-la para colocar uma outra de raiz. Este trabalho custaria cerca de 36 milhões de meticais, valor que a edilidade não tem.

Tal como os munícipes referiram e repudiaram o procedimento, Melo reconheceu que as intervenções feitas naquele troço consistiram apenas no tapamento de buracos como forma de assegurar a circulação dos transportadores.

O autarca disse também que algumas estradas terciárias poderão beneficiar de obras de colocação de pavês, como é o caso dos troços do bairro de Khongolote, Machava e da zona de cimento.

Ele apelou para que os munícipes compreendam que enquanto não houver dinheiro para resolver o problema da precariedade das vias de acesso apenas algumas intervenções são possíveis.

Recursos florestais: o sustento de muitas famílias

Recursos florestais: o sustento de muitas famílias

Em alguns distritos da província de Nampula, dezenas de pessoas abatem, indiscriminadamente, árvores para garantir o sustento das suas respectivas famílias. Grande parte das famílias residentes em alguns distritos da província de Nampula dedica-se ao abate desenfreado de árvores para obter o rendimento para a sua sobrevivência.

Os moradores do povoado de Mulapani, distrito de Nacala-a-Velha e percebeu que a exploração da madeira, sobretudo para o processamento local constitui a base das actividades de geração de rendimentos para o auto-sustento.

Amido Laina, de 50 anos de idade, é natural do distrito de Nacala-a-Velha e tem 6 filhos. Desde 1999 dedica-se à exploração de recursos florestais para assegurar o sustento do seu agregado familiar.

Ele referiu que a actividade de exploração de madeira não é um trabalho fácil de realizar, mas não encontra uma alternativa para fazer face ao custo de vida.

Dos seus seis filhos, quatro frequentam a escola, o que exige ao chefe daquela família esforços redobrados para garantir as despesas inerentes ao processo de ensino e aprendizagem no que diz respeito à compra de material escolar.

Embora seja uma actividade complexa devido à rotina de abate e o respectivo processamento, Laina disse que consegue algum dinheiro.

Amido apontou que a falta de compradores é o principal constrangimento que está a registar, visto que nem toda a sua produção consegue colocar no mercado, facto aliado ao número de pessoas que praticam aquela actividade.

Ele acrescentou que os poucos compradores que se fazem ao seu posto de venda não se mostram dispostos a pagar a madeira pelos preços aplicados. “Quando os clientes aparecem, aplicamos o preço inicial de 150 meticais. Eles reclamam alegando serem elevados e devido a sua insistência reduzimos para 100 meticais”, lamentou o nosso entrevistado, afirmando que a falta de meios para a colocação do produto noutros mercados é também outra preocupação.

Os principais compradores da madeira são os residentes da cidade portuária de Nacala e Ilha de Moçambique. A maioria usa como matéria-prima para o fabrico de diversificado tipo de mobiliários, nomeadamente cadeiras, mesas, estantes, portas, janelas, entre outros. Soubemos também que alguns empreiteiros de diversas obras de construção compram a madeira processada naquela região para a edificação de edifícios.

No que diz respeito ao desenvolvimento que se verifica no povoado de Mulapani, a fonte disse que se deve aos bons rendimentos que os moradores obtêm mercê da actividade de exploração dos recursos florestais.

Em Mulapani é possível ver quase todas as casas cobertas de chapas de zinco e com um aspecto melhorado. Fazem o fomento pecuário para a produção de carne, embora em pequenas proporções. A actividade agrícola é praticada na sua maioria por mulheres e crianças com as idades compreendidas entre 12 a 17 anos.

Os rapazes que entram na fase de adolescência são instruídos para se dedicarem aos trabalhos de exploração de madeira no sentido de quando for adulto poder trabalhar por si só para sustentar a sua família.

A participação das crianças no processo de ensino e aprendizagem é garantida apenas para que saiba escrever e ler, mas elas não têm a esperança de progredir para os níveis subsequentes e depois integrarem-se no mercado de trabalho.

José Gustavo, de 25 anos de idade, é natural de Nacala-a-Velha. Informou à reportagem do @Verdade que começou com a actividade de exploração de recursos florestais para a obtenção de madeira no ano de 2010, altura em que desistiu da escola quando se encontrava a frequentar a sétima classe. Abandonou os estudos porque os seus pais não dispunham de condições para custear as despesas escolares, nomeadamente a compra de material escolar.

