A província de Manica, centro de Moçambique, vai exportar este ano 260 toneladas de castanha de macadamia, para as indústrias farmacêutica, alimentar e de cosmética na África do Sul e Ásia, disseram hoje à Lusa fonte do sector.
Através de duas firmas, a Vale of Macks e a Macs Moz, Manica vai exportar macadamia para África do Sul, China, Hong-Kong e Vietname.
“As exportações vão subindo gradualmente, e, este ano, 250 toneladas vão seguir para África do Sul, Hong-Kong e Vietname. Agora, estamos a cultivar numa área de 220 hectares, porque tivemos que desviar o investimento dos outros 30 hectares para construir uma mini-hídrica e estrada” disse à Lusa António Vieira, sócio e administrador da Vale of Macks.
Em declarações à Lusa, Christo Breytenbach, representante da Macs Moz, disse que a empresa vai aumentar as exportações de macadamia das actuais 10 toneladas para 50 a 60 toneladas em 2014, para os mercados da África do Sul e China.
Tudo está aposto para o arranque da poule de apuramento ao Moçambola 2014, nas regiões norte e centro de Moçambique.
As poules contam com seis e oito equipas respectivamente, que, no sistema clássico de todos contra todos em duas voltas, vão disputar uma vaga por cada região que dará acesso ao Campeonato Nacional de Futebol de Moçambique do próximo ano.
Na região norte do país, o destaque da primeira jornada da prova vai para o embate entre as formações de Nampula, nomeadamente Benfica de Monapo e o Ferroviário de Nacala. Os jogos entre as duas equipas ao nível provincial foram disputados sob signo de equilíbrio chegando a animar os adeptos dada a luta entre ambas pela primeira posição no Campeonato de Nampula.
Os outros jogos desta região irão envolver as formações a Universidade Pedagógica de Lichinga- Ferroviário de Pemba e Associação Desportiva de Cuamba – Grupo Desportivo de Mueda.
Já na zona centro, o Textáfrica do Chimoio, primeiro campeão de Moçambique após a independência, vai iniciar a luta para o regresso ao Moçambola recebendo o Futebol Clube de Angónia, da província de Tete. Jogando em casa, o Textáfrica do Chimoio é favorito pela conquista dos três pontos.
Os outros jogos na região centro na primeira jornada do apuramento são: Ferroviário de Quelimane-Águias de Angónia, FC da Beira-Chimoio FC, Palmeiras de Quelimane-Sporting da Beira.
O governo de Moçambique defende que apesar da obsessão do Malawi em navegar os Rios Chire e Zambeze, esta não é a única opção para viabilizar a economia malawiana no que toca às suas importações e exportações.
O pronunciamento foi feito em Lilongwe pelo ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, quando abordado pela nossa fonte, sobre a navegabilidade daqueles dois rios visando garantir o comércio internacional do Malawi, um país sem acesso directo ao mar.
O projecto do Malawi é navegar os Rios Chire e Zambeze desde Nsanje até ao porto de Chinde, na província da Zambézia, mas o governo moçambicano exige primeiro um estudo para se determinar a viabilidade desta rota.
Zucula precisou que Moçambique oferece outras alternativas de transporte ao Malawi, tendo citado as infra-estruturas ferroviárias.
O governo de Lilongwe já conseguiu três milhões e meio de dólares para o estudo de viabilidade, mas só nos finais do próximo ano é que se saberá se a intenção do Malawi poderá ir avante ou não.
Visando dar corpo ao projecto, o governo do falecido Presidente Bingu wa Mutharika construiu e inaugurou precipitadamente o pequeno porto de Nsanje, avaliado em vinte milhões de dólares, aparentemente como forma de pressionar o governo moçambicano para descartar o estudo de viabilidade.
No entanto, a tentativa malawiana redundou em fracasso.
O grupo indiano ‘Patel Engineering’ solicitou esclarecimentos ao governo moçambicano sobre o processo de adjudicação da empreitada para as obras de construção da linha ferro-portuária Tete-Macuze, cujo concessionário poderá ser conhecido em breve.
O diário electrónico “mediaFAX” escreve, na sua edição de hoje, que o projecto que inclui a linha férrea de 600 quilómetros e um porto de águas profundas na província central da Zambézia poderá ser atribuído a um grupo tailandês.
A execução do projecto Tete-Macuze vai custar cerca de seis biliões de dólares norte-americanos.
Os esclarecimentos exigidos pela Patel surgem em resultado de informações ‘fiáveis’ dando como ‘quase certa’ a adjudicação da nova linha a um consórcio tailandês, retirando as expectativas ao grupo indiano que era dado como o potencial candidato.
