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Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Manica – Vaquina pela melhoria das condições de habitação

Manica - Vaquina pela melhoria das condições de habitação
Vaquina que há dias visitou as zonas de risco de cheias e inundações em Manica, fez aquele pronunciamento num comício que orientou momentos após desembarcar no aeródromo de Chimoio, ido da região norte da província, a mais afectada pelas intensas chuvas que estão, neste momento, a fustigar com maior incidência a região sul do país.

“Devemos comprar bicicletas, motorizadas, roupas bonitas, comer bem e comprar livros para os nossos filhos irem à escola, mas também devemos construir casas melhoradas, para melhorar as nossas condições de vida. Não podemos construir casas que, basta chover, caiem por terra” disse Vaquina.

Na província de Manica e um pouco por todo o pais, maior parte das casas desabadas em consequência das chuvas, são as de construção precária. Dados recentemente tornados públicos indicam que, naquela província, mais de três mil casas de construção precária desabaram em consequência das chuvas que caem desde princípios de Janeiro.

Recentemente, o Chefe do Estado moçambicano, Armando Guebuza, recorreu ao exemplo das casas de reassentamento do distrito de Tambara para exortar os moçambicanos a melhorarem as suas condições de habitação.

“Estamos a ver que Tambara está a mudar. Tambara de hoje não é igual ao Tambara de ontem. Ontem não tinham tantas casas de alvenaria como tem hoje e a população continua a trabalhar para construir mais casas de alvenaria. Isto mostra que estão a operar-se mudanças para o melhor. Nós estamos satisfeitos por isso” – disse Guebuza.

De uma mata densa, o bairro Magamba caminha hoje a passos largos para atingir o estatuto de vila. Casas bem perfiladas, com arruamentos devidamente organizados, com infra-estruturas de saneamento, arborização das bermas das ruas, locais reservados para estabelecimentos comerciais e serviços públicos e sociais, é o que se pode ver no novo bairro.

“O que vimos mostra que Tambara vai crescer e dias melhores virão para este distrito. Tambara sofreu por causa das cheias do Zambeze. Temos que transformar o sofrimento que nos foi imposto pelas cheias em novas forças para construir uma nova vida, ao mesmo tempo que devemos transformar a destruição em progresso” – disse o Presidente da República.

Segundo Armando Guebuza, “há muitas outras regiões do país a crescerem igualmente desta forma. Temos que aprender das dificuldades para vencermos as dificuldades. Temos que criar melhores condições de habitação. Do Rovuma ao Maputo, maior parte das nossas casas não são boas. Quando chove, entram água, as paredes nem sempre são sólidas. A maioria não tem janelas. Temos que melhorar as nossas condições, usando a nossa força e os recursos naturais que os nossos antepassados nos legaram para vivermos melhor”.

Sobre essa matéria, o Chefe do Estado disse que “se os moçambicanos mudarem de atitude, de mentalidade, a sua vida vai melhorar. Vamos combater a pobreza usando as nossas próprias forças. A força que usamos para construir as nossas casas, vamos usa-la para acabarmos depressa com a pobreza, aumentando a produção”.

Numa iniciativa do sector privado: Matola constrói fábrica para reciclar lixo

Numa iniciativa do sector privado: Matola constrói fábrica para reciclar lixo
Os documentos que formalizam o empreendimento foram assinados ontem pelo Edil da Matola, Arão Nhancale, e pelo Presidente do Conselho de Administração da Indico Resources, proponente do projecto, em cerimónia realizada na sede daquele Município…

A fábrica, segundo dados fornecidos na ocasião, será implantada numa área de 30 hectares a ser indicada ao proponente ao longo da estrada circular de Maputo, ela também em construção, estimando-se que a mesma entre em operação dentro de 24 meses.

Por agora, segundo o proponente, decorre um processo visando determinar todas as especificidades da matéria prima que a fábrica vai usar, sendo no entanto certo que a mesma vai absorver todo o tipo de lixo, incluindo o hospitalar que, a par do lixo tóxico, em princípio, não deverá ser reciclado.

A Matola já possui, segundo garantia dada pelo seu Edil, um diagnóstico sobre o lixo naquela cidade, acreditando-se que essa informação possa ser importante para os proponentes do projecto.

A ideia, segundo Arão Nhancale, é que essa fábrica produza, a partir do lixo, coisas importantes e necessárias à sociedade, nomeadamente fertilizantes, material de construção, gás energético entre outros.

“ Queremos produzir riqueza a partir do lixo, porque entendemos que para os munícipes, que serão os principais fornecedores da matéria-prima, vão poder produzir renda recolhendo lixo e vendendo-o à empresa.”, explica o Edil da Matola.

Actualmente, segundo Nhancale, o Município da Matola produz cerca de 500 toneladas de lixo por dia, havendo empresas que procedem à sua recolha para depósito em locais de acondicionamento, a coberto de contractos de prestação de serviços rubricados com a autoridade municipal.

Ainda assim, muito outro lixo fica por recolher nos diversos bairros residenciais do Município da Matola, tal é a fraca capacidade instalada a nível do Conselho Municipal para responder às necessidades de recolha de resíduos.

“ A nova empresa estará no mercado e poderá ir buscar o lixo onde entender mas, à partida, o maior mercado de matéria-prima será a Matola. Vamos dar apoio a eles, indicar-lhes os pontos estratégicos para que a recolha e selecção do lixo decorra com a normalidade necessária”, acrescentou.

Para Matias Mboa, a solução do problema do lixo é da responsabilidade de todos, independentemente de viverem na cidade ou no campo.

“Decidimos nos juntar a este esforço porque entendemos que só falando a mesma língua podemos resolver o problema. Nós vemos exemplos de outras cidades na Europa, Ásia e até em África que andam limpas. E também são habitadas por Homens. Por que é que as nossas cidades não podem ficar limpas, se nós, que as habitamos, também somos Homens?”, questiona Mboa, para quem ao constituir-se, a sua empresa assume que pode contribuir para resolver o problema do lixo na Matola.

Manica – Inicia movimento de solidariedade

Manica - Inicia movimento de solidariedade
Com efeito, aqueles parlamentares entregaram ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), 10 sacos de 25 quilogramas cada de arroz, 20 quilos de açúcar, 20 de sal, 20 pares de sapatos, 30 copos, 10 bidões vazios de 20 litros para água, cinco bidões de cinco litros para o mesmo fim, duas caixas de sabão e uma peça de 10 capulanas.

O membro da Comissão Permanente da Assembleia da República e cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Manica, António Amélia, que liderou o movimento de solidariedade dos parlamentares, disse tratar-se de um gesto através do qual os deputados pretenderam manifestar o seu apoio às vítimas da intempérie que continua a fazer vítimas humanas e a causar danos avultados em casas, infra-estruturas públicas e privadas.