Gustavo contou que, como se não bastasse, a sua namorada ficou grávida. E, sem nenhuma alternativa, decidiu iniciar a actividade de processamento de madeira nas oficinas de um tio de modo a sustentar a sua mulher e o seu filho que estava para nascer.

Ele afirmou que no princípio foi difícil começar a trabalhar a madeira, mas com o andar do tempo foi-se acostumando. “No começo, foi necessário muita força e coragem devido à falta de máquinas próprias para a realização desta actividade.

O processamento é feito quase de forma manual porque o instrumento utilizado é de fabrico local”, disse e acrescenta que não pode adquirir máquinas sofisticadas porque o seu funcionamento requer o uso da energia e a região ainda não beneficia da corrente eléctrica da rede nacional da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

Perigo da actividade para o meio ambiente

A população do povoado de Mulapani pouco conhece o programa de reposição dos recursos florestais para evitar o desmatamento vegetal a nível das comunidades. Porque, além da exploração da madeira, os residentes usam as árvores para a extração de combustível lenhoso, principal fonte de energia da população local.

Os nossos entrevistados não revelaram o número de quilómetros que percorrem para chegar até ao local da exploração da madeira, mas afirmaram que a distância tem vindo a aumentar na medida em que o tempo vai passando, o que mostra a devastação da floresta naquela região.

Neste contexto, as gerações vindouras acabarão por não beneficiar dos referidos recursos florestais devido ao elevado nível de desmatamento.

A iniciativa presidencial “Uma comunidade, uma floresta” ainda é uma miragem no que diz respeito à sua implementação no povoado de Mulapani, distrito de Nacala-a-Velha.

Consumo do sal não iodado é um perigo para a saúde

 Consumo do sal não iodado é um perigo para a saúde

Algumas pessoas, não poucas, consomem, diariamente, o sal não iodado, adquirido, sobretudo, no mercado informal em condições de venda anti-higiénicas. Contudo, não imaginam sequer os perigos que esta prática acarreta para a sua saúde.

A nutricionista do Ministério da Saúde, Yara Ngovene, adverte que consumir sal não iodado traz vários problemas tais como atraso mental, redução da capacidade de trabalhar, surdez, mudez, abortos espontâneos, nascimento de bebés pequenos, apáticos, doentes e com o corpo deformado e bócio.

Segundo a nutricionista, a maioria da população moçambicana não sabe que a falta de iodo no sal e noutros alimentos degrada o cérebro. A sua consciencialização para que perceba a importância do uso do sal iodado é um dos grandes desafios porque em parte factores como as crenças culturais, o desconhecimento das vantagens do iodo para a saúde e a falta de informação influenciam bastante nas pessoas.

O iodo é um elemento relevante para a saúde do homem porque contém cloreto de sódio e íones úteis para a sobrevivência dos seres humanos, através da regulação de água no organismo. A glândula tiroide, por exemplo, produz hormonas graças ao iodo recebido dos alimentos, essenciais para o desenvolvimento e funcionamento normal do cérebro, do sistema nervoso central, manutenção da temperatura do corpo e o crescimento.

Yara Ngovene aconselha aos cidadãos para que sempre que forem comprar sal, verifiquem se é ou não iodado. Todos devem consumi-lo, principalmente, os jovens, os adultos, os idosos e as mulheres em idade reprodutiva ou grávidas. As necessidades de Iodo aumentam nas crianças e adolescentes porque estão a crescer, e nas mulheres durante a gravidez e quando estão a amamentar. Por isso, as crianças e as mulheres são as mais afectadas pelas doenças devido a falta de Iodo.

As vantagens do seu consumo são várias para o organismo: reduz o risco de atraso mental, garante o bom desenvolvimento físico dos bebés recém-nascidos e combate o surgimento do bócio, uma doença que se manifesta através do inchaço no pescoço. O sal sem Iodo traz problemas como de dificuldades de aprendizagem, redução da capacidade de trabalhar, surdez e mudez, abortos espontâneos, nascimento do bebé com baixo peso.