“Informações não confirmadas deram conta de que o governo moçambicano, através do Ministério moçambicano dos Transportes e Comunicações, teria decidido anular o processo inicial, devido a alguma polémica que se estava a criar por causa de uma adjudicação directa e em associação de uma holding ligada a nomenclatura”, sublinha o “mediaFAX”.
Na sequência desta polémica, o governo decidiu lançar um concurso público internacional para a escolha do melhor projecto que iria receber a adjudicação da infra-estrutura.
Um cidadão português, criador de aves, foi assassinado hoje de madrugada na sua residência na Catembe, arredores da capital moçambicana, confirmou hoje o porta-voz da polícia em Maputo, Orlando Mudomane.
De acordo com a fonte, o caso deu-se quando um indivíduo conhecido na região como “pilha-galinhas” tentou assaltar a residência do português.
Orlando Mudomane disse que o cidadão português, de cerca de 60 anos, “foi assassinado por um indivíduo que tem a fama de roubar galinhas, já que ele (o português) era criador de aves”.
A fonte policial acrescentou que o criador de aves tentou “enfrentar o ladrão, mas este desferiu-lhe golpes à facada”.
A população local tentou socorrer a vítima durante o assalto, mas o ladrão fugiu, tendo sido encontrado horas depois e levado a uma esquadra na Catembe, local que os populares tentaram invadir para o linchar, disse Orlando Mudomane.
Um homem residente na Catembe contou à Lusa que o malogrado vivia sozinho e possuía propriedades. Outras versões recolhidas pela Lusa apontam para um ajuste de contas de um ex-trabalhador que cumpriu tempo de prisão por denúncia da vítima.
O presidente Armando Guebuza afirmou que a normalização da situação socioeconómica e política no Zimbabwe contribuirá para o desenvolvimento do país, em particular, e da região, em geral.
Guebuza manifestou o optimismo falando esta quinta-feira aos jornalistas moçambicanos momentos antes de deixar a capital zimbabweana, Harare, de regresso a Maputo, após testemunhar a cerimónia de investidura de Robert Mugabe.
O estadista moçambicano defendeu a necessidade de o mundo ajudar o Zimbabwes no seu processo de desenvolvimento, abrindo, sem restrições, o mercado para este país, condição que vai catapultar, igualmente, a economia moçambicana, através dos corredores de desenvolvimento.
“Eu penso que uma abertura, sem restrições, do mercado para o Zimbabwe terá um impacto positivo a nossa economia, particularmente na área dos portos e dos caminhos-de-ferro, assim como das estradas”, disse o estadista moçambicano, realçando, porém que esse desejo só será possível se o Zimbabwe continuar com o ambiente de calma e tranquilidade que se caracterizou durante o processo eleitoral.
Comentando particularmente sobre as eleições e a cerimónia de tomada de posse de Mugabe, para mais um mandato de cinco anos como Presidente do Zimbabwe, Guebuza elogiou a forma como tudo decorreu, afirmando que foi, visivelmente, uma festa e um momento de reafirmação da vontade dos zimbabweanos.
“Também sinto que foi um momento de reconciliação. É verdade que houve quem ganhou e houve quem perdeu, mas sentimos no discurso do presidente Mugabe a vontade de insistir que todos têm espaço no país”, disse o Guebuza, acrescentando que “estou muito impressionado por aquilo que aconteceu e da forma como aconteceu”.
Comentando o posicionamento de alguns países como os Estrados Unidos, Reino Unido e outros que não reconhecem a credibilidade das eleições no Zimbawe e que, por via disso, anunciaram a manutenção das sanções contra este país que já duram há mais de dez anos, Guebuza disse acreditar que estes poderão mudar de opinião, sendo necessário, para efeito, esperar pelo tempo.
“Todos devem recordar que o processo do Zimbabwe foi muito problemático e que durante muito tempo houve quem quisesse se impor sobre a vontade dos zimbabweanos e, muitas vezes, mesmo procurando ignorar aquilo que era a percepção da região sobre a situação no país”, disse o presidente Guebuza.
Deste modo, o presidente explicou que levou muito tempo até que todos se referissem as decisões da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), de que o Zimbabwe é membro fundador.
“Penso que as eleições acabam de ocorrer agora e os países que ainda não estou convencidos, certamente, que terão tempo de compreender que as eleições foram justas e, por conseguinte, terão a oportunidade de mostrar ao mundo de que a vontade do povo é que conta”, argumentou.
No discurso que proferiu momentos depois da sua investidura, Mugabe criticou os países que ainda duvidam da credibilidade do processo eleitoral no Zimbabwe, apelando para que deixem de se intrometer em assuntos que o dizem respeito aos zimbabweanos e os africanos em geral.