O Delegado do INGC, em Manica, João Vaz que confirmou o donativo dos parlamentares, disse tratar-se do primeiro gesto a ser canalizado à instituição que dirige, desde que foi lançado o apelo de solidariedade para com as vítimas das cheias e inundações. Declarou não ter recebido de nenhuma outra instituição, seja pública, privada ou singular, afirmando estar à espera a qualquer momento de mais iniciativas desta natureza.

Na província de Manica, as enxurradas que iniciaram nos princípios de Janeiro, já fizeram seis mortos e dezenas de feridos, para a além da destruição de cerca de três mil habitações, na sua maioria de construção precária, deixando milhares de pessoas ao relento e sem viveres para o seu sustento.

Nos distritos de Guro e Tambara, no norte da província, para além de danos materiais e humanos, as chuvas destruíram imensas áreas de culturas alimentares diversas. O delegado do INGC, em Manica, João Vaz, fala em dois mil hectares consumidos pelas águas dos rios Zambeze e Luenha, nos dois distritos, afectando 646 famílias.

PM Avalia Situação no Terreno

Para averiguar a situação no terreno, o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, sobrevoou e visitou as zonas afectadas pela intempérie, numa missão que culminou com uma reunião com o governo provincial de Manica, na qual orientou para a necessidade de o executivo local continuar a diligenciar no sentido de garantir o pronto-socorro às vítimas e para a mitigação dos problemas decorrentes da presente época chuvosa.

Antes deste dirigente, Ana Comoane visitou as zonas afectadas no distrito de Guro, um dos mais fustigados e que já registou pelo menos um morto por afogamento e arrastamento de dois menores nos rios Muira e Luenha. Outros dois petizes escaparam por pouco graças ao pronto-socorro que tiveram de populares que, usando troncos e cordas, resgataram-nos a tempo com vida.

A administradora do distrito de Guro informou à governadora de Manica que para além da vítima mortal e dos menores que escaparam ao afogamento, outras 20 pessoas foram retiradas compulsivamente das suas machambas localizadas em zona de risco de inundações.

Ainda em Guro, dados em nosso poder indicam a destruição de 1.432 hectares de culturas diversas, afectando 955 famílias e quatro escolas desabaram, deixando os alunos ao relento. Neste distrito, a governadora de Manica entregou a duas famílias, igual número de “kits” de construção.

O INGC em Manica, na pessoa do respectivo delegado, João Vaz, diz ter iniciado um programa de apoio à reconstrução das casas desabadas, ao disponibilizar 90 “kits” de construção, 48 lonas e 3.100 metros de plástico. Para além disso, 10 famílias consideradas carentes e cujas casas desabaram na cidade de Chimoio, vão receber ajuda alimentar, segundo informou o respectivo delegado, João Vaz.

O delegado do INGC em Manica, reiterou que o distrito de Tambara continua isolado, mas informou que Mossurize já está acessível com a desobstrução das várias então alagadas pelas enxurradas.

Aliás, o próprio administrador, Alberto Chimoio, confirmou segunda-feira terem sido removidos todos os obstáculos que interrompiam a circulação rodoviária nas duas entradas à vila de Espungabera, tanto no troço Dombe/Espungabera, como no Espungabera/Machaze.

Tudo a água levou, outra vez…

Tudo a água levou, outra vez…
Os distritos do Chókwè, Guijá, Chibuto, mais a sul, bem como Massangena e Chigubo, a norte de Gaza, figuram entre os mais afectados.

Até ao momento, Guijá e vários outros pontos de Chibuto continuam isolados do resto da província, havendo ainda cidadãos e/ou comunidade à espera de assistência alimentar e sanitária, que só pode chegar via aérea.

Ao que constatamos e o que temos vindo a colher junto das autoridades, há dezenas de cidadãos que perderam a vida, após dias pendurados em árvores ou telhados de residências.

Mas também há casos de sucesso, em que as pessoas foram detectadas e recolhidas por helicópteros para centros de acomodação, onde paramédicos já estavam à espera para assisti-los. Mas, pelo menos, no Chókwè e Chibuto, onde a nossa Reportagem teve oportunidade de chegar, e Guijá, onde apenas recebemos dados oficiais, há pessoas que morreram, tendo, no caso dos primeiros dois distritos, sido descobertos quando os seus corpos, emergiam.

Incalculáveis áreas de culturas e de pastagens – só no Chibuto fala-se de cerca de 15 mil hectares plantados e 20 de pasto – foram destruídas pela água, para além de número incerto, mas considerável de gado perdido.

Milhares de famílias, cujas áreas de residência foram invadidas pela água, estão hoje em centros de acolhimento, onde apesar dos esforços do Governo, parceiros e sociedade civil a situação continua precária.

Só para dar um exemplo, cerca de 70 mil pessoas idas do Chókwè, Guijá e de outros pontos estão em Chihaquelane, a aproximadamente 25 quilómetros a norte da vila da Macia, a caminho de Chokwe. Embora o número de tendas esteja a aumentar a cada dia, muita gente continua abrigada em baixo de cajueiros com as poucas coisas que conseguiu retirar das casas.

Os apelos à solidariedade foram feitos e rapidamente houve a resposta. Viveres estão a ser diariamente enviados aos afectados, tanto para os que estão nos centros de acomodação, como para as comunidades sitiadas, mas em pontos altos.

Paralelamente, está já em curso a reparação das estradas danificadas pela água, o que visa, em parte, permitir uma assistência sustentável aos afectados e repor a vida.

Na sua ida à Chihaquelane, o Presidente da República, Armando Guebuza, lançou um duro, mas necessário desafio aos afectados pelas cheias, tanto no baixo Limpopo como noutros pontos do centro do país: reconstruir tudo que foi levado pela água.

Há muito ainda por dizer e a fazer, mas enquanto isso não acontece o leitor tem a oportunidade de ver as imagens captadas pela objectiva de Jaime Macamo em vários pontos Gaza, concretamente nas vilas do Chókwè e Chibuto, bem como em Lionde, Chihaquelane, Chicumbane, Licilo e Maniquenique.

Enquanto as águas baixam no sul: Chuvas flagelam no centro e norte

Enquanto as águas baixam no sul: Chuvas flagelam no centro e norte
Nesta perspectiva, foi já desencadeado o levantamento detalhado do número de famílias afectadas por esta nova vaga de chuvas que, para além da Zambézia, atinge também as províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado.

Os distritos mais afectados na Zambézia são os de Namacurra, Nicoadala, cidade de Quelimane, Chinde, Mopeia, Guruè e Mocuba, com alguns locais a excederem os 50 milímetros.

