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Sábado, Abril 25, 2026
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Banco Mundial concede crédito para acesso à água a 100 mil famílias

O Banco Mundial anunciou hoje um crédito de 133,4 milhões de euros para a implementação de um projecto de aumento do acesso a água potável a 100 mil famílias residentes na área urbana da capital moçambicana, Maputo.

O fundo disponibilizado pela Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID), do Banco Mundial, e aprovado pelo Conselho de Directores Executivos da instituição financeira, visa apoiar um Projecto de Expansão do Abastecimento de Água na chamada área de Grande Maputo.

A verba vai permitir construir uma estação de tratamento de água com capacidade para 60 mil metros cúbicos de água por dia, que será captada na barragem de Corumana, apoiar a construção de 93 quilómetros de condutas de transmissão, com uma capacidade de 120 mil metros cúbicos de água por dia, bem como edificar reservatórios e estações de bombagem.

Em comunicado hoje enviado à Lusa, o director do Banco Mundial para Moçambique, Clarence Clarke, considera que “o Governo de Moçambique tem feito bons progressos na construção de um sistema sustentável de água, para facultar acesso a água potável a muitas famílias, nas suas áreas urbanas, em rápida expansão”.

Recentemente, as autoridades moçambicanas actualizaram a Estratégia Nacional de Abastecimento Urbano de Água e Saneamento, projecto governamental de melhoria do acesso à água e sua utilização, que permitirá ter um saneamento seguro no país, visando dar corpo ao terceiro pilar do Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP 2011-2014).

O director para o Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial na Região de África, Jamal Saghir, justificou o crédito com o facto de “Moçambique estar exposto a periódicos ciclones tropicais durante os meses de verão, que frequentemente inundam o sistema de captação e de tratamento de águas da rede existente”.

“Este projecto apoiará a criação de um sistema de abastecimento de água resistente a condições climáticas e que trará água limpa, própria para beber, cozinhar e para limpeza, às famílias da área do Grande Maputo”, afirmou Jamal Saghir.

O responsável da equipa executiva do projecto, Luiz Cláudio Martins Tavares, estimou que “cerca de 17 por cento das mortes de crianças com menos de cinco anos, em Moçambique, são resultado de doenças diarreicas, causadas, sobretudo, pela má qualidade da água e saneamento”.

Por isso, “os fundos aprovados vão levar água limpa, tratada, directamente a lares na área do Grande Maputo, dando às famílias uma oportunidade de melhor saúde, e mais tempo livre, em cada dia, para as tão sobrecarregadas mulheres e raparigas”, algumas das quais dedicam grande parte do seu dia a ir buscar água para as famílias em fontanários e poços, concluiu Luiz Tavares.

Desmandos: 40 mil camiões com carga a mais

A Trans African Consessions Moçambique (TRAC), concessionária da Estrada Nacional Número Quatro (EN4), estima em mais de 40 mil camiões que acusaram carga em excesso, de um universo de 102 mil veículos testados no período entre Janeiro a Julho, nas básculas da Matola-Rio e da Texlom, na província de Maputo, sul do pais.

A circulação de veículos com excesso de carga além de figurar entre as causas de acidentes de viação, é também apontada como uma das concorrentes para a degradação precoce do estado das vias de acesso em Moçambique.

Segundo os dados da TRAC, além dos veículos pesados nas duas básculas, há uma outra faixa de camiões de carga que se furta do procedimento, recorrendo a desvios que não só elevam os custos do transporte aos beneficiários, como também concorrem para a destruição de outras vias nas zonas de fuga.

A nível da N4, por exemplo, a TRAC afirma que só entre Abril e Junho mais de 100 mil camiões fugiram à fiscalização na báscula da Texlom, recorrendo, a rotas como o prolongamento da Avenida das Indústrias e a estrada da Mozal para se fazer aos seus destinos.

Nos referidos três meses, apenas 36868 veículos foram pesados na báscula da Texlom, contra 137.162 camiões de carga detectados e registados no WIM de Mahlampsene.

Ainda, segundo os dados disponíveis, a báscula da Texlom, instalada na N4, é a que tem maior desempenho em termos de pesagem de veículos, associado ao facto de ser aquela a via que estabelece ligação entre Moçambique e a África do Sul.

Para exemplificar, a fonte reporta que de Janeiro a Julho foram à balança 74465 veículos de carga, dos quais 39883 foram detectados com excesso de carga, 39312 dentro dos padrões de tolerância, e 571 acima da tolerância de cinco por cento de peso permitidos no Regulamento de Transporte de Carga em vigor no país.

Já na báscula de Boane, que estabelece ligação com a vizinha Suazilândia via fronteira da Namaacha, a fonte reporta a pesagem de 26760 veículos de Janeiro a Julho, dos quais apenas 3874 acusaram excesso de carga, 3234 dentro dos limites de tolerância, e 640 acima do permissível.

Na sequência destas contravenções as autoridades de trânsito aplicaram, segundo o Jornal “Notícias”, um total de 702 multas no valor aproximado de 3,6 milhões de meticais (cerca de 121 mil dólares norte-americanos).

Dados divulgados pela Polícia de Trânsito referentes ao segundo semestre de 2012 indicam que no período em análise foram emitidos avisos de multa num valor superior a 2,5 milhões de meticais ( o dólar EUA vale cerca de 30 meticais) por contravenções ao Regulamento de Transporte Rodoviário de Carga na N2 e na N4.

Entretanto, a Polícia admitiu que grande parte desse valor não chegou aos cofres do Estado devido a fragilidades no mecanismo de cobrança, que permitem que a maior parte das multas acabem por ser anuladas em intrincados esquemas de corrupção.

Nos termos do Decreto 18/2008, de 8 de Abril, o Governo fixa em 56 toneladas o peso máximo dos veículos autorizados a circular nas estradas do país e define multas aplicáveis para cada nível de transgressão.

Moçambique e Itália assinam acordo para para apoio científico à UEM

Os governos de Moçambique e da Itália assinaram segunda-feira (19), em Maputo, um acordo de cooperação que visa fortalecer os órgãos centrais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em diferentes áreas de pesquisa.

Trata-se do Comité Conjunto do Programa de Apoio à UEM para a reforma académica, inovação tecnológica e investigação científica assinado no âmbito da cooperação Moçambique-Itália no sector da educação.

Falando momentos após a assinatura do acordo, o Vice-ministro moçambicano da Educação, Arlindo Chilundo, disse que o mesmo visa promover a participação da UEM na definição, implementação e monitoria dos planos de desenvolvimento do país.

“Esta promoção será através da realização de pesquisas viradas para o desenvolvimento local e da formação de uma massa crítica de técnicos superiores capazes de actuar para o desenvolvimento, bem como promover a inclusão da UEM nas redes académicas e de investigação internacionais.