O ex-vice-presidente egípcio Mohamed El-Baradei, que tinha a tutela das relações exteriores, é acusado de “trair a confiança nacional” por ter apresentado a demissão após a repressão contra os apoiantes do Presidente deposto Mohamed Mursi. De acordo com o canal Al-Jazeera, que cita o jornal egípcio Al-Ahram, um tribunal do Cairo já agendou o início do processo contra El-Baradei para 19 de Setembro.
Citado pela Lusa, o jornal referiu que as acusações contra El-Baradei, uma figura da oposição laica egípcia, foram apresentadas por um professor de Direito Penal da Universidade de Helwan, localizada na capital egípcia.
O Nobel da Paz (2005), que foi designado pela presidência egípcia interina após a destituição de Mursi em Julho passado, é acusado de “traição do dever fiduciário” ao ter apresentado a demissão no passado dia 14 de Agosto. O advogado, citado pelo jornal Al-Ahram, alegou que a demissão de El-Baradei criou a “falsa impressão” que o governo egípcio usou uma força excessiva para dispersar os apoiantes de Mursi”, acrescentando que o ex-vice-presidente “traiu o seu dever, o que é traição à nação”.
Em declarações ao canal de televisão Al-Jazeera, Khaled Dawoud, antigo porta-voz da Frente de Salvação Nacional, movimento que foi fundado por El-Baradei, afirmou que a decisão do Ministério Público de remeter o caso para tribunal é provavelmente uma consequência do actual ambiente de polarização que se vive no país. “É um reflexo do actual ambiente no Egipto. Uma pessoa não pode assumir uma posição independente”, afirmou Dawoud, concluindo que as acusações contra El-Baradei são ridículas.
Mohamed El-Baradei apresentou a demissão depois de a polícia ter dispersado violentamente os apoiantes de Mursi, concentrados em praças da capital egípcia.
Entretanto, o primeiro-ministro interino do Egipto, Hazem al-Beblawi, disse na terça-feira que será um erro se os EUA cortarem a sua ajuda militar, mas insistiu que o Cairo pode sobreviver sem ela. Uma eventual decisão de Washington de paralisar o seu envio de armas e outro tipo de apoio ao Egipto “seria um mau sinal e afectaria gravemente as forças militares por algum tempo”, disse al-Beblawi à rede ABC News.
A violenta repressão das forças de segurança egípcias contra os manifestantes os EUA a cancelarem as manobras militares conjuntas e a adiar a entrega de quatro caças F-16.
Al-Beblawi lembrou, porém, que o Egipto adquiriu armas da Rússia no passado e que, nesta ocasião, também encontrará uma saída, sem deixar de receber a ajuda americana.
De acordo com a France Press, os Estados Unidos concedem 1,3 biliões de dólares em ajuda militar anual ao Egipto, o que incluiu aviões de guerra e tanques, desde 1987.
Iniciou ontem, em Lichinga, o julgamento de Carlos Sitão e João Baptista Chaputerra, ex-director provincial do Plano e Finanças do Niassa e chefe de Repartição da Administração e Finanças da mesma instituição, respectivamente. Os dois réus, presos, são acusados de desvio de fundos do Estado no valor de 9.899.776 meticais.
Ontem, Leonardo Mualia, juiz da 2ª Secção Criminal do Tribunal Provincial do Niassa, que está a julgar o processo, com o nº 50/2012, ouviu João Baptista Chaputerra, o qual refutou todas as acusações que lhe foram imputadas pelo Ministério Público, nomeadamente de uso indevido de fundos do erário público, com recurso a meios fraudulentos.
Por sua vez, a representante do Ministério Público descreveu, em Tribunal, as circunstâncias em que ocorreu o desvio de fundos, alegação, entretanto, refutada pela defesa, que considerou o réu de inocente, baseando-se do facto de ele ter agido apenas em obediência às ordens dos seus superiores hierárquicos.
Entretanto, depois de ouvidas as partes arroladas no processo, a sessão foi interrompida, devendo prosseguir no dia 20 de Dezembro próximo, altura em que será conhecido o veredicto final deste que é considerado o maior rombo financeiro verificado na Função Pública a nível da província do Niassa.
Nesta audição, aberta à comunicação social, o Tribunal leu as respostas das instituições tidas como tendo recebido o dinheiro roubado, nomeadamente a Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação do Niassa, o Conselho Municipal de Cuamba, a Direcção para a Coordenação da Acção Ambiental do Niassa, o Gabinete do Governador da Província, o Restaurante Cuambu, a Toyota Comercial e a Residencial Catering 2+1. Estas, em ofícios enviados ao Tribunal, negaram redondamente terem recebido os valores referidos pelo réu João Baptista Chaputrerra.