Dados colhidos de fontes da Direcção Nacional de Águas dão conta que, de segunda para terça-feira, nas cidades de Nampula, a título de exemplo, a precipitação foi de 199,6 milímetros, enquanto em Quelimane foi de 140,1.

Em Mocuba a precipitação foi de 53,5 milímetros e 148 milímetros, em Monapo e 28, em Rapale.

Pelo menos 706 famílias foram afectadas por esta nova vaga de chuvas, citando-se o desabamento de casas de construção precária e o alagamento de machambas como parte dos prejuízos, para além, naturalmente, do alagamento das zonas residenciais.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, Silvestre Uqueio, indicou que foram distribuídos kits de reconstrução que contêm lonas, rolos plásticos, entre outro material. Desde que iniciou o período crítico das chuvas de Dezembro a esta parte, o número de casas destruídas é de cerca de 447.

Sérgio Buque, do Instituto Nacional de Meteorologia, deu conta que a sua instituição está a monitorar a evolução do ciclone “Felleng” que, por enquanto, não constitui perigo para a costa moçambicana, porquanto, não deverá entrar no Canal de Moçambique.

Enquanto isso, prossegue na província de Gaza o trabalho de assistência às vítimas das cheias nos seis centros de acolhimento que neste momento albergam perto de 138.589 pessoas. 100 elementos da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) já se encontram no Chókwè para a limpeza da cidade numa jornada que deverá durar dois dias. Depois deste ponto deverão escalar também a vila de Caniçado e a cidade de Xai-Xai.

Entretanto, segundo Rita Almeida, porta-voz do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades (CTGC), há pessoas que já estão a regressar à cidade, ainda que com receio.

“Não estamos a aconselhar as pessoas a regressarem bruscamente devido ao risco ainda prevalecente de doenças”, disse.

É que para além de terem sido arrastados para o local troncos de árvores, matope e outro tipo de detritos, como animais mortos, há também o risco associado à inundação das fossas sépticas.

Com relação à situação hidrológica, a Direcção Nacional de Águas dá conta que há uma tendência de estabilização dos cursos de água e nalguns há mesmo uma redução dos seus níveis.

Porém, a DNA recomenda às autoridades locais, agentes económicos e a sociedade em geral para que continuem a cumprir medidas de precaução, mantendo os equipamentos e bens em zonas seguras e evitar a travessia do leito dos rios, particularmente nas bacias de Maputo, Incomáti, Limpopo, Púnguè e Zambeze.

Importação e exportação de bens: Simplificação mantém-se como objectivo contínuo

Importação e exportação de bens: Simplificação mantém-se como objectivo contínuo

No mesmo processo, aquele gestor disse que actualmente é prioritária a adopção de outras iniciativas legítimas e seguras de facilitação do comércio, como são os casos da janela única electrónica; a inspecção não intrusiva de mercadorias, bem como o conceito de operador económico autorizado.

“As Alfândegas devem desenvolver consultas, promover a cooperação e intercâmbio de informação de forma a reduzir barreiras, assegurando o fluxo de comércio e, ao mesmo tempo, identificar possíveis constrangimentos e oferecer soluções em tempo útil”, destacou Mallá.

Ele falava sábado último, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, pela passagem do Dia Internacional das Alfândegas, celebrado por todos os 179 Estados membros da Organização Mundial das Alfândegas sob o lema “Inovação para o progresso aduaneiro”.

A propósito deste tema, João Carlos, Director Provincial do Plano e Finanças de Cabo Delgado, defendeu que actualmente o comércio internacional se desenvolve dentro da economia global, sendo que os processos aduaneiros considerados ineficientes são hoje incompatíveis e geram custos.

Neste contexto, a modernização e a harmonização das Alfândegas representam o objectivo-chave para a facilitação do comércio internacional. É por isso que a instituição deve continuar a aplicar mecanismos eficientes e eficazes de controlo para combater crimes transfronteiriços que tendem a aumentar e a tornar-se sofisticados em resultado de novas possibilidades oferecidas pelo comércio.

É neste espírito que durante o ano passado a Autoridade Tributária de Moçambique, instituição que tutela as Alfândegas de Moçambique, cumpriu acima do previsto das receitas fiscais, ao encaixar 98,8 mil milhões de meticais contra 95,5 mil milhões de meticais programados, correspondendo a uma realização de 103,22 por cento.

Na verdade, aquele nível de desempenho causa um grande desafio para a instituição de modo que, no presente ano, o esforço seja redobrado para garantir o cumprimento da meta fixada em 113,4 mil milhões de meticais, dos quais 39,4 mil milhões em receitas aduaneiras.

“Este facto permite-nos afirmar categoricamente que o futuro do comércio internacional está intimamente ligado e dependente da nossa capacidade de trabalhar em conjunto, o que significa que as Alfândegas não podem agir isoladamente, sem tomar em consideração os interesses de todos os seus parceiros”, disse Mallá.

Matola constrói fábrica de reciclagem

Recolher, seleccionar e reciclar lixo de todo o tipo é a principal vocação de um projecto em fase de implantação na cidade da Matola, numa iniciativa privada orçada em 80 milhões de dólares.
Matola constrói fábrica de reciclagem

Os documentos que formalizam o empreendimento foram assinados ontem pelo Edil da Matola, Arão Nhancale, e pelo Presidente do Conselho de Administração da Indico Resources, proponente do projecto, em cerimónia realizada na sede daquele Município…

A fábrica, segundo dados fornecidos na ocasião, será implantada numa área de 30 hectares a ser indicada ao proponente ao longo da estrada circular de Maputo, ela também em construção, estimando-se que a mesma entre em operação dentro de 24 meses.

Por agora, segundo o proponente, decorre um processo visando determinar todas as especificidades da matéria prima que a fábrica vai usar, sendo no entanto certo que a mesma vai absorver todo o tipo de lixo, incluindo o hospitalar que, a par do lixo tóxico, em princípio, não deverá ser reciclado.

A Matola já possui, segundo garantia dada pelo seu Edil, um diagnóstico sobre o lixo naquela cidade, acreditando-se que essa informação possa ser importante para os proponentes do projecto.

A ideia, segundo Arão Nhancale, é que essa fábrica produza, a partir do lixo, coisas importantes e necessárias à sociedade, nomeadamente fertilizantes, material de construção, gás energético entre outros.

“ Queremos produzir riqueza a partir do lixo, porque entendemos que para os munícipes, que serão os principais fornecedores da matéria-prima, vão poder produzir renda recolhendo lixo e vendendo-o à empresa.”, explica o Edil da Matola.

Actualmente, segundo Nhancale, o Município da Matola produz cerca de 500 toneladas de lixo por dia, havendo empresas que procedem à sua recolha para depósito em locais de acondicionamento, a coberto de contractos de prestação de serviços rubricados com a autoridade municipal.

