O presidente Armando Guebuza afirmou que a normalização da situação socioeconómica e política no Zimbabwe contribuirá para o desenvolvimento do país, em particular, e da região, em geral.
Guebuza manifestou o optimismo falando esta quinta-feira aos jornalistas moçambicanos momentos antes de deixar a capital zimbabweana, Harare, de regresso a Maputo, após testemunhar a cerimónia de investidura de Robert Mugabe.
O estadista moçambicano defendeu a necessidade de o mundo ajudar o Zimbabwes no seu processo de desenvolvimento, abrindo, sem restrições, o mercado para este país, condição que vai catapultar, igualmente, a economia moçambicana, através dos corredores de desenvolvimento.
“Eu penso que uma abertura, sem restrições, do mercado para o Zimbabwe terá um impacto positivo a nossa economia, particularmente na área dos portos e dos caminhos-de-ferro, assim como das estradas”, disse o estadista moçambicano, realçando, porém que esse desejo só será possível se o Zimbabwe continuar com o ambiente de calma e tranquilidade que se caracterizou durante o processo eleitoral.
Comentando particularmente sobre as eleições e a cerimónia de tomada de posse de Mugabe, para mais um mandato de cinco anos como Presidente do Zimbabwe, Guebuza elogiou a forma como tudo decorreu, afirmando que foi, visivelmente, uma festa e um momento de reafirmação da vontade dos zimbabweanos.
“Também sinto que foi um momento de reconciliação. É verdade que houve quem ganhou e houve quem perdeu, mas sentimos no discurso do presidente Mugabe a vontade de insistir que todos têm espaço no país”, disse o Guebuza, acrescentando que “estou muito impressionado por aquilo que aconteceu e da forma como aconteceu”.
Comentando o posicionamento de alguns países como os Estrados Unidos, Reino Unido e outros que não reconhecem a credibilidade das eleições no Zimbawe e que, por via disso, anunciaram a manutenção das sanções contra este país que já duram há mais de dez anos, Guebuza disse acreditar que estes poderão mudar de opinião, sendo necessário, para efeito, esperar pelo tempo.
“Todos devem recordar que o processo do Zimbabwe foi muito problemático e que durante muito tempo houve quem quisesse se impor sobre a vontade dos zimbabweanos e, muitas vezes, mesmo procurando ignorar aquilo que era a percepção da região sobre a situação no país”, disse o presidente Guebuza.
Deste modo, o presidente explicou que levou muito tempo até que todos se referissem as decisões da Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), de que o Zimbabwe é membro fundador.
“Penso que as eleições acabam de ocorrer agora e os países que ainda não estou convencidos, certamente, que terão tempo de compreender que as eleições foram justas e, por conseguinte, terão a oportunidade de mostrar ao mundo de que a vontade do povo é que conta”, argumentou.
No discurso que proferiu momentos depois da sua investidura, Mugabe criticou os países que ainda duvidam da credibilidade do processo eleitoral no Zimbabwe, apelando para que deixem de se intrometer em assuntos que o dizem respeito aos zimbabweanos e os africanos em geral.

