Segundo o juiz, em ocasiões anteriores, o réu Chaputerra, juntamente com o seu ex-director, haviam admitido terem dado por emprestado o dinheiro em causa a outras instituições, situação, porém, não praticável nas instituições do Estado.
Enquanto isso, o Ministério Público revelou na altura que, para consumar os seus intentos, o réu João Chaputerra depositava valores nas contas de instituições públicas, privadas e de singulares para depois voltar a solicitar a sua transferência para outras contas. Casos ainda houve, segundo o Ministério Público, em que o réu fez pagamentos a empresas fictícias para, a partir delas, levantar os valores para uso pessoal.
Consta que, só para citar alguns exemplos, o réu teria dito, em audições anteriores, que emprestara 300 mil meticais ao Gabinete do Governador, 500 mil ao Conselho Municipal de Cuamba, 187.140 à Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação, 50 mil à Direcção Provincial para a Coordenação da Acção Ambiental, 400 mil depositados na conta da Entreposto Comercial de Lichinga. Esta última transferência ocorreu em simultâneo com o depósito de outros valores que ascendem a 1.184.197,50 meticais, alegadamente para a compra de viaturas. Entretanto, de acordo com as respostas recebidas pelo Tribunal e tornadas públicas durante a audiência, todas as instituições visadas recusaram terem tido algum negócio com o réu.
De referir que grande parte dos dinheiros alegadamente desviados foram depositados na conta de um tal Jacinto Belém Monteiro, que depois levantava para o réu.
A defesa reconhece que parte do dinheiro em causa não apresenta justificativos, mas defende que o réu Chaputerra é inocente, pedindo, por conseguinte, uma pena leve, tendo em conta que ele é réu primário e cumpria apenas ordens dos seus superiores hierárquicos.
Uma cidadã de nacionalidade guineense foi interceptada e detida pelas autoridades moçambicanas, na última quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Maputo, exactamente no momento que se preparava para embarcar com destino a Etiópia na posse de um total de 220.445 dólares norte-americanos não declarados.
A cidadã em causa, com residência no bairro Munhuana, subúrbios de Maputo, foi identificada pelo nome de Sarata e tem 34 anos de idade.
Segundo as autoridades policiais, citadas hoje pelo “Mediafax”, um dos motivos que precipitou a detenção da indiciada é o facto de ela ter rejeitado que as autoridades fizessem a revista por scanner da sua mala de viagem onde estavam arrumados os pouco mais de 220 mil dólares.
O facto obrigou as autoridades policiais a efectuar uma vasculha na mala da suspeita. Foi por essa via que foram encontrados os 220.445 dólares disfarçados entre as peças de roupas.
Na ocasião, a indiciada tentou, sem sucesso, subornar os agentes da polícia que se encontravam em serviço no aeroporto. Neste momento, segundo a polícia, decorrem investigações para se apurar a proveniência e o fim a que se destinava o dinheiro.
Uma equipa de médicos moçambicanos, composta por dois cirurgiões cardiovasculares e um anestesista reanimador, partem na próxima sexta-feira, para os Camarões onde vão operar pacientes, particularmente crianças, que sofrem de doenças de coração.
Para além da realização de cirurgias, eles vão complementar as acções de formação e capacitação dos profissionais no Centro de Cirurgia Cardíaca daquele país, em curso desde o ano 2010, segundo revela esta quarta-feira o jornal Notícias.
Trata-se dos cirurgiões Adriano Tivane e Sozinho Estafene e o anestesista João Macave, quadros do Instituto do Coração (ICOR), na cidade de Maputo, que vão trabalhar durante sete dias nos Camarões com a previsão de operar 10 crianças.
Esta é a quinta vez consecutiva que estes especialistas participam nesta iniciativa que visa, essencialmente, dotar os médicos camaroneses de autonomia de executar cirurgias cardiovasculares em crianças e adultos, tal como já acontece no país.
Adriano Tivane é citado pela nossa fonte, a dizer que, logo após a chegada aquele país, no domingo, que o grupo vai iniciar com o diagnóstico dos doentes a serem submetidos a cirurgia, condição indispensável para evitar falhas durante as operações.
Explicou ainda que esta iniciativa data do ano 2010 quando foram convidados a fazer parte de uma equipa de médicos estrangeiros que ia apoiar a operacionalização do Centro de Cirurgia Cardíaca dos Camarões, localizado em Sishong, a 600 quilómetros da capital Yaounde, ainda na sua fase de formação.
No mesmo ano, segundo a fonte, os médicos nacionais regressaram sozinhos àquele país para continuar com o trabalho iniciado em conjunto, formar os cirurgiões e anestesistas que lidam com problemas cardiovasculares naquele centro.
Tivane revelou igualmente que em cada uma dessas ocasiões a equipa conseguiu operar com sucesso, uma média de 15 pacientes, entre adultos e crianças, em intervenções que contaram com a participação de médicos, enfermeiros e técnicos locais.