Ainda assim, muito outro lixo fica por recolher nos diversos bairros residenciais do Município da Matola, tal é a fraca capacidade instalada a nível do Conselho Municipal para responder às necessidades de recolha de resíduos.

“ A nova empresa estará no mercado e poderá ir buscar o lixo onde entender mas, à partida, o maior mercado de matéria-prima será a Matola. Vamos dar apoio a eles, indicar-lhes os pontos estratégicos para que a recolha e selecção do lixo decorra com a normalidade necessária”, acrescentou.

Para Matias Mboa, a solução do problema do lixo é da responsabilidade de todos, independentemente de viverem na cidade ou no campo.

“Decidimos nos juntar a este esforço porque entendemos que só falando a mesma língua podemos resolver o problema. Nós vemos exemplos de outras cidades na Europa, Ásia e até em África que andam limpas. E também são habitadas por Homens. Por que é que as nossas cidades não podem ficar limpas, se nós, que as habitamos, também somos Homens?”, questiona Mboa, para quem ao constituir-se, a sua empresa assume que pode contribuir para resolver o problema do lixo na Matola.

Obras da estrada circular: Afectados pelo traçado recebem indemnizações

Perto de 1,4 milhões de meticais estão a ser investidos na indemnização dos proprietários das machambas e familiares de defuntos sepultados ao longo do traçado da secção 5 da estrada circular de Maputo, que atravessa cinco bairros do Município da Matola.
Obras da estrada circular: Afectados pelo traçado recebem indemnizações
O projecto desta via, cujas obras foram lançadas em Junho de 2012, deverá ser concluído até finais de 2014, devendo aliviar o tráfego nas cidades de Maputo e Matola.

O Presidente do Município da Matola, que visitou o projecto na segunda-feira, acredita que apesar do abrandamento do ritmo das obras devido às chuvas que caem no país, os prazos serão cumpridos.

A secção 5 da estrada circular liga a N1 à N4, desde o bairro do Zimpeto, na cidade de Maputo, até ao bairro de Mahlhampsene, no Município da Matola. No seu traçado, a via atravessa os bairros de Intaka, Matola Gare, Matlemele, Nkobe e Nwamatibjana.

Presentemente, segundo Arão Nhancale, prossegue o processo de avaliação das habitações e outras infra-estruturas localizadas ao longo do traçado da via, igualmente para efeitos de indemnização.

“Na próxima semana deverá iniciar o pagamento das indemnizações relativas às habitações a serem removidas no âmbito do projecto. O Município tem preparada uma área para o reassentamento destas famílias, estando previsto que cada família receba o espaço de reassentamento e o dinheiro correspondente à indemnização. Existe dinheiro para este processo”, disse.

No total, são 1200 famílias abrangidas em todo o processo. Para as indemnizações pela transferência de campas Arão Nhancale disse estarem a ser investidos cerca de 870 mil meticais e cerca de 500 mil meticais para as machambas.

Ao todo serão implantados 74 quilómetros de estrada, comportando duas faixas de rodagem de automóveis em cada sentido.

A construção da via será feita em secções, das quais 52 quilómetros de rodovia de raiz e 22 consistindo numa reabilitação ou ampliação. A primeira secção compreende a realização de obras de reabilitação e ampliação do troço que parte das proximidades do novo Hotel Radisson, na Avenida Marginal, até à ponte do bairro da Costa do Sol, numa extensão de pouco mais de seis quilómetros.

A segunda secção será uma construção de raiz de perto de 20 quilómetros, que partirá da ponte da Costa do Sol até à vila-sede do distrito de Marracuene, província do Maputo, passando pelo bairro Chihango.

De Chihango será igualmente edificada de raiz uma estrada de 10,5 quilómetros que terminará na zona do Estádio Nacional do Zimpeto, formando a terceira secção, para a quarta secção, com uma extensão de cerca de 16 quilómetros cobrir o troço a vila de Marracuene e o Estádio Nacional do Zimpeto.

A partir deste ponto, parte a secção 5 da estrada, com uma extensão de 16 quilómetros, de uma estrada de raiz, ligando a N1 e a N4.

O projecto de estrada circular de Maputo inclui a instalação de portagens, pontes e lombas em quantidade e locais ainda por definir, de modo a disciplinar o trânsito.

Na obra serão investidos 315 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 300 milhões provêm de uma linha de crédito disponibilizada pela China e o remanescente desembolsado pelo Governo de Moçambique.

Coronel mata esposa enteado e suicida-se

O comandante da Base Área de Mavalane, coronel Ruben Comé, de 55 anos, alvejou mortalmente a sua esposa e o enteado e suicidou-se de seguida, num caso que ocorreu segunda-feira à tarde, na cidade de Maputo.
Coronel mata esposa enteado e suicida-se

O infortúnio deu-se um dia depois de o coronel regressar da China, onde esteve a frequentar um curso desde Agosto do ano findo. O oficial havia deixado a esposa, Olívia Muchanga, de 45 anos, para continuar os estudos na China. O seu regresso estava previsto para Julho próximo, mas este chegou de surpresa domingo à tarde, por razões que a família desconhece.

Segundo conta a sobrinha, Nareia Paulo Comé, o coronel Comé ao desembarcar no aeroporto internacional de Maputo terá pedido ao seu primo que o esperava naquele local para o acompanhar até à casa do irmão, algures no bairro de Boquiço, no município da Matola. Não tendo encontrado o irmão, o finado pediu à cunhada que fizesse uma oração, após o que se despediu.

“Já na segunda-feira, ele foi à casa da minha tia (irmã dele) a quem disse que tudo havia acabado, fazendo crer que estivesse a se referir ao fim do curso que frequentava na China. Depois soubemos que levou a esposa e o enteado, Dormen Matimbe, com quem vivia até à Base Aérea”, narra a sobrinha do coronel.

Chegado à base aérea, manteve a mulher e o filho na viatura que ele próprio conduzia e se dirigiu ao seu gabinete, alegadamente para se apresentar aos colegas. Tal como conta Nareia, instantes depois o coronel saiu do gabinete e arrancou a arma, cujo calibre não foi especificado, a um dos três sargentos que ali se encontravam.

“Após arrancar a arma, dizem que disparou dois tiros para o ar, depois contra a esposa, o enteado e no fim suicidou-se com a mesma arma. Todos perderam a vida ali mesmo. Até agora buscamos causas claras sobre o que de facto terá acontecido para que o tio tomasse aquela decisão e não encontramos respostas”, lamentou.

Ruben Come deixa seis filhos, fruto do anterior casamento e o jovem baleado deixa esposa de 20 anos de idade.