As pesquisas estão viradas também para a promoção do desenvolvimento económico de Moçambique em sectores de alta tecnologia, incentivando a transferência de tecnologias inovadoras e sustentáveis no plano ambiental, socioeconómico e financeiro”, disse Chilundo.

No âmbito deste acordo, está previsto um Comité Conjunto (CC), órgão deliberativo constituído por representantes dos dois governos, que aprova o Plano Geral das Actividades (PGA), os Planos Anuais de Actividades e despesas do programa (PAA), os relatórios de actividades anuais (RAA), as prestações de contas e os Relatórios de Avaliação Anual do programa (RVA).

No entanto, analisados e provados os PGA e os PAA de 2013 e 2014 e de despesa do programa, pela Unidade de Gestão, por Despacho Reitoral e pela Direcção Geral para a Cooperação e Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros Italiano, já estão criadas as condições para o início das actividades previstas no programa.

Falando da iniciativa, o reitor da UEM, Orlando Quilambo, afirmou que “alguns dos grandes apoios que este programa vai dar é a reforma académica em todo o processo de formação ao nível de currículos de licenciatura, de mestrado e de doutoramento, bem como ajudar a desenhar instrumentos que possam garantir que a nossa investigação seja de qualidade”.

O projecto todo terá duração de três anos, a partir da data da assinatura do acordo.

Por seu turno, o embaixador da Itália, Roberto Vellano, fez um balanço da evolução da cooperação que o seu país já vem tendo com o governo moçambicano há mais de três décadas com instituições universitárias e de pesquisa.

“Testemunho que o balanço é positivo. É positivo porque a cooperação foi evoluindo ao longo dos anos, uma vez que no princípio prestávamos apoio algumas faculdades da UEM, mas, com esta parceria, passamos a prestar apoio aos órgãos centrais da universidade”, disse o embaixador.

Esta é segunda fase do apoio do governo italiano à UEM e vão merecer prioridade as faculdades de Arquitectura, Veterinária, Centro de Estudos de Psicologia e de Ciências para a Área ambiental.

Na primeira fase do programa, são beneficiadas as faculdades de Agronomia, Arquitectura e Economia.

Alemanha “cria” o terceiro sexo

A Alemanha prepara-se para ser o primeiro país europeu a permitir que um bebé sem um género sexual definido à nascença seja registado com tendo um sexo “indefinido”. A partir de 1 de Novembro, os pais podem escolher a opção em branco no registo de nascimento, uma possibilidade que apenas alguns países prevêem, um deles a Austrália, um dos mais recentes a fazê-lo.

No registo de nascimento passará a existir, além das opções feminino e masculino, a opção “em branco”, que irá indicar que o sexo biológico da criança não pode ser confirmado de forma inequívoca ao nascimento, avançou o jornal Süddeutsche Zeitung.

A medida permite que a criança com características dos dois sexos (hermafrodita ou intersexual) registe o seu género sexual mais tarde na sua vida adulta, quando ficar definida a sua genitália, se esse for o caso. A nova legislação permite ainda ao indivíduo que fique registado sem ser do sexo feminino ou masculino.

Porém, levanta-se agora uma série de questões legais. Para já, não há indicação de como as pessoas com sexo indefinido possam obter documentos de identificação, como um passaporte, nos quais é obrigatório indicar o sexo, entre feminino ou masculino. A ministra da Justiça alemã, Sabine Leuthheusser-Schnarrenberger, admite que a decisão terá “repercussões profundas” e irá exigir uma reforma no processo como são emitidos os documentos de identificação. Alguns juristas sugerem que se utilize a letra “X”, em substituição do “M” e do “F”, nos casos que vierem a surgir.

Na Alemanha, os transexuais (pessoas que nasceram com um sexo definido mas que se identificam com o sexo oposto) são reconhecidos legalmente no país. Por outro lado, os hermafroditas eram até agora forçados a identificar um sexo nos seus documentos.

O reconhecimento da existência de um terceiro género deverá ter ainda efeitos na lei do casamento. A Alemanha não reconhece legalmente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aos casais homossexuais alemães é apenas reconhecida a união de facto.

Além da Alemanha, países como a Austrália e a Nova Zelândia já permitem a opção do terceiro género aos seus cidadãos e que a mesma seja indicada em documentos como o passaporte. A lei australiana permite a um cidadão que escolha uma terceira opção quanto ao seu sexo, independentemente de ter ou não sido submetido a uma cirurgia de alteração do sexo ou terapia hormonal.

A alteração à lei alemã está ser recebida com entusiasmo pelas organizações pela defesa dos transexuais e intersexuais mas é considerado que há ainda muito a fazer ao nível da Europa, onde se estima que uma em cada 5000 crianças nasça sem sexo definido.

A Ilga Europa, organização pela defesa dos direitos das lésbicas, gay, bissexuais, transgéneros e intersexuais, defende que a União Europeia (UE) tem ainda muitos passos a dar nestas questões. Silvan Agius, um dos responsáveis da organização, reconhece que a EU tem tentado homogeneizar os esforços anti-discriminação dos países-membros quanto à transexualidade e intersexualidade, mas os resultados são pouco significativos. “As coisas avançam demasiado devagar para um nível que deveria ser o europeu”, disse Silvan Agius, citado pelo Spiegel. Para a Ilga Europa, a decisão alemã servirá como “pressão sobre Bruxelas”.

Acidentes de viação matam 50 pessoas em apenas uma semana

A Polícia da República de Moçambique (PRM) registou 58 acidentes de viação resultantes, na maioria dos casos, de excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez por parte dos automobilistas.

As causas, que não constituem novidade para a PRM, representam, porém, motivo de elevada preocupação pelo facto de continuarem a tirar vidas humanas nas estradas do país.

A título ilustrativo, registaram-se, durante a semana, 50 mortes contra 34 em igual período em 2012, tendo havido igualmente 58 acidentes de viação contra 55 no ano transacto. A província de Maputo, com 12, foi a que registou maior número de óbitos.

“Com vista a inverter a situação, a Polícia fiscalizou 26.531 viaturas, e como consequência 4.473 automobilistas foram multados por violar as regras de trânsito, 136 veículos apreendidos por diversas irregularidades, 34 condutores multados pela condução sob efeito de álcool”, indica a Nota.

No capítulo operativo, a PRM deteve 139 indivíduos indiciados de cometer crimes diversos, dos quais 80 contra a propriedade, 49 contra pessoas e 10 contra a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

No Comando Distrital de Magude, província de Maputo, PRM deteve o cidadão que responde por Alberto, 58 anos, por posse ilegal de duas armas de fogo que foram recuperadas. As armas, uma pistola com seis munições no carregador e uma caçadeira com 72 cartuchos.

Na feira juvenil empreendedora: Governo é pelo financiamento de projectos de auto-emprego

O Governo reiterou o seu cometimento em financiar projectos juvenis de auto-emprego através da alocação de fundos para o Plano para a Redução de Pobreza Urbana (PERPU) e do Fundo de Desenvolvimento Distrital, mais conhecido por sete milhões, que disponibilizam 20 a 30 por cento do orçamento para esta finalidade.