“A ideia não é operar um elevado número de pacientes, mas criar condições para que as cirurgias efectuadas sejam um exemplo a replicar pelo pessoal médico local que, na nossa ausência, continua a trabalhar com os doentes”, referiu.
O número de alunos por cada professor reduziu consideravelmente nos últimos quatro anos no ensino primário em Moçambique, apesar de ainda prevalecer o problema de superlotação das turmas.
Falando esta quarta-feira em Gondola, província central de Manica, o Ministro da Educação, Augusto Jone, disse que, no início do presente quinquénio – que termina em 2014 -, o rácio alunos-professor em Moçambique era de 76, número que baixou para os actuais 65 alunos.
“Nós estamos a melhorar, mas sabemos que ainda é alto”, disse Jone, falando a jornalistas momentos após a abertura do Conselho Coordenador do Ministério da Educação (MINED) referente ao presente ano, que decorre em Gondola, sob o lema “Vamos aprender! Construindo competências para um Moçambique em constante desenvolvimento”.
“O rácio professor-aluno não é apenas uma questão numérica. Quanto menor for o número de alunos, maior é a interacção entre o professor e o aluno”, acrescentou o Ministro.
Este ano, o ensino primário público matriculou um total de 5,4 milhões de alunos que estudam em cerca de 16 mil escolas espalhadas pelo país. O número de professores existentes no país não permite a distribuição desses alunos em turmas de 48 a 50 pessoas, como seria o desejável no ensino primário.
“O desejado no ensino primário é 48/50. Um dia chegaremos lá, mas agora vamos trabalhando com o que é possível. Como sabem, há escolas que no passado o professor lidava com 70/80/90 alunos, mas vamos continuar a descer em função das capacidades do Governo”, disse o Ministro.
Para este quinquénio, a meta do sector da educação é de reduzir o rácio para 60 alunos por professor e para isso é necessário tomar uma série de medidas, nomeadamente o recrutamento de mais professores.
“Nos últimos anos temos estado a recrutar uma média de sete a oito mil professores por ano. Esse é o esforço do Governo para a diminuição do rácio”, disse o governante.
O elevado número de alunos por turma é considerado como um dos factores que influenciam o fraco rendimento escolar e consequentemente a qualidade do ensino.
Nos últimos anos, em oposição ao aumento do número de alunos matriculados, a qualidade de ensino em Moçambique tem vindo a deteriorar, particularmente no ensino primário, onde muitos concluem esse ciclo sem saber ler, escrever ou fazer exercícios básicos de Matemática.
O Presidente Armando Guebuza é um dos diversos chefes de Estado e de Governo que vão testemunhar, esta quinta-feira, a investidura de Robert Mugabe, para mais um mandato de cinco anos no Zimbabwe, na sequência da sua vitória nas eleições havidas a 31 de Julho último naquele país.
Para o efeito, Guebuza é esperado na manhã de quinta-feira em Harare e, segundo fonte da Presidência moçambicana, far-se-á acompanhar pelo Ministro dos Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, entre outros quadros do seu gabinete.
A província do Niassa, na região norte de Moçambique, esta a registar um aumento de casos de malária, facto que esta a preocupar as autoridades sanitárias daquela parcela do pais. Só no ano passado foram registados 200.273 casos contra os 135.304 do ano anterior, representando um aumento de 48 por cento.
Para contrapor esta subida, as autoridades sanitárias distribuíram 30.745 redes mosquiteiras a mulheres gravidas contra 26.964 do ano anterior com uma cobertura de cerca de 71 por cento.
“Neste ano prevê-se que sejam distribuídas 273.730 redes mosquiteiras nos distritos de Mecanhelas, Cuamba e Maua, para além de realização de campanhas de educação para o seu uso correcto”, disse Laison Daniel, médico-chefe provincial, em conversa com a AIM sobre a situação sanitária geral na província.
Niassa conta, actualmente, com 154 unidades sanitárias das quais um hospital provincial, um hospital rural, um hospital distrital e os restantes são centros de saúde. Todos os distritos da província possuem pelo menos um médico.
Para além das unidades sanitárias, segundo Daniel, Niassa conta com dois centros de formação e neste ano terão inicio as obras de construção do bloco operatório no Centro de Saúde do distrito de Mandimba.
No que toca a saúde da mulher gravida e da criança, em 2012, foram realizados 28.877 partos contra 24.451 do ano anterior, com uma cobertura de 83 por cento.
“Os distritos de Marrupa, Maua e Mandimba são os que apresentam os índices mais baixos em termos de partos institucionais facto que levou a realização, nestes locais este ano, de uma capacitação das parteiras tradicionais”, adiantou o médico-chefe provincial.