Enquanto as águas baixam no sul: Chuvas flagelam no centro e norte

Chuvas moderadas a forte voltaram esta semana a fustigar as zonas centro e norte como consequência do rápido deslocamento do sistema de baixas pressões para aquela região. As autoridades mantêm-se em alerta máximo para dar resposta à situação dos desabrigados, causados pelo fenómeno, particularmente na província da Zambézia.
Enquanto as águas baixam no sul: Chuvas flagelam no centro e norte
Nesta perspectiva, foi já desencadeado o levantamento detalhado do número de famílias afectadas por esta nova vaga de chuvas que, para além da Zambézia, atinge também as províncias de Niassa, Nampula e Cabo Delgado.

Os distritos mais afectados na Zambézia são os de Namacurra, Nicoadala, cidade de Quelimane, Chinde, Mopeia, Guruè e Mocuba, com alguns locais a excederem os 50 milímetros.

Dados colhidos de fontes da Direcção Nacional de Águas dão conta que, de segunda para terça-feira, nas cidades de Nampula, a título de exemplo, a precipitação foi de 199,6 milímetros, enquanto em Quelimane foi de 140,1.

Em Mocuba a precipitação foi de 53,5 milímetros e 148 milímetros, em Monapo e 28, em Rapale.

Pelo menos 706 famílias foram afectadas por esta nova vaga de chuvas, citando-se o desabamento de casas de construção precária e o alagamento de machambas como parte dos prejuízos, para além, naturalmente, do alagamento das zonas residenciais.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, Silvestre Uqueio, indicou que foram distribuídos kits de reconstrução que contêm lonas, rolos plásticos, entre outro material. Desde que iniciou o período crítico das chuvas de Dezembro a esta parte, o número de casas destruídas é de cerca de 447.

Sérgio Buque, do Instituto Nacional de Meteorologia, deu conta que a sua instituição está a monitorar a evolução do ciclone “Felleng” que, por enquanto, não constitui perigo para a costa moçambicana, porquanto, não deverá entrar no Canal de Moçambique.

Enquanto isso, prossegue na província de Gaza o trabalho de assistência às vítimas das cheias nos seis centros de acolhimento que neste momento albergam perto de 138.589 pessoas. 100 elementos da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC) já se encontram no Chókwè para a limpeza da cidade numa jornada que deverá durar dois dias. Depois deste ponto deverão escalar também a vila de Caniçado e a cidade de Xai-Xai.

Entretanto, segundo Rita Almeida, porta-voz do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades (CTGC), há pessoas que já estão a regressar à cidade, ainda que com receio.

“Não estamos a aconselhar as pessoas a regressarem bruscamente devido ao risco ainda prevalecente de doenças”, disse.

É que para além de terem sido arrastados para o local troncos de árvores, matope e outro tipo de detritos, como animais mortos, há também o risco associado à inundação das fossas sépticas.

Com relação à situação hidrológica, a Direcção Nacional de Águas dá conta que há uma tendência de estabilização dos cursos de água e nalguns há mesmo uma redução dos seus níveis.

Porém, a DNA recomenda às autoridades locais, agentes económicos e a sociedade em geral para que continuem a cumprir medidas de precaução, mantendo os equipamentos e bens em zonas seguras e evitar a travessia do leito dos rios, particularmente nas bacias de Maputo, Incomáti, Limpopo, Púnguè e Zambeze.

Florestas Comunitárias – Roubos desafiam sonhos em Mafuiane

Florestas Comunitárias - Roubos desafiam sonhos em Mafuiane

Implantada em 2008 numa área de quatro hectares, com apoio de uma organização italiana que esteve envolvida na construção do regadio de Mafuiane, o projecto “um líder, uma floresta” surge em resposta a uma iniciativa presidencial idealizada com o objectivo de reduzir a pressão sobre as florestas nativas e contrariar a tendência do desflorestamento motivada pela crescente procura de produtos florestais

Em conversa com a nossa reportagem, João Chavango explica que a floresta comunitária de Mafuiane é vandalizada por indivíduos na calada da noite, suspeitando-se que se trata de indivíduos idos de pontos distantes, uma vez que não há, na zona, nenhuma área habitada.

Segundo a fonte, a instalação daquela floresta, que integra eucaliptos e vários tipos de plantas nativas, foi possível graças ao apoio de uma organização italiana que, além de fornecer as plantas, forneceu água para a rega até um estágio em que as árvores se tornaram autotrófitas (capazes de gerar alimentos para o seu próprio sustento).

“ No princípio enfrentámos uma grande resistência de alguns sectores da sociedade, com alguns a dizerem que não seria possível criar-se uma floresta por essa ser prerrogativa divina. Outros tentavam desacreditar o projecto afirmando que a ideia de criar uma floresta só podia ser levada a bom porto por brancos, que nós, os negros, não podemos sonhar com isso. Mas a prática rapidamente mostrou que quem assim pensava estava errado. A floresta reagiu muito bem e rapidamente as plantas cresceram e começaram a causar a cobiça daqueles que nunca acreditaram na iniciativa…”, desabafou Chavango.

Segundo Chavango, as estacas cortadas fraudulentamente na floresta de Mafuiane podem estará ser usadas na estrutura de casas de construção precária ou de alpendres erguidos com base em material local, comuns em muitos estabelecimentos de pasto existentes sobretudo nas zonas de expansão das cidades.

A fonte acrescenta que a comunidade já está alerta e conta poder identificar os autores dos sucessivos roubos que ocorrem na floresta. Ainda assim, reconhece que não vai ser tarefa fácil uma vez que os ladrões actuam na calada da noite.

“ Estamos a pensar na melhor maneira de lidar com o problema. A floresta já estava com bons indicadores e já começávamos a sonhar com estacas extraídas dela a serem usadas na construção de escolas e hospitais para a nossa comunidade, ou até na sua venda a qualquer interessado. Temos alguns suspeitos de estarem envolvidos nos roubos mas fica um pouco complicado apontar o dedo a alguém porque mesmo se for preso, amanhã ele pode vir te cobrar”, disse Chavango.

A floresta comunitária de Mafuiane foi erguida numa área adjacente a uma pedreira no activo, razão por que se acredita que o seu desenvolvimento poderia concorrer para a purificação do ar, sobretudo agora que a zona foi parcelada e os talhões atribuídos a interessados em erguer suas habitações na zona.

Carvão em Tete – Mina de Chirodzi arranca este ano

Carvão em Tete - Mina de Chirodzi arranca este ano

O jornal indiano “Business Standard” escreve que a JSPL planeia importar cerca de 500 mil toneladas de carvão coque em 2013 corrente, ano em que começa a produção da sua mina em Tete, operada pela subsidiária JSPL – Mozambique Minerais.

A JSPL está interessada na importação de carvão coque, uma das matérias-primas usada na produção de aço. Segundo o director da JSPL, Sushi Maroo, a sua companhia importa cerca de um milhão de toneladas por ano para suprir a demanda das suas unidades de produção de aço.