Segundo o Vice-Ministro da Juventude e Desportos, Carlos de Sousa, que falava segunda-feira na abertura da IV Edição da Feira Juvenil Empreendedora, os jovens devem continuar a submeter os seus projectos de pedido de financiamento.

A Feira Juvenil Empreendedora é uma iniciativa de natureza académica, sem fins lucrativos, com periodicidade anual, que tem como objectivo incentivar e criar na juventude nacional o espírito e o gosto pela criação do auto-emprego.

Sobre o evento, aquele governante disse que os jovens devem cultivar o hábito de se aproximar às direcções distritais e provinciais da Juventude para se inteirarem das várias possibilidades de beneficiarem de alguns incentivos para não ficarem na dependência e, consequentemente, serem auto -sustentáveis.

Referiu que as feiras desta natureza costumam ser um lugar privilegiado onde a juventude pode expor as suas ideias, seus projectos para que possam ser apreciados e aperfeiçoados e estudar-se a possibilidade de estes se tornarem viáveis.

A Feira Juvenil Empreendedora é organizada pelo Núcleo Académico Empreendedor de Moçambique (NAEM) e este ano tem como lema “Universidade e emprego para todos”, onde participam cerca de 200 jovens dos ensinos médio, técnico e superior dos 18 aos 35 anos.

O presidente do NAEM, Marcos Cuembelo, explicou que esta iniciativa tem por objectivo dar visibilidade as iniciativas juvenis de combate ao desemprego e fomentar um espírito de criatividade no seio dos jovens moçambicano.

Na sequência destas exposições, segundo Cuembelo, esta associação consegui apoiar 63 jovens a ingressarem no Ensino Superior e a participar em estágios pré-profissionais com vista a sua integração nas iniciativas de auto-emprego.

Cuembelo afirmou ainda que este ano a feira tem como a novidade para IV edição a apresentação do Plano de Negócios para Projectos de Agrícolas, Informáticos, Comerciais a partir dos quais os jovens podem começar a desenvolver seus projectos.

Autárquicas serão livres justas e transparentes – reafirma o governo

O Governo reafirmou ontem, no diálogo político com a Renamo, que as eleições autárquicas deste ano terão lugar na data marcada e serão livres, justas e transparentes. O chefe da delegação governamental, o ministro José Pacheco, afirmou que o Executivo tudo fará para que os cidadãos a 20 de Novembro próximo exerçam o seu direito de eleger e serem eleitos, num ambiente de paz e harmonia social.

A reafirmação do Governo foi feita em reacção à exigência da Renamo de que no diálogo em curso deve haver um acordo político que garanta a realização de eleições num ambiente de paz, estabilidade e democracia.

José Pacheco sublinhou que o Governo da República de Moçambique é pela paz e harmonia social, daí que tudo fará para que as eleições autárquicas de 20 de Novembro tenham lugar num clima de tranquilidade e que os cidadãos exerçam livremente o seu direito.

Ontem, na 17ª ronda do diálogo político, as partes não chegaram, mais uma vez, a consenso sobre a legislação eleitoral, nomeadamente no que diz respeito à paridade na composição da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE). O chefe da delegação governamental reafirmou, a propósito, que a Constituição da República em nenhum momento preconiza paridade nos órgãos eleitorais mas sim uma composição baseada no princípio de representação proporcional.

Afirmou que o país não pode ser hipotecado em defesa dos interesses de certo grupo de concidadãos. A Renamo exige um acordo político à mesa do diálogo, cuja finalidade é obrigar o Governo a acolher a sua exigência sobre a paridade na constituição dos órgãos eleitorais.

Refira-se que o Governo acolheu grande parte das propostas avançadas pela Renamo sobre a revisão da legislação eleitoral e propôs que fossem melhorados outros pontos. José Pacheco explicou que a proposta de revisão da Lei Eleitoral é claramente da iniciativa da Renamo e ela tem o pleno direito de tomar iniciativa de remeter à Assembleia da República as suas propostas, incluindo os pontos com os quais o Governo concorda, para que sejam apreciadas ou legisladas.

A Renamo continua a condicionar a discussão dos restantes pontos da agenda do diálogo ao estabelecimento dum acordo político entre as partes. Para José Pacheco, tal atitude da Renamo revela a falta de bom senso.

Aliás, segundo o chefe da delegação do Governo, na ronda realizada ontem, a Renamo tentou impor ao Executivo que concordasse com os pontos em divergência ou que precisam de ser melhorados. O Executivo considera que a principal questão colocada pela Renamo à mesa do diálogo (paridade nos órgãos eleitorais) pode ser um assunto a ser agendado para discussão ao mais alto nível, ou seja no encontro entre o Presidente da República, Armando Guebuza, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

Ainda na ronda de ontem, o Governo voltou a colocar à mesa do diálogo a questão sobre o desarmamento da Renamo, mas a delegação do maior partido da oposição reiterou que se trata dum assunto que deve ser discutido no ponto sobre as forças de defesa e segurança.

Mas mesmo assim, segundo José Pacheco, a Renamo tocou neste ponto, falando sobre a sua alegada partidarização, o que levou o Governo a reiterar que o processo de recrutamento não obedece às cores partidárias.

Sobre as actas das rondas anteriores, a Renamo voltou a condicionar a sua assinatura à adopção pelo Governo das propostas por meio dum acordo político. José Pacheco afirmou que a delegação do Executivo está disponível a avançar para a discussão dos outros pontos da agenda.

Entretanto, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiana, reafirmou a necessidade de haver um compromisso entre as partes que, segundo ele, irá permitir que o país tenha eleições livres, justas e transparentes, um processo em que não haja vencedores antecipados.

“Estamos abertos para que haja um acordo político. Estamos abertos para que tenhamos uma CNE e STAE com igual número (de membros) de partidos políticos ao nível central e distrital. Porque é que o Governo não aceita a igualdade nos órgãos eleitorais?”, disse, explicando que tudo o que a Renamo propõe é no interesse legítimo dos moçambicanos e que em nenhum momento a proposta do maior partido da oposição sobre paridade excluiu outras forças políticas.

Saimone Macuiana disse que o acordo político vai ajudar a resolver “alguns problemas”. Afirmou que a Renamo propôs que o diálogo tivesse envolvimento de facilitadores nacionais, mas o Governo não os quer na mesa.

“Estamos disponíveis para trabalhar e trazer resultados”, disse, acrescentando que uma vez alcançado um acordo político, os órgãos do partido Renamo irão se posicionar sobre as restantes questões.

Vodacom investe na expansão da rede

A emprea de telefonia móvel Vodacom está a implementar um plano de expansão de cobertura da rede, com um total de 325 antenas novas a serem instaladas até ao final do ano.