Na procura de forma de encorajar a mulher gravida a optar por partos institucionais e a frequentar as unidades sanitárias, naqueles distritos, a Direcção Província de Saúde (DPS) esta a proceder a distribuição de enxovais.
Para cuidar deste grupo alvo, Daniel revelou que todos os distritos da província têm casas de espera da mãe gravida na sede e este ano prevê-se a construção de mais cinco casas do género.
Sublinhou que em 31 unidades sanitárias os partos são assistidos por homens, mas este número vai reduzir para seis ainda este trimestre com a colocação de 25 enfermeiras formadas na província. Todas elas são, oriundas dos locais onde estas unidades sanitárias estão localizadas.
No que toca ao planeamento familiar, Daniel disse que a cobertura no ano transacto foi de 24 por cento, numa campanha que abrangeu 45.736 mulheres.
No âmbito da saúde da criança, a cobertura de crianças completamente vacinadas foi de 80.4 por cento e, para reduzir as longas distancias que as mães têm que percorrer para chegar ao posto de saúde mais próximo para vacinar os filhos as autoridades sanitárias organizam brigadas moveis.
Os principais desafios com que o sector se depara resumem-se na falta de meios de transporte e de manutenção da cadeia de frio para a conservação de vacinas.
O baixo peso ao nascimento de crianças foi de 5.7 por cento contra 6.4 por cento do ano anterior, apesar de estar dentro dos paramentos aceitáveis. Os distritos de Lago, Chimbonila, Marrupa e Mavago apresentam taxas acima de 7 por cento e, neste ano estes distritos irão beneficiar de um projecto financiado pelo Banco Mundial para a redução dos níveis de desnutrição.
Em relação ao Tratamento Anti-retroviral (TARV), o medico Chefe provincial disse que apenas 33 unidades sanitárias oferecem estes serviços contra as 27 do ano de 2012 e espera-se que este número venha a aumentar em mais oito unidades ainda este ano e para mais nove em 2014.
Para complementar este esforço, a província realizou este ano três formações para enfermeiras de saúde materno infantil, agentes de medicina e enfermeiros-gerais com participação de 70 profissionais em matérias ligadas ao Tratamento Anti-retroviral.
A província do Niassa conta com pouco mais de 7.000 doentes em tratamento com ingresso este ano de 1472 adultos e 159 crianças.
No âmbito da expansão do TARV, os distritos de Mecula, Marrupa, Mavago, Mecanhelas, Mandimba vão receber aparelhos de CD4 que permitem avaliar o estado imunológico do paciente seropositivo. Assim, Niassa passara a contar com nove distritos cobertos por estes aparelhos.
Neste momento estão em formação os técnicos de laboratório destas unidades sanitárias num total de 18.
A Província conta com 166 agentes polivalentes elementares de saúde formados nos distritos de Cuamba, Mecanhelas, Mandimba, Lago, Maua, Marrupa, Chimbunila e Sanga e, este ano a formação vai abarcar os distritos de Muembe, Mecula, Majune, Nipepe, Ngauma e Metarica.
Novo aplicativo é capaz de filmar procedimento e mostrar na tela informações que podem ajudar o cirurgião, como a localização de veias e tumores.
Uma equipa médica da Alemanha chefiada pelo cirurgião Karl Oldhafer realizou na semana passada uma das primeiras cirurgias com o auxílio de um tablet em todo o mundo. No Hospital Asklepios Hamburg-Barmbek, em Hamburgo, na Alemanha, os médicos usaram um novo aplicativo para filmar o procedimento e visualizar informações sobre o paciente em tempo real, ajudando no planeamento e conclusão do trabalho.
O fígado é conhecido como um órgão relativamente difícil de operar — uma cirurgia pode demorar horas para ser concluída —, pois ele possui uma grande estrutura de vasos sanguíneos no seu interior, por onde circula até um litro e meio de sangue por minuto. Como não conseguem enxergar o interior do órgão, os médicos precisam memorizar a localização de veias importantes, que não podem ser cortadas durante o procedimento.
O novo aplicativo, desenvolvido pela empresa alemã Fraunhofer Mevis, ajuda justamente a “enxergar” dentro do órgão, revelando a localização de vasos sanguíneos e tumores a serem retirados. Enquanto filma e mostra o procedimento na tela, o aparelho usa uma técnica de realidade aumentada para adicionar camadas de informação na imagem, mostrando os dados que o cirurgião achar necessários para ajudar no procedimento.