O bócio é o aumento do tamanho da glândula tiróide que se encontra no pescoço. Quando existe pouco Iodo no corpo, esta glândula aumenta o seu volume ao tentar recolher mais Iodo. Muitas vezes o tamanho do bócio cresce nas mulheres durante a gravidez, porque o seu corpo precisa de mais Iodo para o crescimento do bebé.

De acordo com a nutricionista, um estudo realizado pela Repartição de Nutrição no Ministério da Saúde em 2004, as crianças em idade escolar dos seis aos 12 meses de vida, estimado em 15 porcento sofrem de bócio. As províncias do Niassa, Nampula, Tete e Zambézia são as mais afectadas. Os problemas derivados da falta do iodo no organismo aumentam gastos relacionados com a saúde e educação, uma vez que concorre para o incremento das taxas de repetição e evasão escolar.

E mais, a insuficiência do iodo associada à desnutrição proteico- -calórica é ainda prevalecente em Moçambique e faz com que se perpetue o ciclo de pobreza que impede o desenvolvimento humano e acarreta prejuízos socioeconómicos aos cofres do Estado, concluiu.

Governo capacita produtores em matéria de iodização do sal

De acordo com o Programa Nacional de Iodização do Sal, implementado pelo Governo com o apoio do UNICEF e parceiros, os produtores nacionais têm sido capacitados sobre a importância e as técnicas de iodização. Esta intervenção inclui o apoio na aquisição de iodato de potássio e no fornecimento de laboratórios portáteis para os próprios produtores testarem os níveis de iodo.

Actualmente só há um laboratório nacional, localizado em Maputo. Entretanto, as autoridades nacionais referem que persiste a resistência ao uso do sal iodado, devido, em parte, à fraca disponibilidade deste mesmo condimento alimentar no mercado nacional. Os dados do último Inquérito Sobre Indicadores Múltiplos (MICS) de 2008 indicam que no país 58 porcento dos agregados familiares usam sal pouco iodado e outros 25 porcento consomem sal devidamente iodado.

Um estudo do Ministério da Saúde, que abrangeu cerca de 500 mulheres em idade reprodutiva na província de Nampula, constatou que o conhecimento de que o sal iodado melhora o desempenho escolar aumentou de 9 para 35 porcento num espaço de um ano e meio naquela parcela do país.

O cidadão na primeira pessoa

João Machel reside no bairro do Xipamanine. Ele é um dos poucos que sabem que o consumo do sal sem iodo atenta contra a saúde.

“As pessoas com conhecimento de que o consumo do sal iodado é vantajoso devem engajar-se na divulgação e promoção de informações a respeito deste assunto, e envolver diferentes faixas etárias e os próprios vendedores de sal”.

Marta Chaúque é vendedeira de sal não iodado no Mercado do Xipamanine. Afirma que tem muita procura porque por dia chega a vender em média três sacos de 10 quilogramas cada, ou seja, 30 quilos. Ela disse que não sabe o perigo que o consumo de sal não iodado traz para o organismo humano.

“Da forma como as pessoas compram o sal, demonstra que não há nenhum risco para a saúde. Ninguém quer arriscar a sua vida”, considerou, sem no entanto a noção de que os seus clientes não têm informação de que se deve evitar ao máximo o sal sem iodo.

Segundo ela, para além de ainda não ter conhecimento de casos de pessoas com problemas de saúde por causa do consumo de sal não iodado, algumas pessoas “não gostam do sal embalado (tratado e com iodo) porque afirmam que altera o gosto e reduz o apetite”.

Manuel Manhiça, morador do bairro da Malhangalene “B”, considera que “não existe melhor sal do que o natural, retirado directamente da salina para panela porque nele nada se perde. Durante a refinação ou iodização há desperdícios. Não há necessidade para consumir sal iodado uma vez que contém substâncias químicas. Para mim a ciência perdeu credibilidade pois diz algo hoje e no dia seguinte contradiz. Já consumi tantos quilos de sal não iodado mas ainda me sinto bem. Não sofro de nenhum problema”.

O que é sal iodado?