Esta informação foi divulgada ontem, em Maputo, durante uma conferência de Imprensa destinada a anunciar a celebração dos 10 anos da presença da Vodacom em Moçambique.

Intervindo na ocasião, o presidente do conselho executivo da Vodacom, Jerry Mobbs, realçou o facto de o crescimento da empresa no mercado moçambicano ter sido acompanhado de um investimento progressivo, principalmente a nível tecnológico e infra-estruturas, bem como em capital humano, com criação de milhares de empregos directa e indirectamente.

Para fundamentar o seu posicionamento, a fonte sustentou que a presença da empresa em Moçambique alavancou o crescimento de vários negócios locais e empreendedorismo, desde a venda de recargas a empresas de publicidade e media. Por outro lado, a operadora esteve, segundo ele, sempre empenhada na contratação, formação e desenvolvimento de quadros locais, os quais ocupam posições-chave na empresa e são “cada vez mais o motor fundamental para o crescimento da mesma”.

“O presente ano, em particular, vai ser um marco para o país pois, para além do ambicioso plano de expansão de cobertura da rede, lançamos o M-Pesa, que já está a mudar vidas e a tornar muito mais fácil lidar com o dinheiro no dia-a-dia”, disse Jerr Mobbs.

Para celebrar os 10 anos, a Vodacom tem agendado várias actividades, que incluem música jazz com os artistas Moreira Chonguiça e Jonathan Butler; a Grande Pedalada Vodacom, no âmbito das comemorações do Dia da Cidade de Quelimane; o patrocínio à 49.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM/2013), onde aquela empresa irá patrocinar o respectivo espectáculo de encerramento com o conceituado músico sul-africano Hugh Masekela, para além de uma caravana que irá promover festas, concursos e ofertas a todos os distritos do país onde a instituição está presente.

As eleições são inadiáveis – Edson Macuácua, porta-voz do PR

As eleições autárquicas e gerais são inadiáveis e devem ter lugar dentro dos prazos previstos na Constituição e na Lei, afirmou ,ontem, a nossa fonte, Edson Macuácua, conselheiro e porta-voz do Presidente da República, Armando Guebuza.

Segundo explicou, “ a realização periódica e regular das eleições constitui um princípio estruturante do Estado de Direito democrático”.

“ A participação maciça dos cidadãos no recenseamento eleitoral foi uma mensagem clara e inequívoca de que os moçambicanos querem que as eleições tenham lugar dentro dos prazos legais.

Nenhum pretexto pode justificar o adiamento das eleições, contra a lei e a vontade popular, devemos respeitar a Constituição, a Lei e vontade popular, pois Moçambique é um Estado de Direito democrático onde a soberania reside no povo”.

Segundo Macuácua, as eleições constituem o único meio democrático para a legitimação democrática dos titulares dos órgãos electivos do Estado, sendo também um meio fundamental do exercício da soberania nacional.

“ O Estado moçambicano constitui um exemplo de referência paradigmática no concerto das nações pelo seu comprometimento para com o Estado de Direito Democrático, sendo que as eleições constituem um momento soberano de aprofundamento e consolidação do Estado de Direito democrático. Todos os cidadãos, partidos políticos e organizações da sociedade civil devem encarar as eleições como um momento de festa, de consolidação da unidade nacional, momento de reforço da estabilidade política e de consolidação da cultura de paz, sendo que a auto exclusão é condenável a todos os títulos”, referiu.

Ele acrescentou que para o bem do país, os processos eleitorais devem ter lugar com a regularidade e periodicidade prevista na lei e devem ser previsíveis, sob pena de afectar negativamente a legitimidade dos órgãos eleitos, a segurança jurídica das pessoas e instituições e sobretudo beliscar a reputação e o prestigio do pais, sendo por isso um imperativo nacional.

Disse também que “o direito de eleger e de ser eleito é um direito constitucional e fundamental no exercício da cidadania e da participação política, um direito e dever que não podem ser hipotecados, não podem ser adiados em contra senso da vontade popular que se manifestou a favor da realização das eleições ao participar maciçamente no recenseamento eleitoral”.

“Aquele que por sua vontade própria auto exclui – se das eleições furta -se ao exercício de um direito cívico e ao cumprimento de um dever patriótico, sendo que as consequências da auto exclusão voluntária só podem ser imputadas e responsabilizadas a quem se auto exclui”, concluiu.

Exercícios Militares África Endeavor 2013 – Participação moçambicana foi experiência gratificante

A participação de Moçambique nos exercícios militares denominados África Endeavor 2013, que enceraram quinta-feira em Lusaka, na Zâmbia, foi uma experiência gratificante. Segundo considerou, em declarações a nossa fonte , o Tenente-Coronel José Almoço, chefe da delegação das FADM que tomou parte naquela operação.

Quatro oficiais militares das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique ligados ao ramo das comunicações tomaram parte de 6 a 15 de Agosto corrente ,em Lusaka, nos exercícios de comando, controle e comunicações, promovidos pelo comando norte-americano para África (AFRICOM), uma operação que envolveu 38 países africanos considerados parceiros dos Estados Unidos no chamado continente negro.

Para o Tenente-Coronel José Almoço, militar com uma experiência considerável em termos de participação noutros tipos de missões realizadas em diferentes países africanos, os exercícios África Endeavor 2013, revelaram-se extremamente importantes para Moçambique, porquanto visaram a interaoperabilidade dos meios de comunicação, controle e comando, aplicáveis em operações combinadas e em acções de assistência humanitárias e de manutenção de paz.

“Foi uma boa experiência. Colhemos muito conhecimento. A primeira parte dos exercícios foi teórica, isto para permitir que todos os países participantes tivessem os necessários conhecimentos e usassem a mesma linguagem. Seguiu-se a parte prática, que consistiu no uso e manejo de rádios para comunicação típica e também de rede de computadores”, disse.

Defendeu que a comunicação no ramo da defesa exige hoje meios tecnológicos bastante avançados que permitem uma rápida tomada de decisão perante determinada situação. Observou que entre os países africanos presentes nos exercícios notou-se uma enorme diferença em termos de utilização de meios e procedimentos.

Moçambique esteve presente nos exercícios África Endeavor 2013 com uma delegação de oficiais militares composta Tenente-Coronel José Almoço, Major Maurício Sive, Capitão José Franque e o Tenente Tomé Ângelo Jamal.

Entretanto, falando em conferencia de imprensa destinada a fazer o balanço da realização daqueles exercícios, o Comandante de Fragata norte-americano, Bryan McRoberts, director dos mesmos, afirmou que os resultados alcançados foram excepcionais, pois as competências dos militares dos países neles envolvidos melhoram bastante.

“Estamos contentes com os resultados dos exercícios”, disse Bryan McRoberts, que explicou que o objectivo que se pretendeu atingir foi exactamente a harmonização dos sistemas de comunicação para responder as crises, visto que os exércitos africanos utilizam diferente equipamento naquele domínio.