A tecnologia é baseada num software desenvolvido pela própria Mevis, que permitia ao médico planear a cirurgia com antecedência, decidindo onde e como iria fazer os cortes no órgão. O problema é que os cirurgiões costumavam ter dificuldades para levar as informações do software para a sala de cirurgia e olhar para as imagens durante o procedimento. “Com o nosso aplicativo, todos os dados do planeamento podem ser mostrados directamente na mesa de operações”, afirma Alexander Köhn, cientista de computação da Mevis.
A Empresa moçambicana de Seguros (EMOSE) quer introduzir o seguro agrícola para cobrir as necessidades dos produtores em caso de catástrofes.
Silvestre Sechene, Presidente do Conselho de Administração da EMOSE, disse hoje, em Maputo, a margem da reunião balanço do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), que algumas entidades precisam deste seguro para desenvolver suas actividades.
O PCA adiantou que as previsões indicam que o trabalho já em curso, de preparação da introdução deste seguro, termine até ao final do presente ano.
“Introduzir um seguro agrícola é delicado por se tratar duma área específica que precisa de muito cuidado na sua concepção”, disse Sechene.
Ele sublinhou que qualquer actividade pode ser objecto de seguro e não existe nenhuma excepção em relação a agricultura, apesar de ser uma área de grande risco.
Em Moçambique, várias instituições de credito não se tem prontificado a apoiar o sector agrícola devido ao grande risco que o investimento nesta actividade representa porque em caso de calamidades ou ma época não se tem como reaver os valores investidos.
Todas as sedes distritais da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, estarão ligadas à rede eléctrica nacional de Cahora Bassa até Dezembro próximo.
Para o efeito, o Governo moçambicano acaba de lançar um concurso público para apurar o empreiteiro que irá electrificar as últimas duas sedes distritais que ainda não estão ligadas à rede eléctrica nacional de Cahora Bassa, nomeadamente, Namuno e Balama.
Até ao momento, estes dois pontos são iluminados por via de geradores.
A iniciativa, segundo o ministro da Energia, Salvador Namburete, insere-se no âmbito de expansão da rede nacional em curso em todo o País cuja meta das autoridades moçambicanas é de electrificar todas as 128 sedes distritais até 2014.
“Neste momento não há nenhum distrito não ligado que não tenha projecto, Namuno e Balama tinham ficado atrás, porque não tínhamos identificado o financiamento necessário”, disse o ministro da Energia.
“Estamos a fazer o possível junto dos empreiteiros e da própria EDM no sentido de garantir que maior número possível de distritos fique ligado ainda este ano para que no próximo ano possamo-nos dedicar à gestão de eventuais atrasos e problemas técnicos”, sublinhou Salvador Namburete.
A operação irá custar 111 milhões de meticais
O presidente do Conselho de Administração da EDM, Augusto de Sousa Fernando, disse que o projecto de electrificação de Balama e Namuno é financiado pelo Governo de Moçambique em cerca de 111 milhões de meticais.
Augusto de Sousa explicou ainda que os trabalhos compreenderão a construção de duas linhas de transporte com 60 quilómetros de comprimento cada a partir de Montepuez.
Refira-se que Namuno e Balama são regiões altamente produtivas pelo que com a sua electrificação vai acelerar bastante o desenvolvimento da província e principalmente dos dois distritos, pois possuem terras muito férteis.
O Governo moçambicano acaba de assinar dois contratos de concessão de exploração mineira por 25 anos cada, com as empresas Midwest Africa e a Rio Tinto numa área de mais de 25 mil hectares. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo vice-ministros dos Recursos Minerais, Abdul Razak.
Para o caso da Midwest Africa, uma empresa Indiana, vai investir cerca de 1416 milhões de dólares e a produção prevista em 2019 é de um milhão de toneladas por ano de carvão coque e 6 milhões de toneladas por ano de carvão térmico, e espera-se que venha a empregar 1320 trabalhadores.
A área de exploração concedida a Midwest Africa fica a 50 km da cidade de Tete, na bacia carbonífera de Nkncondezi, com uma área 15 840 hectares. A área tem cerca 450 milhões de toneladas.
Segundo o vice-ministro dos Recursos Minerais, espera-se que as operações da Midewest resultem em termos de receitas fiscais num encaixe para o Estado na ordem dos 35 milhões de dólares por ano. Em estrito cumprimento com a Lei está previsto neste contrato a participação nacional de cinco por cento para o Estado e outros cinco por cento para nacionais singulares, através da bolsa de valores.
O segundo contrato é com a empresa Rio Tinto Moçambique, que já está a operar em Benga. O seu projecto chama-se Zambeze e fica a 10 km da cidade de Tete, com uma área de 9700 hectares. A multinacional vai investir cerca de 3300 milhões de dólares. Espera-se que a produção após instalação do projecto, prevista para 2023 a 2025, ronde nos cerca de 7 milhões de toneladas de carvão coque por ano e cerca de 5 mil toneladas de carvão térmico por ano.