A JSPL também tenciona investir um bilião de dólares nas suas operações no estrangeiro nos próximos dois anos. Este investimento será aplicado na aquisição de mais minas e expansão dos negócios no exterior.

Actualmente, as operações da JSPL no exterior contribuem com 10 por cento das suas receitas, uma cifra que poderá aumentar significativamente nos próximos anos. “Agora estamos à procura de aquisições em África. Temos algumas propostas, irá levar algum tempo até termos algo concreto”, disse Maroo.

Na sua mina localizada no povoado de Chirodzi, uma zona limítrofe dos distritos de Changara com Cahora-Bassa, a JSPL – Mozambique Minerais irá produzir carvão coque e carvão térmico, este último para alimentar centrais térmicas de energia.

A publicação indiana indica que a companhia entrou num acordo-quadro com o Ministério da Energia para a construção, na província de Tete, de uma central térmica com capacidade de produção de 2640 megawatts.

Neste momento, decorrem estudos com vista a confirmar a viabilidade do projecto.

A JSPL é uma das várias companhias que se encontram envolvidas na produção de carvão mineral em Tete. Duas das maiores empresas que já começaram as suas exportações são a brasileira Vale e a anglo-australiana Rio Tinto.

Moçambique agraciado pela luta contra malária

Moçambique agraciado pela luta contra malária
O prémio foi entregue numa cerimónia realizada no majestoso e imponente centro de conferências da União Africana em Adis Abeba, numa cerimónia à margem da cimeira, orientada pelo presidente cessante da União Africana, Boni Yayi, Chefe de Estado do Benin.

O Presidente Yayi partilhou o presidium da cerimónia com Ato Halemarian Desalegn, Primeiro Ministro da Etiópia e novo Presidente da União Africana, Ban Ki-Moon, Secretário-Geral das Nações Unidas, Nkosasana Zuma, Presidente da Comissão da União Africana e o Ministro Baloi, em representação do Presidente Armando Guebuza.

O Presidente Guebuza é actualmente Vice-Presidente da ALMA (African Leaders Malaria Alliance), um fórum de luta contra a malária, ao qual estão filiados quarenta e três países africanos, dentre os quais Moçambique.

Se progressos alcançados na luta pela erradicação da malária em África estiveram no centro das intervenções dos participantes na cerimónia organizada pela ALMA, a Guiné Bissau e a República Democrática do Congo constituíram temas dominantes dos encontros do Ministro Baloi com o Secretário Geral da ONU e os antigos presidentes da África do Sul e Timor-Leste, Thabo Mbeki e José Ramos Horta, respectivamente.

A Guiné-Bissau foi, aliás, pomo de discórdia nos debates realizados na tarde hoje na plenária da Cimeira da União Africana. Evocando razões baseadas em princípios e coerência, os PALOP, secundados pela Zimbabwe e o Sudão do Sul, rejeitaram com firmeza a proposta nigeriana para a suspensão de sanções contra os autores do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 na Guiné Bissau.

A Nigéria, encabeçando um grupo de países da CEDEAO, tais como Senegal, Libéria e Níger, defendeu veementemente a proposta da suspensão de sanções, posição sustentada em argumentos humanitários e pragmáticos. Nem a paixão, sequer a firmeza da argumentação dos dois lados serviram para relegar a questão da crise do Mali para o segundo plano.

O Ministro Baloi acompanhou ao longo do dia deontem, o último da cimeira, a crise do Mali a emergir, inegavelmente, como o tema central desta Vigésima Conferência de Chefes de Estado e de Governo da União Africana. As intervenções dos estadistas presentes estabeleceram uma plataforma de entendimento sobre a questão maliana, que assenta em solidariedade, consenso e promessas de apoios.

O consenso e a solidariedade expressos estiveram por detrás da aprovação, sem reticências, da Declaração Solene da Conferência da União Africana sobre a Situação no Mali, que praticamente aprova a Missão de Apoio ao Mali liderada pela África (AFISMA). Ademais, os participantes à cimeira aderiram entusiasticamente à Conferência Internacional de Doadores de apoio a AFISMA que tem lugar hoje, dia 29 de Janeiro, no centro de conferências da União Africana.

O Ministro Oldemiro Baloi participa neste encontro organizado pela Comissão da União Africana, com o propósito de mobilizar apoios para a AFISMA e as Forças de Defesa e Segurança do Mali.

Centro e Sul do País – AR fiscaliza assistência às vítimas das enxurradas

Centro e Sul do País - AR fiscaliza assistência às vítimas das enxurradas

De acordo com a presidente deste grupo de especialidade, Conceita Sortane, com a deslocação, o grupo pretende inteirar-se sobre a situação nos centros de acomodação das vítimas das cheias nas províncias da Zambézia, Sofala, Inhambane e Gaza.

“Vamos interagir com as autoridades locais e não locais que se encontram a trabalhar na assistência humanitária das pessoas vítimas das cheias e enxurradas nestas quatro províncias”, explicou a parlamentar.
Segundo a fonte, são preocupações da Assembleia da República saber como os cidadãos afectados pelas calamidades naturais estão a ser assistidos, particularmente no que respeita à situação alimentar, de acesso à água potável, assistência sanitária, com destaque para a construção de latrinas e outras infra-estruturas de base essenciais para a sobrevivência dos afectados.

Trata-se da primeira fase do trabalho de fiscalização que a Assembleia da República pretende realizar em torno da assistência à população afectada pelas cheias.

Segundo Conceita Sortane, a segunda etapa desta actividade vai abranger as províncias de Maputo, Manica, Tete e Nampula, esta última afectada por chuvas e ventos fortes.

“Depois de trabalharmos no terreno, a comissão irá reunir-se para elaborar o seu relatório final, documento que irá ser submetido à Comissão Permanente para seguir os trâmites previstos na lei, de modo a que as nossas conclusões e recomendações cheguem a quem de direito”, explicou.

A deputada da bancada parlamentar da Frelimo disse também que o seu grupo de especialidade trabalhou, sexta-feira última, na cidade de Maputo, onde visitou alguns centros de acomodação das vítimas das chuvas.

“Nestes locais verificamos que, primeiro, os espaços são reduzidos para albergar o número de pessoas que se encontram nestes locais. A alimentação, chega sim, mas sabem muito bem que o número de pessoas é muito grande e nem sempre aquilo que se dá como apoio chega para todos porque as necessidades se tornam maiores, são pessoas que perderam todos os seus haveres. Em termos sanitários, verificamos que se está a fazer tudo por tudo, de acordo com as recomendações que lá deixamos para se assistir melhor os cidadãos que ali se encontram, sobretudo na construção de latrinas melhoradas”, afirmou.