O sal iodado é aquele que contém Iodo. O Iodo é um mineral essencial para o crescimento e desenvolvimento do corpo humano. Sem ele, o corpo e o cérebro não se desenvolvem adequadamente. A sua falta considerada é a causa mais comum da deficiência mental no mundo, mas pode ser prevenida.

A quantidade diária de Iodo que o organismo precisa é muito pequena. O total que uma pessoa precisa durante toda a sua vida é uma quantidade equivalente a uma colher de chá.

O Iodo está disponível nos alimentos do mar, como o peixe, mariscos, mas como o acesso a estes alimentos é difícil em muitos casos, decidiu-se pôr o iodo no sal, de modo a enfrentarmos os problemas causados pela sua falta.

Avaria e aumento de procura pressionam preço de cimento

O Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que a subida do preço de cimento em Moçambique se deve a uma avaria registada numa das seis fábricas existentes no país.
Avaria e aumento de procura pressionam preço de cimento

Esta justificação do ministro resulta das questões apresentadas pela Renamo, sobre as razões que levaram o preço do saco de 50 quilogramas de cimento a ser comercializado a 250 meticais, havendo zonas em que é vendido a 600 meticais.

“A produção global do cimento nacional tem vindo a crescer, tendo atingido o pico no mês de Agosto de 2012 de cerca de 147.929 toneladas. No entanto, no mês de Setembro registou um decrescimento de 15,3 por cento em relação ao mês anterior ao passar para 125.291 toneladas”, disse o governante.

Inroga explica que, além da referida avaria, o país também registou uma redução na importação de cimento devido à subida dos preços no mercado internacional.

Com efeito, de Agosto a Setembro, as importações de cimento baixaram em 44,7 por cento, tendo passado de 39.155 toneladas para 21.671 toneladas.

Segundo o ministro, o aumento da procura acentua-se nas regiões centro e norte do país causado principalmente pela realização de grandes projectos de infra-estruturas, como são os casos da ponte sobre o rio Zambeze, estradas nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, do Aeroporto Internacional de Nacala, entre outros.

Esta situação obriga as fábricas a priorizarem o fornecimento de cimento aos projectos para garantir a sua continuidade, restando pequenas quantidades para a rede comercial.

Contudo, Inroga disse haver várias medidas que visam atenuar a escassez de cimento no mercado nacional, entre as quais o aumento da capacidade de produção das fábricas.

Actualmente decorre na zona centro a montagem de um novo moinho com capacidade de produzir 500 mil toneladas por ano, cujo arranque está previsto para Junho do próximo ano, elevando a capacidade instalada para 740 mil toneladas por ano.

Além disso, prevê-se uma subida na importação de cimento, com a chegada de 54 mil toneladas de cimento no país, das quais cinco mil para a zona sul, 18.500 toneladas para a zona centro e 30.500 para a zona norte. Desta quantidade, já estão no país cerca de 18 mil toneladas.

O Governo também pretende promover a atracção de mais investidores para a implementação de projectos de novas fábricas, bem como a inspecção periódica dos locais onde a procura do cimento determina o aumento dos preços, entre outras medidas.

Cancro do colo uterino – Moçambique submete pedido de vacina à OMS

O governo já submeteu um pedido a Organização Mundial da Saúde (OMS) para que Moçambique seja elegível a vacina contra o cancro do colo uterino, que já se transformou num problema da saúde pública no país, anunciou hoje, Carla Matos, chefe do Departamento de Doenças Não Transmissíveis no Ministério da Saúde (MISAU).
Cancro do colo uterino - Moçambique submete pedido de vacina à OMS

Carla Matos, que falava a imprensa moçambicana na cidade do Porto, a margem da visita de trabalho que a Primeira-dama, Maria da Luz Guebuza efectua desde terça-feira a Portugal, disse que o preço tem sido o maior impedimento para a sua massificação no país devido às elevadas somas de dinheiro envolvidas.

Enquanto o governo aguarda pela autorização para a recepção da vacina a preços sustentáveis, segundo Carla Matos, Moçambique tem vindo a implementar desde 2009, um programa de detenção precoce que permite tratar a doença e impedir a sua evolução para a fase de cancro.

A Primeira-dama moçambicana deverá dissertar, sexta-feira, no seminário internacional sobre “Criança Doente Oncológica e a Criança Portadora do HIV”.