A conferencia de imprensa contou com a participação do Brigadeiro General reformado das forcas armadas zambianas, Wilson Tembo, e do assistente do Embaixador dos Estados Unidos na Zâmbia, David Young. Os exercícios África Endeavor começaram em 2007 em Adis-A-Beba, na Etiópia, numa colaboração entre a União Africana e o governo norte-americano.

No parque do Limpopo: Retirada de famílias ajudará a combater a caça furtiva

A administração do Parque Nacional do Limpopo (PNL) diz que o reassentamento de todas as famílias que aqui vivem vai ajudar a minimizar ou mesmo acabar com a caça furtiva que está a dizimar a fauna nesta área de conservação localizada na província de Gaza, sul de Moçambique.

As autoridades do PNL são citadas pela AIM a acusarem alguns membros das mais de 1200 famílias que vivem naquela área reservada da fauna bravia de serem o ‘foco e colaboradores’ dos caçadores furtivos.

A transferência das famílias, que deverá terminar em 2015, está sendo feita paralelamente com o apetrechamento da fiscalização do parque com meios humanos e materiais.

O administrador do PNL, António Abacar, afirmou que “logo que terminar a transferência das comunidades que vivem dentro do parque a fauna vai evoluir e os índices de caça vão baixar.

Três bairros de reassentamentos estão a ser erguidos para acomodar famílias das aldeias de Macavene, Massingir Velho e Bingo.

No caso da aldeia de Macavene, segundo Abel Nhalidede, responsável pelo reassentamento, já foram transferidas e compensadas mais de 70 pessoas, das 169 que vivem ou viviam na aldeia.

A fauna no PNL foi dizimada durante a guerra civil de 16 anos que terminou em 1992. Por causa da guerra, uma outra parte da fauna emigrou para parques vizinhos, caso de Kruger, na África do Sul, e Gonorezhou, no Zimbabwe, que hoje, juntamente com o PNL, formam o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo.

No âmbito do “Grande Limpopo” foram introduzidos no PNL, a partir da África do Sul, milhares de animais de diferentes espécies, dos quais cerca de 100 elefantes que se juntaram a mais de duas centenas que terão atravessado livremente a fronteira, para além de cerca de 890 bois-cavalo, 1361 zebras, meia centena de girafas, 2089 impalas, 12 rinocerontes e 49 búfalos.

“A fauna estava em franco desenvolvimento desde que o Governo decidiu, em 2003, repovoar os efectivos desaparecidos durante a guerra. Mas devido ao efeito da caça furtiva, os efectivos diminuíram consideravelmente”, referiu o gestor da fauna no PNL, Bill Swanepool.

Quanto a infra-estruturas turísticas, o PNL conta com três acampamentos de luxo para alojamento, entre outros.

De 2001 até 2012 foram investidos para a capacitação técnica e construção de infra-estruturas de turismo, apoio as comunidades e reassentamento, cerca de 20 milhões de euros disponibilizados por vários parceiros do Governo moçambicano, incluindo o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Sector das pescas quer massificar piscicultura

Inicia em Setembro próximo, a distribuição de cerca de três milhões de alvinos no quadro da massificação da piscicultura, uma estratégia adoptada pelo Ministério das Pescas para melhorar a dieta alimentar das famílias nas zonas rurais com condições para desenvolver aquela actividade.

O Ministro das Pescas, Victor Borges, que visitou recentemente a província de Inhambane onde se localiza o maior produtor de alvinos, instou a sua instituição naquela região, a assumir o projecto com muita responsabilidade, pelo facto não só ser detentor na região do melhor projecto, mas também porque possui condições para o efeito.

Inhambane e Tete são as duas províncias onde decorrem neste momento a produção de alvinos, uma actividade que, segundo explicou Victor Borges no encontro com o colectivo da Direcção Provincial das Pescas em Inhambane, deverá ser replicado um pouco por todo país na perspectiva de fomentar a produção do alimento do peixe e a curto e médio prazos.

Paralelamente, será edificado na província de Gaza, um centro de pesquisa genética dos alvinos com o objectivo de intensificar as investigações em curso com vista a determinar a qualidade aceitável para abastecer os diversos tanques de piscicultura, que deverão ser instalados no país.

Chris Shenel, o maior produtor de alvinos baseado no distrito de Vilankulo, garantiu ao ministro das Pescas, redobrar esforços para aumentar os níveis de produção actualmente calculados em cerca de 10 mil por mês para 20 mil, com vista a apoiar a massificação da piscicultura em todo o país.

A província de Inhambane atingiu ao longo do primeiro semestre deste ano, uma produção de 7.258,8 toneladas de pescado diverso, o que corresponde a 53.9 por cento das 13.146 toneladas planificadas para aquele período. Na pesca semi-industrial, o peixe contribuiu na produção global dos primeiros seis meses com 57,5 toneladas, camarão em pesca artesanal fixou-se em 58.8 toneladas e a captura do caranguejo foi de 226,6 toneladas.

A comercialização pesqueira neste período atingiu 516 meticais equivalentes a 51.6 por cento da execução da meta global fixada para este ano que é de 999.330.000 meticais.

Inhambane promove fiscalização rodoviária

Uma comissão multissectorial composta por técnicos do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATER), Polícia de Trânsito do comando geral da PRM e Administração Nacional de Estradas (ANE), está a realizar campanhas de fiscalização rodoviária ao longo da Estrada Nacional Nº 1 (EN1), no troço que atravessa a província de Inhambane, com o objectivo de conter a onda da sinistralidade rodoviária.

Os acidentes de viação naquela região do país conheceram uma subida drástica nos últimos meses, causando dezenas de vítimas humanas, além de avultados danos materiais. Com efeito, segundo dados fornecidos pelo porta-voz do comando provincial da PRM em Inhambane, Delcir Marquel, nos primeiros cinco dias da campanha, uma acção que passará a ser permanente em algumas regiões ao longo da maior rodovia do país, foram fiscalizados cerca de 500 viaturas desde a observação do estado mecânico, testes alcoolímetros aos respectivos condutores e a verificação da autenticidade das cartas de condução.

Nesta operação, de acordo com a fonte, foram apreendidas 10 viaturas por diversas irregularidades e aplicadas 100 multas por manifesta agressão de diversos dispositivos que regulam a circulação rodoviária no país.

Na segunda semana da campanha, 39 dos cerca de 400 condutores atestados sobre o consumo de álcool durante a sua actividade, acusaram positivo e sofreram as penalizações previstas na lei, sendo que outros 50 motoristas foram sancionados por manobras não previstas nas regras mais elementares do código da estrada e cinco cartas de condução foram confiscadas por serem de origem duvidosa.