Segundo a nossa fonte, outra questão que preocupa os cidadãos e as autoridades dos centros de acomodação das vítimas das enxurradas na cidade de Maputo prende-se com o acesso das crianças às aulas.

“O que se pretende fazer é enquadrar esses alunos nas escolas que se encontram perto dos centros de acomodação de modo a que não fiquem atrasados em ternos de cumprimento do calendário escolar”, explicou a deputada.

Diminui risco em Xai-Xai

Diminui risco em Xai-Xai
Ontem, devido aos problemas de infiltração causados pelos danos no dique de defesa instalado em Denguene, alguns bairros da urbe, ficaram parcialmente inundados, com maior gravidade nos Bairros Um, e Dois da urbe.

Por seu turno, a ponte sobre o rio Anguluzane, um dos afluentes do Limpopo, e que permite a ligação entre a zona alta e a baixa da capital provincial, está sob risco, devido às fortes correntes de água que por ali passam rumo ao oceano.

 Pelo facto de continuar em vigor o alerta vermelho e por se recear uma eventual situação que possa vir a colocar em risco a vida de pessoas, continua interdita o exercício de qualquer tipo de actividade na baixa da cidade de Xai-Xai.

Com efeito, neste momento a urbe encontra-se totalmente abandonada, e o dia-a-dia vai acontecendo na zona alta, para onde inclusivamente foi transferida toda a actividade económica, designadamente o funcionamento de alguns bancos, o comércio formal e informal.

Refira – se que a cidade de Xai-Xai é habitada por pouco mais de 116 mil habitantes, dos quais aproximadamente  48 mil na zona baixa da urbe.

Nas cheias de Fevereiro e Março de 2000 viviam na área afectada pouco mais de 30 mil, parte destes habitantes se refugiaram no chamado Bairro Ndambine 2000, a escassos 10 quilómetros da cidade capital de Gaza.  

Do distrito vizinho de Chibuto, chegam-nos ainda informações sobre o resgate ontem de dezenas de pessoas nas regiões de Gomba, Gogote, Wate com recurso a meios aéreos sul -africanos.

Segundo a administradora do distrito, Olinda Langa, as pessoas socorridas se apresentavam com sérios problemas de desnutrição, e sintomas de trauma psicológico, na sequência do drama vivido durante o período em que permaneceram, empoleiradas nas árvores, ou sobre tectos de casas.

Sabe-se por outro lado que mais de 70 mil alunos em diversos pontos da província de Gaza, dos mais de 360 mil matriculados no presente ano lectivo, estão impedidos de frequentar as aulas, neste momento devido às enxurradas, e cheias que afectam aquele ponto do país.

Um total de 100 escolas, das mais de 760 existentes em Gaza, continua paralisado em virtude da destruição de mais de 200 salas devido a esta intempérie.

O flagelo combinado de cheias e inundações está ainda a afectar na província pelo menos 1500 professores.

Chuva fustiga Zambézia

Chuva fustiga Zambézia
O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na Zambézia, Silvestre Uqueio, disse ontem em Quelimane, durante a reunião técnica de emergência que o distrito de Nicoadala, lidera a lista com mais casas destruídas e que há indicações de que o número total vai subir nos próximos tempos tendo em conta que está a chover intermitente em toda a província da Zambézia.

Dados apurados ontem pela nossa Reportagem indicam que no total estão afectadas pelas calamidades 706 famílias localizadas nos distritos de Quelimane, Nicoadala, Namacurra, Mopeia, Morrumbala, Chinde e Maganja da Costa. O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na província da Zambézia, Silvestre Uqueio, não avançou dado se as pessoas desalojadas naqueles distritos têm ou abrigo temporário mas indicou que foram destruídos para os desalojados um quite de reconstrução que contém lonas, rolos plásticos entre outro material.

Uaqueio afirmou que não foram criados centros de acomodação. Dados avançados por aquele responsável indicam ainda que desde que iniciou o período de emergência de Dezembro a esta parte o número de casas destruídas está na ordem das 447 casas.

Outras informações disponíveis indicam que devido ao facto do rio Zambeze estar a subir o seu caudal devido as descargas da hidroeléctrica de Cahora Bassa foram mobilizados dez barcos, sendo oito no para o trajecto Chire-Chinde e dois para Maganja da Costa e Mopeia. As embarcações estão já pré-posiocionadas para operações de salvamento logo que a situação justificar. Cento e dez comités de gestão de risco já foram activados em toda província.

O governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, apelou os membros do executivo que dirige para a necessidade de tomar medidas adicionais para evitar que haja mortes de pessoas devido as chuvas e inundações que assolam a província. Segundo ainda Veríssimo, o governo poderá recorrer a retirada compulsa das pessoas que se encontram nas zonas de risco.

Hoje brigadas multisectores do governo vão monitorar a situação no terreno, incluindo o processo de retidas dos que ainda teimam em ficar nas zonas de risco. “ Temos de avançar com a demarcação de talhões e entregar as famílias”, disse Joaquim Veríssimo.

Entretanto, a Cidade de Quelimane registou ontem intensas chuvas que alagaram as casas, aumentando as difíceis condições de saneamento. Bairros como Pequeno Brasil, Manhaua, Mapiazua, Torrone Novo e Velho, 1º de Maio e outros a situação estava tão complicada, não havendo transito. Os trabalhadores não conseguiram marcar presença nos locais de trabalho e muitos estudantes pautaram por absentismo.

Gaza – Pacientes de HIV/SIDA – Maior adesão aos antiretrovirais

Gaza - Pacientes de HIV/SIDA - Maior adesão aos antiretrovirais
O número de pacientes que abandonou o tratamento é considerado reduzido quando comparado com o registado nos anos anteriores. Para tanto, de acordo com o director provincial da Saúde, muito contribuiu a formação de grupos de apoio de adesão comunitária, os quais estão a desenvolver um trabalho de mobilização das pessoas infectadas pelo HIV/SIDA a aderirem voluntariamente ao tratamento.

A propósito, o director provincial da Saúde disse que existem em toda a província de Gaza 151 grupos de apoio de adesão comunitária compostos por mais de 700 pacientes inscritos.

A outra enfermidade que mereceu atenção redobrada das autoridades sanitárias, em Gaza, ao longo do ano passado, tem a ver com a tuberculose e, durante o período em análise, foram notificados mais de 1.200 casos com baciloscopia positiva, o que corresponde a uma taxa de detecção de 72 por cento, segundo explicou Isaías Ramiro.

Sabe-se ainda que a taxa de abandono conheceu, no ano passado, a cifra de três por cento, uma percentagem que é atribuída à melhoria das actividades de busca aos doentes faltosos, assim como da promoção de adesão ao tratamento e à implementação da estratégia de envolvimento comunitário na sensibilização dos doentes para se dirigirem atempadamente às unidades sanitárias.