“O rastreio que Moçambique está a realizar neste momento é um programa barato. Ele permite detectar a doença antecipadamente e, uma vez diagnosticada, a pessoa é tratada e só volta cinco anos depois a unidade sanitária para fazer o controlo”, disse Matos.

Carla Matos avançou que, actualmente, o serviço de rastreio do cancro do colo uterino em Moçambique está a ser feito em 77 unidades sanitárias em todo o território nacional, integrado no programa de planeamento familiar.

O elevado índice desta doença em Moçambique, segundo Carla Matos, está relacionado com o início precoce das relações sexuais pelas mulheres. Além disso, muitas mulheres não procuram assistência médica em caso de complicações de saúde.

“Esta doença é evitável porque a partir do aparecimento da infecção ela leva entre 10 a 12 anos para evoluir para a fase de cancro, tempo suficiente para se evitar a sua progressão”, alertou.

Nesta área o seminário do Porto poderá ajudar Moçambique na angariação de mais apoios para as áreas de pesquisa, diagnóstico, formação e pessoal e na investigação do cancro em geral, explicou Carla Matos.
Moçambique também está a trabalhar com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para que esta organização concentre as suas atenções para o combate desta doença no país.

Sobre a criança portadora do HIV, outro tema a ser abordado por Maria da Luz Guebuza, tendo como pano de fundo reduzir para zero a transmissão vertical (mãe para filho), Carla Matos disse que este serviço está a ser prestado em mais de mil unidades sanitárias.

Neste contexto, cerca de um milhão de mulheres gravidas seropositivas beneficiam actualmente de aconselhamento e tratamento, como única forma de garantir o nascimento de crianças livres do HIV.

Na quinta-feira Maria da Luz Guebuza deverá visitar locais de interesse social e económico na cidade do Porto, com destaque para a Câmara Municipal e o Quartel do Bombeiros.

Jovens devem acelerar devolução dos 7 milhões

O Secretário-Geral da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Basílio Muhate, manifestou-se satisfeito com os níveis de reembolso do fundo de apoio às iniciativas locais, vulgo 7 milhões por parte dos jovens na província de Inhambane, mas apelou para que o processo de devolução seja célere.
Jovens devem acelerar devolução dos 7 milhões

Basílio Muhate visitou recentemente cinco distritos da província de Inhambane, nomeadamente Zavala, Morrumbene, Panda, Funhalouro e Mabote, incluindo a cidade capital. Naqueles distritos, o secretário-geral da OJM visitou iniciativas empreendedoras de jovens que beneficiam do fundo de 7 milhões, tendo constatado com agrado a organização individual e colectiva dos jovens com vista a submeterem seus projectos aos conselhos consultivos distritais.

Exortou para que os militantes da organização e a juventude em geral abracem o programa das células agrárias, que consiste na criação de iniciativas juvenis individuais e colectivas nos ramos da agricultura e pecuária. O apelo enquadra-se no âmbito das decisões do X Congresso do partido Frelimo que orientam os militantes para uma maior participação no combate a pobreza e na promoção da riqueza.

Nos distritos de Mabote e Funhalouro, os jovens mostraram-se preocupados com a falta de chuva nos postos administrativos e localidades, o que já comprometeu a fase inicial da campanha agrícola 2012/2013. Uma das actividades desenvolvidas pelos jovens naqueles distritos é a criação de gado e a cultura do caju.

Basílio Muhate procurou inteirar-se do acesso a habitação por parte dos jovens, tendo testemunhado a atribuição de talhões para a construção de casas nos distritos de Zavala e Funhalouro, onde já foram entregues pouco mais de 1000 unidades, e na cidade de Inhambane, onde o presidente do município lançou o programa de atribuição de talhões envolvendo 150 jovens, de um total de mil.

Em Panda e Mabote já foram identificados espaços para atribuição de talhões aos jovens, estando prevista para princípios de 2013. Basílio Muhate saudou os esforços dos governos distritais e municipais em Inhambane no provimento de habitação para jovens e exortou para que estas iniciativas continuem.