Delcir Marquel disse que as campanhas de fiscalização jogam um papel relevante na segurança rodoviária porque ajudam os automobilistas a observarem estritamente as regras de trânsito, bem como prestam uma valiosa contribuição para a redução de atropelamentos por má travessia de peões. Tal como defendeu a nossa fonte, tanto um e outro motivo é resultado do comportamento do homem, dai que se mostra deveras importante uma educação permanente a todos os utentes das vias públicas.

Aquele oficial da polícia indicou, por exemplo, que na semana que iniciou a campanha de fiscalização envolvendo brigadas conjuntas, a província só registou três acidentes de viação, um saldo considerado positivo, pois a província registou no mês passado num período não superior a 15 dias, um total de 27 mortos, com destaque para os acidentes ocorridos em Massinga, Quissico e Cumbana que ceifaram sete, dez e sete pessoas, respectivamente, além de feridos graves e avultados danos materiais.

A fiscalização rodoviária será permanente, particularmente contra os automobilistas que circulam nas vias públicas à margem da lei, como forma de devolver a segurança nas nossas estradas, segundo anotou a nossa fonte.

Marquel disse ainda que a comunidade tem igualmente um papel importante na luta contra o derramamento de sangue nas estradas, devendo participar denunciando motoristas que se fazem ao volante sob efeito de álcool ou os que conduzem viaturas de transporte semi-colectivo de passageiros sem observância da limitação da velocidade imposta pela lei.

“O objectivo das autoridades não é punir a ninguém, mas sim educar e chamar atenção a todos na observância rigorosa das normas”, disse Delcir Marquel.

Recursos da província expostos na FACIM

A província de Inhambane pretende apresentar na 49ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que começa na próxima segunda-feira, potencialidades económicas de forma a atrair os investidores a explorarem as oportunidades de negócios existentes.

Para o efeito, segundo deu a conhecer o director provincial de Indústria e Comércio, António Machamal, além dos recursos que a província vai expor, as actividades em curso em diversos ramos da economia local, durante a vigência da FACIM o governo local vai organizar um workshop com objectivo de “vender” os projectos de desenvolvimento ainda em carteira.

Participarão nesse encontro, a ter lugar no segundo dia da FACIM, operadores económicos com empreendimentos na província de Inhambane, bem como investidores nacionais e estrangeiros que ainda estão em busca de parcerias, bem como espaço para o desenvolvimento dos seus projectos.

O executivo de Inhambane pretende durante a vigência da 49ª edição da FACIM juntar o útil ao agradável, expondo seus recursos, os resultados do que está sendo feito, a missão, visão e estratégias de desenvolvimento tudo plasmado no plano estratégico de desenvolvimento da província, que preconiza a redução da pobreza até 40 por cento no ano 2020, como forma de atrair mais investimentos.

António Machamal não avançou os produtos que a província vai levar à FACIM, pois, segundo revelou, mais do que apenas exibição das potencialidades e negociação de dinheiro para cobrir as necessidades de desenvolvimento da provincial, aquele certame é também uma oportunidade de competição dos expositores em diversas variantes, desde a organização do pavilhão, o estágio do agro-processamento e a evolução tecnológica de cada província.

Recursos florestais, faunísticos, pesqueiros, agrícolas e minerais são para já as principais potencialidades que fazem da província de Inhambane, um local para investir associado à hospitalidade dos seus habitantes, que é gente trabalhadora.

“Por isso mesmo, não vou divulgar agora o que vamos levar à FACIM, apenas quero preparar a todos, para a grande surpresa que a província vai apresentar, surpresa no que diz respeito, ao grande salto está a conseguir no agro-processamento”, prometeu Machamal.

No entanto, a nossa fonte realçou que leva como expectativas, buscar parcerias para a implementação de novas tecnologias de produção, novos investimentos para o agro-processamento, entre outros ganhos a tirar da próxima edição da FACIM.

Falando do actual estágio da industrialização da província, Machamal apontou o relativo crescimento desta área, situação justificada só neste ano pela construção de cinco unidades de diversas linhas.

“Já estamos a fazer o aproveitamento do coco e seus derivados na província, isto é, além do coco para óleo e sabão como era habitual, exploramos o bagaço e cascas do coco para fabrico de fertilizantes agrícolas. Processamos localmente o caranguejo, estamos a fazer pipocas com recurso a milho, além da mandioca que também tem muita aplicação em indústrias que já funcionam na província”, disse Machamal.

Camponeses recebem tractores em Xai-Xai : Produção agrícola melhora na zona verde

Os produtores de Inhamissa e Patrice Lumumba, na zona verde da cidade de Xai-Xai receberam semana finda mais dois tractores que vão contribuir para o incremento da sua produção. Com este reforço, a cintura verde passa a contar com um total de cinco tractores todos equipados com as respectivas alfaias. Na mesma ocasião, foi formalmente entregue uma ponte que dá acesso a um dos campos agrícolas da zona verde, numa iniciativa do Governo do Município de Xai-Xai, visando a produção de alimentos em grande escala, para o consumo e comercialização de excedentes.

Segundo informações em nosso poder, os tractores estão a ser colocados à disposição dos camponeses locais, a preços bonificados, para fazer face à crescente subida de valores actualmente cobrados para o aluguer das máquinas junto dos produtores do sector privado.

Com a aquisição daquele equipamento, avaliado em mais de três milhões de meticais, estão criadas as condições para que os produtores possam de forma mais segura aplicar-se para um melhor aproveitamento dos mais de 12 mil hectares de terras disponíveis não só no Sistema de Regadio do Baixo Limpopo, como também nas terras de sequeiro, onde os camponeses se dedicam à prática de culturas, tais como feijão-nhemba, mandioca, batata-doce, entre outras.

Conforme foi anunciado na ocasião, um dos tractores estará ao serviço dos camponeses de Inhamissa onde trabalham mais de 4800 produtores numa área de pouco mais de 2300 hectares, e em Patrice Lumumba onde os camponeses estão a explorar uma área superior a 700 hectares.

Para permitir um melhor acesso aos campos agrícolas na região de Patrice Lumumba, o Conselho Municipal de Xai-Xai mandou construir semana finda uma ponteca, que custou aos cofres da edilidade, em parceria com a Administração Nacional de Estradas (ANE), um pouco mais de dois milhões de meticais.

Com esta intervenção, segundo fontes municipais, colocou-se ponto final aos enormes transtornos que os produtores estavam sujeitos para aceder aos seus campos e não só, uma situação agravada pelas recentes cheias de Janeiro e Fevereiro do ano em curso.

RITA MUIANGA ELOGIA ENTREGA DOS PRODUTORES

Na “Patrice Lumumba”, a presidente Rita Muianga, disse que o uso do equipamento ora disponibilizado pela edilidade deverá ser feito de forma racional e com observância de todos os ditames técnicos de forma a se garantir uma maior longevidade ao mesmo.