Prevê-se que o projecto crie emprego para cerca de 1400 trabalhadores. Na fase de produção instalada (2023 a 2025) o estado prevê, segundo estimativas do Ministério dos Recursos Minerais, arrecadar em impostos e taxas diversas, cerca de 27 690 milhões de meticais.
Numa altura em que os níveis de impopularidade de Armando Guebuza estão a atingir recordes olímpicos, por não conseguir cumprir com suas promessas, são cada vez mais visíveis os esforços do próprio Governo para dar a entender o contrário. A propaganda e o culto de personalidade à figura de Armando Guebuza começa no próprio partido e desagua na Imprensa pública com rubricas de alegadas realizações.
Depois de várias reuniões para encontrar estratégias de propaganda em volta da figura de Armando Guebuza, eis que a Frelimo decidiu ampliar tal propaganda. O Ministério da Cultura foi obrigado a usar o festival da cultura a realizar-se em Agosto de 2014 na cidade de Inhambane para homenagear a figura de Armando Guebuza, alegadamente devido “ao seu contributo que tem dado para o desenvolvimento da cultura e da auto-estima”.
Esta terça-feira, o Conselho de Ministros acabou mesmo por aprovar uma proposta de realização do festival da cultura em homenagem ao Presidente Guebuza no seu último ano no poder.
Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, a decisão surge como forma de “reconhecimento ao esforço do presidente Armando Guebuza em prol da cultura e do resgate da auto-estima”.
Aliás, segundo Nkutumula, que citava o documento produzido para a publicitação do acontecimento, “foi no mandato de Guebuza que houve trabalhos que visaram a dinamização da diversidade cultural e do resgate da auto-estima dos moçambicanos”.
Assim, contrariamente aos outros, a edição de homenagem a Armando Guebuza terá quatro fases, nomeadamente, a nível dos postos administrativos, dos distritos, das províncias e finalmente a nível nacional.
O porta-voz não precisou o valor que poderá ser mobilizado para suportar a mobilização em torno da homenagem de Armando Guebuza “em jeito de reconhecimento do seu papel pela cultura e auto-estima”.
Nessa operação, foram recuperados alguns bens e uma pistola com a qual os meliantes cometiam desmandos, segundo o porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na Cidade de Maputo, Orlando Modumane.
Refira-se que no briefing da semana passada a Polícia deu a conhecer que três quadrilhas de malfeitores, que se dedicavam, também, ao roubo de diversos bens nos estabelecimentos comerciais e nas residências, em Maputo, com recurso a armas de fogo e objectos contundentes, estavam detidas. A gangue actuava nos bairros de Laulane, Hulene, Ferroviário, George Demitrov e Mafalala, em Maputo.
Ainda na semana de 12 a 18 de Agosto, a corporação impediu seis cidadãos estrangeiros de entrar no território moçambicano, dos quais dois paquistaneses e igual número de camaronês, um etíope e um somaliano por falta de clareza na indicação dos motivos de sua vinda ao país, falta de local de hospedagem e de documentação. Todos eles já foram repatriados.
Segundo Isbet Erwee, promotora de Justiça sul-africana, o moçambicano Leonard Mhlongo e um parceiro, detidos a 19 de Janeiro, foram sentenciados por matar e extrair os cornos de um rinoceronte preto adulto e sua cria.
Segundo a promotora, um terceiro suspeito, de nome Sibiya, que se encontrava na posse de uma arma de fogo usada para o abate dos animais, conseguiu fugir quando aguardava em liberdade provisória.
No depoimento lido em tribunal, Leonard Mhlongo disse que trabalhava em Moçambique, onde auferia um ordenado de cerca de 90 euros, pelo que aceitou a proposta feita por um amigo para trabalhar na África do Sul.
“Atravessei, ilegalmente, a fronteira, na companhia de Sibiya, para o interior do Parque Nacional Kruger, onde nos reunimos com um outro sujeito. Foi nessa altura em que me apercebi daquilo que eles queriam que nós fizéssemos”, disse Leonard Mhlongo.
Durante a leitura da sentença, o juiz Edward Hall apelou para que se encontre uma solução para o abate ilegal dos rinocerontes, porque se podem extinguir até finais de 2026.
`É um problema à escala nacional que nós lemos nos jornais todos os dias. O réu é de Moçambique e o segundo fugiu da caução, o que demonstra a atitude dos caçadores furtivos´, disse, citado pela Agência de Informação de Moçambique.
Para Edward Hall, “entrar ilegalmente no Parque Nacional Kruger com uma arma de fogo é uma actividade criminal premeditada. A cria (do rinoceronte) poderia ter sido salva e viver durante muitas gerações, mas foi abatida juntamente com a sua mãe”.
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