No Distrito de Morrumbene, o secretário-geral da OJM visitou uma propriedade da organização. Trata-se de uma propriedade que ocupa uma área de cerca de 700 hectares, destinada ao desenvolvimento de diversas actividades. Basílio Muhate disse que a OJM pretende reactivar a actividade e a dinâmica que esta propriedade já teve no passado no desenvolvimento da província de Inhambane.

A visita àquela província tinha como objectivos acompanhar o grau de funcionamento dos órgãos da OJM, divulgar as decisões do X Congresso junto dos jovens, diálogo e troca de experiências. Integraram a comitiva Edilson Munguambe, chefe do gabinete de estudos e análises da OJM, Virgílio Muhlanga, chefe de relações públicas, Felícia Sabina, membro do gabinete de desenvolvimento da jovem mulher na sede nacional, e Argentina Chilengue, colaboradora da sede nacional da organização.

Funcionários de Namarrói obrigados a amortizar dívida do FDD

O executivo distrital de Namarrói, na província da Zambézia, tomou uma decisão corajosa de descontar na fonte os funcionários do Estado que são mutuários do Fundo Distrital de Desenvolvimento (FDD).
 Funcionários de Namarrói obrigados a amortizar dívida do FDD

Trata-se de oito funcionários públicos de diferentes sectores que, no período que vai entre 2007 a 2010, se beneficiaram de valores monetários para desenvolver projectos de rendimentos por si propostos, mas nunca apresentaram nenhum plano de amortização da dívida e nem manifestavam tal vontade.

A nossa Reportagem, que esteve há dias em Namarrói, confirmou junto das autoridades governamentais locais os descontos que estão a ocorrer desde Maio deste ano depois de uma negociação havida entre o Conselho Consultivo Distrital dirigido pelo administrador local e os funcionários visados.

Há informações que em quase todos os distritos os maiores beneficiários são funcionários do Estado ou comerciantes que movimentam grandes somas de dinheiro. Todavia, este é pelo menos o primeiro caso em que um administrador toma uma “medida cirúrgica” ao exigir que funcionários do Estado que devolvam o dinheiro que pediram emprestado. Questionado se para além disso haveriam medidas administrativas, uma vez que, o fundo é destinado aos pobres e não aos funcionários do Estado, Rui Caminho disse que neste momento o mais importante é recuperar o dinheiro do erário público para que seja canalizado preferencialmente a cidadãos pobres para aumentarem suas rendas através da produção de comida, comercialização e pequenos projectos sustentáveis, que também podem contribuir para o crescimento do distrito.

Rui Caminho afirmou que há neste momento muitos cereais na posse dos produtores agrícolas quer do sector familiar, quer associativo mas não estão a ser escoados por falta de capacidade financeira de pessoas que possam intervir na comercialização. “É esse dinheiro que tem que ir para essas pessoas e não para os funcionários do Estado; estes têm salários e pretendem aumentar suas rendas que recorram aos bancos comerciais e é legítimo; esse dinheiro, como tem dito o Chefe do Estado é para a população pobre que precisa de melhorar a sua renda”, disse Rui Caminho para depois acrescentar que com os descontos através da retenção na fonte foi possível recuperar 90 mil meticais de um total de 400 mil meticais que estavam em dívida.

Entretanto, a nossa Reportagem soube igualmente que os beneficiários destes fundos no lugar de implementarem os seus projectos a nível local acabaram executando actividades nos distritos de Ile, Mocuba e Inhassunge. Confrontado com esta realidade, Rui Caminho afirmou que isso aconteceu antes de chegar a Namarrói e uma das medidas que tomou é afixar as listas de cada grupo de mutuários em todas sedes das localidades e postos administrativos para os residentes locais conheçam os beneficiários por uma questão de transparência.

Aquele dirigente disse que para intensificar mais o processo de cobrança dos reembolsos foram criados este ano oito comités de cobrança ao nível da base, esperando que até ao final deste ano se formem trinta e duas comissões de cobranças aos mutuários que não estão a honrar com os compromissos.

O distrito de Namarrói recebeu este ano um montante de 11.141.000 meticais para o financiamento de projectos no âmbito do Fundo Distrital de Desenvolvimento. Com aquele valor estão a ser financiados 230 projectos submetidos ao Conselho Consultivo Distrital e foi adquirido um tractor para apoiar na mecanização agrícola. Do número total de projectos aprovados 136 são de geração de renda, dos quais 52 para projectos de homens e 23 mulheres e outros para a produção de comida.