Enquanto isso, a Saúde, em Gaza, considera terem sido dados passos importantes para a redução de óbitos devido à malária graças ao melhoramento dos programas de prevenção desta doença através da pulverização intra-domiciliária e da distribuição massiva e gratuita das redes mosquiteiras às camadas mais vulneráveis.

Ainda no ano passado, de acordo com Isaías Ramiro, aumentaram casos de diabetes, estando as autoridades sanitárias de Gaza a levar a cabo um intenso trabalho junto das comunidades para a prevenção deste tipo de enfermidades, através da tomada de cuidados como dieta saudável e a prática de exercícios físicos.

Cabo Delgado – Estradas de Namuno intransitáveis

Cabo Delgado - Estradas de Namuno intransitáveis
Para fazer face à esta situação, ainda de acordo com a nossa fonte, o Governo distrital contratou três empresas de construção de estradas para intervir pontualmente nos troços mais problemáticos das vias de Namuno-Montepuez, Namuno-Balama e Namuno-Machoca.

“Portanto, apesar da degradação acentuada das vias, não temos situações de intransitabilidade das mesmas porque contratamos três empresas de manutenção para fazer intervenções de emergência nos pontos mais críticos”, disse o administrador distrital de Namuno, que acrescentou que em relação às rodovias que ligam os postos administrativos e localidades, também existe um programa para a sua intervenção.

 Casimiro Calope disse que viajar de Montepuez a Nanumo é muito difícil. Referiu que uma distância de cerca de 600 quilómetros que em condições normais é feita em uma hora e meia, agora é percorrida no período de quatro a cinco horas. A fonte assegurou que aquela rodovia tem beneficiado, anualmente, de obras de manutenção de rotina, num esforço que visa garantir a transitabilidade da via.

Em relação à estrada que liga a sede distrital de Namuno à de Balama, outro distrito vizinho, a fonte disse que o seu Executivo tem feito também trabalhos de reabilitação de rotina por ser uma via que flexibiliza a comunicação entre os dois pontos da província de Cabo Delgado, quer repondo as pequenas pontes que se têm danificado em tempos de chuva, quer tapando buracos.

“O ideal seria asfaltar pelo menos a estrada Montepuez-Namuno mas, enquanto isso não acontece, o Governo distrital vai continuar a realizar trabalhos de reabilitação de rotina acção que temos vindo a realizar anualmente, num esforço que custa muito dinheiro. Nós estamos cientes disso, mas é o que se pode fazer neste momento, tendo em conta que as obras de asfaltagem custam valores muito altos de que o Governo não dispõe”- afirmou.

Em Cabo Delgado, os distritos que se têm debatido com o problema de circulação de viaturas no período chuvoso, devido à degradação das estradas, são principalmente Namuno, Balama, Quissanga e Palma, que às vezes chegam a ser isolados do resto da província.

Actualmente, já não se pode dizer o mesmo em relação ao distrito de Palma que está a sair da lista devido ao facto de o troço que liga a sede distrital à de Mocímboa da Praia estar a beneficiar de obras de asfaltagem, inserido no projecto de reabilitação de raiz, que inclui a estrada Mueda-Namoto.

Quinze corpos identificados

Quinze corpos identificados
Olinda Langa, administradora de Chibuto, disse ontem a nossa fonte, que as 10 pessoas que perderam a vida naquele distrito, foram arrastadas pelas águas quando tentavam recuperar os seus bens, incluindo gado, e/ou caíram das árvores debilitados após dias sem resgate.

Das 10 vítimas, quatro são da mesma família, casal, filho e empregado, engolidos pela água na noite de dia 25 na zona em direcção à Macalawane quando tentavam recuperar gado.  

Até ontem, 2322 encontravam-se nos centros de acomodação, numero que certamente iria subir, uma vez que se identificavam ainda comunidades sitiadas em pontos altos, que se equacionava formas de assisti-las localmente, de acordo com a governante.

Por sua vez, Albero Libombo, administrador do Chókwè, disse ao nosso Jornal no centro de  chihaquelane, a cerca de 25 quilómetros de Macia, que até ontem havia sido detectados cinco corpos no meio de lama e/ou água na vila em estado avançado de decomposição.

Sem condições para enterros condignos, as autoridades limitam-se em envolver cada corpo em lonas e depositar numa cova que se abre em qualquer ponto.

Tanto o cenário de Chibuto, como o de Chókwè indica que à medida que as águas baixarem poderão ser descobertos mais corpos ou o que deles restar.

O governador de Gaza,    Diomba, que ontem sobrevoou a zona e aterrou cerca das 16 horas em Chihaquelane, reconheceu que as vias, principalmente, Chibuto/Caniçado (Guijá), Chibuto/Chissano e Caniçado/Chókwè, estão seriamente destruídas pelas cheias.

Disse não haver ainda condições de habitabilidade no Chókwè e no Guijá, o que só será possível nos próximos dias se não voltar a chover.

Nampula – Muecate e Nacarôa – Fome causa altas taxas de desistência escolar

Nampula - Muecate e Nacarôa - Fome causa altas taxas de desistência escolar
O projecto, que será levado a cabo pela Visão Mundial (uma organização não-governamental que opera há 32 anos em Moçambique), em parceria com o Ministério de Educação, contempla ainda a capacitação dos gestores das escolas em matéria de nutrição e agricultura.

A escolha de Muecate e Nacarôa resulta da constatação de que são aqueles que têm maiores taxas de desistência dos alunos ao nível do Ensino Primário devido, essencialmente, aos índices de indigência dos respectivos progenitores, o que faz com que as crianças muito cedo “abracem” pequenos negócios e outras actividades marginais à sua formação, para ajudar na renda doméstica.

Marcos Mazula, director nacional-adjunto da Visão Mundial, em Moçambique, disse que para além da melhoria da dieta alimentar do grupo alvo, pretende-se que até ao término do projecto, as escolas não só atinjam taxas nulas de desistência, como também maiores índices de concentração das crianças durante as aulas, aumento da produção escolar, entre outros objectivos.

Falando na abertura do seminário do lançamento do projecto, evento que decorre na cidade de Nampula, Mazula disse acreditar que com esta iniciativa, muitos pais e encarregados de educação, sentir-se-ão motivados em deixar as suas crianças a participar do processo de ensino formal.

Tomás Nhane, director provincial das Finanças e representante ao evento da governadora Cidália Chaúque, explicou que a intervenção daquela organização não-governamental não é uma acção isolada, acontece em coordenação com as autoridades governamentais no âmbito da política de acesso e manutenção das crianças no sistema de ensino.

De referir que em tempos foi desenvolvido, no país, um programa mais abrangente de apoio alimentar às escolas, o mesmo era promovido pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA), uma agência do sistema das Nações Unidas.

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