“Queremos ainda aproveitar esta oportunidade de festa e regozijo, para manifestar todo o nosso respeito e admiração pela forma exemplar e irrepreensível como se comportaram durante a tragédia das cheias, retirando-se prontamente dos locais de perigo para zonas mais seguras, e sobretudo pela forma fantástica como responderam a este drama trabalhando de forma a relançar a produção agrícola”, disse Rita Muianga.

Como exemplo disso, segundo a presidente do município da cidade de Xai-Xai, as machambas estão repletas de milho, hortícolas, feijão e batata-reno, sendo que como consequência dessa superprodução o consumidor está a beneficiar-se da baixa de preços, especialmente nas hortícolas.

Refira-se que a cintura verde de Xai-Xai está a refazer-se dos estragos causados pelas recentes cheias que fustigaram a região no início do ano em curso, provocando a perda de mais de quatro mil hectares, dos seis mil que haviam sido trabalhados.

A par destas intervenções, de acordo com dados em nossa posse, a edilidade tem estado a promover acções ligadas à limpeza manual de valas em Sotoene, enquanto se aguarda pela criação de condições necessárias para a realização de trabalhos no colector principal.

Para além dessas actividades, o Executivo de Rita Muianga está igualmente a desenvolver trabalhos visando a monitoria de pragas, com especial destaque do lagarto, não havendo, contudo, motivos para grandes preocupações pelo facto da situação estar devidamente controlada.

Roubo de viaturas aumenta na capital

Quatro viaturas foram roubadas à mão armada, em momentos diferentes, semana passada na cidade de Maputo, por indivíduos ainda não identificados.

Os casos ocorreram nas artérias da capital em que assaltantes, munidos de armas de fogo, ameaçaram as suas vítimas e roubaram dois Toyotas Allex, um Runex e um Vitz, segundo Orlando Mudumane, porta-voz da Polícia, no Comando da Cidade.

Com estes furtos elevam para pouco mais de duas dezenas o número de automóveis roubados nos últimos dois meses na capital do país.

Os ladrões de viaturas têm usado diferentes “modus operandi”. Uns servem-se de chaves falsas para furtar carros parqueados nos passeios, outros “caçam” as suas vítimas à entrada das residências ou em plena via pública e as ameaçam com armas ou instrumentos contundentes.

Mudumane disse igualmente que a corporação recuperou cinco viaturas que haviam sido roubadas em outras ocasiões, designadamente dois Toyota Hiace, um Toyota Runex, Toyota Vitz e um Mitsubishi, ora parqueadas nas subunidades da Polícia.

O porta-voz da Polícia afirmou que as autoridades estão a trabalhar para recuperar mais viaturas e neutralizar as quadrilhas.

Orlando Mudumane, que falava à Imprensa no habitual “briefing” semanal, avançou ainda que duas quadrilhas que se dedicavam ao roubo em residências e estabelecimentos comerciais com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes foram neutralizadas pela Polícia.

“O primeiro grupo era composto por três elementos que actuavam no bairro da Maxaquene, onde aterrorizavam os moradores. Já o segundo, era constituído por quatro meliantes que tiravam sono aos moradores do bairro Ferroviário”, disse o porta-voz.

Mudumane sublinhou que a Polícia vai continuar a envidar esforços para reduzir a criminalidade, e que a semana finda foi relativamente calma em comparação com as transactas.

Hospital Central de Maputo: Humanizar relação paciente-enfermeiro

A relação entre o paciente e o pessoal da Saúde deve melhorar, pois neste momento há algumas queixas de insatisfação dos utentes no que diz respeito ao atendimento hospitalar.

Um desses sectores cujos serviços foram apontados como problemáticos e que urge solucionar é a Maternidade do Hospital Central de Maputo. Esta observação foi feita sexta-feira última na capital do país, num encontro havido entre a comunidade e o comité de humanização daquela que é a maior unidade sanitária do país, tendo como objectivo auscultar os problemas que influenciam de forma negativa os serviços do HCM, bem como apontar os possíveis caminhos para alterar esse quadro negativo.

Durante o encontro, a comunidade que usou da palavra, levantou como principal problema a falta de paciência e zelo por parte de alguns profissionais de Saúde, facto que preocupa os doentes que para ali se desloca à procura de um atendimento condigno.

Isilda Zandamela, uma das intervenientes, contou um episódio vivenciado por ela na Maternidade do HCM em que a dado momento os pacientes não eram atendidos, a pretexto de que o pessoal não estava disponível devido ao aproximar da hora de saída, evitando prolongar o seu turno de trabalho. Esse caso provocou muitos constrangimentos em parturientes que precisavam de ser observadas com certa urgência e a reacção dos utentes acabou, como era de esperar, por criar uma certa fricção na relação paciente-enfermeiro.

“O trabalho de enfermeiro é como o de professor: é preciso ter uma certa inclinação e tendência de amor ao próximo para exercer esta actividade. É importante que aos cursos de medicina, as pessoas sejam orientadas de acordo com a sua vocação, para que possam trabalhar sem se sentirem obrigadas”, sublinhou Isilda Zandamela.

Para Carlos Chilaule, a greve que houve no país e naquela unidade em particular, afectou de forma directa as famílias moçambicanas, uma vez que houve registo de óbitos. Na sua intervenção apelou aos médicos e enfermeiros para que mantenham a coragem e dedicação para que a comunidade deixe de lado os preconceitos que por vezes carrega consigo em relação ao pessoal da Saúde.

Para Kandiyane Wa Matuva Kandiya, uma figura conhecida na “media”, a grande questão que se coloca no HCM é o excesso de carga horária do pessoal de Saúde que muitas vezes, confrontado com essa realidade, nada mais faz senão fraquejar, afectando de forma directa a organização do trabalho planificado. “Humanamente falando, é preciso reforçar as equipas de enfermeiros, sobretudo nas enfermarias de Medicina”, observou, alinhando no mesmo diapasão quanto à questão vocacional, sendo mesmo contundente: “a Saúde não é um refúgio para os desempregados. Tem que haver vocação e preparação para se trabalhar num hospital. Nota-se a falta de sorriso no rosto de alguns médicos e enfermeiros. Mas também temos que dizer que no HCM há profissionais com postura de honestidade que lutam para melhorar e ultrapassar os problemas existentes”, disse.

No que diz respeito à Maternidade, Cacilda Mapengo, que também usou da palavra, não compreende porquê é que naquela maternidade, algumas pacientes são mandadas de regresso à casa, a pretexto de que “ainda é cedo”, quando acabam invariavelmente por voltar horas depois ao mesmo hospital.

Domingos Diogo, director clínico do HCM e presidente da comité de humanização desta unidade hospitalar explicou a importância deste tipo de encontros de auscultação à comunidade, porque no seu entender, é necessário saber ouvir para que, uma vez identificadas as falhas nos diversos serviços, possam-se ser corrigidas. Diogo tomou nota das preocupações levantadas e prometeu alterar esse quadro, colocando benefícios para a Saúde e qualidade de vida dos usuários, dos profissionais e da própria comunidade.