UEM lança revista científica

A Universiade Eduardo Mondlane (UEM) lança esta tarde uma regista científica produzida no seu estabelecimento de ensino, como forma de massificar os conhecimentos técnico-científicos e dar a conhecer um público especializado, e não só, mais alargado dentro e fora do país.
UEM lança revista científica
Esta revista foi criada ao abrigo de uma decisão tomada numa das sessões do Conselho Universitário realizado no presente ano. O lançamento desta publicação está ainda enquadrado nas comemorações dos 50 anos do Ensino Superior em Moçambique.

No acto estarão presentes várias figuras da classe académico-científica, docentes, estudantes, num evento a ser dirigido pelo Ministro da Educação, Augusto Jone.

As publicações constituem um instrumento fundamental de divulgação dos resultados de investigação e critério indispensável na avaliação da qualidade das instituições e seus membros.

Em 2009, a UEM iniciou uma reflexão com vista a aferir a necessidade de reactivar o processo de publicações interrompido após a independência e/ou existência de forma descontínua.

Moçambicanos formam-se em diplomacia na China

Vinte moçambicanos deverão deslocar-se a China próximo ano para formação na área da diplomacia, no quadro das relações de cooperação existentes entre os ministérios dos negócios estrangeiros dos dois países.
Moçambicanos formam-se em diplomacia na China
O facto foi anunciado ontem à Imprensa, no final das conversações bilaterais havidas em Maputo entre o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Eduardo Koloma, e o seu homólogo chinês, Zhai Jun, que se encontra de visita ao país para o reforço das relações de amizade e colaboração entre os dois países.

Os 20 moçambicanos deverão frequentar um curso com a duração de 21 dias. Entretanto, ao abrigo dos instrumentos jurídicos de cooperação assinados pelas partes, quatro especialistas chineses na área da agrícola deverão deslocar-se ao país, onde serão afectos ao Ministério da Agricultura e transmitir tecnologias de produção de alimentos.

Para o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Eduardo Koloma, a formação de moçambicanos na China na área da diplomacia significa o reforço institucional no contexto da cooperação específica entre os ministérios dos negócios estrangeiros dos dois países.

Nas conversações bilaterais havidas entre as duas partes, foram destacadas as relações de amizade e cooperação entre Moçambique e a China, bem como manifestado o interesse para o incremento das mesmas em vários domínios. Eduardo Koloma disse, na ocasião, que o Governo moçambicano congratula o Governo chinês pela realização com sucesso do 18- congresso do partido comunista chinês.

Afirmou que Moçambique reitera o seu apoio à política e esforços da República Popular da China com vista à reunificação do país. Por seu turno, Zhai Jun manifestou a sua alegria por visitar o país, destacando o envolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação na promoção das relações de amizade e cooperação entre os dois povos.

Antes das conversações bilaterais, Zhai Jun manteve um encontro de cortesia com o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, encontro no qual terá sido analisada a implementação dos resultados da V Conferência Ministerial do Fórum sobre a Cooperação Sino-África, que se realizou em Julho deste ano na capital chinesa, Beijing.

Ainda ontem, Zhai Jun foi também recebido, em encontro de cortesia, pelo Presidente da República, Armando Guebuza.

Últimas Notícias Hoje

Falta de fundos deixa idosos sem assistência em Maputo

A demora no desembolso de fundos para a ação social tem deixado milhares de cidadãos da terceira idade sem o apoio necessário na capital...

Mais de 2.100 condutores sancionados por condução perigosa no país

Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que...

Volodymyr Zelensky aceita cessar-fogo temporário proposto por Vladimir Putin

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a aceitação do cessar-fogo temporário proposto pela Rússia para o período da Páscoa. Zelensky destacou que o...

Estados Unidos e Irão iniciam negociações de paz em Islamabad

As negociações entre os Estados Unidos e o Irã estão em andamento em Islamabad, Paquistão, entre esta sexta-feira, 10 de Abril, e sábado, 11...