Jovem mata, esquarteja e queima corpo do avô

Um jovem identificado por A. Muchanga, de 24 anos de idade, está detido numa das celas da 9ª Esquadra, no bairro Tsalala, no município da Matola, por ter morto seu avô, esquartejar o corpo e queimá-lo.

O caso que deixou consternados os moradores do quarteirão 27, do bairro Tchumene II, deu-se semana passada quando o suposto assassino regressou à casa com sinais de embriaguez, tendo se envolvido numa pequena discussão com o avó, de nome António Pinto, de 85 anos de idade.

A nossa Reportagem soube que durante a discussão teria morto o seu próprio avô com recurso a uma faca, tendo de seguida esquartejado o corpo e queimá-lo, supostamente para eliminar as pistas.

Depois de consumado o crime, o jovem ainda tentou abandonar o corpo no local, mas alguns residentes que se haviam apercebido da situação, trataram de levá-lo para o posto policial local.

Informações em nosso poder indicam que o jovem A. Muchanga só escapou ao linchamento popular graças à rápida intervenção de uma anciã que convenceu aos outros a não fazerem justiça pelas próprias mãos.

Em contacto com a nossa fonte, A. Muchanga refuta todas as acusações que recaem sobre si e afirma ter encontrado o avô morto, não sabendo em que circunstância teria perdido a vida.

“Eu não era capaz de matar meu próprio avô. Encontrei-o já morto, mas minutos mais tarde os meus vizinhos levaram-me à esquadra. Na verdade, eu não sei o que aconteceu”, disse A. Muchanga.

Entretanto, Emídio Mabunda, porta-voz da Polícia no Comando Provincial de Maputo disse que o jovem teria morto seu avô com recurso à faca e outros instrumentos contundentes e mais tarde telefonou para o pai dizendo que teria uma surpresa.

Emídio Mabunda disse que as autoridades estão a trabalhar com vista ao esclarecimento do caso e já foi instaurado um processo-crime contra o acusado que vai responder em juízo pelos seus actos.

Requalificação do Mercado Museu: Concurso público lançado em Setembro

As obras de requalificação do Mercado Museu, localizado na zona nobre da cidade de Maputo, vão a concurso público em Setembro próximo, segundo garantiu o vereador das Actividades Económicas do Conselho Municipal de Maputo, António Munguambe.

Os trabalhos, que compreendem a destruição de todas as barracas que neste momento se encontram naquele mercado, uma vez que as mesmas foram construídas com base no material precário, poderão arrancar no primeiro semestre do próximo ano.

A apreciação do projecto e aprovação pela Assembleia Municipal de Maputo (AM) e a necessidade de abertura de propostas para parceria público-privado, são algumas das razões que estiveram por detrás do atraso das obras, que tinham como previsão de início o segundo semestre de 2012, tal como explicou António Munguambe.

“Trata-se de uma obra cuja execução vai afectar, de alguma forma, os operadores que lá estão, embora tenhamos certeza de que vai afectar positivamente, porque vamos sair de uma situação precária, para outra em que vão estar em melhores condições em termos de infra-estruturas”, disse o vereador.

Avaliado em 2,5 milhões de dólares norte-americanos, o programa de melhoramento daquele estabelecimento informal visa tornar o local num mercado oficial e com infra-estruturas melhoradas, de acordo com as normas urbanas.

“Mas isso de alguma forma cria constrangimento, embora temporário e a nossa intenção era termos a certeza de que a AM conhece o projecto em profundidade e que apoiam esta requalificação e estamos a fazer ajustes de acordo com as recomendações feitas”, esclareceu a fonte.

Para dar lugar às obras sem prejudicar os vendedores, será bloqueada provisoriamente a Rua dos Lusíadas, fornecendo a estes as mínimas condições para o exercício da sua actividade. “Por sabermos que afecta os operadores que estão lá, há-de ser necessário construir infra-estruturas transitórias, onde possam continuar a exercer a sua actividade. Isso significa que nós temos que falar com as pessoas, explicar o projecto ao detalhe para que cheguemos a um entendimento sobre como é que as coisas vão acontecer”, acrescentou.

Com a modernização, o mercado passará a contar com serviços de restaurantes, lojas, mercearias para a venda de diversos produtos, diz a fonte da edilidade da capital do país. Pretende-se ainda com esta iniciativa piloto, uma vez que o programa vai ser estendido para todos os mercados da cidade de Maputo disciplinar as actividades comerciais.

Moçambique estreia-se hoje frente à Rep. Centro-Africana

Arranca hoje o Afrobásket em seniores masculinos, prova que durante pouco mais de uma semana decorrerá em Abidjan, Costa do Marfim. Moçambique é uma das 16 equipas presentes e esta noite estreia-se frente à República Centro-Africana no Grupo C. A Selecção Nacional começa defrontando aquela que é teoricamente a mais acessível do seu grupo, onde terá a companhia de Angola e Cabo Verde.

É importante para a equipa moçambicana entrar a vencer para ganhar alento para as partidas de amanhã e sábado diante de Angola e Cabo Verde, respectivamente.

Um triunfo na estreia coloca-a em condições favoráveis de disputar um dos dois lugares que dão acesso aos quartos-de-final.

Num grupo em que a língua dominante é o português, antevê-se tarefa espinhosa para os treinados de Milagre Macome, visto que terão que ombrear com Angola, a maior potência do básquete africano e com Cabo Verde uma selecção que vem registando uma subida de nível deslumbrante. O terceiro lugar conquistado no Afrobásket-2007 reflecte, por si, a qualidade do básquete cabo-verdiano.

Com um estágio de sensivelmente duas semanas na Espanha, o combinado nacional seguiu domingo para Abidjan, melhor capacitado do ponto de vista da sua performance táctica e física. Mas com tão pouco tempo de preparação ao mais alto nível, os objectivos no Afrobásket não são muito ambiciosos, embora a actual geração já tenha dado mostras de fazer maravilhas à semelhança do que aconteceu nos Jogos Africanos.

Defender o décimo lugar alcançado no Afrobasket -2011, em Antananarivo, Madagáscar, é a principal meta da equipa nacional, pelo que passar aos quartos-de-final já seria um feito histórico.

São 16 equipas que até o dia 31 do mês em curso vão disputar a maior competição do continente. Eis as selecções e os respectivos grupos.

Grupo A – Costa do Marfim, Egipto, Senegal e Argélia

Grupo B – Tunísia, Ruanda, Burkina Faso e Marrocos,

Grupo C – Moçambique, Rep. Centro-Africana, Angola e Cabo Verde.

Grupo D – Nigéria, Camarões, Rep. Democrática do Congo e Mali.

A Tunísia é a actual detentora do título. Apuram-se para o Mundial-Espanha 2014 os primeiros três classificados.

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